Edio da Revista do Consa - Abril 2009

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Revista do Colgio Franciscano Nossa Senhora Aparecida

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  • abril

  • 1ndice

    Editorial ............................................................................................................................. 2

    Entrada Principal - Paisagismo ............................................................................................. 3

    O papel dos pais e dos estudantes frente s novas tendncias nos vestibulares ..........................4

    Laboratrio de Humanidades ................................................................................................5

    Um ambiente de descobertas ...............................................................................................6Orientao vocacional .........................................................................................................6

    Depoimentos de Ex- alunos ..................................................................................................10Orientaes para estimulao de Fala e Linguagem .................................................................10

    Charles Darwin ...................................................................................................................11

    2009: o Ano Internacional da Astronomia AIA .....................................................................12Escolha ..............................................................................................................................12

    1 Sarau Temtico ..............................................................................................................13As Aventuras do Avio Vermelho ........................................................................................13

    Sonho de Luz .....................................................................................................................15Mercado nervoso deixa operador Neurtico .........................................................................15

    Monteiro e Lobato - um nico homem com vrios dons ...........................................................16

    Atividades desenvolvidas no Integral e Semi-Integral ...............................................................18

    Projeto - 6 ano .................................................................................................................19Projeto - 7 ano ..................................................................................................................20Projeto - 8 Ano ..................................................................................................................21Projeto - 9 Ano........................................................................................... .......................21

    Projeto - 1 Ano Ensino Mdio ..............................................................................................22Projeto - 2 Ano Ensino Mdio .............................................................................................22Projeto - 3 Ano Ensino Mdio ..............................................................................................22

    Projeto - Msica na escola ...................................................................................................24

    Celfran 2009 ......................................................................................................................26

    A Paz fruto da Justia .......................................................................................................28

    Direo: Irm Priscilla RossetoCoordenao: Professor ngelo NunesReviso: Ir. Romana Rosseto|Ir. Canisia Muller

    Diagramao: Luciano Dias GaldinoColaborao: Pais, alunos, ex-alunos, professores e orientadorasCapa: Estudantes do Fundamental II

    Expediente: A revista do Consa uma publicao interna do Colegio Franciscano Nossa Senhora Aparecida

    Colgio Franciscano Nossa Senhora AparecidaAl. Jauaperi, 416 - Moema So Paulo - SP CEP - 04523 - 011 | Telefone - (011) 5054 - 4399www.consa.com.br

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    Entrada Principal Paisagismo

    Na reforma da entrada principal, o Consa visava, assim como mantm rigorosos padres de excelncia na Educao de seus estudantes, adaptar-se aos padres de acessibilidade, atendendo s premissas e diretrizes impostas. O desafio encontrado foi manter a fachada original, visto que o Colgio tem 70 anos, e os novos quesitos da Lei Cidade Limpa exigiam reformulaes no letreiro.

    O projeto de paisagismo, que sincroniza funo com esttica, criou uma rampa de acesso suave, com inclinao de 5,68%, iluminao indireta, piso de granito vermelho antiderrapante e guarda-corpo de ao inox, oferecendo uma linguagem mais moderna e elegante. A cobertura metlica com telhas de policarbonato conferiu linhas contnuas ao antigo edifcio de formas retas e fez a conexo entre a nova guarita e o prdio, organizando a entrada, para controlar o fluxo de visitantes e melhorar a segurana.

    A gua da chuva captada pela nova cobertura e direcionada para o jardim, que recebeu um tratamento de drenagem especial, garantindo distribuio equivalente de gua por

    toda a rea ajardinada. Com isso, o Colgio, que j havia dado incio ao seu trabalho de contribuio decisiva no combate s enchentes com as caladas drenantes, continua exercendo seu exemplo cvico, associando sua imagem tecnologia, contemporaneidade e ecologia.

    As plantas foram cuidadosamente escolhidas sob um critrio no s esttico, mas tambm de resistncia s chuvas, florao e perfume. Para o espelho dgua, adotou-se as pastilhas de vidro com um desenho ondulado de trs tons de azuis impressos, que mimetizam as ondas do mar. Os jatos que movimentam as guas do a sensao de frescor e as plantas completam a composio do ambiente. A entrada dos estudantes tambm recebeu granito vermelho. Um bicicletrio foi adicionado para maior conforto, contribuindo tambm para o incentivo do uso da bicicleta, a fim de reduzir a emisso de poluentes e melhorar a qualidade de vida da cidade.

    Na verdade, o que buscamos em nossos projetos uma nova tica arquitetnica paisagstica balizada por estratgicas ambientais.

    Elza Niero - Paisagista

    Centenas de milhares de crianas e jovens Centenas de milhares de crianas e jovens Centenas de milhares de crianas e jovens iniciaram o ano letivo de 2009. O Brasil vai depender iniciaram o ano letivo de 2009. O Brasil vai depender iniciaram o ano letivo de 2009. O Brasil vai depender destas geraes, das habilidades que iro desenvolver, destas geraes, das habilidades que iro desenvolver, destas geraes, das habilidades que iro desenvolver, assim como dos valores da solidariedade e da cultura assim como dos valores da solidariedade e da cultura assim como dos valores da solidariedade e da cultura que obtero durante a sua vida escolar. que obtero durante a sua vida escolar. que obtero durante a sua vida escolar.

    Formar cidados conscientes uma grande Formar cidados conscientes uma grande Formar cidados conscientes uma grande responsabilidade. Por isso, o Consa busca em cada responsabilidade. Por isso, o Consa busca em cada responsabilidade. Por isso, o Consa busca em cada momento, quer seja em sala de aula, nas convivncias, momento, quer seja em sala de aula, nas convivncias, momento, quer seja em sala de aula, nas convivncias, nos recreios ou nas sadas pedaggicas, transmitir nos recreios ou nas sadas pedaggicas, transmitir nos recreios ou nas sadas pedaggicas, transmitir ensinamentos que tornem seus estudantes capazes de ensinamentos que tornem seus estudantes capazes de ensinamentos que tornem seus estudantes capazes de questionar a realidade social de nosso pas, tornando-questionar a realidade social de nosso pas, tornando-questionar a realidade social de nosso pas, tornando-os sujeitos conscientes e participativos, autores de sua os sujeitos conscientes e participativos, autores de sua os sujeitos conscientes e participativos, autores de sua prpria histria.prpria histria.prpria histria.

    Neste ano dedicado pela Campanha da Neste ano dedicado pela Campanha da Neste ano dedicado pela Campanha da Fraternidade Segurana Pblica, atravs do tema a Fraternidade Segurana Pblica, atravs do tema a Fraternidade Segurana Pblica, atravs do tema a Paz fruto da justia, somos convocados a sermos Paz fruto da justia, somos convocados a sermos Paz fruto da justia, somos convocados a sermos participantes na construo da justia, o grande participantes na construo da justia, o grande participantes na construo da justia, o grande alicerce da paz. Deixar de lado a indstria do medo alicerce da paz. Deixar de lado a indstria do medo alicerce da paz. Deixar de lado a indstria do medo que nos aprisiona em dimenses muito maiores do que que nos aprisiona em dimenses muito maiores do que que nos aprisiona em dimenses muito maiores do que a garantia da paz e lutar por um mundo sem corrupo a garantia da paz e lutar por um mundo sem corrupo a garantia da paz e lutar por um mundo sem corrupo e violncia.e violncia.e violncia.

    pensar no mundo que queremos deixar para pensar no mundo que queremos deixar para pensar no mundo que queremos deixar para aqueles que esto se formando ou que viro depois de aqueles que esto se formando ou que viro depois de aqueles que esto se formando ou que viro depois de ns.ns.ns.

    tempo de Pscoa, queremos ser construtores tempo de Pscoa, queremos ser construtores tempo de Pscoa, queremos ser construtores da Paz e sonhadores de um mundo melhor. da Paz e sonhadores de um mundo melhor. da Paz e sonhadores de um mundo melhor. Anselmo Grn nos diz: A pedra do tmulo o smbolo Anselmo Grn nos diz: A pedra do tmulo o smbolo Anselmo Grn nos diz: A pedra do tmulo o smbolo de pedras que nos bloqueiam, que nos impedem de pedras que nos bloqueiam, que nos impedem de pedras que nos bloqueiam, que nos impedem de viver e florescer. s vezes so pessoas que nos de viver e florescer. s vezes so pessoas que nos de viver e florescer. s vezes so pessoas que nos prendem e no deixam viver. So temores, covardia, prendem e no deixam viver. So temores, covardia, prendem e no deixam viver. So temores, covardia, inibio, incapacidade de se aceitar. So experincias inibio, incapacidade de se aceitar. So experincias inibio, incapacidade de se aceitar. So experincias traumatizantes que nos esmagam. Ressurreio quer traumatizantes que nos esmagam. Ressurreio quer traumatizantes que nos esmagam. Ressurreio quer dizer que Deus remove estas pedras. Talvez sejam anjos dizer que Deus remove estas pedras. Talvez sejam anjos dizer que Deus remove estas pedras. Talvez sejam anjos que rolam a pedra, pessoas que so transparentes para que rolam a pedra, pessoas que so transparentes para que rolam a pedra, pessoas que so transparentes para Deus, que irradiam algo da bondade e misericrdia de Deus, que irradiam algo da bondade e misericrdia de Deus, que irradiam algo da bondade e misericrdia de Deus.Deus.Deus.

    De corao lhes desejo que encontrem anjos De corao lhes desejo que encontrem anjos De corao lhes desejo que encontrem anjos em seus caminhos, pessoas bondosas, que os ajudem em seus caminhos, pessoas bondosas, que os ajudem em seus caminhos, pessoas bondosas, que os ajudem a remover as pedras que os impedem de desabrochar a remover as pedras que os impedem de desabrochar a remover as pedras que os impedem de desabrochar e florescer. e florescer. e florescer.

    Tocados pelo amor de Deus, sejamos capazes Tocados pelo amor de Deus, sejamos capazes Tocados pelo amor de Deus, sejamos capazes de ressuscitar e viver um ano na Paz, na Justia e na de ressuscitar e viver um ano na Paz, na Justia e na de ressuscitar e viver um ano na Paz, na Justia e na Fraternidade.Fraternidade.Fraternidade.

    Com a proteo de Maria, nossa Me Com a proteo de Maria, nossa Me Com a proteo de Maria, nossa Me Aparecida,Aparecida,Aparecida,

    Paz e Bem!Paz e Bem!Paz e Bem!Ir. Priscilla RossettoIr. Priscilla RossettoIr. Priscilla Rossetto Estudantes na nova Recepo do Colgio

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    O papel dos pais e dos estudantes frente s novas tendncias nos vestibulares As mudanas no vestibular no estado de So Paulo, divulgadas pela mdia, preocupam estudantes e pais. Essas preocupaes so razoveis, contudo, bom lembrar que tais mudanas so benficas, pois atendem a necessidades mais complexas do conceito de Educao e que questionam o papel da escola e das avaliaes no processo de formao do aluno. Em termos prticos, o que se deseja, mudando o vestibular, valorizar o perfil do futuro universitrio. Passa-se, dessa maneira, da importncia dada quantidade de contedos aprendidos para a capacidade de aprender, que o candidato desenvolveu no processo de escolarizao.Isso no significa, porm, que o vestibular fica mais fcil ou que agora passa qualquer um. Ao contrrio, a mudana de foco permite valorizar ainda mais a escola como espao de construo de habilidades, conhecimentos e valores que sero teis no presente e no futuro. Possibilita tambm que a escola possa dedicar-se formao do futuro acadmico e no formao de um mero acertador de questes.

    A diferena entre um perfil e outro substancial. So duas as principais mudanas nos vestibulares. A primeira refere-se certa uniformizao formal nos principais vestibulares pblicos do Estado, que passam a ser constitudos em duas fases: a primeira, com questes de mltipla escolha e a segunda, com questes discursivas e redao. Alm disso, os conhecimentos de todas as disciplinas escolares passam a ser cobradas dos candidatos. A segunda mudana mais conceitual: as disciplinas perdem fora na construo da prova frente s reas. Em outras palavras, isso significa dizer que Linguagens, Cdigos e suas Tecnologias, Cincias da Natureza, Matemtica e suas Tecnologias e Cincias Humanas e suas Tecnologias so vistas como espaos mais importantes para questionar os alunos do que as disciplinas que as constituem, tais como, Lngua Portuguesa, Matemtica ou Geografia, por exemplo. Desse modo, abre-se o caminho para a interdisciplinaridade na construo do vestibular, prtica que no chega a ser de todo nova, pois encontra no vestibular da UnB (Universidade de Braslia) e no ENEM importantes precursores. A dvida saber at que ponto essas mudanas sero praticadas j, desde o primeiro

    momento. At que ponto j temos elaboradores de questes suficientemente preparados para construir questes com tal perspectiva filosfica. Nesse caso, nada mais resta do que torcer, preparar-se e aguardar. Preparao para o vestibular, contudo, no precisa ser uma atividade restrita aos vestibulandos. Pode converter-se em parte no projeto familiar.

    Os pais precisam, acima de tudo, demonstrar, ao longo do processo de escolarizao, uma atitude de confiana na

    capacidade de aprendizado de seus filhos. Essa atitude deve ficar muito mais forte medida que se aproxima o momento do vestibular.

    Alm disso, importante que assumam regras justas, ainda que duras, que deem conta de horrios para refeies, horrios para estudo e horrios para descanso e lazer, sem cair em extremismos, que apenas complicam o processo.

    Cuidar para que haja um lugar tranqilo, bem iluminado e confortvel para a atividade de estudo, outra responsabilidade que os pais podem tomar para si. Podem e devem tambm, fazer da famosa lista dos livros do vestibular,uma oportunidade para a leitura em famlia. Lendo os mesmos textos que seus filhos, os pais se tornaro importantes interlocutores, alm de incentivar a atitude adequada do futuro candidato.

    O mesmo poderamos dizer da leitura de jornais e revistas: ler e comentar com seus filhos as atualidades presentes na mdia pode ser, no apenas um momento de aprendizado, como uma ocasio para fortalecer a conexo familiar.

    Professor Jos Luis Landeira

    Laboratrio de Humanidades Com o objetivo de incentivar o hbito da leitura, foi proposta pelo professor Dante Marcello Claramonte Gallian, a implantao do Laboratrio de Humanidades no Consa, possibilitando um espao de partilha das experincias de leitura e discusso de ideias. Esta atividade proporcionar a abertura

    para novas possibilidades sensoriais, afetivas e intelectuais, com benefcios evidentes nas habilidades cognitivas e no desenvolvimento humano, num sentido muito mais amplo e complexo na formao para a vida.

    O tempo previsto para cada reunio semanal de uma hora e trinta minutos, podendo ter at 15 participantes. Sero utilizadas obras literrias que, depois de lidas, sero comentadas. Espera-se que este estudo seja mais uma oportunidade para desencadear o processo de hbito e amor leitura e instrumento de formao e humanizao. Isto s ser possvel com um envolvimento permeado de prazer, de descoberta e de realizao pessoal. Motivar os jovens para tal experincia ser o grande desafio desta proposta. Ao mesmo tempo, dever-se- ressaltar a utilidade e a pertinncia de tal atividade para o desenvolvimento das habilidades e competncias demandadas nos vestibulares, assim como para a vida pessoal e profissional.

    Estes encontros sero coordenados pelo Prof. Dante Marcello C. Gallian, doutor em Histria Social pela FFLCH-USP e diretor do Centro de Histria e Filosofia das Cincias da Sade da UNIFESP, rgo promotor desta linha de pesquisa sobre Humanidades e Humanizao.

    Os pais precisam, acima de tudo, demonstrar, ao longo do processo de escolarizao, uma atitude de confiana na capacidade de aprendizado de seus filhos...

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    de Humanidades no Consa, possibilitando um espao de partilha das experincias de leitura e

    atividade proporcionar a abertura Professor - Jos Lus Landeira mediando palestra no Auditrio do Consa

    Estudante Felipe Falco Pereira e Professor Dante Marcello C. Gallian no Laboratrio de Humanidades

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    Um ambiente de descobertas Um dos objetivos do Consa formar pessoas humanas e humanizadoras, integradas no mundo atual, cientes do benefcio da tecnologia e da cincia. Para facilitar e contribuir na realizao desta proposta, o Colgio oferece aos estudantes trs Laboratrios de Cincias Naturais que favorecem o aprendizado, onde o estudante vivencia o que Cincias, observando, questionando, formulando hipteses, testando, confrontando idias, abstraindo, sistematizando e organizando o contedo. A experimentao deve conduzir o conhecimento em Cincias, unindo a teoria das salas de aula prtica experimental, despertando nos estudantes o interesse e a curiosidade pela investigao, alm de proporcionar momentos ricos no processo de ensino-aprendizagem. Atravs das atividades prticas, os estudantes descobrem o quanto prazeroso, divertido e atraente estudar Cincias. Fazer Cincia entender o que ocorre na natureza, contribuir com o meio ambiente e construir uma sociedade melhor.

    Andrea Curia Molena, Caroline Barbosa Croitor, Luciana da Conceio Frade Responsveis pelo Laboratrio de Cincias NaturaisBeatriz Helena de Arruda Pereira Gallian Coordenadora Pedaggica (1 ao 5 ano)

    Orientao vocacional

    Desde que o homem tomou conhecimento de si, do mundo e das diferentes possibilidades que a vida oferece, deparou-se com a grande e difcil questo: Qual ser o melhor caminho para mim? Escolher significa optar por uma entre duas ou mais alternativas atraentes. A maneira mais acertada de fazer isso ter muitas informaes, participar de palestras e entrevistas, estudar o assunto at se esgotarem as possibilidades. A escolha pressupe uma resoluo do conflito. Resolver conflitos aos 17 anos no fcil e implica correr riscos. Numa sociedade cada vez mais complexa e competitiva, a escolha significa para o estudante uma reflexo criativa sobre o eu no mundo. Estudos feitos pela Hay do Brasil mostraram que 70 a 80% do sucesso no trabalho depende mais de competncias especficas e inteligncia emocional do que do conhecimento propriamente dito. O objetivo da orientao vocacional no dizer ao estudante qual a profisso certa a escolher, mas sim, orientar, de acordo com as caractersticas e aptides de cada indivduo, profisses e reas possveis. No Consa, durante todo o Ensino Mdio, o estudante apresentado, gradativa e continuamente ao mundo do trabalho, com uma infinidade de possibilidades e a questo da empregabilidade largamente discutida.

    O trabalho prev um programa que abrange o conhecimento das profisses, o autoconhecimento e a anlise da realidade atual do mercado de trabalho e suas perspectivas. Nos encontros semanais com os estudantes do Ensino Mdio, discutem-se artigos e atualidades, testes, informaes sobre carreiras e palestras de profissionais especializados, alm de visitas a Universidades. A vantagem principal do trabalho em grupo a troca de pontos de vista, conhecimentos e experincias, partilha de angstias e desejos que enriquecem sobremaneira a reflexo nesse momento. O fato de os estudantes chegarem cada vez mais jovens no Ensino Superior, explica, em parte, porque o nmero de abandonos em universidades grande. Essa a importncia de uma orientao profissional. o momento da anlise das opes para depois, fazer uma escolha mais acertada, baseada em suas certezas pessoais. A orientao vocacional um processo de autodescoberta do jovem.

    Teste vocacional Os testes vocacionais propriamente ditos, usados unicamente para este fim, esto ultrapassados. Causavam generalizaes e quvocos.

    Hoje, so utilizados os modelos de testes vocacionais que visam medir interesses, aptides, personalidade e nvel de inteligncia do jovem. So avaliadas ainda suas habilidades, seu nvel de percepo, raciocnio e memria.

    Dicas aos estudantes:

    - Ser pontual nas tarefas.

    - Ter um horr io f ixo de estudo.

    - No sair das aulas com dvidas.

    - Ter uma vida organizada e saudvel .

    - Conhecer-se e valor izar cada conquista.

    - Dialogar sobre dvidas e quest ionamentos.

    - Tomar inic iat ivas para concret izar sonhos e projetos.

    Rosemary SpassatempoOrientadora Educacional do Ensino Mdio

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    Estudantes do Consa visitando a Faculdade ESPM

    Estudantes no Laboratrio de Cincias Naturais

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    UNICAMP

    Gabriel Crepaldi Amato.....Engenharia Agrcola

    USP

    Amanda de Figueiredo Calili.............MedicinaAna Paula Bianchi Laus...................FarmciaFelipe Stelin Kume.........................Marketing Fernanda C. de Alcantara Pinto..FonoaudiologiaFrancisco E. Pereira da Rocha......Rel. PblicasGabriel Albieri Quiroga.......Engenharia EltricaLuisa Claro Cabral...............................LetrasThamyres Cruvinel............................TurismoVanessa Priscila Malfatti...Engenharia Qumica

    FECAP

    Luan Henrique Brito Peixoto......AdministraoMarcelo Cezar Ribas da Costa.....AdministraoStefanie B. A. Amatruda Penna...Administrao

    ESPM

    Adriana Truviz Bosco...........................DesignFelipe Achcar de Menezes..........Administrao Felipe S Kume.........................Administrao Pedro Dabul................Relaes InternacionaisRenato Verna Michel................Administrao

    FEI

    Felipe Servulo da Cunha................EngenhariaFelipe Varella Godoy......................Engenharia Fernando Tadeu Ohata..................EngenhariaFilipe Passos Cachali Santos...........Engenharia Gabriel Albieri Quiroga..................Engenharia Gabriel DAvelly Garcia..................EngenhariaIsabella Fanelli de Silos Santos.......Engenharia Luiz Henrique Daud Elias..............Engenharia Marcelo Pescuma Gomes...............EngenhariaRenato Verna Michel.....................EngenhariaRodrigo Sabino Martins.................EngenhariaSamir Ahmad Kalil.......................Engenharia Vitor Marques..............................Engenharia

    MAU

    Daniel Gazoti Debessa.................EngenhariaLuis Felipe G Fregolent.................Engenharia

    Gabriel A. Quiroga - Eng. Eltrica / USP

    Isabella F. de Silos Santos - Engenharia / FEI

    Fernando Tadeu Ohata - Engenharia / FEI

    Ulisses R. da Silva Brando ADM / FMU

    Thamires Cruvinel - Turismo / USP

    Renato Verna Michel - ADM / USPOtavio Fernandes Ferreira ADM / PUC

    FIAP

    Alexandre Akel............Sistemas de InformaoBruno Costa dos Santos........Eng. Computao

    FMU

    Klaus Andrade Tria.............................DireitoRafaella Silvestre Wallner....Economia e DireitoVictor Lopes Sartori..................Administrao

    TREVISAN

    Mateus Scarpin........................AdministraoVictor Lopes Sartori..................Administrao

    FAAP

    Aliana de Lucca Costa.................PublicidadeGloria C B Maciel.....................AdministraoPedro Luiz de Moraes Dabul....Administrao

    ANHEMBI

    Beatriz Christofoleti..................NaturologiaCarlos Eduardo G Giraldes......AdministraoLas Torres Bastos...................GastronomiaVitor Marques G. Chrispim..Engenharia Civil

    SENAC

    Rafael Egydio Xavier.............Design Grfico

    MACKENZIE

    Bruno Campilongo...Sistemas de InformaoLuciana Mello Di Benedetto.........PsicologiaPedro Luiz de Moraes Dabul....AdministraoSamir Ahmad Kalil.............Engenharia CivilVeronica Kaba Nacache......Engenharia Civil

    PUC

    Arthur Ordones B. da Luz............JornalismoBeatriz de Oliveira Calasans.......PublicidadeBruna Badi Taouil.................AdministraoIsabel Nicolas................Cincias Contbeis Luisa Claro Cabral..........................DireitoMarcelo Khadour B Jorge.......AdministraoMarcelo Tomassi Moraes........AdministraoMatheus Scarpin........................EconomiaOtvio Fernandes Ferreira......Administrao Pedro Igor R. Graziano...........Administrao Renato Verna Michel.............AdministraoRodrigo de C Teixeira M Mazzini....Marketing

    Lista dos estudantes aprovados no vestibular 2009

    Na Grcia Antiga, bero da nossa civilizao, a noiva, no dia do casamento, era acompanhada pelo seu padrinho que a buscava em casa e a conduzia ao local da celebrao numa carroa.

    L chegando, ela era entregue a seu futuro marido e o padrinho voltava carroa e quebrava seus eixos. Todo esse ritual era realizado para indicar que o caminho de retorno vida de criana, alegre e despreocupada, no existia mais. O padrinho a conduziu nesse ritual de passagem da vida infantil para a vida adulta e agora fechava os caminhos do retorno...

    Em nossa sociedade estipulamos outros ritos de passagem que marcam o ingresso na vida adulta e o vestibular pode ser considerado um deles.

    Para um jovem, encontrar seu nome nas listas mais do que ver seus esforos reconhecidos, a introduo numa nova fase da vida.

    Para ns do Consa, com grande satisfao que vemos a foto do pai com seu filho comemorando a entrada na Universidade. Observamos tambm a expresso de alegria estampada no semblante dos jovens que celebram esta conquista. a sensao do dever cumprido.

    Para cada estudante, agora integrado no mundo adulto, fica certeza de que todo o esforo foi recompensado.

    Parabns, estudantes! O Consa est orgulhoso por ter participado da sua formao.

    Um abrao carinhoso de Paz e Bem!Colgio Franciscano Nossa Senhora Aparecida

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    Depoimentos de ex-alunos

    O Consa representou uma das fases mais importantes na minha vida! Uma poca que deixou muitas saudades. No Colgio aprendi a base de um novo caminho, cultivei meus amigos, meus ensinos, o respeito, a admirao... conheci pessoas incrveis; acredito que aprendi muito, no apenas no sentido educacional. Como pessoa, tornei-me algum especial. Nunca irei me esquecer destes anos, por isso, um conselho para quem ainda est estudando: aproveite, aproveite o mximo, pois essa experincia UNICA e no voltar mais!!!

    Beatriz Ghedini DellAquila

    Passados quase dezesseis anos, torna-se difcil lembrar do exato primeiro dia em que ingressei no Consa. Entrei no colgio com pouco mais de dois anos e s fui capaz de deix-lo quinze anos depois, no meu ltimo ano de escola. Tendo passado praticamente toda a minha vida em um s colgio, impossvel desvencilh-lo de minhas experincias, do meu crescimento pessoal. Foi no Consa que conheci as primeiras alegrias que algum pode ter, que no passam de brincadeiras de criana, inocentes, mas intensas. Conheci tambm as primeiras decepes, que, infelizmente, ocorrem com mais frequncia do que o desejado, durante a vida. O mais importante, no entanto, que o CONSA me proporcionou, atravs de seus grandes professores e aulas, algo que vai alm de alegrias e tristezas. Algo maior e que ningum ser capaz de tirar de mim: o conhecimento e a cultura e a busca infinita por eles. O mtodo do colgio, mais abrangente e que busca mais do que a decoreba para o vestibular, me tornou uma pessoa crtica, que no aceita o bvio e quer question-lo. Essa abordagem diferente, que ensina no s para o vestibular, mas tambm para a vida, me fez passar nas duas faculdades em que prestei vestibular. Sem cursinho, s com o ensino do CONSA, passei em direito na PUC e letras na USP. Atribuo uma boa parte desse sucesso aos profissionais do CONSA, professores sempre dispostos a tirar dvidas e funcionrios que, com sua simpatia, tornam o ambiente escolar mais agradvel e prazeroso.

    O CONSA foi vital para minha vida, j que acompanhou meu crescimento, fsico e psicolgico. Foi nele que conheci meus melhores amigos e passei pelos melhores momentos da minha vida. Enquanto escrevo, tudo que vivi no colgio lembrado como um filme em minha cabea, que nunca ser esquecido nem deixado de lado. O Consa me formou para a vida, me fazendo capaz de enfrentar qualquer situao. No apenas um colgio, uma instituio formadora de grandes pessoas para o mundo. Lembrarei sempre de todas as alegrias e conhecimentos divididos dentro do colgio, que ningum poder, em nenhum momento, tirar de mim.

    Lusa Claro Cabral

    Cheguei ao Consa em 1993, com 2 anos. Ao entrar pela porta do Maternal, vi muitas crianas e corri feliz para brincar. Minha me ficou a chorar no porto.

    Eu j gostei de cara, nem olhei para trs. Fui recebido pela tia Clia que me acolheu com muito carinho. O Consa para mim foi meu segundo lar. Aos cinco anos, eu j sabia ler. Aos seis anos, quando meu pai veio a falecer, contamos com a generosidade das Irms, que me deram a chance de concluir meus estudos. Hoje posso dizer que foi a melhor escolha que meus pais me proporcionaram: estudar em uma

    escola humana onde se visa o bem estar do aluno procurando formar homens e mulheres para vencer na vida. Com dezoito anos, passei em alguns vestibulares. Optei pela FEI. Concorri com alunos de colgios considerados 1 lugar. Na faculdade estou estudando bastante e tenho tirado notas como eles, estou feliz, pois fao o que sempre sonhei, graas a Deus e ao Consa. Fernando Ohata

    Orientaes para estimulao de Fala e Linguagem Na Educao Infantil muito comum encontrarmos pais e professores preocupados com a fala de suas crianas, j que muitas trocas, omisses e distores aparecem nesta faixa etria. At os 6 anos, ocorre o que chamamos de perodo de disfluncia,

    que desaparece naturalmente, de acordo com as influncias exercidas pelo meio no qual a criana se insere. Neste sentido, fundamental que se ensine a falar corretamente e se estimule os suportes de fala: o desenvolvimento cognitivo, emocional e social e a maturao das habilidades fsicas implicadas na fonao.

    H algumas atividades, brincadeiras e atitudes muito simples, mas que so essenciais para a estimulao do desenvolvimento oral de seu filho: Falar de forma clara e simples; No imitar o falar errado da criana; Quando a criana cometer um erro articulatrio, dar a ela o padro correto sem repetir o erro; Evitar a fala infantilizada; No usar palavras no diminutivo, pois alm de serem mais difceis de pronunciar, so mais difceis de memorizar; Evitar atender as necessidades da criana quando for solicitado atravs de gestos, a no ser que a criana no tenha como express-las atravs da linguagem; No exigir uma produo alm da esperada para a sua idade; Propiciar o desenvolvimento da fala, deixando a criana expressar oralmente o que deseja; Cantar e brincar com a criana utilizando mmicas faciais: mandar beijinho, mostrar a lngua, caretas etc; Utilizar diferentes sons que a boca pode emitir: estalo de lngua, vibrao da lngua, assobio, beijinho etc; Exercitar travalnguas; Fazer imitaes estereotipadas (exagerando na articulao): imitar um carioca, imitar algum que fala, enquanto masca chiclete, imitar um ator etc; Encher bexigas; Soprar bolinhas de sabo; Incentivar hbitos orais saudveis; evitar mamadeira, chupeta, dedo na boca; Tomar lquido de diferentes modos: com o copo, copo com bico, com canudo; Mastigar alimentos com consistncias diferentes; Em relao pronuncia, o adulto deve corrigir cada erro sendo carinhoso e explicativo: Se a criana disser au (gua) o pai pode responder: Voc quer gua? Vou pegar gua para voc. Com isso, a criana aprende a palavra, sem ficar nervosa ou inibida com o momento da fala.

    importante ressaltar que o melhor momento para consultar um profissional pediatra ou fonoaudilogo quando algo na fala da criana comea a chamar a ateno da famlia ou da escola, suscitando um desconforto. Ainda que se trate de uma etapa natural da aquisio de fala, o fonoaudilogo poder, alm de avaliar, orientar os pais sobre como lidar com as angstias e ansiedades que estes momentos causam, explicitando ainda que estas podem sim ser geradoras de uma real dificuldade de fala no futuro.

    Fonoaudiloga Giulianny Leal RussoProfessora do Nvel 5 D

    Charles Darwin Charles Darwin nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809, na Inglaterra e, desde sua infncia, adotou o hbito de colecionar minerais e insetos. Foi um estudante tido como medocre e, aps abandonar a faculdade de medicina, comeou a colaborar com colegas no estudo da Zoologia Marinha.

    Este naturalista, a bordo do navio Beagle, partiu no dia 27 de dezembro de 1831, para uma viagem que mudaria a concepo de toda a humanidade sobre sua prpria existncia.

    Darwin um dos grandes nomes da Cincia do sculo XXI. Contrariada por estudiosos contemporneos, sua teoria da evoluo das espcies - onde apenas os mais adaptados sobrevivem mantm-se como o cerne de um entendimento global que norteia o campo da Cincia. Pode-se dizer que, a partir de sua teoria, outras reas do conhecimento, como a Taxonomia, a Geologia, Ecologia e outras, foram diretamente influenciadas e direcionadas.

    Sua obra magna, A Origem das Espcies, sintetiza o trabalho de sua vida e cunhou termos dos quais, at mesmo as Cincias Humanas e Sociais se apropriaram para definir a evoluo sociolgica do homem contemporneo.

    A Biologia Molecular, advento recente, veio somar evidncias sobre a teoria de Darwin e expandiu o conhecimento que, na poca, foi apenas observativo. Hoje, 150 anos aps expor sua teoria, ele ainda se mantm vivo e atual nas discusses e incluses que se fazem sobre a

    Acredito que aprendi muito, no apenas no sentido educacional. Como pessoa, tornei-me algum especial. Charles Darwin

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    Quase todo mundo tem um quase que nunca chega!Compartilhar mais que resolver sozinho.Uma palavra sempre dita vrias vezes.Mas, o dizer apenas, sempre quase nada.Uns vivem vegetando, enquanto outros sonham...Qualquer razo possvel uma razo a menos.Temor, perdo e dio sempre andam prximos.

    Professora Carla Cristina Souto

    1 Sarau Temtico

    A Biblioteca Santa Clara realizou no dia 27 de fevereiro o 1 Sarau Temtico, inspirado na Semana de Arte Moderna de 1922. Sarau era um evento muito comum no passado e hoje tem uma qualidade inovadora; por esse motivo, a biblioteca do Consa quis resgatar os amantes das Letras, da Msica e do Teatro, com a finalidade de descobrir o talento artstico e literrio que h em cada um.

    As apresentaes despertaram as mais diversas emoes: alegria, nervosismo, ansiedade, beleza, surpresa, encanto. Foi um espetculo marcado pela msica, pintura e poesia, que contou com a colaborao e o apreo de pais, estudantes, professores, orientadoras, colaboradores e da direo. Agradecemos a todos que colaboraram para a realizao deste evento e contriburam para o seu sucesso. O primeiro sarau temtico foi um ensaio para as prximas manifestaes artsticas, um espao para revelar novos talentos. Esperamos que este tenha sido um incentivo para os prximos que viro, confirmando que todos ns temos talentos a descobrir. Michelle Medeiros - Biblioteca Santa clara

    As Aventuras do Avio Vermelho Minha histria com a leitura

    Irmos mais velhos so sempre uma importante referncia para os mais novos. como se eles nos mostrassem o caminho a ser seguido, nos apresentassem as regras deste mundo novo, o que nos impulsiona a querer sempre continuar em frente, porque parece que tudo maravilhoso para eles, tudo fcil e cheio de aventura! Devia ter uns 4 ou 5 anos. Meu irmo mais velho j ia escola, j tinha lies de casa, j lia... Meu pai, de vez em quando, chegava em casa com livros de capa dura, capa mole, com muitas e poucas pginas, coloridos e sem figuras... Quase sempre contava um pouco sobre o tema do livro para instigar a curiosidade. Certa vez chegou com um livro enorme chamado Grandes Vidas, Grandes Obras, que meu irmo devorou! O problema que os livros sempre eram para quem? Para ele, o irmo mais velho! Afinal ele j sabia ler e eu no... Um dia meu pai chegou com um livro de capa azul, cheio de figuras coloridas e encantadoras. Tinha um menino e um avio vermelho. Uma das figuras mostrava o menino e ao seu lado algumas guloseimas como balas multicoloridas, sanduches, entre outras coisas deliciosas. Era a minha ilustrao preferida. Algumas vezes, meu irmo lia em voz alta uma ou outra parte e eu decorei a primeira frase do livro que era Chamava-se Fernando. Tratava-se do livro As Aventuras do Avio Vermelho, de rico Verssimo. Sentia-me empolgadssima cada vez que o folheava e imaginava o que estaria escrito ali. Lembro-me de parar no topo de uma pequena escada que ia da sala para a cozinha em nossa casa, em Taboo da Serra, e fingia ler em voz alta, como meu irmo fazia, iniciando pela frase Chamava-se Fernando. O restante saa de acordo com a minha fantasia e imaginao. Comecei a pensar que precisava resolver o meu problema, pois no bastava que um adulto ou mesmo meu irmo lesse a histria para mim. Eu queria ler! Perguntava a minha me quando poderia ir escola e ela ria, dizendo que ainda no estava na hora, pois naquela poca no existia a Educao Infantil. Pedi que me ensinasse a ler. Ela, sempre atribulada com os afazeres da casa, dizia ao meu irmo que me ensinasse: - Faa assim: ela vai perguntando o que quer saber e voc responde...

    origem dos seres vivos e como estes se moldaram aos olhos da Cincia.

    Seu humanismo foi posto em evidncia quando, em visita ao Brasil, em terras do Rio de Janeiro, disse no mais retornar a uma ptria onde ainda houvesse escravido.

    Entre as pginas de sua obra, l-se aquilo que de mais belo Darwin concluiu, de forma potica, ao dizer que, atravs do processo de seleo gradual de mudanas infinitsimas, as espcies evoluram, at chegarem a uma quantidade infinita de formas belssimas e admirveis.

    2009 marca o bicentenrio do nascimento deste pesquisador ingls que, como outros, mudou os rumos da humanidade, citou que O homem apenas o produto de uma evoluo milenar ainda inacabada. Hoje, alguns tericos arriscam dizer que a evoluo da espcie humana chegou ao fim. Aos olhos de Darwin, este talvez seja outro ponto da adaptao da espcie humana ainda no compreendida como parte da prpria evoluo. Os anos o diro!

    Professor Maykon Anderson Pires de Novais

    2009: o Ano Internacional da Astronomia AIA Por que 2009? Porque faz 400 anos que Galileu Galilei apontou sua luneta para o cu e fez observaes fantsticas sobre a Lua, os planetas prximos Terra

    e seus movimentos. Voc consegue imaginar a revoluo que suas observaes causaram

    no pensamento cientfico da poca?

    Por que Internacional? Porque ser uma celebrao global da astronomia e da sua contribuio para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nvel

    mundial no s na astronomia, mas na cincia em geral.

    Alm disso, mostrar que a astronomia iniciativa cientifica pacfica, que une os astrnomos numa famlia internacional e multicultural, trabalhando em conjunto para descobrir as respostas para algumas das questes mais fundamentais para a Humanidade.

    Quais sero as atividades do AIA? No Brasil e tambm em outros pases ocorrero sees especiais nos planetrios e museus de cincias, nos observatrios, alm de exibies de filmes, documentrios etc. Para saber a programao aqui no Brasil acesse: www.astronomia2009.org.br

    E no Consa? A abertura do AIA no Consa aconteceu em 17 de maro de 2009, com a Palestra do Professor Marco Aurlio Loureiro que, alm de ex-aluno do colgio, autor de vrios trabalhos relativos Astronomia e sua divulgao ( www.ceuestrelado.com ). O Consa tambm tem participado ativamente da Olimpada Brasileira de Astronomia e Astronutica (OBA) h trs anos e, no ano passado, conseguiu a quarta colocao na categoria para Ensino Mdio, no lanamento de foguetes com garrafa PET. Participaram alunos do pas inteiro, de escolas pblicas e particulares. Os estudantes Gabriel Paolone Penteado, Gustavo Herrero Cano, Leonardo Ricciuti Rivas Demetrio e Phillipe Antunes Lomenso, agora no segundo ano do EM, participaro novamente da modalidade. Fiquem atentos aos cartazes espalhados pelo Colgio, pois divulgaremos as datas dos lanamentos de foguetes e tambm da prova escrita. Todos podem participar! Basta comunicar ao seu professor de Cincias ou de Fsica. Para saber mais sobre a Olimpada Brasileira de Astronomia e o lanamento de foguetes acesse: www.oba.org.br

    Professora Cristiane Tavolaro

    A Escolha

    Por trs de todo vu, h sempre uma escolha:Saber at que ponto tambm ser sensato. As coisas brilham mais quando esto mais prximas. Pra se queimar no jogo, basta um leve toque.

    Estudante apresentando-se no Sarau

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    Sonho de Luz

    Um dia eu estava sentado no banco da praa San Franchesco, em frente a minha casa, quando ouvi uma msica que ia aumentando a cada segundo que passava. Naquela poca, quando os reis ainda possuam o poder em suas mos, circo era para quem no tinha mais salvao. Achavam que os palhaos eram bbados e vagabundos, que no serviam nem para bobo da corte. O mgico era um luntico fugido do hospcio. Os domadores de lees ento, nem se fala, esses eram considerados sem juzo, pessoas que gostavam da morte e do perigo, sem crebro e portadores de tudo que havia de ruim no mundo. Mas naquele dia todos pararam para ver o que estava acontecendo, de onde vinha aquela msica. Havia pessoas por todos os lados, em cima dos telhados, pendurados nas janelas, nas portas, at em cima do muro. Foi ento que apareceu uma trupe gigantesca de um circo chamado Sonho de Luz. Nunca tinha visto coisa parecida. Havia malabaristas por todos os lados, msica muito alegre, palhaos correndo de um lado para o outro, fazendo palhaadas to engraadas que faria at um morto dar gargalhados, homens to altos que poderiam tocar o cu, mgicos tirando todo tipo de coisas de dentro da cartola, contorcionistas dando cambalhotas, estrelas e mais de mil e uma coisas que cheguei at a ficar tonto. Tantas maravilhas, tanta diverso, que quando vi, j estava de p, aplaudindo junto com muitas outras pessoas to confusas quanto eu. Aquilo tudo me deixou deslumbrada e foi ento que eu o vi: o domador de lees. Todos que estavam em volta cessaram as palmas. O que se ouvia sobre ele era to ruim quanto a morte. Ningum estava feliz em v-lo, a no ser duas sombras distantes cujas formas eram inimaginveis. medida que iam chegando mais perto, as duas sombras comeavam a causar mais espanto que o prprio domador: dois lees enormes se aproximavam, furiosos como se tivessem odiado a reao da platia com seu domador.

    Foi ento que, com apenas um sinal, o domador fez com que os lees parassem, causando na platia um espanto geral. Porm, mais espantados ficamos ainda ao ver dois garotos sendo levados pelo domador at poucos metros de distncia dos animais, colocando sobre eles duas mas e acenando para que os animais as pegassem. Em um clima de tenso, os enormes lees se jogaram

    pelo ar com uma imensa fria e beleza, passando por cima dos garotos, abocanhando apenas as mas e voltando ao cho com a mesma beleza e elegncia de antes.

    Em poucos segundos a platia foi loucura, com berros e palmas mais altas que o sino da igreja. Ningum havia visto tanta beleza ao mesmo tempo e nunca se esqueceriam daquele dia, o dia em que o circo ganhou um lugar sagrado no corao de todos.

    Carla de A. Dicolla Srie: 2E

    Na arte, a inspirao tem um toque de magia, porque uma coisa absoluta, inexplicvel.

    No creio que venha de fora pra dentro, de foras sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e csmico. (Clarice Lispector)

    Mercado nervoso deixa operador NeurticoRedao Diagnstica Crnica Narrativa

    Hoje em dia, o mundo anda cada vez mais catico. E essa situao vem afetando as pessoas, principalmente as de grandes cidades, que esto cada vez mais estressadas.

    Um curioso caso aconteceu recentemente em So Paulo. Mrcio era um economista. Aps anos, havia conseguido o to sonhado emprego na Bolsa de Valores, desejo de todo economista. A felicidade foi imensa quando foi admitido e ele passou a dar tudo de si ao emprego.

    Ele amava aquela confuso, aquela gritaria tpica de uma bolsa de valores. Mas esse stress dirio e to intenso afetou profundamente Mrcio.

    em dia, o mundo anda cada vez mais catico. E essa situao vem afetando as pessoas, principalmente as de grandes cidades, que esto cada vez mais

    curioso caso aconteceu recentemente em

    anos, havia conseguido o to sonhado emprego na Bolsa de Valores, desejo de todo economista. A felicidade foi imensa quando foi admitido e ele passou a dar

    amava aquela confuso, aquela gritaria tpica de uma bolsa de valores. Mas esse stress dirio e to intenso afetou

    No sei se algum me orientou ou se foi ideia minha, mas comecei com os gibis da Turma da Mnica. Tambm no me lembro como, mas j sabia o nome de todas as letras e foi fcil comear a perguntar: - O que d C com E? E ele me respondia: CE. Assim foi muitas e repetidas vezes, fazendo com que, em diversas delas, ele perdesse a pacincia e no quisesse mais me responder, ento minha me assumia o papel.

    Eu o entendia, mas precisava ler... Aventuras do Avio Vermelho me esperava! Mais uma vez, no me lembro como aconteceu, mas sei que aos poucos fui lendo o meu primeiro livro e me orgulho muito de ter sido um rico Verssimo! Tornou-se meu livro preferido, o qual eu folheava de vez em quando. Era o meu trofu, alm de ser delicioso.

    Aps vrias mudanas de casa ao longo da vida, meu livro (alis, do meu irmo), acabou se perdendo. E minhas lembranas dessa poca ficaram adormecidas.

    Tornei-me professora e, por causa da profisso, nunca parei de estudar. Um dia estava em um curso sobre alfabetizao e a formadora pediu que nos lembrssemos de nossas histrias como leitoras na infncia, bem como, que relatssemos como aprendemos a ler e a escrever.

    Fui para casa e me pus a pensar em como conquistei a leitura e a escrita e me surpreendi em ver como as lembranas estavam todas l. Fiquei triste em lembrar que o livro se havia perdido, mas no me

    conformei e iniciei uma busca pelos sebos atravs da Internet. Sabia que havia edies novas da mesma histria, mas no me serviam, pois queria a edio de minha infncia,desejava ver aquelas ilustraes novamente.

    Qual no foi minha surpresa ao encontrar um nico exemplar num dos primeiros sebos que consultei, por R$ 7,20. Senti a mesma empolgao daquela poca e encomendei na hora! Ficaram de entregar em dois dias. Passei aqueles dois dias ligando para a portaria do prdio e perguntando se havia chegado alguma coisa para mim. Senti - me criana novamente esperando um brinquedo muito desejado.

    Chegou pouco antes de eu sair para o trabalho. Abri o pacote e l estava ele... Igualzinho! Comecei a folhear, rever aquelas ilustraes todas novamente, me fez voltar ao passado. Meus olhos se encheram de lgrimas. Levei o livro comigo para o Colgio e mostrei as minhas colegas, numa tentativa de dividir a alegria que sentia. Ainda bem que a maioria das professoras apaixonada por livros e puderam entender meu entusiasmo.

    Com essa experincia, constatei o quanto o ambiente influencia na aprendizagem. Minha famlia nos incentivava leitura. Meu irmo foi quem me fez querer ler e o meu querer me fez aprender. Como disse anteriormente, no me lembro como aprendi o nome das letras, nem como a leitura se deu exatamente, mas hoje, como professora, vejo que esse um processo que se constri a partir do interesse da criana e gradativamente. Quando a mente entende esse processo, a leitura acontece simplesmente. Acontece no tempo certo de cada um e pode ser uma construo prazerosa, sem cobranas ou excessos.

    Dedico este texto a minha famlia: ao meu pai que nos trouxe os livros, a minha me que nos mostrou o que fazer e nos apoiou quando necessrio e, principalmente, ao meu irmo que me mostrou o prazer da leitura e me ensinou a ler.

    Rosana VieiraProfessora do Nvel 5-EI

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    Ele passou a desconfiar de todos a sua volta; achava que at a mais ingnua das velhinhas tinha algum motivo secreto para mat-lo. O resultado dessa neurose foi que ele acabou sozinho, sem amigos. Fora do trabalho, no fazia mais nada na sua vida, a no ser desconfiar das pessoas, claro. E foi numa dessas desconfianas neurticas que Mrcio viveu uma situao surpreendente. s 6 horas da tarde de uma segunda-feira, ele resolveu ir padaria. No caminho, desconfiou que umas dez pessoas o estavam seguindo. Mas uma dessas, um homem de uns 38 anos, de aspecto sujo, um daqueles caras com jeito de bandido de filme Hollywoodiano, no havia deixado de segui-lo um minuto sequer. Mrcio apressou seu passo e entrou depressa na padaria. Comprou pes aps uma simptica senhora que morava na mesma rua que a sua. Ele notou que o estranho sujeito no havia entrado na padaria e sentiu um grande alvio. Mas, mesmo assim, decidiu sentar na padaria e esperar um pouco, caso o sujeito estivesse de tocaia. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz daquela adorvel senhora da sua rua que estava se despedindo dele. Ela era uma das poucas pessoas das quais ele no sentia medo, a nica. Ele observou os lentos passos de D. Iracema ao sair da padaria e reparou que o estranho sujeito voltara a aparecer e estava seguindo a tal senhora. Um intenso impulso lhe ocorreu e, quando reparou, j estava fora da padaria, correndo feito um doido atrs do bandido. O sujeito percebeu que estava sendo seguido, agarrou a bolsa de D. Iracema e a jogou no cho. Mrcio comeou a correr mais rpido ainda, at que alcanou o bandido e pulou em cima dele. O bandido caiu imvel com o peso de Mrcio, que estava uns quilinhos acima do peso, por conta da tediosa vida que levava. A polcia foi chamada e o economista foi considerado um heri. No primeiro momento, ele ficou totalmente assustado com toda a ateno que estava recebendo. Depois passou a gostar, sentia-se como um heri de filme de ao e, com a coragem de um heri, decidiu largar a economia; finalmente, se livraria daquela baderna chamada Bolsa de Valores. Depois daquela situao, havia decidido sua nova profisso. Dali para frente, seria detetive.

    Laura de Melo Teixeira, 2 Ano - EM

    Monteiro e Lobato - um nico homem com vrios dons

    Menino criado em fazenda e alfabetizado pela me, Monteiro Lobato, ainda jovem, descobriu os livros do av, iniciando assim uma carreira literria ilustre. Mas no s de livros vive o cone. Lobato atua em diversos gneros. Preso por criticar Getlio Vargas, Monteiro implantou a Companhia Petrleos do Brasil e, graas facilidade com que foram subscritas suas aes, fundou vrias empresas para fazer perfurao de petrleo, como a Companhia Petrleo Nacional, a Companhia Petrolfera Brasileira, a Companhia de Petrleo Cruzeiro do Sul e a maior de todas, a Companhia Matogrossense de Petrleo, que visava perfurar prximo da fronteira com a Bolvia, pas vizinho que j havia encontrado seu petrleo.

    Diplomado bacharel em Direito, atuou como promotor nas vsperas de seu casamento. Nos altos e baixos decorrentes da vida, Lobato um dia se intitulava editor polmico, no outro tinha grandes perdas no mercado de aes. Este criador revolucionrio, no auge dos seus 65 anos, nos concedeu a entrevista que segue:

    Literatures Magazine: Monteiro Lobato seu pseudnimo. Qual seu nome de batismo? Monteiro Lobato: Jos Bento Renato Monteiro Lobato. Monteiro Lobato serviu como uma abreviao na verdade.

    Literatures Magazine: Como o Senhor define sua tentativa de ser produtor na Fazenda de Buquira, herdada pelo seu av, Visconde de Trememb? Monteiro Lobato: Eu cheguei a citar na minha autobiografia o seguinte: Fez-se fazendeiro. Gramou caf a 4.200 a arroba e feijo a 4.000 o alqueire. Convenceu-se a tempo que, isso de ser produtor, sinnimo de ser imbecil e mudou de classe.

    Literatures Magazine: Sintetizando, como pode ser definida sua histria com a Academia Brasileira de Letras? Monteiro Lobato: Eu me conformei e aceitei que, o que no para ser, no . Foram duas derrotas e um convite recusado. Mas apesar da ironia do destino, no houve frustrao. Participei da Academia Paulista de Letras, da minha editora; enfim, projetos que no me faltaram.

    Literatures Magazine: O que surpreende o fato de o Senhor ter, como disse em sua autobiografia, tomado bomba em exame de Portugus, j que ficou evidente seu interesse pela Lngua desde pequeno. Quando, de fato, se definiu sua carreira literria? Monteiro Lobato: Como disse, meu interesse sempre foi presente, mas aos meus 35 anos, enviei meu artigo ao jornal O Estado de So Paulo e foi publicado! Foi o Velha Praa. Ganhou fama, por no ser publicado na seo aos leitores, mas gerou polmica. Tratava-se das queimadas praticadas pelos caboclos. Tempos depois, escrevi Urups. A veio o Jeca Tatu...

    Literatures Magazine: Entre seus vrios projetos, veio a ideia de fundar uma fbrica de geleias em sociedade com um amigo. Por que este projeto nunca passou do papel? Monteiro Lobato: Junto com esse projeto veio a responsabilidade de ocupar, interinamente, a promotoria de Taubat. No pude recusar. Literatures Magazine: Alm desta atuao em Taubat, teve mais alguma como promotor? Monteiro Lobato: Sim, sim, fui nomeado promotor pblico em Areias.

    Literatures Magazine: Sua esposa no muito citada. Por Monteiro Lobato, Maria Pureza da Natividade conhecida como? Monteiro Lobato: minha mulher Purezinha.

    Literatures Magazine: Fora do livro, quais so os personagens que foram criados por Lobato

    e Purezinha? Monteiro Lobato: So meus quatro filhos.

    Literatures Magazine: Para definir em uma frase, qual foi seu maior feito poltico? E literrio? Monteiro Lobato: Poltico foi a implantao das indstrias petrolferas. Literrios foram o Jeca Tatu e o Stio do Pica-Pau Amarelo.

    Literatures Magazine: O que representa o lado de Monteiro Lobato que vai alm da poltica, literatura e advocacia? Monteiro Lobato: Eu sou um amante da fotografia. Fotografo quando tudo est bem e pinto aquarelas quando as coisas j no vo to bem. Gosto de jogar xadrez, de escrever, escrever, escrever...

    Literatures Magazine: Vamos encerrando aqui esta entrevista maravilhosa, estimando que o Senhor nos revele muitas outras de suas habilidades e facetas ao longo dos anos. Jos polmico. Bento criador. Renato poltico. Monteiro escritor. Lobato advogado. Jos Bento Renato Monteiro Lobato,homem representativo que amplia os horizontes do povo com suas atuaes sempre impecveis. Em nome da Literatures Magazine, agradecemos ao Senhor por nos disponibilizar seu tempo e surpreender ainda mais os amantes de uma boa leitura.

    Monteiro Lobato

    Monteiro Lobato e famlia, recm-formado e aos 9 anos

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    O Consa inaugurou em 2008 os perodos Integral e Semi-Integral, com os estudantes da Educao Infantil e 1 Ano do Ensino Fundamental. Em 2009, atendendo ao nmero crescente de pais que buscam o Integral ou Semi-integral na escola onde os filhos j estudam no perodo regular, o Consa estendeu este atendimento at o 5 Ano do Ensino Fundamental. A proposta destes perodos a de que os estudantes possam brincar, aprender, fazer as lies de casa, pesquisas, trabalhos, adquirir hbitos saudveis de alimentao e higiene.

    A familiarizao com a Lngua Inglesa permeia todas as atividades. Aos poucos, com naturalidade, os estudantes aprendem comandos

    em situaes contextualizadas, como, por exemplo, na hora do almoo: Lets go, Wash your hands.

    H vrios outros momentos em que este idioma faz parte (alis, os preferidos dos estudantes!): nas cooking classes (aulas de culinria), nas aulas no Lab (laboratrio de Informtica), na hora da chegada...

    Os estudantes tambm contam com os esportes realizados no Celfran. No Perodo Integral, so escolhidas duas modalidades e no Semi-Integral, uma.

    H uma grande preocupao em oferecer aos estudantes atividades diversificadas, visando bom desenvolvimento em todos os aspectos.

    Projeto - 6 Ano

    Neste projeto, o objetivo principal integrar o Planejamento Pedaggico da escola com a preocupao atual de relacionar reas do conhecimento, ampliar a viso de mundo e o senso crtico do estudante.

    A programao ser realizada nos dias 24, 25 e 26 de abril de 2009, com os estudantes do 6 ano, no CEU Centro de Estudos do Universo, situado na Fazenda Estncia Peraltas, na cidade de Brotas. Atividades na Fundao: Observao Noturna - Conhecer o firmamento observando os astros atravs de telescpios de ltima gerao que, durante as noites estreladas de Brotas, esto preparados para mostrar as maravilhas do Universo. Antes da atividade, ministrada no auditrio uma explanao preparatria, sobre os tipos de equipamentos disponveis e de como observar, sensibilizando todos os participantes para as maravilhas e a grandeza do Universo. Albedo 0.39 Apresentao multimdia da estrutura de nosso planeta. Os gelogos desvendam o interior terrestre e o complexo mecanismo das placas tectnicas, que do vida crosta terrestre. Planetrio Um dos momentos mgicos da visita ao CEU acontece na sesso do planetrio. O planetrio

    uma das ferramentas mais didticas para o ensino da Astronomia, sendo capaz de reproduzir o cu como visto na natureza, em qualquer regio da Terra ou poca do ano. Geologia Geo Show Jornada do conhecimento geolgico pelo Geo Show.

    Atividades desenvolvidas no Integral e Semi-Integral

    situado na Fazenda Estncia Peraltas, na cidade

    vao Noturna - Conhecer o firmamento observando os astros atravs de telescpios de ltima gerao que, durante as noites estreladas de Brotas, esto preparados para mostrar as maravilhas do Universo. Antes da atividade, ministrada no auditrio uma explanao preparatria, sobre os tipos de equipamentos disponveis e de como observar, sensibilizando todos os participantes para as maravilhas e a grandeza

    multimdia da estrutura de nosso planeta. Os gelogos desvendam o interior terrestre e o complexo mecanismo das placas

    dos momentos mgicos da visita ao CEU acontece na sesso do planetrio. O planetrio

    uma das ferramentas mais didticas para o ensino da Astronomia, sendo capaz de reproduzir o cu como visto na natureza, em qualquer regio da Terra ou poca do ano.

    Geologia Geo ShowJornada do conhecimento geolgico pelo

    Geo Show.

    Estudantes do Integral na Biblioteca Infantil

    Projetos do Ensino Fundamental II

    Estudantes na Biblioteca Santa Clara - Consa

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    Espetculo audiovisual noturno realizado em uma maquete de corte geolgico do Estado de So Paulo, com mais de 20 metros de comprimento, contando a histria, narrada pela prpria Gaia, das camadas geolgicas terrestres, desde a criao do Universo, passando pela formao do sistema solar, o nascimento da terra, o aparecimento da vida, as eras geolgicas, as catstrofes e eventos da histria geolgica, at o aparecimento do homem em sua influncia sobre o planeta.

    Professora Carla de Oliveira Afonso

    Projetos - 7 Ano

    Paulo Freire dizia: Ensina quem de repente aprende. Mas podemos acrescentar: aprende quem vivencia situaes concretas, mesmo que sejam simples. com esta convico que os professores do 7 ano desenvolvem os projetos. O tema central a DIVERSIDADE: diversidade dos ecossistemas e da adaptabilidade, da linguagem, das relaes culturais e das religies, envolvendo praticamente todos os componentes curriculares e tendo trs sadas programadas durante o ano. A primeira para o zoolgico, onde feito um levantamento e estudo da adaptabilidade dos animais, da linguagem potica, da linguagem grfica, atravs da sua aplicao na localizao geogrfica.

    A sada mais esperada pelos estudantes o estudo de meio: Ubatuba-Paraty, que ocorre no final de agosto. Alm de desenvolver a autonomia, proporciona uma relao direta com os ambientes naturais, com os fatores biticos e abiticos dos ecossistemas litorneos, atravs de observaes e vivncias; um reconhecimento das posies geogrficas, por meio dos pontos cardeais, bem como, a habilidade de orientar-se com ou sem os materiais mecnicos.

    O fechamento do estudo da diversidade cultural dos pases hispnicos realizado no idioma espanhol com a tradicional Noite Espanhola e a elaborao do dirio de bordo da viagem, na Lngua Inglesa.

    Uma outra atividade de Estudo do Meio a visita aos lugares considerados sagrados, onde os estudantes podero observar as diferentes culturas, apreciar a arquitetura e as obras de arte dos templos de diversas civilizaes e participar de palestras sobre a diversidade religiosa.

    Alm desses projetos, so desenvolvidos outros de curta durao ao longo dos trimestres, como, por exemplo, Volta ao Mundo com o Chocolate, em Lngua Portuguesa; Campeonato de Sudoku e Matemtica Curiosa e Desafiadora, em Matemtica.

    Estas atividades, devidamente exploradas atravs dos projetos, permitiro o desenvolvimento da criatividade, senso crtico, capacidade de anlise, de sntese, formulao e resoluo de problemas, habilidades to necessrias para o mundo atual.

    Tnia D`vila Bozzi

    Projeto - 8 Ano

    Os estudantes do 8 ano do Ensino Fundamental, em 2009, participaro dos seguintes projetos interdisciplinares: 1) Acampamento Repblica Lago, ondeparticiparo de atividades relacionadas Paleontologia (escavao de fsseis e visita Pedreira de Rio Claro), qualidade de vida, alimentao saudvel, nutrio, convivncia em grupo e esporte. 2) Museu de Anatomia: visita ao museu da Universidade de So Paulo, com objetivo de observar a anatomia do corpo humano, sua funo, denominao, preservao de peas anatmicas, destacando a importncia da conservao da sade de nosso corpo humano. 3) Museu de Geocincia: visita ao museu que tambm se localiza na Universidade de So Paulo, o qual contm 10 mil peas, sendo 5 mil em exposio permanente, com amostras do Brasil e do mundo. Os estudantes iro observar amostras de

    minerais, cristais, rochas, meteoritos e fsseis. Toda experincia vivida e compartilhada com o estudo torna-se nica, uma aprendizagem com importncia e valor.

    Prof Francine Maria Felisoni Nogueira Moraes

    Projetos - 9 Ano

    No projeto Justia e Paz na construo da cidadania, vrias atividades sero desenvolvidas nos componentes curriculares da Lngua Portuguesa e Espanhola, de Histria e Geografia. Os estudantes conhecero aspectos geogrficos da Frana e da Espanha, condies polticas da transio entre a Era Napolenica e a Revoluo Industrial, tomando como referncia as obras Os Miserveis (Victor Hugo) e Los Santos Inocentes (Miguel Delibes) relacionando Os Miserveis de ontem, de hoje e de sempre (Brasil/Europa) e Los Inocentes de ayer, hoy y de Siempre (So Paulo). O Projeto Conhecendo e divulgando Darwin, ser uma oportunidade para os estudantes ampliarem seus conhecimentos sobre o grande estudioso da Cincia, homenageado em 2009, por suas inmeras contribuies para o desenvolvimento cientfico. Neste projeto, a interdisciplinaridade se faz presente entre Cincias e Lngua Portuguesa. Aps o estudo dos gneros textuais informativos como notcia e reportagem, os estudantes produziro seus

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    Estudantes do Ensino Fundamental II

    Estudantes do Fundamental II no Laboratrio de Informtica

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    prprios textos informando o que est acontecendo no Brasil e no Mundo, para divulgar a vida e a obra de um cientista que registrou em seu trabalho a biodiversidade brasileira. As produes estaro disponveis no site do Colgio e na prxima edio desta Revista.

    Professora Franciane Zanetti Campanerut

    Projetos - 1 Ano do Ano Ensino Mdio

    Os estudantes chegam ao Ensino Mdio com mil expectativas, a um mundo diferente e novo, onde horizontes se abrem repentinamente. Eles se deparam com novos componentes curriculares: Fsica, Qumica, Biologia, com suas linguagens formais e acadmicas.

    Percebem que esto numa fase de comprometimento, na qual tero que buscar o equilbrio entre lazer e estudo. Mais matrias, mais contedos, logo, mais lies de casa, o vestibular que se aproxima, a opo da carreira etc.

    Organizao a palavra chave que, de uma forma ou de outra, ter que acontecer: no uniforme, no horrio da entrada, no material e, principalmente, num horrio dirio de estudos pr-estabelecido para tarefas, pesquisas, estudos, leituras...

    O jovem hoje mais dinmico. Pensa rpido. Tem a tecnologia como informao num clicar de dedos, mas tambm mais impaciente.

    pensando nisso tudo que os professores do 1 EM trabalharo com PROJETOS que motivem os estudantes, propiciando reflexes, aprendizagem e momentos de trocas com colegas e professores.

    Em maio, iro ao MAM - Museu de Arte Moderna, para visitar a exposio Olhar e Fingir. O objetivo ser focado no aspecto fotogrfico, enquanto estudo fsico-qumico.

    Realizaro um projeto em forma de pesquisa, sob orientao da professora de Matemtica, no qual tero a oportunidade de rever toda a Geometria Plana. Em junho, visitaro a CBA - Companhia Brasileira de Alumnio, onde observaro a linha de produo de tudo que provm do ao e a sua importncia.

    Prof Ana Rosa Griss

    Projetos - 2 Ano do Ano Ensino Mdio

    No ano letivo de 2009, os estudantes do segundo ano do Ensino Mdio desenvolvero o tema de estudo Desenvolvimento Sustentvel e Sociedade de Consumo e sero convocados a realizar visitas e estudos com o objetivo de torn-los mais conscientes de seu papel na sociedade, preparando-os para uma postura mais crtica quanto aos vrios aspectos da sustentabilidade.

    Os locais a serem visitados: Museu Afro, Museu de Zoologia, o de Anatomia e de Geocincias. Num segundo momento, os estudantes visitaro usinas e indstrias, acompanhando, alm do processo de produo de bens de consumo, as reas de atuao dos diversos profissionais que fazem parte dos locais visitados.

    Alm das visitas propostas, pesquisas e trabalhos sero realizados. No sentido da sustentabilidade ambiental, ser feito um estudo no Supermercado Po de Acar de Indaiatuba, para observar que a preocupao com o desenvolvimento sustentvel j vem sendo trabalhada e construda em vrios setores de nossa economia.

    Assim, acreditamos que, ao final do ano letivo de 2009, os estudantes do segundo ano do Ensino Mdio, tero adquirido a ampliao dos conceitos de sustentabilidade que j trazem de suas experincias e, tambm, a noo da importncia de uma nova conscincia planetria, que nos possibilitar viver em mais paz e solidariedade, sem esquecermos do desenvolvimento alcanado.

    Professora Eliane Branco Haddad

    Projetos - 3 Ano Ensino Mdio

    Pensar um projeto que auxilie nossos jovens a estruturar de forma sadia e competente o prprio futuro uma tarefa difcil e de grande responsabilidade.

    Para enfrentar os grandes desafios como ENEM, Vestibulares, concursos, entrevistas, entre outros, os estudantes necessitam de oportunidades para examinar as bases de seus conhecimentos e de suas interpretaes para aplic-las com excelncia.

    Pensando nisto, os professores do terceiro ano desenvolvero, durante todo o ano letivo, o

    projeto DIALTICA DA INTEGRAO X REVISO, favorecendo uma possibilidade de bagagem adequada e de qualidade para encarar tais desafios e conseguir executar um projeto maior: O PROJETO DE VIDA (individual e profissional).

    Quinzenalmente, o contedo exclusivo no site do Consa ser alimentado com questes diversas dos melhores vestibulares do Brasil, resgatando contedos trabalhados em todo o Ensino Mdio.

    O treino ajuda a pensar. Quando os estudantes percebem relaes, compreendem sentidos, aplicam regras e leis, automaticamente aumentam habilidades de raciocnio e da compreenso dialtica do conhecimento.

    Outros projetos, de menor durao, sero desenvolvidos ao longo do ano, inclusive propostas

    de Estudo do Meio, atendendo s necessidades especficas de cada componente curricular.

    Os projetos de Orientao Educacional e os projetos sociais coordenados pela Orientadora Educacional Rosemary Spassatempo, conscientizaro nossos estudantes sobre o verdadeiro sentido de cidadania e tica social/ profissional.

    Nossa expectativa? Fazer parte da formao de futuros profissionais competentes, seguros, e o mais importante... PLENAMENTE REALIZADOS!

    Professora Elisa Parmejane

    Estudante - Jessica Bolognessi - Projetos - 3 Ano do Ensino Mdio

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    Olha A

    Alm do contedo aprendido no componente curricular de Cultura Corporal e Artstica, os estudantes do Consa so estimulados a mostrar suas habilidades em msica, teatro, dana e artes plsticas espontaneamente. As criaes dos estudantes so apresentadas durante as eliminatrias e finais do Projeto Olha A, promovido anualmente pelo Colgio.

    A proposta integrar as modalidades do componente curricular Cultura Corporal e Artstica e premiar a criatividade e a expresso artstica dos estudantes.

    Ao longo do ano, um jri formado por professores do Colgio, especialistas em arte

    e artistas convidados, avalia as apresentaes nos quesitos figurino, criatividade, performance, improviso, destaque masculino e feminino, selecionando ainda as melhores apresentaes em cada modalidade.

    Nos dias das eliminatrias, os estudantes tm a possibilidade de convidar um artista. Em um grande evento,no final do ano,o trofu Olho de Ouro entregue aos melhores de cada categoria.

    Colgio Franciscano Nossa Senhora Aparecida

    Msica integra matriz curricular do Colgio Franciscano Nossa Senhora Aparecida Consa antes mesmo da Lei que tornou obrigatrio o ensino musical. O ensino de Msica, agora obrigatrio em escolas pblicas e particulares de todo o pas desde que a Lei n 11.769/08 entrou em vigor, integra a matriz curricular do Colgio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (Consa) h mais de dez anos. Desde a Educao Infantil at o Ensino Fundamental, os estudantes so colocados em contato com a Histria da Msica, instrumentos, ritmos e possibilidades musicais, desenvolvendo, inclusive, aptides pessoais em relao arte.

    A justificativa para que essa lei fosse aprovada est na importncia que a msica exerce no desenvolvimento e na formao de crianas, jovens e adultos. A aprendizagem musical contribui de maneira direta e indireta para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor, emocional e afetivo do ser humano.

    Numa poca dominada pelos avanos tecnolgicos h de se ter um osis onde garantimos que no se perca nosso grande patrimnio cultural , humanstico e social que a msica nos oferece.

    O ensino de Msica est inserido na proposta de viabilizar o aprendizado por meio da educao dos sentidos, do resgate cultural e descoberta das possibilidades que as diversas artes proporcionam. Na Educao Infantil, a msica trabalhada atravs do desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade, com brincadeiras ligadas cultura popular brasileira, percepo do som e do silncio, explorao dos sons do corpo, dos objetos, de instrumentos de percusso e de jogos ldicos.

    Nos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental, a iniciao musical dos estudantes trabalhada por meio de atividades com canto, flauta e instrumentos de percusso.

    No 6 ano, Histria da Arte proporciona aos estudantes, a base terica necessria para a escolha dos projetos artsticos dos quais pretendem participar. A partir do 7 ano, as aulas de Msica esto inseridas no componente curricular Cultura Corporal e Artstica (CCA) que inclui, alm de Msica, Teatro, Artes Plsticas, Dana, Editorao Eletrnica e Robtica Educacional.

    Entre o 6 e o 9 ano, o ensino de Msica prioriza o desenvolvimento das habilidades, por meio da prtica da reproduo musical e do conhecimento da cultura brasileira a partir das diversas

    possibilidades do instrumento violo (7 ano); acesso a audies, discusses, estudo dos estilos musicais, experimentao de tcnicas vocais no acompanhamento meldico e acrscimo de elementos nas reprodues elaboradas pelos estudantes, enriquecendo o contedo aprendido.

    Talentos descobertos

    Ex-alunos do Consa hoje trabalham com Msica, em projetos no exterior, e estudantes j demonstram suas habilidades formando bandas para participar de

    eventos internos. Entre os talentos, esto Fabio Bernardinelli Martino, pianista que j atua na Europa e, eventualmente, convidado para se apresentar com a Orquestra Sinfnica do Estado de So Paulo (Osesp) e Yuri Matsumoto Silva descobriu e desenvolveu talento na dana e, atualmente, estuda e se apresenta na Alemanha.

    Msica na escola muito antes da obrigatoriedade do MEC

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    Estudantes do Consa se apresentando no projeto Olha Ai!

    Estudante Yuri Matsumoto Silva

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    As turmas se renem s segundas e/ou quartas-feiras, a partir das 18h45, na Avenida Juriti, em Moema, a poucas quadras do Parque Ibirapuera.

    Unindo prtica esportiva e ao social, os praticantes ganham camisetas para o treino, em troca de 5kg de alimentos no-perecveis, que sero destinados aos projetos da Associao Cultura Franciscana, que tambm mantenedora do Celfran.

    Dicas O programa de corrida e caminhada do Celfran tambm oferece orientaes gerais para o praticante, prestadas pelo treinador Thiago Milani.

    Roupas Em dias mais quentes, o praticante deve usar roupas confortveis, como short e camisetas leves, que no fiquem muito grudados no corpo para no atrapalhar a atividade. No frio, os homens podem usar calas de tactel e as mulheres, cala legging, combinadas com camisetas de manga curta; se estiver muito frio, prefiram as de manga longa.

    O tnis e a pisada A escolha do tnis correto para a prtica da corrida ou caminhada muito importante para

    o bom desempenho das atividades. Tanto para corridas quanto para caminhadas fundamental calar tnis que ofeream bom amortecimento, evitando assim possveis leses e proporcionando maior conforto para a atividade. - Tipos de pisadas: o tnis adequado

    est relacionado ao tipo de pisada do atleta. So trs: pronada (para dentro), supinada (para fora) e neutra.

    Com o avano da tecnologia no ramo dos calados, encontramos no mercado, modelos de tnis para cada tipo de pisada. A pronada pede um tnis que possua a parte interna da entressola mais dura e reforada. No caso da supinada, a entressola tem que ser dotada de um eficiente sistema de absoro de impacto para amortecer as passadas. Para quem tem pisada neutra, recomenda-se o uso de um tnis que oferea amortecimento e estabilidade nos movimentos.

    Como descobrir o tipo de pisada? Atualmente, nas grandes lojas do ramo esportivo, h mquinas que detectam o tipo de pisada na hora da escolha do tnis. Se no encontrar este servio, um ortopedista tambm poder fazer o diagnstico.

    O Celfran Inaugurado em 2004, o Centro Franciscano de Cultura, Esporte e Lazer est localizado em uma rea de sete mil metros quadrados, no bairro paulistano de Moema. Na programao oferece aulas de ginstica, musculao, artes marciais, yoga, pilates, ballet, ritmos, natao e hidroginstica para todas as idades. O Centro mantido pela Associao Cultura Franciscana e integrado ao Colgio Franciscano Nossa Senhora Aparecida, o Consa. As atividades so abertas aos alunos, aos pais e comunidade.

    www.celfran.com.br

    Centro Franciscano de Cultura, Esporte e LazerTel.: (0xx11) 5054-4378

    Celfran 2009

    Na sociedade, a atividade fsica tem adquirido grande destaque, sobretudo, porque a este termo so acoplados outros, como: sade, beleza, desempenho, longevidade e juventude, cuja combinao promissora e acarreta melhor qualidade de vida.

    Sabemos que, para se ter um estilo de vida saudvel, devemos cuidar da sade, do corpo e da mente, deixando-os em sintonia.

    Cuidar dos sentidos, agitar a mente e as emoes, encontrar-se consigo mesmo, com as coisas do mundo, com a natureza. (Isabel Portp Filgueiras). Pensando em qualidade de vida, o Celfran (Centro Franciscano de Cultura Esporte e Lazer) oferece comunidade uma gama de atividades que atende a essas necessidades: integrao social, liberao de emoes, entretenimento e diverso, atravs da atividade fsica.

    Duas piscinas cobertas e aquecidas, uma semi-olmpica (12,5m x 25m) ideal para treinamento, aulas de natao e competies, e outra prpria para atividades de hidroginstica e iniciao.

    O moderno sistema de tratamento de gua atravs de Oznio, no resseca a pele e os cabelos, alm de ser ideal para quem tem problemas de rinite, bronquite, e outros problemas respiratrios e alrgicos.

    Na quadra poliesportiva, com muito espao para a torcida (dois andares do prdio para arquibancadas), funcionam nossas escolinhas de esporte e o demais treinamentos.

    Os equipamentos da sala de condicionamento fsico e fitness so de tima qualidade, alm de salas de ginstica, pilates, jud, karat, ballet, entre outras. Professores preparados e especializados para cada modalidade oferecem acompanhamento e suporte permanente, em todas as atividades.

    O Celfran - Centro Franciscano de Cultura Esporte e Lazer, no bairro de Moema, oferece treinos especficos para quem deseja tirar o melhor proveito da prtica de corridas e caminhadas.

    Professor - Thiago Milani e estudante Wendell M. Lopes

    Estudantes em aula de natao no Celfran

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    Paz fruto da Justia

    A Quaresma tempo forte de converso, de graa e de salvao. tempo de preparao para viver, de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante da histria da salvao e do ano litrgico: a Pscoa.

    Neste ano, a Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB- nos convida e a refletir sobre as questes de segurana com o Lema: A Paz fruto da Justia!

    Esta preocupao mais do que oportuna, pois mostra a vontade da Igreja em criar condies para que o Evangelho seja vivido em uma sociedade que, a cada dia, se torna mais violenta e insegura e procura contribuir para que este processo seja revertido atravs da fora transformadora do Reino de Deus.

    As primeiras comunidades crists testemunhavam a prtica da paz, fundamentada nos valores evanglicos, principalmente no cuidado com os pequenos e com os necessitados. Mostravam, ainda, que a paz no vinha pela fora, mas sim, nascia dos relacionamentos, fundamentados no amor.

    A Paz fruto da solidariedade. Solidariedade lembra a disposio (que dom e graa) e o dever de sentir-se uma nica realidade com todos, compartilhando as alegrias e as tristezas.

    No Sermo da Montanha, Jesus nos mostra que devemos quebrar a rede de dio e de vingana que existe na sociedade, porque violncia gera mais violncia e a solidariedade perde seu espao: Bem-aventurados os que promovem a paz porque sero chamados filhos de Deus.

    Deus amor e Ele a fonte da verdadeira paz e da concrdia. Somente atravs da vivncia dos valores evanglicos que poderemos fazer realidade o Reino de Amor, Paz e Justia que tanto almejamos.

    A primeira vivncia , sem dvida nenhuma, em nossos prprios lares. Casais e famlias que vivem o amor verdadeiro, cultivando diariamente os pequenos detalhes, as mnimas atenes, tendem a prosperar e atrair para si o olhar bondoso de Deus Pai.

    Uma famlia onde reina a Paz e a Justia um lar fortalecido contra tudo aquilo que oprime e destri.

    Claro que dificuldades aparecem e estas devem ser motivo de luta, de esforo para venc-las e conquistar aquilo que desejamos.

    Jesus passou por sua quaresma de reflexo, tentao e fortificao na f. Aps celebrar a Pscoa com seus amigos. Ele ansiara muito por este momento. Viveu seu martrio, passando pela agonia do Horto das Oliveiras, pelo Sindrio com suas interrogaes e pelo caminho crucial do Calvrio que o levou morte.

    Aps trs dias, Jesus ressuscitou e a primeira frase que Ele disse aos apstolos reunidos foi: A Paz esteja convosco!

    Vivamos esta Paz, a mesma que Ele nos deixou, pois a garantia de um mundo melhor e mais humano, alis, o mundo que todos ns sonhamos.

    Professor ngelo Nunes