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  • UNIVERSIDADE CEUMA CURSO DE GRADUAO EM ENGENHARIA CIVIL

    PR-REITORIA DE GRADUAO

    TURMA: 670431

    EQUIPE: 01

    SEMINRIO SOBRE EPS Concreto Leve

    NOME Visto/Nota

    1. Aline Cristina Torres dos Santos 2. Andressa Oliveira Nascimento 3. Carlos Alberto R. Mesquita Filho 4. Deyse Correa Lima 5. Felipe Correia Magalhes 6. Hellson Lucas A. do Nascimento 7. Jairo Souza Rodrigues 8. Joo Luiz Ramos Teixeira Junior 9. Ldia do Nascimento Nery 10. Luis Gustavo Oliveira 11. Luiz Gabriel dos Santos Fialho 12. Max Welley Oliveira

    So Lus

    Maio 2014

  • SEMINRIO DE CINCIA DOS MATERIAIS UNIVERSIDADE CEUMA PRO-REITORIA DE GRADUAO ENGENHARIA CIVIL

    EPS Concreto Leve

    Aline Cristina Torres dos Santos Andressa Oliveira Nascimento Carlos Alberto R. Mesquita Filho Deyse Correa Lima Felipe Correia Magalhes Hellson Lucas A. do Nascimento Jairo Souza Rodrigues Joo Luiz Ramos Teixeira Junior Ldia do Nascimento Nery Luis Gustavo Oliveira Luiz Gabriel dos Santos Fialho Max Welley Oliveira

    Universidade CEUMA, email da turma: engenhariacivilceuma@hotmail.com

    Resumo: No campo da construo civil, a reutilizao de resduos diversos como matria-prima de vrios materiais

    vem ganhando espao. Neste contexto, o presente trabalho teve o objetivo de estudar a viabilidade da reutilizao de

    resduos de EPS na produo de concreto leve, em substituio parcial ao agregado grado convencional. Foram

    moldados, sistematicamente, 10 corpos-de-prova cilndricos de dimenses 10x20cm (dimetro e altura,

    respectivamente), desses corpos-de-prova, todas as amostras foram submetidas a ensaio de resistncia compresso e

    somente 5 ao ensaio de absoro de gua. Os resultados permitiram uma comparao entre a resistncia compresso

    do concreto leve de EPS com outros tipos de concretos, a saber: fibrocimento, EPS e PET. Comparando a resistncia a

    compresso, procurando comprovar que o EPS, apresenta considervel resistncia compresso podendo ser usado

    em qualquer ramo da construo convencional que no exija grandes esforos. Apesar de o concreto leve custar mais

    que o concreto de peso normal, a estrutura pode custar menos como resultado da reduo do peso prprio e do custo

    menor para fundaes. As principais vantagens tcnicas trazidas pelo uso de resduos de EPS so as seguintes:

    possibilidade da produo de peas de concreto mais leves, resistncia ao fogo, boa resistncia compresso e

    capacidade isolante e trmica. A finalidade desta pesquisa a produo e analise de concreto leve para produo de

    blocos de vedao, utilizando EPS (isopor) na composio de concreto leve, em substituio parcial ao agregado

    grado comumente usado em sua confeco, atendendo s exigncias tcnicas previstas em normas da ABNT

    (Associao Brasileira de Normas Tcnicas). Analisando ensaios tcnicos, possibilitando a avaliao das suas

    propriedades, respeitando os padres mnimos de desempenho. Podendo concluir que vivel a reutilizao de

    resduos de EPS como material constituinte do concreto, destacando-se suas vantagens tcnicas e solues ambientais

    advindas de sua reutilizao para tal finalidade.

    Palavras-chave: Concreto leve, Blocos de vedao, Eps, Ensaios Tecnicos.

    1. INTRODUO

    Nas obras de concreto, o peso prprio representa uma grande parcela das aes totais na estrutura, e a reduo da massa especfica torna-se de grande interesse. Assim o concreto leve apresentado atualmente como um material de construo utilizado em todo o mundo, com aplicao em diversas reas da construo civil.

    A ampla utilizao desse material deve-se especialmente aos benefcios promovidos pela diminuio de sua massa especfica, como a reduo de esforos na estrutura e na infraestrutura das edificaes, a economia com frmas e cimbramentos, pela reduo das solicitaes, em comparao com concretos convencionais, bem como a diminuio dos custos com transporte e montagem de construes pr-fabricadas, pela reduo no peso dos materiais manuseados e aumento da produtividade.

    Atualmente, o concreto leve de EPS empregado em situaes que no objetivam funo estrutural, uma vez que a norma no prev sua aplicao para tal finalidade. Sendo assim, utilizado na fabricao de blocos para vedao, regularizao de superfcies, envelopamento de tubulaes, isolante trmico, entre outros.

  • Sem i n r i o de C i nc i a d o s M a t e r i a i s do c ur s o d e E n ge n h ar i a C i v i l d a U n i v e r s i d a d e C e um a.

    A aplicao do poliestireno expandido (EPS) na construo civil est cada vez maior, para diversos casos, devido

    sua baixa densidade, resistncia a fogo, boa resistncia compresso e capacidade de isolamento trmico. O volume de resduos de EPS gerado vem se constituindo em grande preocupao, buscando-se possveis aplicaes deste material em concretos e argamassas, verificando as alteraes nas propriedades e apresentando possibilidade de utilizao como concreto para contra piso e blocos de argamassa com ou sem funo estrutural.

    2. REVISO BIBLIOGRFICA

    2.1. EPS

    O Poliestireno Expandido (EPS) e uma espuma formada a partir de derivados de petrleo. E um plstico celular rgido, onde seu produto final so perolas de at 3 milmetros de dimetro que sofrem expanso em at 50 vezes do seu tamanho original.

    EPS e a sigla internacional do Poliestireno Expandido, de acordo com a definio da norma DIN ISSO-1043/78. O Material foi descoberto em 1949 pelos qumicos Fritz Stastny e Karl Buchholz, quando trabalhavam nos laboratrios da Basf, na Alemanha. No Brasil, e mais conhecido como isopor, marca registrada da Knauf que designa, comercialmente, os produtos de poliestireno expandido vendidos por esta empresa. (ABRAPEX, 2006, p. 7).

    O Poliestireno Expandido apresenta em seu volume at 98% de ar e 2% de poliestireno. Conforme a ABRAPEX (2006), em 1 de EPS existem cerca de 70 milhes de clulas fechadas e cheias de ar.

    O EPS apresenta algumas vantagens na construo civil, dentre elas se destacam o isolamento trmico, a durabilidade, a dilatao trmica, a impermeabilidade, a higiene e a facilidade de manuseio com relao a diversos materiais de construo. O exemplo de sua utilizao nas lajes pr-moldadas, em que substituem as tavelas cermicas, reduzindo custos no somente com sua fcil aplicao, mas tambm nas cargas verticais na estrutura da obra.

    A Associao Brasileira de Poliestireno Expandido ABRAPEX (2006) define o EPS como um plstico celular rgido, resultado da polimerizao do estireno em gua, como agente expansor. Para a transformao do EPS, emprega-se o pentano, um hidrocarboneto que se deteriora rapidamente pela reao fotoqumica gerada pelos raios solares, o que no compromete o meio ambiente. A molcula de EPS mostrada na Figura 1 (ABRAPEX, 2007). Outros aditivos tambm podem ser adicionados a esse procedimento para o melhoramento das propriedades do EPS. O produto final so prolas de at 3 milmetros de dimetro, que se destinam expanso.

    Figura 1 Molcula de EPS

    Segundo Luiz Molina Luz (2007) o processo de transformao fsica se divide em trs etapas: 1. A pr-expanso: A expanso do poliestireno (PS) expansvel efetuada numa primeira fase num pr-expansor atravs de

    aquecimento por contato com vapor de gua. O agente de expanso incha o PS para um volume cerca de 50 vezes maior do original. Da resulta um granulado de partculas de isopor constitudas por pequenas clulas fechadas, que armazenado para estabilizao.

    2. O armazenamento intermedirio: O armazenamento necessrio para permitir a posterior transformao do isopor. Durante esta fase de

    estabilizao, o granulado de isopor arrefece o que cria uma depresso no interior das clulas. Ao longo deste processo o espao dentro das clulas preenchido pelo ar circundante.

    3. A moldagem: O granulado estabilizado introduzido em moldes e novamente exposto a vapor de gua, o que provoca a soldadura

    do mesmo; assim obtm-se um material expandido, que rijo e contm uma grande quantidade de ar. Os produtos finais de EPS so inodoros, no contaminam o solo, gua e ar, so 100% reaproveitveis e reciclveis e

    podem voltar condio de matria-prima. O poliestireno expandido no serve de alimento a nenhum ser vivo, inclusive microrganismos, portanto no atrai cupins nem apodrece. (ABRAPEX, 2006)

    O EPS produzido em duas verses: Classe P, no retardante chama, e Classe F, retardante chama. Tambm dividido em 3 grupos de massa especfica aparente: I - de 13 a 16 kg/m3, II - de 16 a 20 kg/m3, III - de 20 a 25 kg/m3. (ABRAPEX, 2006).

    Na Tab. (1) so mostradas as caractersticas exigveis para o EPS de acordo com a norma NBR 11752 (ABNT, 1993).

  • Sem i n r i o de C i nc i a d o s M a t e r i a i s do c ur s o d e E n ge n h ar i a C i v i l d a U n i v e r s i d a d e C e um a.

    Tabela 1. Fonte: http://www.abrapex.com.br/02Caracter.html (2008).

    2.2. Poliestireno Expandido na Construo Civil

    Esse material ganhou nos ltimos 35 anos uma posio estvel na construo de edifcios, no apenas por suas

    caractersticas isolantes, mas tambm por sua leveza, resistncia, facilidade de trabalhar e baixo custo. Atualmente, suas vantagens podem ser conferidas no apenas em lajes e miolos de parede, mas tambm em

    detalhes decorativos de fachadas, na fabricao de concreto leve e, especialmente, na fundao de estradas. 2.3. Resistncia do Concreto EPS

    Os concretos leves so conhecidos pelo seu reduzido peso especficos e elevada capacidade de isolamento trmico e

    acstico. Com grande versatilidade de aplicaes, utilizado em obras de pequeno a grande porte. Embora os mais utilizados sejam os concretos celulares, existem inmeras vantagens na utilizao do Poliestireno Expandido (EPS), conhecido popularmente como Isopor, e foi inserido na construo civil para garanti