enem amarela 2005

Download Enem amarela 2005

Post on 07-Jul-2015

275 views

Category:

Education

2 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1. MINISTRIO DA EDUCAO Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira EXAME NACIONAL DO ENSINO MDIO 2005 PROVA 1 - AMARELA LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUES 01. Voc deve receber do fiscal o material abaixo: a) este CADERNO, com a proposta de redao e 63 questes objetivas, sem repeties ou falhas; b) 1 CARTO-RESPOSTA destinado marcao das respostas da parte objetiva da prova; c) 1 FOLHA DE REDAO para desenvolvimento da redao. 02. Verifique se este material est em ordem, se o seu nome e nmero de inscrio conferem com os que aparecem: a) no CARTO-RESPOSTA; b) na FOLHA DE REDAO; e se a cor de seu CADERNO DE QUESTES coincide com a mencionada no alto da capa e nos rodaps de cada pgina. Caso contrrio, notifique IMEDIATAMENTE o fiscal. 03. Aps a conferncia, o participante dever assinar, nos espaos prprios: a) do CARTO-RESPOSTA; e b) da FOLHA DE REDAO; utilizando, preferivelmente, caneta esferogrfica de tinta preta. 04. No CARTO-RESPOSTA, a marcao das letras, correspondentes s respostas de sua opo, deve ser feita preenchendo todo o espao compreendido no crculo, a lpis preto n 2 ou caneta esferogrfica de tinta preta, com um trao contnuo e denso. A LEITORA TICA sensvel a marcas escuras. Portanto, preencha os campos de marcao completamente, sem deixar claros. 05. No CARTO-RESPOSTA, o participante dever assinalar tambm, no espao prprio, o gabarito correspondente cor de sua prova (1Amarela; 2Azul; 3Branca ou 4Rosa). Se assinalar um gabarito que no corresponda cor de sua prova ou deixar de assinal-lo, sua prova objetiva ser anulada. 06. Tenha muito cuidado com o CARTO-RESPOSTA e com a FOLHA DE REDAO para no DOBRAR, AMASSAR, ou MANCHAR. O CARTO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAO SOMENTE podero ser substitudos caso estejam danificados na BARRA DE RECONHECIMENTO PARA LEITURA TICA. 07. Para cada uma das questes so apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); s uma responde adequadamente ao quesito proposto. Voc deve assinalar apenas UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUESTO. A marcao em mais de uma alternativa anula a questo, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS ESTEJA CORRETA. 08. As questes so identificadas pelo nmero que se situa acima e esquerda de seu enunciado. 09. SER EXCLUDO DO EXAME o participante que: a) se utilizar, durante a realizao da prova, de mquinas e/ou de relgios de calcular, bem como de rdios gravadores, de headphones, de telefones celulares ou de fontes de consulta de qualquer espcie; b) se ausentar da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTES e/ou o CARTO-RESPOSTA e/ou a FOLHA DE REDAO; c) deixar de assinalar corretamente o gabarito correspondente cor de sua prova. 10. Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu CARTO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaes assinaladas no CADERNO DE QUESTES NO SERO LEVADOS EM CONTA. 11. Quando terminar, entregue ao fiscal este CADERNO DE QUESTES, o CARTO-RESPOSTA, a FOLHA DE REDAO e ASSINE A LISTA DE PRESENA. 12. O TEMPO DISPONVEL PARA ESTA PROVA, INCLUINDO A REDAO, DE CINCO HORAS. Recomendamos que voc no ultrapasse o perodo de uma hora e meia para elaborar sua redao. 13. Por motivos de segurana, voc somente poder se ausentar do recinto de prova aps decorridas 2 horas do incio da mesma. Caso permanea na sala, no mnimo, 4 horas aps o incio da prova, voc poder levar este CADERNO DE QUESTES. PROVA 1 - AMARELA

2. ENEM 2005 PROPOSTA DE REDAO Leia com ateno os seguintes textos: IBGE (O Globo. Megazine, 11/05/2004.) A crueldade do trabalho infantil um pecado social grave em nosso Pas. A dignidade de milhes de crianas brasileiras est sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que no lhes so reconhecidos: por culpa do poder pblico, quando no atua de forma prioritria e efetiva, e por culpa da famlia e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrncia da postura individualista que caracteriza os regimes sociais e polticos do capitalismo contemporneo, sem ptria e sem contedo tico. (Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil. Dirio de Natal. 21/10/2000.) Submetidas aos constrangimentos da misria e da falta de alternativas de integrao social, as famlias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. H um investimento no carter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqentes, ameaa que parece estar cada vez mais prxima das portas das casas. (Joel B. Marin. O trabalho infantil na agricultura moderna. www.proec.ufg.br.) Art. 4o. dever da famlia, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Pblico assegurar, com absoluta prioridade, a efetivao dos direitos referentes vida, sade, alimentao, educao, ao esporte, ao lazer, profissionalizao, cultura, dignidade, ao respeito, liberdade e convivncia familiar e comunitria. (Estatuto da Criana e do Adolescente. Lei n 8.069, de 13 de julho de 1990.) o Com base nas idias presentes nos textos acima, redija uma dissertao sobre o tema: O trabalho infantil na realidade brasileira. Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexes feitas ao longo de sua formao. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opinies para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos. Observaes: Seu texto deve ser escrito na modalidade padro da lngua portuguesa. O texto no deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrao. O texto deve ter, no mnimo, 15 (quinze) linhas escritas. A redao deve ser desenvolvida na folha prpria e apresentada a tinta. O rascunho pode ser feito na ltima folha deste Caderno. PROVA - AMARELA - 2 3. ENEM 2005 PARTE OBJETIVA ANTES DE MARCAR SUAS RESPOSTAS, ASSINALE, NO ESPAO PRPRIO DO CARTO-RESPOSTA, A COR DE SEU CADERNO DE QUESTES. CASO CONTRRIO, AS QUESTES DA PARTE OBJETIVA DA SUA PROVA SERO ANULADAS. As questes 1 e 2 referem-se ao poema. A DANA E A ALMA A DANA? No movimento, sbito gesto musical. concentrao, num momento, da humana graa natural. No solo no, no ter pairamos, nele amaramos ficar. A dana no vento nos ramos: seiva, fora, perene estar. Um estar entre cu e cho, novo domnio conquistado, onde busque nossa paixo libertar-se por todo lado... Onde a alma possa descrever suas mais divinas parbolas sem fugir forma do ser, por sobre o mistrio das fbulas. (Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 366.) 1 A definio de dana, em linguagem de dicionrio, que mais se aproxima do que est expresso no poema (A) (B) (C) (D) (E) a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicao e afirmao do homem em todos os momentos de sua existncia. a forma de expresso corporal que ultrapassa os limites fsicos, possibilitando ao homem a liberao de seu esprito. a manifestao do ser humano, formada por uma seqncia de gestos, passos e movimentos desconcertados. o conjunto organizado de movimentos do corpo, com ritmo determinado por instrumentos musicais, rudos, cantos, emoes etc. o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivduo e, por conseqncia, ao seu desenvolvimento intelectual e sua cultura. 2 O poema A Dana e a Alma construdo com base em contrastes, como movimento e concentrao. Em uma das estrofes, o termo que estabelece contraste com solo : (A) ter. (B) seiva. (C) cho. (D) paixo. (E) ser. 3 Leia os textos abaixo: I - A situao de um trabalhador Paulo Henrique de Jesus est h quatro meses desempregado. Com o Ensino Mdio completo, ou seja, 11 anos de estudo, ele perdeu a vaga que preenchia h oito anos de encarregado numa transportadora de valores, ganhando R$800,00. Desde ento, e com 50 currculos j distribudos, s encontra oferta para ganhar R$300,00, um salrio mnimo. Ele aceitou trabalhar por esse valor, sem carteira assinada, como garom numa casa de festas para fazer frente s despesas. (O Globo, 20/07/2005.) II - Uma interpretao sobre o acesso ao mercado de trabalho Atualmente, a baixa qualificao da mo-de-obra um dos responsveis pelo desemprego no Brasil. A relao que se estabelece entre a situao (I) e a interpreta o (II) e a razo para essa relao aparece em: (A) (B) (C) (D) (E) II explica I - Nos nveis de escolaridade mais baixos h dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. I refora II - Os avanos tecnolgicos da Terceira Revoluo Industrial garantem somente o acesso ao trabalho para aqueles de formao em nvel superior. I desmente II - O mundo globalizado promoveu desemprego especialmente para pessoas entre 10 e 15 anos de estudo. II justifica I - O desemprego estrutural leva a excluso de trabalhadores com escolaridade de nvel mdio incompleto. II complementa I - O longo perodo de baixo crescimento econmico acirrou a competio, e pessoas de maior escolaridade passam a aceitar funes que no correspondem a sua formao. PROVA - AMARELA - 3 4. ENEM 2005 4 Leia as caractersticas geogrficas dos pases X e Y. Pas X - desenvolvido - pequena dimenso territorial - clima rigoroso com congelamento de alguns rios e portos - intensa urbanizao - auto-suficincia de petrleo Pas Y - subdesenvolvido - grande dimenso territorial - ausncia de problemas climticos, rios caudalosos e extenso litoral - concentrao populacional e econmica na faixa litornea - exportador de produtos primrios de baixo valor agregado A partir da anlise dessas caractersticas adequado priorizar as diferentes modalidades de transporte de carga, na seguinte ordem: (A) (B) (C) (D) (E) pas X rodovirio, ferrovirio e aquavirio. pas Y rodovirio, ferrovirio e aquavirio. pas X aquavirio, ferrovirio e rodovirio. pas Y rodovirio, aquavirio e ferrovirio. pas X ferrovirio, aquavirio e rodovirio. 5 Um professor apresentou os mapas ao lado numa aula sobre as implicaes da formao das fronteiras no continente africano. Com base na aula e na observao dos mapas, os alunos fizeram trs afirmativas: I- A brutal difere