enem 2015 - caderno branco - sbado

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ENEM 2015 - Caderno Branco - Sábado

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  • A COR DA CAPA DO SEU CADERNO DE QUESTES ROSA. MARQUE-A EM SEU CARTO-RESPOSTA.

    PROVA DE CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIASPROVA DE CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS

    Levo o meu rumo na minha mo.

    LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES SEGUINTES:

    1. Este CADERNO DE QUESTES contm 90 questes numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira:

    a) as questes de nmero 1 a 45 so relativas rea de Cincias Humanas e suas Tecnologias;

    b) as questes de nmero 46 a 90 so relativas rea de Cincias da Natureza e suas Tecnologias.

    2. &RQUD VH R VHX &$'(512 '( 48(67(6 FRQWpP Dquantidade de questes e se essas questes esto na ordem mencionada na instruo anterior. Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer divergncia, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providncias cabveis.

    3. Para cada uma das questes objetivas, so apresentadas 5 opes. Apenas uma responde corretamente questo.

    4. O tempo disponvel para estas provas de quatro horas e trinta minutos.

    5. 5HVHUYHRVPLQXWRVQDLVSDUDPDUFDUVHXCARTO-RESPOSTA.Os rascunhos e as marcaes assinaladas no CADERNO DE QUESTES no sero considerados na avaliao.

    6. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTES e o CARTO-RESPOSTA.

    7. Voc poder deixar o local de prova somente aps decorridas duas horas do incio da aplicao e poder levar seu &$'(512'(48(67(6DRGHL[DUHPGHQLWLYRDVDODGHprova nos 30 minutos que antecedem o trmino das provas.

    EXAME NACIONAL DO ENSINO MDIO

    ATENO: transcreva no espao apropriado do seu CARTO-RESPOSTA, FRPVXDFDOLJUDDXVXDOFRQVLGHUDQGRDVOHWUDVPDL~VFXODVHPLQ~VFXODVDVHJXLQWHIUDVH

    Ministrioda Educao

    1 DIACADERNO

    4ROSA2015

    *ROSA75SAB1*

  • CH - 1 dia | Caderno 4 - ROSA - Pgina 2

    2015*ROSA75SAB2*

    CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIASQuestes de 1 a 45

    QUESTO 01

    A casa de Deus, que acreditam una, est, portanto, dividida em trs: uns oram, outros combatem, outros, HQP WUDEDOKDP(VVDV WUrV SDUWHV TXH FRH[LVWHPQmRsuportam ser separadas; os servios prestados por uma so a condio das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se de aliviar o conjunto... Assim a lei pode triunfar e o mundo gozar da paz.

    ALDALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de textos histricos medievais. Lisboa: S da Costa, 1981.

    A ideologia apresentada por Aldalberon de Laon foi produzida durante a Idade Mdia. Um objetivo de tal ideologia e um processo que a ela se ops esto indicados, respectivamente, em:

    A -XVWLFDUDGRPLQDomRHVWDPHQWDOUHYROWDVFDPSRQHVDV

    B 6XEYHUWHUDKLHUDUTXLDVRFLDOFHQWUDOL]DomRPRQiUTXLFD

    C ,PSHGLUDLJXDOGDGHMXUtGLFDUHYROXo}HVEXUJXHVDV

    D &RQWURODUDH[SORUDomRHFRQ{PLFDXQLFDomRPRQHWiULD

    E 4XHVWLRQDUDRUGHPGLYLQD5HIRUPD&DWyOLFD

    QUESTO 02

    A lngua de que usam, por toda a costa, carece de trs letras; convm a saber, no se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim no tm F, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desordenadamente, sem terem alm disto conta, nem peso, nem medida.

    GNDAVO, P. M. A primeira histria do Brasil: histria da provncia de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004 (adaptado).

    A observao do cronista portugus Pero de Magalhes de Gndavo, em 1576, sobre a ausncia das letras F, L e R na lngua mencionada, demonstra a

    A simplicidade da organizao social das tribos brasileiras.

    B dominao portuguesa imposta aos ndios no incio da colonizao.

    C superioridade da sociedade europeia em relao sociedade indgena.

    D incompreenso dos valores socioculturais indgenas pelos portugueses.

    E GLFXOGDGH H[SHULPHQWDGD SHORV SRUWXJXHVHV QRaprendizado da lngua nativa.

    QUESTO 03

    O principal articulador do atual modelo econmico chins argumenta que o mercado s um instrumento econmico, que se emprega de forma indistinta tanto no capitalismo como no socialismo. Porm os prprios chineses j esto sentindo, na sua sociedade, o seu real significado: o mercado no algo neutro, ou um instrumental tcnico que possibilita sociedade XWLOL]iOR SDUD D FRQVWUXomRH HGLFDomRGR VRFLDOLVPREle , ao contrrio do que diz o articulador, um instrumento do capitalismo e inerente sua estrutura como modo de produo. A sua utilizao est levando a uma polarizao da sociedade chinesa.

    OLIVEIRA, A. A Revoluo Chinesa. Caros Amigos, 31 jan. 2011 (adaptado).

    No texto, as reformas econmicas ocorridas na China so colocadas como antagnicas construo de um pas socialista. Nesse contexto, a caracterstica fundamental do socialismo, qual o modelo econmico chins atual se contrape a

    A desestatizao da economia.B instaurao de um partido nico.C manuteno da livre concorrncia.D formao de sindicatos trabalhistas.E extino gradual das classes sociais.

    QUESTO 04

    $Wp R P GH TXDVH PLOK}HV GH SHVVRDVperderam suas casas e outros 4 milhes corriam o risco de ser despejadas. Os valores das casas despencaram em quase todos os EUA e muitas famlias acabaram devendo mais por suas casas do que o prprio valor do imvel. Isso desencadeou uma espiral de execues hipotecrias que diminuiu ainda mais os valores das FDVDV(P&OHYHODQGIRLFRPRVHXP.DWULQDQDQFHLURatingisse a cidade. Casas abandonadas, com tbuas em janelas e portas, dominaram a paisagem nos bairros pobres, principalmente negros. Na Califrnia, tambm se HQOHLUDUDPFDVDVDEDQGRQDGDV

    HARVEY, D. O enigma do capital. So Paulo: Boitempo, 2011.

    Inicialmente restrita, a crise descrita no texto atingiu propores globais, devido ao()

    A superproduo de bens de consumo.B colapso industrial de pases asiticos.C interdependncia do sistema econmico.D isolamento poltico dos pases desenvolvidos.E DXVWHULGDGHVFDOGRVSDtVHVHPGHVHQYROYLPHQWR

  • CH - 1 dia | Caderno 4 - ROSA - Pgina 3

    2015 *ROSA75SAB3*

    QUESTO 05

    %5$6,/0LQLVWpULRGR0HLR$PELHQWH,%*(Biomas. 2004 (adaptado).

    No mapa esto representados os biomas brasileiros que, em funo de suas caractersticas fsicas e do modo de ocupao do territrio, apresentam problemas ambientais distintos. Nesse sentido, o problema ambiental destacado no mapa indica

    A GHVHUWLFDomRGDViUHDVDIHWDGDVB poluio dos rios temporrios.C queimadas dos remanescentes vegetais.D desmatamento das matas ciliares.E contaminao das guas subterrneas.

    QUESTO 06

    Dominar a luz implica tanto um avano tecnolgico quanto uma certa liberao dos ritmos cclicos da natureza, com a passagem das estaes e as alternncias de dia e noite. Com a iluminao noturna, a escurido vai cedendo lugar claridade, e a percepo temporal comea a se pautar pela marcao do relgio. Se a luz invade a noite, perde sentido a separao tradicional entre trabalho e descanso todas as partes do dia podem ser aproveitadas produtivamente.

    SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Cear; Secult-CE, 2001 (adaptado).

    Em relao ao mundo do trabalho, a transformao apontada no texto teve como consequncia aA melhoria da qualidade da produo industrial.B reduo da oferta de emprego nas zonas rurais.C permisso ao trabalhador para controlar seus prprios

    horrios.D diminuio das exigncias de esforo no trabalho

    com mquinas.E ampliao do perodo disponvel para a jornada

    de trabalho.

    QUESTO 07

    Apesar de seu disfarce de iniciativa e otimismo, o homem moderno est esmagado por um profundo sentimento GH LPSRWrQFLD TXH R ID] ROKDU [DPHQWH H FRPR TXHparalisado, para as catstrofes que se avizinham. Por isso, desde j, saliente-se a necessidade de uma permanente atitude crtica, o nico modo pelo qual o homem realizar sua vocao natural de integrar-se, superando a atitude do simples ajustamento ou acomodao, apreendendo temas e tarefas de sua poca.

    FREIRE, P. Educao como prtica da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.

    3DXOR)UHLUHGHIHQGHTXHDVXSHUDomRGDVGLFXOGDGHVHa apreenso da realidade atual ser obtida pelo(a)

    A desenvolvimento do pensamento autnomo.B REWHQomRGHTXDOLFDomRSURVVLRQDOC resgate de valores tradicionais. D realizao de desejos pessoais.E aumento da renda familiar.

    QUESTO 08

    AMARILDO. Disponvel em: www.amarildo.com.br. Acesso em: 3 mar. 2013.

    Na charge h uma crtica ao processo produtivo agrcola brasileiro relacionada ao

    A elevado preo das mercadorias no comrcio.B aumento da demanda por produtos naturais.C crescimento da produo de alimentos.D hbito de adquirir derivados industriais. E uso de agrotxicos nas plantaes.

  • CH - 1 dia | Caderno 4 - ROSA - Pgina 4

    2015*ROSA75SAB4*

    QUESTO 09

    Trasmaco estava impaciente porque Scrates e os seus amigos presumiam que a justia era algo real e importante. Trasmaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer s regras da sua sociedade. No entanto, essas regras no passavam de invenes humanas.

    RACHELS, J. 3UREOHPDVGDORVRD. Lisboa: Gradiva, 2009.

    2VRVWD7UDVtPDFRSHUVRQDJHPLPRUWDOL]DGRQRGLiORJRA Repblica, de Plato, sustentava que a correlao entre justia e tica resultado de

    A determinaes biolgicas impregnadas na natureza humana.

    B verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.

    C mandamentos divinos inquestionveis legados das tradies antigas.

    D convenes sociais resultantes de interesses humanos contingentes.

    E sentimentos experimentados diante de determinadas atitudes humanas.

    QUESTO 10

    Em sociedade de origens to nitidamente personalistas como a nossa, compreensvel que os simples vnculos de pessoa a pessoa, independentes e at exclusivos de qualquer tendncia para a cooperao autntica entre os indivduos, tenham sido quase sempre os mais decisivos. As agregaes e relaes pessoais, embora por vezes precrias, e, de outro lado, as lutas entre faces, entre famlias, entre regionalismos, fazi