Estação de tratamento de esgoto

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<ul><li> 1. Universidade Federal do MaranhoColgio Universitrio -COLUNCurso Tcnico em Meio AmbienteDisciplina: Gesto de EfluentesOrientador:Rosrio DuarteAprendiz:Roosevelt Ferreira AbrantesRuan AlmeidaElinajara Pereira Castro </li> <li> 2. IntroduoA importncia do tratamento de esgoto nos municpios vai almdo cumprimento de um plano diretor; questo de conscinciae proteo da sade humana e do meio ambiente. A falta detratamento dos esgotos e condies adequadas de saneamentopode contribuir para a proliferao de inmeras doenasparasitrias e infecciosas alm da degradao do corpo dagua.A disposio adequada dos esgotos essencial para aproteo da sade pblica. Aproximadamente, cinquenta tiposde infeces podem ser transmitidos de uma pessoa doentepara uma sadia por diferentes caminhos, envolvendo osexcretos humanos. Os esgotos, ou excretas, podem contaminara gua, o alimento, os utenslios domsticos, as mos, o solo ouser transportados por moscas, baratas, roedores, provocandonovas infeces. </li> <li> 3. Sistema de Tratamento de Esgoto1. Esgoto, efluente ou guas servidas so todos os resduos lquidos provenientes de indstrias e domiclios e que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas e assim possam ser devolvidos natureza sem causar danos ambientais e sade humana.2. Geralmente a prpria natureza possui a capacidade de decompor a matria orgnica presente nos rios, lagos e no mar. No entanto, no caso dos efluentes essa matria em grande quantidade exigindo um tratamento mais eficaz em uma Estao de Tratamento de Esgoto (ETE) que, basicamente, reproduz a ao da natureza de maneira mais rpida. </li> <li> 4. Fonte: www.google.com / Imagem: Estao de Tratamento de Esgotos nos EUA </li> <li> 5. Sistema de Tratamento de Esgoto1. importante destacar que o tratamento dos efluentes pode variar muito dependendo do tipo de efluente tratado e da classificao do corpo de gua que ir receber esse efluente, de acordo com a Resoluo CONAMA 20/86. Quanto ao tipo, o esgoto industrial costuma ser mais difcil e caro de tratar devido grande quantidade de produtos qumicos presentes.2. Quanto classificao, o efluente deve ser devolvido ao rio to limpo ou mais limpo do ele prprio, de forma que no altere suas caractersticas fsicas, qumicas e biolgicas. Em alguns casos, como por exemplo, quando a bacia hidrogrfica est classificada como sendo de classe especial, nenhum tipo de efluente pode ser jogado ali, mesmo que tratado. Isso porque esse tipo de classe se refere aos corpos de gua usados para abastecimento. </li> <li> 6. Sistema de Tratamento de Esgoto1. Pode-se ento, separar o tratamento de esgoto domiciliar em 4 nveis bsicos: nvel preliminar, tratamento primrio e tratamento secundrio que tem quase a mesma funo, e tratamento tercirio ou ps-tratamento.2. Cada um deles tm, respectivamente, o objetivo de remover os slidos suspensos (lixo, areia), remover os slidos dissolvidos, a matria orgnica, e os nutrientes e organismos patognicos (causadores de doenas).3. No nvel preliminar so utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resduos maiores e impedir que haja danos as prximas unidades de tratamento, ou at mesmo, para facilitar o transporte do efluente. </li> <li> 7. Sistema de Tratamento de Esgoto1. No tratamento primrio so sedimentados (decantao) os slidos em suspenso que vo se acumulando no fundo do decantador formando o lodo primrio que depois retirado para dar continuidade ao processo.2. Em seguida, no tratamento secundrio, os micro-organismos iro se alimentar da matria orgnica convertendo-a em gs carbnico e gua.3. E no terceiro e ltimo processo, tambm chamado de fase de ps-tratamento, so removidos os poluentes especficos como os micronutrientes (nitrognio, fsforo e outros) e patognicos (bactrias, fungos).4. Isso quando se deseja que o efluente tenha qualidade superior, ou quando o tratamento no atingiu a qualidade desejada. </li> <li> 8. Sistema de Tratamento de EsgotoFonte: COPASA, CETESB - http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2008/09/11- audincia-de-sustentabilidade.html / Imagem: E.T.E So Miguel - SP Quando se trata de efluentes industriais a prpria empresa que faz o tratamento de esgoto exige que a indstria monitore a qualidade dos efluentes mandados para e estao. No caso de haver substncias muito txicas ou que no podem ser removidas pelo tratamento oferecido pela ETE, a indstria obrigada a construir a sua prpria ETE para tratar seu prprio efluente. </li> <li> 9. Como Funciona Uma ETE Estao de Tratamento de Esgoto1. A princpio, uma Estao de Tratamento de Esgoto - ETE deve estar situada nas proximidades de um corpo receptor, que pode ser um lago, uma represa, ou um curso dgua qualquer.2. Em geral, o corpo receptor um rio. O esgoto que chega estao chamado "esgoto bruto" e escoa por um tubo de grandes dimenses chamado "interceptor". </li> <li> 10. A Sequencia de Tubulaes desde a Sada do Esgoto das Residncias at a Entrada na ETE (Estao de Tratamento de Esgoto) :1 Tubulao primria = Recebe as guas residurias das residncias;2 Tubulao secundria = Recebe contribuies das tubulaes primrias e outras de guas residurias das residncias;3 Coletor tronco = Alm de receber as guas dos coletores secundrios, pode receber eventualmente alguma contribuio isolada residencial, sendo esta medida no aconselhvel;4 Interceptor = Este conduz o esgoto at a ETE e no pode receber nenhuma contribuio individual no caminho. </li> <li> 11. 5 - Estao Elevatria1. Na entrada da ETE, geralmente existe uma estao elevatria que bombeia o esgoto para cima at o nvel superficial onde comea o tratamento.2. O Tratamento de efluentes em uma Estao de Tratamento de Esgoto (ETE) consiste em processos sistemticos, que possuem certas etapas, onde todos os componentes poluidores so separados da gua antes de retornarem ao meio ambiente. </li> <li> 12. O Esgoto Bruto que Chega s Estaes de Tratamento de Efluentes, passa por Diversas Etapas de Tratamento, So Elas:Primeira Etapa: O GRADEAMENTO Ocorre a remoo de slidos grosseiros, onde o material de dimenses maiores do que o espaamento entre as barras retido. H grades grosseiras (espaos de 5,0 a 10,0 cm), grades mdias (espaos entre 2,0 a 4,0 cm) e grades finas (1,0 a 2,0 cm). As principais finalidades da remoo dos slidos grosseiros so:1. Proteo dos dispositivos de transporte dos esgotos (bombas e tubulaes);2. Proteo das unidades de tratamento subsequentes;3. Proteo dos corpos receptores Este primeiro procedimento consiste em deter os materiais maiores tais como galhos de rvores, objetos conduzidos e arrastados pelo caminho, etc., os quais ficam presos nestes sistemas de gradeamento que possui malhas com espaamentos diferentes em vrios nveis. </li> <li> 13. Fonte: www.brasilescola.com / Imagem: DesenhoEsquemtico Estao de Tratamento de Esgoto </li> <li> 14. Segunda Etapa: DESARENADORES O mecanismo de remoo da areia o de sedimentao: os gros de areia, devido s suas maiores dimenses e densidade, vo para o fundo do tanque, enquanto a matria orgnica, de sedimentao bem mais lenta, permanece em suspenso, seguindo para as unidades seguintes. As finalidades bsicas da remoo de areia so:1. Evitar abraso nos equipamentos e tubulaes;2. Eliminar ou reduzir a possibilidade de obstruo em tubulaes, tanques, orifcios, sifes etc;3. Facilitar o transporte lquido, principalmente a transferncia de lodo, em suas diversas fases.4. Retirada dos materiais slidos granulares. </li> <li> 15. Terceira Etapa: DECANTADOR PRIMRIO1. Os tanques de decantao podem ser circulares ou retangulares. Os esgotos fluem vagarosamente atravs dos decantadores, permitindo que os slidos em suspenso, que apresentam densidade maior do que a do lquido circundante, sedimentem gradualmente no fundo.2. Essa massa de slidos, denominada lodo primrio bruto, pode ser adensada no poo de lodo do decantador e ser enviada diretamente para a digesto ou ser enviada para os adensadores.3. Uma parte significativa destes slidos em suspenso compreendida pela matria orgnica em suspenso. </li> <li> 16. Terceira Etapa: DECANTADOR PRIMRIO1. Esta etapa que ocorre nos decantadores primrios onde as partculas slidas sedimentam no fundo do tanque. Passam entretanto por alguns procedimentos, algumas partculas so muito pequenas e no possuem peso suficiente para precipitarem.2. Por isso, geralmente na entrada da ETE, adicionada uma substncia coagulante a fim de unir essas partculas formando outras maiores e mais densas que consigam sedimentar com seu peso prprio no decantador.3. O tempo necessrio para que haja a precipitao chamado tempo de deteno e pr-determinado. No decantador o movimento da gua no deve ter quase que nenhuma turbulncia para facilitar a sedimentao. </li> <li> 17. Quarta Etapa: PENEIRA ROTATIVA1. Dependendo da natureza e da granulometria do slido, as peneiras podem substituir o sistema de gradeamento ou serem colocadas em substituio aos decantadores primrios.2. A finalidade separar slidos com granulometria superior dimenso dos furos da tela.3. O fluxo atravessa o cilindro de gradeamento em movimento, de dentro para fora.4. Os slidos so retidos pela resultante de perda de carga na tela, so removidos continuamente e recolhidos em caambas. </li> <li> 18. Quinta Etapa: TANQUE DE AERAO1. A remoo da matria orgnica efetuada por reaes bioqumicas, realizadas por microrganismos aerbios (bactrias, protozorios, fungos etc) no tanque de aerao.2. A base de todo o processo biolgico o contato efetivo entre esses organismos e o material orgnico contido nos esgotos, de tal forma que esse possa ser utilizado como alimento pelos microrganismos. Os microrganismos convertem a matria orgnica em gs carbnico, gua e material celular (crescimento e reproduo dos microrganismos).3. Ainda reforando este processo, os sedimentos acumulados no fundo do decantador so denominados "lodos" e so retirados pelo fundo do tanque, encaminhados para adensadores de gravidade e digestores anaerbios. Nestes digestores as bactrias e microorganismos aerbios consomem a matria orgnica constituinte do lodo.4. O material excretado consumido no fundo do tanque pelos microorganismos anaerbios. Assim ocorre uma diminuio do volume do lodo que pode ser encaminhado para filtros prensa e cmara de desidratao onde ocorre uma diminuio ainda maior de seu volume e da encaminhado para aterros sanitrios ou como esterco para agricultura. </li> <li> 19. Sexta Etapa: DIGESTO ANAERBIA1. A digesto realizada com as seguintes finalidades: Destruir ou reduzir os microrganismos patognicos; Estabilizar total ou parcialmente as substncias instveis e matria orgnica presentes no lodo fresco; Reduzir o volume do lodo atravs dos fenmenos de liquefao, gaseificao e adensamento; Dotar o lodo de caractersticas favorveis reduo de umidade; Permitir a sua utilizao, quando estabilizado convenientemente, como fonte de hmus ou condicionador de solo para fins agrcolas.2. Na ausncia de oxignio tm-se somente bactrias anaerbias, que podem aproveitar o oxignio combinado. As bactrias acidognicas degradam os carboidratos, protenas e lipdios transformando-os em cidos volteis, e as bactrias metanognicas convertem grande parte desses cidos em gases, predominando a formao de gs metano.3. A estabilizao de substncias instveis e da matria orgnica presente no lodo fresco tambm pode ser realizada atravs da adio de produtos qumicos. Esse processo denominado es...</li></ul>

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