ESGOTAMENTO SANITÁRIO

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Health & Medicine

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<ul><li><p>Tema:ESGOTAMENTO SANITRIO</p></li><li><p>INTRODUOUma das maiores preocupaes que assolam a humanidade atualmente est direcionada ao meio ambiente.As mudanas climticas, a poluio exacerbada, o aumento populacional humano sobre a Terra so assuntos que constantemente percorrem os meios cientficos e mdias mundiais, e um dos maiores desafios contemporneos : Como manter o equilbrio natural, a conservao do ecossistema em frente ao desenvolvimento tecnolgico, a necessidade de bem-estar e crescimento humano sobre o Planeta? Como (re)aproveitar, (re)utilizar e restaurar os resduos resultantes dos produtos de consumo humano?Apesar da gua ser um elemento abundante no planeta Terra, apenas uma parcela nfima dela apropriada para o consumo humano.E o paradoxo que discorre sobre a humanidade o fato desta estar poluindo de forma excedente a sua principal fonte de consumo hdrico, os rios as principais fontes acessveis de gua doce natural.Este trabalho uma reviso bibliogrfica sobre o esgotamento sanitrio, onde sero abordados tpicos sobre: caractersticas dos esgotos, tipos de contaminao e infraestruturas disponveis na literatura para conter, armazenar e tratar resduos e dejetos antrpicos.*</p></li><li><p>ESGOTOS DOMSTICOS:CARACTERSTICAS DOS ESGOTOS:Caractersticas Fsicas:matria slida,temperatura,odor,cor e turbidez,variao de vazo.Matria Slida:Os esgotos domsticos contm aproximadamente 99,9% de gua, e apenas 0,1% de slidos.*</p></li><li><p>TEMPERATURA:A temperatura do esgoto pouco superior a das guas de abastecimento.ODOR:Os odores so causados pelos gases formados no processo de decomposio.COR E TURBIDEZ:A cor e turbidez indicam de imediato o estado de decomposio do esgoto.*</p></li><li><p>VARIAO DE VAZO:A variao de vazo do efluente de um sistema de esgoto domstico em funo dos costumes dos habitantes. A vazo domstica do esgoto calculada em funo do consumo mdio dirio de gua de um indivduo.*</p></li><li><p>CARACTERSTICAS QUMICAS:Matria Orgnica: cerca de 70% dos slidos so de origem orgnica. O grupo de substncias orgnicas nos esgotos so constitudos por: Compostos de protenas (40 a 60%), Carboidratos (25 a 50%), Gorduras e leos (10%) e, Ureia, sulfatans, fenis, etc.*</p></li><li><p>MATRIA INORGNICA:Microrganismos de guas residuais:Os principais organismos encontrados nos esgotos so: bactrias, os fungos, os protozorios, os vrus e as algas.Indicadores de poluio:As bactrias coliformes so tpicas do intestino do homem e de outros animais de sangue quente (mamferos) e por estarem presentes nas fezes humanas e de simples determinao, so adotadas como referncia para indicar e medir a grandeza da poluio.*</p></li><li><p>CONCEITO DE CONTAMINAO:Introduo, no meio, de elementos em concentraes nocivas sade dos seres humanos, tais como: organismos patognicos, substncias txicas ou radioativas.*</p></li><li><p>FLUXO DE CONTAMINAO FECAL:*</p></li><li><p>SOBREVIVNCIA DAS BACTRIAS:A sobrevivncia das bactrias, no solo, varia bastante; assim o bacilo tifoidico resiste sete dias no esterco, 22 dias em cadveres enterrados, 15 a 30 dias em fezes, 70 dias em solo mido e 15 dias em solo seco; o bacilo disentrico, oito dias em fezes slidas, 70 dias em solo mido e 15 dias em solo seco.Disseminao de bactrias no solo;Disseminao de bactrias em guas subterrneas.*</p></li><li><p>ESTABILIZAO DOS EXCRETAS:Os excretas humanos possuem matria orgnica, instvel, constituda de poucas substncias simples como hidrognio (H), oxignio (O), azoto (Az), carbono (C), enxofre (S) e fsforo (P), que combinadas de diversas maneiras e propores formam a imensa variedade de compostos orgnicos em estado slido, lquido e gasoso.*</p></li><li><p>DOENAS RELACIONADAS COM OS ESGOTOS: grande o nmero de doenas cujo controle est relacionado com o destino adequado dos dejetos humanos. Citaremos entre as principais:Ancilostomase,Ascaridase,Amebase,Clera,Diarreia infecciosa,Disenteria bacilar,Esquistossomose,Estrongiloidiase,Febre tifoide,Febre paratifoide,Tenase e cisticercose.*</p></li><li><p>MODOS DE TRANSMISSO: Pelo contato direto da pele com o solo contaminado por larvas de helmintos, provenientes de fezes de portadores de parasitose. Pela ingesto de alimentos contaminados por vetores, especialmente a mosca; Pela ingesto de alimentos contaminados diretamente pelos dejetos ou pela gua contaminada.CAPACIDADE DE ABSORO DO SOLO:Caractersticas do solo.*</p></li><li><p>SOLUES INDIVIDUAIS PARA TRATAMENTO E DESTINAO FINAL DOS ESGOTOS DOMSTICOS:DEFINIO;LOCALIZAO;DIMENSIONAMENTO;DETALHES CONSTRUTIVOS:Revestimento da fossa;Assentamento da base;Piso (laje da privada);Aterro de proteo (montculo);Casinha;Ventilao.MANUTENO.*</p></li><li><p>VANTAGENS E DESVANTAGENS:Vantagens:Baixo Custo;Simples operao de manuteno;No consome gua;Risco mnimo de sade;Recomendada para reas de baixa e mdia densidade;Aplicvel a tipos variados de terrenos;Permite o uso de diversos materiais de construo.Desvantagens:Imprprias para reas de alta densidade;Podem poluir o subsolo;Requer soluo para outras guas servidas.*</p></li><li><p>PRIVADA COM FOSSA ESTANQUE:DEFINIO;INDICAO;DIMENSIONAMENTO;MANUTENO;VANTAGENS E DESVANTAGENS:Vantagens:Baixo custo;Fcil construo;Simples operao e manuteno;No consome gua;Mnimo risco sade;No polui o solo;A soluo poder ser definitiva.Desvantagens:Imprpria para reas de alta densidade;Requer solues para outras guas servidas.*</p></li><li><p>PRIVADA COM FOSSA DE FERMENTAO: Definio; Indicao; Vantagens. Desvantagens.*</p></li><li><p>PRIVADA QUMICA: Definio; Indicao; Funcionamento; Onde existe gua encanada.*</p></li><li><p>PRIVADA COM VASO SANITRIO:Definio;Ligao rede pblica de esgoto.*</p></li><li><p>SOLUES COLETIVAS PARA TRATAMENTO E DESTINAO FINAL DOS ESGOTOS:Tipos de Esgotos:Esgotos Domsticos;Esgotos Industriais;guas Pluviais;gua de Infiltrao.Tipos de Sistemas:Sistema Unitrio;Sistema Separador Absoluto;Sistema Misto;Sistema Condominial.*</p></li><li><p>DIMETROS MNIMO:As redes coletoras do sistema convencional adotavam o dimetro mnimo de 150 mm apesar das normas vigentes no colocarem nenhuma restrio quanto a utilizao do dimetro de 100 mm, desde que atenda ao dimensionamento hidrulico.*</p></li><li><p>RECOBRIMENTOS MNIMO:No sistema convencional, usualmente as redes coletoras localizam-se no tero mdio mais baixo das ruas. J no sistema condominial este procedimento evitado e procura-se sempre que possvel lanar as redes no passeio, fora das ruas pavimentadas onde h trfego de veculos. Com isso permitido reduzirmos o recobrimento das tubulaes sem contudo oferecer riscos de rompimento das mesmas e tambm sem ferir as recomendaes das normas vigentes que so:Recobrimento mnimo:*</p></li><li><p>PROFUNDIDADE MNIMA:A profundidade mnima da tubulao deve ser tal que permita receber os efluentes por gravidade e proteger a tubulao contra trfego de veculos e outros impactos.De forma a se obter o menor volume de escavao, deve-se adotar sempre que possvel a declividade da tubulao igual as do terreno e a profundidade da rede ser mantida igual a mnima sempre que a declividade do terreno for superior a declividade mnima.CAIXA DE INSPEOELEMENTOS DE INSPEO*</p></li><li><p>TRATAMENTO DOS ESGOTOS TANQUE SPTICO:Histrico:Os registros de carter histricos apontam como inventor do Tanque Sptico Jean Louis Mouras que, em 1860, construiu, na Frana, um tanque de alvenaria, onde passava os esgotos, restos de comida e guas pluviais, antes de ir para o sumidouro. Este tanque, fora aberto 12 anos mais tarde e no apresentava acumulada a quantidade de slidos que foi previamente estimada em funo da reduo apresentada no efluente lquido do tanque.*</p></li><li><p>DEFINIO:Os Tanque Spticos so cmaras fechadas com a finalidade de reter os dejetos domsticos, por um perodo de tempo estabelecido, de modo a permitir a decantao dos slidos e reteno do material graxo contido nos esgotos transformando-os bioquimicamente, em substncias e compostos mais simples e estveis.*</p></li><li><p>FUNCIONAMENTO GERAL DE UM TANQUE SPTICO:Reteno: o esgoto detido na fossa, por um perodo racionalmente estabelecido, que pode variar de 12 a 24 horas, dependendo das contribuies afluentes;Decantao: simultaneamente fase de reteno, processa-se uma sedimentao de 60 a 70% dos slidos em suspenso contidos nos esgotos, formando-se o lodo. Parte dos slidos no decantados, formados por leos, graxas, gorduras e outros materiais misturados com gases retida na superfcie livre do lquido, no interior do tanque sptico, denominados de escuma;Digesto: tanto o lodo como a escuma so atacados por bactrias anaerbicas, provocando uma destruio total ou parcial de organismo patognicos;Reduo de volume: da digesto, resultam gases, lquidos e acentuada reduo de volume dos slidos retidos e digeridos, que adquirem caractersticas estveis capazes de permitir que o efluente liquido o tanque sptico possa ser lanado em melhores condies de segurana do que as do esgoto bruto.*</p></li><li><p>AFLUENTES DO TANQUE SPTICO:Caixa de gordura:*</p></li><li><p>CONTRIBUIO DIRIA DE ESGOTO (C) E DE LODO FRESCO (LF) POR TIPO DE PRDIO E DE OCUPANTE.*</p><p>PRDIOUNIDADECONTRIBUIO DE ESGOTO (c)CONTRIBUIO DE Lodo Fresco (Lf)1. Ocupantes PermanentesResidncia:Padro AltoPessoa/litros1601Padro MdioPessoa/litros1301Padro BaixoPessoa/litros1001Alojamento provisrio.Pessoa/litros8012. Ocupantes TemporriosFbrica em geral;Pessoa/litros700,3Escritrio;Pessoa/litros500,2Edifcios pblicos ou comerciais;Pessoa/litros500,2Escola (externatos) e locais de longa permanncia;Pessoa/litros500,2Bares;Pessoa/litros60,1Restaurantes e Similares;Refeies250,1Cinema teatros e locais de curta permanncia*.Lugar20,02Sanitrios Pblicos*.Vaso4804</p></li><li><p>DISPOSIO DO EFLUENTE LIQUIDO DOS TANQUES SPTICOS:O efluente lquido potencialmente contaminado, com odores e aspectos desagradveis, exigindo, por estas razes, uma soluo eficiente de sua disposio.Entre os processos eficientes e econmicos de disposio do efluente lquido das fossas tm sido adotados os seguintes tipos:Diluio (corpos dgua receptores): para o Tanque Sptico a proporo de 1:300;Sumidouro;Vala de infiltrao e filtrao;Filtro de areia;Filtro anaerbico.*</p></li><li><p>A ESCOLHA DO PROCESSO A SER ADOTADO DEVE CONSIDERAR OS SEGUINTES FATORES: Natureza e utilizao do solo; Profundidade do lenol fretico; Grau de permeabilidade do solo; Utilizao e localizao da fonte de gua de subsolo utilizada para consumo humano; Volume e taxa de renovao das guas de superfcie.*</p></li><li><p>INFLUNCIA DE OUTRAS SUBSTNCIAS:Os esgotos contendo sabes nas propores normalmente utilizadas, de 20 a 25 mg/l, no prejudicam o sistema.OPERAO E MANUTENOPara que ocorra um bom funcionamento, o tanque sptico, antes de entrar em operao, deve ser enchido com gua a fim de detectar possveis vazamentos;A remoo do lodo deve ocorrer de forma rpida e sem contato do mesmo com o operador. Para isso recomenda-se a introduo de um mangote, atravs da tampa de inspeo, para suco por bombas;As valas de filtrao ou de infiltrao e os sumidouros devem ser inspecionados semestralmente;Havendo a reduo da capacidade de absoro das valas de filtrao, infiltrao e sumidouros, novas unidades devero ser construdas;Tanto o tanque sptico como o sumidouro, quando abandonados, devero ser enchidos com terra ou pedra.*</p></li><li><p>FILTRO ANAERBICO:Histrico:Aparentemente nova, a soluo considerada uma da mais antigas e surgiu simultaneamente a evoluo dos filtros biolgicos convencionais. importante no entanto informar que a aplicao racional dos filtros anaerbicos teve maior divulgao a partir das experincias realizados nos Estados Unidos da Amrica, por Perry L. Mc Carty em 1963, 1966 e 1969. No Brasil a escola de Engenharia de So Carlos, da Universidade de So Paulo, confirmou em 1977 a eficincia do filtro, j obtida por Mc Carty, realizando experincias em unidades pilotos.*</p></li><li><p>DEFINIOO filtro anaerbico um processo de tratamento apropriado para o efluente do tanque sptico, por apresentar resduos de carga orgnica relativamente baixa e concentrao pequena de slidos em suspenso.PROCESSO*</p></li><li><p>DESTINO DO EFLUENTE DO TANQUE SPTICO E DO FILTRO ANAERBICO:Histrico:O lanamento dos esgotos domsticos no subsolo uma prtica to natural e lgica, tendo pesquisas arqueolgicas registrado que h cerca de 6000 anos os habitantes de Sumere (regio Sul do antigo imprio Caldeu) descarregavam seus esgotos em covas, cujas profundidades variavam de 12 a 15 metros. Em um dos ltimos livros da Bblia, Deuteronmio, Moiss ordenava que os despejos humanos fossem enterrados fora da rea do acampamento.Esta prtica, extremamente antiga, demonstrou a sua aplicabilidade, no exemplo clssico do Estado de West Virgnia (EUA), quando se adotou como soluo para o combate s febres tifoide e paratifoide a implantao de um programa de construo de 282.148 unidades de privadas.Definio.Sumidouro:*</p></li><li><p>ILUSTRAO*</p></li><li><p>Devido a falta de medidas prticas de saneamento e de educao sanitria, a populao tende a lanar os dejetos diretamente sobre o solo, favorecendo a transmisso de doenas.Logo, um destino adequado dos dejetos humanos, atravs de infraestruturas e tecnologias apropriadas e limpas visa fundamentalmente o controle e a preveno de doenas e bem-estar humano.CONSIDERAES FINAIS:*</p></li><li><p>REFERNCIA BIBLIOGRFICA BRASIL. Fundao Nacional de Sade. Manual de Saneamento. 3. ed. rev. Braslia: Fundao Nacional de Sade, 2006.*</p><p>*</p></li></ul>