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  • LEI N 408 DE 29 DE FEVEREIRO DE 2008

    EMENTA: INSTITUI O CDIGO

    SANITRIO DO MUNICPIO DE

    ITAPERUNA-RJ.

    A Cmara Municipal de Itaperuna-RJ, aprova e eu sanciono a seguinte Lei:

    CAPTULO I

    DAS DISPOSIES PRELIMINARES

    Artigo 1 - Este cdigo estabelece normas de ordem pblica e interesse social para a

    proteo, defesa, promoo, preveno e recuperao de sade, nos termos dos Art. 6, 23 -

    item II; 30 - itens I, II, III, V, VII e VIII; 194 e 196 ao 200 da Constituio Federal, da Lei

    Federal n 8080, de 19 de setembro de 1990 (Lei Orgnica da Sade), da Lei Federal n

    8142, de 28 de dezembro de 1990; art. 18, inciso IV c/c 223.

    Artigo 2 - Pela interdependncia do seu contedo e do desenvolvimento de suas aes, a

    Vigilncia Sanitria, a Vigilncia Epidemiolgica, a Vigilncia Ambiental e a Vigilncia

    Sade do Trabalhador so tratadas, conceitualmente neste Cdigo Sanitrio , como

    Vigilncia em Sade, implicando compromisso solidrio do Poder Pblico, do setor

    privado e da sociedade em geral na proteo e defesa da qualidade de vida.

    1 - No mbito do Municpio de Itaperuna, a atuao dos sistemas de Vigilncia

    Sanitria, de Vigilncia Epidemiolgica, Vigilncia Ambiental e de Vigilncia Sade do

    Trabalhador dar-se- de forma integrada.

    2 - A atuao administrativa de que trata este artigo ser realizada pelos rgos e

    autoridades sanitrias municipais.

    3 - Os rgos e autoridades do Poder Pblico, bem como qualquer pessoa, entidade de

    classe ou associao comunitria podero solicitar s autoridades sanitrias a adoo de

    providncias ao cumprimento do presente Cdigo.

    4 - Os rgos e autoridades sanitrias articular-se-o com autoridades e rgos de

    outras reas municipais, para a realizao e promoo de estudos e pesquisas

    interdisciplinares, a identificao de fatores potencialmente prejudiciais qualidade de

    vida e a avaliao de resultados de interesse para a sade.

    Artigo 3 - Para execuo dos objetivos definidos nesta lei, incumbe:

    I - Ao Municpio, concorrentemente com a Unio e o Estado, zelar pela promoo,

    proteo e recuperao da sade e pelo bem estar fsico, mental e social das pessoas e da

    coletividade;

    II - coletividade em geral e aos indivduos em particular, cooperar com rgos e

    entidades competentes na adoo de medidas que visem a promoo, proteo e

    recuperao da sade dos indivduos.

  • SEO I

    DAS COMPETNCIAS

    Artigo 4 - Secretaria Municipal de Sade do Municpio de Itaperuna, alm de outras

    atribuies nos termos da Lei, compete:

    I - Executar servios e programas de Vigilncia Sanitria, Vigilncia Epidemiolgica,

    Vigilncia Ambiental e Vigilncia da Sade do Trabalhador;

    II - colaborar com a Unio e o Estado na execuo dos programas citados no inciso

    anterior;

    III - normatizar, em carter complementar, procedimentos para controle de qualidade de

    produtos e substncias de consumo humano;

    IV - definir as instncias e mecanismos de controle e fiscalizao das aes e servios de

    sade;

    V - expedir, nos limites de sua competncia, atos regulamentadores;

    VI - participar conjuntamente com outros rgos que tenham repercusso na sade

    individual ou coletiva;

    VII - participar na formulao da poltica de saneamento bsico.

    CAPTULO II

    SEO I

    DA VIGILNCIA SANITRIA, DA VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA E DA

    SADE DO TRABALHADOR

    Artigo 5 - Entende-se por Vigilncia Sanitria, um conjunto de aes capazes de eliminar,

    diminuir ou prevenir riscos sade e de intervir nos problemas sanitrios decorrentes do

    meio ambiente, da produo e circulao de bens e da prestao de servio de interesse da

    sade, abrangendo:

    I - O controle de bens de consumo que direta ou indiretamente, se relacionem com a sade,

    compreendidas todas as etapas e processos, da produo ao consumo;

    II - o controle da prestao de servios que se relacionam direta ou indiretamente com a

    sade;

    III - qualquer outra atividade que a critrio da Vigilncia Sanitria vier a pr em risco a

    sade individual ou coletiva.

    Artigo 6 - Entende-se por Vigilncia Epidemiolgica um conjunto de aes que

    proporcionam o conhecimento, a deteco ou preveno de qualquer mudana nos fatores

    determinantes e condicionantes de sade individual ou coletiva, com a finalidade de

    recomendar e adotar as medidas de preveno e controle das doenas ou agravos.

  • Artigo 7 - Entende-se por Sade do Trabalhador, para fins desta Lei, um conjunto de

    atividades que se destina, atravs das aes de Vigilncia Epidemiolgica e Vigilncias

    Sanitrias, promoo e proteo da sade dos trabalhadores, assim como visa

    recuperao e reabilitao da sade dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos

    advindos das condies de trabalho, abrangendo:

    I - Participao, no mbito de competncia da Secretaria Municipal de Sade, em estudos,

    pesquisas, avaliao e controle dos riscos e agravos potenciais sade existentes no

    processo de trabalho;

    II - participao, no mbito de competncia da Secretaria Municipal de Sade, da

    normatizao, fiscalizao e controle das condies de produo, extrao,

    armazenamento, transporte, distribuio e manuseio de substncias, de produtos, de

    mquinas e de equipamentos que apresentam riscos sade do trabalhador;

    III - avaliao do impacto que a tecnologia provoca sade;

    IV - participao na normatizao, fiscalizao e controle dos servios de sade do

    trabalhador nas instituies e empresas pblicas e privadas.

    Artigo 8 - Ao Municpio de Itaperuna, com a cooperao tcnica e financeira do Estado e

    da Unio, compete executar as aes de controle e fiscalizao de servios, produtos e

    estabelecimentos de interesse da sade, necessrios a garantir e promover a qualidade de

    vida de seus muncipes, podendo, para tanto, legislar complementarmente sobre aquilo que

    no lhe constitucionalmente vedado.

    Artigo 9 - Compete a Secretaria Municipal de Sade, por intermdio da Coordenadoria de

    Vigilncia Sanitria, o exerccio da Vigilncia Sanitria no Municpio.

    SEO II

    DA VIGILNCIA SANITRIA DE PRODUTOS DE INTERESSE SADE

    Artigo 10 - O rgo competente de Vigilncia Sanitria da Secretaria Municipal de Sade

    exercer o controle e a fiscalizao da produo, manipulao, armazenamento, transporte,

    distribuio, comrcio, dispensao e uso de:

    I - Drogas, medicamentos, insumos farmacuticos, correlatos, produtos biolgicos,

    dietticos e nutrientes;

    II - cosmticos, produtos de higiene, perfumaria e correlatos;

    III - sangue e hemoderivados;

    IV - saneantes domissanitrios, compreendendo inseticidas, raticidas, defensivos agrcolas,

    desinfetantes e congneres;

    V - alimento, matria prima alimentar, alimento enriquecido, alimento diettico, alimento

    de fantasia e artificial, alimento irradiado, aditivo e produto alimentcio;

  • VI - gua para o consumo humano;

    VII - produtos txicos e radioativos;

    VIII - entorpecentes que produzam dependncia, bem como das respectivas toxicomanias;

    IX - outros produtos ou substncias que interessem sade da populao.

    nico - Ficam adotadas as definies constantes da Legislao Federal e Estadual

    prprias, no que se refere aos produtos citados.

    SEO III

    DA VIGILNCIA SANITRIA DE ESTABELECIMENTOS E LOCAIS DE

    INTERESSE SADE

    Artigo 11 - A Secretaria Municipal de Sade, atravs de seu rgo de Vigilncia Sanitria,

    mediante indicao ou execuo de medidas capazes de assegurar proteo sade da

    populao, participar direta ou indiretamente, do controle e fiscalizao:

    I - Dos estabelecimentos onde se fabriquem, beneficiem, manipulem, acondicionem,

    conservem, depositem, transportem, produzam, distribuam, vendam: alimentos, produtos

    farmacuticos, cosmticos, saneantes domissanitrios e outros produtos de interesse

    sade e prestem servios que possam pr em risco a sade individual ou coletiva da

    populao;

    II - da coleta e destinao de dejetos, da coleta, transporte e destinao de lixo e refugos

    industriais;

    III - de animais sinantrpicos, vetores de doenas, e de outros animais prejudiciais ao

    homem;

    IV - das fontes de radiao ionizantes e dos resduos radioativos;

    V - dos estabelecimentos industriais e de trabalho em geral;

    VI - das habitaes e seus anexos e das construes em geral;

    VII - dos hotis, motis, penses e estabelecimentos afins, dos acampamentos e das

    estncias de repouso;

    VIII - dos logradouros em geral nas reas urbanas e zonas rurais;

    IX - dos locais de esporte e recreao e lazer, bem como dos estabelecimentos de diverso

    pblica em geral;

    X - dos estabelecimentos escolares, creches, e ensino de qualquer natureza;

    XI - dos estabelecimentos veterinrios em geral;

    XII - dos cemitrios, necrotrios, locais de velrio para uso pblico, bem como de

    inumaes, exumaes, transladaes e cremaes;

  • XIII - de hospitais, maternidades, postos de atendimento de urgncia, ambulatrios,

    clnicas mdicas, consultrios mdicos, unidades mveis de atendimento mdico e

    odontolgico, laboratrios de prtese, consultrios e clnicas odontolgicas, farmcias e

    drogarias, bancos de sangue, dispensrios, lactrios, creches, laboratrios de anlises

    clnicas e anatomopatolgicos, estabelecimentos de fisioterapia e afins;

    XIV - dos estabelecimentos que industrializem ou comercializem artigos cirrgicos,

    ortopdicos, odontolgicos e congneres;

    XV - dos estabelecimentos que industrializem ou comercializem lentes oftlmicas e de

    contato e congne