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  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    O ano de 2017 foi um ano difcil para todos, a eco-nomia do pas ainda estagnada gera nmeros assustadores de desemprego e as instituies pblicas, desacreditadas, correram de forma desorde-nada para encontrar a estabilidade poltica, social e econmica do pas. A CASAN, apesar das dificuldades, continua mantendo um ritmo satisfatrio na execuo das obras institudas no plano de investimentos da Companhia. Encerramos o exerccio de 2017 com in-vestimentos realizados na ordem de R$248,4 milhes, mantendo firme o planejamento estratgico. Estes investimentos realizados so exclusivos para expanso dos servios de saneamento bsico e melhorias nas unidades operacionais nos municpios sob concesso da CASAN. Os investimentos, no perodo de gesto de 2015 a 2017, j somam R$792,9 milhes.

    A efetivao do plano de investimentos da Compa-nhia conta com importantes parcerias firmadas: Unio (PAC), Governo do Estado de Santa Catarina e agentes financeiros como BNDES, Caixa Econmica Federal, as agncias Japonesa (JICA) e Francesa (AFD).

    Considerando que o expressivo volume financeiro investido em obras no exerccio so oriundos da reapli-cao do lucro operacional e, considerando tambm, a impossibilidade momentnea do Estado vir a honrar com seu compromisso assumido em 2011 de promover

    a capitalizao da CASAN, a Diretoria Executiva, com aprovao em agosto de 2017 do Conselho de Admi-nistrao, iniciou a implementao de aes voltadas a promover a equalizao financeira da Companhia, a fim de manter o ritmo de obras em execuo. A principal ao desenvolvida foi a implantao do Programa de Demisso Voluntria Incentivada PDVI 2017/2018, que alcanou a inscrio de 717 empregados 27,02% do contingente de 2.654 em 31 de outubro de 2017 e 47,3% do custo total da folha de pagamento da Companhia.

    A modelagem do PDVI implementado pela CA-SAN no tem impacto negativo no caixa, pois prev o pagamento das indenizaes de forma parcelada aos empregados que aderirem ao programa. A indenizao ser paga em at 96 (noventa e seis) parcelas mensais para os empregados com idade at 67 (sessenta e sete) anos; 84 (oitenta e quatro) parcelas com idade de 68 (sessenta e oito) anos; 72 (setenta e duas) parcelas com idade de 69 (sessenta e nove) anos; e 60 (sessenta) parcelas para os empregados com idade acima de 70 (setenta) anos.

    Em 2017 rescindiram o contrato de trabalho com a CASAN 245 empregados e os custos com as rescises foram cobertos com a economia gerada na folha de pagamentos.

    O principal impacto do PDVI ser no mbito eco-nmico, visto a obrigatoriedade da contabilizao dos contratos de indenizao pelo regime de competncia, ou seja, na data da resciso do contrato de trabalho a Companhia deve contabilizar em despesa (resultado) o valor total da indenizao compromissada, mesmo que o pagamento seja realizado de forma diferida. Desta forma, com o PDVI a Companhia registrou uma despesa de outubro a dezembro de 2017 da ordem de R$183,9 milhes, impondo CASAN um prejuzo social/fiscal de R$28,5 milhes. Sem a implantao do PDVI o lucro lquido recorde teria sido da ordem de R$99,7 milhes.

    Por outro lado, o PDVI ir proporcionar uma eco-nomia importante Companhia, onde esses recursos economizados colaboraro para manter o ritmo de execuo das obras de saneamento. Somente em 2017 a economia financeira gerada pelo PDVI foi da ordem de R$80 milhes. Estimamos que em trs anos a economia de caixa ser da ordem de R$400 milhes.

    Os servios de abastecimento de gua foram responsveis por 80,3% da Receita Operacional aufe-rida, equivalente a R$904,1 milhes, e os servios de coleta e tratamento do esgoto sanitrio representaram 17,9% do total, com uma receita de R$201 milhes no exerccio.

    A CASAN encerrou 2017 com 1.134.265 econo-

    mias (residncias) atendidas com abastecimento de gua, representando um incremento de 2,4% na base de clientes. J nos 39 sistemas operados com coleta, tratamento e destinao final, houve um incremento da ordem de 8,3% da base de clientes em relao a 2016, alcanando 248.442 economias atendidas.

    O planejamento estratgico da Companhia prev como meta a universalizao do abastecimento de gua, coleta e tratamento do esgoto sanitrio at 2044, a CASAN encerrou 2017 com 21,9% dos clientes atendidos com coleta e tratamento do esgoto sanitrio.

    Apesar da crise que assola o pas, a CASAN vem conseguindo superar os obstculos graas dedicao, apoio e empenho de seus colaboradores, do corpo diretivo, do Governo do Estado, dos acionistas, clien-tes, fornecedores e demais parceiros, que ao longo do tempo vm ajudando a CASAN a consolidar uma posi-o de destaque no cenrio nacional e angariar, ainda mais, credibilidade junto opinio pblica catarinense.

    Apesar do resultado econmico negativo no exerc-cio de 2017, a Companhia vem cumprindo sua misso social, que promover sade, conforto, qualidade de vida e desenvolvimento sustentvel, desempenhando suas atividades com dignidade desde sua criao em 31 de dezembro de 1970.

    A Diretoria

    MENSAGEM DA ADMINISTRAO

    DEMONSTRAES CONTBEIS 2017

    Flocodecantador do Sistema Integrado de Abastecimento de gua da Grande Florianpolis - ETA Cubato - Palhoa/SC

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    A CASANA Companhia Catarinense de guas e Saneamento CASAN, uma empresa pblica de economia mista, de capital aberto e regu-lamentada pela Lei das Sociedades Annimas, chegou em 2017 aos 46 anos de existncia, executando sua misso de Fornecer gua tratada, coletar e tratar esgotos sanitrios, promovendo sa-de, conforto, qualidade de vida e desenvolvimento sustentvel, contribuindo de forma positiva e significativa para a vida dos cata-rinenses. Atuando como concessionria do setor de saneamento, desenvolve atividades que compreendem os servios pblicos de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio, compreendendo desde as atividades de planejamento e elaborao de projetos at sua execuo, ampliao, comercializao e explorao dos ser-vios de saneamento.

    Com a fora do trabalho dos seus 2,6 mil colaboradores, junta-mente com governo, terceirizados e fornecedores, atua na gesto, operao e manuteno de mais de 240 Sistemas de Abasteci-

    ESTRUTURA ORGANIZACIONALConduzida por uma diretoria colegiada subordinada s estruturas de governana (Conselho de Administrao, Conselho Fiscal, Assembleia de Acionistas) conforme demonstrado abaixo:

    ESTRUTURA ACIONRIAACIONISTAS AES % AES PRE- % TOTAL DE % ORDINRIAS FERNCIAIS AES ESTADO DE SANTA CATARINA 221.413.722 61,9 237.722.771 66,5 459.136.493 64,2SC PAR 64.451.065 18,0 64.451.112 18,0 128.902.177 18,0

    CELESC 55.358.800 15,5 55.357.200 15,5 110.716.000 15,5

    CODESC 16.315.575 4,6 0 0,0 16.315.575 2,3PESSOAS FSICAS E JURDICAS 8.054 0,0 16.133 0,0 24.187 0,0Total 357.547.216 100,00 357.547.216 100,00 715.094.432 100,00

    ESTADO DE SANTA CATARINA

    SC PAR

    CELESC

    CODESC

    PESSOAS FSICAS E JURDICAS

    Composio Acionria

    ASSEMBLEIA GERAL

    CONSELHO FISCAL CONSELHO DE ADM

    DIRETORIA DAPRESIDNCIA

    DP

    Diretoria Diretoria Diretoria Diretoria de Financeira e de Diretoria

    Administrativa Comercial Expanso Relaes com de Operao e

    os Investidores Meio Ambiente

    DA DC DE DF DO

    mento de gua, alm de 39 Sistemas de Esgotamento Sanitrio, a CASAN presta os seus servios diretamente a uma populao residente de mais de 2,7 milhes de pessoas (39% da populao do estado de Santa Catarina), distribudos nos 195 municpios ca-tarinenses (66% dos municpios do estado) e 1 paranaense aten-didos, alm de fornecer gua no atacado para outros 4 municpios clientes operados com sistemas prprios, que juntos tem uma po-pulao superior a 200 mil pessoas.

    Em 2017, a CASAN obteve novamente recorde de receita opera-cional que atingiu o montante de R$1,1 bilho, resultado devido principalmente a poltica comercial, investimentos na ampliao da cobertura dos seus servios e aplicao do reajuste tarifrio linear de 6,08% na tabela tarifaria, concedido e aprovado pelas 3 Agncias Reguladoras de Saneamento que atuam em SC nos municpios operados. Nmeros combinados que colocam a Companhia como a 12 maior empresa de Santa Catarina de acordo com o ranking pro-movido pela revista Amanh e a PricewaterhouseCoopers.

    A Companhia na rea de sua atuao est dividida em 4 Superintendncias Regionais de Negcios, com a finalidade de conceder suporte s operaes, visando uma maior agilidade e integrao de suas aes com seus municpios coligados, conforme quadro abaixo:

    Superintendncia gua Esgoto

    Municpios SAA SES Ligaes Economias Ligaes Economias

    Metropolitana - SRM 13 20 15 195.954 386.598 52.575 166.796Oeste - SRO 90 106 7 234.322 304.481 17.649 35.155Sul/Serra - SRS 37 48 15 161.242 211.110 18.375 42.205Norte/Vale - SRN 56 69 2 196.146 232.076 2.250 4.286Total CASAN 196 243 39 787.664 1.134.265 90.849 248.442

    COMPLIANCEA CASAN, partindo da premissa da sua misso, cumpridora do seu papel de agente do desenvolvimento sustentvel, baseando o seu de-sempenho econmico a partir da prtica da responsabilidade ambiental e social, visando o bem estar dos seus empregados, e da sociedade onde atua, segue aprimorando suas estruturas de Compliance, com objetivo de evitar desvios ou inconformidades.Uma das grandes ferramentas de Compliance da Companhia seu c-digo de normas e procedimentos, com destaque especial para o Cdigo de tica e Conduta, que apresenta princpios ticos que consolidam os valores organizacionais, que se destinam a orientar as decises de todos os membros da organizao e demais grupos de interesse rela-cionados empresa, com orientaes em relao aos comportamentos, considerando a legislao pertinente e contribuindo para a resoluo de eventuais conflitos de interesses.Esto sujeitos a este Cdigo de tica e Conduta todos os empregados da CASAN, comissionados, servidores pblicos a disposio, estagirios, jovens aprendizes, prestadores de servios, e aqueles que exercem mandato, ainda que transitoriamente, com ou sem remunerao, por eleio, nomeao, designao, contratao, ou qualquer outra forma de investidura ou vnculo.Para o ano de 2018, o Compliance da Companhia dever ser apri-morado com a implantao das medidas propostas pela Lei Federal 13.303 de 2016, chamada Lei das Estatais, que estabelece uma srie de mecanismos de transparncia e governana a serem observados pelas estatais, como regras para divulgao de informaes, prticas de gesto de risco, cdigos de conduta, formas de fiscalizao pelo Estado e pela sociedade, constituio e funcionamento dos conselhos, assim como requisitos mnimos para nomeao de dirigentes, alm de criar normas de licitaes e contratos especficas para empresas pblicas e sociedades de economia mista.

    OUVIDORIAA Ouvidoria da CASAN age desde 2008 com o intuito de implantar mais um canal de atendimento entre o cidado e seus pblicos internos e externos. Atua a fim de dar encaminhamentos as manifestaes rece-bidas, para que se verifique possveis irregularidades e ineficincias, buscando apurao de forma que atenda as expectativas da empresa e dos envolvidos, visando o respeito a Legislao Vigente, as normas e regras da Companhia.Ao longo de 2017 foram registrados na Ouvidoria o recebimento de 1.469 (um mil quatrocentos e sessenta e nove), 13% mais atendimen-tos em relao ao ano anterior. O prazo mdio do ciclo completo dos atendimentos foi de 20 (vinte) dias, o que entendemos razovel, pois dentro desse perodo abarca-se toda a tramitao da manifestao. O percentual de resolubilidade foi considerado muito bom, pois 93% das solicitaes j haviam sido respondidas ao final do ano.

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    RELAO COM O PODER CONCEDENTE E CONTRATOS DE PROGRAMA

    No que tange relao entre a CASAN e o Poder Concedente (Mu-nicpios), a sua regularizao contratual segue sendo gradativamente substituda por instrumento jurdico denominado Contrato de Programa, institudo atravs da Lei Federal 11.445/2007, novo marco regulatrio, que estabeleceu as diretrizes nacionais para o Saneamento Bsico, criando um novo ambiente regulatrio para o setor.O instrumento do Contrato de Programa, que vem substituindo os nossos convnios e contratos de concesso junto aos municpios, representa um avano institucional, pois garante solidez legal para o negcio e segurana para os investimentos, por assegurar a continuidade da pres-tao dos servios, de modo planejado, atravs da operacionalizao e execuo das metas e aes que constam nos Planos Municipais de Saneamento Bsico.Nessa direo, a Companhia concretizou em 2017 a assinatura de mais 3 Contratos de Programa, com os municpios de Ituporanga, Ipira e Piratuba, possuindo agora 26 Contratos de Programa formalizados com municpios que somados, representam mais de 61% da receita total da Companhia. A perspectiva de seguir buscando formalizar esse instrumento junto aos demais Municpios operados, sendo que a Diretoria Executiva j tem iniciadas tratativas de negociaes com diversos municpios responsveis por mais boa parte da receita.

    INFORMAES OPERACIONAISOs nmeros operacionais demonstrados nos quadros abaixo, graas a aes como a ampliao dos sistemas, recadastro comercial e ao crescimento vegetativo, foram positivos no ano de 2017:

    Evoluo das Ligaes e Economias de gua - 2012-2017Especificao 2012 2013 2014 2015 2016 2017

    RESIDENCIAL ligaes 642.568 662.587 679.864 708.166 716.777 727.777 economias 863.541 901.427 945.546 973.580 990.564 1.015.852

    COMERCIAL ligaes 44.495 46.893 52.435 40.124 40.772 41.883 economias 79.616 84.595 92.711 93.958 95.381 96.759

    INDUSTRIAL ligaes 4.191 4.668 5.705 5.212 5.186 5.280 economias 4.911 5.286 6.579 6.226 6.178 6.271

    PBLICA ligaes 11.054 11.496 12.652 12.262 12.595 12.724 economias 12.791 13.254 14.438 14.799 15.264 15.383TOTAL GUA ligaes 702.308 725.644 750.656 765.764 775.330 787.664 economias 960.859 1.004.562 1.059.274 1.088.563 1.107.387 1.134.265ndice de Hidrometrao 99,37% 99,50% 99,56% 99,54% 99,57% 99,57%

    Crescimento no ano de 2,4% no nmero de economias de gua;

    Evoluo das Ligaes e Economias de Esgoto - 2012-2017Especificao 2012 2013 2014 2015 2016 2017

    RESIDENCIAL ligaes 53.151 56.236 58.505 64.222 70.400 78.024 economias 150.514 161.638 170.918 181.416 193.970 211.439

    COMERCIAL ligaes 8.609 9.463 10.468 9.140 9.730 10.453 economias 26.632 29.574 31.034 31.363 32.322 33.716

    INDUSTRIAL ligaes 502 547 672 670 711 749 economias 715 764 886 864 905 943

    PBLICA ligaes 1.140 1.248 1.377 1.403 1.507 1.623 economias 1.624 1.780 1.933 2.013 2.149 2.344TOTAL ligaes 63.402 67.494 71.022 75.435 82.348 90.849ESGOTO economias 179.485 193.756 204.771 215.656 229.346 248.442

    Crescimento no ano de 8,3% no nmero de economias de esgoto.

    Evoluo do Volume Disponibilizado de gua - 2012-2017 (1.000m)Volume (m) 2012 2013 2014 2015 2016 2017Disponibilizado gua* 209.216 229.322 229.430 228.276 258.422 267.204

    *Volume gua Disponibilizado = ( Volume Produzido + Volume Importado - Volume de Servio)

    Crescimento no ano de 3,4% no volume disponibilizado, em linha com o crescimento do nmero de economias.

    Evoluo do Volume Faturado de gua por Categoria - 2012/2017 (1.000m)Categoria 2012 2013 2014 2015 2016 2017Residencial 129.728 133.913 140.245 141.338 145.277 147.369Comercial 14.922 15.462 16.350 16.378 16.796 16.793Industrial 3.024 2.947 3.029 3.027 2.828 2.769Pblica 20.693 22.335 22.358 22.444 23.836 26.233Total 168.367 174.657 181.981 183.186 188.736 193.164

    Crescimento no ano de 2,3% no volume faturado de gua.

    Evoluo do Volume Faturado de Esgoto por Categoria - 2012/2017 (1.000m)Categoria 2012 2013 2014 2015 2016 2017Residencial 22.550 23.558 24.763 25.460 27.146 29.544Comercial 4.755 5.079 5.520 5.543 5.749 5.964Industrial 368 305 343 295 300 323Pblica 1.553 1.649 1.739 1.797 1.842 2.074Total 29.226 30.591 32.365 33.095 35.037 37.905

    Crescimento no ano de 8,2% no volume faturado de esgoto.

    Estao de Tratamento de Esgoto de Brao do Norte

    O PANORAMA DA CASANAvANos No ABAsTEcimENTo dE guA

    Em razo do reforo no abastecimento conquistado com obras estru-turais executadas nos ltimos anos e que trouxeram mais produo, capacidade de distribuio e reserva de gua, principalmente em cidades do Litoral, nos ltimos trs Veres j no tem faltado gua para abaste-cer moradores e turistas da regio litornea a de maior concentrao de visitantes -, e agora com a implantao da Adutora 1.200mm, que a maior do Estado em dimetro, a empresa conseguiu solucionar um dos ltimos gargalos da regio. Assim as dificuldades pontuais de abastecimento, localizadas na Bacia do Itacorubi, em Florianpolis, e em bairros mais altos de So Jos e de Biguau esto superadas. A partir de agora, espera-se que falta de gua na Grande Florianpolis s deve ocorrer em caso de acidente na rede, como rompimento ou grandes vazamentos.Graas aos significativos investimentos realizados para solucionar pro-blemas histricos de abastecimento de gua no Estado, atualmente a CASAN possui estrutura suficiente para abastecer moradores durante o ano todo e tambm os visitantes durante a temporada de Vero, melhorando especialmente a realidade na Regio Metropolitana, favo-recendo o desenvolvimento do turismo, da economia e da qualidade de vida da populao.Uma boa prova disso que em 2017 a Companhia atravessou sem sobressaltos uma das maiores estiagens dos ltimos 15 anos, que se estendeu de maio a setembro.A principal obra para deixar no passado esse ciclo na Regio Metropolita-na foi o Sistema Flocodecantador, que aumentou em 50% a capacidade de tratamento de gua da regio. Esta obra foi entregue populao no Vero 2016/2017, mesmo de forma ainda parcial, mas foi totalmente concluda, com todas as estruturas complementares necessrias, ao longo do ano 2017.Outra obra considerada fundamental em 2017 foi a que desviou para uma rea de segurana a adutora do Rio Piles, o principal manancial do Sistema de Abastecimento da Regio Metropolitana. A adutora, com 800 mm de dimetro, agora est assentada sob a estrada, eliminando os trechos areos que em meio Serra do Tabuleiro a tornava vulnervel aos constantes deslizamentos de terra.O importante que a Companhia implementou medidas que so es-truturais, e que vo beneficiar a Regio Metropolitana por muitos anos. Novos investimentos esto sempre em foco, mas a CASAN tem agora um sistema de abastecimento mais robusto, que traz mais confiana e tranquilidade para atender bem a populao.Os investimentos em Sistemas de Abastecimento de gua no se con-centram apenas no Litoral. Melhorias foram implementadas em todas as regies do Estado, suprindo histricas lacunas.Foram implantadas ou substitudas novas adutoras e redes de menor dimetro, instalados reservatrios e sistemas de bombeamento mais modernos, abertos novos poos realizadas melhorias em diversas as unidades de captao e de tratamento, como a troca de motores e a substituio de instalaes eltricas.Entre os exemplos esto novos reservatrios em Rio do Sul, atendendo os bairros Budag, Sumar, Navegantes, Valada So Paulo (Cobras) e

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    Santa Rita, assim como as marginais da BR-470, regio densamente povoada e que no possua reservao suficiente.Investimentos significativos foram realizados tambm em Indaial, que teve a ampliao de sua Estao de Recalque de gua Tratada e re-cebeu novos sistemas de bombeamento, fortalecendo a distribuio de gua em toda a cidade. Na regio Oeste, novos reservatrios foram im-plantados para atender Chapec, Xanxer e Palma Sola. Investimentos importantes foram feitos tambm em Concrdia, com implantao de um novo sistema de captao no Rio Jacutinga e a operacionalizao da Estao de Tratamento de gua (ETA) da Linha So Paulo, uma melhoria histrica para esse municpio da Regio Oeste que apresenta grandes desafios para o abastecimento em funo de uma topografia acidentada.AvANos Em EsgoTAmENTo sANiTrioO Plano de Investimentos da CASAN, que destina R$ 1,6 bilho para redes e estaes de tratamento de esgoto, gerando 45 obras em 31 municpios, est permitindo que Santa Catarina pule da desconfortvel 23 posio (posio em 2010) do ranking, para estar entre os dez primeiros lugares no perodo de uma dcada.Com a concluso iminente de mais sete obras de esgoto, Santa Cata-rina ir avanar no ranking nacional de cobertura de esgoto, indicador de sade e qualidade de vida. Os dados nacionais oficiais de esgoto, s costumam ser anunciados dois anos depois, mas as medies dos tcnicos da CASAN indicam que o Estado que tinha em torno de 13% de cobertura em 2010, chegar em 2018 a 29% de cobertura de esgoto. ainda um cenrio que demonstra um grande caminho a percorrer, mas com visveis avanos positivos alcanados nos ltimos anos.Muitas obras j foram inauguradas, como Laguna, Brao do Norte, Catanduvas, Chapec (bairro So Cristvo) e os sistemas do Con-tinente, Morro da Cruz e Lagoinha, em Florianpolis. E os sistemas de Canoinhas, Ituporanga, Turvo, Forquilhinha, Otaclio Costa e Iara, entrando em operao ratificam o projeto de colocar a CASAN entre os principais do pas no quesito saneamento.Em Brao do Norte, em Canoinhas, em Iara e na Praia da Lagoinha, em Florianpolis, com sistemas h pouco implantado, os moradores j foram ou esto sendo mobilizados a ligar seus imveis rede pblica de coleta. Ituporanga, Turvo, Forquilhinha e Otaclio Costa esto em sistema de pr-operao, com previso de operao plena ainda no primeiro semestre de 2018. um conjunto histrico de obras, levando mais sade e qualidade de vida aos catarinenses.

    Prmios E rEcoNhEcimENTosO ano de 2017 foi marcado pelos inmeros e significativos prmios e reconhecimentos que a CASAN recebeu.O mais significativo deles talvez tenha sido o Top de Marketing conce-dido pela ADVB-SC na categoria Servios, por reconhecer a virada na prestao de servios da empresa que, no passado, j foi considerada um dos piores integrantes do servio pblico catarinense.Ao lado de grandes empresas da economia catarinense, o trofu e o diploma foram conferidos ao case Rio do Braz, da vergonha ao Oscar, no qual a empresa mostrou como liderou o processo de despoluio de uma rea no Norte da Ilha de Santa Catarina.Um importante prmio conquistado no ano de 2017 foi o Fritz Mller, con-ferido pela FATMA. A CASAN foi destacada na categoria Recuperao de reas Degradadas, devido ao desenvolvimento do Consrcio Iber, projeto de recuperao da mata ciliar no Oeste do Estado. Financiado pela CASAN e desenvolvido em parceria com sete prefeituras daquela regio, em uma dcada de atuao, o Consrcio Iber possibilitou a recuperao de 145 hectares de mata ciliar, com a participao direta de 300 famlias e o envolvimento total de aproximadamente 10 mil pessoas.Outro prmio recebido, considerado at certo ponto surpreendente, devido categoria, foi o Lderes 2017 na categoria Empresa Revelao, entregue pelo LIDE-SC. A premiao que reconhece empresrios e empresas catarinenses de destaque, avalia quesitos como crescimen-to, inovao, responsabilidade social e aes empreendedoras para a escolha dos nomes que disputaram o Lderes SC 2017. Entre os 24 finalistas de oito categorias diferentes, a CASAN era a nica empresa pblica selecionada e acabou premiada aps concorrer contra as em-presas Agemed e Sicoob.So reconhecimentos que demonstram uma nova CASAN, gerida a partir de um planejamento srio e pautada na prestao de servios de qualidade para a populao catarinense.

    DESEMPENHO ECONMICO E FINANCEIRONo exerccio de 2017, a CASAN auferiu receita operacional de aproxi-madamente R$1,1 bilho, valor 11% superior ao apurado no exerccio anterior. Sendo os servios de abastecimento de gua responsveis por 80% da receita, equivalente a R$904 milhes, enquanto os servios na rea de esgotamento sanitrio representaram 18% da receita, equiva-lente a R$201 milhes. Os 2% restantes, R$21 milhes, compreendem outros servios prestados pela Companhia, como ligaes, acrscimos por impontualidade, consertos de hidrmetros e etc.Os custos e despesas operacionais totalizaram ao longo do ano R$1.091 milhes, o que corresponde a um acrscimo de 28% em relao ao ano

    anterior. Esse aumento deve-se principalmente ao crescimento observa-do nas despesas gerais e administrativas da Companhia, o qual reflete a apropriao de despesas referente ao lanamento de um Programa de Demisso Incentivada no final de 2017. Observou-se reduo na despesa financeira lquida (na ordem de 42%), as quais somaram R$71,7 milhes em 2017. O valor apurado em 2016 foi majorado em funo dos juros da operao de Debntures e tambm da quitao antecipada das Cdulas de Crdito Bancrio de PETROS, POSTALIS, PROSPER e FIPECQ.O resultado apurado antes dos impostos sobre o lucro no ano de 2017, foram de prejuzo da ordem de R$36,4 milhes, 2 vezes menor do que o lucro apurado no ano anterior. Reduo significativa tambm foi verificada no resultado lquido do exerccio, que passou de R$28,4 milhes de lucro para R$28,5 milhes de prejuzo.Como mencionado, os reflexos do lanamento de um programa de demisso incentivada foram fatores preponderantes para a modificao verificada nos resultados de 2017.

    Comparativo dos Resultados CASAN - 2012 a 2017 (R$ mil)

    2012 2013 2014 2015 2016 2017Receita Operacional 673.552 727.015 820.175 878.897 1.011.284 1.126.217Custos / Despesas (622.035) (623.706) (621.302) (772.426) (849.821) (1.090.889)Resultado Financeiro (31.620) (35.972) (68.183) (95.413) (124.562) (71.703)Resultado antes do IR e da CSLL 19.897 67.337 130.690 11.058 36.901 (36.375)Resultado Lquido do Exerccio 21.418 41.584 74.734 10.936 28.374 (28.478)

    Indicadores Econmicos CASAN 2012 a 2017

    INDICADORES 2012 2013 2014 2015 2016 2017Ativo Total (AT) 2.247.279 2.328.908 2.408.156 2.668.241 2.898.526 3.226.243Patrimnio Lquido (PL)4 1.236.642 1.220.275 1.278.376 1.278.823 1.339.061 1.306.667Receita Operacional Lquida (ROL) 610.342 659.952 744.696 796.924 917.429 1.020.802Lucro Lquido (LL) 21.418 41.584 74.734 10.936 28.374 (28.478)Endividamento Geral ((PC + PNC - RD)/AT)4 0,44 0,47 0,46 0,51 0,53 0,59EBITDA Ajustado 142.876 172.350 168.313 175.564 255.273 118.406EBIT Ajustado 81.628 108.884 106.576 110.774 186.344 43.584Gerao de Caixa Ajustada 143.248 173.949 107.551 194.937 196.016 92.922Endividamento Financeiro (EFT/AT) 0,11 0,14 0,20 0,28 0,32 0,36Endividamento Curto Prazo (EFCP/EFT) 0,45 0,29 0,08 0,05 0,04 0,16Margem Bruta (LB/ROL) 56,58% 56,47% 55,04% 51,42% 55,04% 55,94%Margem Operacional (LO/ROL) 4,10% 10,06% 17,54% 1,42% 3,97% -3,58%Margem Liquida (LL/ROL) 3,51% 6,30% 10,04% 1,37% 3,09% -2,79%Margem EBITDA Ajustada (EBITDA/ROL) 23,41% 26,12% 22,60% 22,03% 27,82% 11,60%Rentabilidade Patrimonial (LL/(PL + RD))4 1,71% 3,36% 5,76% 0,84% 2,09% -2,15%Liquidez Geral ((AC + ANC)/(PC + PNC - RD)) 4 0,49 0,49 0,47 0,41 0,39 0,40Liquidez Corrente (AC/PC) 1,07 1,34 1,75 1,72 1,58 1,37Covenant Debntures2 NA NA NA 3,3 3,2 7,7Impostos/Receita Bruta3 11,45% 12,67% 11,15% 10,29% 11,56% 9,36%

    Indicadores ajustados em funo da excluso das despesas com provises traba-lhistas e cveis do clculo do EBITDA.

    2 Dvida Lquida / EBITDA >= 3,2, conforme definido em contrato. Aplicvel a partir de 2015. Clculos realizados utilizando o EBITDA Ajustado.

    3 Impostos: PASEP + COFINS + IR + CSLL.4 Para fins de Anlise de Balano, a Receita Diferida (antigo Resultado de

    Exerccios Futuros) deve ser retirada do Passivo No Circulante e includa no Patrimnio Lquido.

    O quadro a seguir apresenta o resultado de alguns indicadores e cove-nants quando consideramos o lanamento do PDVI como um evento extraordinrio, ou seja, exclumos seus impactos do clculo. Os resul-tados verificados so substancialmente melhores.

    Resultado dos Indicadores - Desconsiderando o PDVIINDICADORES 2017EBITDA Ajustado sem PDVI 302.299EBIT Ajustado sem PDVI 227.477Gerao de Caixa Ajustada sem PDVI 276.815Margem EBITDA Ajustada sem PDVI (EBITDA/ROL) 29,61%Covenant Debntures sem PDVI2 3,0

    Indicadores ajustados em funo da excluso das despesas com provises trabalhistas e cveis do clculo do EBITDA e da considerao do PDVI lanado em 2017 como evento extraordinrio.

    2 Dvida Lquida / EBITDA >= 3,2, conforme definido em contrato. Aplicvel a partir de 2015. Clculos realizados utilizando o EBITDA Ajustado sem PDVI.

    Quanto aos indicadores apurados em 2017, conforme apresentado no quadro abaixo, verificaram-se melhorias na Receita, na Margem Bruta, na Liquidez Geral e na representatividade dos Impostos em relao receita. Em contrapartida, o endividamento da Companhia elevou-se e as demais margens reduziram-se em 2017. O mesmo movimento foi verificado na Gerao de Caixa, EBITDA e EBIT ajustados. Esse

    cenrio reflete o movimento de ampliao do atendimento da CASAN, j que boa parte dos investimentos est sendo realizada com recursos financiados. Alm disso, como j abordado anteriormente, em 2017 os resultados e indicadores econmicos foram afetados pelas despesas relacionadas ao lanamento de um novo Plano de Demisso Voluntria Incentivada - PDVI.

    POLTICA TARIFRIAA poltica tarifria tem como referncia uma tabela tarifria nica, separa-da por categorias de consumidores e com escalas por faixas/quantidades crescentes de consumo, vigente para todos os municpios que detm a concesso/contrato para explorao dos servios de abastecimento de gua e de coleta, tratamento e disposio final de esgotos sanitrios.Essa poltica, de grande relevncia para a sustentabilidade e equilbrio econmico-financeiro dos SAA e/ou SES nos municpios onde a CASAN atua, visa buscar um ponto de equilbrio, que permita-nos oferecer condies semelhantes de qualidade e de acesso aos servios para todos os cidados atendidos pela Companhia, ao mesmo tempo que busca inibir consumo suprfluo, evitar desperdcio de recursos, alm de gerar recursos para investimentos afim de atingir a universalizao (modelo fundamentado no Decreto Federal n 7.217/2010 e aprovado pelas Agncias Reguladoras).

    FIGURA REPRESENTATIVA DO EQUILBRIO ENTRE SUSTENTABILIDADE

    E PREO DA GUA(Com base na Lei 11.445/07

    e decreto 7.217/10

    reservatrio de gua Tratada de iara

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    Para manter o equilbrio econmico-financeiro da Companhia, que constantemente alterado devido s perdas inflacionrias, s mudanas de mercado e a necessidade de cumprir metas dos Planos Municipais de Saneamento Bsico e de ampliao e melhoria dos SAA e SES, a CASAN tem assegurado o direito de solicitar as Agncias Reguladoras reajustes tarifrios a cada perodo de 12 meses, alm de revises peridicas ou extraordinrias.No ano de 2017, a CASAN aplicou no ms de agosto um reajuste tarifrio, homologado pelas Agncias Reguladoras, aos Servios de Abastecimento de gua e Coleta e Tratamento de Esgotos Sanitrios no percentual de 6,08%, aplicado de forma linear, em todas as categorias e faixas de consumo.Aps este reajuste a tarifa mnima residencial normal que representa quase 90% do nosso nmero total de clientes passou a ser de R$42,19/ms por at 10m.

    Realinhamento Tarifrio - 2012 a 2017Ano de reajuste 2012 2013 2014 2015 2016 2017Percentual (%) 8,60 6,82 7,15 11,94 10,81 6,08

    Tarifa SocialA denominada Tarifa Social, com valor especial bastante reduzido, destinada populao de baixa renda, visando a incluso social dessas pessoas, facilitando a elas o acesso aos nossos servios de saneamento e assim melhorando a qualidade de vida e gerando reflexos diretos na sade e no bem-estar.No ano de 2017, sete mil famlias foram beneficiadas com a Tarifa Social, que passou a ser de R$7,91/ms por at 10m.

    A CASAN NOS PRXIMOS ANOSDando prosseguimento a sua poltica de expanso de atendimento, a CASAN segue ampliando a cobertura dos servios de coleta e tratamento de esgotamento sanitrio, visando atender o objetivo do Plano Nacional de Saneamento Bsico (PLANSAB), no que diz respeito a universaliza-o dos servios, e compatibilizar as metas estabelecidas nos planos de saneamento dos municpios atendidos e a capacidade de investimento da companhia. A responsabilidade grande j que a universalizao do atendimento de esgotamento sanitrio trar significativos ganhos em termos de qualidade de vida para a populao catarinense.As projees para o Plano de Investimentos da CASAN, que atualmente abrange os anos de 2018 a 2022, prev a realizao de aproximada-mente R$2 bilhes em investimentos nesse perodo. Este plano ser executado com a aplicao de recursos da Unio e de agentes financia-dores nacionais e estrangeiros, alm de parcela significativa de recursos prprios, seja na forma de contrapartida aos contratos de financiamento, na realizao integral de investimentos e tambm no que diz respeito aos encargos financeiros dos investimentos.O volume financeiro de investimentos planejados para o perodo direcionado principalmente as obras para implantao e ampliao dos servios de esgotamento sanitrio, correspondentes a mais de 80% do total, sendo o restante direcionado principalmente para as obras programadas para melhoria e ampliao do abastecimento de gua.O quadro abaixo apresenta a distribuio dos investimentos segundo a fonte dos recursos; ou seja, entre prprios (CASAN) e externos (agen-tes financeiros/Unio), discriminando a distribuio dos investimentos planejados tambm por montantes ligados a cada agente financiador.

    FONTES DOS RECURSOS PARA O PLANO DE INVESTIMENTOS - (R$) TOTALFINANCIAMENTOS / RECURSOS EXTERNOS RECURSOS PRPRIOSCaixa Econmica Federal (CAIXA) 163.171.738 Contrapartida Casan 45.275.986 208.447.724Agncia Francesa de Desenvolvimento - (AFD) 180.098.765 Contrapartida Casan 12.702.257 192.801.022Agncia de Cooperao Internacional do Japo - (JICA) 368.296.046 Contrapartida Casan 82.493.456 450.789.502Oramento Geral da Unio (OGU) 255.435.060 Contrapartida Casan 18.268.436 273.703.496A Captar com Agentes Externos 245.498.215 Direto Casan 601.361.540 846.859.755Total Recursos Externos 1.212.499.824 Total Recursos Prprios 760.101.676 1.972.601.499

    39%61%

    RECURSOS EXTERNOS RECURSOS PRPRIOS

    Estao de Tratamento de Esgoto de Araquari

    0% 20% 40% 60% 80% 100%

    2017Verificado

    2022Projetado

    2044PLANSAB

    98%

    99%

    100%

    22%

    45%

    96%

    ESGOTO GUA

    Diretrizeselencadasparaaumentodeeficincianosmunicpiosatendidos pela CASAN

    As aes para universalizao dos servios de saneamento em Santa Catarina esto focadas em aes para garantir a sustentabilidade econmico-financeira da CASAN e tambm a qualidade dos servios prestados. Para aumentar sua capacidade de investimento e assegurar sua solidez operacional, a CASAN continuar trabalhando para obter ga-nhos de eficincia e produtividade. Nesse sentido, a Diretoria Executiva elegeu 17 campos em que sero desenvolvidos Planos de Aes, que visaro no somente a melhoria em diversas atividades, mas tambm a reduo dos custos, focados no aprimoramento dos eixos estruturantes do negcio e ligados a:

    1. Telemetria e Automao;2. Eficincia Energtica;3. Macromedio;4. Reabilitao de Unidades Operacionais;5. Modernizao das Estaes de Tratamento de gua Compacta6. Tratamento de Efluentes;7. Explorao e Monitoramento de guas Subterrneas;8. Reduo de Perdas;9. Qualidade de gua e Esgoto;10. Acreditao dos Laboratrios de Controle de Qualidade da

    gua;11. Micromedio e Hidrometria;12. Capacitao e desenvolvimento do corpo funcional;13. Programa de Demisso Voluntria Incentivado;14. Renovao de frota de veculos;15. Aprimoramento da estrutura interna e da poltica de atuao

    para melhores resultados da Procuradoria Geral;16. Diversificao dos Negcios; e17. Reavaliao do aproveitamento dos Bens Imveis

    INVESTIMENTOS EXECUTADOSO montante de recursos aplicados em 2017 para investimentos foi de R$248,4 milhes, valor ligeiramente superior ao realizado no ano ante-rior, comprovando a continuidade da execuo no plano de Investimentos da Companhia, conforme apresentado no quadro abaixo e nos demais detalhamentos a seguir.

    Evoluo dos Investimentos 2012 a 2017 - (R$ 1.000)Distribuio dos Total noInvestimentos 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Perodo %

    gua 45.908 29.253 55.282 84.246 66.453 75.285 380.554 30,03%Esgoto 55.320 64.729 101.238 187.628 158.446 159.887 774.197 61,10%Outros 3.441 20.673 25.045 32.455 15.261 13.259 112.431 8,87%Total 104.669 114.655 181.565 304.329 240.160 248.431 1.267.182 100,00%

    Assim, a partir destes investimentos programados e em execuo, as projees realizadas pela rea tcnica, referentes aos resultados destes para a ampliao da cobertura urbana de esgoto, apontam para um ndice de 45% at 2022. Considerando o histrico e a capacidade da Companhia, a estimativa para o alcance da universalizao, conforme prev o PLANSAB, foi postergada para o ano de 2044, conforme apre-sentado no grfico a seguir:

    ndice de Cobertura Urbana dos Servios:

    reservatrio de gua dos ingleses Florianpolis/sc

    mAiorEs iNvEsTimENTos ExEcuTAdos Nos sisTEmAs:Dentre os diversos investimentos que foram sendo realizados pela CASAN ao longo de 2017, destacam-se os realizados nas seguintes obras para a implan-tao, melhoria e ampliao dos sistemas de gua e esgoto, que envolvem os maiores montantes financeiros:

    MUNICPIO SISTEMA OBRA

    APINA gua Construo de nova Estao de Tratamento de

    gua e Captao

    ARAQUARI

    gua

    Construo de nova Estao de Tratamento de gua

    Esgoto

    Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio - Centro/Itinga

    BALNERIOPIARRAS

    Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    BIGUAU Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento SanitrioBRAO DO NORTE Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento SanitrioCANOINHAS Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    CONCRDIA gua Melhoria do Sistema de Abastecimento da gua

    - ERAB e automao da ETA Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    CRICIMA Esgoto Ampliao da Rede e da Estao de Tratamento

    de Esgotamento SanitrioCURITIBANOS Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    FLORIANPOLIS

    gua Ampliao do Sistema Integrado de Abasteci-mento da gua - Adutora 1200, ETA Morro dos Quadros, melhorias operacionais.

    Esgoto

    Ampliao do Sistema de Esgotamento Sanitrio Abro / Capoeiras, Canasvieiras / Costa Norte, Ingleses, Lagoinha / Praia Brava

    FORQUILHINHAS Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento SanitrioIBIRAMA Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    IARA gua Melhoria do Sistema de Abastecimento da gua

    - Construo de ERAB e ReservatrioITUPORANGA Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento SanitrioLAGUNA Esgoto Ampliao do Sistema de Esgotamento SanitrioLAURO MULLER Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    MAFRA gua

    Melhoria do Sistema de Abastecimento da gua - ERAB e Motobomba

    Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento SanitrioOTACLIO COSTA Esgoto Construo do Sistema de Esgotamento Sanitrio

    RIO DO SUL gua

    Modernizao Eltrica no Sistema de Abasteci-mento de gua

    gua

    Melhoria do Sistema de Abastecimento da gua - Construo de Reservatrios

    SO JOS Esgoto

    Ampliao do Sistema de Esgotamento Sani-trio - Bacias E1/F; e Melhorias na Estao de Tratamento de Esgoto - Potecas

    gua Melhoria do Sistema de Abastecimento da gua - Construo de Reservatrios

    DIVERSOS Gesto Consultoria JICA

    DIVERSOS gua Melhorias dos Sistemas de Abastecimento da

    gua - equipamentos, automao, telemetria e etc.

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    Destaques de outros Investimentos Relevantes nos SistemasAlm dos grandes investimentos destacados acima, a CASAN tambm realizou ao longo do ano outros significativos investimentos, para a manu-teno e melhoria da prestao dos servios em seus municpios operados, dos quais destacam-se:

    MUNICPIO SISTEMA OBRA/AO

    ABELARDO LUZ gua Sistema de tratamento de efluente da Estao de Tratamento de gua.

    GUA DOCE gua Sistema de tratamento de efluente da Estao de Tratamento de gua.

    ASCURRA gua Aquisio de conjunto motobomba para a captao do SAA.

    CHAPEC Esgoto Aquisio de bombas submersveis para Esta-

    o Elevatria de Esgoto do SES. gua Aquisio de tubos de PRFV para execuo de

    adutora de gua bruta.CURITIBANOS gua Aquisio de motor eltrico de 450 CV da ERAB.

    FLORIANPOLIS Esgoto Melhorias na ETE da Lagoa da Conceio e

    Canasvieiras. gua Melhorias no SAA de Carianos, na ETA Lagoa

    do Peri e perfurao de poos.GUABIRUBA gua Perfurao de poos tubulares profundos.

    INDAIAL Esgoto Melhoria e ampliao da rede do Sistema de

    Esgotamento Sanitrio. gua Obra para ampliao da ERAT da ETA.

    IPIRA/PIRATUBA gua Sistema de tratamento de efluente da Estao de Tratamento de gua.

    LAGUNA Esgoto Implantao de Rede coletora de esgoto na praia do Mar Grosso.

    LEBON RGIS gua Sistema de tratamento de efluente da Estao de Tratamento de gua.

    PALMEIRA gua Instalao de ETA com capacidade de 10l/s e aumento da reservao em 60m.

    PAULO LOPES gua Melhoria na ETA Morro do Agudo e na rede de gua.

    PINHALZINHO gua Aquisio de tubos de PRFV para execuo de adutora de gua bruta.

    RIO DO SUL,INDAIAL, gua Aquisio e instalao de boosters paraLUIZ ALVES E melhorias operacionais.ITUPORANGA SANTA TEREZINHA gua Perfurao de Poo em Craveiro.

    SO JOS Esgoto Gradeamento automtico para Estao Eleva-

    tria de Esgoto e 2 novas motobombas para o SIE.

    SO JOSE DOCERRITO gua Instalao de Reservatrio de gua de 100m.

    TIMB DO SUL/ gua Estudo e Relatrio de Impacto Ambiental TURVO/ERMO (EIA/RIMA) da Barragem do Rio do Salto.

    ouTros iNvEsTimENTos E AEs dE dEsTAquE: Balneabilidade da Beira-Mar NorteLanamento do projeto de despoluio da Beira-Mar Norte de Flo-rianpolis, com previso de concluso j em 2018, contemplando a recuperao ambiental de trs quilmetros e meio de praia, atravs da captao de gua da rede de drenagem e a instalao de uma Unidade de Recuperao Ambiental (URA) para descontaminao da gua e lanamento ao mar de efluente livre de coliformes fecais. Renovao da FrotaDestaca-se o incremento na frota de veculos pesados, com aquisio de 8 caminhes basculante caamba, para atender a rea operacional da Companhia, no valor de R$1.108.000,00. A frota antiga da CASAN est sendo encaminhada para alienao gradativamente, sendo que no ano de 2017 foram leiloados 35 veculos, gerando uma receita de R$232.600,00. MobilirioRealizados investimentos na ordem de 288 mil reais com aquisio de novos mobilirios, buscando atender necessidades de agncias e unidades da CASAN em todo estado. Aquisio de SuprimentosDentre os mais de 1.400 itens de maior relevncia e consumo destina-dos a operacionalizao da Companhia, foram gastos 37,0 milhes de reais, onde os maiores destaques financeiros foram as aquisies de produtos qumicos (R$24,9 milhes), tubos (R$4,8 milhes), conexes e acessrios (R$3,2 milhes) e material de segurana (R$0,6 milho). A gesto de compras e de estoques baseada em parmetros de con-sumo, materiais em estoque, prazos de entregas e saldos contratuais.A Empresa tambm promove o controle e a fiscalizao do uso de rea-gentes e produtos qumicos utilizados em seus diversos laboratrios e Sistemas de Abastecimento de gua, emitindo relatrios mensais para acompanhamento e controle pela Polcia Federal. Tecnologia da InformaoFundamental para melhorar a performance e dar confiabilidade aos trabalhos da empresa, a rea de TI recebe investimentos constantes de equipamentos e pessoal. Como destaques temos o desenvolvimento de diversos sistemas prprios que visam otimizar as operaes, dos quais

    destacamos: AKVO-Sistema de Gerenciamento de ETAS, FLUXO-Flu-xo de movimentao de bens, LABS-Gerenciamento de Produo de produtos qumicos, e ALINE-Autorizao de Servios On-line; Ao Social e Apoio InstitucionalCom o objetivo de colaborar para o desenvolvimento socioeconmico e cultural de Santa Catarina, a CASAN investiu em incentivos fiscais, contribuindo com doaes financeiras e apoio material para a imple-mentao de projetos em todo o Estado.Em 2017 foram mais de R$ 300 mil reais aplicados em apoios a aes culturais, ambientais e sociais, fundamentadas na Lei de Incentivos Fis-cais (Lei Rouanet), Lei de Incentivo ao esporte, entre eles os destaques. Repasse aos Fundos MunicipaisFortalecendo o vnculo mantm com os municpios operados e cum-prindo com as clusulas financeiras constantes de diversos Convnios celebrados com os Municpios, a CASAN repassou atravs dos Fundos Municipais de Saneamento um total de R$36,6 milhes, para que os municpios utilizem na melhoria do saneamento e reduo do impacto das intervenes decorrentes dos servios.

    GESTO COMERCIAL Substituio/Instalao de HidrmetrosSubstitudos 42 mil hidrmetros, visando manter a idade mdia do parque de hidrometria dentro dos padres considerados aceitveis. Os resultados financeiros correspondentes a estas manutenes dos hidr-metros, j dentro do ano de 2017, foram da ordem de R$10,5 milhes. Alm disto foram calibrados 5,8 mil hidrmetros a pedido dos usurios. Fiscalizao Comercial Operacional e Cortes de Inadimplentes.Fiscalizadas mais de 23 mil ligaes onde foram aplicadas 1.058 san-es os valores de multas aplicadas aos usurios fraudadores chegaram a R$1,5 milho.Realizados 83 mil cortes de ligaes, como medida de cobrana, resultando no retorno de mais de R$10 milhes em faturas quitadas e renegociadas. Acompanhamento e Aprimoramento dos Servios ComerciaisRealizao de mais de 9,4 milhes de Leituras de hidrmetros, Acompanhamento das pendncias de servios comerciais prioritrios, aprimoramento de ferramentas comerciais e de gesto como o SCI, Faturmetro e STARK. Padronizao do Atendimento ComercialRealizadas aes de capacitao dos Atendentes Comerciais, com objetivo de padronizar e diminuir as possveis disparidades existentes nos procedimentos comerciais realizados pela CASAN em todos os seus pontos de atendimento ao pblico. Gerenciamento do Cadastro de Clientes Inadimplentes e Pro-gramas de Cobrana.Visando manter a inadimplncia controlada, como forma de cobrana, em 2017 foram includos 19.857 usurios devedores no Serasa, reali-zados 46.800 contatos telefnicos de cobrana e realizados parcela-mentos de dvidas, nos programas de cobrana desenvolvidos. Para rgos centralizados dos Poderes Municipais, Estaduais e Federais so utilizadas as Certides de Negativas de Dbito, como ferramenta auxiliar a manter a pontualidade dos pagamentos. Atendimento de ClientesVia atendimento personalizado (Call Center) foram atendidas 316 mil ligaes, resultando em 182 mil Autorizaes de Servios abertas, alm de outros 10 mil atendimentos via Chat (Atendimento textual via internet).Via atendimento automatizado (Unidade Remota de Atendimento - URA) foram atendidas 446 mil ligaes, resultando em 15 mil Autorizaes de Servio abertas pela URA.

    GESTO AMBIENTALDentre as vrias atividades desenvolvidas com enfoque direto nas questes ambientais e de preservao, destacam-se:Acompanhamentos de processos de Licenciamento Ambiental junto aos rgos responsveis para os Sistemas de Abastecimento de gua - SAA e Sistemas de Esgotamento Sanitrio SES e Transporte de Produtos Qumicos Perigosos;Cadastramento dos mananciais subterrneos e superficiais utilizados pela CASAN para abastecimento pblico e lanamento de efluente tratado, com a finalidade de obteno da Outorga de Direito de Uso da gua, junto a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econmico Sustentvel - SDS;Desenvolvimento do Concurso Cultural HERIS DO SANEAMENTO com o envolvimento de aproximadamente 2100 alunos de 87 turmas de 34 escolas do municpio de Florianpolis;Participao no Programa de Segurana da gua nos sistemas utilizados pela CASAN para abastecimento no Estado com a finalidade de avaliar as condies operacionais e ambientais;Programa de Educao Ambiental - foi realizado o trabalho de educao ambiental nas escolas, com cerca de 54 atividades envolvendo 1909 alunos do ensino fundamental, no perodo de janeiro a dezembro/2016;Desenvolvimento do programa TRATO PELO SANEAMENTO com a elaborao de material educativo e informativo referente a correta

    operao de Sistemas de Esgotamento Sanitrio. O programa tambm oportunizou as escolas (alunos e professores) da regio Norte da Ilha, em Florianpolis, aes de educao ambiental direcionadas a regio com visitas guiadas a Estao de Tratamento de Canasvieiras;Participao nos Conselhos, Cmaras Tcnicas, Comisses, Grupos de Trabalho e Fruns dos rgos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos (SINGREH);Coordenao de trabalho em parceria com CONSRCIO IBER para o Projeto de Preservao, Conservao, Recuperao e Manuteno de Matas Ciliares CASAN 2016. Acompanhamento do estudo oceanogrfico do Norte da Ilha (Florianpo-lis) Alternativas locacionais para implantao de Emissrio Submarino no Norte da Ilha e do Estudo Oceanogrfico e de Impacto Ambiental do SES Sul da Ilha (Florianpolis) Emissrio Submarino, e;Acompanhamento do Estudo de Impacto Ambiental e Relatrio de Impacto Ambiental EIA/RIMA da Barragem do Rio do Salto.

    GESTO DE RECURSOS HUMANOSQuantitativo de Pessoal

    HISTRICO 2012 2013 2014 2015 2016 2017Admisses 163 91 272 122 63 57Demisses 120 63 61 50 23 128Reintegraes 11 18 6 2 1 0Quantitativo 2.238 2.283 2.500 2.581 2.622 2.551

    O capital humano da Companhia a sua principal ferramenta rumo ao sucesso e reter nossos talentos um grande desafio. Por isso, a CASAN investe para capacitar profissionais a fim de colaborarem com o crescimento da organizao, ao mesmo tempo em que sintam que esto sendo reconhecidos e se desenvolvendo profissionalmente.Nesse sentido, na rea de gesto de pessoas a CASAN possui as seguintes estruturas, programas e benefcios:

    Auxlio financeiro e Para colaboradores com filho ou cnjugeLicena - PNE Portador de Necessidades Especiais

    Auxlio financeiro Com objetivo de melhorar a formao

    para Educao educacional do seu corpo tcnico. Tendo sido 335 empregados beneficiados em 2017

    Auxlio financeiro para Para colaboradores com filhos com idadesCreche / Bab entre 0 e 5 anosComplementao de Para colaboradores afastados pelo INSSsalrio Auxlio Doena por doena ou acidente de trabalho

    Programa VIDAS

    Com objetivo de orientar os aptos ao desligamento da empresa, a definir qual o melhor momento de encerrar a carreira, sem perder qualidade de vida

    Plano de Cargos Atualizado em 2010/2011, modernizandoe Salrios a poltica de RH da empresa

    Plano de Sade Atravs de contrato com a Unimed e extensvel aos dependentes

    Plano Odontolgico Atravs de contrato com a Uniodonto e extensvel aos dependentes

    Programa de Fornecimento de Vale Alimentao / Alimentao Refeio atravs de contrato com ado Trabalhador GreenCard

    Vale Cultura Nos termos da legislao vigente, disponibili-zado atravs de contrato com a Ticket

    Estao de Tratamento de Esgoto de canasvieiras Florianpolis/sc

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    Visando melhorar a capacidade de investimentos, reduzir as despesas de pessoal, bem como, propiciar a renovao do quadro de empregados, alm do cumprimento do importante papel social que a empresa desem-penha junto aos seus colaboradores, ao final deste ano implantado um Programa de Demisso Voluntria Incentivada/PDVI, para colaborados com idade e tempo de empresa suficientes, totalizando 717 inscritos.

    Os desligamentos iniciados em nov/2017 devem ocorrer de forma digna e segura at out/2018, encerrando o ciclo de vida profissional de parte significativa do atual quadro de pessoal.

    Gesto de Sade e Segurana do TrabalhoGarantir sade, segurana e qualidade de vida s pessoas faz parte dos objetivos da CASAN. Para manter um ambiente de trabalho seguro e saudvel, a empresa tem em seu quadro funcional profissionais de Engenharia, Medicina e Enfermagem; tcnicos em Segurana do Tra-balho e Assistentes Sociais. Em conjunto, esses profissionais desenvol-vem atividades voltadas para a preveno de acidentes e de doenas ocupacionais, por meio de programas como o de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO) a Comisso Interna de Preveno de Acidentes (CIPA), o Programa de Preveno de Riscos Ambientais PPRA e entre outros.

    Composio do quadro de pessoal, quanto a: N de Tempo N de empre- % do de empre- % doEscolaridade

    gados total Servio gados totalAlfabetizado 19 0,74% At 5 anos 665 26,07%Fundamental 409 16,03% De 6 a 10 anos 484 18,97%Mdio 1.021 40,02% De 11 a 15 anos 460 18,03%Superior 544 21,32% De 16 a 20 anos 235 9,21%Especializao 492 19,29% De 21 a 25 anos 5 0,20%Mestrado 62 2,43% Mais de 25 anos 702 27,52%Doutorado 4 0,16% Total 2.551 100%Total 2.552 100%

    N de Tempo N de empre- % do de empre- % doIdade

    gados total Gnero gados totalAt 24 anos 39 1,53% Masculino 2.103 82,44%De 25 a 34 anos 508 19,91% Feminino 448 17,56%De 35 a 44 anos 722 28,30% Total 2.551 100%De 45 a 54 anos 718 28,15%Acima de 55 anos 564 22,11%Total 2.551 100%

    Treinamento e DesenvolvimentoCom a coordenao pela rea de Universidade Corporativa da Companhia, que tem modernizado o processo de treinamento, em 2017 com investimentos financeiros na ordem de 440 mil reais, fo-ram disponibilizados 526 eventos internos, 251 eventos externos e 788 capacitaes na modalidade e-learning, gerando 1.565 eventos de capacitao e desenvolvimento aos colaboradores, totalizando uma carga horaria de 75 mil horas e 8,5 mil oportunidades em ca-pacitao, proporcionando a 1.919 empregados o aprimoramento de seus conhecimentos.

    LICITAES E CONTRATOSAs contrataes realizadas no ano de 2017 totalizaram o montante de R$ 236,8 milhes, sendo que esse valor representa todos os novos con-tratos assinados em 2017, incluindo as retiradas de ata de registro de preo efetivadas em 2017. A distribuio da forma de contratao ocorreu conforme quadro a seguir:

    Valores Contratados em 2017 por Modalidade de Processo de Compra R$Modalidade/ Obras e Servios Compras (B) Contratao Total AnualForma de Engenharia (A) Servios (C) (A+B+C) %Concorrncia 143.791.577 - - 143.791.577 61%Tomada de Preos - - - - 0%Convite 1.655.546 74.990 - 1.730.537 1%Concurso - - - - 0%Prego Presencial 19.476.858 1.152.519 4.158.987 24.788.365 10%Prego Eletrnico 3.904.678 43.294.183 3.087.296 50.286.158 21%Dispensa de Licitao 1.586.300 3.446.799 1.949.384 6.982.484 3%Dispensa de Licitao 6.845.583 78.367 172.567 7.096.518 3%Inexigibili. de Licitao 1.283.740 754.623 47.529 2.085.894 1%Reg. Dif. Contratao - - - - 0%Total 178.544.284 48.801.485 9.415.766 236.761.536 100%

    ProgramadeEstgioeProgramaProfissionalizarAdolescentesMantidos atravs de convnios com Instituies pblicas e privadas, em conformidade com a Lei 11.778/2008 e Lei n 10.097/2000, os jovens estudantes recebem a oportunidade de incluso ao mercado de trabalho com o recebimento de auxlios financeiros, possibilitando a obteno de capacitao atravs de uma experincia profissional.Em 2017 a CASAN admitiu 144 estagirios, com custos de R$ 895 mil (oitocentos e noventa e cinco mil reais) e passaram pelo programa Profissionalizar em torno de 115 jovens, com custos de R$ 1,66 milho (um milho, seiscentos e sessenta mil reais).

    De um total de 303 processos de compras realizados por licitao inicia-dos em 2017, j foram homologados 194, sendo 61% destes realizados atravs de Prego Eletrnico. A economia gerada, verificada atravs da diferena entre o valor orado e o efetivamente homologado nesses processos, foi de R$45 milhes, resultado considerado bastante positivo.

    ENCERRAMENTOConstituindo-se como instrumento empresarial do Estado de Santa Catarina para concretizao das polticas pblicas e de objetivos nacionais no setor, a CASAN tem como principal prioridade promover a universalidade, a continuidade, a qualidade do servio e a susten-tabilidade na prestao dos servios de abastecimento de gua e de

    esgotamento sanitrio.Neste contexto, a Companhia continuar a desenvolver a sua atuao num quadro de racionalidade empresarial, de otimizao permanente dos seus nveis de eficincia e da qualidade do servio prestado e respeitando elevados padres de qualidade e segurana.

    Assegurar a execuo dos investimentos necessrios prestao dos servios, com enfoque no dimensionamento adequado das novas infraestruturas e na gesto sustentvel das j existentes, e prosseguir a promoo das boas prticas, desenvolvendo solues integradas para execuo dos servios continuaro a ser os principais enfoques da CASAN.

    A DIRETORIA

    reservatrios de gua Tratada de so Jos

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    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    BALANO PATRIMONIAL - LEVANTADO EM Em milhares de reais

    PASSIVO Notas 31/12/2017 31/12/2016 31/12/2015CIRCULANTE Emprstimos e financiamentos 15 187.551 41.103 38.427 Fornecedores e empreiteiros 45.893 53.020 53.276 Partes relacionadas 21 24.941 30.462 31.954 Obrigaes trabalhistas e previdencirias 16 52.411 47.194 51.834 Plano de demisso voluntria incentivada 20 27.502 8.751 11.220 Impostos e contribuies a recolher 17 23.204 51.459 25.256 Dividendos propostos 23c 8.676 13.800 6.477 Participaes estatutrias 26 26 26 Crdito rotativo Banco do Brasil 9.978 9.823 9.700 Crdito rotativo Caixa Econmica Federal 10.000 - - Outros 1.520 1.262 2.131 391.702 256.900 230.301

    NO CIRCULANTE Emprstimos e financiamentos 15 974.710 897.973 719.946 Partes relacionadas 21 58.055 62.613 72.977 Impostos e contribuies a recolher 17 41.386 51.074 53.724 Obrigaes trabalhistas e previdencirias 16 2.400 - - Plano de demisso voluntria incentivada 20 161.001 6.008 12.543 Imposto de renda e contribuio social diferidos 18 182.617 188.319 194.309 Proviso para contingncias 19 71.792 73.505 48.325 Plano previdencirio 20 16.977 4.137 38.532 Outros 83 83 79 Receita diferida 22 18.853 18.853 18.682 1.527.874 1.302.565 1.159.117

    PATRIMNIO LQUIDO 23 Capital social 842.267 842.267 842.267 Adiantamento para futuro aumento de capital 45.887 45.887 45.887 Reserva de reavaliao 92.050 94.415 97.350 Ajuste patrimonial 166.605 169.353 133.296 Reserva legal 11.931 11.931 10.512 Reserva para fundo de investimentos 150.654 175.208 149.511 Outros resultados abrangentes (ORA) (2.727) - - 1.306.667 1.339.061 1.278.823 TOTAL DO PASSIVO 3.226.243 2.898.526 2.668.241 Patrimnio Lquido/Ao 1,8273 1,8726 1,7883

    ATIVO Notas 31/12/2017 31/12/2016 31/12/2015CIRCULANTE

    Caixa e equivalentes de caixa 7 7.301 2.895 107.464 Ttulos e valores mobilirios 8 193.926 90.800 49.333 Contas a receber de clientes 9 200.396 186.831 155.255 Partes relacionadas 21 7.799 8.000 8.119 Estoques 10 38.796 43.144 29.122 Impostos e contibuies antecipados/recuperar 11 73.038 60.019 34.315 Outros 11 14.694 14.993 11.526 535.950 406.682 395.134

    NO CIRCULANTE

    REALIZVEL A LONGO PRAZO

    Ttulos e valores mobilirios 8 45.251 23.372 19.616 Contas a receber de clientes 9 16.623 15.466 6.240 Depsitos dados em garantia 19 89.113 77.361 78.500 Ativo fiscal diferido 13 40.778 38.583 30.111 Ativo Financeiro 12 32.049 31.725 38.775 223.814 186.507 173.242

    PERMANENTE 14

    Investimentos 304 304 304 Imobilizado 56.260 35.916 35.697 Intangivel 1.468.067 1.455.316 1.453.252 Obras em andamento 941.848 813.801 610.612 2.466.479 2.305.337 2.099.865 TOTAL DO ATIVO NO CIRCULANTE 2.690.293 2.491.844 2.273.107

    TOTAL DO ATIVO 3.226.243 2.898.526 2.668.241As notas explicativas so parte integrante das demonstraes contbeis.

    DEMONSTRAO DE RESULTADO DO EXERCCIOExercciosfindosem

    Em milhares de reais 31/12/2017 31/12/2016RECEITA OPERACIONALLQUIDA (nota 24) 1.020.802 917.429 CUSTO DOS SERVIOSPRESTADOS (449.771) (412.442)LUCRO BRUTO 571.031 504.987 DESPESAS OPERACIONAIS

    Com vendas (93.340) (86.989)Gerais e administrativas (446.027) (262.169)Outras receitas (despesas)operacionais lquidas (nota 28) 3.664 5.634

    (535.703) (343.524)RESULTADO OPERACIONALANTES DOS EFEITOSFINANCEIROS (nota 6) 35.328 161.463 RESULTADO FINANCEIRO (nota 27)

    Receitas financeiras 26.508 20.477 Despesas financeiras (98.211) (145.039)

    (71.703) (124.562)RESULTADO ANTES DOIMPOSTO DE RENDA E DACONTRIBUIO SOCIAL (36.375) 36.901 IMPOSTO DE RENDA ECONTRIBUIO SOCIAL

    Corrente - (23.016)Diferido 7.897 14.489

    7.897 (8.527)RESULTADO ANTES DASPARTICIPAES ESTATUTRIAS (28.478) 28.374

    Participaes estatutrias - - (PREJUZO) LUCRO LQUIDODO EXERCCIO (28.478) 28.374 QUANTIDADE DE AES(Em milhares) 715.094 715.094 (Prejuzo) Lucro por lote de mil aes (0,03982) 0,03968

    As notas explicativas so parte integrante das demonstraes contbeis.As notas explicativas so parte integrante das demonstraes contbeis.

    DEMONSTRATIVO DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDOExercciosfindosem31deDezembrode2017

    Em milhares de reais Reservas de Lucros Adianta- Outros Reser- mento resul- va p/ para Lucros tados Plano de futuro au- preju- Capital abran- Reserva Investi- lmento de zos) acu- social gentes legal mentos capital mulados Total

    SALDOS EM 31 DEDEZEMBRO DE 2016 842.267 263.768 11.931 175.208 45.887 1.339.061 Subscrio de Capital - Adiantamento para FuturoAumento de Capital - Reserva p/Plano de Investimentos -

    OUTROS RESULTADOSABRANGENTES -

    Realizao da reserva de reavaliao (3.533) 3.533 - Realizao do ajuste deavaliao patrimonial (8.231) - (8.231)Realizao dos tributos sobrea reserva de reavalio 5.702 (5.702) - Baixas de ativos reavaliados - Outros ajustes 949 701 1.650 Outros resultados abrangentes (ORA) (2.727) (2.727)Precatrio da Unio Fazenda Nacional 5.392 5.392

    Lucros/ (Prejuzos) lquido do exerccio (28.478) (28.478)Destinao dos lucros/(Prejuzo) -

    Reserva para fundo de investimentos (24.554) 24.554 -

    SALDOS EM 31 DEDEZEMBRO DE 2017 842.267 255.928 11.931 150.654 45.887 - 1.306.667

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    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA Em milhares de reais 31/12/2017 31/12/2016

    FLUXO DE CAIXA PROVENIENTE DAS OPERAES (Prejuzo) Lucro lquido do exerccio (28.478) 28.374 Ajustes para reconciliar o resultado do exerccio comrecursos provenientes de atividades operacionais:

    Depreciao e amortizao (diferena municipalizados e deprec. baixas) 78.497 33.270 Imposto de renda e contribuio social diferidos (7.897) (14.462)Proviso para contingncias (1.712) 25.180 Dividendos a distribuir (5.124) 7.323 Alienao imobilizado 334 1.480

    35.620 81.165 Reduo (aumento) nos ativos:

    Contas a receber de clientes (14.722) (40.802)Partes relacionadas 201 120 Estoques 4.348 (14.023)Ativos financeiros (325) 7.050 Depsitos dados em garantia (11.752) 1.139 Impostos e contribuies a recuperar (13.019) (25.704)Convnios com Prefeituras 1 (218)Outros 299 (3.249)

    (34.969) (75.687)Aumento (reduo) nos passivos:

    Fornecedores e empreiteiros (7.127) (257)Partes relacionadas (10.079) (11.856)Obrigaes trabalhistas e previdencirias 7.617 (4.640)Impostos e contribuies a recolher (37.943) 23.554 Plano de demisso voluntria incentivada 173.743 (9.004)Plano previdencirio 12.840 (34.395)Crdito rotativo Banco do Brasil 155 123 Crdito rotativo Caixa Econmica Federal 10.000 - Outros 258 (694)

    149.464 (37.169)RECURSOS LQUIDOS PROVENIENTES DASATIVIDADES OPERACIONAIS 150.115 (31.691)FLUXO DE CAIXA UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Adies imobilizado e intangvel (248.432) (240.160)Retorno de imobilizado e intangvel devido a municipalizao - (62)Baixa de imobilizado e intangvel devido a municipalizao 8.459 - Aplicaes financeiras (125.005) (45.223)RECURSOS LQUIDOS PROVENIENTES DASATIVIDADES DE INVESTIMENTO (364.978) (285.445)FLUXO DE CAIXA PROVENIENTE DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Adies nos emprstimos e financiamentos 295.126 240.450 Amortizao nos emprstimos e financiamentos (71.941) (59.747)Distribuio de dividendos - (8.565)Ajuste de avaliao patrimonial (8.231) 31.583 Parcelamento dos municpios de Penha/Piarras - 7.707 Outros resultados abrangentes (ORA) (2.727) Precatrio da Unio Fazenda Nacional 5.392 Outros ajustes 1.650 1.139 Adiantamento para futuro aumento de capital RECURSOS LQUIDOS PROVENIENTES DASATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 219.269 212.567 Aumento (reduo) no caixa e equivalentes de caixa 4.406 (104.569)Caixa e equivalentes de caixa no incio do exerccio 2.895 107.464 Caixa e equivalentes de caixa no final do exerccio 7.301 2.895

    As notas explicativas so parte integrante das demonstraes contbeis.

    DEMONSTRAO DOS VALORES ADICIONADOS EXERCCIOS FINDOS EM Em milhares de reais 31/12/2017 31/12/20161. RECEITAS 1.104.273 997.258 1.1. Vendas de mercadorias, produtos e servios 1.126.217 1.011.284 1.2. Outras receitas (despesas) operacionais 3.664 5.634 1.4. Proviso para crditos de liquidao duvidosa (25.608) (19.660)

    2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos - ICMS, IPI, PIS e COFINS) (338.770) (346.558) 2.1. Custos dos produtos, das mercadorias e dos servios vendidos (122.074) (133.012) 2.2. Materiais, energia, sevios de terceiros e outros (209.284) (198.646) 2.3. Outras despesas gerais (7.412) (14.900)

    3. VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 765.503 650.700

    4. DEPRECIAO, AMORTIZAO E EXAUSTO (74.822) (68.929)

    5. VALOR ADICIONADO LQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 690.681 581.771

    6. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERNCIA 26.508 20.477

    6.1. Receitas financeiras 26.508 20.477

    7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6) 717.189 602.248

    8. DISTRIBUIO DO VALOR ADICIONADO 717.189 602.248

    8.1. Pessoal 8.1.1. Remunerao direta 223.155 205.556 8.1.2. Benefcios 63.978 44.540 8.1.3. FGTS 16.479 15.434 8.1.4. Plano Demisso Voluntria Incentivada 184.080 2.265

    8.2. Impostos, taxas e contribuies 8.2.1. Federais 158.477 159.393 8.2.2. Estaduais 1.287 1.646 8.2.3.Municipais - 1

    8.3. Remunerao de capital de terceiros 8.3.1. Juros 97.110 143.364 8.3.2. Outras 8.3.2.1. Variaes monetrias e cambiais 795 714 8.3.2.2. Multas e acrscimos moratrios 16 8.3.2.3. Outras despesas de financiamentos 290 961

    8.4. Remunerao de capitais prprios 8.4.2. Dividendos 8.4.3. (Prejuzo) do exerccio/Lucros retidos (28.478) 28.374

    As notas explicativas so parte integrante das demonstraes contbeis.

    Prdio da CASAN - Matriz Florianpolis/SCEstao de Tratamento de Esgoto de Cricima

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES CONTBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017, 2016 E 2015 EM MILHARES DE REAIS

    1 CONTEXTO OPERACIONAL

    A Companhia, constituda em 2 de julho de 1971, uma sociedade de economia mista de capital aberto, controlada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, e tem por objetivos:a) Coordenar o planejamento, executar, operar e explorar os servios pblicos de esgoto

    e abastecimento de gua potvel, bem como realizar obras de saneamento bsico com municpios do Estado de Santa Catarina mediante convnios e contratos de programa;

    b) Promover levantamentos e estudos econmico-financeiros relacionados a projetos de saneamento bsico;

    c) Arrecadar taxas e tarifas dos diversos servios que lhe so afetos, reajustando-as perio-dicamente, de forma que possa atender amortizao dos investimentos, cobertura dos custos de operao, manuteno, expanso e melhoramentos;

    d) Elaborar e executar seus planos de ao e de investimentos, objetivando a poltica e o desenvolvimento preconizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina;

    e) Investir permanentemente na qualificao de seu quadro funcional por meio de semin-rios, encontros, oficinas, palestras e cursos de formao e aperfeioamento, objetivando garantir a qualidade e a produtividade dos servios prestados;

    f) Firmar acordos, convnios e contratos objetivando a prestao de servios de arreca-dao de impostos, taxas, contribuies e outros valores institudos por entes pblicos ou privados, visando gerao de receita;

    g) A participao em outras Sociedades, nos termos do art. 237 da Lei n 6.404/76;h) Efetuar, como atividade-meio, o aproveitamento do potencial hidrulico dos mananciais

    em que captada gua bruta, com fim de gerao de energia eltrica;i) Coletar, tratar e dar destinao final a resduos slidos domsticos, industriais e hos-

    pitalares, e;j) Desde 2002 a Companhia deparou-se com o trmino de alguns contratos de concesses

    de explorao dos servios pblicos municipais de abastecimento de gua e coleta e disposio de esgotos sanitrios, sendo que trinta e dois municpios j optaram pela municipalizao, rompendo com a CASAN a explorao dos mesmos.

    Em 31 de dezembro de 2017 a Companhia operava servios de gua e esgoto em 196 municpios sendo 195 no Estado de Santa Catarina, e 01 municpio no Estado do Paran (198 municpios, e sendo 01 municpio no Estado do Paran em 31 de dezembro de 2016). Atua nesses municpios mediante contrato de concesso ou contratos de programa, sendo que a maioria destes apresenta prazo de durao de 30 anos.A Companhia possui at a presente data 26 (vinte e seis) Contratos de Programa assinados com os Municpios de Balnerio Barra do sul, Barra Velha, Balnerio Piarras, Biguau, Brao do Norte, Canoinhas, Caador, Chapec, Correia Pinto, Cricima, Curitibanos, Dio-nsio Cerqueira, Forquilhinha, Florianpolis, Garopaba, Ibirama, Indaial, It, Laguna, Lauro Muller, Otaclio Costa, Rio do Sul, Xaxim, Piratuba, Ipira e Ituporanga, estando em fase de negociao com os demais, conforme determina a Lei 11.445/07.Dos 196 municpios, 182 encontram-se com os contratos de concesso vigentes, 10 com os contratos de concesso vencidos e 04 sem convnios, onde a Companhia atua como interveniente do contrato entre o Governo do Estado de Santa Catarina. Os municpios e distritos cujos contratos esto vigentes, distribuem-se pelo ano de vencimento dos contratos conforme relao abaixo: Ano de Nmero de Ano de Nmero de vencimento municpios vencimento municpios 2018 2 2036 19 2019 3 2037 0 2020 3 2038 2 2021 5 2039 4 2022 6 2040 5 2023 8 2041 3 2024 9 2042 12 2025 3 2043 11 2026 3 2044 6 2027 2 2045 4 2028 12 2046 10 2029 6 2047 5 2030 13 2048 1 2031 3 2050 1 2032 4 2052 1 2033 0 2056 2 2034 7 2065 2 2035 4 2066 1Total de Municpios 182

    2 BASE DE PREPARAO

    a. Declarao de conformidadeAs demonstraes financeiras foram preparadas conforme as Normas Internacionais de Relatrio Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e tambm de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil (BR GAAP), sendo que para a Companhia, essas prticas no diferem das IFRS.A emisso das presentes demonstraes financeiras individuais foram autorizadas pelo Conselho de Administrao em 27 de maro de 2018.b. Base de mensuraoAs demonstraes financeiras foram elaboradas segundo a conveno do custo histrico, com exceo dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanos patrimoniais:b.1. os instrumentos financeiros foram mensurados pelo valor justo por meio do resultado;b.2. os ativos financeiros disponveis para venda foram mensurados pelo valor justo;b.3. o ativo atuarial de benefcio definido reconhecido como o total lquido dos ativos dos

    planos, acrescido do custo de servio passado no reconhecido e perdas atuariais no reconhecidas, deduzido dos ganhos atuariais no reconhecidos e do valor presente da obrigao do benefcio definido.

    c. Moeda funcional e moeda de apresentaoEssas demonstraes financeiras individuais so apresentadas em Real, que a moeda funcional da Companhia. Todas as informaes financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma.d. Uso de estimativas e julgamentosA preparao das informaes trimestrais de acordo com os pronunciamentos contbeis emitidos pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis - CPC exige que a Administrao faa julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicao de polticas contbeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.Estimativas e premissas so revistas de uma maneira contnua. As revises com relao a estimativas contbeis so reconhecidas no perodo em que as estimativas so revisadas e em quaisquer perodos futuros afetados.As informaes sobre julgamentos crticos referente s polticas contbeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstraes financeiras esto includas nas notas explicativas:Nota 13 Ativo fiscal diferidoNota 14 Imobilizado e IntangvelNota 19 Proviso para contingncias

    3 PRINCIPAIS POLTICAS CONTBEIS

    As polticas contbeis tm sido aplicadas de maneira consistente pela Companhia.a. Transaes em moeda estrangeiraTransaes em moeda estrangeira so convertidas para a moeda corrente do pas pelas taxas de cmbio nas datas das transaes. Ativos e passivos monetrios denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentao so reconvertidos para a moeda funcional taxa de cmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetrios a diferena entre o custo amortizado da moeda funcional no comeo do perodo, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o perodo, e o custo amortizado em moeda estrangeira taxa de cmbio no final do perodo de apresentao. Ativos e passivos no monetrios denominados em moedas estrangeiras que so mensurados pelo valor justo so reconvertidos para a moeda funcional taxa de cmbio na data em que o valor justo foi apurado. As diferenas de moedas estrangeiras resultantes na reconverso so reconhecidas no resultado.b. Instrumentosfinanceirosb.1. Ativos financeiros no derivativosA Companhia reconhece os recebveis e depsitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) so reconhecidos inicialmente na data da negociao na qual a Companhia se torna uma das partes das disposies contratuais do instrumento.A Companhia tem os seguintes ativos financeiros no derivativos: ativos financeiros regis-trados pelo valor justo por meio do resultado e recebveis. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultadoUm ativo financeiro classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociao e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros so designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decises de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gesto de riscos documentada e a estratgia de investimentos da Companhia. Os custos da transao, aps o reconhecimento inicial, so reconhecidos no resultado como incorridos. Mudanas no valor justo de ativos financeiros assim mensurados so reconhecidas no resultado do exerccio. RecebveisRecebveis so ativos financeiros com valores fixos ou calculveis que no so cotados no mercado ativo. Tais ativos so reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transao atribuveis. Aps o reconhecimento inicial, os recebveis so medidos pelo custo amortizado por meio do mtodo dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por reduo ao valor recupervel. Os recebveis abrangem clientes e outros crditos, incluindo os recebveis oriundos de acordos de concesso de servios, como o caso do saldo contabilizado como Ativos Financeiros, conforme nota explicativa n12.b.2. Passivos financeiros no derivativosA Companhia reconhece passivos subordinados inicialmente na data em que so originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo passivos designados pelo valor justo registrado no resultado) so reconhecidos inicialmente na data de negociao na qual a Companhia se torna uma parte das disposies contratuais do instrumento. Os ativos e passivos financeiros so compensados e o valor lquido apresentado no balano patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a inteno de liquidar em uma base lquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros no derivativos: emprstimos, financia-mentos, fornecedores e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros so reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quais-quer custos de transao atribuveis.b.3. Capital Social Aes ordinrias Aes ordinrias so classificadas como patrimnio lquido. Aes preferenciaisO capital preferencial classificado como patrimnio lquido caso seja no resgatvel, ou somente resgatvel escolha da Companhia. Aes preferenciais no do direito a voto e possuem preferncia na liquidao da sua parcela do capital social. As aes preferenciais do direito a um dividendo 10% superior ao pago a detentores de aes ordinrias.Os dividendos mnimos obrigatrios conforme definido em estatuto so reconhecidos como passivo.c. Caixa e equivalentes de caixaCaixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depsitos vista e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez prontamente conversveis em caixa.d. Contas a receber de clientes e proviso para crditos de liquidao duvidosaAs contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber dos consumidores pelo servio prestado no decurso normal das atividades da Companhia. Se o recebimento esperado para um ano ou menos, ele classificado como ativo circulante. Caso contrrio, apresentado como ativo no circulante. As contas a receber de clientes so reconhecidas pelo valor justo (valor faturado) ajustado pela proviso para perda para valor recupervel dos ativos (impairment), quando necessrio.A Companhia registra uma proviso para crditos de liquidao duvidosa para os saldos a receber em um valor considerado suficiente pela administrao para cobrir possveis perdas no contas a receber, com base na anlise do histrico de recebimentos. Os valores vencidos por mais de 180 dias so provisionados. O valor assim determinado ajustado quando excessivo ou insuficiente, com base na anlise do histrico de recebimentos, levando em considerao a expectativa de recuperao nas diferentes categorias de clientes. Os saldos de contas a receber de clientes pendentes por mais de 720 dias so baixados no resultado.e. EstoquesOs estoques de produtos para consumo e manuteno dos sistemas de gua e esgoto so demonstrados pelo menor valor entre o custo mdio de aquisio ou o valor de realizao, e esto classificados no ativo circulante. f. ImobilizadoReconhecimento e mensurao Itens do imobilizado so mensurados pelo custo histrico de aquisio ou construo, de-duzido de depreciao acumulada e perdas de reduo ao valor recupervel (impairment) acumuladas. O custo de determinados itens do imobilizado foi apurado por referncia reavaliao anteriormente efetuada no BR GAAP.Quando partes de um item do imobilizado tm diferentes vidas teis, elas so registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado.Ganhos e perdas na alienao de um item do imobilizado so apurados pela comparao entre os recursos advindos da alienao com o valor contbil do imobilizado, e so reconhecidos lquidos dentro de outras receitas/despesas no resultado.Custos subsequentesO custo de reposio de um componente do imobilizado reconhecido no valor contbil do item caso seja provvel que os benefcios econmicos incorporados ao componente iro fluir para a Companhia e caso seu custo possa ser medido de forma confivel. O valor contbil do componente que tenha sido reposto por outro baixado. Os custos de manuteno no dia a dia do imobilizado so reconhecidos no resultado conforme incorridos.DepreciaoA depreciao calculada sobre o valor deprecivel de um bem, que o custo de um ativo,

    ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual.A depreciao reconhecida no resultado baseando-se no mtodo linear com relao s vidas teis estimadas (conforme legislao fiscal) de cada item ou parte de um item do imobiliza-do, j que esse mtodo o que mais de perto reflete o padro de consumo dos benefcios econmicos futuros incorporados no ativo. Terrenos no so depreciados.g. Reduo ao valor recupervel impairment Ativos financeiros, incluindo recebveisUm ativo financeiro no mensurado pelo valor justo por meio do resultado avaliado a cada data de apresentao para apurar se h evidncia objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recupervel. Um ativo tem perda no seu valor recupervel se uma evidncia objetiva indica que um evento de perda ocorreu aps o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados.Podem ser evidncias objetivas de que os ativos financeiros perderam valor: o no pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor; a reestruturao do valor devido Companhia sobre condies que a Companhia no consideraria em outras transaes; indicaes de que o devedor ou emissor entrar em processo de falncia; ou o desaparecimento de um mercado ativo para um ttulo.A Companhia considera evidncia de perda de valor para recebveis tanto no nvel individu-alizado como no nvel coletivo. Todos os recebveis individualmente significativos so ava-liados quanto perda de valor especfico. Todos os recebveis individualmente significativos identificados como no tendo sofrido perda de valor individualmente so ento avaliados coletivamente quanto qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas no tenha sido ainda identificada. Recebveis que no so individualmente importantes so avaliados coletivamente quanto perda de valor pelo conjunto desses ttulos com caractersticas de risco similares.Ao avaliar a perda de valor recupervel de forma coletiva a Companhia utiliza tendncias histricas da probabilidade de inadimplncia, do prazo de recuperao e dos valores de perda incorridos. Posteriormente, as tendncias histricas so ajustadas para refletir o julgamento da administrao quanto s condies econmicas e de crdito atuais, que podem gerar perdas reais maiores ou menores que as anteriormente sugeridas.Ativos no financeirosOs valores contbeis dos ativos no financeiros da Companhia, que no os ativos: estoques e imposto de renda e contribuio social diferidos, so revistos a cada data de apresentao para apurar se h indicao de perda no valor recupervel. Caso ocorra tal indicao, ento o valor recupervel do ativo determinado.O valor recupervel de um ativo ou unidade geradora de caixa o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados so descontados aos seus valores presentes por meio da taxa de des-conto antes dos impostos que reflita as condies vigentes de mercado quanto ao perodo de recuperabilidade do capital e os riscos especficos do ativo. Com a finalidade de testar o valor recupervel, os ativos que no podem ser testados individualmente so agrupados no menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contnuo, que so em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a unidade geradora de caixa ou UGC).Os ativos corporativos da Companhia no geram entradas de caixa individualmente, tratam-se dos escritrios localizados nas agncias da Companhia. Uma perda por reduo ao valor recupervel reconhecida caso o valor contbil de um ativo ou sua UGC exceda seu valor recupervel estimado. Perdas de valor so reconhecidas no resultado. Perdas no valor recupervel relacionadas s UGCs so alocadas inicialmente para reduzir o valor contbil de qualquer gio alocado s UGCs, e ento, se ainda houver perda remanescente, para reduzir o valor contbil dos outros ativos dentro da UGC ou grupo de UGCs em uma base pro rata.No caso do ativo imobilizado, as perdas de valor recupervel reconhecidas em perodos anteriores so avaliadas a cada data de apresentao para quaisquer indicaes de que a perda tenha aumentado, diminudo ou no mais exista. Uma perda de valor revertida caso tenha havido uma mudana nas estimativas usadas para determinar o valor recupervel. Uma perda por reduo ao valor recupervel revertida somente na condio em que o valor contbil do ativo no exceda o valor contbil que teria sido apurado, lquido de depreciao ou amortizao, caso a perda de valor no tivesse sido reconhecida.h. Benefcios a empregadosPlano de benefcio definido CASANPREVUm plano de benefcio definido um plano de benefcio ps-emprego. A obrigao lquida daCompanhia quanto aos planos de previdncia complementar de benefcio definido calculada individualmente para cada plano por meio da estimativa do valor do benefcio futuro que os empregados auferiram como retorno pelos servios prestados no perodo atual e em perodos anteriores. Aquele benefcio descontado ao seu valor presente.Quaisquer custos de servios passados no reconhecidos e os valores justos de quaisquer ativos do plano so deduzidos. A taxa de desconto o rendimento apresentado na data de apresentao das informaes trimestrais para os ttulos de dvida de primeira linha e cujas datas de vencimento se aproximem das condies das obrigaes da Companhia e que sejam denominadas na mesma moeda na qual os benefcios tm expectativa de serem pagos.O clculo realizado anualmente por um aturio qualificado por meio do mtodo de crdito unitrio projetado. Quando o clculo resulta em um benefcio para a Companhia, o ativo a ser reconhecido limitado ao total de quaisquer custos de servios passados no reconhecidos e o valor presente dos benefcios econmicos disponveis na forma de reembolsos futuros do plano ou reduo nas futuras contribuies ao plano. Para calcular o valor presente dos bene-fcios econmicos, considerao dada para quaisquer exigncias de custeio mnimas que se aplicam a qualquer plano na Companhia. Um benefcio econmico est disponvel Com-panhia se ele for realizvel durante a vida do plano, ou na liquidao dos passivos do plano.Quando os benefcios de um plano so incrementados, a poro do benefcio aumentado relacionada ao servio passado dos empregados reconhecida no resultado pelo mtodo linear, ao longo do perodo mdio at que os benefcios se tornem direito adquirido. Na condio em que os benefcios se tornem direito adquirido imediatamente, a despesa reconhecida imediatamente no resultado.Benefcios de trmino de vnculo empregatcio - PDVI Plano de Demisso Voluntria IncentivadaOs benefcios de trmino de vnculo empregatcio so reconhecidos como uma despesa quando a Companhia est comprovadamente comprometida, sem possibilidade realista de retrocesso, com um plano formal detalhado para rescindir o contrato de trabalho antes da data de aposentadoria normal ou prover benefcios de trmino de vnculo empregatcio em funo de uma oferta feita para estimular a demisso voluntria. Os benefcios de trmino de vnculo empregatcio por demisses voluntrias so reconhe-cidos como despesa caso a Companhia tenha feito uma oferta de demisso voluntria, seja provvel que a oferta ser aceita e o nmero de funcionrios que ir aderir ao programa possa ser estimado de forma confivel. Caso os benefcios sejam pagveis por mais de 12 meses aps a data base das informaes trimestrais, ento eles so descontados aos seus valores presentes.Benefcios de curto prazo a empregadosObrigaes de benefcios de curto prazo a empregados so mensuradas em uma base no descontada e so incorridas como despesas conforme o servio relacionado seja prestado. O passivo reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificao em dinheiro ou participao nos lucros de curto prazo se a Companhia tem uma obrigao legal ou construtiva de pagar esse valor em funo de servio passado prestado pelo empregado, e a obrigao possa ser estimada de maneira confivel.

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    i. ProvisesUma proviso reconhecida, em funo de um evento passado, se a Companhia tem uma obrigao legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confivel, e provvel que um recurso econmico seja exigido para liquidar a obrigao. As provises so apuradas por meio do desconto dos fluxos de caixa futuros esperados a uma taxa antes de impostos que reflete as avaliaes atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos especficos para o passivo.j. Receita por servios prestadosReceitas de abastecimento de gua e coleta de esgoto so reconhecidas medida que a gua consumida e os servios so prestados. As receitas so reconhecidas ao valor justo da contraprestao recebida ou a receber pela prestao desses servios e so apresentadas lquidas de imposto sobre valor agregado, devolues, abatimentos e descontos. As receitas da prestao de servios de fornecimento de gua e esgoto a faturar so contabilizadas como contas a receber com base em estimativas mensais.A Companhia reconhece a receita quando: i) o valor da receita pode ser mensurado com segurana, ii) provvel que benefcios econmicos futuros fluiro para a Companhia e iii) provvel que os valores sero arrecadados. No se considera que o valor da receita seja mensurvel com segurana at que todas as contingncias relacionadas sua prestao estejam resolvidas.k. Subveno e assistncia governamentaisSubvenes governamentais so reconhecidas inicialmentecomo receita diferida pelo valor justo quando existe razovel garantia de que elas sero recebidas e de que a Companhia ir cumprir as condies associadas com a subveno. Sub-venes que visam compensar a Companhia por despesas incorridas so reconhecidas no resultado como outras receitas em uma base sistemtica, nos mesmos perodos em que as despesas correspondentes forem reconhecidas. As subvenes que visam compensar a Companhia pelo custo de um ativo so reconhecidas no resultado em uma base sistemtica pelo perodo da vida til do ativo.l. ReceitasfinanceirasedespesasfinanceirasAs receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicaes financeiras, variaes no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. A receita de juros reconhecida no resultado, por meio do mtodo dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre emprstimos, variaes no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado e perdas por reduo ao valor recupervel (impairment) reconhecidas nos ativos financeiros. Custos de emprstimo que no so diretamente atribuveis aquisio, construo ou produo de um ativo qualificvel so mensurados no resultado por meio do mtodo de juros efetivos. Os ganhos e perdas cambiais so reportados em base lquida.m. Impostos sobre receitasComo impostos sobre as receitas so reconhecidos PIS e COFINS, utilizando o regime de competncia.n. Imposto de renda e contribuio socialOs Impostos incidentes sobre a renda, tanto o do exerccio corrente como o diferido, so calculados com base na alquota de 15% sobre o lucro tributvel, acrescidos do adicional de 10% sobre o excedente a R$240. A Contribuio Social do exerccio corrente e tambm a diferida so apuradas com base na alquota de 9% sobre o lucro tributvel.As despesas com imposto de renda e contribuio social compreendem os impostos correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido so reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados combinao de negcios, ou itens diretamente reconhecidos no patrimnio lquido.O imposto corrente o imposto a pagar ou a receber apurado sobre o lucro ou prejuzo tributvel do exerccio, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentao das informaes trimestrais e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relao aos exerccios anteriores.O imposto diferido reconhecido com relao s diferenas temporrias entre os valores contbeis de ativos e passivos para fins contbeis e os correspondentes valores usados para fins de tributao. O imposto diferido no reconhecido para as seguintes diferenas temporrias: o reconhecimento inicial de ativos e passivos em uma transao que no seja combinao de negcios e que no afete nem a contabilidade tampouco o lucro ou prejuzo tributvel. Alm disso, imposto diferido no reconhecido para diferenas temporrias tributveis resultantes no reconhecimento inicial de gio. O imposto diferido mensurado pelas alquotas que se espera serem aplicadas s diferenas temporrias quando elas forem revertidas, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente decretadas at a data de apresentao das informaes trimestrais.Os passivos fiscais diferidos so compensados caso haja um direito legal de compensar impostos e contribuies correntes, e eles se relacionem a imposto de renda e contribuio social lanados pela mesma autoridade tributria sobre a mesma entidade sujeita tributao.Ativos de imposto de renda e contribuio social diferido so revisados a cada data de relatrio e sero reduzidos na medida em que sua realizao no seja mais provvel.o. Resultado por aoO resultado por ao bsico calculado por meio da diviso entre o resultado do perodo atri-buvel aos acionistas controladores e no controladores da Companhia e a mdia ponderada das aes ordinrias e preferenciais em circulao no respectivo perodo. O resultado por ao diludo calculado por meio da referida mdia das aes em circulao, ajustada pelos instrumentos potencialmente conversveis em aes, com efeito diluidor, nos perodos apresentados, nos termos do CPC 41 e IAS 33. A Companhia no possui aes em circulao que possam causar diluio, assim, os lucros bsico e diludo por ao so iguais.p. Informaes por segmentoUm segmento operacional uma rea de atuao da Companhia que desenvolve ativida-des de negcio das quais pode obter receitas e incorrer em despesas, incluindo receitas e despesas relacionadas com transaes com outras reas de atuao da Companhia. Todos os resultados operacionais dos segmentos operacionais so revistos frequentemente pela Diretoria Executiva para tomadas de decises sobre os recursos a serem alocados ao seg-mento e para avaliao de seu desempenho. Para isso, so disponibilizadas informaes financeiras segregadas.Os resultados de segmentos que so reportados Diretoria Executiva incluem itens diretamente atribuveis ao segmento, bem como aqueles que podem ser alocados em bases razoveis. Os itens no alocados compreendem principalmente ativos corporativos (primariamente a sede da Companhia), despesas da sede e ativos e passivos de imposto de renda e contribuio social.Os gastos de capital por segmento so os custos totais incorridos durante o perodo para a aquisio de imobilizado ou intangvel.q. Demonstrao do valor adicionadoA Companhia elaborou a demonstrao do valor adicionado (DVA) individual nos termos do pronunciamento tcnico CPC 9 Demonstrao do Valor Adicionado. Esta apresentada como parte integrante das demonstraes financeiras conforme BR GAAP aplicvel s companhias abertas.

    4 GERENCIAMENTO DE RISCO

    A Companhia apresenta exposio aos seguintes riscos: risco de crdito risco de mercado risco operacional risco financeiroRisco de crdito:Risco de crdito o risco de prejuzo financeiro da Companhia caso um cliente ou contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigaes contratuais, que surgem principalmente dos recebveis da Companhia de clientes e em ttulos de investimento.A exposio da Companhia ao risco de crdito influenciada, principalmente, pelas caractersticas individuais de cada cliente. Entretanto, a administrao tambm considera a demografia da sua base de clientes, incluindo o risco de crdito da indstria. Para reduzir esse tipo de risco e para auxiliar no gerenciamento do risco de inadimplncia, a Compa-nhia monitora as contas a receber de consumidores realizando diversas aes de cobrana, incluindo a interrupo do fornecimento, caso o consumidor deixe de realizar seus pagamentos. No caso dos consumidores o risco de crdito baixo devido grande pulverizao da carteira.Risco de mercado:Relaciona-se ao risco de os retornos do negcio declinarem devido a fatores de mercado indepen-dentemente das decises e aes da Companhia. O risco de mercado incorpora inmeros riscos diferentes, como: Risco de taxas de juros: relaciona-se elevao das taxas de juros s quais a Companhia est

    exposta em funo dos emprstimos e financiamentos assumidos e tambm possvel reduo das taxas de remunerao das suas aplicaes;

    Risco de taxas de cmbio: refere-se s potenciais perdas devido s inesperadas mudanas nas taxas de cmbio das moedas s quais esto vinculados os financiamentos obtidos pela Casan;

    Risco fiscal: trata-se da probabilidade de o Congresso efetuar mudanas desfavorveis nas leis tributrias, como a eliminao de isenes de impostos, a limitao de dedues e o aumento nas taxas dos tributos;

    Risco de concorrncia: relativo s presses decorrentes da existncia de novos entrantes (empresas privadas) no mercado de gua e saneamento.

    Risco operacional:Pode ser definido como uma medida das perdas potenciais no setor de gua e saneamento no caso de seus sistemas, prticas e controles internos no serem capazes de resistir a falhas humanas, naturais ou de equipamentos. O risco operacional engloba vrios riscos, como: Risco de equipamentos: relacionado s falhas nos seus equipamentos/sistemas de captao/

    coleta, tratamento, distribuio/disposio final; alm dos equipamentos/sistemas administrativos; Risco de obsolescncia: referente desclassificao tecnolgica dos materiais e equipamentos,

    motivada pela apario de exemplares mais modernos; Risco de erro no intencional: relativa negligncia, falta de concentrao no trabalho, falta

    de informaes etc.; Risco de fraudes, furtos ou roubos: traduzido como negligncia de controles internos, negli-

    gncia de fiscalizao comercial, aceitao de incentivos de clientes, ligaes clandestinas; Risco de qualificao: relacionada qualificao inapropriada dos funcionrios; Risco de servios: relativo ao no atendimento das expectativas e das necessidades dos

    consumidores com relao aos servios prestados; Risco de regulamentao/regulao: trata-se do risco de ocorrer a expedio de novos instru-

    mentos legais e normativos ou a alterao dos j existentes, incluindo os emitidos pelas agncias reguladoras, que dificultem o atendimento das novas regras pela Companhia;

    Risco de concentrao: referente no diversificao adequada dos fornecedores; Risco sistmico: relaciona-se s alteraes substanciais no ambiente operacional; Risco de catstrofe: relativo ocorrncia de catstrofes como enchentes, secas, furaces,

    terremotos etc.Risco Financeiro:Relaciona-se com o grau de incerteza associado ao pagamento do passivo e do patrimnio lquido usados para financiar um negcio. Quanto maior a proporo de dvida usada para financiar uma Companhia, maior ser o seu risco financeiro. O financiamento da dvida condiciona ao pagamento de juros e amortizaes, aumentando, assim, o risco. A incapacidade de atender s obrigaes as-sociadas ao uso da dvida pode resultar na insolvncia da empresa e em perdas para os portadores de ttulos da dvida, bem como para acionistas.A Companhia participa de operaes envolvendo instrumentos financeiros. Todas as operaes esto registradas em contas patrimoniais e se destinam a atender suas necessidades operacionais e de expanso, bem como reduzir a exposio a riscos financeiros, principalmente de crdito e de taxa de juros.Consideraes gerais:Em 31 de dezembro de 2017, os principais instrumentos financeiros esto descritos a seguir:a. Caixa e equivalentes de caixa esto apresentados ao seu valor de mercado, que equivale ao

    seu valor contbil;b. Aplicaes financeiras so classificadas como destinadas negociao. O valor de mercado

    est refletido nos valores registrados nos balanos patrimoniais;c. Ttulos e valores mobilirios so classificados como mantidos at o vencimento e registrados

    contabilmente pelo custo amortizado. Os valores registrados equivalem, na data do balano, aos seus valores de mercado;

    d. Contas a Receber decorrem diretamente das operaes da Companhia, so classificados como mantidos at o vencimento e esto registrados pelos seus valores originais, sujeitos a proviso para perdas e ajuste a valor presente, quando aplicveis;

    e. Emprstimos e financiamentos o principal propsito desse instrumento financeiro gerar recursos para financiar os programas de expanso da Companhia e eventualmente gerenciar as necessidades de seus fluxos de caixa no curto prazo.

    Emprstimos e financiamentos em moeda nacional so classificados como passivos financeiros mensurados ao valor justo. Os valores de mercado desses emprstimos so equivalentes aos seus valores contbeis.Emprstimos e financiamentos em moeda estrangeira coerentes com a poltica financeira da Companhia e esto contabilizados pelos seus valores de mercado em reais, mediante a cotao da data da elaborao do demonstrativo.Os valores contbeis e de mercado dos instrumentos financeiros da Companhia em 31 de dezembro de 2017 e 31 de dezembro de 2016 so como segue: 31 de 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2017 de 2016 de 2016 Contbil Mercado Contbil MercadoCaixa e equivalentes de caixa 7.301 7.301 2.895 2.895Ttulos e Valores Mobilirios 239.177 239.177 114.172 114.172Contas a Receber (lquido de PDD) 217.019 217.019 202.297 202.297Emprstimos e Financiamentosem moeda nacional (699.274) (699.274) (700.517) (700.517)Emprstimos e Financiamentosem moeda estrangeira (462.987) (462.987) (238.559) (238.559)

    5. PRINCIPAIS JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS CONTBEIS

    As estimativas e julgamentos so continuamente avaliados com base na experincia histrica e outros fatores, e incluem as expectativas de eventos futuros razoavelmente provveis.Principais premissas e estimativas contbeisA Companhia estabelece estimativas e premissas referentes ao futuro. Tais estimativas contbeis, por definio, podem divergir dos resultados reais. As estimativas e premissas que possuem um risco significativo de se concretizarem por valor diferente do previsto e, por isso, podem provocar um ajuste importante nos saldos contbeis de ativos e passivos dentro do prximo exerccio contbil esto divulgadas abaixo:a. Proviso para crditos de liquidao duvidosaA Companhia registra a proviso para crditos de liquidao duvidosa em valor considerado suficiente pela administrao para cobrir perdas provveis, com base na anlise das contas a receber de clientes.A metodologia para determinar tal proviso exige estimativas significativas, considerando uma variedade de fatores, entre eles a avaliao do histrico de cobranas, tendncias econmicas atuais, estimativas de baixas previstas, vencimento da carteira de contas a receber e outros fatores. Ainda que a Companhia acredite que as estimativas utilizadas so razoveis, os resultados reais podem diferir de tais estimativas.b. impairment de ativos de vida til longaA Companhia realiza teste de impairment em ativos de vida til longa, principalmente no ativo Intan-gvel, que inclui os bens do sistema de gua e esgoto detidos e usados no negcio, para determinar quando eventos ou mudanas nas circunstncias indicarem que o valor contbil de um ativo ou grupo de ativos pode no ser recupervel. A avaliao do impairment dos ativos de vida til longa exige o uso de premissas e estimativas com relao a assuntos inerentemente incertos, incluindo projees de receitas operacionais e fluxo de caixa futuros, taxas de crescimento estimadas e a vida til remanescente dos ativos, entre outros fatores. Alm disso, as projees so calculadas para um longo perodo de tempo, o que sujeita essas premissas e estimativas a um grau de incerteza ainda maior. Ainda que a Companhia acredite que as estimativas utilizadas so razoveis, o uso de premissas diferentes pode afetar materialmente o valor recupervel.Em virtude de todos os ativos de vida til longa estarem gerando receita (caixa) de forma plena, aps avaliao interna da Companhia, no foi necessrio constituir proviso para impairment em 31 de dezembro de 2017, 31 de dezembro de 2016 e 31 de dezembro de 2015. Entretanto, para o exerccio de 2018, em atendimento ao requerido pela Agncia de Regulao de Servios Pblicos de Santa Catarina - ARESC e Resoluo n. 064 de 08 de julho de 2016, a Companhia proceder a contratao de empresa especializada para execuo dos testes e avaliaes acima descritos.c. Provises para contingnciasA Companhia parte em vrios processos legais envolvendo valores significativos. Tais processos incluem, entre outros, demandas fiscais, trabalhistas, cveis, ambientais, contestaes de clientes e fornecedores e outros processos. Informaes adicionais sobre tais processos so apresentadas na nota explicativa n19. A Companhia constitui proviso para perdas provveis resultantes dessas demandas e processos quando conclui que a probabilidade de perda provvel e o valor de tal perda pode ser razoavelmente estimado. Logo, a Companhia precisa fazer julgamentos a respeito de eventos futuros. Como resultado do julgamento exigido na avaliao e clculo dessas provises para contingncias, as perdas reais realizadas em perodos futuros podem diferir significativamente das estimativas atuais e, inclusive, exceder os valores provisionados.d. Complementao de benefcios a empregadosO valor presente das obrigaes previdencirias depende de uma srie de fatores que so determinados de acordo com uma base atuarial usando uma srie de premissas. As premissas usadas na determinao do custo lquido para aposentadoria dos colaboradores incluem a taxa de desconto. Quaisquer mudanas nessas premissas causaro impacto no valor contbil das obrigaes previdencirias.A Companhia determina as taxas de desconto apropriadas ao final de cada exerccio, que representa a taxa de juros que deve ser usada para determinar o valor presente de desembolsos futuros de caixa, que se espera sejam exigidos para a liquidao das obrigaes previdencirias. Outras premissas chave para obrigaes previdencirias so em parte baseadas nas condies do mercado corrente. Informaes adicionais sobre os planos previdencirios so apresentadas na nota explicativa n 20.Diferenas na experincia atual ou mudanas nas premissas podem afetar o valor contbil das obrigaes previdencirias e despesas reconhecidas nos resultados da Companhia.

    6. INFORMAES POR SEGMENTOS OPERACIONAIS

    A Administrao da Companhia definiu os segmentos operacionais com base nos relatrios em BR GAAP utilizados para a tomada de decises estratgicas, revisados pela Diretoria Executiva. As informaes por segmento de negcios para o exerccio findo em 31 de dezembro de 2017 so as seguintes: Total na demonstrao gua Esgoto de resultado Receita bruta das vendas e dosservios prestados 925.129 201.087 1.126.216Dedues da receita bruta (86.629) (18.785) (105.414)Receita lquida das vendas e dosservios prestados 838.500 182.302 1.020.802Custos dos servios prestados edos produtos vendidos (383.058)

    Lucro bruto 637.744

    Depreciao e amortizao total (74.822)Despesas com vendas, gerais e administrativas (531.258)Outras receitas/despesas operacionais lquidas 3.664

    Lucro antes do resultado financeiro e impostos 35.328

    As informaes por segmento de negcios para o exerccio findo em 31 de dezembro de 2016 so as seguintes: Total na demonstrao gua Esgoto de resultado Receita bruta das vendas e dosservios prestados 840.330 170.954 1.011.284Dedues da receita bruta (78.001) (15.854) (93.855)Receita lquida das vendas e dosservios prestados 762.329 155.100 917.429Custos dos servios prestados e dosprodutos vendidos (346.141)

    Lucro bruto 571.288

    Depreciao e amortizao total (68.929)Despesas com vendas, gerais e administrativas (346.530)Outras receitas/despesas operacionais lquidas 5.634Lucro antes do resultado financeiro e impostos 161.463

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    Os ativos correspondentes aos segmentos reportados apresentam-se conciliados com o total do ativo, conforme segue: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Imobilizado 56.260 35.916 35.697Obras em andamento 941.848 813.801 595.936Ativo intangvel 1.468.067 1.435.405 1.442.012Intangvel em andamento - 19.911 11.240Estoques de Obras - - 14.676

    Ativos dos segmentos reportados 2.466.175 2.305.033 2.099.561

    Total do ativo circulante 535.950 406.682 395.134Ativo no circulante

    Contas a receber de clientes, lquido 16.623 15.466 6.240Ativo financeiro 32.049 31.725 38.775Depsitos dados em garantia 89.113 77.361 78.500Investimentos 304 304 304Ttulos e valores mobilirios 45.251 23.372 19.616Ativo fiscal diferido 40.778 38.583 30.111

    Ativo total, conforme balano patrimonial 3.226.243 2.898.526 2.668.241

    Receita Operacional por Superintendncia: gua 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Metropolitana 347.598 318.524 275.989Sul/Serra 166.342 151.648 134.518Oeste 224.494 201.962 174.862Norte/Vale 186.695 168.196 146.991Total 925.129 840.330 732.360

    Receita Operacional por Superintendncia: Esgoto 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Metropolitana 146.597 128.872 111.308Sul/Serra 27.565 20.155 17.584Oeste 24.479 21.497 17.645Norte/Vale 2.446 430 -Total 201.087 170.954 146.537

    Receita Operacional por Municpio: gua 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Florianpolis 204.769 187.167 162.375Chapec 52.052 46.667 40.289Cricima 65.960 60.962 53.676Rio do Sul 22.979 20.990 18.432So Jos 83.188 75.488 65.962Outros 496.181 449.056 391.626Total 925.129 840.330 732.360

    Receita Operacional por Municpio: Esgoto 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Florianpolis 119.846 103.713 88.921Chapec 20.563 18.019 15.389Cricima 18.606 15.861 13.742Rio do Sul - - -So Jos 26.491 23.492 20.502Outros 15.581 9.869 7.983Total 201.087 170.954 146.537

    Resumo dos custos e despesas 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembroDespesas de 2017 de 2016 de 2015Custo dos servios prestadose dos produtos vendidos 449.771 412.442 387.111Vendas 93.340 86.989 78.156Gerais e Administrativas 446.027 262.169 219.657Total 989.138 761.600 684.924

    Resumo das receitas 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembroReceitas de 2017 de 2016 de 2015gua 925.129 840.330 732.360Esgoto 201.087 170.954 146.537Total 1.126.216 1.011.284 878.897

    Informaes sobre os produtos e serviosO objetivo da CASAN planejar, executar, operar e explorar os servios pblicos de esgoto e abastecimento de gua potvel.

    7. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

    Caixa e Equivalentes de Caixa incluem caixa e depsitos, como segue abaixo: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Bens numerrios* 1 1 85.064Bancos conta movimento 3.791 901 1.381Bancos conta arrecadao 3.490 1.951 14.847Bancos conta vinculada 19 42 6.172Total Caixa e Equivalentes de Caixa 7.301 2.895 107.464

    O valor de R$85.064 em saldo de bens numerrios refere-se a cheque administrativo da Caixa, recebido pela colocao de debntures, compensando no dia 04 de janeiro de 2016.

    8. TTULOS E VALORES MOBILIRIOS DE CURTO E LONGO PRAZO

    Em 31 de dezembro de 2017, o montante de R$239.177 (R$114.172 em 31 de dezembro de 2016 e R$68.949 em 31 de dezembro de 2015) refere-se a aplicaes em fundos de renda

    fixa, remunerados com base no CDI Certificado de Depsitos Interbancrio em instituies financeiras renomadas. Do montante total de R$239.177 em 31 de dezembro de 2017, R$184.580 refere-se a aplicao dos Recursos destinados especificamente obras de ex-panso da Companhia, devendo ser aplicado somente para esse fim, o restante, R$54.597, refere-se a aplicaes sem destinao especfica no seu uso.

    9. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES

    As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pelo servio prestado no decurso normal de suas atividades e so registradas e mantidas pelo valor nominal dos ttulos decorrentes da prestao dos servios. Se o prazo de recebimento equivalente a um ano ou menos, as contas a receber so classificadas no ativo circulante. Caso contrrio, esto apresentadas no ativo no circulante. 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Circulante

    Consumidores finais 170.745 152.644 121.640Entidades pblicas 23.321 25.648 32.198Consumo a faturar 54.472 48.514 41.654

    (-) Proviso para crditos de liquidaoduvidosa PCLD (48.142) (39.975) (40.237)Total Circulante 200.396 186.831 155.255No circulante

    Consumidores finais 6.339 5.936 5.272Entidades pblicas 10.284 9.530 968Crditos reconhecidos como perdas 158.062 140.633 128.408(-) Perdas reconhecidas (158.062) (140.633) (128.408)

    Total No circulante 16.623 15.466 6.240Total Contas a Receber de Clientes 217.019 202.297 161.495

    A seguir apresentam-se as contas a receber em 31 de dezembro de 2017, segregadas pela faixa de idade dos saldos: >90 dias e >180 dias eCategoria A vencer < 90 dias < 180 dias < 720 dias > 720 dias TotalComercial 14.734 4.527 1.394 4.657 17.118 42.430Industrial 2.541 544 178 977 3.695 7.935Pblica 19.748 2.636 1.709 9.189 68.052 101.334Residencial 78.054 30.088 6.394 33.319 69.197 217.052Consumo a faturar 54.472 - - - - 54.472 169.549 37.795 9.675 48.142 158.062 423.223PCLD - - - (48.142) (158.062) (206.204)Total Contas a Receber 169.549 37.795 9.675 - - 217.019

    a) O Conselho de Administrao no uso de suas atribuies estatutrias instituiu reviso tarifria conforme resoluo n084 de 14 de julho de 2017 da ARESC Agncia de Regulao de Servios Pblicos de Santa Catarina, deliberao n 020, de 20 de julho de 2017 da ARIS - Agncia Reguladora Intermunicipal de Saneamento e Parecer Administrativo n 017/2017 da AGIR -Agncia Intermunicipal de Regulao, Controle e fiscalizao de Servios Pblicos Municipais do Mdio Vale do Itaja, referente aos servios de abastecimento de gua e de coleta de esgotos sanitrios, nas categorias contempladas na estrutura (residencial, comercial, industrial, pblica e especial), com reajuste de 6,08% de forma linear em todas as faixas, sobre os consumos faturados a partir de 21 de agosto de 2017.

    b) A rubrica Arrecadao a Discriminar retificadora do Contas a Receber de Clientes. So lanados nesta conta, valores recebidos das faturas de gua e esgoto que no

    foram identificados pelos rgos arrecadadores, tais como problemas na identifi-cao do cdigo de barras, erros de matrculas ou pagamentos em agentes no credenciados.

    Em 31 de dezembro de 2017 a conta apresenta um saldo de R$3.792 (R$3.302 em 31 de dezembro de 2016 e R$11.688 em 31 de dezembro de 2015). Atualmente a Prefeitura de Palhoa est pagando a fatura normalmente e os valores apresentados nos trimestres anteriores referente a ao judicial 045.08.000501-7, j foram baixados do contas a receber da Companhia.

    10. ESTOQUES

    Os estoques de materiais so destinados ao consumo e manuteno dos sistemas de gua e esgoto. Estes so demonstrados pelo custo mdio de aquisio e esto classificados no ativo circulante. 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Materiais em almoxarifado 38.724 43.055 28.999Materiais em poder de terceiros 55 55 55Materiais em Trnsito - - 46Outros 17 34 22Total Estoques 38.796 43.144 29.122

    11. OUTROS

    Classificam-se neste grupo os valores referentes a adiantamentos a funcionrios e fornecedo-res, convnios com prefeituras, depsitos em cauo, impostos e contribuies antecipadas ou a recuperar e outras contas. Esses crditos so apresentados no ativo circulante, salvo se sua realizao ocorrer em perodo superior a um ano aps a data da demonstrao, quando devem figurar no ativo no circulante. 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Adiantamentos a fornecedores 3.395 3.136 82Convnios com prefeituras 7.259 7.260 7.041Adiantamentos a empregados 1.853 2.152 2.106Caues 245 245 245Pagamentos reembolsveis 1.236 1.218 1.145Impostos a recuperar 73.038 60.018 34.315Outros crditos 706 983 907Total 87.732 75.012 45.841

    Os convnios com municpios referem-se, substancialmente, a recursos repassados por meio de convnio de parceirizao para a manuteno e a preservao de mananciais, a repavimentao e a gesto dos servios pblicos de abastecimento de gua e de coleta, remoo e tratamento de esgotos sanitrios. Esses repasses so realizados medida que esses municpios prestam contas CASAN.

    12. ATIVO FINANCEIRO

    At 31 de dezembro de 2017 a Companhia mantinha registrado em conta do Ativo Realizvel a Longo Prazo (Ativos Municipalizados a Receber) os valores decorrentes de Contratos de Concesso denunciados por parte dos municpios que os romperam, os quais provocaram aes judiciais por parte da CASAN, pleiteando indenizaes contratuais dos investimentos em ativos operacionais.Com base nos contratos que continham clusula prevendo indenizao no caso de resciso ou extino, a reverso prev indenizao das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversveis ainda no depreciados ou amortizados, que tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e a atualidade do servio concedido.Por consequncia, a Companhia transferiu os valores registrados em Ativos Municipalizados a Receber para a conta de Ativo Financeiro (No Circulante), conforme previsto nos CPCs 38 e 39, emitidos pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis. Saldo N Contbil anos Saldo antes dos 12,5% res- Ajustes em Contbil emAtivos financeiros ajustes a.a. tantes 2011 a 2017 31/12/2017Balnerio Gaivotas 967 121 1 847 121Bombinhas 6.801 850 7 850 5.951Campo Alegre 573 72 1 501 71Canelinha 853 107 1 747 107Capivari de Baixo 120 15 1 105 15Corup 639 80 1 559 80Garuva 508 63 2 381 127Gravatal 8.267 1.033 5 3.100 5.167Ilhota 1.470 184 7 184 1.286Imbituba 24.817 3.096 4 12.383 12.433Joinville 96 96 0 96 -Massaranduba 751 94 1 657 94Meleiro 241 30 1 211 30Penha 6.337 792 2 4.752 1.584Praia Grande 983 123 3 614 368Presidente Getlio 1.119 140 1 979 140Princesa 189 - 8 - 189So Francisco do Sul 6.423 803 3 4.014 2.409So Jose do Cedro 3.585 448 4 1.793 1.793Trs Barras 675 84 1 591 84Total 65.414 8.231 33.364 32.049At o presente momento a Companhia possui aes indenizatrias contra esses municpios em virtude dos investimentos realizados. Adicionalmente, a Companhia est elaborando novas aes de indenizaes contra os demais municpios que rescindiram o contrato de explorao de gua e esgoto. Segue abaixo demonstrativo, por municpio, das indenizaes pleiteadas judicialmente:Prefeitura municipal Saldos em 31 de Prefeitura municipal Saldos em 31 de de: dezembro de 2017 de: dezembro de 2017Tubaro 17.000 Cambori 7.000Balnerio Gaivota 2.420 Navegantes 6.000Campo Alegre 1.879 Iara 15.000Canelinha 4.094 Balnerio Cambori 40.000Capivari de Baixo 955 Schroeder 2.000Corup 3.982 Sombrio 2.594Fraiburgo 2.200 So Francisco do Sul 7.047Guaramirim 6.535 Barra Velha 6.000Itapo 3.469 Itaja 30.000Imbituba 25.037 Joinville 135.000Massaranduba 2.486 Papanduva 800Meleiro 571 Trs Barras 2.281Palhoa 10.000 Timb 5.000Penha 8.896 Itapema 4.000Praia Grande 1.078 So Jos do Cedro 3.584Presidente Getlio 4.536 Lages 110.000Porto Belo 19.852 Garuva 475Joo Batista 1.900 Gravatal 8.308Bombinhas 7.100Total de Indenizaes 509.079

    13. ATIVO FISCAL DIFERIDO

    Em 31 de dezembro de 2017 e 2016 a Companhia reconheceu ativos fiscais diferidos de-correntes de diferenas temporrias como segue: 31 de 31 de dezembro dezembro Base de de 2017 de 2016Natureza dos ativos: clculo IRPJ CSLL Total TotalProviso para crditos deliquidao duvidosa 48.142 12.036 4.333 16.369 13.591Proviso para contingncias fiscais 128 32 12 44 44Proviso para contingncias cveis 53.186 13.296 4.787 18.083 14.907Proviso para contingnciastrabalhistas 18.478 4.619 1.663 6.282 10.041 119.934 29.983 10.795 40.778 38.583Classificao do ativo diferido:Realizvel a longo prazo 40.778 38.583A realizao destes ativos fiscais diferidos dar-se- pelo pagamento das provises efetuadas ou, quando for o caso, pela realizao das perdas provisionadas, em consonncia com a Instruo CVM n 371, de 27 de junho de 2002.As movimentaes do ativo fiscal diferido em 31 de dezembro de 2017 e 2016 so as seguintes: Proviso Proviso para p/devedoresImposto de Renda diferido ativo contingncias duvidosos TotalEm 01 de janeiro de 2016 16.431 13.680 30.111Creditado demonstrao do resultado 8.561 (89) 8.472Em 31 de dezembro de 2016 24.992 13.591 38.583Creditado demonstrao do resultado (583) 2.778 2.195Em 31 de dezembro de 2017 24.409 16.369 40.778

    14. IMOBILIZADO E INTANGVEL

    Em 31 de dezembro de 2017 os ativos Imobilizado e Intangvel e as Obras em Andamentoda Companhia esto representados pelos bens destinados s atividades operacionais e

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    administrativas, como segue abaixo:a) Intangvel por segmento: 31 de Baixas, 31 de dezembro Depre Municipa- Aqui- dezembro de 2016 ciao/ lizaes sies/ de 2017 Lquido Amortizao e Ajustes Transf. LquidoSistema de guaProduo/Distribuio 812.652 (34.609) (3.882) 85.631 859.792Sistema de EsgotoRedes/Tratamento 622.753 (33.231) (4.671) 23.424 608.275Software 19.911 - - (19.911) -Total 1.455.316 (67.840) (8.553) 89.144 1.468.067

    b. Obras em andamento e Ativos AdministrativosAs obras em andamento referem-se principalmente a novos projetos e melhorias operacio-nais, assim representadas:Obras em andamento e Ativos Administrativos 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015guaProduo 149.140 154.922 78.447Distribuio 43.251 44.377 77.741Projetos e obras de operao Imediata 9.188 13.127 12.694Total gua 201.579 212.426 168.882EsgotoColeta, tratamento e lanamento final, estudose projetos em elaborao 671.043 501.997 381.516Projetos e obras de operao Imediata 882 422 47Total Esgoto 671.925 502.419 381.563Projetos e obras administrativas 53.808 81.868 37.153Estoques de obras, adiantamentos a terceirose convnios com prefeituras 14.536 17.088 23.014

    Ativos AdministrativosSaldo inicial 01 de janeiro 35.916 35.697 30.714Depreciao e amortizao (10.657) (2.895) (2.216)Baixas, municipalizaes e ajustes (240) (1.401) (1.052)Aquisies e transferncias 31.241 4.515 8.251Total Ativos Administrativos 56.260 35.916 35.697Total Obras em Andamento e Ativos Administrativos 998.108 849.717 646.309

    Em 1996 a Companhia procedeu s reavaliaes de seus ativos, que compreendiam terrenos, edificaes, mquinas, equipamentos e redes. O laudo de avaliao foi emitido pela Fundao de Amparo Pesquisa e Extenso Universitria FAPEU e datado de 30 de abril de 1996. A taxa de depreciao dos bens reavaliados foi ajustada em funo da vida til remanescente, indicada no laudo de avaliao.Em 30 de novembro de 2011 a Fundao de Estudos e Pesquisas Scio-Econmicos FE-PESE, emitiu laudo de avaliao dos ativos da Companhia, gerando novo saldo de avaliao. O saldo da reavaliao de ativos prprios alocada no imobilizado como segue: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Ativos reavaliados 719.726 742.199 776.286Tributos sobre a reavaliao (182.617) (188.319) (194.309)Saldo da reavaliao 537.109 553.880 581.977

    c) Esto representados abaixo, por municpio, a composio dos Ativos Intangveis desti-nados as atividades operacionais da Companhia:

    31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembroMunicpio de 2017 de 2016 de 2015 Amortizao Valor Valor Valor Custo acumulada lquido lquido lquidoCaador 17.236 (5.427) 11.809 10.995 11.324Concrdia 24.844 (7.024) 17.820 13.902 14.208Chapec 202.012 (56.221) 145.791 139.122 144.608Cricima Sistema Locale Integrado 293.817 (91.033) 202.784 198.671 163.375Curitibanos 16.653 (6.987) 9.666 9.801 10.210Florianpolis SistemaLocal e Integrado 975.252 (366.232) 609.020 611.024 609.569Laguna 21.232 (6.566) 14.666 12.610 12.979Rio do Sul Sistema Locale Integrado 24.957 (9.753) 15.204 15.512 15.498Santo Amaro da Imperatriz 17.713 (5.904) 11.809 11.087 11.807So Joaquim 60.199 (10.672) 49.527 49.494 51.137So Jos 71.229 (26.214) 45.015 40.720 71.805So Miguel do OesteSistema Local e Integrado 25.761 (6.820) 18.941 19.547 20.513Siderpolis 15.001 (3.372) 11.629 11.971 54.888Outros 457.561 (153.175) 304.386 310.860 261.331 2.223.467 (755.400) 1.468.067 1.455.316 1.453.252

    Depreciao e AmortizaoAs taxas anuais de depreciao e amortizao so as seguintes: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembroImobilizado e Intangvel de 2017 de 2016 de 2015Construo civil 4% 4% 4%Equipamentos 10% 10% 10%Equipamentos de transporte 20% 20% 20%Mveis e utenslios 10% 10% 10%

    15. EMPRSTIMOS E FINANCIAMENTOS

    As contas de Emprstimos e Financiamentos registram as operaes da Companhia junto a Instituies Financeiras do pas ou exterior, cujos recursos so destinados a financiar compra de ativos, obras e/ou capital de giro.

    Passivo Circulante Passivo No Circulante 31 de 31 de 31 de 31 de deembro dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2017 de 2016 Encargos incidentesOperaes no exterior:Agncia Francesa de 7,22% a.a. .+Desenvolvimento - AFD 39.596 8.523 336.569 163.397 var.cambialJapan InternationalCooperation Agency - JICA 3.803 1.347 83.019 65.292 1,20% a.a.Total Operaes no exterior 43.399 9.870 419.588 228.689Operaes no pas:Caixa Econmica Federal CAIXA - Obras 6.532 1.251 161.957 142.273 9,87% + TRFundo de Investimentosem Direitos Creditrios 37.075 17.545 198.570 235.119 IPCA+09%a.a.Debntures 100.544 12.437 194.595 291.892 Ver nota explicativaTotal Operaes no pas 144.152 31.233 555.122 669.284Total Emprstimos eFinanciamentos 187.551 41.103 974.710 897.973a) Em 31 de dezembro de 2017 os contratos de emprstimos junto a AFD estavam sujeitos

    a COVENANTS (idem em 31 de dezembro de 2016).b) Em 31 de dezembro de 2017 os emprstimos e financiamentos estavam garantidos pelas

    receitas tarifrias da Companhia e tm seus vencimentos at 2036.c) As amortizaes do principal e dos encargos financeiros incorridos de emprstimos

    e financiamentos externos e internos vencveis a longo prazo obedecem o seguinte escalonamento:

    Ano: 31 de dezembro de 2017 2018 187.202 2019 180.974 2020 181.344 2021 97.428 Aps 2021 515.313 1.162.261Japan International Cooperation Agency JICAAps aprovao no Senado Federal, foi assinado em 30 de junho de 2010 a contratao de emprstimo junto ao Banco Japan International Cooperation Agency - JICA, para Programa de Saneamento no Estado de Santa Catarina. Estima-se que o investimento ficar em torno de R$383.594, sendo R$273.055 financiados pelo Banco JICA e R$110.539 como contrapartida da CASAN. At 31 de dezembro de 2017 a Companhia recebeu o montante de R$86.822. Este emprstimo garantido pela Repblica Federativa do Brasil e os juros incidentes so de 1,20% a.a.Agncia Francesa de Desenvolvimento AFD, Em 18 de dezembro de 2012 foi assinado contrato de financiamento junto a /Agncia Fran-cesa de Desenvolvimento AFD, no montante de 99.756, que tem como objetivo realizar investimentos em infraestrutura de saneamento bsico para treze municpios de mdio porte localizados em Santa Catarina. Com contrapartida de R$17.066, o emprstimo possui juros no valor do Euribor semestral + spread a ser definido na data dos desembolsos. Com relao aos prazos da operao ficaram estabelecidos 05 anos de carncia e, aps a carncia, 10 anos de amortizao. Este contrato est sujeito a covenants e as suas garantias so: 1/6 do servio da dvida em conta vinculada; alm de a operao ser garantida pelo Estado de Santa Catarina. At 31 de dezembro de 2017 a Companhia recebeu o montante R$376.165 equivalente a 25.000.Caixa Econmica Federal CAIXA - ObrasOs financiamentos obtidos da Caixa Econmica Federal - CAIXA referem-se a diversas linhas de crdito para investimentos em obras de saneamento bsico, conforme abaixo: 31 de 31 de dezembro de dezembro deAno dos contratos: Vencimentos finais 2017 20162010 2032 21.001 21.2732012 2018 a 2036 147.488 122.251Total 168.489 143.524O valor principal dos contratos e os encargos so pagos em bases mensais. Os contratos firmados tm carncia de 14 a 46 meses para pagamento do principal. Os contratos de financiamentos com a Caixa Econmica Federal so garantidos pelas receitas tarifrias da Companhia.Em 05 de junho de 2014 a Companhia realizou quitao de financiamentos junto ao Caixa Econmica Federal para obras de saneamento bsico, com vencimentos entre 2014 e 2020, com o Fundo de Investimentos em Direitos Creditrios FIDC.Fundo de Investimentos em Direitos Creditrios FIDCEm 10 de maio de 2013 o Conselho de Administrao da Companhia aprovou constituio de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditrios (FIDC) no valor de at R$250.000 (duzentos e cinquenta milhes de reais), lastreados com recebveis da CASAN, com o intuito de garantir o fluxo financeiro necessrio a realizao de obras de saneamento. A estruturao e distribuio da operao foram coordenadas pela empresa Planner Trustee DTVM Ltda, em conjunto os seguintes participantes: Administrador/Gestor do Fundo: Caixa Econmica Federal; Gestor: Caixa Econmica Federal; Custodiante: Banco do Brasil S.A.; Auditor Independente: KPMG Auditores Independentes; Agncia de Classificao de Risco: Fitch Ratings do Brasil Ltda. (Rating Obtido: Br A); Assessoria Jurdica: Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados; Agente Centralizador: Caixa Econmica Federal; Anlise da Carteira e Verificador das Condies de Cesso: KPMG Financial Risk & Actuarial Services Ltda; EDI (dados): OpenText Corporao (GXS); e Distribuio: Planner Trustee DTVM Ltda e Caixa Econmica Federal.Em 29 de maio de 2014 foi iniciada as atividades do FIDC CASAN Saneamento, obtendo como resultado a colocao junto ao mercado de capitais de 216.500 cotas sniores totali-zado a capitalizao de R$216.500 (duzentos e dezesseis milhes e quinhentos mil reais). Tambm foram capitalizadas pela CASAN 6.495 cotas subordinadas, totalizando R$6.495 (seis milhes quatrocentos e noventa e cinco mil reais), equivalente ao percentual de 3% sobre o valor das cotas sniores integralizadas.A operao autorizada possui as seguintes caractersticas: Operao: Fundo de Investimento em Direitos Creditrios, nos termos da instruo

    CVM n 356/2001 (FIDC); Emissor: CASAN Companhia Catarinense de guas e Saneamento; Principal: de at R$ 250.000 (duzentos e cinqenta milhes de reais); Regime de Colocao: Oferta pblica de colocao nos termos da Instruo CVM n

    476/2001 sob regime de melhores esforos; Data de Vencimento: 120 meses a partir da Data de Emisso (10 anos); Atualizao do Principal: O Principal ser atualizado monetariamente pelo ndice de

    inflao medido pelo IPCA/IBGE; Remunerao: 9,0% a.a.; Carncia do Principal: 36 meses (3 anos); Amortizao do Principal: 1,1905% do Principal por ms do 37 ao 120 ms; Periodicidade dos Juros: Juros remuneratrios mais IPCA pagos mensalmente desde a

    data de emisso sobre o saldo do Principal; Cotas Subordinadas: 3% da Operao (adquiridas pela CASAN); Garantia: recebveis arrecadados correspondentes a 2,5 vezes o valor da prxima PMT;

    ndice de Cobertura da Dvida: Devem passar pela conta centralizadora pelo menos 5 vezes o valor da prxima PMT;

    Covenant Financeiro: (Dvida Lquida / EBITDA) inferior ao ndice de 4,5.DebnturesEm 29 de setembro de 2015, o Conselho de Administrao da Companhia aprovou a primeira emisso de 30.000 mil (trinta mil) debntures simples com valor nominal de R$10.000,00 (dez mil reais), no conversveis em aes, da espcie com garantia real nos termos do artigo 58 da Lei das Sociedades por Aes, divididas em quatro sries, para distribuio pblica com esforos restritos de distribuio.As debntures tero prazo de vigncia de 60 (sessenta) meses contados da data de emisso, que foi em 09 de dezembro de 2015 vencendo-se, portanto em 09 de dezembro de 2020, ressalvadas as hipteses em que ocorrer o resgate antecipado.As Debntures foram emitidas em quatro sries conforme abaixo: 1 srie: 8.333 mil debntures; 2 srie: 16.665 mil debntures; 3 srie: 1.667 mil debntures e 4 srie: 3.335 mil debntures.A amortizao do valor nominal unitrio das debentures ser em parcelas mensais e con-secutivas, correspondente a 2,7027%, a partir do 24 (vigsimo quarto) ms a contar da data de emisso, sendo a primeira parcela devida em 09 de dezembro de 2017, e a ltima parcela correspondente ao saldo remanescente do valor nominal das debentures devida na data de vencimento (cada uma, uma Data de Amortizao), ressalvadas as hipteses em que ocorrer o resgate antecipado, ou ainda o vencimento antecipado das debntures.A Remunerao das Debntures da primeira e terceira srie contemplar juros remuneratrios, a partir da respectiva data de liquidao, correspondentes variao acumulada de 100% das taxas dirias da Taxa de Juros Longo Prazo TJLP, divulgada pelo Conselho Monetrio Nacional, acrescida de 11,95% a.a. (Spread da primeira e terceira srie). A segunda e quarta srie incidir juros remuneratrios correspondentes variao acumulada de 100% das taxas mdias dirias dos DI Depsitos Interfinanceiros de um dia, over extra-grupo, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP, acrescida exponencialmente de sobretaxa equivalente a 3,50% a.a.

    16. OBRIGAES TRABALHISTAS E PREVIDENCIRIAS

    Os valores a seguir representam, entre outros: valores retidos dos colaboradores a repassar s associaes de classe ou instituies financeiras (emprstimos consignados na folha); a INSS, IR e FGTS incidentes sobre a folha de pagamento; plano de sade e previdencirio; programa de alimentao do trabalhador e proviso de frias. 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Circulante:Proviso para frias com encargos 28.446 27.956 25.763INSS 5.761 5.426 4.994FGTS 1.983 1.954 1.723IR s/folha de pagamento 3.533 3.307 2.581Plano de sade e previdncia 1.672 1.618 3.130Consignaes 2.429 2.921 2.615Participao em resultados 3.150 3.150 3.150Vale alimentao - 23 7.465Indenizaes trabalhistas 4.800 - -Outros 637 839 413Total Circulante 52.411 47.194 51.834No CirculanteIndenizaes trabalhistas 2.400 - -Total no circulante 2.400 - -

    17. IMPOSTOS E CONTRIBUIES A RECOLHER

    A composio em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015 apresenta os seguintes valores 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Circulante:. REFIS 14.028 12.796 11.446. COFINS 6.142 6.297 5.214. PIS/PASEP 1.330 1.302 1.068. Imposto de Renda - retenes 120 214 148. Imposto de Renda sobre lucro real - 19.493 2.880. PIS/COFINS/CSLL - retenes 410 649 714. INSS de terceiros 672 946 745. Contribuio social sobre lucro real - 8.797 2.393. Outros 502 965 648Total circulante 23.204 51.459 25.256No circulante:. REFIS 41.386 51.074 53.724Total no circulante 41.386 51.074 53.724

    Em 18 de abril de 2000 a Companhia optou pelo ingresso no Programa de Recuperao Fiscal - REFIS, por meio do qual lhe foi possibilitado um regime especial de consolidao e parcelamento de todos os seus dbitos relativos a tributos e contribuies administrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PGFN e pela Secretaria da Receita Federal SRF, vencidos at 29 de fevereiro de 2000. Os dbitos esto sendo pagos em parcelas mensais, fixas e sucessivas, que esto sendo pagas no vencimento como condio essencial para a manuteno da Companhia no programa. As parcelas de cada um dos dbitos so compostas de amortizao e juros. A amortizao equivale ao resultado da diviso do total devido pelo nmero total de parcelas e a correo realizada mediante a aplicao da taxa selic overnight acumulada. Como garantia a esse parcelamento foram oferecidos bens do ativo imobilizado da Companhia.A seguir apresenta-se quadro detalhando a dvida consolidada em 1 de maro de 2000, e os montantes de crditos fiscais utilizados para amortizao de multas e juros, que compuseram o saldo para o referido parcelamento: Total da dvida Amortizao comNatureza: PGFN SRF na adeso crditos fiscaisPrincipal 16.925 17.660 34.585 -Multa 4.908 5.914 10.822 4.654Juros 19.914 12.153 32.067 13.790Encargos 4.175 - 4.175 -Total 45.922 35.727 81.649 18.444Em 27 de maio de 2009 foi publicada e passou a vigorar a Lei n 11.941/09, alterando a legis-lao tributria federal relativa ao parcelamento ordinrio de dbitos tributrios, concedendoremisso nos casos em que se especifica, dentre outras providncias. Nesse sentido, em 26 de agosto de 2009 a Administrao da Companhia decidiu pela adeso, nos termos da referida Lei, o que gerou a transferncia dos montantes originrios do REFIS.Em 28 de junho de 2011, a Secretaria da Receita Federal do Brasil confirmou a consolidao

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    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    dos dbitos, conforme detalhamento abaixo: Total da dvidaNatureza: PGFN SRF na adesoPrincipal 40.522 28.091 68.613Multa/Juros 6.722 4.698 11.420Total 47.244 32.789 80.033A demonstrao da mutao do REFIS nas demonstraes financeiras est resumida como segue: Circulante No Circulante 31 de 31 de 31 de 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015 de 2017 de 2016 de 2015Saldo anterior 12.796 11.446 12.020 51.074 53.724 57.608Transferncias 14.676 10.706 9.921 (14.676) (10.706) (9.920)Consolidao -Atualizaes (TJLP) 671 4.988 8.056 6.036Amortizaes (13.444) (9.356) (11.166) 14.028 12.796 11.446 41.386 51.074 53.724

    18. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIO SOCIAL DIFERIDOS

    Registram-se os tributos diferidos decorrentes da reavaliao de ativos prprios que perfazem o montante de R$182.617 em 31 de dezembro de 2017 (R$188.319 em 31 de dezembro de 2016 e R$194.309 em 31 de dezembro de 2015), conforme mencionado na nota explicativa n14.A Companhia reconhece e liquida os tributos sobre a renda com base nos resultados das operaes apurados de acordo com a legislao societria brasileira, considerando os preceitos da legislao fiscal.De acordo com o CPC 32 (IAS 12), a Companhia reconhece os ativos e passivos tributrios diferidos com base nas diferenas existentes entre os saldos contbeis e as bases tributrias dos ativos e passivos.

    19. PROVISO PARA CONTINGNCIAS

    A Administrao, com base em anlise conjunta com seus consultores jurdicos, constituiu proviso em montante considerado suficiente para fazer face a provveis perdas em pro-cessos judiciais. 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Proviso para contingncias fiscais 128 128 128Proviso para contingncias cveis 53.186 43.844 30.471Proviso para contingncias trabalhistas 18.478 29.533 17.726 71.792 73.505 48.325Depsitos judiciais (80.542) (77.361) (78.500)Depsitos FIDC-Fundo de investimentodireitos creditrios (8.571) - -Total Depsitos dados em garantia (89.113)Insuficincia (Suficincia) da cobertura (8.750) (3.856) (30.175)Em 31 de dezembro de 2017 as aes judiciais enquadradas pela rea jurdica da companhia cujo grau de risco foi classificado como possveis somam R$103.115 (R$92.301 em 31 de dezembro de 2016 e R$113.208 em 31 de dezembro de 2015).a) Contingncias cveisTramita na esfera judicial de Santa Catarina aes cveis referentes a diferenas de juros e correo monetria, previstos em contratos, em face de atrasos nos pagamentos mensais das faturas de cobrana, aes cveis pblicas e outros de naturezas diversas vinculados com a operacionalidade da Companhia. Esses processos ainda no possuem sentena judicial, da a necessidade de provisionamento totalizando R$53.186 em 31 de dezembro de 2017 (R$43.844 em 31 de dezembro de 2016 e R$30.471 em 31 de dezembro de 2015). b)ContingnciasfiscaisRefere-se ao de execuo fiscal impetrada pelo municpio de Lages a ttulo de cobrana de IPTU no montante de R$128 em 31 de dezembro de 2017 (idem em 31 de dezembro de 2016 e 2015).c) Contingncias trabalhistas As causas trabalhistas provisionadas dizem respeito ao pagamento de horas extras e outras questes salariais (agregaes e demisses sem justa causa), com risco de perda provvel. Assim, com base em informaes da assessoria jurdica, a Companhia estimou e provisionou o valor de R$18.478 em 31 de dezembro de 2017 (R$29.533 em 31 de dezembro de 2016 e R$17.726 em 31 de dezembro de 2015) em face de eventuais perdas nesses processos. Cabe registrar que no esto includos nos valores acima os processos classificados em perdas possveis.

    20. BENEFCIOS A EMPREGADOS

    Benefcios previdenciriosA Companhia patrocina plano de benefcio definido operado e administrado pela Fundao CASAN de Previdncia Complementar - CASANPREV.Plano CASANPREVEm 31 de dezembro de 2017 a Companhia possui contabilizado, a ttulo de passivo atuarial do Plano de Previdncia Complementar CASANPREV, o montante de R$16.977 (R$4.137 em 31 de dezembro de 2016 e R$38.532 em 31 de dezembro de 2015).Administrado pela Fundao Casan de Previdncia Complementar CASANPREV, o Plano CASANPREV est estruturado na modalidade de Contribuio Varivel, na qual a fase de acumulao se d nas modalidades de Contribuio Definida e Benefcio Definido, e o perodo de recebimento dos benefcios em uma estrutura de Benefcio Definido. O plano oferecido aos funcionrios da patrocinadora CASAN e foi aprovado em 6 de agosto de 2008.O Plano de Custeio destina-se ao custeio do Plano de Benefcios e das Despesas Adminis-trativas. O Plano de Benefcios ser custeado pelas seguintes fontes de receita: Contribuio da patrocinadora

    Contribuio normal de risco: contribuio obrigatria realizada paritariamente com a contribuio normal mensal do participante;Contribuio administrativa: aplicao do percentual de 7% sobre a Contribuio Normal, Adicional e Extraordinria, sendo delas deduzida;

    Contribuio dos participantes:Contribuio normal bsica: corresponde ao resultado da incidncia do percentual de 4,6% (quatro vrgula seis por cento), aplicado sobre o Salrio de Contribuio, conforme mencionado abaixo.Contribuio administrativa: aplicao do percentual de 7% sobre a Contribuio Normal, Adicional e Extraordinria, sendo delas deduzida.Ativos do planoAs polticas e estratgias de investimento do plano tm como objetivo reduzir o risco por meio da diversificao, considerando fatores tais como as necessidades de liquidez e o status financiado das obrigaes do plano, tipos e disponibilidade dos instrumentos financeiros no mercado local, condies e previses econmicas gerais, assim como exigncias estipu-ladas pela lei local de aposentadorias. A alocao dos ativos do plano e as estratgias de gerenciamento dos ativos externos so determinadas com o apoio de relatrios e anlises preparados pela CASANPREV.

    A taxa de rendimento de longo prazo dos ativos esperada pelo plano foi determinada com base no rendimento mdio ponderado estimado dos ativos do plano, o que inclui ttulos de renda fixa, aes, imveis e emprstimos. Essa taxa projetada inclui a taxa estimada a longo prazo para a inflao e leva em considerao fatores como as curvas projetadas da taxa de juros futura e as projees econmicas disponveis no mercado.Plano de Demisso Voluntria Incentivada PDVI 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015DescrioCirculante:PDVI com indenizao nica 4.312 1.215 1.218PDVI com indenizao mensal 23.190 7.536 10.002Total Circulante 27.502 8.751 11.220No circulante:PDVI com indenizao mensal 161.001 6.008 12.543Total No Circulante 161.001 6.008 12.543Total PDVI 188.503 14.759 23.763

    O programa de demisso incentivada composto por dois subprogramas nos termos e condies a seguir:a) Subprograma de demisso incentivada com indenizao mensal:Visa os empregados com idade entre 50 e 58 anos (incompletos) na data da adeso, que possuem mais de 5 anos de servios prestados Companhia, e que optarem pela resciso do contrato de trabalho. Substancialmente, a Companhia compromete-se a pagar mensalmente, at o empregado completar 58 anos de idade, a ttulo indenizatrio, o valor correspondente a 75% das seguintes verbas salariais: a) salrio; b) trinio/anunio; c) vantagem pessoal incorporada at a edio da Lei Complementar n 36, de 18 de abril de 1991; d) vantagem pessoal prmio; e e) outras vantagens fixas decorrentes de sentena judicial. Bem como a parcela recolhida mensalmente pelo empregado como contribuinte facultativo ao INSS.b) Subprograma de demisso incentivada com indenizao nica:Visa os empregados com qualquer idade e com mais de 2 anos de servios prestados Companhia, que optarem pela resciso do seu contrato de trabalho. Substancialmente, a Companhia paga a ttulo indenizatrio o valor correspondente a 75% das seguintes verbas salariais: a) salrio; b) trinio/anunio; c) vantagem pessoal incorporada at a edio da Lei Complementar n 36, de 18 de abril de 1991; d) vantagem pessoal prmio; e e) outras vantagens fixas decorrentes de sentena judicial. Ainda a ttulo indenizatrio, a Companhia paga a importncia correspondente ao equivalente a 50% do saldo de depsitos do FGTS para fins rescisrios. Tais quantias so pagas em 6 parcelas mensais. Sobre o programa 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Inscritos 813 813 813Processo em tramitao 0 0 0Rescises para datas futuras 0 0 0Demisses com PDVI 538 538 538Demisses sem PDVI 59 59 59Indeferimento de pedidos 55 55 55Desistncia do empregado 161 161 161Nmero de empregados 2.551 2.622 2.581Pblico-alvo PDVI (= < 50 anos) 1.028 41% 1.018 39% 960 37%c) Novo Plano de Demisso Voluntria Incentivada PDVI (2017/2018)Em 28 de julho de 2017, na trecentsima vigsima quinta (325) reunio do Conselho de Administrao, considerando a proposio da Diretoria Executiva, fundamentada na neces-sidade de manuteno da capacidade de investimentos, na reestruturao da Companhia e nas medidas de conteno de despesas, foi autorizado o lanamento do Programa de Demisso Voluntria Incentivada PDVI.A comisso do PDVI foi instituda pela Diretoria Executiva, juntamente com a Gerncia de Recursos Humanos, e determinou o perodo de inscries entre os dias 15 de setembro de 2017 a 16 de outubro de 2017. Inscritos no PDVI: 717 inscritos que correspondem a 27,02% do total do contingente de funcionrios da

    CASAN (2.654 em 31 de outubro de 2017);Impacto na Folha de Pagamento: A remunerao total dos 717 inscritos corresponde a R$13.300, ou seja, representa

    47,3% da folha de pagamento em outubro de 2017, que foi da ordem de R$28.200. O cronograma de desligamento planejado com aprovao da Diretoria Executiva iniciou

    em novembro de 2017 com trmino programado para outubro de 2018. As indenizaes sero pagas em at 96 (noventa e seis) parcelas para os empregados

    com idade at 67 (sessenta e sete) anos; 84 (oitenta e quatro) parcelas com idade de 68 (sessenta e oito) anos; 72 (setenta e duas) parcelas com idade de 69 (sessenta e nove) anos; e 60 (sessenta) parcelas para os empregados com idade acima de 70 (setenta) anos.

    O quadro abaixo apresenta os valores das indenizaes e rescises realizados at 31 de dezembro de 2017, conforme cronograma de execuo aprovado pela Diretoria Executiva:

    VALORES FINAIS - BALANO 2017

    N

    Ms da Valores da Indenizao

    Ms da Sada Empregados

    Contabilizao

    Contabilizado com Despesa/Passivo Nob/17 45 Out/17 R$ 37.969 Dez/17 56 Nov/17 R$ 50.168

    DEMISSES AUTORIZADAS - PROGRAMAO Jan/Fev/Mar/18 145 Dez/17 R$ 95.756 246 TOTAL R$ 183.893

    Fonte: DF/GCT-GRHConsiderando que o PDVI por essncia uma deciso unilateral do funcionrio, a CASAN elaborou suas projees financeiras sob a premissa de que somente 85% dos funcionrios inscritos no PDVI iro efetivar a resciso do contrato de trabalho, ou seja, foi considerado nas projees que somente 609 funcionrios iro a efetivar a resciso do seu contrato de trabalho.Base conservadora do PDVI: 609 inscritos (85% de adeso) que correspondem a 22,9% do total do contingente de

    funcionrios da CASAN (2.654 em 31 de outubro de 2017);Impacto na folha de pagamento: A remunerao total dos 609 inscritos corresponde a R$11.300, ou seja, a 40% da folha

    de pagamento em outubro de 2017, que foi da ordem de R$28.200.

    Impactonofluxodecaixanoexercciode2017Em somente trs meses a economia gerada pelo PDVI no fluxo de caixa da Companhia foi da ordem de R$80.048, sendo que o valor de (*) R$59.512 retornar ao caixa da Companhia em 2018.Economia em 2017: a) PDVI = R$81,1 milhes a.1) c/a Folha de Pagamento + Rescises do PDVI = R$781; a.2) c/o IRPJ e CSLL = R$55.758; a.3) c/os Dividendos = R$24.650.b) A Companhia desembolsou o valor de (R$1.141) referente as indenizaes mensais dos

    servidores desligados nos meses de novembro e dezembro de 2017.(*) Obs. Haver a recuperao no exerccio de 2018 dos impostos e contribuies pagos antecipadamente ao FISCO em 2017 por meio do PER/DCOMP.

    COMPOSIO DA CONTAIMPOSTOS E CONTRIBUIESANTECIPADAS A RECUPERAR

    COFINS 808 PIS/PASEP 107 CSLL 13.157 IRPJ 45.440Com a implantao do PDVI, a Companhia obter economia financeira nas despesas de pessoal de no mnimo 32%, alm do reflexo com o no pagamento dos dividendos, IRPJ e CSLL enquanto perdurar o prejuzo fiscal. Nossas projees indicam que manteremos a situao de prejuzo fiscal at o primeiro trimestre de 2020.A economia obtida ser suficiente para o fluxo de caixa da Companhia manter o ritmo atual das obras de saneamento em execuo (CAPEX), sem haver a necessidade, neste momen-to, da efetivao do aporte de capital compromissado pelo Governo do Estado em 2011.Para os efeitos de anlise financeira, abaixo apresentamos uma simulao da DRE de 2017 destacando os impactos contbeis e financeiros causados pela implantao do PDVI na Companhia:

    SIMULAO - DEMONSTRAO DE RESULTADO DO EXERCCIOPosio levantada 2017 2017 Impacto Economiaem31deDezembro Oficial SemPDVI Contbil FinanceiraReceita Bruta 1.126.217 1.126.217 - -

    Tarifas de gua 904.118 904.118 - - Tarifas de esgoto 201.043 201.043 - - Outras 21.056 21.056 - -Dedues da Receita (105.414) (105.414) - -Receita Operacional Lquida 1.020.802 1.020.802 - -

    Custo dos servios prestados edos produtos vendidos

    (449.771) (449.771) - -

    Lucro Bruto 571.031 571.031 - -Despesas Operacionais (544.355) (360.462) (183.893) 781

    Com vendas (93.340) (93.340) - - Gerais e administrativas (446.027) (262.134) (183.893) 781 Fiscais e tributrias (4.988) (4.988) - -Outras Receitas(Despesas) Operacionais 8.498 8.498 - -

    Receitas Operacionais 16.754 16.754 - - Despesas Operacionais (15.155) (15.155) - - Reverso de Provises Cveis e Trabalhistas 6.899 6.899 - -

    Lucro Operacional antes doResultado Financeiro

    35.174 219.067 (183.893) 781

    Resultado Financeiro (71.703) (71.703) - - Receitas Financeiras 26.508 26.508 - - Despesas Financeiras (98.211) (98.211) - -Lucro Operacional (36.529) 147.364 (183.893) 781Resultado no operacional 154 154 - -

    Receitas no operacionais 483 483 - -Despesas no operacionais (329) (329) - -Lucro antes do Imp. de Renda,da Contr. Social (36.375) 147.518 (183.893) 781

    Proviso para Imposto de Renda - (40.727) 40.727 40.727Proviso para Contribuio Social - (15.031) 15.031 15.031Imposto de Renda e ContribuioSocial diferidos 5.702 5.702 - -

    Imposto de Renda e ContribuioSocial sobre ativo fiscal diferido

    2.195 2.195 - -

    Lucro Lquido do Exerccio (28.478) 99.657 (128.135) 56.539Dividendos - 2017 - 24.650 (24.650) 24.650

    Estado de Santa Catarina - 15.825 (15.825) 15.825SC Parcerias - 4.437 (4.437) 4.437CELESC - 3.821 (3.821) 3.821CODESC - 542 (542) 542Minoritrios - 25 (25) 25Lucro aps o pagamento dos dividendos (28.478) 75.007 (103.486) 81.189

    DF/GCT

    21. PARTES RELACIONADAS

    A Companhia participa de transaes com seu acionista controlador, o Estado (via Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina), e com mais dois de seus acionistas, a CELESC e a CODESC.A Companhia presta servios de fornecimento de gua e coleta de esgotos, a seus acionis-tas, em termos e condies considerados pela Administrao como normais de mercado, como segue:

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    Conta a receber de clientes 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Circulante:Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina 7.693 7.894 8.013CODESC 106 106 106Total de contas a receber dos acionistas 7.799 8.000 8.119Alm disso, a Companhia obtm servios e emprstimos de seus acionistas, como segue:Contas a pagar a fornecedores 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Circulante :CELESC 8.979 7.293 7.975Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina 3.364 3.364 3.364Total de contas a pagar a fornecedores acionistas 12.343 10.657 11.339Emprstimos a pagar a acionista 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Circulante:Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina 12.598 19.805 20.615No circulante:Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina 58.055 62.613 72.977Total emprstimos a pagar para acionistas 70.653 82.418 93.592Resultado das operaes com acionistas 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Receita bruta de servios prestados 23.838 23.676 21.646Custos e despesas (96.023) (92.595) (88.970)Juros de emprstimo com acionista (7.124) (8.202) (9.069)Resultado (79.309) (77.121) (76.393)

    a. Emprstimos a pagar para acionista: Em julho de 2008 a Companhia firmou contrato com o BNDES no valor R$150.475, que est sendo amortizado em 138 prestaes mensais e sucessivas, sendo que a primeira prestao venceu em 15 de fevereiro de 2012 e a ltima ir vencer em 15 de julho de 2023. O contrato prev juros de 3,54% ao ano + TJLP.Como garantia a Companhia cedeu fiduciariamente 25% da receita tarifria mensal decorrente da prestao dos servios de distribuio de gua, coleta e tratamento de esgotos e o rece-bimento de eventual indenizao que venha a ser devida pelos municpios de Florianpolis, Cricima, So Jos e Laguna.Em 4 de agosto de 2010 a Assemblia Legislativa aprovou o Projeto de Lei n 267/10, que autoriza o Poder Executivo a realizar operao de crdito para a assuno das obrigaes assumidas pela CASAN junto ao BNDES, no valor de R$150.475. Tal operao foi efetuada com a intervenincia do Estado de Santa Catarina em 4 de julho de 2008.Dessa forma, os valores devidos ao BNDES em 31 de dezembro de 2017, nos montantes de R$12.598 e R$58.055, contabilizados como emprstimos e financiamentos no passivo circulante e no circulante, respectivamente, foram mantidos no mesmo grupo de contas. Tais valores mantm as mesmas caractersticas iniciais, porm referem-se dvida com o Governo do Estado de Santa Catarina.Aps este acordo, o Estado de Santa Catarina passou a efetuar a liquidao de cada parcela de amortizao, juros e dos encargos decorrentes da operao, e a Companhia passou a ressarcir o Estado de Santa Catarina de todos os valores pagos relativos a assuno das obrigaes, mediante o repasse integral e imediato unidade oramentria denominada Encargos Gerais do Estado. Devido intervenincia do Estado junto ao BNDES, a CASAN passa a ter liberadas suas garantias reais junto quela instituio, o que permite a obteno de novas linhas de crdito, para o financiamento de novas obras de saneamento em outros municpios de Santa Catarina.

    22. RECEITA DIFERIDA

    O montante de R$18.853 em 31 de dezembro de 2017 ($18.853 em 31 de dezembro de 2016 e R$18.682 em 31 de dezembro de 2015) refere-se a recursos do Oramento Geral da Unio (OGU), destinados CASAN para o desenvolvimento de obras do Programa deAcelerao do Crescimento (PAC). Essas obras esto sendo realizadas no bairro Campeche, em Florianpolis, em Mafra, e tambm incluem a Barragem do Rio do Salto e a Adutora do Rio Chapecozinho.A realizao de tais valores se dar a partir do momento da concluso das referidas obras, tendo como base de realizao a amortizao dos investimentos efetuados e, como contra-partida, o resultado do exerccio.

    23. PATRIMNIO LQUIDO

    a. Capital Social O capital social da Companhia em 31 de dezembro de 2017 est representado por 715.094.432 aes (idem em 31 de dezembro de 2016 e 2015). So 357.547.216 (idem em 31 de dezembro de 2016 e 2015) aes ordinrias nominativas, com direito a voto e sem valor nominal e 357.547.216 (idem em 31 de dezembro de 2016 e 2015) aes preferenciais nominativas, sem direito a voto e sem valor nominal, sendo a estas assegurada a prioridade no reembolso de capital e no pagamento de dividendos no cumulativos. Ambas do direito a dividendo mnimo obrigatrio de 25% sobre o lucro lquido, na proporo das aes.A composio das aes apresenta-se conforme discriminado abaixo: Quantidade de aes 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015Discriminao do capital subscrito: Ordinrias Preferenciais Governo do Estado de Santa Catarina 221.413.722 237.722.771SC Parcerias S/A. 64.451.065 64.451.112Prefeitura Municipal de Lages - 8.332Centrais Eltricas do Estado de Santa Catarina - CELESC 55.358.800 55.357.200Companhia de Desenvolvimento do Estadode Santa Catarina - CODESC 16.315.575 -Pessoas Fsicas 8.054 7.801Total de aes 357.547.216 357.547.216

    b. Lucros/Prejuzos AcumuladosEm agosto de 2017 foi registrado na conta lucros acumulados o valor de R$5.392 referente Precatrio da Unio da Fazenda do Estado, processo 5018822-07.2016.4.04.9388 relativo devoluo de valores pagos a maior de contribuies sobre contas de cooperativas.c. DividendosDevido ao prejuzo apurado em 31 de dezembro de 2017, no haver pagamento de dividendos.

    Em dezembro de 2017 o saldo da conta dividendos propostos de R$8.676, referente a anos anteriores ainda no pagos, esperando manifestao dos acionistas para futuro aumento de capital.d. Reservas para fundo de investimentosEsta reserva foi constituda conforme proposta da administrao e da Legislao Societ-ria, destinada a constituio de uma reserva para investimentos e capital de giro, que ter como finalidade assegurar investimentos em bens no ativo permanente ou acrscimos ao capital de giro. Esta reserva no poder exceder ao valor do capital social e poder ser utilizada na absoro de prejuzos sempre que necessrio, na distribuio de dividendos ou na incorporao ao capital social a ser deliberada em AGO.e. Outros Ajustes O valor de R$1.650 apresentado no demonstrativo das mutaes do patrimnio lquido, refere-se principalmente a diferenas em notas fiscais e de ajustes procedidos aps realizao de inventario patrimonial na companhia.f. Outros Resultados Abrangentes O valor de R$2.727 apresentado no demonstrativo das mutaes do patrimnio lquido, refere-se as perdas do plano Casanprev conforme CPC 33(R1) referendada pela delibe-rao CVM 695.

    24. RECEITA OPERACIONAL

    As receitas operacionais auferidas pela Companhia em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015 esto apresentadas abaixo: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Tarifas de gua 904.118 815.954 709.804Tarifas de esgoto 201.042 170.906 146.505Outras receitas de servios de gua 21.011 24.376 22.556Outras receitas de servios de esgoto 45 48 32

    Total do faturamento 1.126.216 1.011.284 878.897Impostos sobre vendas e outras dedues (105.414) (93.855) (81.972)Total receita lquida 1.020.802 917.429 796.925

    25. DESPESAS POR NATUREZA

    As despesas da Companhia distribuem-se por natureza da seguinte maneira: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Salrios e encargos 547.338 323.158 285.975Materiais 54.435 51.698 45.255Servios de terceiros 219.521 212.261 197.342Gerais e tributrias 43.643 48.629 25.671Depreciaes, amortizaes e provises 74.821 68.929 64.791Perdas na realizao dos crditos e Provisopara devedores duvidosos 25.608 19.660 18.733Recomposio de pavimentao 22.986 21.982 18.032Fundos para programas municipais 786 15.283 29.125Total 989.138 761.600 684.924

    26. DESPESAS COM BENEFCIOS A EMPREGADOS

    Segue abaixo relao das despesas referentes aos benefcios concedidos aos empregados: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Salrios 153.522 141.998 124.337Custos previdencirios 80.884 61.239 56.167FGTS 16.479 15.434 13.527Programa de alimentao 27.218 25.200 22.132Programa de sade 20.262 17.119 14.273PDVI PL Demisso voluntaria incentivada 185.080 2.266 2.413Outros benefcios 63.893 59.902 53.126Total 547.338 323.158 285.975Nmero de empregados 2.551 2.622 2.581

    27. RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS

    A variao verificada no resultado financeiro de 31 de dezembro de 2017, em relao a igual perodo de 2016 e 2015, assim apresentada: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Receitas financeiras:Descontos obtidos 1.326 661 602Juros ativos 1.335 5.250 1.721Rendimento de aplicaes financeiras 23.722 11.023 16.970Variaes monetrias e cambiais - 3.000 4.747Outras 125 543 911Total Receitas Financeiras 26.508 20.477 24.951Despesas financeiras:Juros sobre emprstimos e financiamentos (97.110) (143.364) (118.966)Variaes monetrias e cambiais (795) (714) (1.246)Correo Monetria Atraso Pagamento (16) (914) -Outras (290) (47) (151)Total Despesas Financeiras (98.211) (145.039) (120.363)Resultado Financeiro Lquido (71.703) (124.562) (95.412)

    28. OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS LQUIDAS

    Em 31 de dezembro de 2017, 2016 e 2015, substancialmente, as outras receitas so com-postas por pessoal disposio de outros rgos e as despesas operacionais compostas pela adeso de colaboradores ao programa de demisso incentivada e pela complementao das provises para contingncias, conforme notas explicativas 20 e 19, respectivamente.Segue composio das outras receitas e despesas operacionais: 31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Outras receitas operacionais:. Pessoal disposio 3.947 3.729 3.662. Indenizaes e ressarcimento de despesas 4.832 1.213 356. Comisso prestao de servios/convnios 449 20 224. Ressarcimento folha de pagamento 967 1.280 1.158. Recuperao dficit atuarial Casanprev 4.324 34.395 -. Vendas de bens do imobilizado 483 472 812. Reembolso mensalidade Unimed 1.486 1.473 303. Outras 749 200 89Total Outras Receitas Operacionais 17.237 42.782 6.604

    31 de 31 de 31 de dezembro dezembro dezembro de 2017 de 2016 de 2015Outras despesas operacionais:. Baixa de imobilizado (329) (14) (1.041). Fiscais e tributrias (4.988) (12.253) (6.791). Causas cveis (9.475) (13.109) (4.373). Causas trabalhistas 1.219 (11.772) 71Total Outras Despesas Operacionais (13.573) (37.148) (12.134)Outras Despesas Operacionais Lquidas 3.664 5.634 (5.530)

    29. SEGUROS

    A Companhia objetiva delimitar os riscos de sinistros, buscando no mercado coberturas compatveis com seu porte e suas operaes. As coberturas foram contratadas por montantes considerados suficientes pela Administrao para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza da sua atividade, os riscos envolvidos em suas operaes e a orientao de seus consultores de seguros.Em 31 de dezembro de 2017 a Companhia possui seguros prediais contratados contra incndios, vendavais, danos eltricos, raios e exploses, com cobertura no montante de R$16.970. Tal montante engloba os seguros contratados para diversos prdios prprios e alugados pela Companhia.A Casan possui contratos de seguros automotivos para um veculo de uso da presidncia e dois caminhes utilizados na operao, cuja cobertura monta R$1.090. Alm disso, a Companhia possui 440 veculos alugados que j incluem no valor da locao os custos dos seus respectivos seguros.

    30. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIO SOCIAL CORRENTES

    Trata-se do imposto federal sobra a renda e da contribuio social sobre o lucro lquido. As alquotas estatutrias aplicveis para o imposto de Renda e a contribuio social so 25% e 9%, respectivamente, representando uma taxa de 34% para os exerccios de 2017, 2016 e 2015.

    CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Presidente:Valter Jos Gallina

    Demais Membros

    Pedro Bittencourt NetoNery Antonio NaderLuiz Mrio Machado

    Adriano ZanottoJoo Eduardo de NadalOdair Rogrio da Silva

    Roberto Schulz

    CONSELHO FISCAL

    Aurlio Assis de Bem FilhoNilso Macieski

    Ademir Vicente MachadoFernando Cesar Granemann DriessenRoberto Fernando Carvalho Agostini

    DIRETORIA EXECuTIVA

    Presidente:Valter Jos Gallina

    Diretoria Administrativa:Arnaldo Vencio de Souza

    Diretoria Financeira e de Relaes com os Investidores:Laudelino de Bastos e Silva

    Diretoria de Operao e Meio Ambiente:Paulo Roberto MellerDiretoria Comercial:

    Antonio Varella do Nascimento Gerente Contbil:

    Jos da Silva Borges - CRC 1 SC-017.182/O4Barragem do Rio So Bento Siderpolis/SC

  • Estao dE tratamEnto dE Esgoto Insular (EtE) / FlorIanpolIs / santa CatarIna

    Companhia Catarinense de guas e SaneamentoCNPJ No 82.508.433/0001-17

    RELATRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAES FINANCEIRAS

    Aos Acionistas, Conselheiros e Administradores da Companhia Catarinense de guas e Saneamento S.A- CASANFlorianpolis (SC)

    OPINIOExaminamos as demonstraes financeiras da Companhia Catarinense de guas e Saneamento S.A - CASAN (Companhia), que compreendem o balano patrimonial em 31 de dezembro de 2017 e as respectivas demons-traes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as polticas cont-beis significativas e outras informaes elucidativas. Em nossa opinio as demonstraes financeiras acima referidas apresen-tam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimo-nial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2017, o desempenho de suas operaes e os seus respectivos fluxos de caixa para o exerccio findo nessa data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

    BASE PARA OPINIONossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e inter-nacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, esto descritas na seo a seguir intitulada Responsabilida-des do auditor pela auditoria das demonstraes financeiras. Somos inde-pendentes em relao Companhia, de acordo com os princpios ticos relevantes previstos no Cdigo de tica Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades ticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.

    PRINCIPAIS ASSUNTOS DE AUDITORIAPrincipais assuntos de auditoria so aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exerccio corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstraes financeiras como um todo e na formao de nossa opinio sobre essas demonstraes e, portanto, no expressamos uma opinio se-parada sobre esses assuntos.

    ATIVO INTANGVELA Companhia parte em contratos relevantes de concesso, e possui compromisso de expanso e manuteno das infraestruturas. O negcio em questo, requer que a Companhia efetue investimentos relevantes na infraestrutura de suas concesses, os quais so classificados como ativo intangvel. Devido ao alto grau de julgamento exercido na alocao dos gastos entre: (i) custos capitalizados do ativo intangvel, quando ocorre o aumento da capacidade e melhoria da rede; e (ii) despesas de manuten-o incorridas, as quais so reconhecidas no resultado do exerccio; e ao fato de que qualquer alterao das premissas utilizadas e dos julgamen-tos exercidos na classificao dos gastos impactam significativamente nas demonstraes financeiras, consideramos esse assunto como significativo para a nossa auditoria.

    COMO NOSSA AUDITORIA CONDUZIU ESSE ASSUNTO Avaliamos o desenho e implementao dos controles internos relacionados aos investimentos com a concesso, incluindo os critrios para a determi-nao da classificao contbil entre custos capitalizados do ativo intang-vel e despesas de manuteno, controles de concluso dos projetos e do processo de determinao do incio do registro da amortizao. Com base em amostragem, para adies ocorridas durante o exerccio, consideramos a adequao da classificao dos valores dos investimentos entre ativo intangvel e gastos com manuteno no resultado do exerccio, tambm avaliamos a natureza desses investimentos. Adicionalmente, avaliamos o processo de transferncia dos projetos em andamento para as contas defi-nitivas para determinar o incio do registro da amortizao.

    PROVISES PARA CONTINGNCIASA Companhia parte em vrios processos legais envolvendo valores signi-ficativos. Tais processos incluem, entre outros, demandas fiscais, trabalhis-tas e cveis. Informaes adicionais sobre tais processos so apresentadas na nota explicativa n19. A Companhia constitui proviso para perdas pro-vveis resultantes dessas demandas e processos quando conclui que a probabilidade de perda provvel e o valor de tal perda pode ser razoavel-mente estimado. Logo, a Companhia precisa fazer julgamentos a respeito de eventos futuros. Como resultado do julgamento exigido na avaliao e clculo dessas provises para contingncias, as perdas reais realizadas em perodos futuros podem diferir significativamente das estimativas atuais e, inclusive, exceder os valores provisionados.

    COMO O ASSUNTO FOI CONDUZIDO EM NOSSA AUDITORIANossos procedimentos de auditoria incluram, entre outros, o entendimen-to sobre os controles internos relevantes que envolvem a identificao, a constituio de passivos e as divulgaes em notas explicativas. Obtive-mos, tambm, o entendimento sobre o modelo de clculo adotado, que con-sidera o histrico de perda em processos da mesma natureza e prognsti-cos fornecidos pela assessoria jurdica interna da Companhia.

    OUTROS ASSUNTOSDEMONSTRAO DO VALOR ADICIONADO A demonstrao do valor adicionado (DVA) referente ao exerccio findo em 31 de dezembro de 2017, elaborada sob a responsabilidade da adminis-trao da Companhia, e apresentada como informao suplementar para fins de IFRS, foi submetida a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstraes financeiras da Companhia. Para a formao de nossa opinio, avaliamos se essa demonstrao est conciliada com as demonstraes financeiras e registros contbeis, confor-me aplicvel, e se a sua forma e contedo esto de acordo com os critrios definidos no Pronunciamento Tcnico CPC 09 - Demonstrao do Valor Adicionado. Em nossa opinio, essa demonstrao do valor adicionado foi adequadamente elaborada, em todos os aspectos relevantes, segundo os critrios definidos nesse Pronunciamento Tcnico e consistente em relao s demonstraes financeiras tomadas em conjunto.

    OUTRAS INFORMAES QUE ACOMPANHAM AS DEMONSTRAES E O RELATRIO DO AUDITOR A administrao da Companhia responsvel por essas outras informaes que compreendem o Relatrio da Administrao. Nossa opinio sobre as demonstraes financeiras no abrange o Relatrio da Administrao e no expressamos qualquer forma de concluso de au-ditoria sobre esse relatrio.Em conexo com a auditoria das demonstraes financeiras, nossa respon-sabilidade a de ler o Relatrio da Administrao e, ao faz-lo, considerar se esse relatrio est, de forma relevante, inconsistente com as demons-traes financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que h distoro relevante no Relatrio da Administrao, somos requeridos a comunicar esse fato. No temos nada a relatar a este respeito.

    RESPONSABILIDADES DA ADMINISTRAO E DA GOVERNANA PE-LAS DEMONSTRAES FINANCEIRAS A administrao responsvel pela elaborao e adequada apresenta-o das demonstraes financeiras de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil, e com as normas internacionais de relatrio financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao de demonstraes financeiras livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaborao das demonstraes financeiras, a administrao respon-svel pela avaliao da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicvel, os assuntos relacionados com a sua conti-nuidade operacional e o uso dessa base contbil na elaborao das de-monstraes financeiras, a no ser que a administrao pretenda liquidar a Companhia ou cessar suas operaes, ou no tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operaes.Os responsveis pela governana da Companhia so aqueles com respon-sabilidade pela superviso do processo de elaborao das demonstraes financeiras.

    RESPONSABILIDADES DO AUDITOR PELA AUDITORIA DAS DEMONS-TRAES FINANCEIRAS Nossos objetivos so obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras tomadas em conjunto, esto livres de distoro relevante, inde-pendentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatrio de auditoria contendo nossa opinio. Segurana razovel um alto nvel de segurana, mas no uma garantia de que uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as even-tuais distores relevantes existentes. As distores podem ser decorrentes de fraude ou erro e so consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razovel, as decises econmicas dos usurios tomadas com base nas referidas de-monstraes financeiras.Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasi-leiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional, e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Alm disso: Identificamos e avaliamos os riscos de distoro relevante nas demons-

    traes financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidncia de auditoria apropriada e su-ficiente para fundamentar nossa opinio. O risco de no deteco de distoro relevante resultante de fraude maior do que o proveniente de erro, j que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos,

    conluio, falsificao, omisso ou representaes falsas intencionais. Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a audi-

    toria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados s cir-cunstncias, mas, no, com o objetivo de expressarmos opinio sobre a eficcia dos controles internos da Companhia.

    Avaliamos a adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabi-lidade das estimativas contbeis e respectivas divulgaes feitas pela administrao.

    Conclumos sobre a adequao do uso, pela administrao, da base contbil de continuidade operacional e, com base nas evidncias de au-ditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relao a eventos ou condies que possam levantar dvida significativa em relao capa-cidade de continuidade operacional da Companhia. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar ateno em nosso relatrio de auditoria para as respectivas divulgaes nas demonstraes finan-ceiras ou incluir modificao em nossa opinio, se as divulgaes forem inadequadas. Nossas concluses esto fundamentadas nas evidncias de auditoria obtidas at a data de nosso relatrio. Todavia, eventos ou condies futuras podem levar a Companhia a no mais se manterem em continuidade operacional.

    Avaliamos a apresentao geral, a estrutura e o contedo das demons-traes financeiras, inclusive as divulgaes e se as demonstraes fi-nanceiras representam as correspondentes transaes e os eventos de maneira compatvel com o objetivo de apresentao adequada.

    Obtemos evidncia de auditoria apropriada e suficiente referente s in-formaes financeiras da Companhia para expressar uma opinio sobre as demonstraes financeiras. Somos responsveis pela direo, su-perviso e desempenho da auditoria da Companhia, consequentemen-te, pela opinio de auditoria.

    Comunicamo-nos com os responsveis pela governana a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da poca da auditoria e das consta-taes significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficincias signifi-cativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos tambm aos responsveis pela governana declarao de que cumprimos com as exigncias ticas relevantes, incluindo os requisitos apli-cveis de independncia e comunicamos todos os eventuais relacionamen-tos ou assuntos que poderiam afetar consideravelmente nossa independn-cia, incluindo, quando aplicvel, as respectivas salvaguardas.Dos assuntos que foram objeto de comunicao com os responsveis pela governana, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstraes financeiras do exerccio cor-rente, e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de audito-ria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatrio de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgao pblica de um assunto, ou quando, em circunstncias extremamente raras, determinarmos que o assunto no deveria ser comunicado em nosso relatrio porque as conse-quncias adversas de tal comunicao podem, dentro de uma perspectiva razovel, superar os benefcios da comunicao para o interesse pblico.

    Florianpolis, 06 de maro de 2018.

    VGA AUDITORES INDEPENDENTESCRC/SC 618/O-2 CVM 368-9

    Lourival Pereira AmorimDiretor

    CRC/SC 9.914/O-3

    PARECER DO CONSELHO FISCAL

    O Conselho Fiscal da COMPANHIA CATARINENSE DE GUAS E SANEAMENTO - CASAN -, no uso de suas atribuies legais e estatutrias, dando cumprimento ao que dispe o artigo 163 da Lei 6.404/76 e suas posteriores alteraes, examinou a Demonstrao de Resultado do Exerccio, o Balano Patrimonial, a Demonstrao dos Fluxos de Caixa, o Demonstrativo das Mutaes do Patrimnio Lquido, a Demonstrao dos Valores Adicionados e as Notas Explicativas. Com base nos documentos examinados e nos esclarecimentos prestados por representante da Companhia, e no parecer sem ressalvas emitidas pela VGA Auditores Independentes, opinam, por unanimidade, que os mencionados documentos refletem adequadamente a situao patrimonial da Companhia no exerccio social findo em 31 de dezembro de 2017 e esto em condies de serem aprovados pela Assembleia Geral de Acionistas.

    Florianpolis, 26 de maro de 2018.

    AURLIO ASSIS DE BEM FILHO

    NILSON MACIESKI

    ADEMIR VICENTE MACHADO

    FERNANDO CESAR GRANEMANN DRIESSEN

    ROBERTO FERNANDO CARVALHO AGOSTINI

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