edição nº 255 19.08.2015

Download Edição nº 255 19.08.2015

Post on 23-Jul-2016

228 views

Category:

Documents

4 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

 

TRANSCRIPT

  • Farmcias de PlantoAt sexta-feira (21): Farmcia Biocentro e Farmcia Casofarma II.

    QUARTA-FEIRA de agosto de 2015facebook.com/folhavaleverdefolhavaleverde@gmail.com19

    EDIO

    N255

    Assis comemora 49 anos com programao especial

    Dia D da campanha Agosto Azul ser nesta sexta-feira em Brasilndia do Sul

    PREVENO

    Servio Militar realiza a entrega de CDI aos jovens

    Iracema

    PG. 5

    PG. 11

    PG. 6

    Municpio chateaubriandense se destaca pelo bom desempenho da administrao e pelo trabalho rduo da populao

    Copa Amop comea com grandes jogos e tima mdia de gols

    No aniversrio da emancipao poltico-administrativa de Assis Cha-teaubriand, uma extensa programao ir acontecer amanh (20), feria-do municipal, no Centro de Eventos ngelo Micheletto. Con ra os even-tos que iro movimentar a Morada Amiga nesta quinta-feira. PG. 3

    Comeou no ltimo nal de semana a VII Copa Amop com 10 jogos, 34 gols marcados e mdia de 3,4. A competio foi aberta no sbado (15) com dois jogos e doze gols, com destaque para o clssico entre Cafelndia e Nova Aurora.

    Rogrio Lima/Studio Web72

    Cerca de 29 jovens iracemences participaram na manh de quinta-feira (6), da solenidade de entrega do Certi cado de Dispensa de Incorporao (CDI), realizado pelo Servio Militar, no auditrio da prefeitura.

  • Por Dilceu Spera co*

    O Brasil precisa corrigir falha grave e se preparar para atender com dignidade a populao idosa, que cresce a cada ano.

    O poder pblico, de todas as instncias de governo, instituies privadas e os prprios cidados, salvo raras excees, parecem no se dar conta da necessidade de agir com urgncia, para recuperar o tempo perdido.

    Como sabemos, nada mais injusto do que a velhice de aban-dono e carncias para quem dedicou sua existncia tarefa de ofe-recer futuro melhor aos seus dependentes e descendentes.

    Segundo a mdica Maria Anglica Sanchez, presidente do De-partamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, entre os reflexos dessa imprevidncia de autorida-des e sociedade, est a falta de condies para moradia, mobilidade e sobrevivncia de pessoas idosas.

    Em sua opinio, o Brasil no se preparou para o envelhecimen-to da populao, implantando estruturas e servios adequados para garantir dignidade e autonomia s pessoas idosas, especial-mente as de baixa renda.

    O mais grave que essa deficincia se deve falta de aes prticas, pois na teoria no faltam polticas pblicas destinadas a garantir o bem-estar do idoso.

    Ocorre que leis como a Poltica Nacional do Idoso, de 1994, e o Estatuto do Idoso, de 2003, no esto sendo aplicadas pelos gover-nantes municipais, estaduais e federais.

    Com isso, o Pas tem arcabouo legal avanado, mas a popula-o est envelhecendo sem que sejam adotadas medidas para o atendimento das necessidades da terceira idade.

    J em outros pases, como na Frana, foram adotadas po-lticas efetivas para evitar o abandono e garantir o mnimo de autonomia aos idosos.

    Em Paris, por exemplo, a Prefeitura contrata e treina cuida-dores para visitar pessoas idosas diariamente em suas prprias residncias, para lhes ajudar em tarefas bsicas, como tomar banho e cuidar da medicao e da alimentao.

    Alm dos cuidadores, enfermeiros tambm acompanham os idosos, lhes oferecendo atendimento de sade e evitando in-ternaes em hospitais e outras instituies assistenciais.

    A mdica Maria Anglica Sanchez, que tambm pesqui-sadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), su-gere a adoo de polticas semelhantes no Brasil, para garantir melhor qualidade de vida aos idosos, especialmente os que no possuem familiares para auxili-los nos momentos de maiores di culdades.

    Ela prope ajuda para que pessoas da terceira idade conti-nuem morando sozinhas, quando assim o desejarem e tiverem condies de sobrevivncia, e criao de unidades com pro s-sionais de vrias reas, onde as famlias possam deixar os ido-sos durante o dia.

    Seriam creches para idosos, enquanto os lhos e demais familiares trabalham, pois essa seria alternativa para que adul-tos no deixem o mercado de trabalho para cuidar de pais ou avs.

    Seriam opes s superlotadas instituies pblicas de longa permanncia, onde faltam

    recursos e estrutura para o atendimento dos internados.

    J as instituies lantrpicas, man-tidas por entidades privadas, igrejas, so-ciedade e familiares dos idosos, mesmo contando com equipes dedicadas e bem preparadas, jamais conseguem atender as las de candidatos s vagas disponveis.

    Em Toledo, felizmente, contamos com essas instituies, dois Centros de Re-

    vitalizao da Terceira Idade (Cer-tis) e dezenas de Academias da

    Terceira Idade (Atis), que con-tribuem para uma velhice mais

    digna aos nossos idosos.

    *O autor deputado federal pelo Pa-

    ranE - m a i l :

    dep.dilceuspe-rafico@cama-ra.leg.br

    QUARTA-FEIRA, 19 de agosto de 20152PginaO OESTE EM UM GRANDE JORNAL

    OpinioEditorial

    PARABNS, MORADA AMIGA!

    TUDO OU NADA

    O ENVELHECIMENTO DA POPULAO E O ATENDIMENTO DIGNO AOS IDOSOS

    recursos e estrutura para o atendimento dos internados.

    J as instituies lantrpicas, man-tidas por entidades privadas, igrejas, so-ciedade e familiares dos idosos, mesmo contando com equipes dedicadas e bem preparadas, jamais conseguem atender as las de candidatos s vagas disponveis.

    Em Toledo, felizmente, contamos com essas instituies, dois Centros de Re-

    vitalizao da Terceira Idade (Cer-tis) e dezenas de Academias da

    Terceira Idade (Atis), que con-tribuem para uma velhice mais

    digna aos nossos idosos.

    *O autor deputado

    Dito com sinceridade e sem malcia parece profundo, mas em termos de religio, bom no confundir mediano, equilibrado e limitado com medocre, incompetente ou pusilnime. So pala-vras que precisam ser explicadas uma por uma. Ningum pode ser chamado de pusilnime ou medocre apenas porque no deu tudo para Deus. No se exija do balde que tenha a mesma quan-tidade de gua que um barril. O mximo do balde to mximo quanto o mximo do barril, mesmo que sua quantidade seja me-nor.

    J tive que enviar jovens ao psiclogo por causa desse tudo ou nada, desse oito ou oitenta e desse mximo que algum exi-giu deles, mas que eles no puderam dar. Evidentemente esse algum props que lanassem a echa mais longe do que seus arcos conseguiriam. Foi erro de instrutor e no de arqueiro no-vato. Conversei com um deles que demonstrava exagerado senso de culpa por no dar a Deus o que dele o Senhor supostamente esperava. Fiz ver que o instrutor que exigisse que o aprendiz de motorista desse 180 km/h porque o carro suportaria seria um de-sequilibrado. No se exige isso de quem no aprendeu o su cien-te. E ainda assim, loucura dar 180 km/h numa estrada que no suporta semelhante velocidade. Se desse 80km/h estaria dentro da legalidade e da prudncia, ainda que andasse em velocidade menor do que a permitida. No vale a potncia do carro. Vale a prudncia do condutor. E a prudncia muitas vezes recomenda velocidade moderada.

    Ningum mau motorista porque no usou toda a potncia da sua mquina. Mau quem prioriza o acelerador e esquece o freio e a estrada. Parece, mas no vida crist nem santidade exigir de algum mais do que esse algum pode dar. No san-to condenar algum porque no deu o mximo. H que se ver o quando, o como e o porqu.

    Jesus no disse que devemos ser to perfeitos como o Pai. Esta-ria propondo o impossvel. Na verdade estava era propondo pleni-tude humana. A sentena posso ir s at aqui nem sempre sinal de fraqueza; pode ser prudncia! No traio a Deus nem pusil-nime reconhecer o nosso limite.

    Foi esse o caso da menina que subia a montanha e parou para descansar, mesmo tendo foras de reserva para subir. Foi chamada de fraca e acomodada porque no deu tudo. Mas chegou antes das outras que, foradas pelo instrutor, deram tudo e, mais adiante, pre-cisaram descansar trs horas. A parada dela enquanto tinha foras foi bem mais proveitosa. Uma estratgica parada no pit-stop pode valer uma corrida!

    Ensinar aos jovens que Deus quer tudo deles esquecer a psi-copedagogia das idades. Nos evangelhos h, sim, esta radicali-dade, mas nunca ao ponto do desequilbrio. Sugiro cuidado com esta proposta de tudo ou nada. J jogou e vai jogar muitos num div de psicanalista. Que ningum se sinta medocre porque ati-rou a echa e no acertou o alvo, ou porque chutou e no fez o gol. No conseguir no a mesma coisa que no querer Igreja compassiva ensina que entre o oito e o oitenta, os outros nme-ros tambm contam

    NOSSA GENTEPor Gilmar Bosquette

    ALCEU MESTRINER

    Nosso entrevistado de hoje o senhor Alceu Mes-triner, membro de uma das mais tradicionais famlias de Assis Chateaubriand. Ele o caula de 12 irmos e chegou por aqui no ano de 1963 quando tinha apenas 10 anos de idade. Hoje vamos contar uma pequena parte da sua histria de vida, pois morando aqui h mais de 50 anos imagine quantas histrias ele poderia nos con-tar. Alceu nasceu em Mandaguari, cidade do Norte do Paran no dia 10 de janeiro de 1953, filho do senhor Isi-doro e senhora Ermnia Mestriner. A famlia trabalhava na cultura do caf em um stio como arrendatrios na regio de Maring e uma certa vez o patro deles pediu para o seu pai, senhor Isidoro, algumas sacas de caf em-prestado. No ano de 1960, como o patro no conseguia devolver o caf e nem pagar em dinheiro, ele ofereceu ao senhor Isidoro uma propriedade de 15 alqueires aqui em Assis, que na poca ainda se chamava Tupssi em troca da dvida. O stio ficava prximo ao antigo aero-porto, hoje Jardim Progresso. Os irmos mais velhos de Alceu vieram na frente para derrubar o mato e construir uma casa para a famlia e no ano de 1963 eles vieram em definitivo com a mudana. Mas como a casa no stio ainda no estava pronta eles moraram por um tempo em uma residncia aqui na sede do povoado nas proximi-dades