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ESCOLA DOPARLAMENTOCMARA MUNICIPAL DE SO PAULO

ISSN 2318-4248

PresidenteAntonio Donato (PT)

1 Vice-PresidenteEdir Sales (PSD)

2 Vice-PresidenteToninho Paiva (PR)

1 SecretrioAurlio Nomura (PSDB)

2 SecretrioPaulo Frange (PTB)

1 SuplenteEduardo Tuma (PSDB)

2 Suplente Noemi Nonato (PROS)

Corregedor Geral Dalton Silvano

(Democratas)

PresidenteAntonio Donato (PT)

1 Vice-PresidenteMilton Leite (Democratas)

2 Vice-PresidenteEdir Sales (PSD)

1 SecretrioAdolfo Quintas (PSDB)

2 SecretrioAdilson Amadeu (PTB)

1 SuplenteGeorge Hato (PMDB)

2 Suplente Eduardo Tuma (PSDB)

Corregedor Geral Dalton Silvano

(Democratas)

2015 2016

Mesa

RevistaParlamento e Sociedade

Rev. Parlamento e Sociedade So Paulo v.3 n.4 p.1-120 jan./jun. 2015

v.3 n.4 janeiro/junho 2015

So Paulo

ISSN 2318-4248

RevistaParlamento e Sociedade

ESCOLA DOPARLAMENTOPARLAMENTOCMARA MUNICIPAL DE SO PAULO

Todo o contedo deste peridico, exceto onde est identificado, est licenciado sob uma licena Creative Commons Atribuio-Uso No-Comercial 3.0 Unported (CC-BY-NC 3.0)

Ficha catalogrfica elaborada pela Equipe de Biblioteca da Cmara Municipal - SGP.32

Secretaria e RedaoEscola do ParlamentoCmara Municipal de So PauloPalcio Anchieta - Viaduto Jacare, 10013 andar, sala 1302A So Paulo - So Paulo - CEP 01319-900

A Revista Parlamento e Sociedade uma publicao semestral da Escola do Parlamento da Cmara Municipal de So Paulo

Revista Parlamento e Sociedade / Cmara Municipal de So Paulo. - Vol. 3, n. 4 - (2015). - So Paulo : CMSP, 2013-

Semestral Continuao parcial de: Revista do Parlamento Paulistano (Debates) Edies de 2013-2014 tm o ttulo : Revista Parlamento & Sociedade ISSN 2318-4248

1. Administrao Pblica - Peridicos 2. Poder Legislativo Peridicos 3. Polticas Pblicas Peridicos I. Cmara Municipal de So Paulo.

CDU 35(05)

Solicita-se permutae-mail: revista@camara.sp.gov.brverso eletrnica: www.camara.sp.gov.br

Expediente

RevistaParlamento e Sociedade

Editor Presidente Christy Ganzert Pato

Editor Cientfico Leonardo Barbagallo

Editor Executivo Alexandre Augusto Liceski da Fonseca

Conselho Editorial Christy Ganzert Pato, Alexandre Augusto Liceski da Fonseca, Antonio Rodrigues de Freitas Jr., Fabio Pierdomenico, Gustavo Costa Dias, Lara Mesquita Ramos, Leonardo Barbagallo, Tatiana Braz Ribeiral

Comit Cientfico Ademir Alves da Silva (PUC SP Departamento de Servio Social), Carla Reis Longhi (PUC SP Departamento de Histria), Cristina Fres de Borja Reis (UFABC - Centro de Engenharia e Cincias Sociais Aplicadas), Edmar Tetsuo Yuta (FACAMP Departamento de Cincias Humanas), Enio Passiani (FACAMP Departamento de Cincias Humanas), Fernanda Graziella Cardoso (UFABC - Centro de Engenharia e Cincias Sociais Aplicadas), Fernando de Souza Coelho (USP EACH), Flvia Mori Sarti (USP EACH), Marcel Mendes (Mackenzie Vice-Reitor), Maria Lcia Martinelli (PUC SP Departamento de Servio Social), Maria Lcia Refinetti R. Martins (USP Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), Maria Nazar Lins Barbosa (FGV)

Equipe Editorial Alexsandro Santos, Catu Crte-Real Suarez, Cely Costa Aguiar, Fatima Thimoteo, Rafael Lorena de Pinho, Viviane Lima de Andrade

Transcrio das palestras

Secretaria de Registro Parlamentar e Reviso - SGP.4

Fotografia da capa Acervo iconogrfico da CMSP CCI.1

Reviso Alexandre Augusto Liceski da Fonseca, Maria Edite de Souza Bispo

Projeto grfico e diagramao

Equipe de Comunicao CCI.3

Editorao, CTP, impresso e acabamento

Imprensa Oficial do Estado de So Paulo

Tiragem 2 mil exemplares

Sumrio

9 Editorial

Dossi Reforma Poltica - primeira parte

13 Reforma Poltica: o longo debate Fernando Limongi

25 Sistemas eleitorais: o sistema proporcional George Avelino Filho

37 Reforma Poltica como Reforma Eleitoral: a dimenso persistente Glauco Peres da Silva

53 Reforma Poltica e a Justia Eleitoral Vitor Marchetti

75 Judicializao da poltica e composio dos tribunais superiores Frederico de Almeida

99 Pensando a reforma do sistema de financiamento da poltica no Brasil Bruno Wilhelm Speck

Editorial

A Escola do Parlamento apresenta o quarto nmero da Revista Parlamento e Sociedade, publicada semestralmente, e que objetiva promover discusses e reflexes sobre aspectos da vida social e poltica, enfocando, sempre que possvel, o Poder Legislativo na vida brasileira e sua interface com as polticas pblicas.

Neste volume apresentamos a primeira parte do Dossi Reforma Poltica, resultado do Ciclo de Debates Reforma Poltica, uma srie de treze encontros rea-lizados no primeiro semestre de 2015.

O artigo de Fernando Limongi, que proferiu a palestra de abertura do ciclo de debates, localiza a discusso sobre reforma poltica e reforma eleitoral, procurando demonstrar como no existe um consenso sobre o contedo dessas reformas. Embora a presena do tema seja uma constante no debate poltico brasileiro, e talvez por isso mesmo, o consenso existente limita-se apenas ao diagnstico sobre a necessidade de uma reforma poltica, mas no sobre o con-tedo da mesma. Nas palavras do prprio autor temas e instituies especficas permanecem as mesmas, mas as razes pelas quais so vistos como problem-ticos mudam inteiramente. A continuidade do tema reforma poltica, portanto, mais aparente do que real.

George Avelino Filho e Glauco Peres da Silva debateram os modelos de sis-temas eleitorais. Enquanto Avelino Filho foca seu trabalho numa anlise do sistema proporcional, sua origem, as variaes entre lista aberta e fechada, e as principais crticas a ele, Silva procura analisar os diferentes incentivos que determinam o com-portamento parlamentar, bem como as diferentes consequncias sobre o sistema de representao gerados pelo tipo de sistema eleitoral adotado em cada pas. A per-gunta que norteia seu trabalho sobre como as regras eleitorais adotadas no Brasil e as propostas de alterao desse sistema afetam a representao poltica. Ambos os trabalhos terminam por analisar o sistema de voto nico no transfervel, que no Brasil se popularizou como o chamado distrito.

Vitor Marchetti e Frederico Almeida discutem os impactos das decises tomadas na esfera judicial sobre a vida eleitoral e poltica do pas. Marchetti se debrua sobre o papel do Tribunal Superior Eleitoral nas mudanas das regras eleitorais definidas ao largo do parlamento. O autor mostra como as principais mudanas pelas quais passaram os sistemas partidrio e eleitoral brasileiro nos ltimos anos tm como lcus de deciso o Judicirio e no o Legislativo a arena esperada para essas mudanas acontecer. A adoo da verticalizao nas eleies

Editorial12

de 2002 e 2006, a no implementao da clusula de desempenho, a proibio do financiamento de pessoas jurdicas a campanhas eleitorais, o nmero de cadeiras em disputa nas Cmaras Municipais e a fidelidade partidria so exemplos de decises judiciais muitas vezes tomadas revelia da vontade dos legisladores que tm afetado a competio poltica. Almeida se dedica ao processo de seleo de juzes e composio dos tribunais. Segundo o autor, a importncia das deci-ses tomadas na Corte Constitucional brasileira torna necessrio entender como se d o processo de seleo e nomeao dos juzes. O autor compara o processo brasileiro com o processo estadunidense.

Por fim, Bruno Wilhelm Speck fala sobre tema espinhoso, o financiamento poltico, mais especificamente o financiamento de campanhas eleitorais. Ainda que o Supremo Tribunal Federal tenha decidido, em setembro de 2015, que contri-buies de pessoas jurdicas so inconstitucionais, esse debate est longe de che-gar ao fim. Speck faz um levantamento histrico dos modelos de financiamento adotados no Brasil e compara com os modelos escolhidos por outros pases.

No prximo nmero a Revista Parlamento e Sociedade apresenta a segunda parte do Dossi Reforma Poltica, abordando temas como a crise da represen-tao poltica, as formas de organizao dos partidos polticos, a representao de mulheres e grupos raciais nos parlamentos e mecanismos de incentivo ao aumento da participao cidad nas atividades polticas.

Esperamos que a leitura dos artigos seja to enriquecedora e prazerosa como foram os debates que deram origem a eles.

Conselho Editorial

Dossi

Reforma Poltica

primeira parte

Rev. Parlamento e Sociedade, So Paulo, v. 3, n. 4, p. 13-24, jan./jun. 2015

Reforma Poltica: o longo debate

Fernando Limongi1

Resumo

Reforma poltica um tema que est sempre em voga, e no s no Brasil. Por aqui ela ganhou fora maior nos debates aps a instituio das eleies diretas reguladas pela Constituio Federal de 1988 e do modelo democrtico eleitoral vigente. A presente anlise destrincha as questes que giram em torno do tema e suas implicaes. Para isso, explora as propostas especficas que acompanham o debate e as novas demandas sociais, problematizando, em um aspecto geral, a discrepncia da prpria aplicao prtica dessas propostas.

O longo caminho

Este texto, uma verso modificada da palestra feita na abertura do Ciclo de Debates sobre Reforma Poltica promovido pela Cmara Municipal, tem um objetivo simples e direto: procura ser to-somente uma introduo. Trata-se da abertura de um ciclo de conferncias e debates sobre os caminhos da reforma. Sero 13 sesses, cada uma delas voltada a um tema especfico.

Antes de mais nada, portanto, cabe registrar meus agradecimentos ao con-vite feito e a distino que me foi conferida de abrir este ciclo. Agradeo imen-samente o convite. Agradeo especialmente