EIV Vitta São José

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0 ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANA RESIDENCIAL VITTA SO JOS VITTA RESIDENCIAL BAURU, NOVEMBRO DE 2015. 1 SUMRIO 1. RESUMO .............................................................................................................................. 3 2. INTRODUO E OBJETIVOS DESTE TRABALHO ........................................................... 5 2.1 Introduo .................................................................................................................... 5 2.2 Objetivos ...................................................................................................................... 5 3. ATENDIMENTO LEGISLAO VIGENTE ....................................................................... 8 4. INFORMAES SOBRE O EMPREENDIMENTO ............................................................ 10 4.1 Propriedade da rea a ser ocupada .......................................................................... 10 4.2 Responsvel tcnico pelo empreendimento .............................................................. 10 4.3 Responsvel tcnico pelo EIV ................................................................................... 10 4.4 Caractersticas a rea ser ocupada ........................................................................... 10 4.5 Informaes sobre o empreendimento ...................................................................... 16 4.6 Descrio das reas e requisitos urbansticos do empreendimento ......................... 17 4.7 Populao mxima e densidade habitacional ........................................................... 20 4.8 Perfil do usurio ......................................................................................................... 21 4.9 Prazo de execuo .................................................................................................... 21 4.10 Sistema estrutural e construtivo ................................................................................. 21 5. CARACTERIZAO DA REA DE VIZINHANA ............................................................. 23 5.1 Definio da rea de estudo ...................................................................................... 23 5.2 Infraestrutura urbana existente na rea de estudo .................................................... 24 6. ANLISE DE IMPACTOS ................................................................................................... 32 6.1 Gerao de emprego e renda .................................................................................... 32 6.2 Incremento do comrcio e atrao por novos estabelecimentos .............................. 32 6.3 Ocupao de vazio urbano ........................................................................................ 33 6.4 Localizao conveniente na malhar urbana .............................................................. 33 6.5 Qualidade de vida para os condminos .................................................................... 34 6.6 Conexo da malha urbana ......................................................................................... 35 6.7 Aumento de receita municipal .................................................................................... 36 6.8 Valorizao imobiliria ............................................................................................... 36 6.9 Aumento do fluxo de veculos nas vias durante as obras ......................................... 37 6.10 Gerao e disposio de resduos slidos, orgnicos e reciclveis ......................... 37 6.11 Gerao e disposio de resduos slidos da construo civil ................................. 38 6.12 Aumento da demanda por servios pblicos ............................................................. 39 6.13 Avaliao do impacto na infraestrutura urbana ......................................................... 41 7. CONCLUSES ................................................................................................................... 44 8. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................... 46 9. ANEXOS ............................................................................................................................. 49 2 CAPTULO 1 RESUMO 3 1. RESUMO Este Estudo de Impacto de Vizinhana EIV visa a apresentar o Empreendimento Residencial Vitta So Jos bem como os provveis impactos positivos e negativos que a instalao deste empreendimento causar em sua regio de vizinhana. Para o caso dos impactos negativos, sero sugeridas medidas mitigadoras que tem como objetivo anular a ao negativa prevista, de forma a no comprometer em nenhuma fase do empreendimento, seja durante construo, seja durante a operao, a qualidade de vida dos moradores da regio. Aps a introduo (captulo 2), o trabalho apresenta as leis que esto sendo atendidas pelo empreendedor (captulo 3). O captulo 4 expe de forma detalhada as caractersticas do empreendimento em estudo, de forma a esclarecer questes fundamentais sobre sua natureza e ainda enfatizar que em nenhum momento, as legislaes municipais, estaduais ou federais, esto sendo desobedecidas pela empresa empreendedora. J o captulo 5 apresenta a caracterizao da vizinhana, com o intuito de demonstrar que o empreendimento est em harmonia com seu entorno. O captulo 6 apresenta a anlise dos impactos, tanto positivos, como negativos, em virtude da implantao do empreendimento. Para o caso de impactos negativos, so apresentadas as respectivas medidas mitigadoras. Finalmente o captulo 7 dedicado a concluir o trabalho, apresentando um balano entre prs e contras a respeito da implantao do empreendimento em estudo. Vale ressaltar que as anlises e dados presentes neste trabalho formam tratados com total imparcialidade, a fim de oferecer subsdios tcnicos e total transparncia para o processo de aprovao do empreendimento. 4 CAPTULO 2 INTRODUO E OBJETIVOS DESTE TRABALHO 5 2. INTRODUO E OBJETIVOS DESTE TRABALHO 2.1 Introduo Novos empreendimentos, de forma geral, tendem a promover alteraes na paisagem urbana, as quais devem ser avaliadas quanto aos seus impactos, em especial os negativos, em sua rea de influncia direta e indireta. Desta forma, atendendo a solicitao dos rgos tcnicos da Prefeitura Municipal de Bauru, o Vitta Residencial, por meio da Barbato Estudos de Engenharia, desenvolveu este Estudo de Impacto de Vizinhana, que identifica, analisa e classifica os possveis impactos que sero causados na vizinhana do condomnio residencial que se pretende instalar. Entretanto, uma vez que a Prefeitura Municipal de Bauru no emitiu previamente as diretrizes de uso e ocupao do solo, nem tampouco as diretrizes urbansticas para elaborao de projetos, o empreendimento ser aqui apresentado no formato de Estudo de Viabilidade. Aps a emisso das diretrizes, ser elaborado o projeto urbanstico definitivo, e consequentemente todos os projetos complementares. 2.2 Objetivos A Lei Federal n 10.257/200, conhecida por Estatuto da Cidade, apresenta o EIV - Estudo de Impacto de Vizinhana, como um mediador dos interesses privados dos empreendedores, e o direito qualidade de vida urbana daqueles que moram ou transitam em seu entorno. Esta a razo pela qual o EIV seja exigido por rgos pblicos municipais, como parte fundamental no processo de aprovao de empreendimentos que tenham potencial de causar impactos negativos vizinhana. O Estudo de Impacto de Vizinhana pode ser definido como documento tcnico a ser exigido, com base em lei municipal, para a concesso de licenas e autorizaes de construo, ampliao ou funcionamento de empreendimentos ou atividades que possam afetar a qualidade de vida da populao residente na rea ou nas proximidades. 6 Assim, o objetivo principal deste trabalho fazer um diagnstico das vantagens e desvantagens para a cidade e a regio, em virtude da implantao deste empreendimento. No que diz respeito s desvantagens diagnosticadas, aqui chamadas de impactos negativos, sero apresentadas medidas mitigadoras que as minimizem e at mesmo as anulem, de forma que o empreendimento pretendido no cause em nenhum momento, prejuzo cidade e em especial a populao local, mostrando assim a viabilidade sustentvel de sua implantao. O presente relatrio tambm tem como finalidade evidenciar que o empreendedor atender as exigncias dispostas nas leis municipais, estaduais e federais que versam sobre parcelamento, uso e ocupao do solo. 7 CAPTULO 3 ATENDIMENTO A LEGISLAO VIGENTE 8 3. ATENDIMENTO LEGISLAO VIGENTE O Empreendimento Residencial Vitta So Jos foi concebido a partir do que dispe as seguintes leis: Lei Federal no 6.766/79, alterada pela Lei no 9.785/99, que dispe sobre parcelamento de solo; Lei Federal no 4.771/65, que dispe sobre o Cdigo Florestal; Lei Municipal no 5.631, de 22 de agosto de 2008 - Institui o Plano Diretor Participativo do Municpio de Bauru. Lei Municipal no 2.339, de 15 de fevereiro de 1982. Estabelece normas para parcelamento, uso e ocupao do solo no Municpio de Bauru (com alteraes feitas pela Lei no 2.407/82). A elaborao deste EIV atende o que est disposto na Lei Municipal no 6.626, de 18 de fevereiro de 2015, que dispe sobre obrigatoriedade da elaborao de Estudo de Impacto de Vizinhana no Municpio de Bauru. 9 CAPTULO 4 INFORMAES SOBRE O EMPREENDIMENTO 10 4. INFORMAES SOBRE O EMPREENDIMENTO 4.1 Propriedade da rea a ser ocupada Vitta Residencial Rua. Luso Brasileira, 4-44, Sala. 712. Jd. Estoril IV | Bauru/SP Contato: Enga Civil Bruna Leme Telefone: (14) 3245-0061 e-mail: bruna.leme@bild.com.br 4.2 Responsvel tcnico pelo empreendimento Eng. Civil Mauri Ramos Andrade Leite CREA: 5062343501 4.3 Responsvel tcnico pelo EIV Enga Civil Christiana Barbato Montmorency CREA 5061016783 ART: 92221220151479156 (anexo 1) 4.4 Caractersticas a rea ser ocupada Trata-se de um lote de 141.453,93 m de rea superficial, registrado sob matrcula no 84.553 no 2o Cartrio de Registro de Imveis e Anexos de Bauru SP (anexo 2). No entanto, a gleba passar por retificao administrativa que culminar na reduo de sua rea para aproximadamente 131.072,13 m. Segundo a Lei Municipal no 5.631 de 22 de agosto de 2008 Plano Diretor Participativo de Bauru, em relao ao macrozoneamento urbano, a rea est inserida na Macrozona II - Zona Consolidada - ZC. Esta zona caracterizada por rea razoavelmente servida de infraestrutura e equipamentos sociais, de uso misto com comrcio local diversificado, acessibilidade 11 dificultada pelas barreiras dos crregos, ferrovias e rodovias e carncia de reas pblicas para recreao e lazer, com poucos vazios urbanos. A Figura 1 apresenta a localizao do empreendimento dentro do mapa de macrozoneamento urbano da cidade de Bauru. Figura 1: localizao do empreendimento em relao ao macrozoneamento urbano. Fonte: Lei Municipal no 5.631. Porm, a Lei no 2.339 - Normas Para Parcelamento, Uso e Ocupao do Solo no Municpio de Bauru, de 15 de fevereiro de 1982, portanto anterior ao Plano Diretor Participativo, define que, em relao ao zoneamento urbano, o empreendimento estar inserido na Zona de Servios - ZS. A Figura 2 apresenta a localizao terreno em relao a malha urbana, conforme o projeto pr-urbanstico, apresentada no anexo 3 deste documento. 12 Figura 2: localizao terreno em relao a malha urbana do municpio de Bauru. Fonte: Google Earth, 2015. 13 As figuras de 3 a 9 apresentam diversas imagens da gleba. Figura 3: linha de transmisso de energia eltrica. Figura 4:vista interna da gleba. 14 Figura 5:vista interna rvores a serem suprimidas. Figura 6:vista interna acmulo de lixo. 15 Figura 7: edificao a ser demolida. Figura 8:vista externa Av. Francisco Silvestre. 16 Figura 9:vista interna. O documento intitulado Laudo de Caracterizao Ambiental, anexo 4, apresenta a caracterizao completa do terreno e informa que h APP (rea de Preservao Permanente). Neste documento constatada a inexistncia de fragmentos de vegetao nativa na gleba, alm disso, so listadas as espcies exticas encontradas, bem como as medidas compensatrias que devero ser adotadas para viabilizar a remoo destes exemplares. 4.5 Informaes sobre o empreendimento Reiterando o exposto no item 2.1 deste EIV, em decorrncia das ausncia de diretrizes urbansticas, as informaes sobre o empreendimento sero fornecidadas a partir do Estudo de Viabilidade(anexo 3), podendo ser alterado aps a emissio do documento. Em princpio, trata-se da implantao de condomnio residencial que, segundo a Lei Municipal no 2.339, enquadra-se no tipo de uso R3.01 Conjunto Residencial em Condomnio. Neste condomnio est previsto, pela empresa empreendedora, a construo de 1.620 unidades. 17 A previso que o empreendimento seja composto por 4 condomnios, formados por edifcios de 5 andares, com 4 apartamentos por andar, totalizando 20 unidades habitacionais por edifcio, totalizando assim os 1.620 apartamentos. No Estudo de Viabilidade foi definido que cada unidade ter dois dormitrios. A Tabela 1 resume as principais informaes do condomnio residencial. Est previsto no Estudo de Viabilidade(anexo 3) um lote comercial com rea de 6.481,25m2. Tabela 1: informaes sobre o empreendimento (anexo 3). Nmero de condomnios 4 Condomnio 1 UH 420 Condomnio 2 UH 460 Condomnio 3 UH 360 Condomnio 4 UH 380 Total de unidades habitacionais 1.620 Vagas comuns - moradores 1.620 Cada condomnio aferecer 20 unidades adaptadas para Portadores de necessidades especiais, totalizando 80 unidades PNE. Esse valor atende ao minimo exigido por legislao. 4.6 Descrio das reas e requisitos urbansticos do empreendimento As Tabelas 2 e 3, a seguir, apresentam informaes sobre as reas e ndices urbansticos do empreendimento dever respeitar, em funo da lei de zonemanto do municpio. Tabela 2: quadro de reas (conforme Estudo de Viabilidade anexo 3). 1. rea da gleba 131.072,13 2. rea dos lotes residenciais 76.275,95 3. rea do lote comercial 6.481,25m2 18 4. reas Pblicas 48.314,39 4.1 rea verde/sistema de lazer 25.154,54 4.2 rea Institucional 6.480,00 4.4 Doao do Sistema virio 16.679,85 De acordo com a Lei Municipal no 5.631 de 22 de agosto de 2008 Plano Diretor Participativo de Bauru, o empreendimento enquadra-se em uma Zona Consolidada, caracterizada pelo uso misto do solo, onde define-se o Coeficiente de Aproveitamento C.A. bsico igual a 2,5. Porm, como citado anteriormente, a Lei no2.339 - Normas Para Parcelamento, Uso e Ocupao do Solo no Municpio de Bauru, de 15 de fevereiro de 1982, anterior ao Plano Diretor Participativo Consultando a Lei, classifica a rea do empreendimento como Zona de Servios. A Figura 10 apresenta o Quadro 9, extrado da Lei Municipal no 2.339 em que mostra as condicionantes dos tipos de uso e a ZS. 19 Figura 10: Quadro 12 da Lei Municipal no 2.339. Assim, conforme o quadro da Figura 10, o uso R3 Residencial, tem condio permissvel dentro da ZS, desde que seja obedecida a legislao especfica quanto a ocupao da rea (observao no 2 do quadro). Desse modo, o empreendimento dever respeitar os parmetros definidos no Captulo VII, da Lei no 2.339. Em consulta aos tcnicos da SEPLAN, foi informado que para empreendimentos do tipo R3.01, os ndices que devero ser obedecidos so: CA =1 e TO 2/3. A tabela 3 apresenta os ndices urbansticos do Residencial Vitta So Jos, em funo do zoneamento urbano. Tabela 3: coeficientes urbansticos Vitta So Jos (anexo 3). Coeficiente de Aproveitamento Taxa Ocupao 0,62 13,47% 20 Assim, os valores dos ndices obtidos pelo clculo das reas do empreendimento, so todos inferiores aos exigidos pela legislao. 4.7 Populao mxima e densidade habitacional O clculo da populao ser feito admitindo que cada unidade ser ocupada por, no mximo, 4 habitantes. Para os funcionrios domsticos foi adotado o valor de 01 empregado para cada 05 unidades habitacionais. Para dimensionar o nmero de funcionrios ocupados nas atividades de apoio todo empreendimento, como segurana, limpeza e manuteno, estimou-se a taxa de 1 funcionrio para cada 25 unidades, ou seja, 0,04 funcionrios/unidade, totalizando 65 pessoas, conforme resumido na tabela 4. Tabela 4: ocupao mxima do condomnio. Ocupao (pessoas) Residentes 6.480 Funcionrios domsticos 324 Funcionrios do condomnio 65 Ocupao total 6.869 Assim, o valor total do adensamento da regio por conta da instalao do Empreendimento Residencial Vitta So Jos, pode assumir o valor mximo de 6.869 pessoas. Considerando o adensamento calculado, tem-se que a densidade habitacional ser de 524 pessoas por hectare, ou seja, 6.869 pessoas/13.1 ha. 21 4.8 Perfil do usurio Est previsto que a renda familiar mensal do morador do empreendimento seja entre 3 e 6 salrios mnimos. Cada cliente poder ou no contar com algum tipo de subsdio, em funo de anlise de sua renda familiar. 4.9 Prazo de execuo O prazo para execuo das obras do empreendimento est estimado em 78 meses a contar a partir da aprovao do projeto pela Prefeitura Municipal de Bauru. O anexo 5 apresenta o cronograma resumido das obras de implantao do empreendimento Residencial Vitta So Jos. 4.10 Sistema estrutural e construtivo Todos os edifcios que compe as 1.620 unidades habitacionais sero construdos com Alvenaria Estrutural. Este sistema estrutural perfeitamente adequado para a proposta do empreendimento, em que os edifcios sero de 5 pavimentos: trreo + 4 andares, alm de proporcionar grande agilidade nas obras. 22 CAPTULO 5 CARACTERIZAO DA REA DE VIZINHANA 23 5. CARACTERIZAO DA REA DE VIZINHANA 5.1 Definio da rea de estudo A rea de influncia de um empreendimento para um estudo ambiental pode ser descrita como o espao passvel de alteraes em seus meios fsico, bitico e/ou socioeconmico, decorrentes da sua implantao e/ou operao. A delimitao das reas de influncia determinante para todo o trabalho, uma vez que somente aps esta etapa, possvel orientar as diferentes anlises temticas, bem como a intensidade dos impactos e a sua natureza. Define-se vizinhana como sendo o meio humano e meio fsico onde convive o agrupamento populacional que sofrer os impactos de um projeto ou empreendimento. Considera-se vizinhana imediata aquela instalada no(s) lote(s) e ou quadra(s) em que o empreendimento proposto se localiza e vizinhana mediata aquela situada na rea de influncia do projeto e que pode por ele ser atingida. Entende-se assim que a rea de vizinhana imediata corresponde a rea que ser efetivamente afetada pela instalao do empreendimento e que sofrer impactos diretos de sua implantao e operao, ou seja, o prprio limite do empreendimento, neste caso representa a quadra onde ser instalado. J a rea de vizinhana mediata corresponde ao territrio no entorno da rea que ser afetada pelo empreendimento. De acordo com estudos realizados, esta rea de influncia pode variar de 1 a 3 km, se considerarmos os deslocamentos a p. Para este estudo, por conta da configurao da malha viria, essa rea corresponde a um raio de 1km a partir do ponto de acesso do empreendimento. Dentro deste raio previsto o maior impacto, bem como uma maior demanda por equipamentos pblicos. Neste trabalho tambm foi considerada o raio de 1,5 km, como uma rea de influncia secundria, porm como menor impacto aos equipamentos pblicos. Estas reas so representadas no anexo 6, deste documento. importante ressaltar que apesar do empreendimento estar prximo a Rodovia Marechal Rondon, a mesma no limitou a rea de influncia. 24 Esta considerao se justifica pelo potencial de impacto do empreendimento e a existncia de uma passarela de pedestres prximo ao residencial. Nestas reas de influncia sero contemplados os seguintes loteamentos: Chcara das Flores, Parque City, Residencial Parque Colina Verde,Chcara Gigo, Parque das Perdizes, Residencial Nova Flrida, Novo Jardim Pagani, Residencial Santa Ceclia, Parque Santa Ceclia, Parque So Geraldo, Parque So Cristovo, Parque Novo So Geraldo, Jardim Maria Anglica, Jardim Godoy, Parque Residencial do Castelo, Jardim Hojas, parque Alto Sumar, Parque Vista Alegre, Parque Floresta, Vila Gimenes, Vila Formosa, Jardim Araruna, Bairro Madureira, Vila Formosa, Jardim Flrida, Parque Residencial Jardim Araruna, Ncleo Habitacional Eldourado, Vila Conceio, Vila Nova Santa Luzia, Parque dos Eucaliptos, Jardim Silvestre e Ncleo Habitacional Nobuji Nagasawa. 5.2 Infraestrutura urbana existente na rea de estudo 5.2.1 Abastecimento de gua, coleta e tratamento de esgoto No que se refere a abastecimento de gua, segundo o IBGE, o nmero de economias abastecidas, de economias ativas abastecidas e de domiclios corresponde, no municpio de Bauru, a 140.370 unidades, sendo 100.442 unidades residenciais. A cidade conta com a distribuio de gua 100% tratada, com valor aproximado de 104.164m3 por dia. Estes dados podem ser consultados no link abaixo: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?lang=&codmun=350600&idtema=20&search=sao-paulo|bauru|pesquisa-nacional-de-saneamento-basico-2008. Ainda de acordo com o IBGE, a cidade executa a coleta de 100% do esgoto domstico, porm ainda no h o tratamento adequado dos resduos. 25 5.2.2 Distribuio de energia eltrica A energia eltrica distribuda no municpio de responsabilidade da Concessionria Companhia Paulista de Fora e Luz CPFL, que atende a usurios tanto de residncias, indstrias e estabelecimentos comerciais ou de servios, incluindo a regio do empreendimento em anlise, com aproximadamente 141.000 ligaes em todo o municpio. Na principal via de acesso ao empreendimento, Rua Darci Csar Improta encontra-se a linha de transmisso de energia eltrica Figura 11. Figura 11: linha de transmisso de energia eltrica. 5.2.3 Sistema Virio e de Trnsito O anexo 7 apresenta a anlise completa realizada em relao ao sistema de trnsito da rea de vizinhana estudada, bem como as medidas para mitigar os impactos previstos. 26 5.2.4 Equipamentos pblicos de educao e sade O anexo 8 apresenta o mapa da regio de vizinhana do empreendimento com identificao dos pontos onde h equipamentos de educao e sade. Na rea de influncia onde ocorrer o maior impacto em relao ao uso de equipamentos urbanos delimitada por um raio de 1 km. Est regio prxima ao empreendimento servida por 4 equipamento pblico de educao infantil EMEI Dorival Teixeira de Godoy, EMEI Adna Kamla Faina, EMEII Irene Ferreira Chermont e Colgio Espao Criana, e 3 equipamentos pblicos de ensino fundamental e mdio EMEF Antonio Guedes de Azevedo, EMEF Cnego Anbal Difrncia e EMEF Padre Antonio Jorge Lima. O equipamento de sade existente dentro da rea de influncia do empreendimento o Ncleo de Sade Parque Vista Alegre - Dr. Sebastio G. Cavalli. Na rea de influncia onde espera-se um impacto de intensidade menor, delimitada pela diferena do raio de 1km e 1,5 km, a partir do ponto de acesso do empreendimento. Esta rea servida por 4 equipamentos pblicos de educao infantil EMEI Jayme Bichusky, EMEI Orlando Silveira Martins, Colgio Balo Encantado e Colgio Gerao, 3 equipamentos pblicos de ensino fundamental e mdio EMEF Carolina Lopes de Almeida, EMEF Joaquim Rodrigues Madureira e EMEF Tereza Tarzia. Existe nesta regio 1 equipamento de ensino superior Faculdade Anhanguera de Bauru. A rea de influncia tambm contempla o equipamento pblico de sade entitulado Ncleo de Sade Godoy Dr. Osires Domingues. 27 Figura 12:escola estadual. Figura 13: escola municipal de educao infantil. Figura 14: Ncleo de Sade Parque Vista Alegre - Dr. Sebastio G. Cavalli. 28 5.2.5 Indstria, comrcio e prestao de servios A regio do empreendimento caracterizada pelo uso misto do solo, que tem como vantagem a proximidade entre pontos de interesse da populao, facilitando assim seu deslocamento. A regio apresenta diversidade em comrcio e prestao de servios, como lojas de vesturios, comrcio de hortifrutigranjeiros, oficinas mecnicas, sales de esttica, lanchonetes, postos de combustveis e etc. A maior parte das atividades citadas concentram-se ao longo da Av. Cel. Antonio vila Rebolas, formando assim um grande eixo de oferta de servios e comrcio. As Figuras de 15 a 18 apresentam alguns estabelecimentos localizados Av. Cel. Antonio vila Rebolas. Figura 15: posto de combustvel. 29 Figura 16: bar e lanchonete. Figura 17: comrcio de brinquedos. 30 Figura 18: papelaria e padaria. A regio de influncia tambm contemplada por uma praa pblica, ricamente arborizada Figura 19. Figura 19: Praa pblica R.Cel.Antnio vila Rebolas x R.Severino Dantas de Sousa. 31 CAPTULO 6 ANLISE DE IMPACTOS 32 6. ANLISE DE IMPACTOS 6.1 Gerao de emprego e renda As obras que transformaro a gleba em um empreendimento residencial, apto a ser comercializado, abriro novas vagas para contratao de funcionrios diretos. So profissionais do setor da construo civil, como engenheiros civis, arquitetos, tecnlogos em edificaes, pedreiros, serventes, motoristas, topgrafos, eletricistas, etc. Existe ainda a possibilidade de abertura de muitas vagas para contrataes indiretas, caracterstica tradicional do setor. Em consulta ao empreendedor, foi informado que empreendimentos desta natureza e deste porte, so capazes de gerar 120 empregos formais diretos a cada 200 unidades habitacionais, ou seja, aproximadamente 970 novos postos de trabalho. A estimativa de clculo das contrataes indiretas de 3 novos postos de trabalho para cada 1 emprego direto, totalizando assim 2.910 novas vagas. Durante a fase de operao haver ainda a criao de outros novos postos definitivos de trabalho para suprir a demanda por funcionrios para manuteno e servios do prprio condomnio, como pessoal de limpeza, segurana e manuteno, alm de empregados domsticos. Estima-se que ao todo sero 65 novos postos de trabalhos permanentes por conta do funcionamento dos condomnios (tabela 4). Assim a gerao de novas vagas e todos os efeitos benficos causados pela criao de novos postos de trabalho, acaba por incidir de forma positiva na economia local. Tipo do impacto: positivo 6.2 Incremento do comrcio e atrao por novos estabelecimentos Como mostrado no item 5.2.5, a regio de vizinhana caracterizada por atividades comerciais e de prestao de servios, especialmente concentradas ao longo da Av. Antnio vila Rebolas. 33 O adensamento populacional incidir na insero de novas atividades econmicas na regio de vizinhana mediata ao empreendimento, provavelmente ao longo do prolongamento da Av.Darcy Improta, criando assim um novo eixo de comrcio e servios para o morador da regio de vizinhana. Desta forma, alm do aquecimento da economia local, a populao residente na rea de vizinhana se beneficiar com a melhoria na oferta de comrcio e servios sem a necessidade de se deslocar para bairros vizinhos, reduzindo assim o nmero de viagens realizadas por meios motorizados. Tipo do impacto: positivo 6.3 Ocupao de vazio urbano A rea a ser ocupada possui caractersticas de vazio urbano, ou seja, um espao no edificado e no qualificado como rea livre, dentro do permetro urbano, porm, com grande potencial de implementao de reas construdas, pois j dispe de infraestrutura bsica instalada, o que facilita e incentiva sua ocupao. Assim, para o desenvolvimento urbano da cidade, extremamente positivo que reas ociosas sejam ocupadas, ou invs de se levar novos servios de infraestrutura para implantao de conjuntos residenciais distantes do centro urbano. Tipo do impacto: positivo. 6.4 Localizao conveniente na malhar urbana No que diz respeito a integrao da regio do empreendimento ao restante da cidade, nota-se que sua localizao extremamente privilegiada. O empreendimento fica prximo rodovia Marechal Rondon (SP300), que uma das principais vias do municpio de Bauru. Esta rodovia garante o acesso a zona industrial e a zona central da cidade. Alm disso, o acesso a 34 zona industrial pode ser realizado por meio de vias locais e coletoras, sem a necessidade de passar pela zona central da cidade. A convenincia da localizao ainda ressaltada pela proximidade ao Distrito Industrial, uma vez que o perfil scio econmico do futuro morador compatvel com renda familiar entre 3 e 6 salrios mnimos e se enquadra no perfil do funcionrio das indstrias da regio. Essa proximidade ao local do trabalho trs alguns benefcios para o trabalhador, uma vez que um curto trajeto casa-trabalho promove a economia de tempo e dinheiro nos deslocamentos. O trabalhador tambm correr menos risco de se envolver em acidentes de trajeto (acidentes de trnsito que acontecem no deslocamento casa-trabalho) uma vez que estar menos tempo exposto ao trnsito. Outro ponto a ser ressaltado a disponibilidade de uma passarelas de pedestres, sobre a Rod. Marechal Rondon (SP300) e a Rod. Cezrio Jos de Castilho (SP301), prximo ao empreendimento. Estas passarelas permitiro a integrao do pedestre entre as reas, prximas ao empreendimento, que so cortadas pelas rodovias. Tipo do impacto: positivo. 6.5 Qualidade de vida para os condminos Este empreendimento residencial oferecer vrios benefcios para seus moradores, como segurana interna 24 horas, possibilidade de desfrutar de reas de lazer compartilhadas para adultos e crianas, baixas taxas de condomnio, formao de servios de convenincia no entorno do empreendimento, gerando comodidade aos moradores, entre outras facilidades. Estes benefcios incidiro em elevada qualidade de vida da populao residente deste empreendimento. Tipo do impacto: positivo. 35 6.6 Conexo da malha urbana A rea da gleba que ser loteada (rea de 131.072,13 m2), fragmenta o tecido urbano Figura 20. Aps a implantao do loteamento, conforme proposto no Estudo de Viabilidade ocorrer a ligao entre os pontos extremos da gleba Figura 21. Figura 20: tecido urbano fragmentado pela gleba. Figura 21: proposta de loteamento da gleba, com insero de sistema virio de uso pblico. Tipo do impacto: positivo. 36 6.7 Aumento de receita municipal Por se tratar de rea cuja propriedade era de instituio filantrpica Instituto das Apstolas do Sagrado Corao de Jesus, o imvel no gerava arrecadao de tributos municipais. Uma vez implantadas e ocupadas as 1.620 unidades habitacionais, estima-se que haver arrecadao de aproximadamente R$ 678.780,00 anuais, considerando R$ 419,00 por unidade habitacional por ano. Deve-se considerar tambm que, uma vez que o terreno passou a ser de propriedade no filantrpica, j houve incidncia de tributao municipal. Ou seja, mesmo antes da entrega das unidades habitacionais, o futuro empreendimento j colabora com arrecadao de imposto municipal. Tipo do impacto: positivo. 6.8 Valorizao imobiliria A valorizao imobiliria que um empreendimento desta natureza trar para a regio tambm deve ser considerada um impacto. Deve-se isso ao fato de que as caractersticas inerentes as de um condomnio fechado, descritas no item 6.5, tendem a elevar naturalmente o valor dos imveis em seu entorno por oferecer uma proposta de moradia que agregue qualidades como conforto, segurana e lazer. Considera-se tambm que a atrao por novos postos de comrcio e servios, descritos no item 6.2, advindo da implantao do empreendimento, tambm incidir na valorizao de imveis. Os moradores da rea de vizinhana passaro a ter acesso a servios e comrcio que hoje exigem seu deslocamento, principalmente em se tratando de imveis distantes das zonas centrais. Para que haja de fato a valorizao imobiliria aqui descrita, necessrio observar, no entanto, que este processo estar vinculado 37 possibilidade legal de se instalar na rea de vizinhana os servios acessrios indicados no item 6.2. Tipo do impacto: positivo 6.9 Aumento do fluxo de veculos nas vias durante as obras O aumento do fluxo de veculos em uma via pode gerar risco de acidentes de trnsito, entre outros problemas causados pelo aumento de trfego. Trata-se, porm, de um impacto inevitvel gerado pela implantao de empreendimentos que envolvam movimentao de terra. Tipo do impacto: negativo Medidas mitigadoras propostas: estabelecer entendimentos com o Departamento de Trnsito de Bauru, a fim de adotar medidas para o correto uso das vias no entorno ao empreendimento, como, por exemplo, definir horrios especficos para o trnsito de veculos pesados e mquinas, de forma a garantir no somente a fluidez, como tambm a segurana dos usurios da via (pedestres, condutores, ciclistas, etc.); alm de especificar os horrios que os veculos de grande porte e as mquinas podero circular nas vias pblicas (entre 7h e 17h), sero utilizadas preferencialmente vias de acesso principal e no as vias de acesso local ao empreendimento; o empreendedor se responsabilizar por toda a sinalizao de trnsito de obra, respeitando a lei federal no 9.503 Cdigo de Trnsito Brasileiro. 6.10 Gerao e disposio de resduos slidos, orgnicos e reciclveis Durante a fase de operao, e tratando-se de um empreendimento estritamente residencial, os resduos slidos, orgnicos e reciclveis gerados, 38 apesar do volume acentuado, se constituem de lixo domiciliar, passvel de ser retirado pelo servio municipal de coleta. Prev-se se a gerao de 6.480 kg de lixo por dia (1,0 kg.hab/dia para unidades residenciais). Tipo de impacto: negativo Medidas mitigadoras propostas: Durante a fase de operao do empreendimento, o lixo domiciliar orgnico gerado devera ser armazenado em compartimentos apropriados, em reas internas ao terreno, com desratizao peridica e separao do chorume, antes de ser retirado pelo servio pblico de coleta. O chorume devera ser estocado em tambores, para ser retirado pelo servio pblico de coleta. Devero ser dispostas lixeiras seletivas nas reas externas do empreendimento, e os resduos slidos reciclveis coletados das lixeiras tambm devero ser estocados em compartimentos apropriados, para posterior retirada pelo servio municipal de coleta seletiva. Em nenhuma hiptese, os resduos slidos podero ser dispostos a cu aberto ou incinerados. Sugere-se que sejam feitas campanhas educativas junto aos moradores, quanto necessidade de separao do lixo orgnico e do lixo reciclvel. 6.11 Gerao e disposio de resduos slidos da construo civil O Vitta Residencial desenvolveu para o empreendimento Vitta So Jos o Plano de Gerenciamento de Resduos da Construo Civil GRCC, anexo 9. Uma das condutas preconizadas pelo GRCC que, antes do descarte, os resduos passaro por triagem e, na medida do possvel, sejam encaminhados para reciclagem. Esta e outras condutas sero detalhadas pelo GRCC a ser desenvolvido especificamente para este empreendimento. Para que seja dado o correto destino aos resduos da implantao do empreendimento, o GRCC identifica os agentes licenciados responsveis pelo 39 fluxo dos resduos da construo, como tambm as reas receptoras dos resduos. Tipo de impacto: neutro. 6.12 Aumento da demanda por servios pblicos 6.12.1 Equipamentos de educao Por conta de tratar-se de empreendimento residencial com potencial para adensamento populacional, esperado que haja, ao final de sua ocupao, incremento do nmero de moradores que atualmente no so contabilizados na rea de influncia, conforme mostra a tabela 4. A consequncia imediata do aumento de moradores em uma regio que haver maior procura pelos servios pblicos oferecidos pelo municpio, em especial os servios de sade e educao. A tabela a seguir exibe uma estimativa de quantos sero os futuros clientes das instituies de ensino, em funo do registro de matrculas realizadas no municpio, no ano de 2012, disponvel em http://cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?lang=&codmun=350600&idtema=117&search=sao-paulo|bauru|ensino-matriculas-docentes-e-rede-escolar-2012 Tabela 6: dados sobre educao pblica em Bauru e estimativa do nmero de estudantes no empreendimento. Nmero de matrculas no municpio (IBGE, 2012) Percentual em relao populao de 2012 (%) Estimativa de pessoas em fase escolar no empreendimento Matrculas na Pr-Escola (rede municipal) 4.354 1,23 79 Ensino Fundamental (rede municipal) 8.713 2,46 159 Ensino Fundamental (rede estadual) 25.988 7,34 475 40 Segundo a tabela 6, seriam necessrias um total de 713 vagas para alunos do ensino infantil e fundamental. Como listado no Item 5.2.4, para os 79 alunos, entre as idades de zero a 5 anos, h 8 (oito) EMEIs dentro da rea de influncia. J para os 634 alunos, distribudos entre escolas municipais e estaduais e com idade entre os 6 e 14 anos, h 6 (seis) escolas de ensino mdio e fundamental prximos ao empreendimento. Importante ressaltar que existem inmeros casos em que, mesmo havendo a mudana da famlia para um novo endereo, o estudante se mantm matriculado na escola em que vem frequentando ao longo de sua vida escolar. de suma importncia comentar que as crianas em idade escolar j esto matriculadas em alguma unidade escolar no municpio de Bauru. Assim, a implantao de um empreendimento residencial causa somente um rearranjo geogrfico dos estudantes entre as escolas. O empreendimento por si s no aumenta a demanda por vagas do municpio. Tipo do impacto: a ser avaliado junto a Secretaria Municipal de Educao, dada a grande oferta de escolas da regio. 6.12.2 Equipamentos de sade A regio de influncia do empreendimento oferece duas unidades de sade, Ncleo de Sade Parque Vista Alegre - Dr. Sebastio G. Cavalli e Ncleo de Sade Godoy Dr. Osires Domingues, conforme informado no item 5.2.4 e apresentado no anexo 8. Tipo do impacto: a ser avaliado junto a Secretaria Municipal de Sade. 41 6.13 Avaliao do impacto na infraestrutura urbana 6.13.1 Abastecimento de gua, coleta e tratamento de esgoto. Em virtude da ocupao da rea em estudo, haver aumento do consumo de gua tratada, bem como aumento na produo de esgoto. Assim, ao ser consultado pelo empreendedor, o Departamento guas e Esgoto de Bauru DAE, emitiu o documento Declarao de Viabilidade Tcnica no008/2015 (anexo 10) em que atesta a viabilidade de atendimento da nova demanda, e aponta orientaes de devem ser seguidas na elaborao dos projetos e durante a execuo das obras. Aponta ainda os valores de contrapartida que devero ser repassados ao municpio para serem investidos em melhorias nas redes de abastecimento de gua e coleta de esgoto. Tipo do impacto: neutro. 6.13.2 Fornecimento de energia eltrica Assim como em relao ao abastecimento de gua e coleta de esgoto, a Concessionria CPFL Paulista emitiu o documento Carta n.00017/2015/DPLD (anexo 11) em que declara a viabilidade de atendimento para a nova demanda de consumo de energia eltrica na rea de influncia do empreendimento, alm definir recomendaes tcnicas para elaborao de projetos e execuo de obras. Tipo do impacto: neutro. 6.13.3 Impermeabilizao do solo Por se tratar ainda de Estudo de Viabilidade, o projeto de drenagem das guas pluviais, bem como o dimensionamento das bacias de conteno, somente sero confeccionado aps a emisso das diretrizes para execuo de 42 projeto de galeria de guas pluviais, a ser emitido pela Secretarias de Obras. Porm, o empreendedor se compromete a mitigar integralmente o impacto da impermeabilizao do solo, por meio da elaborao de projetos e construo das obras de drenagem. Tipo do impacto: neutro. 43 CAPTULO 7 CONCLUSES 44 7. CONCLUSES Este Estudo de Impacto de Vizinhana teve como objetivo, alm de apresentar o Empreendimento Vitta So Jos, identificar os impactos positivos, negativos e neutros de sua implantao e de sua operao. Foram identificados os 8 impactos positivos: gerao de emprego e renda, incremento do comrcio e atrao por novos estabelecimentos, ocupao de vazio urbano, localizao conveniente na malhar urbana, qualidade de vida para os condminos, conexo da malha urbana, aumento de receita municipal e valorizao imobiliria. J os negativos se resumem a: aumento do fluxo de veculos nas vias durante as obras, gerao e disposio de resduos slidos e orgnicos e reciclveis (fase de operao) e gerao e disposio de resduos slidos da construo civil (fase de implantao). Para os impactos negativos foram sugeridas as aes adequadas para sua mitigao. Foram identificados trs impactos neutros. O abastecimento de gua, coleta e tratamento de esgoto e o fornecimento de energia eltrica, so de responsabilidade do DAE e CPFL respectivamente, e so considerados impactos neutros pois as empresas responsveis por estes servios atestaram a viabilidade de atendimento da demanda que ser deslocada para a regio. O terceiro impacto neutro refere-se a impermeabilizao do solo, porm, os projetos e obras de drenagem iro mitigar esse impacto por completo. Assim, de acordo com o exposto, conclui-se que a implantao de um empreendimento residencial deste porte dever atrair melhorias relevantes para rea de vizinhana trazendo benefcios importantes para a regio de vizinhana de forma a contribuir com a melhoria da qualidade de vida da populao, no s dos residentes dos condomnios, como tambm para a populao da regio de vizinhana. Enga.Christiana Montmorency Barbato Estudos de Engenharia 45 CAPTULO 8 BIBLIOGRAFIA 46 8. BIBLIOGRAFIA BARBATO CONSULTORIA. Estudo de impacto de trnsito para Conjunto Residencial Monte das Araucrias. Cliente: MRV Engenharia e Participaes S/A So Carlos SP. Janeiro de 2010. BARBATO CONSULTORIA. Estudo de impacto de vizinhana para loteamento - Cliente: MRV Engenharia e Participaes S/A So Carlos SP. Maio de 2010. BARBATO CONSULTORIA. Estudo de impacto de vizinhana para Conjunto Residencial Monte das Araucrias. Cliente: MRV Engenharia e Participaes S/A So Carlos SP. julho de 2010. CAPARRS, L.A.T. Estudo de impacto de vizinhana (EIV). Relatrio de impacto de vizinhana (RIV) em projeto de loteamento. Conjunto Residencial Monte das Araucrias. Cliente: MRV Engenharia e Participaes S/A So Carlos SP. Agosto de 2009. MDM Engenharia. Estudo de Impacto Ambiental: Plano de trabalho para condomnio Master Plan Zona Sul. Cliente: MRV Engenharia e Participaes S/A Ribeiro Preto SP. Setembro de 2009. MOREIRA, Antnio C.M.L. Relatrio de impacto de vizinhana. Sinopses, So Paulo, 18, p. 23-25,1992. MOREIRA, Antnio C. M. L. Parmetros para elaborao do Relatrio de Impacto de Vizinhana. MOREIRA, Antnio C.M.L. Conceitos de ambiente e de impacto ambiental aplicveis ao meio ambiente urbano. Material didtico da disciplina de ps-graduao AUP 5861 Polticas pblicas de proteo do meio ambiente urbano. So Paulo: 1999. NORMA REGULAMENTAR 15 NR15. 47 Disponvel em www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_15.pdf, Acesso em 13 de maio de 2010. SNCHEZ, Luiz H. Avaliao de impacto ambiental: Conceitos e mtodos. So Paulo SP. Oficina de textos. 2008. SMHDU Secretaria Municipal de Habitao e Desenvolvimento Urbano Seminrios de apresentao do Plano Diretor de So Carlos. So Carlos: 2006. 48 CAPTULO 9 ANEXOS 49 9. ANEXOS Anexo 1 ART Estudo de Impacto de Vizinhana Anexo 2 Matrcula do imvel Anexo 3 Estudo de Viabilidade - Projeto pr-urbanstico Anexo 4 Laudo de caracterizao ambiental Anexo 5 Cronograma resumido de implantao do empreendimento Anexo 6 rea de influncia do empreendimento Anexo 7 Relatrio de impacto de trnsito Anexo 8 Mapa da regio com identificao dos equipamentos pblicos Anexo 9 Plano de Gerenciamento de resduos slidos da construo civil Anexo 10 Ofcio de viabilidade do DAE Anexo 11 Ofcio de viabilidade do CPFL Anexo 12 Levantamento planialtimtrico 0 Anexo 1 ART - Responsvel pelo EIV 4. Atividade Tcnica2. Dados do Contrato5. ObservaesLei n 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-SP ART de Obra ou ServioConselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de So Paulo 922212201514791561. Responsvel TcnicoCHRISTIANA MARIA LEMOS BARBATO MONTMORENCY Ttulo Profissional: Engenheira Civil RNP:Registro: 5061016783-SP2602190691Contratante: SPE Vitta Residencial 17 LTDA CPF/CNPJ:19.440.192/0001-85N:Avenida PROFESSOR JOO FISA 2080Complemento:Cidade: Ribeiro Preto UF:Bairro: JARDIM CANADSP CEP: 14024-260Vinculada Art n:Contrato:Quantidade UnidadeElaborao1 Estudo Estudo Ambiental Ambiental 1,00000 unidadeAps a concluso das atividades tcnicas o profissional dever proceder a baixa desta ARTEmpresa Contratada: Registro:Celebrado em: 06/07/2015Valor: R$ 5.000,00 Tipo de Contratante: Pessoa Jurdica de Direito PrivadoAo Institucional:Anotao de Responsabilidade Tcnica - ARTEndereo:Endereo: Avenida DARCY CSAR IMPROTA N: Complemento: Bairro: NCLEO ELDORADOCidade: Bauru UF: SP CEP: 17024-750Data de Incio: 10/01/2016Previso de Trmino: 10/01/2019Coordenadas Geogrficas: Finalidade: Cdigo: CPF/CNPJ: 3. Dados da Obra ServioEssa ART refere-se a elaborao de Estudo de Impacto de Vizinhana e Relatrio de Impacto de Trnsito para Condomnio Residencial em Bauru-SP.6. DeclaraesAcessibilidade: Declaro atendimento s regras de acessibilidade previstas nas normas tcnicas da ABNT, na legislao especfica e no Decreto n 5.296, de 2 de dezembro de 2004.Resoluo n 1.025/2009 - Anexo I - Modelo APgina 1/2Valor ART R$ Registrada em: Valor Pago R$ Nosso Numero:67,68 10/11/2015 67,68 92221220151479156 Verso do sistema8. AssinaturasDeclaro serem verdadeiras as informaes acimade deLocal dataSPE Vitta Residencial 17 LTDA - CPF/CNPJ: 19.440.192/0001-85CHRISTIANA MARIA LEMOS BARBATO MONTMORENCY - CPF: 295.322.168-9850 - SO CARLOS - ASSOCIAO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS E AGRNOMOS DE SO CARLOS7. Entidade de Classe 9. Informaes- A autenticidade deste documento pode ser verificada no site www.creasp.org.br ou www.confea.org.br- A presente ART encontra-se devidamente quitada conforme dados constantes no rodap-verso do sistema, certificada pelo Nosso Nmero.- A guarda da via assinada da ART ser de responsabilidade do profissional e do contratante com o objetivo de documentar o vnculo contratual.www.creasp.org.brtel: 0800-17-18-11Impresso em: 11/11/2015 14:48:41Resoluo n 1.025/2009 - Anexo I - Modelo APgina 2/2 0 Anexo 2 Matrcula do imvel 0 Anexo 3 Estudo de Viabilidade Projeto pr-urbanstico Powered by TCPDF (www.tcpdf.org) 0 Anexo 4 Laudo de caracterizao ambiental 1LLAAUUDDOO DDEE CCAARRAACCTTEERR II ZZAAOO AAMMBB II EENNTTAALL Empreendimento:RESIDENCIALVITTASOJOS INTERESSADO:BILD BAURU DESENVOLVIMENTO IMOBILIRIO LTDA. CNPJ: 18.103.125/0001-02 LOCAL:ANTIGAFAZENDABARREIRINHORUANEUSAAPARECIDAFUKUDAGUSSONBAURU/SP M A R O / 2 0 1 5 1 1. APRESENTAO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02 2. CARACTERIZAO REGIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02 2.1 Bacia Hidrogrfica Tiet Jacar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02 2.2 Municpio de Bauru . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05 2.3 Plano Diretor do Municpio de Bauru. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06 3. CARACTERIZAO DO LOCAL DE ESTUDO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 3.1 Localizao da propriedade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 3.2 Uso e ocupao da propriedade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 4. LEVANTAMENTO DE FLORA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 4.1 Caracterizao da vegetao. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 5. REAS DE PRESERVAO PERMANENTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 6. SUPRESSO DE EXEMPLARES ARBREOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 7. CONCLUSES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 8. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 9. CONSIDERAES FINAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 2 1. APRESENT AO Em ateno solicitao da empresa Bild Desenvolvimento Imobilirio apresenta-se o Laudo Tcnico de Caracterizao Ambiental referente ao Residencial Vitta So Jos, municpio de Bauru-SP. O presente documento visa ofertar informaes de cunho tcnico e legal para embasar futuras intervenes e pedidos de licenciamento, em atendimento aos parmetros estabelecidos na Lei Federal n 12.651/2012, alterada pela Lei Federal n 12.727/2012. Alm disso, o laudo aborda as diretrizes do municpio de Bauru para a regio do imvel, conforme estabelece o Plano Diretor Participativo (Lei n 5631, de 22 de agosto de 2008). Consoante as Resolues CONAMA 10/93, 01/94, 07/96 e SMA 64/09, o estudo tambm tem como objetivo caracterizar a vegetao no interior da rea destinada implantao do empreendimento, antiga Fazenda Barreirinho. 2. CARACTERIZAO REGIONAL 2.1 Bacia Hidrogrfica do Tiet Jacar A bacia Hidrogrfica do Tiet/Jacar (UGRH-13), uma das 22 unidades de gesto dos recursos hdricos do estado, encontra-se localizada na poro central do Estado de So Paulo. As Figuras 01 e 02 mostram as regies/bacias hidrogrficas do estado de So Paulo e a localizao do municpio de Bauru. 3 Figura 01 - Diviso do Estado em 22 UGRHI, em destaque a localizao da UGRHI n13. Fonte: So Paulo (2005). Elaborado por SMA/CPLA (2014). Figura 02 - Localizao do municpio de Bauru no contexto da UGRHI n 13. Fonte: SMA/CPLA (2013) 4 Essa unidade de gesto encontra-se divida em 6 Sub-Bacias e possui uma rea de drenagem de 11.803 km. As Sub-Bacias so: Sub-Bacia do Rio Jacar-Guau e afluentes do Rio Tiet (1-Trechos 1a, 1b, 1c, 1d); Sub-Bacia do Rio Jacar-Pepira e afluentes diretos do Rio Tiet (2-Trechos 2a, 2b, 2c); Sub-Bacia do Rio Ja - Ribeiro da Ave Maria - Ribeiro do Sap e afluentes diretos do Rio Tiet(3); Sub-Bacia do Rio Lenis - Ribeiro dos Patos e afluentes diretos do Rio Tiet(4); Sub-Bacia do Rio Bauru-Ribeiro Grande - Ribeiro Pederneiras e afluentes diretos do Rio Tiet(5); Sub-Bacia do Rio Claro-Ribeiro Bonito-Ribeiro de Veado-Ribeiro da gua Limpa e afluentes diretos do Rio Tiet(6). O municpio de Bauru est inserido na Sub-Bacia do Rio Bauru-Ribeiro Grande - Ribeiro Pederneiras e afluentes diretos do Rio Tiet. A figura 03 representa as sub-bacias que compe a Bacia Tiet/Jacar. Figura 03: Sub-bacias que compe a Bacia Hidrogrfica do Tiet/Jacar (www.sigrh.sp.gov.br). A unidade Tiet/Jacar est na Depresso Perifrica do Estado de So Paulo onde se encontram os aquferos Bauru/Serra Geral/Botucatu. Em sua maioria, a bacia formada por solos de areias quartzosas profundas a moderadas e em menores quantidades ocorre latossolo roxo eutrfico. 5 A bacia Tiet/Jacar engloba trs rios principais, o Rio Tiet, o Rio Jacar-Guau e o Rio Jacar Pepira. A essa unidade pertencem trs reservatrios: Bariri, Ibitinga e UHE Carlos Botelho (Lobo/Broa). O clima dessa unidade de gesto, pela classificao de Koeppen, situa-se entre clima tropical mido (de outubro a maro) e inverno seco (de abril a setembro). O relevo varivel com o ponto mximo de altitude a 800 metros na regio de So Carlos onde se encontram as numerosas nascentes que alimentam a bacia hidrogrfica. Segundo o Inventrio Florestal da Vegetao Natural do Estado de So Paulo (SMA/IF) de 2005, a Bacia Hidrogrfica do Tiet/Jacar ocupa uma rea de 1.153.700 ha, de acordo com seus limites fsicos, apresentando 77.064 ha de vegetao natural remanescente que corresponde a 6,7% de sua superfcie. Dentre as categorias de maior ocorrncia esto a Savana; Savana Florestada; Floresta Estacional Semidecidua e correspondente formao de Vegetao Secundria e Formao Arbrea-Herbcea em Regio de Vrzea. Em relao a vegetao e reas protegidas, na UGRHI-13 existem sete Unidades de Conservao, sendo trs de Proteo Integral e quatro de Uso Sustentvel. 2.2 Municpio de Bauru Segundo dados publicados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), o municpio de Bauru ocupa uma rea de 667.684 km2, apresenta densidade demogrfica de 515,12 hab./km2 e sua populao foi estimada em aproximadamente 343.937 habitantes. 6 Segundo a classificao climtica de Kppen (Figura 04), o clima da regio Cwa temperado macrotrmico, de inverno seco no rigoroso. De acordo com Monteiro (1973) a rea se manifesta quanto ao ritmo e aos valores quantitativos de chuvas como uma zona de transio, com precipitao pluviomtrica anual entre 1.100 e 1.400 mm, concentrada nos meses de vero (SO PAULO, 2010). Figura 04. Classificao Climtica do Estado de So Paulo, segundo Kppen. Fonte: Plano de manejo da Estao Ecolgica de Bauru. 2.3 Plano Diretor do Municpio de Bauru Em 22 de agosto de 2008, atravs da Lei n 5631, foi institudo o Plano Diretor Participativo do municpio de Bauru, que conforme descrito em seu Art.1 estabelece normas de ordem pblica e interesse social, que regulam o uso da propriedade em todo o territrio do Municpio, em prol do bem coletivo, da segurana, do bem-estar dos cidados e do equilbrio ambiental. Segundo este Plano Diretor, o territrio do municpio foi dividido em Setores de Planejamento ou unidades territoriais constitudos de Zona Urbana e Zona Rural. rea do estudo 7 Conforme Art.12, os Setores de Planejamento Urbano SPU so compostos por reas urbanizadas ou destinadas urbanizao, constitudos predominantemente pelo conjunto das reas definidas como zona urbana ou por zona rural localizada nas cabeceiras da bacia hidrogrfica. Destarte, o futuro Residencial Vitta So Jos encontra-se inserido no SPU8 Bacia do Crrego Barreirinho. Visando estabelecer regras fundamentais de ordenao do territrio municipal, de modo a atender os princpios constitucionais da poltica urbana quanto funo social da cidade e a da propriedade, o Plano Diretor Participativo definiu suas normas do Macrozoneamento. Desta forma, para efeito de ordenamento do territrio, o Municpio ficou dividido em Macrozona Rural e Macrozona Urbana. Neste sentido, a rea objeto do estudo encontra-se inserida na Macrozona Urbana II, classificada como Zona Consolidada. A figura 05 mostra parte do Mapa do Macrozoneamento de Bauru com a regio do Residencial Vitta So Jos. Figura 05. Parte do Mapa do Macrozoneamento de Bauru com destaque rea objeto do estudo. 8 Atravs do Mapa de reas de Interesse Ambiental, elaborado pelo Plano Diretor do municpio, observa-se que a regio do Residencial Vitta So Jos no se insere em rea de Proteo Ambiental-APA. Entretanto, as cotas mais baixas do terreno destinam-se a criao de Parques Lineares. A figura 06 retrata o mapa com as reas de interesse ambiental e em destaque a rea em estudo Figura 06: reas de interesse ambiental do municpio em relao rea em estudo. 3. CARACTERIZAO D O LOCAL D E EST UDO Em fevereiro e maro de 2015, foram realizados levantamentos e vistorias na rea objeto do estudo com o intuito de se caracterizar as condies ambientais da propriedade. Os materiais utilizados para as anlises e diagnstico foram: literatura especfica, imagens areas do Google Earth, levantamento planialtimtrico, cartas topogrficas oficiais, GPS GARMIN 76CSx, software SIG, alm de anotaes e registro fotogrfico obtido na vistoria de campo. 9 3.1 Localizao da propriedade O acesso propriedade faz-se atravs da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), sentido Bauru-Piraju. Em Bauru, deve-se pegar a sada em direo ao Jd. Arauna/Jd Pagani, acesso a Rua Severino Dantas de Souza. Aps 240 metros, virar direita para permanecer na Rua Severino Dantas de Souza, virar esquerda na Rua Cel. Antnio de vila Rebouas. Nesta rua, seguir at a Rua Neusa Aparecida Fukuda Gusson, que aps trs quilmetros e cem metros da Rodovia Marechal Rondon encontra-se a propriedade objeto da implantao do loteamento Residencial Vitta So Jos. A figura 07 mostra vista da localizao da rea da propriedade em relao cidade de Bauru. Figura 07 - Localizao da propriedade objeto do estudo. (Fonte: Google Earth). 3.2 Uso e ocupao da propriedade Com 141.453,93 metros quadrados, a gleba destinada implantao do empreendimento encontra-se, atualmente, ocupada por vegetao gramnea, rvores isoladas, agrupamentos arbreos de espcies exticas, cercas-vivas, lagoas ornamentais, edificaes abandonadas, dentre outros. Destaca-se que a divisa leste da propriedade contornada pelo Crrego Barreirinho. A figura 08 mostra vista das ocupaes existentes na rea objeto do estudo. Jardim Flrida SP-300 Crrego Barreirinho RESIDENCIAL VITTA SO JOS N. H. Mary Dota Jardim Pagani 10 Figura 08 Propriedade destinada implantao do Residencial Vitta So Jos. Base: Levantamento Topogrfico e Google Earth. Elaborao: Via Vidrih 2015. 4. LEVANTAMENT O D E FLORA As vistorias de campo ocorreram no ms de fevereiro e maro de 2015 e tiveram como objetivo principal a caracterizao da vegetao no contexto do empreendimento. Para a caracterizao do estgio de regenerao de vegetao nativa seguiram-se as Resolues CONAMA 10/93, 01/94, 07/96 e SMA 64/09. 11 4.1 Caracterizao da Vegetao A partir de estudos, constatou-se que a vegetao nativa existente nas imediaes da propriedade encontra-se caracterizada como vegetao capoeira. Por sua influncia e proximidade com o Crrego Barreirinho a mata ribeirinha indicada no Mapa Florestal do Municpio de Bauru (figura 09) caracteriza-se como vegetao secundria de Floresta Estacional Semidecdua. Figura 09: Mapa Florestal do municpio de Bauru e indicao do local em estudo. Fonte: IF/SMA Durante os levantamentos observou-se dentro do imvel a inexistncia de fragmentos de vegetao nativa, havendo apenas a presena de vegetao gramnea, exemplares arbreos isolados, agrupamentos arbreos de espcies exticas, pomares e cercas-vivas. a) Exemplares arbreos isolados No contexto do empreendimento, constatou-se a presena de 276 (duzentos e setenta e seis) exemplares arbreos isolados. Durante as vistorias realizou-se a identificao destas espcies, sendo observado um total de 20 espcies exticas e 39 espcies nativas. Alm disso, duas espcies no foram identificadas. As fotos 01 e 02 mostram a presena de exemplares arbreos isolados na rea objeto do estudo. 12 Foto 01. Exemplares arbreos isolados. Foto 02. rvores isoladas prxima a antiga piscina. A tabela 01 retrata as espcies arbreas identificadas no levantamento de campo. Alm da identificao da espcie, realizou-se o levantamento de cada um dos indivduos arbreos com informaes como dimetro (DAP), altura do fuste e coordenadas geogrficas. Em anexo apresentada a tabela com todos os exemplares arbreos e mapa com a localizao dos mesmos. 13 Tabela 01. Espcies arbreas identificadas . b) Agrupamentos arbreos / Renque Durante as vistorias notou-se a existncia de agrupamentos arbreos junto s cotas mais baixas da propriedade. No local podem-se observar agrupamentos de espcies exticas, compostos predominantemente por jambolo (Syzygium jambolanum), flamboyant (Delonix regia) e (Ficus benjamina). Parte desta vegetao situa-se junto rea de preservao permanente do Crrego Barreirinho e no entorno das lagoas ornamentais (Fotos 03 a 05). 14 Prximo s edificaes dos antigos alojamentos da propriedade observou-se um renque de rvores composto pela espcie fcus (Ficus benjamina). A foto 06 apresenta vista deste renque com espcie extica. Foto 03. Espcies exticas. Foto 04. Agrupamento arbreo na APP. Foto 05. Agrupamento fora da APP. Foto 06. Renque de fcus. c) Cerca-viva Em praticamente todo limite da propriedade, junto aos alambrados de divisa, constatou-se a presena de cerca-viva composta pela espcie sanso-do-campo (Mimosa caesalpineafolia). Vale destacar que parte desta cerca-viva encontra-se formada prxima calha do Crrego Barreirinho, extremidade leste. As fotos 07 e 08 destacam a cerca-viva no imvel. 15 Foto 07. Sanso-do-campo na divisa do terreno. Foto 08. Cerca-viva paralela ao crrego. d) Pomares Paralelo a um dos acessos internos, atrs dos prdios dos antigos alojamentos, verificou-se um grande pomar, constitudos predominantemente por espcies frutferas exticas. Na vistoria notou-se que grande parte dos indivduos arbreos do pomar so mangueiras (Mangifera indica) de grande porte e que demonstram sinais de senescncia. Visando facilitar o planejamento das intervenes futuras no local, as rvores presentes no pomar foram levantadas individualmente, estando contidas nas planilhas dos exemplares arbreos isolados. As fotos 09 e 10 mostram vistas do pomar existente na propriedade. Foto 09. Espcies frutferas. Foto 10. Pomar. 16 e) Vegetao gramnea Conforme observado no mapeamento de ocupao da propriedade constata-se que a vegetao gramnea ocupa grande parte da rea destinada implantao do Residencial Vitta Jos. Assim, observa-se que esta vegetao herbcea representada predominantemente, por espcies gramneas dos gneros Brachiaria, Digitaria e Cyperus. As fotos 11 e 12 evidenciam as gramneas recobrindo o solo em grandes reas do imvel. Foto 11. Gramneas recobrindo o solo. Foto 12. Predomnio da gramnea Brachiaria. f) Eucalipto e pnus Nas imagens areas pretritas pode-se observar alguns locais onde havia diversas rvores das espcies exticas Eucaliptus sp e Pinus sp. Durante as vistorias constatou-se que grande parte das mesmas vem sendo manejadas e suprimidas no interior do imvel. Os indivduos que a inda restam foram levantados e apresentados nas planilhas de exemplares isolados. As fotos 13 e 14 retratam os locais em que houve supresso destas espcies. 17 Foto 13. Tocos de eucalpto. Foto 14. Eucalipto e pnus manejados. 5. REAS D E PRESERVAO PE RMANENTE De acordo com o item II do Art. 3 da Lei n 12.651, de 25 maio de 2012, as reas de preservao permanente possuem a seguinte definio: II- rea de Preservao Permanente APP: rea protegida, coberta ou no por vegetao nativa, com a funo ambiental de preservar os recursos hdricos, a paisagem, a estabilidade geolgica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gnico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populaes humanas. A identificao e marcao dos corpos hdricos existentes na regio do empreendimento foram definidas atravs de levantamento de campo, com o auxlio de GPS, e com base nas folhas topogrficas com ndice de nomenclatura SF-22-Z-B-I-4-NE-D cdigo 062/067 e SF-22-Z-B-I-4-NE-C cdigo 062/066, do Plano Cartogrfico do Estado de So Paulo IGC, edio de 1983, na escala de 1:10.000. A representao da localizao do empreendimento nestas folhas topogrficas encontra-se destacado na Figura 10. 18 Figura 10 Vista da propriedade junto carta topogrfica do IGC. Base: Carta IGC e Google Earth. Elaborao: Via Vidrih 2015. Na extremidade leste da propriedade alm do Crrego Barreirinho, nota -se a indicao das lagoas ornamentais existentes no imvel. Por meio da carta, verifica-se que tais lagoas no decorrem de barramento ou represamento do crrego, ou seja, so lagoas ou reservatrios artificiais. Durante as vistorias e levantamentos de campo puderam ser identificados e comprovadas, na regio do empreendimento, a existncia de 01 (um) curso dgua perene, denominado Crrego Barreirinho, e 03 (trs) lagoas artificiais. Destarte, as delimitaes das reas de Preservao Permanente foram definidas conforme estabelece o Art 4 da Lei n 12.651/12, alterada pela Lei n 12.727/12: 19 Art. 4 Considera-se rea de Preservao Permanente , em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei: I as faixas marginais de qualquer curso dgua natural perene e intermitente, excludo os efmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mnima de: a) 30 (trinta) metros, para os cursos dgua de menos de 10 (dez) metros de largura; (...) 1 No ser exigida rea de Preservao Permanente no entorno de reservatrios artificiais de gua que no decorram de barramento ou represamento de cursos dgua. (...) Em anexo apresentada a Planta de Caracterizao Ambiental da propriedade. Nesta possvel observar a projeo das faixas marginais de APP e a localizao das lagoas no interior do empreendimento. As fotos 15 a 18 evidenciam a situao atual do crrego e as lagoas no interior do imvel Foto 15. Crrego Barreirinho. Foto 16. Lagoa artificial assoreada. 20 Foto 17. Lagoa ornamental. Foto 18. Lagoa ornamental. 6. SUPRESSO DE EXEMPLARES ARBREOS Conforme estabelece a DECISO DE DIRETORIA N 287/2013/V/C/I, de 11 de setembro de 2013, a autorizao para supresso de exemplares arbreos nativos isolados, quando indispensvel para o desenvolvimento de atividades, obras ou empreendimentos, ser emitida pela CETESB - Companhia Ambiental do Estado de So Paulo. Desta forma, futuras intervenes na propriedade que envolvam a supresso de exemplares nativos dever seguir tal deciso. Para a supresso de exemplares de espcies exticas, tanto o municpio quanto o Estado no estabelecem a necessidade de licenciamento para o corte e, consequentemente, no haver compensaes. Com base no Artigo 8 da DECISO DE DIRETORIA N 287/2013/V/C/I, os clculos para reposio dos exemplares arbreos nativos a serem suprimidos seguiro proporo de 25:1 para os indivduos arbreos que no se encontram classificados em alguma das categorias de ameaa e 50:1 para os indivduos de espcies ameaadas de extino. As tabelas 02 e 03 retratam as espcies nativas identificadas e os critrios adotados no clculo da compensao. 21 Tabela 02 Diversidade e caractersticas das espcies. Tabela 03 Clculo da compensao. CLCULO DA COMPENSAO DECISO DE DIRETORIA N 287/2013/V/C/I, de 11 de setembro de 2013 Corte de exemplares no ameaados de extino = Reposio de 25:1 Corte de exemplares ameaados de extino = Reposio de 50:1 22 As medidas compensatrias devero ser executadas segundo a Resoluo SMA 32/2014, a qual estabelece as orientaes, diretrizes e critrios sobre a restaurao ecolgica no Estado de So de Paulo. 7. CONCLUSES Das vistorias, pesquisas, anlises e levantamentos realizados chegou-se as seguintes concluses: que o loteamento Residencial Vitta So Jos encontra-se localizada na antiga Fazenda Barreirinho, municpio de Bauru; que, com 141.453,93 metros quadrados, a gleba destinada a implantao do empreendimento est inserida no SPU8 Bacia do Crrego Barreirinho e em rea classificada como consolidada, conforme Plano Diretor Participativo; que a regio do Residencial Vitta So Jos no se insere em rea de Proteo Ambiental APA, entretanto, as cotas mais baixas do terreno destinam-se a criao de Parques Lineares; que dentro dos limites do imvel notou-se a inexistncia de fragmentos de vegetao nativa, havendo apenas a presena de vegetao gramnea, exemplares arbreos isolados, agrupamentos arbreos de espcies exticas, pomares e cercas-vivas; que identificou-se a presena de 276 (duzentos e setenta e seis) exemplares arbreos isolados, as quais compreendem um total 20 espcies exticas e 39 espcies nativas; que na extremidade leste da propriedade verificou-se a existncia de 01 (um) curso dgua perene, denominado Crrego Barreirinho, e 03 (trs) lagoas artificiais; 23 8. REFERNCIAS BIBLIOGRFI CAS INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATSTICA. IBGE - CIDADES@. Rio de Janeiro: 2011. LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquticas, parasitas e txicas. 3 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2000. LORENZI, H. rvores Brasileiras: manual de identificao e cultivo de plantas arbreas nativas do Brasil, vol. 01. 5 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. LORENZI, H. rvores Brasileiras: manual de identificao e cultivo de plantas arbreas nativas do Brasil, vol. 02. 3 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009. LORENZI, H. rvores Brasileiras: manual de identificao e cultivo de plantas arbreas nativas do Brasil, vol. 03. 1 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009. SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE / INSTITUTO FLORESTAL. Inventrio florestal da vegetao natural do Estado de So Paulo. So Paulo, SP: SMA/IF, 2005. 200p. : il. SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE / COORDENADORIA DE PLANEJAMENTO AMBIENTAL. Meio Ambiente Paulista: Relatrio de Qualidade Ambiental 2010. Organizao: Casemiro Trcio dos Reis Lima Carvalho e Mrcia Trindade Jovito. So Paulo, SMA/CPLA, 2010. 224p. Web sites: http://www.ibge.gov.br http://www.iflorestal.sp.gov.br http://www.fflorestal.sp.gov.br http://www.mma.gov.br http://www.bauru.sp.gov.br/ 24 9. CONSID ERAES FINAI S A Via Vidrih Engenharia e Meio Ambiente coloca-se desde j ao inteiro dispor de Vossa Senhoria, para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessrios. Bauru, 20 de maro de 2015. CC ll uu dd ii oo AA uu gg uu ssttoo BB .. VV ii dd rr ii hh FFee rr rr ee ii rraa Engenheiro Florestal CREA 5062576567 NN dd ii aa HH oo rr ii yy ee FFee rr rr ee ii rraa Engenheira Agrnoma CREA 5063413449 25 ANEXO 01 DIVERSIDADE DE ESPCIES NATIVAS IDENTIFICADAS 01algodeiro(Heliocarpuspopayanensis)02amendoimbravo(Platypodiumelegans)03angico(Anadenantheracolubrina)04angicobranco(Albiziapolycephala)05aroeirapimenteira(Schinusterebinthifolius)06babosabranca(Cordiasuperba)07cajueiro(Anacardiumoccidentale)08canelinha(Ocoteacorymbosa)09caviva(Dalbergiamiscolobiums)10cedro(Cedrellafissilis)11crindiuva(Tremamicrantha)12sombreiro(Clitoriafairchildiana)13goiababrava(Psidiumsp.)14goiabeira(Psidiumguajava)15grumixama(Eugeniabrasiliensis)16guarapuvu(Schizolobiumparahyba)17ingubranco(Ingavera)18ipamarelo(Handroanthuschrysotrichus)19ipamarelocascudo(Handroanthusochraceus)20ipbranco(Tabebuiaroseoalba)21iproxo(Handroanthusheptaphyllus)22iproxodebola(Handroanthusimpetiginosus)23jenipapo(Genipaamericana)24jeriv(Syagrusromanzoffiana)25macauba(Acrocomiaaculeata)26mamicadecadela(Zanthoxylumrhoifolium)27mangadapraia(Clusiafluminensis)28marinheiro(Guareaguidonia)29oiti(Licaniatomentosa)30leobranco(Pterogynenitens)31leopardo(Myrocarpusfrondosus)32palmeirarabodepeixe(Caryotaurens)33pauformiga(Triplarisamericana)34pausangue(Machaeriumbrasiliense)35paubrasil(Caesalpiniaechinata)36pitangueira(Eugeniauniflora)37pitomba(Talisiasp)38sibipiruna(Caesalpiniapluviosa)39figueiramatapau(Ficusguarantica)26 ANEXO 02 LISTA DOS EXEMPLARES ARBREOS ISOLADOS X Y1 cassiadesio Sennasiamea 15+12+18 45 6,5 1,03326 699856 75330902 jeriv Syagrusromanzoffiana 25 25 3,5 0,17172 699897 75330733 jeriv Syagrusromanzoffiana 23 23 4,0 0,16611 699898 75330614 jambolo Syzygiumjambolanum 33 33 5,5 0,47018 699904 75330755 jambolo Syzygiumjambolanum 34+19 53 5,0 1,10253 699903 75330836 jambolo Syzygiumjambolanum 29+27 56 5,5 1,35397 699906 75330867 jambolo Syzygiumjambolanum 25+31 56 5,0 1,23088 699905 75330918 iproxo Handroanthusheptaphyllus 11 11 2,5 0,02375 699906 75330929 jambolo Syzygiumjambolanum 36+23 59 5,5 1,50292 699904 753310310 jeriv Syagrusromanzoffiana 18 18 4,5 0,11445 699906 753309211 jeriv Syagrusromanzoffiana 20 20 4,5 0,14130 699904 753310312 jeriv Syagrusromanzoffiana 32 32 5,0 0,40192 699897 753311113 jambolo Syzygiumjambolanum 33+34 67 5,5 1,93813 699898 753311114 jambolo Syzygiumjambolanum 35 35 5,0 0,48081 699899 753311915 jeriv Syagrusromanzoffiana 21 21 5,0 0,17309 699894 753312416 jeriv Syagrusromanzoffiana 28 28 5,0 0,30772 699894 753312517 jambolo Syzygiumjambolanum 39 39 5,5 0,65669 699897 753312818 crindiuva Tremamicrantha 10 10 3,0 0,02355 699894 753313519 jambolo Syzygiumjambolanum 34 34 6,0 0,54448 699893 753313420 jeriv Syagrusromanzoffiana 24 24 5,5 0,24869 699889 753313921 jambolo Syzygiumjambolanum 51 51 5,5 1,12298 699892 753314522 crindiuva Tremamicrantha 9 9 2,5 0,01590 699888 753315123 jeriv Syagrusromanzoffiana 25 25 6,0 0,29438 699889 753315424 jeriv Syagrusromanzoffiana 26 26 5,5 0,29186 699888 753315725 jeriv Syagrusromanzoffiana 25 25 5,0 0,24531 699886 753316226 jeriv Syagrusromanzoffiana 27 27 6,5 0,37197 699882 753316327 jambolo Syzygiumjambolanum 38 38 7,0 0,79348 699873 753316728 jeriv Syagrusromanzoffiana 32 32 7,0 0,56269 699872 753317529 jeriv Syagrusromanzoffiana 27 27 5,5 0,31475 99870 753317530 jeriv Syagrusromanzoffiana 30 30 6,0 0,42390 699869 753317631 sombreiro Clitoriafairchildiana 45+41+44+60 190 9,0 25,50465 699872 753318232 sombreiro Clitoriafairchildiana 26+25+51+48 150 9,5 16,77938 699867 753317733 jeriv Syagrusromanzoffiana 18 18 7,0 0,17804 699869 753317234 jeriv Syagrusromanzoffiana 23 23 8,0 0,33221 699865 753316935 jambolo Syzygiumjambolanum 49 49 8,5 1,60207 699860 753317136 jeriv Syagrusromanzoffiana 25 25 8,0 0,39250 699860 753317337 jeriv Syagrusromanzoffiana 27 27 7,0 0,40059 699862 753317838 jeriv Syagrusromanzoffiana 24 24 6,5 0,29390 699857 753317139 espatdea Spathodeacampanulata 50+41 91 8,5 5,52550 699758 753322440 ficus Ficusbenjamina 49 49 7,5 1,41359 699753 753322941 jambelo Syzygiumjambolanum 10 10 2,5 0,01963 699785 753322142 mangueira Mangiferaindica 38 38 3,5 0,39674 699791 753319843 jambolo Syzygiumjambolanum 41+32+39 112 7,0 6,89293 699772 753316144 espatdea Spathodeacampanulata 36 36 5,0 0,50868 699771 753316245 amendoinbravo Platypodiumelegans 11 11 3,5 0,03324 699767 753317146 morta 27 27 6,0 0,34336 699768 753316947 jambolo Syzygiumjambolanum 44 44 8,0 1,21581 699778 753316848 jambolo Syzygiumjambolanum 42 42 7,0 0,96932 699780 753317349 jambolo Syzygiumjambolanum 41+38 79 8,5 4,16431 699777 753317450 jambolo Syzygiumjambolanum 46 46 8,0 1,32885 699773 753317151 amendoimbravo Platypodiumelegans 10 10 2,5 0,01963 699772 753317652 jambolo Syzygiumjambolanum 43+29 72 7,5 3,05208 699766 753317153 amendoimbravo Platypodiumelegans 22+18 40 6,0 0,75360 699768 753317854 jambolo Syzygiumjambolanum 41+38 79 8,5 4,16431 699777 7533181ID UTMDatumSIRGAS2000VOL.(M)COORD.GEOGRFICASNOMEPOPULAR NOMECIENTFICO DAP(CM) DAP(CM) ALTURA(M)55 jambolo Syzygiumjambolanum 49 49 8 1,50783 699777 753318256 jambolo Syzygiumjambolanum 55 55 8,5 2,01843 699774 753318857 jambolo Syzygiumjambolanum 58 58 8 2,11259 699770 753318858 jambolo Syzygiumjambolanum 47 47 7,5 1,30055 699764 753317959 uvajaponesa Hoveniadulcis 43+33 76 8 3,62733 699753 753318260 jambolo Syzygiumjambolanum 44 44 7,5 1,13982 699772 753319961 jambolo Syzygiumjambolanum 36 36 5,5 0,55955 699770 753320362 jambolo Syzygiumjambolanum 33 33 7 0,59841 699770 753321663 jambolo Syzygiumjambolanum 28 28 6,5 0,40004 699767 753321364 jambolo Syzygiumjambolanum 41 41 7 0,92371 699764 753320865 jambolo Syzygiumjambolanum 29+31 60 7,5 2,11950 699766 753320166 ficus Ficusbenjamina 43 43 4 0,58059 699748 753316467 ficus Ficusbenjamina 55 55 4 0,94985 699800 753303768 ficus Ficusbenjamina 36 36 4 0,40694 699795 753303969 ficus Ficusbenjamina 44 44 3,5 0,53192 699795 753304070 ficus Ficusbenjamina 49 49 3,5 0,65967 699792 753304271 ficus Ficusbenjamina 38+41 79 4 1,95967 699791 753304972 ficus Ficusbenjamina 40+37+29 106 3,5 3,08709 699791 753305373 ficus Ficusbenjamina 20+30+10+15 75 3 1,32469 699792 753305474 ficus Ficusbenjamina 57 57 3 0,76514 699793 753305375 pinus Pinuselliottii 66 66 12 4,10335 699806 753306076 leopardo Myrocarpusfrondosus 47+54 101 8,5 6,80662 699809 753306377 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 78 78 9 4,29835 699795 753307078 cedro Cedrellafissilis 41+33 74 6,5 2,79413 699796 753307179 jambolo Syzygiumjambolanum 20+22+28+18 88 2,5 1,51976 699801 753308180 chuvadeouro Cassiafistula 13 13 2,5 0,03317 699798 753308681 chuvadeouro Cassiafistula 12+16 28 2,5 0,15386 699795 753309482 chuvadeouro Cassiafistula 10+11 21 2 0,06924 699787 753310583 chuvadeouro Cassiafistula 16+12 28 2 0,12309 699784 753311184 chuvadeouro Cassiafistula 17 17 2 0,04537 699781 753311585 ipamarelo Handroanthuschrysotrichus 31 31 8 0,60351 699779 753312286 ipamarelo Handroanthuschrysotrichus 29 29 7,5 0,49514 699775 753313087 pinheirojardim Juniperushorizontalis 21+24+11 56 7,5 1,84632 699771 753313688 ipamarelo Handroanthuschrysotrichus 35 35 7 0,67314 699771 753314589 cedro Cedrellafissilis 12 12 3 0,03391 699770 753314990 ipamarelo Handroanthuschrysotrichus 34 34 7 0,63522 699767 753315691 flamboyant Delonixregia 62 62 8 2,41403 699731 753320192 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 48+32+28 108 9,5 8,69843 699736 753319293 flamboyant Delonixregia 45+38+33 116 9 9,50666 699741 753318594 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 41+50+48+47 186 9 24,44207 699733 753318495 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 40+22+21+49 132 9 12,31006 699743 753318096 flamboyant Delonixregia 72 72 8,5 3,45902 699738 753317797 pinheirojardim Juniperushorizontalis 10 10 3 0,02355 699736 753316898 cedro Cedrellafissilis 27 27 7 0,40059 699735 753316799 pinheirojardim Juniperushorizontalis 24 24 6 0,27130 699733 7533170100 flamboyant Delonixregia 102 102 9,5 7,75878 699742 7533168101 pinheirojardim Juniperushorizontalis 11 11 3 0,02850 699741 7533169102 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 26 26 6,5 0,34493 699756 7533165103 flamboyant Delonixregia 99 99 8 6,15503 699753 7533167104 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 18+20+32+31+48 149 10,5 18,29917 699747 7533159105 cedro Cedrellafissilis 83 83 11 5,94865 699749 7533150106 flamboyant Delonixregia 64 64 8 2,57229 699753 7533143107 cedro Cedrellafissilis 30 30 6 0,42390 699753 7533147108 flamboyant Delonixregia 105 105 7,5 6,49097 699759 7533141109 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 78+27+13 118 9,5 10,38382 699757 7533137110 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 57 57 7 1,78533 699763 7533122111 flamboyant Delonixregia 61 61 10,5 3,06703 699763 7533122112 mangueira Mangiferaindica 120 120 11 12,43440 699763 7533115113 cedro Cedrellafissilis 36 36 8 0,81389 699769 7533111114 cedro Cedrellafissilis 63 63 10 3,11567 699769 7533105115 mangueira Mangiferaindica 29+30+100+41+44+51 295 10,5 71,73036 699770 7533106116 cedro Cedrellafissilis 31 31 5 0,37719 699775 7533103117 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 32+39+49+33 153 10 18,37607 699781 7533086118 noidentificada01 65 65 9 2,98496 699787 7533086119 noidentificada01 31+29 60 8 2,26080 699790 7533085120 palmeirarabodepeixe Caryotaurens 37 37 8 0,85973 699787 7533077121 mangadapraia Clusiafluminensis 48 48 3,5 0,63302 699767 7533023122 aroeirapimenteira Schinusterebinthifolius 12 12 2,5 0,02826 699760 7533030123 goiabeira Psidiumguajava 18 18 2,5 0,06359 699761 7533029124 mangadapraia Clusiafluminensis 37 37 2,5 0,26867 699759 7533026125 jambolo Syzygiumjambolanum 46 46 7 1,16274 699764 7533034126 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 13 13 6 0,07960 699771 7533033127 palmeirarabodepeixe Caryotaurens 40 40 6,5 0,81640 699738 7533032128 aroeirapimenteira Schinusterebinthifolius 9+10+8+12 39 3,5 0,41789 699751 7533037129 palmeirarabodepeixe Caryotaurens 37 37 6 0,64480 699771 7533073130 mangueira Mangiferaindica 45 45 7,5 1,19222 699770 7533076131 morta 21+23+22 66 5 1,70973 699750 7533079132 mangueira Mangiferaindica 12+10+7 29 15 0,99028 699749 7533082133 paubrasil Caesalpiniaechinata 15 15 4 0,07065 699740 7533081134 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 13+14 27 4 0,22891 699743 7533095135 mangueira Mangiferaindica 50+47+61 158 10 19,59674 699734 7533099136 abacateiro Perseaamericana 46+53 99 8,5 6,53972 699733 7533107137 mangueira Mangiferaindica 49 49 7 1,31935 699730 7533103138 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 11+14 25 5 0,24531 699722 7533101139 palmeirarabodepeixe Caryotaurens 10+10+20+30+20+16 106 6,5 5,73317 699735 7533101140 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 20 20 5,5 0,17270 699730 7533119141 magueira Mangiferaindica 12+10 22 2 0,07599 699735 7533121142 canelinha Ocoteacorymbosa 11+10+5+5+11 42 3 0,41542 699739 7533125143 marinheiro Guareaguidonia 13+12 25 4 0,19625 699741 7533138144 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 22+37 59 8,5 2,32270 699738 7533138145 magueira Mangiferaindica 50+64 114 10 10,20186 699737 7533148146 magueira Mangiferaindica 68+59 127 10 12,66127 699736 7533148147 cedro Cedrellafissilis 35 35 6 0,57698 699728 7533149148 magueira Mangiferaindica 140 140 10,5 16,15530 699721 7533143149 magueira Mangiferaindica 46+45+58 149 10 17,42779 699710 7533131150 noidentificada02 12+10+12+11+14+15 74 2 0,85973 699701 7533155151 cocodebaia Cocosnucifer 24 24 3 0,13565 699708 7533162152 mangueira Mangiferaindica 49+44 93 8,5 5,77105 699701 7533170153 abacateiro Perseaamericana 30 30 3,5 0,24728 699692 7533170154 pitangueira Eugeniauniflora 41 41 3,5 0,46185 699687 7533169155 palmeirarabodepeixe Caryotaurens 39 39 6 0,71639 699714 7533184156 macauba Acrocomiaaculeata 25 25 5 0,24531 699716 7533184157 angico Anadenantheracolubrina 44+36 80 12,0 6,02880 699728 7533234158 iproxo Handroanthusheptaphyllus 70 70 16,0 6,15440 699726 7533219159 iproxo Handroanthusheptaphyllus 56 56 15,0 3,69264 699721 7533229160 iproxo Handroanthusheptaphyllus 15 15 3,5 0,06182 699730 7533224161 iproxo Handroanthusheptaphyllus 48 48 13,0 2,35123 699723 7533232162 goiababrava Psidiumsp. 33 33 9,0 0,76938 699723 7533235163 cassiadesio Sennasiamea 21 21 7,0 0,24233 699706 7533247164 ipbranco Tabebuiaroseoalba 16 16 3,5 0,07034 699712 7533238165 leobranco Pterogynenitens 56+22+25 103 11,0 9,16087 699706 7533263166 figueiramatapau Ficusguaranitica 19+17+12 48 9,0 1,62778 699706 7533266167 cedro Cedrellafissilis 64 64 12,0 3,85843 699707 7533267168 ipbranco Tabebuiaroseoalba 15 15 4,0 0,07065 699698 7533267169 ipbranco Tabebuiaroseoalba 18 18 4,5 0,11445 699695 7533270170 cedro Cedrellafissilis 19+11 30 4,5 0,31793 699700 7533275171 cassiadesio Sennasiamea 26 26 6,0 0,31840 699699 7533276172 ipbranco Tabebuiaroseoalba 18+15 33 3,5 0,29920 699692 7533277173 jenipapo Genipaamericana 28+26+25 79 7,0 3,42943 699688 7533278174 ipamarelo Tabebuiaochracea 7 7 2,0 0,00769 699700 7533261175 guarapuruvu Shizolobiumparahyba 36 36 13,0 1,32257 699703 7533256176 jenipapo Genipaamericana 79 79 10,0 4,89919 699696 7533244177 pinheirodenatal Araucariacolumnaris 39 39 7,0 0,83579 699706 7533223178 iproxo Handroanthusheptaphyllus 25 25 4,0 0,19625 699686 7533218179 iproxo Handroanthusheptaphyllus 16 16 3,5 0,07034 699681 7533256180 iproxo Handroanthusheptaphyllus 21 21 3,5 0,12116 699677 7533261181 algodeiro Heliocarpuspopayanensis 16+12+15 43 2,0 0,29029 699664 7533245182 algodeiro Heliocarpuspopayanensis 25 25 1,5 0,07359 699665 7533245183 algodeiro Heliocarpuspopayanensis 17+19 36 2,0 0,20347 699667 7533236184 cassiadesio Sennasiamea 22+24 46 3,5 0,58137 699667 7533265185 ipamarelo Tabebuiaochracea 12 12 3,0 0,03391 699664 7533262186 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 21 21 4,0 0,13847 699658 7533262187 chapudecouro Echinodorusgrandiflorus 48 48 9,0 1,62778 699646 7533259188 mangueira Mangiferaindica 180 180 9,0 22,89060 699641 7533246189 chapudecouro Echinodorusgrandiflorus 53 53 8,0 1,76405 699633 7533252190 espatodia Spathodeacampanulata 17+9+11+16+12+8 73 5,0 2,09163 699625 7533245191 ipamarelo Tabebuiaochracea 14 14 4,0 0,06154 699620 7533241192 ipamarelo Tabebuiaochracea 9 9 3,0 0,01908 699618 7533241193 pinheirodenatal Araucariacolumnaris 43 43 9,0 1,30632 699615 7533239194 ipamarelo Tabebuiaochracea 11 11 3,0 0,02850 699614 7533238195 ipamarelo Tabebuiaochracea 21 21 7,0 0,24233 699616 7533237196 angicobranco Albiziapolycephala 23 23 7,0 0,29069 699634 7533223197 eucalipito Eucalyptussp. 20+34+8 62 4,0 1,20702 699640 7533189198 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 11+10 21 2,5 0,08655 699645 7533184199 pausangue Machaeriumbrasiliense 18+23+21+40+18 120 6,5 7,34760 699625 7533191200 pausangue Machaeriumbrasiliense 14+14+15+8+13+15 79 6,5 3,18447 699620 7533196201 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 48 48 9,5 1,71821 699623 7533178202 pausangue Machaeriumbrasiliense 17+15 32 6,5 0,52250 699618 7533178203 pausangue Machaeriumbrasiliense 19+23 42 5,5 0,76161 699615 7533182204 pausangue Machaeriumbrasiliense 16+18 34 6,0 0,54448 699615 7533183205 pausangue Machaeriumbrasiliense 31+19+23+14+30+23 140 7,5 11,53950 699611 7533180206 pausangue Machaeriumbrasiliense 13 13 4,0 0,05307 699611 7533188207 pausangue Machaeriumbrasiliense 24+20 44 6,0 0,91186 699608 7533190208 pausangue Machaeriumbrasiliense 18+14+13+8+18 71 6,0 2,37431 699601 7533177209 iproxo Handroanthusheptaphyllus 21 21 4,5 0,15578 699633 7533157210 iproxo Handroanthusheptaphyllus 23+12 35 5,0 0,48081 699647 7533151211 morta 26 26 4,5 0,23880 699645 7533144212 iproxo Handroanthusheptaphyllus 6+8+19+17 50 6,5 1,27563 699651 7533143213 iproxo Handroanthusheptaphyllus 26 26 5,5 0,29186 699630 7533136214 iproxo Handroanthusheptaphyllus 32 32 6,5 0,52250 699633 7533133215 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 26 26 6 0,31840 699649 7533126216 iproxo Handroanthusheptaphyllus 11 11 2 0,01900 699651 7533118217 iproxo Handroanthusheptaphyllus 20+15+10 45 4,5 0,71533 699650 7533111218 iproxo Handroanthusheptaphyllus 20+14 34 5,5 0,49910 699635 7533099219 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 17+30 47 7,5 1,30055 699645 7533069220 pauformiga Triplarisamericana 12 12 3,5 0,03956 699666 7533051221 pauformiga Triplarisamericana 5+15 20 3,5 0,10990 699677 7533049222 pauformiga Triplarisamericana 5+11 16 3 0,06029 699685 7533052223 pauformiga Triplarisamericana 19 19 3,5 0,09918 699687 7533050224 pinus Pinuselliottii 55 55 10 2,37463 699679 7533036225 ficus Ficusbenjamina 78 78 10 4,77594 699704 7532999226 pinus Pinuselliottii 98 98 11 8,29305 699699 7532978227 eucalipito Eucalyptussp. 20+21 41 7 0,92371 699613 7533059228 eucalipito Eucalyptussp. 64 64 13 4,17997 699586 7533072229 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 34 34 4,5 0,40836 699555 7533089230 jambolo Syzygiumjambolanum 51 51 6 1,22507 699547 7533102231 jambolo Syzygiumjambolanum 22+26+18+24 90 6 3,81510 699548 7533105232 jambolo Syzygiumjambolanum 49+35 84 6 3,32338 699554 7533112233 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 19 19 3,5 0,09918 699525 7533145234 iproxodebola Handroanthusimpetiginosus 28+25+27 80 4 2,00960 699583 7533155235 iproxo Handroanthusheptaphyllus 20+23 43 4,5 0,65316 699585 7533177236 igubranco Ingavera 11+12+14 37 3 0,32240 699584 7533195237 cajueiro Anacardiumoccidentale 5+11+10+12 38 2 0,22671 699591 7533191238 cajueiro Anacardiumoccidentale 5+5+10 20 1,5 0,04710 699595 7533195239 cajueiro Anacardiumoccidentale 8+10+5 23 1,5 0,06229 699592 7533196240 chapudecouro Echinodorusgrandiflorus 12+16 28 2 0,12309 699582 7533215241 canelinha Ocoteacorymbosa 9+12+14+20+10+10 75 3,5 1,54547 699601 7533241242 pitangueira Eugeniauniflora 22+10+20+19+18+17 106 3 2,64608 699690 7533161243 babosabranca Cordiasuperba 10+26+21 57 4 1,02019 699687 7533150244 grumixama Eugeniabrasiliensis 11+13+14+22 60 4 1,13040 699675 7533154245 grumixama Eugeniabrasiliensis 11+10+20+15+13+12+16 97 4 2,95443 699673 7533153246 pitangueira Eugeniauniflora 10+10+11 31 12,5 0,94298 699673 7533149247 pitomba Talisiasp 25 25 5 0,24531 699681 7533142248 pitomba Talisiasp 19+21 40 4 0,50240 699677 7533137249 pitomba Talisiasp 20 20 4 0,12560 699674 7533136250 grumixama Eugeniabrasiliensis 17+19+22+23+21 102 4,5 3,67521 699669 7533138251 grumixama Eugeniabrasiliensis 16+15+17+23 71 5 1,97859 699672 7533129252 cedro Cedrellafissilis 28+24 52 5 1,06132 699691 7533124253 mangueira Mangiferaindica 109 109 9 8,39393 699687 7533137254 mangueira Mangiferaindica 87 87 9 5,34750 699687 7533136255 mangueira Mangiferaindica 132 132 9,5 12,99395 699680 7533134256 nespera Eriobotryajaponica 9 9 3,5 0,02225 699677 7533139257 ipamarelocascudo Handroanthusochraceus 25 25 7 0,34344 699431 7533155258 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 32+31+35+35+29 162 10 20,60154 699434 7533164259 mamicadecadela Zanthoxylumrhoifolium 38 38 7 0,79348 699445 7533182260 pinus Pinuselliottii 53 53 18 3,96912 699418 7533160261 amendoimbravo Platypodiumelegans 26 26 6,5 0,34493 699411 7533141262 canelinha Ocoteacorymbosa 23 23 4,5 0,18687 699388 7533142263 jasmin Jasminumofficinale 8+5 13 2 0,02653 699384 7533146264 amendoimbravo Platypodiumelegans 25 25 6,5 0,31891 699383 7533147265 amendoimbravo Platypodiumelegans 26+18 44 5 0,75988 699382 7533148266 eucalipito Eucalyptussp. 17 17 8 0,18149 699375 7533151267 eucalipito Eucalyptussp. 37 37 10 1,07467 699373 7533152268 santabrbara Meliaazedarach 48 48 8 1,44691 699373 7533146269 canelinha Ocoteacorymbosa 33 33 7,5 0,64115 699369 7533142270 amendoimbravo Platypodiumelegans 24+2+20 46 6 0,99664 699365 7533140271 goiabeira Psidiumguajava 8 8 1,5 0,00754 699363 7533141272 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 34 34 7,5 0,68060 699391 7533129273 sibipiruna Caesalpiniapluviosa 52 52 8 1,69811 699389 7533127274 ligustro Ligustrumlucidum 12+11+8+9 40 2,5 0,31400 699386 7533121275 iproxo Handroanthusheptaphyllus 6+12 18 3 0,07630 699380 7533121276 oiti Licaniatomentosa 5 5 2 0,00393 699379 7533121Powered by TCPDF (www.tcpdf.org) 0 Anexo 5 Cronograma resumido de implantao do empreendimento REGISTRO RIMS 0 MS 6MS 12MS 18MS 24N UNIDADES MS 30180180190190 MS 36210210230230 MS 42MS 48MS 54 MS 60 MS 66 MS 72 MS 78Condominio 5 - Fase 1CONDOMINIO/FASECondominio 1 - Fase 2Condominio 2 - Fase 1Condominio 2 - Fase 2Condominio 3 - Fase 1Condominio 3 - Fase 2Condominio 4 - Fase 1SERVIOS PRELIMINARES OBRAS CONDOMINIO 1 - FASE 1OBRAS CONDOMINIO 1 - FASE 2obras de urbanizaoCondominio 1 - Fase 1 OBRAS CONDOMINIO 2 - FASE 1 OBRAS CONDOMINIO 2 - FASE 2OBRAS CONDOMINIO 3 - FASE 1OBRAS CONDOMINIO 3 - FASE 2OBRAS CONDOMINIO 4 - FASE 1OBRAS CONDOMINIO 4 - FASE 2 0 Anexo 6 Mapa da rea de influncia Powered by TCPDF (www.tcpdf.org) 0 Anexo 7 Relatrio de Impacto de Trnsito 1 RELATRIO DE IMPACTO DE TRNSITO RESIDENCIAL VITTA SO JOS VITTA RESIDENCIAL BAURU, NOVEMBRO DE 2015. 2 SUMRIO 1. APRESENTAO ....................................................................................... 4 1. CONSIDERAES INICIAIS ...................................................................... 6 1.1 Introduo ............................................................................................ 6 1.2 Caracterizao da cidade .................................................................... 6 1.3 Caracterizao e informaes gerais do empreendimento .................. 8 1.4 reas de influncia e acessibilidade .................................................. 10 2. FLUXO DE PASSAGEM ........................................................................... 15 2.1 Amostragem de trfego existente ...................................................... 15 2.2 Consideraes adotadas ................................................................... 18 2.3 Amostragem de trfego futura ........................................................... 19 3. ANLISE DA CAPACIDADE VIRIA ........................................................ 23 4. AVALIAO DO IMPACTO NO TRNSITO ............................................. 27 4.1 Estimativa da demanda - Gerao de viagens .................................. 28 4.2 Avaliao do trfego aps a implantao do empreendimento .......... 29 4.3 Avaliao do trfego para os anos de 2022 e 2027 ........................... 31 5. MEDIDAS MITIGADORAS ........................................................................ 34 5.1 Acesso ao empreendimento .............................................................. 34 5.2 Fluxo prximos ao empreendimento .................................................. 35 6. CONCLUSES ......................................................................................... 37 3 APRESENTAO 4 1. APRESENTAO O presente documento constitui-se de um relatrio contendo a sntese das anlises realizadas sobre o impacto no trnsito que poder causar ou no a insero de um Polo Gerador de Trfego (PGT) no virio externo. Vale ressaltar que esse impacto pode gerar reflexos negativos na circulao viria em seu entorno imediato e, em alguns casos, prejudicar o acesso regio, alm de agravar as condies de segurana de veculos e pedestres. Dessa forma, o empreendimento de carter residencial, foco deste estudo, apresenta caractersticas que o definem como um PGT, necessitando que seja elaborado um relatrio que apresente no apenas os futuros impactos negativos, como tambm, uma proposta de medidas mitigadoras em relao a esses impactos. O desenvolvimento do estudo foi baseado nas informaes fornecidas pelo cliente, nas amostragens de fluxo externo ao terreno, ou seja, nas vias de acesso e nos cruzamentos lindeiros e na consulta de bibliografia tcnica adequada. Este estudo composto por: Cap. 1 CONSIDERAES INICIAIS: no qual est explicitado o roteiro metodolgico que orientou o desenvolvimento do trabalho, assim como algumas informaes da cidade e do empreendimento; Cap. 2 SITUAO ATUAL: apresentando o fluxo de passagem e amostragem veicular atual e projees para o futuro; Cap. 3 ANLISE DA CAPACIDADE VIRIA: anlise geral da demanda atual; Cap. 4 AVALIAO DO IMPACTO DE TRNSITO: clculo de gerao de viagens, compreenso atual e futura perante Nveis de Servio. Cap. 5 MEDIDAS MITIGADORAS: propostas para melhoria local; Cap. 6 CONCLUSO 5 CAPTULO 1 CONSIDERAES INICIAIS 6 1. CONSIDERAES INICIAIS 1.1 Introduo O estudo tem como escopo bsico um diagnstico preliminar contendo vistoria ao entorno do empreendimento, de modo a se registrar e avaliar a situao de circulao viria na rea de estudo, tendo das 17:00h s 18:00h como hora pico da tarde. O trabalho fundamentou-se tambm em um Estudo de Circulao, Anlise de Trfego e Propostas Interveno, contendo: Avaliao dos dados das amostragens; Anlise do entorno imediato; Estudos das vias de circulao e sentido dos fluxos virios; Anlise de trfego da situao atual; Identificao de pontos crticos; Anlise de trfego da situao futura; Comparao de cenrios: atual x futuro (empreendimento em operao); Medidas Mitigadoras 1.2 Caracterizao da cidade A cidade de Bauru localiza-se na regio centro oeste do estado de So Paulo com aproximadamente 364.500 habitantes, segundo ltimo censo do IBGE em 2014. Nos ltimos 5 anos a cidade teve um aumento populacional de 1,4%, sendo que no ltimo ano esse crescimento foi de 0,7%. Conforme o Grfico 1 a seguir. Vale frisar que esse crescimento, de 0,7%, levemente superior ao da Capital, de 0,63%, mas menor do que de cidades paulistas de porte semelhante, como Piracicaba (0,81%), Franca (0,81%) e So Jos do Rio Preto (0,99%). Fonte: IBGE, 2014. 7 Grfico 1 Crescimento populacional de Bauru. Fonte: Adaptado de IBGE, 2014. Com relao frota veicular a cidade de Bauru possui hoje aproximadamente 258 mil veculos, sendo mais de 161 mil carros e quase 46 mil motocicletas. Na ltima dcada a frota de automveis cresceu em torno de 81%, sendo que ltimo ano esse crescimento apontou 5%. J a frota de motocicleta, neste ltimo ano foi acrescida em 2%. Esses dados revelam um panorama de constante e elevado crescimento da motorizao na cidade, ao passo que no mesmo perodo - 10 anos, a taxa de crescimento populacional ficou entre 9,4% e 9,5%. A seguir, os Grficos 2 e 3 mostram, respectivamente, o crescimento da frota no perodo descrito e a proporo entre o crescimento veicular e populacional. Grfico 2 Crescimento da frota veicular de Bauru. Fonte: Adaptado de DENATRAN, 2013. 8 Grfico 3 Relao entre crescimento da frota e crescimento populacional. Fonte: Adaptado de IBGE, DENATRAN, 2013. 1.3 Caracterizao e informaes gerais do empreendimento O empreendimento est localizado na zona sul da cidade, conforme indicado na Figura 1.1, e possui uma rea de 131.072,13 m. Figura 1.1 Localizao do empreendimento na cidade. 9 O futuro empreendimento se localizar em terreno com topografia plana. A macro acessibilidade do empreendimento se dar por meio das Rodovias Marechal Rondon (SP 300) e Cezrio Jos de Castilho (SP 321), duas das principais vias do municpio de Bauru, alm das vias locais Rua Coronel Antnio de vila Rebouas e Avenida Darcy Csar Improta. As principais vias de acesso direto, lindeiras ao empreendimento, Avenida Darcy Czar Improta e Rua Coronel Antnio de vila Rebouas, apresentam caractersticas funcionais de vias coletoras, devendo operar com velocidade mxima de 40Km/h. A Figura 1.2 a seguir ilustra os eixos virios de acesso rea do empreendimento. Observa-se que a Rua Coronel Antnio de vila Rebouas assume a denominao de Rua Neusa Aparecida Fukuda Gusson a partir da interseo com a Rua Nicolau Ruiz. Figura 1.2 Eixos virios. A descrio completa do empreendimento encontra-se descrita no captulo 4, do Estudo de Impacto de Vizinhana. 10 A Tabela 1.1 sintetiza as caractersticas do empreendimento essenciais para a elaborao do RIT, como o nmero de vagas disponveis. Tabela 1.1: informaes sobre o empreendimento. Nmero de condomnios 4 Nmero de unidades habitacionais 1.620 Vagas comuns - moradores 1.620 O nmero de vagas reservadas, apresentada na Tabela 1.1, atende os requisitos da Lei n 10.098 de 19 de dezembro de 2000, Lei municipal de Bauru n 5767, de Julho de 2009, NBR 9050:2004 e a Resoluo 303 de 18 de desezembro de 2008, citados no Captulo 3 do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhana). 1.4 reas de influncia e acessibilidade Na Figura 1.3 a seguir, so apresentadas as reas de influncia direta e indireta do empreendimento. Como rea de influncia direta, foi considerado o virio com um raio de 1 km do acesso ao empreendimento e como rea de influncia indireta, as demais vias que sero impactadas pela implantao do mesmo. 11 Figura 1.3 reas de influncia direta e indireta. No que tange s questes de acessibilidade ao lote, possvel listar as trs principais eixos virios que circundam o acesso ao empreendimento: Avenidas Darcy Csar Improta: via coletora de velocidade regulamentar de 40 km/h, com duas faixas por sentido, separado por um canteiro central. De acordo com o projeto urbanstico (anexo 4) futuramente cortar a gleba e se conectar a Rodovia Cezrio Jos de Castilho (SP 321), tornando-se um importante eixo virio local; Rua Cel. Antnio vila Rebouas: via local de velocidade regulamentar de 30 km/h, com uma faixa de rodagem por sentido e estacionamento em um dos sentidos. Atualmente, esta via utilizada para contornar a gleba e fazer a ligao com as demais vias locais; Rua Severino Dantas de Souza: via local de velocidade regulamentar de 30 km/h, com uma faixa por sentido. Esta via conecta a Rua Cel. Antnio vila Rebouas a via de acesso a Rodovia Marechal Rondon. Alm disso, o acesso principal a escola local feito pela Rua Severino Dantas de Souza. 12 A Figura 1.4 a seguir, ilustra o esquema da circulao no sistema virio previsto no projeto urbanstico, para entrada e sada do empreendimento. As Figuras 1.5 a 1.7 retratam a situao atual do sistema virio. Figura 1.4 Esquema de acesso e sada do empreendimento Figura 1.5 Avenida Darcy Czar Improta Figura 1.6 Rua Luis Silvestre Neto. 13 Figura 1.7 Cruzamento entre a Rua Cel. Antnio vela Rebouas e Rua Severino Dantas de Souza 14 CAPTULO 2 FLUXO DE PASSAGEM 15 2. FLUXO DE PASSAGEM 2.1 Amostragem de trfego existente Foram realizadas contagens amostrais no trecho de influncia do empreendimento em 2 postos, conforme indicados a seguir: Posto 1: Rua Maestro Oscar Mendes (continuao da Rua Cel. Antnio vila Rebouas) x Rua Joo Alves Seabra; Posto 2: Rua Cel. Antnio vila Rebouas x Rua Severino Dantas de Souza As amostragens nos pontos 1 e 2, foram realizadas no dia 01/10/15 (quinta-feira) no perodo das 17h00min s 18h00min e no perodo das 12h00min s 13h00min. Nas Figuras 2.1 e 2.2 apresenta a localizao dos postos de contagem juntamente com os respectivos movimentos. Como este relatrio visa analisar a capacidade das vias projetadas na gleba, que daro acesso ao futuro condomnio, alm de ser usado pela comunidade como via pblica. O prolongamento da Av. Darcy Czar Improta mudar a distribuio do fluxo nesta regio, incentivando a migrao do fluxo de passagem da Rua Cel. Antnio vila Rebouas para este novo eixo virio. Deste modo, foram adotadas algumas consideraes sobre a distribuio do fluxo para a viabilidade desta anlise. O posto de contagem 01, mostrado na Figura 2.1, foi escolhido por se tratar de um ponto estratgico utilizado para contornar a rea da gleba. Deste modo, estima-se que os fluxos dos movimentos 01 e 03 iro migrar para a Av. Darcy Czar Improta quando a via for prolongada pela gleba. J em relao ao ponto de contagem 02, a contagem foi realizada com o objetivo de verificar a situao local e estimar qual ser o ganho caso o fluxo de passagem venha a migrar para a futura via que atravessar a gleba em estudo. Este ponto est localizado prximo a escola do bairro, que concentra um fluxo maior nos horrios de sada e entrada da instituio. Para a 16 verificao da anlise da capacidade ser adotada algumas consideraes, mostradas na Figura 2.3, de forma a estimar o fluxo que migrar da Rua Cel. Antnio vila Rebouas para a Av. Darcy Czar Improta, aps a concluso do prolongamento desta via pela gleba. importante ressaltar, que foi observado o fluxo na Av. Darcy Czar Improta e contatado que este inexpressvel. Atualmente a via utilizada para o acesso do transito local. A partir da contagem classificatria realizada em ambos os pontos possvel a obteno do volume de fluxo equivalente a veculos de passeio, tambm conhecido como UCP (unidades de carros de passeio). Para esta converso adotado os seguintes fatores de equivalncia: motocicletas (0,33), automveis (1,00) e nibus (2,25). Nas Tabelas 2.1 e 2.2 so apresentados os volumes equivalentes obtidos a partir da contagem amostral. Figura 2.1 Posto de contagem 1. 17 Tabela 2.1 Resumo dos volumes contados no Posto 1. Movimentos 1 2 3 4 5 6 Automvel 54 66 72 54 6 120 Motocicleta 0 6 12 12 6 12 nibus/Caminho 6 0 0 0 0 6 Veculos Equivalente 68 68 76 58 8 137 Figura 2.2 Posto de contagem 2. 18 Tabela 2.2 Resumo dos volumes contados no Posto 2. Movimentos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Automvel 78 180 30 0 18 180 30 0 12 Motocicleta 18 24 6 0 0 54 0 0 0 nibus/Caminho 0 12 12 0 0 0 6 0 0 Veculos Equivalente 84 245 60 0 18 198 44 0 12 2.2 Consideraes adotadas Como descrito no Item 2.1, para este estudo ser adotada algumas consideraes em relao a distribuio de fluxo. Na Figura 2.3 ilustrada distribuio proposta. Figura 2.3 Distribuio de viagens proposta. 19 Desse modo, a partir das consideraes mostradas na Figura 2.3 ser estimado a demanda latente referente a via que ser prolongada pela gleba, dando continuidade Av. Darcy Czar Improta. O fluxo de passagem nesta avenida ser estimado pelos movimentos 01 e 03. Neste cenrio, tambm ser considerada a Rua Severino Dantas de Souza, como a de maior fluxo que cortar a Av. Darcy Czar Improta. A estimativa do fluxo da Rua Severino Dantas de Souza, ser estimada a partir dos dados de contagem do Posto 2. As consideraes acerca da estimativa do fluxo inicial, que ser gerado aps o prolongamento da Av. Darcy Czar Improta, resultaram no arranjo mostrado na Figura 2.4, no ponto onde estima-se o maior fluxo. Figura 2.4 Carregamento proposto no ponto onde estima-se o maior fluxo. 2.3 Amostragem de trfego futura Baseado nas contagens amostrais de fluxo possvel estimar a demanda de veculos nos postos de contagem 01 e 02, de acordo com o fator de crescimento mdio do nmero de automveis na cidade. Como demonstrado no tpico 1.1 deste relatrio, no ltimo ano a taxa de crescimento 20 da frota foi de 5%. Se for considerada a taxa de crescimento constante para os prximos anos, possvel estimar o fluxo de passagem nos postos de contagem. Considerando o tempo de implantao do empreendimento de 2 anos, possvel fazer a estimativa de fluxo para este perodo e posteriormente para os 5 e 10 primeiros anos de funcionamento, como mostrado nas tabelas 2.3 a 2.8. POSTO 1 2017 Tabela 2.3 Valores extrapolados para 2017 - Posto 01 Movimentos 1 2 3 4 5 6 Automvel 60 73 79 60 7 132 Motocicleta 0 7 13 13 7 13 nibus/Caminho 7 0 0 0 0 7 Veculos Equivalente 66 79 93 73 13 152 2022 Tabela 2.4 Valores extrapolados para 2022 - Posto 01 Movimentos 1 2 3 4 5 6 Automvel 76 93 101 76 8 169 Motocicleta 0 8 17 17 8 17 nibus/Caminho 8 0 0 0 0 8 Veculos Equivalente 84 101 118 93 17 194 2027 Tabela 2.5 Valores extrapolados para 2027 - Posto 01 Movimentos 1 2 3 4 5 6 Automvel 97 119 129 97 11 216 Motocicleta 0 11 22 22 11 22 nibus/Caminho 11 0 0 0 0 11 Veculos Equivalente 108 129 151 119 22 248 21 POSTO 2 2017 Tabela 2.6 Valores extrapolados para 2017 - Posto 02 Movimentos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Automvel 86 198 33 0 20 198 33 0 13 Motocicleta 20 26 7 0 0 60 0 0 0 nibus/Caminho 0 13 13 0 0 0 7 0 0 Veculos Equivalente 106 238 53 0 20 258 40 0 13 2022 Tabela 2.7 Valores extrapolados para 2022 - Posto 02 Movimentos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Automvel 110 253 42 0 25 253 42 0 17 Motocicleta 25 34 8 0 0 76 0 0 0 nibus/Caminho 0 17 17 0 0 0 8 0 0 Veculos Equivalente 135 304 68 0 25 329 51 0 17 2027 Tabela 2.8 Valores extrapolados para 2027 - Posto 02 Movimentos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Automvel 140 323 54 0 32 323 54 0 22 Motocicleta 32 43 11 0 0 97 0 0 0 nibus/Caminho 0 22 22 0 0 0 11 0 0 Veculos Equivalente 172 388 86 0 32 420 65 0 22 22 CAPTULO 3 ANLISE DA CAPACIDADE VIRIA 23 3. ANLISE DA CAPACIDADE VIRIA A partir dos dados de contagens realizados no posto 1 e 2, possvel verificar a capacidade de trfego na interseo mostrada na Figura 2.4. A capacidade da via secundria pode ser determinada atravs da relao de fluxo e velocidade da via principal, uma vez que as condies do fluxo na via preferencial influenciam diretamente no tempo de espera para realizar o cruzamento, dos veculos oriundos da via secundria. J a capacidade por faixa da via principal pode ser determinada de acordo com suas caractersticas (local, coletora, arterial). No grfico apresentado na Figura 3.1, em funo do fluxo total na via principal (eixo das abscissas), obtm-se a capacidade bsica do trfego por faixa na via secundria (eixo das ordenadas). As curvas de capacidade da via secundria x fluxo da via principal so apresentadas para distintas velocidades dos veculos na via principal (como referncia recomenda-se o emprego do valor do limite legal de velocidade na via). Figura 3.1 - Capacidade na via secundria em funo do volume e na via principal. 24 O nvel de servio (qualidade da operao) pode ser obtido com base na relao volume/capacidade da via secundria, como indicado na Tabela 3.1. Tabela 3.1 - Nveis de servio Relao Volume / Capacidade Nvel de servio / Qualidade de operao 0,00 - 0,20 A - tima 0,20 - 0,40 B - Boa 0,40 - 0,60 C - Regular 0,60 - 0,80 D - Ruim 0,80 - 1,00 E - Pssimo Maior que 1,00 F - Inaceitvel Capacidade Mxima da via principal (veculo/faixa) Como parmetros de capacidade da via principal, adotou-se como critrio para a classificao qualitativa da via as seguintes situaes: a) Para as Vias Locais: 600 veic / h / faixa = folgado 850 veic / h / faixa = adequado 1000 veic / h / faixa no limite da capacidade. b) Para as Vias Coletoras: 1000 veic / h / faixa = folgado 1200 veic / h / faixa = adequado 1500 veic / h / faixa no limite da capacidade. Assim, de acordo com as necessidades deste estudo ser adotado o parmetro sublinhado para vias coletoras. Com base nestes dados, o nvel de servio foi analisado nos principais cruzamentos de acesso ao empreendimento, onde realizou-se as contagens. 25 Nas Tabelas 3.2 e 3.3, esto indicados os valores para caracterizao da qualidade da operao (nvel de servio) no cruzamento entre a Av. Darcy Czar Improta e a Rua Severino Dantas de Souza, onde foi efetuada a contagem. Na anlise foi admitida uma velocidade de 40 km/h para a vias coletores e 30 km/h para as vias locais. Tambm foi considerada a capacidade viria (vec./h). Para encontrar a capacidade da via secundria ser estimado foi somado os fluxos obtidos nas contagens dos movimentos 01, 03, 14 e 15, totalizando 166 vec./h na via principal. Esta considerao resultou na capacidade da via secundria de 1000 vec./h/faixa. Tabela 3.2 - Caracterizao do nvel de servio Cruzamento Av. Darcy Czar Improta x R. Severino Dantas de Souza Avenida Darcy Czar Improta Volume na via (mov. 1+3+14+15) - (veic/h) 166 Capacidade na via (veic/h) 4000 Relao volume/capacidade na via 0,04 Nvel de servio A Rua Severino Dantas de Souza Volume na via (mov. 10+7+13) - (veic/h) 73 Capacidade na via (veic/h) 2000 Relao volume/capacidade na via 0,04 Nvel de servio A Os valores obtidos na anlise mostram que antes da implantao do empreendimento, a situao do trnsito na regio tranquila, sem acmulo de filas ou esperas nas converses. 26 CAPTULO 4 AVALIAO DO IMPACTO NO TRNSITO 27 4. AVALIAO DO IMPACTO NO TRNSITO Para avaliao do impacto de trnsito, ser analisado a disponibilidade de transporte pblico prximo a rea do empreendimento. Tambm ser verificado o potencial de impacto que poder ser gerado nas vias, com o acrscimo do fluxo oriundo do empreendimento residencial. Disponibilidade de transporte pblico: Segundo informaes disponveis no site da Empresa Transurb (http://transurbbauru.com.br/), h 01 (uma) linha que passa prximo ao local do empreendimento. A Figura de 4.1 apresenta o itinerrio e horrio de funcionamento da Linha 386 (Jardim Araruna/ Perdizes - Hospital Base). o Linha: 386 (Jardim Araruna/ Perdizes - Hospital Base). Figura 4.1 Itinerrio e horario de funcionamento da Linha 386 que atende a zona prxima ao empreendimento. 28 4.1 Estimativa da demanda - Gerao de viagens O ITE (Institute of Transportation Engineers) apresenta procedimentos para a determinao das taxas e modelos de gerao de viagens. O Trip Generation (User`s Guide) do ITE foi desenvolvido para estimar o nmero de viagens que podem ser geradas por diferentes tipos de usos do solo. O quadro a seguir mostra alguns tipos de uso do solo para os quais o ITE traz um cdigo e unidades em que so referidas as suas taxas de gerao de viagens, na via do polo gerador de trfego. Para este trabalho o cdigo ITE o nmero 230, ou seja, o nmero de viagens futuras ser em funo ou do nmero de unidades residenciais, ou em funo do nmero de pessoas que ocuparo o empreendimento ou em funo do nmero de veculos. A Tabela 4.1 a seguir indica os parmetros adotados. Tabela 4.1 - ndices para clculo de gerao de viagens. Fonte: ITE Cdigo ITE e Tipo de uso do solo Unidade Taxa de Gerao de Viagens Diria Hora pico tarde Hora pico manh 1 2 3 1 2 3 1 2 3 21 Aeroporto Comercial Empregados (1) Vos (2) Aeronaves (3) 13,4 104,73 122,2 1 6,96 8,2 1,21 8,17 9,24 120 Indstria Pesada Empregados (1) GFA (2) Acres (3) 0,82 1,5 6,75 0,4 0,68 4,22 0,4 6,41 230 Condomnio Residencial Residenciais (1) 5,86 2,5 3,33 0,54 0,24 0,31 0,44 0,19 0,25 Pessoas (2) Veculos (3) 550 Universidade Empregados (1) Estudantes (2) 9,13 2,37 - 0,91 0,24 - 0,78 0,2 - 610 Hospital Empregados (1) GFA (2) leitos (3) 5,17 16,78 11,77 0,46 1,42 1,36 0,35 1,2 1,18 850 Supermercado ABL (1) 12,4 11,1 29 O ndice que deve ser escolhido para definir a gerao de viagens futuras a constante (5,86), relacionada ao nmero de habitaes, por ser esta a informao mais precisa que se tem no momento. Assim, como se tratam de 1.620 unidades habitacionais, a gerao de viagens futuras ser calculada pela expresso: NV = 5,86 * 1.620 = 9493 viagens/dia Onde, NV = Nmero de viagens futuras. Levando em considerao o perodo mais crtico - pico tarde, as viagens geradas seguem segundo formulao a baixo: NV = 0,54 * 1.620 = 875 viagens no pico tarde Esse nmero corresponde a todas as viagens geradas entre s 17:00 e 18:00 - perodo de pico em anlise, contabilizando todos os modos de transporte, ou seja, correspondem soma das viagens realizadas por veculos de passeio, motocicletas, transporte coletivo, a p e de bicicleta. Assim, admitindo um fator de hora pico igual a 0,90, resulta o nmero de viagens no perodo de pico (tarde): NV = 875 / 0,90 = 972 viagens Estima-se que o total de viagens geradas pelo empreendimento (972 viagens), no perodo de pico, se distribuam nas mesmas propores de fluxo encontrado nas contagens. 4.2 Avaliao do trfego aps a implantao do empreendimento Admitiu-se que 70 % as viagens geradas pelo empreendimento (680 viagens), no perodo de pico, se direcionem pela Av. Darcy Rua Cel. Improta e que 30 % pela Rua Severino Dantas de Souza (292 viagens). Assim, tem-se os volumes de trfego mostrados na Tabela 4.2. 30 Tabela 4.2 - Caracterizao do nvel de servio Cruzamento Av. Darcy Czar Improta x R. Severino Dantas de Souza Avenida Darcy Czar Improta Volume na via (mov. 1+3+14+15) - (veic/h) 166+972 Capacidade na via (veic/h) 4000 Relao volume/capacidade na via 0,29 Nvel de servio B Rua Severino Dantas de Souza Volume na via (mov. 10+7+13) - (veic/h) 73 Capacidade na via (veic/h) 2000 Relao volume/capacidade na via 0,04 Nvel de servio A Como se pode constatar, a qualidade da operao na via coletora da rea analisada permanecer em timas condies, apesar da mudana do nvel de servio de timo para Bom. Est variao no caracteriza a gerao de filas e maior tempo de espera para realizao de manobras de converses e cruzamento. Isso significa que a implantao do empreendimento possivelmente no agravar a situao do trnsito no local. 31 4.3 Avaliao do trfego para os anos de 2022 e 2027 4.3.1 Situao para 2022 Tabela 4.3 - Caracterizao do nvel de servio Cruzamento Av. Darcy Czar Improta x R. Severino Dantas de Souza Avenida Darcy Czar Improta Volume na via (mov. 1+3+14+15) - (veic/h) 211+972 Capacidade na via (veic/h) 4000 Relao volume/capacidade na via 0,30 Nvel de servio B Rua Severino Dantas de Souza Volume na via (mov. 10+7+13) - (veic/h) 93 Capacidade na via (veic/h) 2000 Relao volume/capacidade na via 0,05 Nvel de servio A Para o horizonte de projeto de 5 anos nota-se que no houve mudana nos nveis de servio, mesmos havendo um aumento de ordem residual na relao Volume/Capacidade. Esse pequeno acrscimo na relao volume/capacidade se deu pelo inevitvel e esperado crescimento da frota veicular. 32 4.3.2 Situao para 2027 Tabela 4.4 - Caracterizao do nvel de servio Cruzamento Av. Darcy Czar Improta x R. Severino Dantas de Souza Avenida Darcy Czar Improta Volume na via (mov. 1+3+14+15) - (veic/h) 270+972 Capacidade na via (veic/h) 4000 Relao volume/capacidade na via 0,31 Nvel de servio B Rua Severino Dantas de Souza Volume na via (mov. 10+7+13) - (veic/h) 119 Capacidade na via (veic/h) 2000 Relao volume/capacidade na via 0,06 Nvel de servio A Para o ano de 2025, percebe-se que os nveis de servio das vias coletoras no se alteram, nem mesmo com a considerao do crescimento da frota. 33 CAPTULO 5 MEDIDAS MITIGADORAS 34 5. MEDIDAS MITIGADORAS Mediante estimativas e clculos foi possvel qualificar e quantificar as situaes atual e futura no local onde ser implantado o empreendimento Residencial Vitta So Jos. Concluiu-se que no haver impactos negativos ao sistema virio e de trnsito, mesmo com a projeo para 10 anos. Alm disso, o prolongamento da via pela gleba aumentar a permeabilidade da malha urbana e absorver parte do fluxo da Rua Cel. Antnio vila Rebouas, evitando a saturao desta via. Contudo, importante e fundamental que algumas intervenes sejam pensadas, projetas e estruturadas no local, afim de melhor qualificar o mesmo. Algumas intervenes devero resultar em medidas, as quais estudadas em conjunto com a comunidade e o poder pblico devero potencializar seus aspectos positivos, bem como eliminar ou minimizar eventuais efeitos negativos. Sero apresentadas a seguir algumas sugestes para evitar deteriorao da regio de vizinhana de onde ser implantado o empreendimento. Deve-se, portanto, estabelecer tratativas entre o rgo pblico e o empreendedor, a fim de se acordar a quem caber a materializao de cada ao. 5.1 Acesso ao empreendimento importante que haja uma preocupao com o acesso ao empreendimento. vital que no projeto de implantao do empreendimento, haja sinalizao adequada de modo a garantir segurana aos motoristas e principalmente pedestres que entraro e sairo do mesmo. Alm do mais, munir o local de sinalizao para indicar corretamente a circulao local e que haja tambm um trecho de acmulo de fila interno, para que no reflita no fluxo de passagem. 35 5.2 Fluxo prximos ao empreendimento Com o objetivo de proporcionar maior conforto, fluidez e segurana aos usurios das imediaes do empreendimento, sugere-se que na Av. Darcy Czar Improta seja realizada a manuteno da pavimentao e da sinalizao vertical e horizontal, principalmente a partir da interseo com a Rua Luis Carrer, pois as condies do pavimento e da sinalizao j se encontram aqum das recomendadas. 36 CAPTULO 6 CONCLUSES 37 6. CONCLUSES No final da anlise possvel afirmar que atualmente o sistema virio opera com fluxo livre no hora-pico. Sendo assim, o sistema virio local possui capacidade para absorver a demanda gerada pelo empreendimento, apesar dos possveis impactos, o que significar um melhor aproveitamento da estrutura existente. A rede viria acusa pontos de mudana de nveis de servio para o cenrio com a implantao do empreendimento. Porm, esta mudana no trar grande impacto a capacidade de fluxo, mesmo quando analisado a longo prazo. Alm disso, neste estudo j so realizadas propostas de interveno para que possveis impactos negativos sejam minimizados. Deve ser considerada uma avaliao peridica nos volumes e nas situaes futuras apresentadas neste relatrio uma vez que os cenrios futuros so frutos de projees feitas sobre uma taxa de crescimento atual que pode oscilar no decorrer dos anos e que depende de inmeras variveis. Enga.Christiana B.Montmorency Enga.Anglica Meirelles Barbato Estudos de Engenharia 0 Anexo 8 Mapa com identificao de equipamentos pblicos Powered by TCPDF (www.tcpdf.org) 0 Anexo 9 Plano de gerenciamento de resduos slidos da construo civil Gerenciamento Resduos Slidos Construo Civil INSTITUTO DAS APSTOLAS DO SAGRADO CORAO DE JESUS proprietria e responsvel pela construo do imvel localizado na Rua Neusa Aparecida Fukuda Gusson, S/N, Novo Jardim Pagani como GERADOR apresento informaes sobre o Gerenciamento dos Resduos Slidos da Construo Civil gerados pela construo. 1. Localizao da Construo: Rua Neusa Aparecida Fukuda Gusson, S/N, Novo Jardim Pagani - Bauru - SP Figura 1. Indicao do local do empreendimento. LOCAL 2. Caractersticas O empreendimento denominado Vitta So Jos ser composto por quatro condomnios residenciais, totalizando 1.620 unidades residenciais e 80.188,30 m de rea construda. QUADRO DE REAS REA DA GLEBA 131.072,13 100% REA INSTITUCIONAL 6.499,46 4,96% DIRETRIZ VIRIA 1 544,17 0,42% DIRETRIZ VIRIA 2 486,91 0,37% DIRETRIZ VIRIA 3 6859,91 5,23% DIRETRIZ VIRIA 4 1885,58 1,44% DIRETRIZ VIRIA 5 2.245,72 1,71% REA CONDOMNIO 76.235,86 58,16% 3. Materiais e Componentes bsicos utilizados em cada etapa O Canteiro de Obras consiste no conjunto de "reas destinadas execuo e apoio dos trabalhos da indstria da construo, dividindo-se em reas operacionais e reas de vivncia" (NBR - 12284). Alm disso, o canteiro de obras dividido em reas operacionais e reas de vivncia. Aps a limpeza e movimentao de terra o canteiro ser preparado de acordo com as necessidades do desenvolvimento da obra. Quando h rede de gua na via pblica para ligao da gua, necessria a construo de um cavalete com registro, obedecendo s normas locais. Assim como para a ligao eltrica a concessionria dever ser consultada. Para os materiais devero ser designados locais para armazenamento, os quais suas dimenses so definidas de acordo com a quantidade e caracterstica de cada um. Os materiais no perecveis so: a areia, as pedras britadas, os tijolos, as madeiras e os ferros. Na obra tambm existem outros materiais (azulejos, conexes e tubos em ferro galvanizado, etc.) que so armazenados dentro da prpria obra, devido ao alto custo em relao aos citados anteriormente. Os materiais identificados como perecveis so o cimento e a cal, devido ao fato de que tm suas caractersticas fsicas e qumicas alteradas se entram em contato com intempries. necessria a construo de um armazm adequado para que estes sejam guardados com cuidado e proteo de ameaas externas. O canteiro de obras sofre alteraes durante as etapas construtivas e execuo do empreendimento com o objetivo de alocar os materiais, equipamentos e mo de obra especfica em cada fase. O quadro a seguir apresenta as etapas construtivas e materiais necessrios para a execuo da obra. Quadro 1. Etapas construtivas e materiais utilizados. 4. Descrio dos resduos que sero gerados: A Resoluo CONAMA 307 classifica os resduos em: - Resduos Classe A - so os resduos reutilizveis ou reciclveis como agregados, tais como; a) de construo, demolio, reformas e reparos de pavimentao e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construo, demolio, reformas e reparos de edificaes: componentes cermicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricao e/ou demolio de peas pr-moldadas em concreto (blocos, tubos, meio-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras. - Resduos Classe B - so os resduos reciclveis para outras destinaes, tais como; plsticos, papel, papelo, metais, vidros, madeiras e gesso3. - Resduos Classe C - so os resduos para os quais no foram desenvolvidas tecnologias ou aplicaes economicamente viveis que permitam a sua reciclagem ou recuperao. - Resduos Classe D - so resduos perigosos oriundos do processo de construo, tais como tintas, solventes, leos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais sade oriundos de demolies, reformas e reparos de clnicas radiolgicas, instalaes industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos sade. O quadro a baixo demonstra a estimativa inicial, fornecida pelo departamento de engenharia da obra, realizada a partir de dados pr-existentes quanto gerao de resduos e sua respectiva classificao para o empreendimento em questo. GERAO DE RESIDUOS POR CAAMBA CLASSIFICAO VOLUME (M) DESCRIO A 497,17 Entulho; concreto, alvenaria, produtos cermicos, argamassas, terra, areia, pedra, cimento e cal B 1.202,82 madeira, plstcio, papel, vidro e metal C 136,32 D 112,26 Fibrocimento, isopor G1 19,25 Gesso G2 16,04 Gesso com materiais listados anteriormente V 40,09 Massa verde e galhas de podas TOTAL 2.023,95 Quadro 2. Gerao de resduos no empreendimento. 5. Iniciativa para minimizao da gerao dos resduos A questo da gerao dos resduos est diretamente ligada ao desperdcio de matria-prima e insumos no canteiro de obras e na execuo do empreendimento. Anteriormente s prticas de gerenciamento dos resduos deve-se trabalhar o conceito de no-gerao dos mesmos. Aplicar prticas de gesto ambiental e/ou de qualidade no canteiro de obras implica na reduo da gerao de resduos devido aos seguintes benefcios: - O canteiro fica mais organizado e limpo; - A triagem dos resduos evita que sejam misturados com matrias-primas; - Possibilita a identificao de resduos reaproveitveis anterior ao seu descarte; - Quantifica e qualifica os resduos que sero descartados contribuindo para a identificao de focos de desperdcios. A boa organizao do canteiro faz com que sejam evitados sistemticos desperdcios na utilizao e na aquisio dos materiais para substituio. Em alguns casos, os materiais permanecem espalhados pela obra e acabam sendo descartados como resduos. A dinmica da execuo dos servios na obra acaba por transform-la num grande almoxarifado, podendo haver sobras de insumos espalhadas e prestes a se transformar em resduos. A prtica de circular pela obra sistematicamente, visando localizar possveis sobras de materiais (sacos de argamassa contendo apenas parte do contedo inicial, alguns blocos que no foram utilizados, recortes de condutes com medida suficiente para reutilizao, etc.), para resgat-los de forma classificada e novamente disponibiliz-los at que se esgotem, pode gerar economia substancial. Isso permite reduzir a quantidade de resduos gerados e otimizar o uso da mo-de-obra, uma vez que no h a necessidade de transportar resduos para o acondicionamento. A reduo da gerao de resduos tambm implica reduo dos custos de transporte externo e destinao final. Porem, o alcance dos objetivos, de reduo da gerao de resduos na obra, depende diretamente da mobilizao do pessoal envolvido, contemplando desde a alta gerncia e toda a equipe de colaboradores da empresa. Atravs de palestras, treinamentos, distribuio de materiais, entre outras aes para informar e orientar quanto aos novos procedimentos. 6. Descrio do gerenciamento dos resduos que sero gerados 1. Acondicionamento Inicial / Triagem Dever acontecer o mais prximo possvel dos locais de gerao dos resduos, dispondo-os de forma compatvel com seu volume e preservando a boa organizao dos espaos nos diversos setores da obra. Em alguns casos, os resduos devero ser coletados e levados diretamente para os locais de acondicionamento final. 2. Transporte Interno Deve ser atribuio especfica dos operrios que se encarregarem da coleta dos resduos nos pavimentos. Eles ficam com a responsabilidade de trocar os sacos de rfia com resduos contidos nas bombonas por sacos vazios, e, em seguida, de transportar os sacos de rfia com os resduos at os locais de acondicionamento final. O transporte interno pode utilizar os meios convencionais e disponveis: transporte horizontal (carrinhos, giricas, transporte manual) ou transporte vertical (elevador de carga, grua, condutor de entulho). As rotinas de coleta dos resduos nos pavimentos devem estar ajustadas disponibilidade dos equipamentos para transporte vertical (grua e elevador de carga, por exemplo). O ideal que, no planejamento da implantao do canteiro, haja preocupao especfica com a movimentao dos resduos para minimizar as possibilidades de formao de gargalos. Equipamentos como o condutor de entulho, por exemplo, podem propiciar melhores resultados, agilizando o transporte interno de resduos de alvenaria, concreto e cermicos. 3. Acondicionamento final Na definio do tamanho, quantidade, localizao e do tipo de dispositivo a ser utilizado para o acondicionamento final dos resduos deve ser considerado este conjunto de fatores: volume e caractersticas fsicas dos resduos, facilitao para a coleta, controle da utilizao dos dispositivos (especialmente quando dispostos fora do canteiro), segurana para os usurios e preservao da qualidade dos resduos nas condies necessrias para a destinao. No decorrer da execuo da obra as solues para o acondicionamento final podero variar. Mas para o xito da gesto dos resduos basta respeitar o conjunto de fatores mencionado. Quadro 3. Acondicionamento final para os resduos da construo civil (FONTE: SindusCon-SP). 4. Destinao final As solues para a destinao dos resduos devem combinar compromisso ambiental e viabilidade econmica, garantindo a sustentabilidade e as condies para a reproduo da metodologia pelos construtores. Os fatores determinantes na designao de solues para a destinao dos resduos so os seguintes: I - possibilidade de reutilizao ou reciclagem dos resduos nos prprios canteiros; II - proximidade dos destinatrios para minimizar custos de deslocamento; III - convenincia do uso de reas especializadas para a concentrao de pequenos volumes de resduos mais problemticos, visando maior eficincia na destinao. Quadro 4. Destinao final dos resduos gerados. 7. Indicao dos agentes LICENCIADOS responsveis pelo fluxo dos resduos que sero gerados (os agentes podero ser substitudos a critrio do gerador, por outros, legalmente licenciados) Identificao do Transportador Nome: PORTAL COM E EXTR DE AREIA E PEDREG. PORTAL RAYS Cadastro e Licena: Endereo: Rua Joaquim Pelegrina Lopes, 4-65 Distrito Industrial III Bauru Telefone: 3232-1633 Nome: VAPT CAAMBAS Cadastro e Licena: Endereo: Rua Benedito Ribeiro dos Santos, n 5-55 Vila Carolina Bauru Telefone: 32033030 Nome: PORTO DE AREIA HERALDO REGHINE Cadastro e Licena: Endereo: R. Armando Lamartine, 2-155 Distrito Industrial II Bauru Telefone: 3234 2400 Identificao da rea receptora dos resduos: Nome: Associao dos Transportadores de Entulhos e Agregados de Bauru (Asten) Cadastro e Licena: Ambiental/RNTRC/CTR/MOPP Endereo: Rua Rodrigo Romero, n 10-42 Higienpolis Bauru Telefone: 32080806 Nome: PORTO DE AREIA HERALDO REGHINE Cadastro e Licena: Endereo: R. Armando Lamartine, 2-155 Distrito Industrial II Bauru Telefone: 3234 2400 Nome: PORTAL COM E EXTR DE AREIA E PEDREG. PORTAL RAYS Cadastro e Licena: Endereo: Rua Joaquim Pelegrina Lopes, 4-65 Distrito Industrial III Bauru Telefone: 3232-1633 8. Demais informaes: Ciente da responsabilidade do gerador quanto ao gerenciamento e destinao final adequada do resduo slido da construo civil, conforme disposto na Resoluo CONAMA 307/02, Poltica Estadual de Resduos Lei 12.300/06, Lei Municipal Complementar 1704/04, Decreto n 332/08, afirmo de que as informaes aqui prestadas so de minha responsabilidade, sendo que neste ato comprometo-me a cumprir as disposies legais, respondendo solidariamente caso o Transportador ou o Destinador Final descumpra quaisquer dos dispositivos legais citados. 9. Caracterizao dos Responsveis Identificao do Gerador: Nome: INSTITUTO DAS APSTOLAS DO SAGRADO CORAO DE JESUS CPF/CNPJ: 61.015.087/0001-65 Endereo: Rua luso Brasileiro, 4-44 sala 711 Jd. Estoril IV Telefone: 3245 0061 Assinatura: Identificao do Responsvel Tcnico da Construo/Reforma ou demolio Nome: Mauri Ramos de Andrade Leite CREA: 5062343501 Endereo: Rua luso Brasileiro, 4-44 sala 711 Jd. Estoril IV Telefone: 32450061 Assinatura: 0 Anexo 10 Ofcio de viabilidade DAE 0 Anexo 11 Ofcio de viabilidade CPFL 0 Anexo 12 Levantamento Planialtimtrico Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)4. Atividade Tcnica2. Dados do Contrato5. ObservaesLei n 6.496, de 7 de dezembro de 1977 CREA-SP ART de Obra ou ServioConselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de So Paulo 922212201504696841. Responsvel TcnicoALMIR OLIVA FERREIRA GARCIATtulo Profissional: Engenheiro Civil, Tecnlogo em Construo Civil, Tcnico em Estradas RNP:Registro: 0605210711-SP2603334662Contratante: SPE VITTA RESIDENCIAL 17 LTDA. CPF/CNPJ:19.440.192/0001-85Avenida PROFESSOR JOO FISA N: 2080SALA 42Complemento:Cidade: Ribeiro Preto UF:Bairro: JARDIM CANADSP CEP: 14024-260Vinculada Art n:Sem nmeroContrato:Quantidade UnidadeExecuo1 Mensurao LevantamentotopogrficoPlanialtimtrico 141453,93 metro quadradoAps a concluso das atividades tcnicas o profissional dever proceder a baixa desta ARTEmpresa Contratada: GEOPLAN TOPOGRAFIA CONSTRUCOES E COMERCIO LTDA. Registro: 1035750-SPCelebrado em: 07/04/2015Valor: R$ 1.000,00 Tipo de Contratante: Pessoa jurdica de direito privadoAo Institucional:Anotao de Responsabilidade Tcnica - ARTEndereo:Endereo: Fazenda BARREIRINHO N:Complemento: AREA ANEXA AO JARDIM FLRIDA Bairro: JARDIM FLRIDACidade: Bauru UF: SP CEP: 17024-473Data de Incio: 07/04/2015Previso de Trmino: 07/04/2016Coordenadas Geogrficas: Finalidade: Cdigo:Proprietrio: CPF/CNPJ:3. Dados da Obra ServioExecuo do Levantamento Planialtimtrico para Residencial Vitta So Jos no municpio de Bauru/SP.Acesso pela Rua Neusa Aparecida Fukuda Gusson, Novo Jardim Pagani, Bauru/SP.6. DeclaraesAcessibilidade: Declaro que as regras de acessibilidade previstas nas normas tcnicas da ABNT, na legislao especfica e no Decreto n 5.296, de 2 de dezembro de 2004, no se aplicam s atividades profissionais acima relacionadas.Resoluo n 1.025/2009 - Anexo I - Modelo APgina 1/2Resoluo n 1.025/2009 - Anexo l - Modelo APgina 2/2 7. Entidade de Classe10 - BAURU - ASSOCIAO DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS EAGRNOMOS DE BAURU - ASSENAG8. AssinaturasDeclaro serem verdadeir,SPE VITTA RESIDENCIAL 1LTDA. - CPF/CNPJ: 19.440.192/0001-85ARE 9. Informaes- A presente ART encontra-se devidamente quitada conforme dadosconstantes no rodap-verso do sistema, certificada pelo Nosso Nmero.- A autenticidade deste documento pode ser verificada no sitewww.creasp.org.br ou www.confea.org.br- A guarda da via assinada da ART ser de responsabilidade do profissionale do contratante com o objetivo de documentar o vinculo contratual.www.creasp.org brtel: 0800-17-18-11Valor ART R$ 67,68 Registrada em: 07/04/2015 Valor Pago R$ 67,68 Nosso Numero: 92221220150469684 Verso do sistema

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