enem 2007 branca

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  • 1. 1 Confira se, alm deste CADERNO DE QUESTES, que contm a proposta de redao e 63 questes objetivas, voc recebeu o seguinte material: a) CARTO-RESPOSTA destinado marcao das respostas da parte objetiva da prova; b) FOLHA DE REDAO para elaborao da redao proposta. 2 Verifique se o seu nome e o nmero de sua inscrio conferem com os que aparecem no CARTO-RESPOSTA e na FOLHA DE REDAO e se a cor de seu CADERNO DE QUESTES coincide com a indicada nesta capa e no rodap de cada pgina. Em caso de divergncia, notifique imediatamente o fiscal. 3 Aps a conferncia, assine seu nome nos espaos prprios do CARTO-RESPOSTA e da FOLHA DE REDAO, utilizando caneta esferogrfica, de preferncia, de tinta preta. 4 No CARTO-RESPOSTA, marque, para cada questo, a letra correspondente opo escolhida para a resposta, preenchendo todo o espao compreendido no crculo, a lpis preto n. 2 ou caneta esferogrfica de tinta preta. Preencha os campos de marcao completamente, sem deixar espaos em branco. 5 No CARTO-RESPOSTA, marque, no espao prprio, a opo correspondente cor de sua prova: 1 Amarela; 2 Azul; 3 Branca; 4 Rosa. Se voc assinalar mais de uma opo de cor ou deixar todos os campos em branco, sua prova objetiva ser anulada. 6 No dobre, no amasse nem manche o CARTO- RESPOSTA ou a FOLHA DE REDAO. Eles somente podero ser substitudos caso estejam danificados na barra de reconhecimento para leitura ptica. 7 Para cada uma das questes objetivas, so apresentadas 5 opes, identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas uma responde adequadamente questo. Voc deve, portanto, assinalar apenas uma opo em cada questo. A marcao em mais de uma opo anula a questo, mesmo que uma das respostas esteja correta. 8 O tempo disponvel para esta prova, includo o de elaborao da redao, de cinco horas. Recomenda-se que voc no ultrapasse o perodo de uma hora e meia para elaborar sua redao. O inscrito com necessidades educacionais especiais que, por esse motivo, necessita de maior tempo para a realizao de suas atividades escolares dispor de 1 (uma) hora a mais para fazer a sua prova, desde que tenha comunicado previamente a sua necessidade ao INEP. 9 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaes assinaladas no CADERNO DE QUESTES no sero considerados na avaliao. 10 Quando terminar a prova, entregue ao fiscal este CADERNO DE QUESTES, o CARTO-RESPOSTA, a FOLHA DE REDAO e assine a LISTA DE PRESENA. 11 Voc somente poder deixar o local de prova aps decorridas 2 horas do incio da aplicao da prova. Caso permanea na sala por, no mnimo, 4 horas aps o incio da prova, voc poder levar este CADERNO DE QUESTES. 12 Voc ser excludo do exame caso: a) utilize, durante a realizao da prova, mquinas e(ou) relgios de calcular, bem como rdios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espcie; b) ausente-se da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTES, antes do prazo estabelecido, e(ou) o CARTO-RESPOSTA e(ou) a FOLHA DE REDAO; c) deixe de assinalar corretamente o campo do CARTO- RESPOSTA correspondente cor de sua prova. CONSRCIO CESGRANRIO-CESPE(UnB) LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES SEGUINTES. PROVA 3 BRANCA EXAME NACIONAL DO ENSINO MDIO Ministrio da Educao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira (INEP)

2. E N E M 2 0 0 7 PROVA 3 BRANCA PGINA 1 E N E M 2 0 0 7 Ningum = Ningum Engenheiros do Hawaii H tantos quadros na parede h tantas formas de se ver o mesmo quadro h tanta gente pelas ruas h tantas ruas e nenhuma igual a outra (ningum = ningum) me espanta que tanta gente sinta (se que sente) a mesma indiferena h tantos quadros na parede h tantas formas de se ver o mesmo quadro h palavras que nunca so ditas h muitas vozes repetindo a mesma frase (ningum = ningum) me espanta que tanta gente minta (descaradamente) a mesma mentira todos iguais, todos iguais mas uns mais iguais que os outros Uns Iguais Aos Outros Tits Os homens so todos iguais (...) Brancos, pretos e orientais Todos so filhos de Deus (...) Kaiowas contra xavantes rabes, turcos e iraquianos So iguais os seres humanos So uns iguais aos outros, so uns iguais aos outros Americanos contra latinos J nascem mortos os nordestinos Os retirantes e os jagunos O serto do tamanho do mundo Dessa vida nada se leva Nesse mundo se ajoelha e se reza No importa que lngua se fala Aquilo que une o que separa No julgue pra no ser julgado (...) Tanto faz a cor que se herda (...) Todos os homens so iguais So uns iguais aos outros, so uns iguais aos outros A cultura adquire formas diversas atravs do tempo e do espao. Essa diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compem a humanidade. Fonte de intercmbios, de inovao e de criatividade, a diversidade cultural , para o gnero humano, to necessria como a diversidade biolgica para a natureza. Nesse sentido, constitui o patrimnio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefcio das geraes presentes e futuras. UNESCO. Declarao Universal sobre a Diversidade Cultural. Todos reconhecem a riqueza da diversidade no planeta. Mil aromas, cores, sabores, texturas, sons encantam as pessoas no mundo todo; nem todas, entretanto, conseguem conviver com as diferenas individuais e culturais. Nesse sentido, ser diferente j no parece to encantador. Considerando a figura e os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte tema. OO ddeessaaffiioo ddee ssee ccoonnvviivveerr ccoomm aa ddiiffeerreennaa Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexes feitas ao longo de sua formao. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opinies para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos. Observaes: Seu texto deve ser escrito na modalidade padro da lngua portuguesa. O texto no deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrao. O texto com at 7 (sete) linhas escritas ser considerado texto em branco. O rascunho pode ser feito na ltima pgina deste Caderno. A redao deve ser passada a limpo na folha prpria e escrita a tinta. 3. E N E M 2 0 0 7 PROVA 3 BRANCA PGINA 2 E N E M 2 0 0 7 Questo 1 No s de aspectos fsicos se constitui a cultura de um povo. H muito mais, contido nas tradies, no folclore, nos saberes, nas lnguas, nas festas e em diversos outros aspectos e manifestaes transmitidos oral ou gestualmente, recriados coletivamente e modificados ao longo do tempo. A essa poro intangvel da herana cultural dos povos d-se o nome de patrimnio cultural imaterial. Internet: . Qual das figuras abaixo retrata patrimnio imaterial da cultura de um povo? A Cristo Redentor B Pelourinho C Bumba-meu-boi D Cataratas do Iguau E Esfinge de Giz Figuras extradas da Internet. Questo 2 Sobre a exposio de Anita Malfatti, em 1917, que muito influenciaria a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato escreveu, em artigo intitulado Parania ou Mistificao: H duas espcies de artistas. Uma composta dos que vem as coisas e em conseqncia fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretizao das emoes estticas, os processos clssicos dos grandes mestres. (...) A outra espcie formada dos que vem anormalmente a natureza e a interpretam luz das teorias efmeras, sob a sugesto estrbica das escolas rebeldes, surgidas c e l como furnculos da cultura excessiva. (...). Estas consideraes so provocadas pela exposio da sra. Malfatti, onde se notam acentuadssimas tendncias para uma atitude esttica forada no sentido das extravagncias de Picasso & cia. O Dirio de So Paulo, dez./1917. Em qual das obras abaixo identifica-se o estilo de Anita Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo? A Acesso a Monte Serrat Santos D Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Bosco B Vaso de Flores E A Boba C A Santa Ceia 4. E N E M 2 0 0 7 PROVA 3 BRANCA PGINA 3 E N E M 2 0 0 7 Textos para as questes 3 e 4 Texto I Agora Fabiano conseguia arranjar as idias. O que o segurava era a famlia. Vivia preso como um novilho amarrado ao mouro, suportando ferro quente. Se no fosse isso, um soldado amarelo no lhe pisava o p no. (...) Tinha aqueles cambes pendurados ao pescoo. Deveria continuar a arrast-los? Sinha Vitria dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patro invisvel, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo. Graciliano Ramos. Vidas Secas. So Paulo: Martins, 23. ed., 1969, p. 75. Texto II Para Graciliano, o roceiro pobre um outro, enigmtico, impermevel. No h soluo fcil para uma tentativa de incorporao dessa figura no campo da fico. lidando com o impasse, ao invs de fceis solues, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma linguagem, uma estrutura romanesca, uma constituio de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas no se identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda visto como um ser humano de segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente complexos. O que Vidas Secas faz , com pretenso no envolvimento da voz que controla a narrativa, dar conta de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam plenamente capazes. Lus Bueno. Guimares, Clarice e antes. In: Teresa. So Paulo: USP, n. 2, 2001, p. 254. Questo 3 A partir do trecho de Vidas Secas (texto I) e das informaes do texto II, relativas s concepes artsticas do romance social de 1930, avalie as seguintes afirmativas. I O pobre, antes tratado de forma extica e folclrica pelo regionalismo pitoresco, transforma-se em protagonista privilegiado do romance social de 30. II A incorporao do pobre e de outros marginalizados indica a tendncia da fico brasileira da dcada de 30 de tentar superar a grande distncia entre o intelectual e as camadas populares. III Graciliano Ramos