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  • ANNO XVII

  • O TICO-TICO ^O _£^.0 O T\CO l\Ç.OTJl^/LA. XvXC

    Jeff viu da janella de seu quarto, o Joaquim da leitena

    visinha pôr água no leite. Chamou Mutt e disse-lhe que ia dar

    uma lição aquelle malvado, que se esquecai das pobres vrrean-

    cintas suas freguezas, envenenadas todos os dias.

    O homemzinho punha água-no le-ite e diza não haver negocio melhor que vender leite; nem fazer moeda falsa rendia tanto. . A leiteria custara-lhe, ha dois annos, 14 contos; se lhe..

    oferecessem 30 elle não a vendia. Jeff tcntia-K na obn- gação

  • • «^r-àSaái

    5

    *0+0-ri--K>-K>*

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  • •O-f-O-fO* 0 TICO-TICO -tO*01^rO*0*OlO*OiO*ô-tO*0*>*0. V j,&*0*0*0*0*0*0*0*0 j-

    afLie /WeÁ^m\

    100 AMJNDAMO

    A.\MMI»SAIUOS

    Alrama, graciosa filhinha do Sr. ca-

    Êitão Diogenes de Faria Lobelio e de

    '. Graclema J. Lobcllo, completa hoje seis annos de Idade.

    Passou quarta-feira ultima a data natadlola

  • ¦f>o*o.*o-rO-rO.-o-:-o:-*-: Castro, por ser uma saphira; Magnolia A: tonio? pela sinceridade de Dalila? leite; Hamilton, por ser um gira-sol; A. Menezes, por ser um brilhante; Ma-

    X pelos sorrisos do Xeco? pelo penteado de Cecilia i/L, por ser uma violeta; Leoca- ria Hilda, por ser um rubim; Antonia,' G alda? pelas faces Ue Regina? pela dia S. F., por ser um botão de laranja; por ser uma esmeralda; Carlos Mene- elegância de J. Batalha? i elos estudos !. por ser uma camelia: Mari- zes. por ser uma pedra branca, e eu. por

    . a de Beatriz? pelas graças da Lourdes? quinha C. S., por ser um boaquet de nol- ser, emfim, a dona do collar mysterioso. Y pela belleza de Zulmira? pela voz da va: Irene, oor ser um rr.. — Foi encontrado na Confeitaria Tas-4" X.izareth? e finalmente. clioal um cesto de fructasXnzareth? e finalmente,

    minha tagaiellice ? — Leilão da rua Conselheiro

    Ferraz : Quanto dão pela franqueza

    de Elmira ? pelo per.teado da Margarida C. ? pelos lindos cabellos crespos de Chlorya ? pela risadinha da romântica Ai-la? pela alegria eommuni- cativa da Octacllia ? pelo an- dar da Lecticia ? pelas cm i- nhas da Clarisse ? pela gra-

    Íciosidade da Adelia? pela sin-

    ceridade de Andréa ? pelo pre- * cioso soceço de Xair? pelos ca- A chos de Creusa? pela delica- JL dcisa de Conceição? pelas gra- À ças da Alice? pelo signal do Y Esther? pela bondade de Be- X socleita ? pela belleza de Mar- y garida? pela altura da Zelin-T da? pelos lindos olhos de vel- O ludo do Arnaldino? pela i-T tidão do Pedro? pela sinceri-'_ dade 10 T pela pai- j, lidez marmórea do Rivas? pe-r lo chie do Steck? pelo dansar

    elegante do Xicolino (Du- que)? pela fascinação do Ro- meu? pelo porte ultra elegan- te do Galllta? pela belleza do Mario? pela dentadura do An- tonlnho? pelo olhar magneti- sador do Paulo? pela farda-do Oswaldo (Ossi)? pela cabel-

    , do Xestor ?

    XO JARDIM...

    tt iiores iiiiuisb O Romarlta (Ra'4> tavam os sei

    Encontrou-se um ramo de _• flores lindíssimas, na rua

    íamos) e relle es- . s d o

    querido "O Tico-Tico" : V Margarida uma p:i T vermelha; Cecília uma mimosa O v ileta; Edith, uma s> i•i- thica açucena; Amelinha, uma

    Íiples rosa; Datlâ. uma re-

    trahida dahlia; Dudu', uma humilde cravina; Marianno, um cravo; Olivier, um delica- do amor-.perfelto: Guiomar, uma en_rra__ta orchldêa; Jan- dyra, uma kortencia; Edgar, um gentil mal-mequer: •>'. ¦'.- sou. um jrarboso reaedft; cllla, um Jacintho; Antonla.um COpo de |«

    u:.to; Haydéa, uma s-in- angélica: Gillette, tuna

    margarida; Oditte, um botão de rosa; Eurydiee, uma ma- gnolia; XonO, um lyrio; Au- giisto, um jasmin; Armando, um tinhorão; Antonietta; uma camelia: Carabina, a m

    r__e Licencias. Reticências... São ellas que dizem o que se não

    ,.

  • | Uma guarda civil k micróbiosH ——— ' « ^/-la 6 *o1

    ;OSO-K>+ O TICO-TICO *teteOteOteteteteteOteO-l^teOte

    rcm com o motivo daquelle rodei; tão dis- paratado. Que tinham a ver com o phago- cyto o Carnaval c a guarda-civil ?

    O tio Chico percebeu esse pasmo e sor- riu, continuando :

    — Meu caro Zéca, o corpo humano él uma espécie de Avenida Central em dia de

    Carnaval, pouco mais ou menos. Os mi- senhora do Dr. — Papae, desculpe-me, mas eu não en- crobios da doença são outros tantos transe-

    Azevedo, medico tendi bem. Repita outra vez untes que querem, á fina força, entrar nelle distineto de São O Dr. Azevedo sorriu e voltando-se pa- c andar á vontade, fazendo desordens era o tio Chico falou procurando perturbações.

    —Olha, Chico, toma-me conta deste ter- í'a apenas uma differença. E' qr.. rivcl perguntador. Sabes que o. meu habito transeuntes da Avenida, cm dias dc encheu- dos livros dc sciencia c dos collegas me tc popular, são na sua maioria ordeiros, djf.ficulta uma expressão clara, cm termo; sendo muito pequena a quantidade de mal- vulgares, desses assumptos. O caso é com- feitores, ali. tigo, porque és profi— Pois não, meu caro — disse o tio Chi- co — eu não tenho o teu preparo, nem a

    tua

    Paulo, teve uma se- ria atrapalhação, na- quellc dia !...

    X / (W/ Imagine-se que o.% /^\.V\ filho mais velho do Q "* ^~\\\ casal, com 7 annos, te apenas, apanhara

    um livro do papae*i e, tendo visto, nelle, uma figura, com o ^ titulo

    — os phágocytos — gostou da pa- tua cultura, mas comprchendo bem a q lavra e lembrou-se dc perguntar a D. Si- difficuldade. Sendo professor, estou acostumado a esse exercicio dc pôr as cousasnha, sua mãe, o que era phagocyto.ò A boa senhora, apezar dc intelligente e v culta, mão atinava com ; mas, :

    Esta é a ::. liieaz. O melhor remédio é conservar a

    i.lA

    ^8 *

    As meninas Odette e Jacy, filhas do Sr. Manoel Cardoso Ormond, proprietário do

    Café e Bilhares Brasil. -teOteOtete

  • f o---«-p-*-*->K>*0-K>-I-"-^^ O T I C 0-T ICO *0*0*H>S

    ^d^vl^Ê*^ A vingança da Infanta

    C^V— H3A&V \

    ___7/Tj w_|l_(_§j»r

    |4«y íaK&BÊ

    1 ' OI no tempo glo- Para castigo de sua leviandade, Sua Al- A Infanta D. Benicia seguia a caçada

    U rioso do descobri- tcza ha de dfeoorar qutaze paginas do real em uma apparatosa carruagem puxa- mento da Ameri- " Cerimonial da Corte"... da por quatro cavallos. A seu lado ia, im- .*.

    ca, nessa época A IrJfanta curvou a cabeça tristemente pertigada e solemne, D. Pomposa. __L sem igual, em que e. voltando para o palácio, colheu distra- Rodeando a carruagem a cavallo, iam

    a Hespanha nada- hida, uma rosa. va em ouro e — Que horror ! — gritou D. Pom- sua fama enchia o posa — onde se viu uma princeza colher mundo. uma flor com suas próprias mãos ?... Se

    Nesse tempo, na queria uma flor deveria dizer-me, eu avi- corte faustosa e magnífica de Castella a saria uma de suas damas de honor, esta mais linda princeza era Benie:a, a galante chamaria um pagem e... Benicia, que seria tambem a mais feliz A Infanta tapou c-s ouvidos para nâo de todas as hcspanholas, se não tivesse ouvir mais. duas graves causas de desgosto. Triste vida a sua. Pela manhã ficava

    Essas duas pragas que a privavam de duas horas entregue ao cabelleireiro; ti- todas as alegrias eram a etiqueta e a D. nha de. andar todo o dia com vestuários Pomposa, marqueza de Torres Altas, sua imponentes, mas incommodos, com o cor- preceptora. po preso num collete que a torturava...

    D. Pomposa era uma fidalga de velha Não podia brincar, não podia rir ai* raça, que não imaginava a existência da to... corte sem o mais rigoroso cerimonia" e Oh, se ella pudesse se libertar daquella passava dia e noite perseguindo a linda roupa irritante ! Se pudesse correr pelos infanta para obrigal-a a respeitar zelosa- campos, divertir-se á vontade!... mente a etiqueta. Era tal o desespero de Benicia, que até

    Um dia Benicia estava no jardim deva- já teria ugido do palácio se não tivesse a ncando docemente, quando foi despertada companhia de D. Mercedes, uma galante de sua irmocente distracção pela voz irri- dama de honor que tinha tambem 16 an- tada de D. Pomposa nos, mas era alegre, jovial, mesmo porque— Senhora Infanta — exclamou a fi- não supportava as mesmas exigências, dalga — onde se viu isto: uma princeza D. Mercedes era filha de uma condessa O próprio primeiro ministro se dignava Xa passear sóz,inha ! Isto é um escândalo 1 sueca, que a educara com a liberdade das sorrir, ao vel-a. X

    raças do norte. No 0 meio das rígidas fi- as damas de honor e entre ellas D. Mer- + d a 1 g a s hcspanholas cedes, que fez um signal mysterioso ao y sempre preoecupadas cocheiro. a com cerimonias e eti- D. Pomposa ia- tão séria, tão grave e X quetas, a encantadora importante, que nem dava attenção ao que A dama de honor manti- se passava em torno delia. Mas, de repen- Xnha o seu bom humor te, a sua voz ergueu-se irritada y inalterável e delicada- — Os cavalos não andam 1 O cochei- T nente malicioso. ro não vê isso ? Já todos os caçadores vão V

    Tinha tanta graça D. lá para deante, até mesmo as damas de ÂMercedes, era tão gen- honor seguiram... Ficamos nós sozinhos X ti* e espirituosa, que — no meio do bosque 1... 0 diziam na corte — o E a nobre preceptora levantou-se para *!" próprio primeiro mi- interpellar o cocheiro, que, nesse mômen- V nistro se dignava a sor- to, saltou da boléa e, fingindo intenso ter- T r:r quando a via. ror, começou a gritar :Ah, minha queri- — Soccorro 1 Salve-se

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