espÍritos diversos - .longa estrada, caídos sob o gládio desses antigos verdugos da humanidade

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  • FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    CARTAS DO CORAO

    ESPRITOS DIVERSOS

  • NDICE Apresentao Cartas do Corao (Prefcio de Emmanuel)

    I PARTE: PROSA ADELAIDE COUTINHO

    Reflexes AGAR

    O vaso divino No bom combate No apostolado feminino Hoje e amanh Jesus em ns Desce para ajudar Mensagem de bom nimo No caminho da cruz Como quer o Senhor Bilhete do corao De mais alto

    ANDR LUIZ Mdiuns Cada um Espiritismo Egosmo Pgina juventude Diretrizes individuais nos grupos O irmo de Jesus Dez maneiras de ajudar com segurana

    ANTENOR AMORIM Carta do alm

    APARECIDA Guardemos a esperana

    ARNOLD SOUZA A quem auxiliar?

    AUGUSTO SILVA Apelo fraternal

    AURA CELESTE Na senda redentora

    BEZERRA DE MENEZES Nos servios de salvao Nos servios de cura Mediunidade

    EMMANUEL Em louvor das mes Prece da unio Na seara de luz O fardo Unio, humildade e caridade Da e dar-se-vos- Espiritismo e trabalhe A segunda milha

  • Na propaganda eficaz Cilcios Ao Aliana do Divino Pastor A retribuio. Mensagem a um mdium Pensamentos, Recuperao Sempre adiante Mais luz Palavras Pela graa de Deus Na romagem do mundo Faamos luz espiritual Cristianismo renascente

    ESTEVINA Evangelho Espiritismo e Esperanto

    FRANCISCO FAJARDO Palavras de um mdico

    IRMO X O dom divino

    ISABEL CAMPOS Louvemos a dor

    ISMAEL SOUTO Desejo

    IZABEL ClNTRA Lutemos servindo

    JOS GROSSO Receita para melhorar

    JOS DE CASTRO A ptala Escrevamos com luz

    LAURINDA Bilhete maternal

    MARIA AUGUSTA BITTENCOURT Ajudemo-nos Mes

    MARIA F. DE SOUZA Reflexes de me

    MEMEI Corao maternal Agora Confia sempre O celeste desafio No caminho Aprendamos com Jesus Caridade do amor No aprendizado Pensamentos A criana Desculpemos Trabalhe, trabalho No grande caminho Meu filho Me

    NIKA ARUEIRA No tema. A lio das abelhas

    OLVIA

  • Ajuda ao dinheiro Sem dinheiro

    RAYMUNDINHO Pgina do carinho filial Amais esmoreamos

    TANCREDO NORONHA Advertncia amiga

    II PARTE: VERSOS A. CASTRO ALVES

    Esperanto AMARAL ORNELLAS

    Mensagem ao viajar Mensagem fraternal Viso do Cimo

    ANNIMO Hino do repouso

    ANTHERO DE QUENTAL Histria Vaidade Desengano

    ARNOLD DE SOUZA Resiste e vence Montanha acima

    ASTROLBIO QUERIDO Perante a morte

    AUTA DE SOUZA

    Vinde Cenculo divino No livro dalma Enquanto dia

    CARMEN CINIRA Serve e passa Paz e alegria Fraternalmente Acorda e luta

    CASIMIRO CUNHA Santa fraternidade Na jornada de luz Trabalha, serve e ilumina

    CRUZ E SOUZA Zamenhof

    DA COSTA E SILVA Reminiscncia

    EMMANUEL Orao da filha de Deus

    INACIO JOS DE ALVARENGA PEIXOTO Redivivo

    JESUS GONALVES Jubilosamente Versos para Julinha Orao diante da cruz Leproso ante a manjedoura Mensagem fraternal Agradecendo

  • JOO COUTINHO

    Segue louvando Ouve, meu amigo

    JOO DE DEUS Carta paternal A Igreja em casa Persevera e no temas Quem segue com Jesus Aprende, meu filho Sigamos alm Ampara sempre Missiva paternal

    PEDRO DALCANTARA Em orao Rogativa

    RODRIGUES DE ABREU Agradeamos Ouve, Irmo! Cooperao. Mos

    VALLADO ROSAS Aos ps da cruz Missiva paterna

    VIDA Mensagem maternal Meu amigo e irmo.

  • APRESENTAO Meu amigo e irmo Apresentando-lhe Cartas do Corao, tenho o pensa-mento voltado para o Lar Transitrio do Aliana do

    Divino Pastor, em benefcio do qual foram impressas estas pginas. Nelas se encontram mensagens de saudades e de carinho de quantos atravessaram o imenso mar da morte, ansiosas por se revelarem aos entes amados, que deixaram retaguarda e aos quais precederam na grande viagem da vida.

    Guarde suas palavras no corao e estenda sua mo generosa caridade, que hoje bate sua porta. No negue o bolo do seu auxlio a to elevado empreendimento, certo de que estar, assim, ajudando uma obra de amor cristo, cuja orientao est entregue a dirigentes operosos e.responsveis.

    Oua o pulsar do seu corao em harmonia com os ensinamentos de Jesus, Nosso Mestre e Senhor. E quando descansar seus olhos sobre a beleza e sabedoria que estas lies traduzem, voc sentir conforto e alegria, porque a paz do Divino .Doador de,que elas esto impregnadas transformar suas lutas de cada dia em radiosas esperanas do Eterno Porvir.

    Esmeralda Campos Bittencourt Rio, 14 de julho de 1952

    PREFCIO Do correio de outras esferas, chegam presentemente ao mundo variadas mensagens. So irmo para irmo. De mes abnegadas para filhos afetuosos. De filhos amigos aos pais dilacerados de aflio. De trabalhadores agradecidos a lidadores saudosos. Pginas de ternura e compreenso, vertidas pela alma dos que partiram para a ressurreio sublime,

    estimulando ao bem e verdade. Apelos resignao e paz. Convites ao aperfeioamento. Boas novas de regozijo e consolao. Alguns companheiros reuniram as missivas deste volume, consagrando-as plantao da beneficncia. Notcias do plano espiritual sero transformadas em po e agasalho, vestimenta e remdio para os

    necessitados de assistncia e reajuste. Que as pginas deste livro se convertam em socorro para os nossos irmos menos felizes do caminho,

    oferecendo, simultaneamente, luz e conforto, renovao e alegria ao leitor amigo, so os nossos votos. Esperando, pois, que o Senhor nos ajude a alcanar os nossos objetivos, entregamos, prazeirosamente, aos nossos companheiros de ideal estas cartas do corao para o corao.

    Emmanuel

    (Pedro Leopoldo , 14 de julho de 1952)

  • I PARTE: PROSA

    ADELAIDE COUTINHO

    REFLEXES De todas as dedicaes terrestres, a mais sublime aquela que, nasce do devotamento maternal. Acompanhamos nossos filhos, por uma disposio indevassvel de Deus, entre flores ou espinhos, entre

    luzes ou charcos, para darmos, em favor deles, o prprio corao. No existem dois tesouros no campo da alma. Quem prefere as fantasias douradas da carne, cedo acorda aqui, em dolorosa e indefinvel pobreza! A fonte da graa espiritual propriedade daqueles que, desde o mundo, se unem ao Senhor. Nem sempre, enquanto nos demoramos no mundo, sabemos aproveitar a riqueza da f! Supomos que a religio uma idia que deve permanecer escravizada aos nossos caprichos e exigncias,

    esperando que as suas foras representativas gravitem ao lado de nossos desejos. Basta, porem, um passo alm do tmulo, para compreendermos a verdade. Se no lapidamos o corao, sobrevm para ns a tormenta. So os votos mal cumpridos, as promessas olvidadas, as tarefas ao abandono, os compromissos relegados

    ao esquecimento e a nsia doentia de colher sem plantar e de auferir lucros sem esforo, na grande jornada em que junto de nossos amigos e adversrios, tanto poderamos realizar em nosso proveito!

    Bendigamos a luta!... Sem ela a energia viva que nos orienta para cima que seria de nossas imperfeies? Que seria do ferro

    bruto sem o fogo da forja incandescente? Ajudemo-nos uns aos outros com pacincia. Aqui reconhecemos, que mais vale sofrer e servir sem descanso, que regalar-se a alma no mundo, na

    expectativa injustificvel de permanncia num cu que devemos trabalhar, ainda muito, para merecer.

  • AGAR

    O VASO DIVINO O corao o vaso de amor com que vamos fonte da vida, espalhando o bem e recebendo-o, dando de

    ns mesmos e aproveitando o concurso dos que nos cercam. Atende s sugestes da bondade e avana sempre. Nunca digas estou fatigado. No exclames no posso. No afirmes impossvel. No penses nada sou. No clames sou fraco. No asseveres nada tenho. Ajuda sem descansar, porque, no cntaro da fraternidade os recursos do Senhor se multiplicam, em doce

    milagre de luz para a glorificao da vida. Segue, pois, adiante, com o vaso de tua alma inclinado ao Eterno Bem e a Graa do Alto se encarregar de

    prov-lo a fim de que a tua cooperao se dilate ao Infinito Divino na soluo da infinita necessidade humana.

    NO BOM COMBATE

    Meu jovem amigo. Enquanto brilha a manh, atendamos conscrio divina. Convida-nos o Senhor a operar no grande combate da luz contra a sombra e do bem contra o mal. No longe de ns, h continentes do esprito por descobrir e desbravar. Armemos o corao de amor e humildade, coragem e entendimento. Enquanto o entusiasmo juvenil te povoa a alma sensvel, ao nosso lado, marcham lidadores desiludidos que

    as amarguras da Terra desencantaram, quase vencidos ao gelado sopro do desnimo, e, enquanto o hino da alegria ressoa na acstica de teus sonhos diante do altar da vida, junto de ns, seguem companheiros sem a graa da esperana, quase perdidos sob o nevoeiro da angstia que lhes parece irremedivel...

    H inimigos na vizinhana de nossa experincia pessoal, reclamando-nos socorro sereno e vigilncia pacfica.

    So eles a ignorncia e o dio, o desalento e a discrdia, o egosmo e a vaidade... H irmos nossos, na longa estrada, cados sob o gldio desses antigos verdugos da Humanidade.

    Contra esses adversrios da felicidade e da paz indispensvel detonar o alfabeto e arremessar os raios divinos do amor, semear o bom nimo e fortalecer a unio fraterna, irradiar a bondade e exemplificar a vida simples.

    No te separes da esperana. O caminho do progresso cimentado com o suor dos trabalhadores leais ao Supremo Bem, que descobrem

    no prprio sacrifcio e no herosmo silencioso e annimo a glria da libertao espiritual. Estamos recrutados para ajudar e servir. Sigamos, pois, para a vanguarda da redeno terrestre, sem exigir do mundo seno o direito de sermos

    teis, no setor da atividade individual, porque em nosso exrcito de servidores cada batalhador dar testemunho de si mesmo, de corao ligado ao Divino Comanda