ESTATUTO DO DESARMAMENTO Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> ESTATUTO DO DESARMAMENTO Dispe sobre registro, posse e comercializao de armas de fogo e munio, sobre o Sistema Nacional de Armas Sinarm, define crimes e d outras providncias. LEGISLAES ESPECIAIS CEL PMERJ RR FREITAS </li> <li> Slide 2 </li> <li> Imagem:Japanese Type 26.png A EVOLUO HISTRICA DAS ARMAS BREVE EXPOSIO A PLVORA SCULO XII INVENTOR DESCONHECIDO CHINA A inveno da plvora pelos chineses revolucionou as armas... Uma mistura de carvo, nitrato de potssio com enxofre e a fabricao de cido sulfrico (H2SO4) deu luz arma de fogo... poca, a plvora e as armas de fogo foram pensadas como instrumento de defesa da prole, do habitat, da integridade fsica e no como um ato de violncia...FOI O INSTINTO DE DEFESA O QUE NORTEOU O INVENTO... As diversificadas armas de fogo revolucionaram os mtodos de poder, dominao e riqueza entre os povos. O progresso industrial e econmico acende o interesse da burguesia e a plvora, at os dias de hoje, utilizada na corrida armamentista na galxia que habitamos... EMBORA O CONTROLE ARMAMENTISTA FAA PARTE DA AGENDA MUNDIAL DE PRESERVAO DE NOSSA ESPCIE... </li> <li> Slide 3 </li> <li> ESTATUTO DO DESARMAMENTO ( LEI 10826,22/12/ 2003 ) CAPTULO I DO SISTEMA NACIONAL DE ARMAS Art. 1 O Sistema Nacional de Armas Sinarm, institudo no Ministrio da Justia, no mbito da Polcia Federal, tem circunscrio em todo o territrio nacional. Art. 2 Ao Sinarm compete: I identificar as caractersticas e a propriedade de armas de fogo, mediante cadastro; II cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no Pas; III cadastrar as autorizaes de porte de arma de fogo e as renovaes expedidas pela Polcia Federal; IV cadastrar as transferncias de propriedade, extravio, furto, roubo e outras ocorrncias suscetveis de alterar os dados cadastrais, inclusive as decorrentes de fechamento de empresas de segurana privada e de transporte de valores; V identificar as modificaes que alterem as caractersticas ou o funcionamento de arma de fogo; VI integrar no cadastro os acervos policiais j existentes; VII cadastrar as apreenses de armas de fogo, inclusive as vinculadas a procedimentos policiais e judiciais; VIII cadastrar os armeiros em atividade no Pas, bem como conceder licena para exercer a atividade; </li> <li> Slide 4 </li> <li> IX cadastrar mediante registro os produtores, atacadistas, varejistas, exportadores e importadores autorizados de armas de fogo, acessrios e munies; X cadastrar a identificao do cano da arma, as caractersticas das impresses de raiamento e de micro estriamento de projtil disparado, conforme marcao e testes obrigatoriamente realizados pelo fabricante; XI informar s Secretarias de Segurana Pblica dos Estados e do Distrito Federal os registros e autorizaes de porte de armas de fogo nos respectivos territrios, bem como manter o cadastro atualizado para consulta. Pargrafo nico. As disposies deste artigo no alcanam as armas de fogo das Foras Armadas e Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus registros prprios. </li> <li> Slide 5 </li> <li> CAPTULO II DO REGISTRO Art. 3 obrigatrio o registro de arma de fogo no rgo competente. Pargrafo nico. As armas de fogo de uso restrito sero registradas no Comando do Exrcito, na forma do regulamento desta Lei. Art. 4 Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado dever, alm de declarar a efetiva necessidade, atender aos seguintes requisitos: I comprovao de idoneidade, com a apresentao de certides de antecedentes criminais fornecidas pela Justia Federal, Estadual, Militar e Eleitoral e de no estar respondendo a inqurito policial ou a processo criminal; II apresentao de documento comprobatrio de ocupao lcita e de residncia certa; III comprovao de capacidade tcnica e de aptido psicolgica para o manuseio de arma de fogo, atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. </li> <li> Slide 6 </li> <li> 1o O Sinarm expedir autorizao de compra de arma de fogo aps atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos, em nome do requerente e para a arma indicada, sendo intransfervel esta autorizao. 2o A aquisio de munio somente poder ser feita no calibre correspondente arma adquirida e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. 3o A empresa que comercializar arma de fogo em territrio nacional obrigada a comunicar a venda autoridade competente, como tambm a manter banco de dados com todas as caractersticas da arma e cpia dos documentos previstos neste artigo. 4o A empresa que comercializa armas de fogo, acessrios e munies responde legalmente por essas mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade enquanto no forem vendidas. 5o A comercializao de armas de fogo, acessrios e munies entre pessoas fsicas somente ser efetivada mediante autorizao do Sinarm. 6o A expedio da autorizao a que se refere o 1o ser concedida, ou recusada com a devida fundamentao, no prazo de 30 (trinta) dias teis, a contar da data do requerimento do interessado. 7o O registro precrio a que se refere o 4 prescinde do cumprimento dos requisitos dos incisos I, II e III deste artigo. </li> <li> Slide 7 </li> <li> Art. 5 O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em todo o territrio nacional, autoriza o seu proprietrio a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residncia ou domiclio, ou dependncia desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsvel legal pelo estabelecimento ou empresa. (Redao dada pela Lei n 10.884, de 2004)(Redao dada pela Lei n 10.884, de 2004) 1o O certificado de registro de arma de fogo ser expedido pela Polcia Federal e ser precedido de autorizao do Sinarm. 2o Os requisitos de que tratam os incisos I, II e III do art. 4 devero ser comprovados periodicamente, em perodo no inferior a 3 (trs) anos, na conformidade do estabelecido no regulamento desta Lei, para a renovao do Certificado de Registro de Arma de Fogo. 3 o Os registros de propriedade expedidos pelos rgos estaduais, realizados at a data da publicao desta Lei, devero ser renovados mediante o pertinente registro federal at 31 de dezembro de 2008. (Redao dada pela Medida Provisria n 417, de 2008)(Redao dada pela Medida Provisria n 417, de 2008) </li> <li> Slide 8 </li> <li> CAPTULO III DO PORTE Art. 6 proibido o porte de arma de fogo em todo o territrio nacional, salvo para os casos previstos em legislao prpria e para: I os integrantes das Foras Armadas; II os integrantes de rgos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituio Federal;art. 144 da Constituio Federal; III os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municpios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condies estabelecidas no regulamento desta Lei; IV - os integrantes das guardas municipais dos Municpios com mais de 50.000 (cinqenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em servio; (Redao dada pela Lei n 10.867, de 2004)(Redao dada pela Lei n 10.867, de 2004) V os agentes operacionais da Agncia Brasileira de Inteligncia e os agentes do Departamento de Segurana do Gabinete de Segurana Institucional da Presidncia da Repblica; VI os integrantes dos rgos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituio Federal;art. 51, IVart. 52, XIII, da Constituio Federal VII os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas porturias; VIII as empresas de segurana privada e de transporte de valores constitudas, nos termos desta Lei; </li> <li> Slide 9 </li> <li> IX para os integrantes das entidades de desporto legalmente constitudas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislao ambiental. X - integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributrio. (Redao dada pela Lei n 11.501, de 2007) (Redao dada pela Lei n 11.501, de 2007) 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI deste artigo tero direito de portar arma de fogo fornecida pela respectiva corporao ou instituio, mesmo fora de servio, na forma do regulamento, aplicando-se nos casos de armas de fogo de propriedade particular os dispositivos do regulamento desta Lei. 1-A Os servidores a que se refere o inciso X do caput deste artigo tero direito de portar armas de fogo para sua defesa pessoal, o que constar da carteira funcional que for expedida pela repartio a que estiverem subordinados. (Includo pela Lei n 11.118, de 2005) (Includo pela Lei n 11.118, de 2005) 2o A autorizao para o porte de arma de fogo dos integrantes das instituies descritas nos incisos V, VI, VII e X est condicionada comprovao do requisito a que se refere o inciso III do art. 4o, nas condies estabelecidas no regulamento desta Lei. (Redao dada pela Medida Provisria n 417, de 2008)(Redao dada pela Medida Provisria n 417, de 2008) </li> <li> Slide 10 </li> <li> 3 A autorizao para o porte de arma de fogo das guardas municipais est condicionada formao funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial e existncia de mecanismos de fiscalizao e de controle interno, nas condies estabelecidas no regulamento desta Lei, observada a superviso do Comando do Exrcito. (Redao dada pela Lei n 10.867, de 2004)(Redao dada pela Lei n 10.867, de 2004) 4 Os integrantes das Foras Armadas, das polcias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4, ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei. 5 Aos residentes em reas rurais, que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistncia alimentar familiar, ser autorizado, na forma prevista no regulamento desta Lei, o porte de arma de fogo na categoria "caador". (Vide Lei n 11.191, de 2005)(Vide Lei n 11.191, de 2005) 6 Aos integrantes das guardas municipais dos Municpios que integram regies metropolitanas ser autorizado porte de arma de fogo, quando em servio. (Includo pela Lei n 10.867, de 2004) (Includo pela Lei n 10.867, de 2004) </li> <li> Slide 11 </li> <li> Art. 7 As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurana privada e de transporte de valores, constitudas na forma da lei, sero de propriedade, responsabilidade e guarda das respectivas empresas, somente podendo ser utilizadas quando em servio, devendo essas observar as condies de uso e de armazenagem estabelecidas pelo rgo competente, sendo o certificado de registro e a autorizao de porte expedidos pela Polcia Federal em nome da empresa. 1o O proprietrio ou diretor responsvel de empresa de segurana privada e de transporte de valores responder pelo crime previsto no pargrafo nico do art. 13 desta Lei, sem prejuzo das demais sanes administrativas e civis, se deixar de registrar ocorrncia policial e de comunicar Polcia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo, acessrios e munies que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. 2o A empresa de segurana e de transporte de valores dever apresentar documentao comprobatria do preenchimento dos requisitos constantes do art. 4 desta Lei quanto aos empregados que portaro arma de fogo. 3o A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo dever ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. </li> <li> Slide 12 </li> <li> Art. 8As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constitudas devem obedecer s condies de uso e de armazenagem estabelecidas pelo rgo competente, respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. Art. 9Compete ao Ministrio da Justia a autorizao do porte de arma para os responsveis pela segurana de cidados estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e, ao Comando do Exrcito, nos termos do regulamento desta Lei, o registro e a concesso de porte de trnsito de arma de fogo para colecionadores, atiradores e caadores e de representantes estrangeiros em competio internacional oficial de tiro realizada no territrio nacional. Art. 10. A autorizao para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo o territrio nacional, de competncia da Polcia Federal e somente ser concedida aps autorizao do Sinarm. 1 A autorizao prevista neste artigo poder ser concedida com eficcia temporria e territorial limitada, nos termos de atos regulamentares, e depender de o requerente: I demonstrar a sua efetiva necessidade por exerccio de atividade profissional de risco ou de ameaa sua integridade fsica; II atender s exigncias previstas no art. 4 desta Lei; III apresentar documentao de propriedade de arma de fogo, bem como o seu devido registro no rgo competente. 2 A autorizao de porte de arma de fogo, prevista neste artigo, perder automaticamente sua eficcia caso o portador dela seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substncias qumicas ou alucingenas. </li> <li> Slide 13 </li> <li> Art. 11. Fica instituda a cobrana de taxas, nos valores constantes do Anexo desta Lei, pela prestao de servios relativos: I ao registro de arma de fogo; II renovao de registro de arma de fogo; III expedio de segunda via de registro de arma de fogo; IV expedio de porte federal de arma de fogo; V renovao de porte de arma de fogo; VI expedio de segunda via de porte federal de arma de fogo. 1 Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e manuteno das atividades do Sinarm, da Polcia Federal e do Comando do Exrcito, no mbito de suas respectivas responsabilidades. 2o So isentas do pagamento das taxas previstas neste artigo as pessoas e as instituies a que se referem os incisos I a VII e X e o 5o do art. 6o desta Lei. (Redao dada pela Medida Provisria n 417, de 2008)(Redao dada pela Medida Provisria n 417, de 2008) </li> <li> Slide 14 </li> <li> Art. 11-A. O Ministrio da Justia disciplinar a forma e condies do credenciamento de profissionais, pela Polcia Federal, para comprovao da aptido psicolgica e da capacidade tcnica para o manuseio de arma de fogo. (Includo pela Medida Provisria n 417, de 2008) (Includo pela Medida Provisria n 417, de 2008) 1o Na comprovao da aptido psicolgica, o valor cobrado pelo psiclogo no poder exceder ao valor mdio dos honorrios profissionais para avaliao psicolgica estabelecido na tabela do Conselho Federal de Psicologia. (Includo pela Medida Provisria n 417, de 2008) (Includo pela Medida Provisria n 417, de 2008) 2o Na comprovao da capacidade tcnica, o valor cobrado pelo instrutor de armamento e tiro no poder exceder R$ 80,00 (oitenta reais), acrescido do custo da munio. (Includo pela Medida Provisria n 417, de 2008) (Includo pela Medida Provisria n 417, de 2008) 3o A cobrana de valores superiores aos previstos nos 1o e 2o implicar o descredenciamento do profissional pela Polcia Federal....</li></ul>