Espécies exóticas

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Espcies exticas

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<ul><li> 1. Ecologia de Populaes Prof. Dr. Harold Gordon Fowler popecologia@hotmail.comEspcies Exticas</li></ul><p> 2. As Invases BiolgicasNo podemos errar: estamosassistindo uma das maiores convulses histricas da fauna e flora do mundo. Elton 1958 3. Planeta de Plantas Invasoras -D. QuammenEstamos causando a sexta extino? A natureza detesta um vaco ou as espcies exticas deslocam as espcies nativas? Quais so as taxas de fundo natural de especiao/introduo e extino? O Rio Tweed versus Hava2/17/20143 4. Invases Biticas Local de OrigemAmplitude NovaImigrantesColador ambienalColador de Manejo 5. Por que preocupar das espcies exticas? Danos a espcies nativas Danos a agricultura ou estruturas Custos de controle Problemas de sade pblica: vetores de doenas 6. Espcies Exticas Espcies exticas: h mais de 50,000 presentes nas Amricas devido as introdues acidentais pelo solo, sobre as plantas ou outros produtos agrcolas, e por balaustre naval ~ 95% das introdues so acidentais Ainda h introdues propositais para o controle biolgico de espcies exticas 7. Uma convulso histrica devido a 480,000 espcies exticas USAUKAUSZABRIND25,000/ 42,00026,000/ 27,5151952/ 20,0008750/ 24,00018,000/ 45,00011,605/ 55,00020/ 34617/ 5420/ 29616/ 24730/ 31625/ 428Aves97/ 65047/ 54270/ 8508/ 7254/ 12213/ 1635Rpteis e anfbios53/ 24748/ 8020/ 70024/ 394NA/ 741NA/ 985Peixes138/ 93812/ 5429/ 21620/ 220300/ 254676/ 30004500/ 650,0001000/ 24,700150/ 85,920NA/ 86,0001100/ 54,430NA/ 1,000,000Plantas MamferosArtrpodesPimentel 2002 8. A Invaso Extica do BrasilNmero de EspciesEspcies imigrantes 1986 a 2000Ordens 9. Porcentagem de espcies ameaadas Impactadas por: Perda e degradao de habitat - 85%Espcies exticas - 49% Poluio - 24% Sobre-explorao - 17% Doenas - 3%Source: Wilcove et al.1998 BioScience 10. As invases biolgicas causam danos enormesAs espcies exticas invasoras so uma das ameaas ecolgicas e econmicas mais srias do novo milnio (Cox 2004). National Geographic 11. Danos EcolgicosO impacto das espcies exticas sobre a biodiversidade global perde somente a destruio de habitat (Walker e Steffen 1997). Durante os ltimos 500 anos, as espcies exticas dominaram 3% da superfcie terrestre livre de gelo (Mack 1985). As espcies exticas podem levar a uma homogeneizao da biosfera (Lodge 1993) e a criao de uma Panagea Nova (Rosenzweig 2001).Walker B.H., Steffen W. 1997. An overview of the implications of global change for natural and managed terrestrial ecosystems. Conservation Ecology 2: 2. 12. Danos a sade humana e de outras espcies teis ao HomemAs espcies introduzidas recentemente as vezes servem como vetores of doenas. Aedes albopictus um vetor da dengue, outros arbovirus do Homem, e encefalite eqino (Craig 1993). Craig G.B. Jr. 1993. The diaspora of the Asian tiger mosquito. In: McKnight B. (ed.) Biological pollution: the control and impact of invasive exotic species. Indiana Academy of Science, Indianapolis. 13. MUDANA CLIMTICAFuno de ecossistemas e Biodiversidade Sade e bem-estar humanoBens e Servios dos EcossistemasExpanses antropogenicasProbabilidade de novas invases e Prevalncia de espcies invasorasTransportesMudana do uso da terra, Perturbao, Fragmentao 14. Instituto de Medicina Relatrio sobre Infeces Emergentes 1992 Infeces emergentes: Infeces novas, reemergentes ou resistentes as drogas cujas incidncias no homem aumentaram durante as ltimas duas dcadas ou cujas incidncias ameaam aumentar no futuro prximo. 15. Infeces Emergentes Recentes no Mundo 1973 1976 1977 1977 1977 1977 1980 1981 1982 1982 1982 1983 1983Rotavirus Cryptosporidium Vrus de Ebola Legionella Vrus de Hantaan Campylobacter HTLV-1 Toxina prod. S.aureus E.coli 0157:H7 HTLV-II Borrelia burgdorferi HIV Helicobacter pyloriEnterite/ Diarreia Enterite/Diarreia VHF Doena de Legionrio VHF com fibrose renal Enterite/Diarreia Linfoma Sndrome de Choque Txico. HUS Leucemia Febre maculosa AIDS Ulcera Pptica 16. Infeces Emergentes Recentes no Mundo 1988 1989 1990 1991 1992 1992 1993 1994 1994 1995 1995 1996Hepatite E Hepatite C Vrus de Guanarito Encefalitozoon Vibrio cholerae O139 Bartonella henselae Vrus sem nome Vrus de Sabia Vrus de Hendra Hepatite G H Herpesvrus-8 Prion de vCJDHepatite Hepatite VHF Doena disseminada Clera Doena de Gato Sindrome de Hanta VHF Doenca respirtpria Hepatite sarcoma de Kaposi Variante de CJD 17. Infeces Emergentes Recentes no Mundo 1997 1999 1999 2001 2003 2003Influenza aviria (H5N1 ) Vrus de Nipah Vrus do Nilo Ocidental Bacillus anthracis Varola de macaco SARS-CoVInfluenza Encefalite Encefalite Antraz Varola de macaco SARS 18. Fatores Principais Recentes que Contribuem as Infeces Emergentes 1. Demografia e comportamento humano 2. Tecnologia e Industria 3. Desenvolvimento econmico e uso da terra 4. Comrcio e viagens internacionais 5. Adaptao e mudana microbial 6. Mal administrao de sade pblica Relatrio do Instituto de Medicina, 1992 19. Fatores Principais Recentes que Contribuem as Infeces Emergentes 7. Vulnerabilidade humana 8. Clima e tempo 9. Mudanas dos ecossistemas 10. Pobreza e desigualdade social 11. Guerra e iniciao 12. Falta de vontade poltica 13. Inteno de danificar Relatrio do Instituto de Medicina, 1992 20. Doenas Infecciosas Principais do mundo (X1,000,000) por Idade 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0&lt; 5 anos &gt; 5 anos 21. As invases biolgicas podem afeitar a historia e a poltica !!! Uma cepa do fungo (Phytophtora infestans) alcanou a Europa ocidental a partir de 1840 atacando a cultura de batatas.A quase perda total da cultura da batata resultou na Grande Fome (1845-1849) in Irlanda, com a morte de 1,5 milhes de pessoas, e muitas outras foram foradas a emigrar, principalmente aos Estados Unidos. 22. Definies geralmente na falta de clareza das definies que torna difcil determinar onde, como e quem nas estratgias de conservao. McShane 2003 23. Carimbos na Literatura adventiva (Walker 1989)aliengenica (Crawley et al. 1996) aloctona (Allaby 1994)extica (Green 1997)invasora (Daehler 1998)naturalizada (Walker 1989) neozoanNo nativa (Davis et al. 2000)No indigncia (Pimentel et al. 2000)e: colonizadora (Williamson 1996), imigrante (Bazzaz1986), importada (Williamson e Fitter 1996), introduzida (Lonsdale 1994), praga (Fox 1990), etc. 24. Austropotamobius pallipes:uma espcie extica na Irlanda e Espanha? Austropotamobius pallipes um camaropotencialmente de preocupao na conservao.Anlise de DNA mitocndrial: As populaes irlandeses pertencem ao mesmo haplotipo das populaes francs (introduo por monges francs no sculo XII?) e as populaes como populaes Toscanas (introduo durante o Renascimento?). 25. Julgando espcies exticas Qualquer caracterizao de que algumas ou todas as espcies nativas so boas e que tem seu valor particular, no cincia. Rosenzweig 2001 26. Do lado do eclogo: juzos sobre vrios termos usados agentes da extines (Lodge e Hill 1994) componentes das mudanas ambientais globais (Williamson e Fitter 1996) e podem ser mais importantes do que o aquecimento global (Daehler e Gordon 1997) causas da homogeneizao (Lodge 1993) ou McDonaldizao da biosfera (Lvei 1997) catalisas dos McEcossistemas globais (Enserink 1999), onde a maioria das espcies perdedoras sero substitudas por poucos ganhadores (McKinney e Lockwood 1999) maldades ecolgicas (Gherardi 2000) 27. Do lado da promotoria: a pseudo-cincia Theodoropoulos D.I. 2003 (Invasion biology. Critique of a pseudoscience. Avvar Books):Os dados empricos no apiam as hipteses ou concluses da biologia de invases e seus conceitos fundamentais no so operacionais e so subjetivos, alm de que as fontes de informao tm vis enorme. Essa falta de aderncia as prticas normais da cincia e as distores deliberadas repetidamente alm da fabricao de evidencias, demonstram que a biologia de invases uma pseudo-cincia. 28. Xenofobia Subramaniam (2001): estamos vivendo um momento cultural no qual as ansiedades da globalizao alimentam os nacionalismos pela xenofobia. A luta contra plantas exticas um sintoma de uma campanha que joga essas ansiedades sobre as mudanas econmicas, sociais, polticas e culturais a culpa de estrangeiros. Subramaniam B. 2001. The aliens have landed! Reflections on the rhetoric of biological invasions. Meridians: Feminism, Race, Transnationalism 2: 26-40. Sagoff M. 1999. Whats wrong with exotic species? Report from the Institute of Philosophy &amp; Public Policy 19: 16-23. 29. Vejamos o mercado 30. e como afirmam Ewel et al. (1999) O Homem depende demais de espcies no nativas para sua alimentao, sua medicina, seu abrigo, seus servios ambientais, seu prazer esttico, e sua identidade cultural. Mais de 70% do alimento do mundo derivada de somente nove culturas (trigo, milho, arroz, batata, cevada, cassava, soja, cana de acar, e aveia), cada uma cultivada alm de sua amplitude geogrfica natural. De forma igual, 85% das reflorestamentos industriais usam espcies de somente trs gneros (Eucalyptus, Pinus, e Tectona), que so exticas. Algumas espcies nativas atendem algumas necessidades do Homem, mas as espcies no nativas tomam um papel integral na economia e nas culturas de todas as regies. 31. Uma idia inteligente: Daniel Simberloff (2003)Acredito que as bases ticas mais fortes, e possivelmente as nicas bases ticas, de se preocupar das espcies introduzidas que podem ameaar a existncia das espcies e comunidades nativas e podem causar danos enormes, projetado em termos econmicos as atividades humanas. 32. Avaliao dos impactos das espcies invasoras Muito da discussodos efeitos ecolgicos das espcies invasoras nada mais que nada.Parker et al. 1999 33. Conhecimento Comum As espcies exticas alterem e perturbem a estrutura bitico dos ecossistemas terrestres, de gua doce, e marinhos afeita o bem-estar de outras espcies por via da competio, amensalismo ou nmeros populacionais foram muitas espcies a extino reduzem ae produtividade da agricultura e aqicultura tornam ameaas a sade do Homem e das planas e animais que ele use 34. Estudos de impactos: poucos e com distribuio no iguais por nvel biolgico Biological Abstracts, Biosis, ASFA (1980-1997) Published papers30 25 20 15 10 5 0 Freshw fishindividualFreshw invertgeneticMarine invertpopulationcommunityTerrestr invertecosystemParker et al. 1999 35. Estudos dos impactos: lidam mais com paradigmasNmero cumulativo de trabalhos160 140 120 100 80 60 40 20 0 198019851990199520002005Ricciardi 2005 36. Efeitos sobre comunidades e ecossistemas 37. Lates niloticus no Lago Vitria: simplificao da rede trfica African fish eaglesSand martinsKingfishers CormorantsMANHaplochromines Non -cichlidsantesHaplochrominesHaplochrominesHaplochrominesNon -cichlidsdagaaNon -cichlidsTilapiasLakefliesZooplanktonMolluscsHaplochrominesPlankton / detritus African fish eaglesSand martinsKingfishers CormorantsMANNile perchapsSmall Nile perchNile tilapiaLakefliesDagaaZooplanktonPlankton / detritusCaridina 38. Dreissena polymorpha como engenheiro de ecossistemas Aumenta a claridade da guaMuda a comunidade pelgicaDiminua slidos suspensos Altera o ciclagem de N e PAumenta a abundancia de peixes que se alimentam no fundo Aumenta a cobertura e profundidade de marcofitas Aumenta a dureza do fundoMuda a composio e abundancia de plncton Muda a comunidade bentnicaAumenta a produo de perifitas Aumenta a taxa de sedimentaoCompete com mexilhoAltera a composio dos sedimentos 39. Efeitos sobre as espcies nativas 40. As causas da extino, deslocamento ou retirada de espcies Mecanismos resultando na retirada ou extino de espcies (Mack et al. 2000): Parasitismo Transmisso de parasitas Predao Competio para recursos competio por interferncia Hibridizao 41. Os pivetes: pitus no nativos predaoTransmisso De doenashibridizaocompetio 42. Mexilho (No. m-2)Nalepa et al. (2001)AnoDreissena polymorpha (No. m-2)Densidade de mexelhes nativas e Dreissena polymorpha no Lago St. Clair 43. Culpadas por outros efeitos causados pelo homem nos ecossistemas?Gurevitch e Padilla (2004):O declnio de espcies nativas freqentemente ocorre simultaneamente e no mesmo lugar da invaso por espcies exticas. Assim induzindo alguns pesquisadores acreditaram que as extines e invases esto ligadas. A correlao usada para inferir causas. 44. A interveno de outras causas: a perda de espcies de Cichildae no Lago VictoriaLates niloticus, introduzida na dcada de 1960, foiculpado de causar a extino de mais de 200 das 300 a 500 espcies endmicas de Cichlidae (Goldschmidt 1996). 45. Mas O declnio comeou na dcada de 1920 com a construode linhas de trens, eroso, e a degradao das praias (Verschuren et al. 2002). Urbanizao na dcada de 1970 aumentou a eutrofizao e diminua a transparncia da gua (Aloo 2003) afetando a seleo sexual (Seehausen et al. 2003). O aumento de nutrientes causou eventos anoxicos. O aumento de nutrientes favoreceu as plantas aqutics invasoras que alterou reas de criao de filhotes dos peixes (Witte et al. 2000), incluindo o culpado. 46. Dificuldades de desamarrar as causas prximas e ltimas do declnio As espcies exticas podem ser a causa primria do declnio, Um fator que contribua a uma espcie que j est com problemas serios, O ultimo prego na caixo ou meramente as flores do funeral. Gurevitch e Padilla 2004 47. O que fica escondida? Mudanas evolutivas rpidas 48. Uma revoluo evolutiva mediada pelo homem (Cox 2004) Uma vez estabelecidas, as espcies exticas invasoras se libertam das limitaes do fluxo gnico da populao parental; Ficam livres das presses biticos dos inimigos anteriores; Enfrentam presses seletivas alteradas; impem presses evolutivas novas e fortes sobre as espcies nativas; podem hibridizar com parentes nativas prximas.Spartina anglica: hiybridizao levando a invaso 49. Hibridizao da invaso: contaminao de gentipos nativos Anas platyrhynchos e A. superliciosa na Austrlia eNova Zelndia) (Gillepsie 1985). Oxyura jamaicensis e O. leucocephala na Europa(Holmes 1994). 50. Hibridizao na invaso Gambusia affinis e G. heterochir na Amrica doNorte (Courtney e Meffe 1989). Salmonideos, tilapia, (Hindar et al. 1991): Carassius auratus e C. carassius na Inglaterra (Hnfling et al. 2005). 51. Hibridizao na invaso Hbridos de Daphnia galeata em Ontrio eNY originando de populaes europeus e americanas (Taylor e Hebert 1993). Orconectes rusticus e O. propinquus em Wisconsin (do cruzamento de fmeas de rusticus e machos de propinquus: fecundas e competitivas) (Perry et al. 2001). 52. A opinio dos expertos: Harold Mooney e Elsa Cleland (2001)Estamos construindo uma assemblia cosmopolita nova inteira de organismos na superfcie do mundo inteiro com conseqncias futuras grandes no somente para a funo dos ecossistemas mas tambm para a trajetria evolutiva futura da vida. 53. Por que se preocupa de formigas exticas?Agricultura Danos diretos as culturas Cuidam e protegem Homoptera Interferem com programas de controle biolgico 54. Por que se preocupa de formigas exticas?Pragas urbanas Podem perturbar mas podem disseminar bactria (hospitais) 55. Por que se preocupa de formigas exticas?Pragas ecolgica...</p>