especial 14 nas pegadas de quintana - nas pegadas de quintana uma trilha de 150 sapatos flori-dos-...

Download ESPECIAL 14 Nas pegadas de Quintana - Nas pegadas de Quintana Uma trilha de 150 sapatos flori-dos- pintados

Post on 02-Feb-2019

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

Nas pegadas de QuintanaUma trilha de 150 sapatos flori-

dos- pintados e plantados pelas crian-as da Educao Infantil demarcou os caminhos da Feira do Livro do Co-lgio Joo XXIII, ou melhor, o mapa do Planeta Literatura, onde reinava o poeta Mario Quintana no Castelo Majestic. Anfitri da festa, a Litera-tura recebeu as convidadas: Lngua Portuguesa, Lngua Espanhola, Artes, Msica, Cincias, Geografia, Histria, e Matemtica. E o Planeta tambm foi ponto de encontro de toda a comuni-dade escolar, que palmilhou, inclusive, a Rua dos Cataventos.

www.joaoxxiii.com.br

maioESPECIAL

2014

foto

: Ful

ano

de ta

l

FEIRA DO LIVRO DO COLGIO JOO XXIII Edio 2014

Autor Homenageado:MARIO QUINTANA

2 3

O espetculoest s comeando!

As crianas da Creche Boa Esperana fizeram uma via-gem intergalctica no dia 24 de abril. Elas visitaram o Pla-neta Literatura e arregalaram os olhos diante do desfile de super-heris e personagens fugidos dos livros de contos que inauguraram oficialmente a Feira do Livro do Colgio Joo XXIII. Acomodados dian-te de um palco ao ar livre, os pequenos visitantes assistiram a espetculos de fantoches de vareta, com roteiro escrito e encenado pelos alunos.

Na plateia, Nicole Santos Ferreira, 4 anos, no desprega-va os olhos das cortinas, aguar-dando a apario dos bonecos. Quando o primeiro deles sur-giu, foi categrica com a cole-guinha do lado: Para, que vai comear. A educadora Infantil Andra Calistro, que acompa-nhava a turma, tambm estava feliz: super importante fazer passeios fora da creche, prin-cipalmente se forem culturais.

E para as crianas tambm faz bem saber que existem pesso-as pensando nelas.

Alm do acolhimento turma, outra iniciativa teve a creche Boa Esperana como foco. O Sebo Solidrio reco-lheu e comercializou doaes com o objetivo de comprar novos livros para a Biblioteca da Instituio, vizinha e afilha-da da Escola.

Jornal do Colgio Joo XXIIIFUNDAO EDUCACIONAL JOO XXIIIPresidente: Cristina Toniolo PozzobonVice-presidente: Afonso Mossry SperbDiretor Financeiro: Lus Alexandre NeisDiretor Jurdico: Blair Costa DvilaDiretor de Patrimnio: Pedro Chaves Barcellos FilhoDiretora de Comunicao: Edgar AristimunhoINSTITUTO EDUCACIONAL JOO XXIIIDiretora Geral: Anelori LangeVice-Diretora: Maria Tereza CoelhoEdio: Rosina Duarte Textos: Luana DalzottoFotos: Colgio Joo XXIIIDiagramao e editorao: Patrick de Medeiros

Transformada em Rua dos Cataventos, a entrada da eta-pa 1 ao 5 exibia contadores de histrias nas janelas. L foi aberto ao pblico o Museu Desmioluco, uma incrvel mostra de inventos inspirados na fuso das obras Mqui-na Maluca, de Ruth Rocha, e Museu Desmiolado, de Ale-xandre Brito.

As geringonas idealizadas pelos meninos e meninas do 3 ano eram destinadas a produzir exclusivamente bons sentimen-tos. Assim, em uma sala com um relgio de ponta cabea e um tapete no teto, os visitantes encontravam um Ventilamor, um Micro-Ondas da Felicidade, um Cupido Eletrnico e uma Calculadora da Amizade, entre outros experimentos.

Os inventores podiam ser reconhecidos facilmente pelos aventais brancos, in-dumentrias extravagantes, cabelos arrepiados e, princi-palmente, pelos culos enor-

mes. Um deles, Vitor Alves Mainieri, do 3B, era membro da equipe criadora da mqui-na de fazer dinheiro. Vitor, po-rm, fazia questo de esclare-cer que o dinheiro da mquina deveria ser dado apenas s pessoas solitrias, sem casa e sem nada.

O escritor Alexandre Bri-to sentiu-se honrado por ter feito par com Ruth Rocha na inspirao do museu: Ver isso tudo uma reafirmao de que vale a pena investir na gurizada e de que precisamos manter vivo dentro de ns aquilo que eles tm de sobra a alegria e a inveno. Ele fez questo de conversar com cada criana a sua volta e caprichou nas de-dicatrias poticas. Para Yas-min Mazuco Gomes, da 3B, por exemplo, escreveu: Um beijo feliz e carmim. E no foi apenas uma rima ao acaso. A cor referida pelo escritor era a mesma das flores do vestido usado pela menina.

Planeta da Esperana Museu DesmiolucoCrianas da creche participaram da abertura da Feira

Livros doados financiaram compra de novas obras

Vitor foi um dos criadores da mquina que combate pobreza

Asa de papelQuando voc se sentir s...

ou no quiser ser apenas mais um na multido,

quando quiser descobrir quem descobriu, quem inventou, como surgiu

nas curtas, mdias e longas viagens

ou para ir at o infinito no tempo que dura um grito,

nos longos perodos horizontais,

para ir festa do rei

ou viver fantsticas aven-turas no mar,

para entender o que os bichos pensam da vida

ou atravessar o tempo como se atravessasse uma porta,

para saber como bonito o mundo visto por um mosquito

ou, num instante, sentir a terrvel solido de um gigante,

quando o mundo vira

uma geladeira e voc um pinguim

nos dias chorosos

ou quando a Terra se bronzeia,

para sentir aquele medi-nho gostoso

ou quando quiserem fazer voc de bobo

Msica cantada pelos alunos durante Feira com regncia da professora Ana Maestri

Ronaldo Cotrin / Marcelo Xavier

Incentivo leitura o principal objetivo do Planeta Literatura

Escritores autografaram e conversa-ram com a meninada; Gelson Wes-chenfelder (acima), Alexandre Brito (meio) e Fernando Duval (abaixo).

com a Cincia, a Ecologia...

o Teatro e a Msica.as Artes Visuais ...

Feira reuniu a Literatura...

4 5

Em pleno outono, chegou o Natal para a bibliotecria Eliane Santa Brgi-da, que comparou a festa mais esperada do ano com a Feira do Livro do Colgio Joo XXIII, realizada de 24 a 26 de abril. A alegria de Eliane poderia ser explica-da pela sua ativa participao no even-to, junto equipe tcnica da Escola. O programa ecltico e a participao mas-siva da comunidade escolar, no entan-to, provaram no ser mera corujice de sua parte. Batizada Planeta Literatura, a Feira se apresentou como uma criativa mostra cultural.

A programao no coube no aperta-do perodo previsto para o evento. Por isso, a Feira comeou extraoficialmente 10 dias antes. Desde o incio do ano letivo, porm, todas turmas das diversas etapas, na grande maioria das disciplinas, j vinha preparando seus projetos, cada um mais criativo do que o outro. Os livros comer-cializados foram escolhidos com critrio, tendo como bssola a proposta pedag-

Natal no outono Mutao das LetrasDurante a Feira, o Joo passou por uma mutao. Por toda a Escola espalhavam-se projetos surpreendentes. Uma galeria de pinturas poticas, feitas pelos alunos da 8 srie, conduzia os visitantes ao ptio central. Os trabalhos baseavam-se em um dilogo imaginrio entre Quintana e o pintor Paul Klee. Logo adiante, caixas com poesias tam-bm presenteavam os visitantes com obras da 8 srie, realizadas na disciplina de Lngua Portuguesa.

Os difusores de ambiente, batizados Aromas de Quintana pela meninada do 7 ano, surgiram em uma aula de Cincias, quando a professora Maristela Dutra expli-cava o complexo processo da conduo da seiva nos vegetais por meio da capilarida-de. Montamos os difusores com palitos de churrasco e vidros pintados, cada um com um pensamento de Quintana, contou Ma-ristela, enquanto os autores da inveno explicavam o seu uso aos visitantes.

Ao desbravar o Planeta Literatura, era possvel observar outras demonstraes de criatividade dos estudantes e dos pro-fessores. Entre elas, a exposio Quintana Entrecosturas- uma espcie de colcha de

retalhos feita com desenhos do 6 ano , a interpretao digital do conto O Barril de Amontilado, de Edgar Allan Poe, e a releitura dos poemas de Pablo Neruda por meio de fotos e imagens ambas idealiza-das pelos alunos da 1 srie do EM e seus professores de Lngua Portuguesa e Lngua Espanhola, respectivamente.

A crnica O Fim, de Luis Fernando Verissimo foi o estopim para a exploso de ideias dos adolescentes da 2 srie do EM, que criaram maquetes representando o apocalipse final como um espetculo. Fogos de artifcios, finados famosos, linha do tem-po da Terra e o prprio den foram repro-duzidos nos pequenos cenrios. O proces-so envolveu a reflexo crtica da realidade por trs da obra de Verissimo, informou a professora de Lngua Portuguesa Carmen Velhinho, orientadora do trabalho.

Em meio a tantas atividades eclticas, no faltaram oficinas literrias, contaes de histrias, declamaes, canes, re-presentaes e conversas com escritores. Cristina Biazetto, Luis Dill, Antonio Schi-meneck e Gelson Weschenfelder foram al-guns dos profissionais das letras presentes no Planeta. Durante o perodo, a orienta-dora educacional da etapa Infantil, Hildair

Camera, tambm fez uma palestra dirigida aos pais com o tema Da infncia adul-tez o importante papel das narrativas no universo da infncia. Tomando por base a teoria dos psicanalistas gachos Celso Gu-tfreind e Diana Corso, Hildair enfatizou o valor dos contos infantis e das historietas criadas pelos adultos na educao e na vida de um ser humano.

A Feira teve um encerramento apote-tico no ensolarado sbado, 26 de abril, quando a comunidade escolar lotou as de-pendncias do Colgio. O ltimo ato foi um cortejo puxado pelos alunos do 3 ano can-tando a msica inaugural da opereta P de Pilo, de Cludio Levitan.

gica e os contedos trabalhados em aula. A preocupao com a qualidade das obras na Feira do Joo encantou a bibliotecria, que carrega seis eventos similares na ba-gagem profissional.

O estoque das bancas foi apenas um dos itens criteriosamente planejados. Lembrando os bastidores do evento, a coordenadora pedaggica Mirian Zambo-nato conta: Foram muitas reunies de discusso e planejamento. Pensamos todas as possibilidades capazes de mobilizar os alunos no processo de incentivo leitura, apresentar p