eletricista profissional. atualizada

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SUMRIO1. SEGURANA NAS INSTALAES ELTRICAS....................................................05 1.1 Choque eltrico 1.2 Efeitos 1.3 Fatores determinantes da gravidade 1.4 Resistencia eltrica do corpo humano 1.5 Queimaduras 1.6 Campo eletromagntico 2. INTRODUO ELETRICIDADE BSICA..........................................................11 1.1 Evoluo da eletricidade 3. SISTEMAS ELTRICOS DE POTNCIA..............................................................13 1.1 Gerao 1.2 Transmisso 1.3 Distribuio 4. CONDUTORES ELTRICOS.................................................................................18 1.1 Natureza do material condutor 1.2 Isolamento 5. SEO (MM2) DE CONDUTORES...................................................................21 1.1 Condutor fase 1.2 Condutor neutro 1.3 Condutor de proteo 1.4 Dimensionamento de condutores 1.5 Queda de tenso percentual (%) 1.6 Momento eltrico (ME) 1.7 Queda de tenso em V/A. KM. 1.8 Exemplos dos conceitos de queda de tenso 1.9 Exemplos do dimensionamento da seo de condutores 6. ELETRICIDADE BSICA (TEORIA)....................................................................29 1.1 Tenso eltrica 1.2 Resistncia eltrica 1.3 Potencia eltrica 1.4 Carga eltrica 1.5 Carga /resistor 1.6 Fonte/ circuito3

1.7 Corrente e tenso continuas 1.8 Corrente e tenso alternadas 1.9 Circuito Eltrico 7. APARELHOS DE MEDIO..............................................................................36 1.1 Ampermetro e voltmetro 1.2 Wattmetro 1.3 Ohmimetro 1.4 Alicate volt-Ampermetro 1.5 Medidor de energia eltrica 8. QUADRO DE DISTRIBUIO DE CIRCUITOS....................................................39 1.1 divises de circuito 9. MATERIAIS ELTRICOS.....................................................................................42 1.1 condutores eltricos 1.2 condutos eltricos 1.3 caixas de passagens 1.4 lmpadas e iluminarias 1.5 interruptores 1.6 tomadas de corrente 1.7 conformidades dos interruptores e tomadas 1.8 cargas mnimas para pontos de tomadas 10. DISPOSITIVOS DE PROTEO DE CIRCUITOS ELTRICOS............................51 1.1 tipos de dispositivos 1.2 reles trmicos 11. ATERRAMENTO ELTRICO.............................................................................64 1.1objetivo 1.2 tipos 1.3 as principais vantagens do aterramento 1.4 consequncias do aterramento ruim 1.5 classificaes do aterramento 12. SIMBOLOGIA.................................................................................................71 1.1 diagramas 13. NORMAS........................................................................................................80

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1) SEGURANA NAS INSTALAES ELTRICASToda instalao eltrica dever ser projetada baseada em normas de segurana. Como j citado, no Brasil a ABNT NBR 5410 que rege as instalaes eltricas em baixa tenso. Toda instalao eltrica deve ser projetada prevendo um sistema de aterramento para proteo contra contatos indiretos. (Entende-se por contato indireto aquele em que o usurio toca a parte metlica do equipamento, a qual est energizada acidentalmente atravs de uma falha na isolao interna ou o rompimento da camada isolante). O princpio que fundamenta as medidas de proteo contra choques especificadas na NBR 5410:2004 pode ser assim resumido: Partes vivas perigosas no devem ser acessveis;

Massas ou partes condutivas acessveis no devem oferecer perigo, seja em condies normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas. Deste modo, a proteo contra choques eltricos compreende, em carter geral, dois tipos de proteo: a) proteo bsica e b) proteo supletiva. NOTAS: 1. 2. Os conceitos e princpios da proteo contra choques eltricos aqui adotados so aqueles da IEC 61140. Os conceitos de proteo bsica e de proteo supletiva correspondem, respectivamente, aos conceitos de proteo contra contatos diretos e de proteo contra contatos indiretos vigentes at a edio anterior desta Norma. Exemplos de proteo bsica: Isolao bsica ou separao bsica; Uso de barreira ou invlucro; Limitao da tenso. Exemplos de proteo supletiva: Eqipotencializao e seccionamento automtico da alimentao; Isolao suplementar; Separao eltrica.

3. 4.

Dois conceitos de proteo so necessrios no uso do DR na instalao eltrica: a proteo bsica e a suplementar. Quando uma criana insere determinado material metlico na tomada, como uma chave de fenda, por exemplo, entrando em contato com a parte viva (energizada) da instalao, configura-se o contato direto, necessitando da proteo bsica. Quando o choque eltrico ocorre na superfcie de um eletrodomstico (uma mquina de lavar ou geladeira, por exemplo), configura-se o contato indireto, nessa situao, necessita-se da proteo suplementar. A maior parte dos choques ocorre neste segundo tipo de situao e a utilizao do DR poderia evitar inmeros acidentes. A grande maioria dos equipamentos domsticos utilizam motores eltricos, os quais so compostos por bobinas de fios de cobre ou alumnio, protegidos por uma camada de verniz isolante. Com o passar do tempo, e devido principalmente ao aquecimento, ocorre uma falha na isolao deste condutor que passar a ter um contato direto com a carcaa metlica do motor. Como este est em contato direto com as partes metlicas do equipamento, surgir uma tenso eltrica entre este e o referencial neutro (terra), que fatalmente causar um choque eltrico ao usurio. Em equipamentos de aquecimento (chuveiros, aquecedores, ferros de passar roupa, etc.) Em equipamentos de aquecimento (chuveiros, aquecedores, ferros de passar roupa, etc.) muito comum existir uma tenso eltrica entre a carcaa metlica do aparelho e o referencial neutro (terra). Poder ainda ocorrer uma falha no isolamento interno do aparelho, ou a prpria gua (no caso de chuveiros) como est em contato direto com a resistncia do chuveiro, se ionizar conduzindo energia eltrica para a parte metlica do aparelho. 5

Choque eltrico

O choque eltrico um estmulo rpido no corpo humano, ocasionado pela passagem da corrente eltrica. Essa corrente circular pelo corpo onde ele tornar-se parte do circuito eltrico, onde h uma diferena de potencial suficiente para vencer a resistncia eltrica oferecida pelo corpo. Embora tenhamos dito, no pargrafo acima, que o circuito eltrico deva apresentar uma diferena de potencial capaz de vencer a resistncia eltrica oferecida pelo corpo humano, o que determina a gravidade do choque eltrico a intensidade da corrente circulante pelo corpo. O caminho percorrido pela corrente eltrica no corpo humano outro fator que determina a gravidade do choque, sendo os choques eltricos de maior gravidade aqueles em que a corrente eltrica passa pelo corao.

a) Efeitos O choque eltrico pode ocasionar contraes violentas dos msculos, a fibrilao ventricular do corao, leses trmicas e no trmicas, podendo levar a bito como efeito indireto as quedas e batidas, etc. A morte por asfixia ocorrer, se a intensidade da corrente eltrica for de valor elevado, normalmente acima de 30 mA e circular por um perodo de tempo relativamente pequeno, normalmente por alguns minutos. Da a necessidade de uma ao rpida, no sentido de interromper a passagem da corrente eltrica pelo corpo. A morte por asfixia advm do fato do diafragma da respirao se contrair tetanicamente, cessando assim, a respirao. Se no for aplicada a respirao artificial dentro de um intervalo de tempo inferior a trs minutos, ocorrer srias leses cerebrais e possvel morte. A fibrilao ventricular do corao ocorrer se houver intensidades de corrente da ordem de 15mA que circulem por perodos de tempo superiores a um quarto de segundo. A fibrilao ventricular a contrao disritimada do corao que, no possibilitando desta forma a circulao do sangue pelo corpo, resulta na falta de oxignio nos tecidos do corpo e no crebro. O corao raramente se recupera por si s da fibrilao ventricular. No entanto, se aplicarmos um desfribilador, a fibrilao pode ser interrompida e o ritmo normal do corao pode ser restabelecido. No possuindo tal aparelho, a aplicao da massagem cardaca permitir que o sangue circule pelo corpo, dando tempo para que se providencie o desfribilador, na ausncia do desfribilador deve ser aplicada a tcnica de massagem cardaca at que a vtima receba socorro especializado. Alm da ocorrncia destes efeitos, podemos ter queimaduras tanto superficiais, na pele, como profundas, inclusive nos rgos internos. Por ltimo, o choque eltrico poder causar simples contraes musculares que, muito embora no acarretem de uma forma direta leses, fatais ou no, como vimos nos pargrafos anteriores, podero originlas, contudo, de uma maneira indireta: a contrao do msculo poder levar a pessoa a, involuntariamente, chocar-se com alguma superfcie, sofrendo, assim, contuses, ou mesmo, uma queda, quando a vitima estiver em local elevado. Uma grande parcela dos acidentes por choque eltrico conduz a leses provenientes de batidas e quedas.

b) Fatores determinantes da gravidade Analisaremos, a seguir, os seguintes fatores que determinam a gravidade do choque eltrico: percurso da corrente eltrica; caractersticas da corrente eltrica; resistncia eltrica do corpo humano. Percurso da corrente eltrica Tem grande influncia na gravidade do choque eltrico o percurso seguido pela corrente no corpo. A figura abaixo demonstra os caminhos que podem ser percorridos pela corrente no corpo humano.

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Caractersticas da corrente eltrica Outros fatores que determinam a gravidade do choque eltrico so as caractersticas da corrente eltrica. Nos pargrafos anteriores vimos que a intensidade da corrente era um fator determinante na gravidade da leso por choque eltrico; no entanto, observa-se que, para a Corrente Contnua (CC), as intensidades da corrente devero ser mais elevadas para ocasionar as sensaes do choque eltrico, a fibrilao ventricular e a morte. No caso da fibrilao ventricular, esta s ocorrer se a corrente continua for aplicada durante um instante curto e especifico