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  • Eficincia Energtica

  • Manual produzido e financiado no mbito do Plano de Promoo da Eficincia no Consumo de Energia Elctrica, aprovado pela Entidade Reguladora dos Servios Energticos.

  • 1. Introduo

    A EDA Electricidade dos Aores, SA tem como actividade principal a produo, aquisio, transporte, distribuio e venda de energia elctrica nos Aores, presente em todas as ilhas do arquiplago. Cada ilha configura um sistema elctrico distinto das restantes, sem qualquer interligao entre si.

    Os sistemas de oferta e de procura de energia enfrentam actualmente desafios que se prendem com a segurana de abastecimento, com o aumento de preos das matrias-primas energticas, com ritmos elevados de crescimento do consumo, com restries ao nvel das emisses de gases com efeito de estufa.

    As energias renovveis e a utilizao racional de energia so vias a privilegiar para minimizar os impactos negativos mencionados. Nesta linha de actuao as polticas de eficincia energtica da iniciativa das empresas de produo, transporte e distribuio de electricidade assumem especial relevo, no s pelos impactos positivos na reduo da procura de electricidade a nvel dos custos para as famlias e empresas, mas para as prprias empresas elctricas que podem explorar algumas mais-valias resultantes quer da deslocao de consumos quer da reduo de potncia ociosa disponvel.

    Esta problemtica particularmente sensvel em sistemas pequenos e isolados, que por esse facto suportam custos mais elevados do que os tpicos de sistemas abertos. Os investimentos em energias renovveis e a promoo da eficincia energtica devem,

  • assim, fazer parte das grandes linhas estratgicas de desenvolvimento das empresas de electricidade com responsabilidades na gesto de pequenos sistemas elctricos fechados.

    Assim, o desenvolvimento de iniciativas que promovam a sensibilizao para a eficincia energtica a nvel sectorial e que tenham efeito multiplicador noutros sectores um instrumento que induz os consumidores a terem comportamentos mais racionais em termos do consumo de energia.

    O presente manual est direccionado para a eficincia energtica em estabelecimentos escolares ambicionando ser um instrumento til no que diz respeito ao enquadramento do conceito da eficincia energtica na Regio Autnoma dos Aores e divulgao das medidas gerais de economia de energia nestes edifcios.

  • 2. A Certificao Energtica

    A Directiva n. 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro, relativa ao desempenho energtico dos edifcios, estabelece que, os Estados membros da Unio Europeia devem implementar um sistema de certificao energtica com o objectivo de informar o cidado sobre a qualidade trmica dos edifcios.

    luz desta Directiva, foram transpostos para legislao nacional dois regulamentos especficos na componente do comportamento trmico e dos sistemas energticos de climatizao na vertente energia e qualidade do ar interior.

    O Regulamento relativo ao comportamento trmico foi publicado na legislao portuguesa em 2006 atravs do Decreto-Lei n. 80/2006, de 4 de Abril, tendo a denominao de Regulamento das Caractersticas de Comportamento Trmico dos Edifcios (RCCTE). Este regulamento indica as regras a observar em fase de projecto de todos os edifcios e, nos edifcios de servios sem sistemas de climatizao centralizados, e procurando satisfazer as exigncias de conforto trmico e de ventilao e as necessidades de gua quente sanitria sem dispndio excessivo de energia.

    O Regulamento relativo aos Sistemas Energticos de Climatizao dos Edifcios (RSECE) foi publicado atravs do Decreto-Lei n. 79/2006, de 4 de Abril, que determina:

    A verificao em projecto dos novos sistemas de climatizao em edifcios no que diz respeito ao

  • seu conforto trmico e renovao, tratamento e qualidade de ar interior de forma a assegurar solues de equipamentos energeticamente eficientes;

    Os limites mximos dos consumos de energia em grandes edifcios de servios existentes (rea til de pavimento> 1.000 m2 ver nota);

    Os termos de concepo, instalao e do estabelecimento das condies de manuteno que os sistemas de climatizao devem obedecer para garantir condies de segurana e de qualidade;

    Os requisitos para monitorizao e auditoria de funcionamento em termos de consumos de energia e da qualidade do ar interior.

    A aplicao destes regulamentos na Regio Autnoma dos Aores foi adaptada ao contexto climtico, arquitectnico e construtivo dos Aores.

    Neste contexto surge em 2009, o Decreto Legislativo Regional n. 16/2009/A, de 13 de Outubro de 2009, que faz a transposio para o ordenamento jurdico regional a Directiva n. 2002/91/CE, relativa ao desempenho energtico dos edifcios.

  • luz da presente legislao os estabelecimentos escolares esto abrangidos pelo Decreto Legislativo Regional se estiverem enquadrados nas seguintes tipologias:

    Dos novos edifcios, ou suas fraces autnomas, para habitao e para servios, bem como os existentes sujeitos a grandes intervenes de reabilitao, independentemente de estarem ou no sujeitos a licenciamento ou a autorizao de utilizao e de qual seja a entidade competente para o licenciamento ou autorizao;

    Dos edifcios existentes, para habitao e para servios, aquando da celebrao de contratos de venda, de locao e de arrendamento, casos em que o proprietrio deve apresentar ao potencial comprador, locatrio ou arrendatrio o certificado emitido no mbito do sistema de certificao energtica criado e regulamentado pelo presente diploma;

    Dos edifcios existentes que por fora de lei ou regulamento estejam sujeitos a auditorias energticas peridicas de qualquer natureza e aqueles em que estejam instalados sistemas de ar condicionado com potncia nominal til superior a 25 kW ou caldeiras com potncia nominal til seja superior a 20 kW e idade superior a 15 anos.

  • 3. A Eficincia Energtica

    Estabelecimentos Escolaresem

    Radiante

    Mecnica Elctrica

    Qumica

    O que ? De um modo geral a eficincia energtica traduz-se na optimizao da transformao e da utilizao da energia. A energia pode-se transformar em muitas formas e ter origens distintas. Normalmente as formas mais comuns de energia so:

    Formas de Energia

    Trmica

  • Estas formas de energia manifestam-se normalmente pela forma de calor (energia trmica), pela forma de luz (energia radiante), pela forma de movimento (energia mecnica), pela forma de corrente de electres (energia elctrica) e pelos seres vivos (energia qumica).No que diz respeito s fontes estas podem-se dividir entre renovveis e convencionais ou no renovveis.

  • Fontes RenovveisSolar - Origem no Sol e pode ser transformada em energia elctrica ou trmica

    Hdrica - Com origem nos cursos de gua e aproveitada por um desnvel ou queda de gua

    Elica - Com origem no vento e pode ser transformada em energia mecnica ou elctrica

    Geotrmica - Com origem no calor do interior da Terra, permitindo gerar energia elctrica ou trmica

    Biomassa - Com origem na floresta e dos seus resduos, bem como dos resduos da agro-pecuria, da industria alimentar ou dos resultantes do tratamento de efluentes domsticos e industriais

    Ondas - Com origem nas massas de gua, por efeito do vento e transformada em energia elctrica

  • Fontes no RenovveisCarvo - Combustvel fssil extrado de exploraes mineiras

    Petrleo - Mistura de compostos orgnicos, sobretudo utilizado nos transportes

    Gs - Petrleo na fase gasosa que utilizado como combustvel na indstria e no domstico

  • Qual a sua importncia?

    A utilizao racional de energia constitui um factor de extrema importncia na prossecuo dos objectivos de preservao do ambiente atravs da poupana de recursos naturais energticos no renovveis, reduo das emisses de gases com efeito de estufa e poluentes locais, de forma a proporcionar o bem-estar s geraes vindouras. Para se prosseguir nesta orientao necessrio diversificar e racionalizar o consumo de energia por diversos motivos:

    Motivos ticos e SociaisActualmente 60,7% da energia final consumida nos pases desenvolvidos da OCDE e China (AIE, 2007). Em Portugal, o saldo importador de produtos energticos cifrou-se em 4.960 M (2009)

  • Motivos EstratgicosCerca de metade da produo mundial de petrleo est concentrada em 6 pases (alguns com instabilidade poltica) (AIE, 2007). Portugal no possui jazidas de combustveis fsseis pelo que 100% dependente do exterior

    Motivos EconmicosO custo da parcela energtica nas empresas tem vindo a aumentar muito associado, entre outros motivos, ao preo do barril de petrleo. Cada unidade de energia poupada uma unidade monetria no dispendida

  • O que uma Auditoria Energtica?

    Uma auditoria energtica consiste num exame detalhado a todos os aspectos relacionados com o consumo de energia numa instalao. Os principais objectivos de uma auditoria so:

    Quantificar Consumos de EnergiaCaracterizar equipamentos e sistemas de energia

    Determinar Consumos Especficos de energia e/ou outros indicadores de eficincia energtica

    Identificar Medidas com viabilidade tcnico-econmica passveis de implementar que contribuam para a reduo do consumo ou da factura energtica

  • O papel do Gestor de Energia num estabelecimento escolar

    semelhana das restantes instalaes, os estabelecimentos escolares devero possuir uma pessoa responsvel pela monitorizao e avaliao dos consumos e custos de energia da instalao. Tendo em conta a premissa que para actuar num sistema energtico necessrio conhecer onde, como e quando existem consumos de energia o gestor de energia deve ter um papel bem claro e conhecido na organizao, podendo este estar dedicado a tempo inteiro ou parcial dependendo da complexidade da instalao. De um modo geral um gestor de energia constitui um elo fundamental para promover aces d

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