Ef lendo e_compreendendo_os_generos_textuais_do_suporte_jornal

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<ul><li><p>Leiva de Figueiredo Viana Leal </p><p>Lendo e compreendendo os gneros </p><p>textuais do suporte JORNAL </p><p>Nvel: Ensino Fundamental </p><p>Eixo temtico I: Compreenso e produo de textos </p><p>Tema II: Suportes Textuais </p><p>Competncia: Ler jornais, produtiva e autonomamente. </p><p>Subtemas: Jornal </p><p>Tpicos de contedo da proposta curricular: </p><p>1. Organizao do suporte jornal: relaes com o pblico-alvo </p><p>2. Primeira pgina </p><p>3. Credibilidade do suporte jornal: linha editorial, pblico-alvo e tratamento ideolgico-</p><p>lingstico da informao. </p></li><li><p>APRESENTAO </p><p>Neste mdulo discutiremos os princpios conceituais e formais que configuram o suporte </p><p>jornal, bem como discutiremos aspectos fundamentais que cercam a sua RECEPO, com </p><p>o objetivo de aumentar nossa compreenso sobre o processo de leitura, de produo de </p><p>texto e de construo de sentidos de gneros que circulam nesse suporte. </p><p>INTRODUO </p><p> Muito recentemente, o suporte jornal, um dos mais antigos e conhecidos em nossa </p><p>cultura, passou a ser considerado como um excelente recurso disposio de quem ensina </p><p>e de quem aprende a ler e a escrever. Para tal, assumimos um ponto de vista que o da </p><p>Interao, compreendendo que o jornal contempla, em sua essncia o jogo interlocutivo </p><p>que acontece nas situaes de interao: leitor previsto, objetivo determinado, circulao </p><p>garantida, arcabouo formal e conceitual em funo do gnero a ser produzido, dentre </p><p>outros aspectos. </p><p> Voc deve tambm estar se indagando: por que importante ler o suporte jornal, frente </p><p>a outras mdias que se encontram nossa disposio? Apresentamos, a seguir, algumas </p><p>consideraes a respeito: </p><p>Primeiro, o veculo jornal hoje, sem dvida, um dos objetos culturais com </p><p>circulao garantida na sociedade e na escola, por vrias razes: pela facilidade de </p><p>acesso, por ser um veculo de informao, de formao e de atualizao frente aos </p><p>acontecimentos que nos cercam, por ser um suporte onde circulam inmeros </p><p>gneros textuais e que atende a interesses e objetivos de diferentes leitores. </p><p>Segundo, o jornal constitui-se como fonte de legitimao da lngua escrita e de </p><p>modos de funcionamento da linguagem como expresso de prticas discursivas, </p><p>dentre outras. </p><p>Dadas a suas infinitas possibilidades de explorao, o jornal constitui-se um forte </p><p>aliado no processo de formao de leitores, de modo a capacit-los para a </p><p>construo da histria de seu tempo e de prepar-los para compreender e interferir </p></li><li><p>na sua realidade, e tem sido, por isso, considerado como importante instrumento a </p><p>servio do ensino. </p><p> Aps as consideraes anteriores, indique abaixo pelo menos duas importantes razes </p><p>para se ler e compreender o suporte jornal: </p><p>Resposta </p><p>RAZO 1. ________________________________________________________________ </p><p>RAZO 2. ________________________________________________________________ </p><p>RAZO 3. ________________________________________________________________ </p><p> Para sermos competentes leitores e produtores deste suporte, necessrio </p><p>entendermos o que um SUPORTE. </p><p>Alm do contato com os mais diversos gneros que circulam na sociedade, voc, precisa </p><p>conhecer tambm os suportes da escrita (cartazes, out-door, faixas, livros, revistas, jornais, </p><p>folhetos publicitrios, folhetos religiosos, murais escolares, livros didticos, etc). Tais </p><p>suportes, na maioria dos casos, podem ser manuseados, reconhecidos e classificados por </p><p>voc, em funo do formato e da funo comunicativa. </p><p> Suporte o veculo em que os gneros textuais circulam. Com a evoluo da </p><p>humanidade, vrios suportes variaram de acordo com o tempo e com o desenvolvimento </p><p>humano, indo desde as paredes das cavernas at o ambiente virtual dos computadores </p><p>dentre de nossas casas. </p><p> H suportes convencionais como o livro, a revista e os incidentais como nibus, postes </p><p>de ruas, roupas, dentre outros. Cada suporte tem a sua perigrafia, constituda nas relaes </p><p>com a cultura letrada. No caso do jornal, esse suporte composto de uma PP (pgina </p><p>principal), de cadernos e, dentro dos cadernos, as sees. E, como um jogo labirntico, </p><p>dentro das sees os gneros textuais diversos. </p><p>PARTE 1 </p><p> Vamos comear entendendo o que uma PP e qual a sua importncia. </p></li><li><p>Observe a PP abaixo: </p><p>Manchete principal </p><p>Chamada principal </p><p> Fotos: Podem ser legendadas ou no, mas todas devem conter a fonte de onde foram retiradas. </p><p>Outras Manchetes consideradas </p><p>importantes pelo editor do jornal </p><p>Outras Chamadas A PP de um jornal contm vrias chamadas. Aqui </p><p>apontamos somente uma, como exemplo </p></li><li><p>Como pode observar a PP de um jornal formada, basicamente, de manchetes e </p><p>chamadas que prendem a ateno do leitor. A PP uma vitrine que antecipa ao leitor o </p><p>que vir. Tem a funo de incentivar o leitor a ler (comprar) o jornal. Para atingir este </p><p>objetivo, as manchetes so objetivas e chamativas: </p><p>Apresentamos, a seguir, o que se pode entender por Manchete: </p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________ </p><p>Agora, leia abaixo uma conceituao do que CHAMADA. </p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________ </p><p>Leia a seguir outros conceitos importantes para a compreenso do suporte: </p><p>O cabealho de um jornal composto por todos os dados referentes quela edio: </p><p>nome do jornal em destaque, data, horrio da impresso (para jornais de grande porte e </p><p>com vrios horrios de impresso da capa), nmero da edio, responsveis por ela, ano </p><p>do jornal. So esses dados, com exceo dos nomes dos responsveis e do horrio, que </p><p>compem a citao bibliogrfica, apenas restando o nome do reprter e a manchete da </p><p>reportagem que a escreveram. </p><p>Alm desses, ainda podemos citar: </p><p>Versal: Palavra nica que precede a manchete de uma chamada. No exemplo acima ela </p><p>pode ser localizada esquerda com a palavra Natal ou direita, com a palavra Novo </p><p>Governo. Numa PP ela pode ser utilizada mais de uma vez, desde que no fique uma </p><p>Primeira pgina muito carregada. Ela deve ter um aspecto leve para que o leitor no se </p><p>sinta enfadado ao l-la. Nas pginas internas de um jornal, essa palavra fica esquerda </p></li><li><p>do leitor, dentro da pgina que no seu alto e ao centro possui o nome da seo que o </p><p>leitor est lendo. </p><p>Subttulo: Pode vir acima (sobrettulo) ou abaixo (subttulo) da manchete. Esse uma </p><p>explicao um pouco mais detalhada sobre a manchete da qual faz parte. No exemplo </p><p>acima, a manchete principal do caderno de esportes vem com o subttulo Galo pode ser </p><p>campeo da Srie B, hoje, contra o Cear. Isso complementa a manchete Pelo ttulo, </p><p>usada pelo editor. </p><p>Coluna: a forma com que o jornal disposto. Todo o jornal, tanto internamente quanto </p><p>externamente, escrito por meio de colunas e o jornalista, antes de escrever a </p><p>reportagem j sabe, mais ou menos, o espao reservado para aquela matria. Esse </p><p>espao contado por caracteres (cada letra e espao conta como um) e a disposio das </p><p>colunas do texto entregue pelo reprter feita pelo diagramador, juntamente com o editor. </p><p>Depois que o editor monta todo o jornal, com todas as reportagens, que , ento, feita a </p><p>primeira pgina com chamadas e manchetes daquelas reportagens que ele julga serem </p><p>mais chamativas para o pblico-alvo daquele jornal. Ou seja, o pblico-alvo que vai </p><p>direcionar o editor na escolha das reportagens mais chamativas, com o intuito de </p><p>aumentar as vendas nas bancas. </p></li><li><p>ATIVIDADES </p><p>No final dessas atividades voc encontrar um quadro com comentrios sobre as possveis </p><p>respostas </p><p>Atividade I </p><p>Leia atentamente os ttulos e as chamadas apresentadas, extrados do Jornal Estado de </p><p>Minas. Em seguida, procure relacion-los, ligando os ttulos s chamadas. </p><p>Atividade II </p><p>Leia atentamente as chamadas abaixo. Elas foram extradas do Jornal. Em seguida, com </p><p>base na leitura realizada e nos seus conhecimentos prvios, faa a predio, isto , imagine </p><p>um provvel ttulo para as chamadas apresentadas. </p></li><li><p>Atividade III </p><p>Leia atentamente os ttulos apresentados. Eles foram retirados do Jornal Hoje em Dia. Em </p><p>seguida, procure produzir as provveis chamadas dos respectivos ttulos. </p><p>Atividade IV </p><p>Cada bloco abaixo formado, individualmente, por itens retirados de um mesmo exemplar </p><p>de um jornal. </p><p>a) Indique, em cada bloco, qual das alternativas pode ter sido a MANCHETE do dia, </p><p>enquanto que outros, simples ttulos. </p><p>b) Apresente razes que justificam a sua escolha. </p><p>I- </p><p>( ) Lula pede que Sria interceda por brasileiro. </p><p>( ) PT passa a ser alvo principal das crticas. </p><p>( ) Desemprego menor em trs anos. </p><p>(Jornal Estado de Minas, 26/01/05) </p></li><li><p>II- </p><p>( ) Degradao secou 15% da Baa da Guanabara. </p><p>( ) Obesidade mata mais que desnutrio. </p><p>( ) Davos: Lula ouve promessa de investimento. </p><p>(Jornal O Globo, 30/01/05) </p><p>III- </p><p>( ) Aposentado se mobiliza por reajuste. </p><p>( ) Iraquianos vo s urnas em dia histrico e sangrento. </p><p>( ) Famlia espera contato de seqestradores aps apelo por brasileiro. </p><p>(Jornal Hoje em Dia, 31/01/05) </p><p>Atividade V </p><p>Sua tarefa ser agora localizar uma PP de um jornal, fazer uma reduo em xrox e, em </p><p>seguida, indicar as principais partes que aparecem nesta PP e col-la no espao abaixo. </p></li><li><p>Atividade VI </p><p>Que manchete voc deseja, um dia, ver estampada nos jornais? Redija a referida </p><p>manchete, bem como a chamada que dever acompanh-la. Para completar, faa a </p><p>colagem de seu trabalho em uma PP de um dos jornais que circula em sua cidade ou em </p><p>seu estado. </p><p>CADERNO 1 </p><p>O caderno 1 o primeiro caderno do jornal, dividido em sees de acordo com a linha </p><p>editorial de cada jornal. Em geral, essas sees, em jornais de circulao nacional, matem </p><p>suas sees inalteradas. Vamos observar a edio ____ do dia ____ do jornal Estado de </p><p>Minas. Nela aparecem as sees: Poltica, Opinio, Economia, Internacional, Esporte e </p><p>Cincia. Outros jornais podem ganhar configuraes e titulaes diferentes: </p><p>Para uma melhor compreenso do que est sendo apresentado, leia o texto abaixo: </p><p>(ACRESCENTAR TEXTO CONCEITUAL SOBRE OS ITENS ACIMA) </p><p>Tarefa: Selecione um jornal de circulao nacional, identifique as sees que compem o </p><p>primeiro caderno e, em seguida, transcreva, abaixo os nomes das sees identificadas, </p><p>conforme se pede: </p></li><li><p> Jornal: </p><p> Edio: Data: </p><p> Caderno 1- Sees ___________________ ___________________ </p><p> ___________________ ___________________ </p><p> ___________________ ___________________ </p><p>Continuando nossa compreenso, vamos agora entender o seguinte: cada seo de jornal </p><p> composto por vrios gneros textuais. O principal deles o gnero notcia, tambm </p><p>chamada de gnero de relato. Esse gnero, transformado em reportagem ou matria, </p><p>possui uma organizao sempre respeitada em todos os jornais. Primeiro importante </p><p>destacar a parte conhecida como LIDE, isto , o primeiro pargrafo que contm as </p><p>principais informaes do relato. Deve, prioritariamente, responder s seguintes questes: o </p><p>que aconteceu? Quando aconteceu? Com quem aconteceu? Onde aconteceu? Como </p><p>aconteceu e por que aconteceu? </p><p>Veja o exemplo abaixo: </p><p>ARTES </p><p>Presa com pacote de dinheiro falso </p><p>Daniel Antunes </p><p>A Polcia Federal de Governador Valadares, no Leste de Minas, prendeu, </p><p>na noite de segunda-feira, em Ipaba, no Vale do Rio Doce, uma mulher </p><p>suspeita de derrame de dinheiro falso. A artes Ana Paula Sales Gomes </p><p>Domingos, de 21 anos, foi surpreendida por agentes federais quando </p><p>chegava em casa e com ela foram encontrados R$ 2,5 mil em notas </p><p>falsas, dentro de um embrulho. Somente este ano, mais de R$ 30 mil em </p><p>cdulas falsas foram apreendidas na regio. </p></li><li><p>Fonte: ANTUNES, Daniel. Presa com pacote de dinheiro falso. Disponvel em: </p><p> Acesso em: </p><p>22 nov. 2006. </p><p>O qu? Priso de uma mulher suspeita de derrame de dinheiro falso. </p><p>Quando? Na noite de segunda-feira </p><p>Quem? A Polcia Federal de Governador Valadares </p><p>Onde? Em Ipaba, no Vale do Rio Doce, Leste de Minas Gerais. </p><p>Como? A artes foi surpreendida por agentes federais quando chegava em sua casa </p><p>Por qu? Ela foi presa porque encontraram, com a artes, R$2,5 mil em notas falsas, </p><p>dentro de um embrulho. </p><p>O restante das informaes serve apenas para estabelecer as relaes de sentido. </p><p>A RELAO COM O PBLICO-ALVO </p><p>A imagem que o jornal de seu potencial leitor determina as interaes que se manifestam </p><p>nas escolhas e selees diferenciadas que vo desde ao tipo de linguagem ao tipo de </p><p>imagem que organiza o texto. Essa relao que explica as diferenas de enfoque e de </p><p>informaes que, por exemplo, dois jornais diferentes podem dar ao mesmo tema. Vejamos </p><p>o exemplo a seguir: </p><p>Prado - Trio acusado de arrombar prdio Paulo </p><p>Filgueiras/EM </p><p>Uma mulher e dois rapazes foram presos na tarde de </p></li><li><p>ontem, acusados de tentativa frustrada de assalto a um </p><p>prdio no Bairro Prado, regio Oeste de BH. Foram </p><p>detidos Bruno Kemper Rodrigues, de 25 anos, Reinaldo </p><p>de Paulo Gomes, de 25, e Juliana Gonalves Cndido, </p><p>de 20 anos (foto). Segundo a Polcia Militar, o trio, junto </p><p>com dois comparsas, se deu mal quando fugia. Juliana, </p><p>na sua fuga, tentou fazer-se de vtima, ao ser detida, e </p><p>gritava pega ladro, mas foi desmascarada por </p><p>testemunhas. Dentro da bolsa dela foram encontrados </p><p>um revlver calibre 38 com seis balas e um p-de-</p><p>cabra. A inteno da quadrilha, segundo a polcia, era </p><p>arrombar apartamentos de um edifcio no bairro, onde </p><p>entraram, mas foram surpreendidos por um casal, de </p><p>quem roubaram um Siena, abandonado logo depois. </p><p>Eles tentaram fugir de txi, se desentenderam e </p><p>correram pelas ruas, mas foram alcanados pela </p><p>polcia. </p><p>Fonte: FILGUEIRAS, Paulo. Prado: trio acusado de arrombar prdio. Estado de Minas. </p><p>p.3. 21 nov.2006. </p><p>DIRIO DA TARDE </p><p>Polcia </p><p>BAIRRO DO PRADO - Trio preso ao arrombar prdio </p><p>Uma mulher e dois rapazes foram presos na tarde de ontem, depois de uma tentativa </p><p>frustrada de assalto no Bairro do Prado, regio Oeste da capital. Os acusados so Bruno </p><p>Kemper Rodrigues, de 25 anos; Reinaldo de Paulo Gomes, de 25; e Juliana Gonalves </p><p>Cndido, de 20. Na fuga, Juliana tentou se passar por vtima e, ao ser detida, gritava sem </p><p>parar pega ladro. Entretanto, ela foi desmascarada por testemunhas, que a </p><p>reconheceram. Para confirmar sua participao na tentativa de roubo, os policiais </p><p>encontraram dentro de sua bolsa um revlver calibre 38 com seis balas, um p-de-cabra </p><p>pequeno (usado para arrombar portas), um telefone celular e vrios outros objetos. </p></li><li><p> O plano dos ladres era arrombar todos os apartamentos de um prdio de quatro andares </p><p>na Rua Chapec, no bairro. Para isso eles verificaram antes se havia algum morador no </p><p>imvel. Depois de tocarem todos os interfones e como ningum atendeu, eles resolveram </p><p>entrar em ao. Os acusados disseram que aproveitaram o porto aberto e entraram. </p><p>Entretanto, quando j estavam na garag...</p></li></ul>