espécies exóticas invasoras no nordeste do brasil

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  • Tarciso Leo

    Walkiria Rejane de Almeida

    Michele de S Dechoum

    Slvia Ziller

    Espcies Exticas Invasoras no Nordeste do Brasil

    Contextualizao, Manejo e Polticas Pblicas

    Espcies Exticas Invasoras no Nordeste do Brasil

    Contextualizao, Manejo e Polticas Pblicas

    Tarciso C. C. Leo Walkiria Rejane de Almeida

    Michele de S Dechoum Slvia Renate Ziller

  • 1

    Espcies Exticas Invasoras

    no Nordeste do Brasil: Contextualizao, Manejo e Polticas Pblicas

  • 2

    CEPAN Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste Severino Ribeiro Pinto Diretor-presidente e Diretor de Projetos Cristiane Lucena Diretora-administrativa Renata Torres Gestora-financeira

    Instituto Hrus de Desenvolvimento e Conservao Ambiental

    Gisele Bolzani Presidente

    Geraldo Morceli Bolzani Jnior

    Vice-Presidente

    Slvia Renate Ziller Diretora-executiva

  • 3

    Tarciso C. C. Leo Walkiria Rejane de Almeida

    Michele de S Dechoum Slvia Renate Ziller

    Espcies Exticas Invasoras

    no Nordeste do Brasil: Contextualizao, Manejo e Polticas Pblicas

    CEPAN Instituto Hrus

    Recife, 2011

  • 4

    REALIZAO

    Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan)

    Instituto Hrus de Desenvolvimento e Conservao Ambiental

    REVISO TCNICA

    Diele Lbo

    Snia Aline Roda

    REVISO ORTOGRFICA

    Consultexto

    ILUSTRAO

    Programa Global de Espcies Invasoras (Gisp)

    FOTOGRAFIAS

    Crditos nas fotos

    APOIO

    Conservao Internacional do Brasil

    Monsanto

    Associao para a Proteo da Mata Atlntica do Nordeste (Amane)

    Dados internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    Leo, T. C. C.; Almeida, W. R.; Dechoum, M.; Ziller, S. R. Espcies Exticas Invasoras no Nordeste do Brasil: Contextualizao, Manejo e Polticas Pblicas / Tarciso C. C. Leo, Walkria Regina Almeida, Michele Dechoum, Slvia Renate Ziller Recife: Cepan, 2011. 99 pginas: il., fig.,tab. ISBN: 978-85-64352-00-1 1. Espcies Exticas Invasoras. 2. Mata Atlntica Nordeste Brasil. 3- Conservao da biodiversidade. 4. Poltica Ambiental. I. Leo, Tarciso. II Ttulo CDD - 570

    Para citao bibliogrfica, usar a seguinte referncia: LEO, T. C. C,; ALMEIDA, W. R.; DECHOUM, M.; ZILLER, S. R. 2011. Espcies Exticas Invasoras no Nordeste do Brasil: Contextualizao, Manejo e Polticas Pblicas. Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste e Instituto Hrus de Desenvolvimento e Conservao Ambiental. Recife, PE. 99 p.

    Esta publicao est licenciada sob uma Licena Creative Commons. Atribuio-Uso No Comercial-Vedada a Criao de Obras Derivadas 3.0 Brasil.

  • 5

    SUMRIO

    PARTE UM Contextualizao

    1. O PROBLEMA DAS ESPCIES EXTICAS INVASORAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

    2. UNIDADES DE CONSERVO E ESPCIES EXTICA INVASORAS . . . . . . . . 15

    3. HBITATS MAIS AMEAADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

    PARTE DOIS Espcies Exticas Invasoras no Nordeste do Brasil

    4. S ISTEMA DE INFORMAO SOBRE ESPCIES EXTICAS INVASORAS NO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

    5. LISTA DE ESPCIES EXTICAS INVASORAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

    6. ANIMAIS EXTICOS INVASORES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

    7. PLANTAS EXTICAS INVASORAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

    PARTE TRS Manejo e Polticas Pblicas

    8. DIRETRIZES PARA O MANEJO DE ESPCIES EXTICAS INVASORAS EM REAS NATURAIS TERRESTRES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    77

    9. A CONSTRUO DE UMA ESTRAGGIA ESTADUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84

    Referncias Bibliogrficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    88

    Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    97

  • 6

  • PARTE UM

    CO

    NT

    EX

    TU

    ALI

    ZA

    O

  • 8

  • 9

    1. O problema das Espcies Exticas Invasoras

    O planeta Terra vive hoje uma das maiores

    crises de perda de biodiversidade j

    documentadas. As previses dessa perda para a

    prxima dcada so alarmantes, especialmente

    nos pases com alta diversidade (Wilson, 1997).

    Dentre as mais de 47 mil espcies avaliadas

    quanto ao risco de extino em escala global,

    pouco mais de um tero (36%) corre riscos reais

    de desaparecer caso as ameaas biodiversidade

    no sejam controladas (CDB, 2010). Entre 1970

    e 2006, as populaes de animais vertebrados

    diminuram em mdia 31% em escala global, e,

    nos trpicos, essa reduo foi de 59% (WWF,

    2008).

    De forma resumida, as principais causas

    diretas da perda de biodiversidade so: a

    converso de hbitats naturais em atividades

    humanas, como o avano da fronteira agrcola;

    as mudanas climticas; as espcies exticas

    invasoras; a superexplorao; e a poluio

    (Millennium Ecosystem Assessment, 2005).

    Neste livro, abordaremos o problema das

    espcies exticas invasoras.

    De acordo com as definies adotadas pela

    Conveno Internacional sobre Diversidade

    Biolgica (CDB, 1992) na 6 Conferncia das

    Partes (CDB COP-6, Deciso VI/23, 2002), uma

    espcie considerada extica (ou introduzida)

    quando situada em um local diferente do de sua

    distribuio natural por causa de introduo

    mediada por aes humanas, de forma

    voluntria ou involuntria. Se a espcie

    introduzida consegue se reproduzir e gerar

    descendentes frteis, com alta probabilidade de

    sobreviver no novo hbitat, ela considerada

    estabelecida. Caso a espcie estabelecida

    expanda sua distribuio no novo hbitat,

    ameaando a biodiversidade nativa, ela passa a

    ser considerada uma espcie extica invasora.

    Essas definies fornecidas pela CDB so

    utilizadas como referncia para a construo de

    bases legais e de polticas pblicas pelos pases

    signatrios da Conveno, como o Brasil, e so

    adotadas como base pelo Programa Global de

    Espcies Invasoras (Gisp). Por meio do Decreto n

    2, de 03 de fevereiro de 1994, o Brasil

    estabeleceu um compromisso legal com a CDB

    comprometendo-se a adotar e aplicar, no seu

    territrio, as aes e os princpios da Conveno.

    No mbito das espcies exticas invasoras, isso

    quer dizer que o Pas deve impedir que sejam

    introduzidas e deve controlar ou erradicar

    espcies exticas que ameacem ecossistemas,

    hbitats ou espcies (art. 8h da CDB, 1992). A

    mensagem desse artigo foi transposta para a Lei

    de Crimes Ambientais (art. 61 da Lei Federal n

    9.605/98), que considera crime ambiental a

    disseminao de doenas ou pragas ou espcies

    que possam causar dano agricultura,

    pecuria, fauna, flora ou aos ecossistemas.

    As introdues de espcies podem ser

    voluntrias, quando h alguma inteno de uso

    da espcie para fins especficos; ou involuntria,

    quando a introduo ocorre acidentalmente,

    como no caso de pragas agrcolas e vetores de

    doenas vrus e bactrias (CDB COP-6,

    Deciso VI/23, 2002). Frequentemente, a

    introduo voluntria de uma espcie extica

  • 10

    pode levar introduo acidental de outras

    espcies a ela associadas, como o caso de

    parasitas associados aos peixes introduzidos em

    atividades de piscicultura. Tais parasitas,

    introduzidos acidentalmente, podem

    comprometer a sanidade ambiental da

    piscicultura e causar novas doenas em

    ecossistemas naturais.

    Introdues intencionais de espcies so

    motivadas por diversas razes que tangem fins

    sociais, econmicos e at ambientais. Espcies

    foram e so introduzidas para embelezar praas

    e jardins, para uso na agropecuria, como

    alternativa de renda e subsistncia para

    populaes de baixa renda, para controle

    biolgico de pragas e por outras razes.

    O caracol-gigante-africano (Achatina fulica),

    por exemplo, foi introduzido no Brasil na dcada

    de 1980 como um substituto da criao de

    escargot sem que houvesse qualquer estudo de

    mercado, verificao de experincias anlogas

    em outros pases ou autorizao do rgo

    competente. O resultado que a comercializao

    foi um fracasso, levando ao abandono de

    criadouros e soltura de caracis no ambiente.

    At

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