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    ESTATUTO DA

    FUNDAO SANTA CASA DE MISERICRDIA DE FRANCA

    CAPTULO I

    DA DENOMINAO, SEDE, FINS E DURAO

    Art. 1. A Fundao Santa Casa de Misericrdia de Franca, denominao aprovada em

    Assemblia Geral realizada em 11 de novembro de 2008, foi fundada em 1897 como Irmandade

    da Santa Casa de Misericrdia de Franca, e transformada em Fundao Civil Casa de

    Misericrdia de Franca por Assemblia Geral realizada em 28 de julho de 1935, tem sua sede e

    foro nesta cidade de Franca, Estado de So Paulo, na Praa D. Pedro II, n 1826, Centro.

    Art. 2. A Fundao, pela sua prpria natureza jurdica em razo das imposies feitas pelos

    doadores do seu patrimnio, tem durao perptua, no podendo os seus bens serem alienados ou

    vinculados por quaisquer obrigaes e nem se destinaro as outros fins.

    1 Em caso de imperiosa necessidade financeira e a fim de salvaguardar as finalidades

    precpuas da Fundao, podero ser alienados bens patrimoniais, desde que haja aprovao da

    Assemblia Geral, comunicado o Ministrio Pblico e mediante alvar judicial.

    2 O exerccio social e financeiro coincidir com o ano civil.

    Art. 3. A Fundao Santa Casa de Misericrdia de Franca, entidade de fins filantrpicos e no

    lucrativos, tem por finalidade:

    a) Manter, administrar e desenvolver as atividades dos hospitais instalados sob as denominaes

    de "Santa Casa de Misericrdia de Franca", "Hospital do Corao Octvio Qurcia" e Hospital

    do Cncer de Franca, bem como de outros estabelecimentos que venha a criar ou receber, tudo

    fazendo parte de um todo, com gerncia centralizada;

    b) Dispensar assistncia mdico-hospitalar gratuita a todos os enfermos necessitados,

    comprovada a condio, atravs de assistncia social, nos limites e de acordo com as

    possibilidades da Fundao;

    c) Instalar e manter gratuitamente, enfermarias para assistncia maternidade e infncia;

    d) Instalar servios de ambulatrio, farmcia, raio-x, agncia transfusional, laboratrio de

    anlises e outros que se tornarem necessrios aos seus fins;

    e) Cooperar, tecnicamente, com o Poder Pblico para melhorar as condies de sade da

    populao, sem prejuzo da respectiva contraprestao;

    1 A Fundao no poder remeter para quaisquer entidades sediadas no pas e no exterior,

    lucros, dividendos e doaes;

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    2 A Fundao poder filiar-se Federao das Misericrdias do Estado de So Paulo, ou

    entidades congneres que forem fundadas, para defesa dos interesses das entidades filantrpicas.

    3 Como instituio filantrpica, a Fundao obriga-se a prestar os servios de forma gratuita e

    permanente sem qualquer discriminao de clientela, dentro das propores estabelecidas pela

    legislao e regulamentos federais, estaduais, municipais e convnios, de acordo com as suas

    possibilidades fsicas e econmico-financeiras.

    4 A Fundao poder, ainda e subsidiariamente, exercer outras atividades, criar ou participar

    de qualquer pessoa jurdica, inclusive na rea de operao de planos de sade privados de

    assistncia sade, servios de lavanderia, podendo firmar convnios, contratos e outras

    espcies de ajustes, com pessoas fsicas ou jurdicas, de direito pblico ou privado a fim de se

    prover dos recursos necessrios consecuo de seus objetivos estatutrios.

    5 A Fundao sem fins lucrativos no distribui entre os seus scios ou associados,

    conselheiros, diretores, empregados, doadores ou terceiros eventuais resultados, sobras,

    excedentes operacionais, brutos ou lquidos, dividendos, bonificaes, isenes de qualquer

    natureza, participaes ou parcelas do seu patrimnio, auferidos mediante o exerccio de suas

    atividades, e que os aplique integralmente na consecuo do respectivo objeto social, de forma

    imediata ou por meio da constituio de fundo patrimonial ou fundo de reserva (fundamento:

    artigo 2, a, da Lei 13.019/14).

    6 No percebam seus diretores, conselheiros, scios, instituidores ou benfeitores remunerao,

    vantagens ou benefcios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou ttulo, em razo das

    competncias, funes ou atividades que lhes sejam atribudas pelos respectivos atos

    constitutivos, exceto se atuarem efetivamente na gesto executiva, respeitados como limites

    mximos os valores praticados pelo mercado na regio correspondente sua rea de atuao,

    devendo seu valor ser fixado pelo rgo de deliberao superior da Fundao, Conselho de

    Administrao, registrado em ata, com comunicao ao Ministrio Pblico. (Fundamento: artigo

    29, I, da Lei 12.101/09 que foi alterada pela Lei 13.151/15).

    7 A Fundao, na obteno e consecuo de seus objetivos, poder celebrar e pactuar

    convnios e/ou contratos, bem como articular-se com rgos ou entidades, pblicas ou privadas,

    inclusive com aquelas no governamentais, mediante aprovao da Assemblia Geral, da

    Diretoria ou do Conselho de Administrao, nos termos dispostos no presente estatuto,

    comunicando o Ministrio Pblico.

    8 A Fundao aplicar suas rendas, seus recursos, eventual resultado operacional e eventual

    supervit integralmente no territrio nacional, na manuteno e no desenvolvimento de seus

    objetivos institucionais.

    9 - A Fundao realiza sua escriturao de acordo com os princpios fundamentais de

    contabilidade e com as Normas Brasileiras de Contabilidade. (fundamento: artigo 33, IV, da Lei

    13.019/2014).

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    Art. 4. A Fundao ser representada ativa e passivamente, nos atos judiciais e extrajudiciais,

    pelo Presidente da Fundao, que a autoridade mxima da Fundao, podendo delegar poderes

    para finalidades especficas.

    CAPTULO II

    DA CLASSIFICAO E ADMISSO DE COLABORADORES

    Art. 5. O quadro social de colaboradores compe-se de nmero ilimitado de pessoas jurdicas e

    pessoas fsicas classificadas nas seguintes categorias:

    I Natos;

    II Efetivos;

    III Contribuintes;

    IV Benemritos; e

    V Irmo-Amigo da Santa Casa de Franca.

    1 Colaboradores Natos - so os fundadores que assinaram a ata de instituio da Fundao,

    por ocasio de sua transformao em Fundao Civil, e os doadores e incorporadores do

    patrimnio da extinta Irmandade Santa Casa de Misericrdia de Franca, conforme relao do

    artigo 77 deste Estatuto.

    2 Colaboradores efetivos - so os colaboradores, pessoas fsicas com direito a voto, que

    contribuam com importncias fixadas em Assemblia Geral;

    3 Colaboradores Contribuintes - so aquelas pessoas fsicas ou jurdicas sem direito a voto

    que, identificadas com os objetivos da Fundao, se comprometem a contribuir financeiramente,

    ou por qualquer outra forma, para que possa alcanar suas finalidades;

    4 Colaboradores Benemritos - so colaboradores que tenham prestado Fundao servios

    de tal relevncia que a diretoria os julgue merecedores desta especial distino, porm sem

    direito a voto.

    5 Colaboradores Irmo-Amigo da Santa Casa de Franca so colaboradores de recursos

    pecunirios, sem direito a voz e voto, que doam quantia mensal para a Fundao com o propsito

    especfico de auxiliar em programas para cumprimento de suas finalidades, de acordo com

    orientaes da Diretoria Administrativa e/ou em investimentos de melhoria da estrutura fsica e

    de maquinrio da Fundao e atendendo s seguintes caractersticas:

    a) a admisso e a excluso do Colaborador Irmo-Amigo da Santa Casa de Franca sero feitas de

    acordo com as regras deste Estatuto;

    b) a mensalidade devida pelo Colaborador Irmo-Amigo da Santa Casa de Franca ser fixada

    pela Diretoria Administrativa, considerando que as contribuies sero fixadas individualmente

    para cada novo Colaborador da Irmandade admitido;

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    c) as pessoas fsicas que sejam Colaboradoras, conforme previstos neste artigo podero acumular

    a condio de Colaborador Irmo-Amigo, mantendo a condio anterior, mas acrescendo a

    contribuio mensal desta condio acumulada;

    d) Diretoria Administrativa ser vedado garantir qualquer contraprestao para os

    Colaboradores Irmos-Amigos da Santa Casa de Franca;

    e) os valores doados pelos Colaboradores Irmos-Amigos da Santa Casa de Franca devero ser

    alocados em fundo especialmente constitudo para tal finalidade, individualizado na

    contabilidade geral da Fundao e com prestao pblica de contas da destinao dos valores

    doados entidade sob essa rubrica.

    f) o Colaborador Irmo-Amigo da Santa Casa de Franca poder solicitar a sua retirada do quadro

    de Colaboradores a qualquer momento, mediante simples comunicado escrito para a Diretoria

    Administrativa, ressalvado o direito de excluso em caso de inadimplemento das contribuies

    mensais.

    Art. 6. As contribuies sero fixadas e revisadas anualmente, pela Assemblia Geral.

    Pargrafo nico - As referidas contribuies no obrigaro, em hiptese alguma, contraprestao

    de servios pela Fundao.

    Art. 7. Para ser admitido no quadro de colaboradores so exigidos os seguintes requisitos:

    I - Pessoa Fsica: ter a capacidade plena, nos termos da legislao em vigor, bem como no ter

    condenao por crime doloso ou por improbidade administrativa transitada em julgado.

    II - Pessoa Jurdica - estar constituda h mais de um ano e no ter sido declarada a sua falncia e

    no estar proibida de contratar com o poder pblico ou de receber benefcios ou incentivos

    fiscais ou creditcios, direta ou indiretamente.

    1 Os requisitos do inciso anterior se aplicam aos scios da pessoa jurdica, bem assim o

    disposto no pargrafo seguinte.

    2 Estando a pessoa fsica ou jurdica respondendo a process

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