edição 96 - agosto 2015 - jornal nosso bairro jacarepaguá

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DE QUEM ESSE FILHO? - Poluio do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepagu foi tema da Audincia Pblica realizada na Freguesia. O Ministrio Pblico Federal questionou as autoridades presentes diretamente envolvidas no problema e cobrou prazos e solues | Caxumba - Surto da doena preocupa populao do Rio. Confira os principais sintomas | Colnia - Crescimento desordenado causa transtornos aos moradores da regio | Imveis - Queda dos preos do aluguel faz com que Jacarepagu fique entre os que mais tiveram reduo | Cultura - Teatro Sesi recebe Festival Internacional de Teatro da Lngua Portuguesa

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  • Periodicidade Mensal - Distribuio Gratuita - Edio n 96 - Agosto/2015 - Ano VIII - Tiragem: 22.000 exemplares

    | Pgina 20

    CaxumbaSurto da doena preocupapopulao do Rio. Confira osprincipais sintomas

    Saiba maisImveis | Pgina 8Queda dos preos do aluguel fazcom que Jacarepagu fique entreos que mais tiveram reduo

    DE QUEM ESSE FILHO?Poluio do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepagu foi temada Audincia Pblica realizada na Freguesia. O Ministrio Pblico Federalquestionou as autoridades presentes diretamente envolvidas no problema ecobrou prazos e solues. | Pgina 12

    Cultura | Pgina 17Teatro Sesi recebe FestivalInternacional de Teatro daLngua Portuguesa

    ColniaCrescimento desordenadocausa transtornos aos mora-dores da regio

    | Pgina 23

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    Editorial ALESSANDRA NUNES Expediente

    CNPJ: 29.418.852/0001-85

    Diretor: Nelson Cardosonelson@nossobairro.netCoordenao de Redao:Stella Walliterstella@nossobairro.netEdio:editor@nossobairro.netRevisoHeloisa BrumRedao e fotografiaAlessandra Nunesredacao@nossobairro.netFinanceiroMaristella Alvesadm@nossobairro.net

    Projeto Grfico / ArteLeandro J. Nazrioarte@nossobairro.netDiagramaoLeonardo C. Costadiagramacao@nossobairro.net

    Publicidade / Comercialcomercial@nossobairro.netTel./fax:(21) 3627-7945 / 2440-4549

    ColunistasFtima Guerra, Ghabriela Almas, JorgeBrum, Maria Helena dos Santos, MaluRodrigues e Nivea Salgado

    LOGSTICA / CIRCULAOCoordenador: Ernani Matoscirculacao@nossobairro.netAssistente: Adilson SantiagoDistr. Gratuita Jornal Nosso BairroTel./fax:(21) 3627-7945 / 2440-4549

    As matrias e os artigos assinados so de responsa-bilidade dos autores. permitida a reproduo, desdeque seja citada a fonte e que nos seja enviada a cpia domaterial. O jornal no se responsabiliza pelas matriasassinadas e pela veracidade dos anncios veiculados.

    Ano VIII - Edio 96 - agosto/2015

    Nossa missoO Jornal Nosso Bairro Jacarepagu nasceucom o objetivo de promover a disseminao dasinformaes que interferem no cotidiano e di-vulgar os eventos sociais e culturais da regio.

    JORNAL FILIADO | ADJORI-RJASSOCIAO DOS DIRETORES DE JORNAIS DOINTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    Nosso compromissoNosso compromisso tentar, atravs datransmisso das informaes, melhorar aqualidade de vida dos moradores da Bai-xada de Jacarepagu.

    Jacarepagu em buscade verdadeiros pais

    Apesar de o Brasil ser um Pas torico em recursos naturais, parece queainda vive sua fase de colonizao,em que a explorao acontece deforma desordenada at que a natu-reza d o seu ltimo suspiro, comoaconteceu com o Pau-Brasil, que deuo nome nossa Ptria. A poluio doComplexo Lagunar da Barra daTijuca e Jacarepagu um exemplodisso. O problema gravssimo afligea regio h muitos anos sem desfru-tar de alguma misericrdia por partedos exploradores imobilirios que nose preocupam em lanar seus esgo-tos nos rios e lagoas. No intuito deacabar com todo o dejeto, o Minis-trio Pblico Federal promoveu umaaudincia pblica para verificar as cau-sas da poluio e cobrar das autori-dades envolvidas a soluo do pro-blema. Leia na pgina 12.E por falar em explorao e coloni-

    zao, a Colnia Juliano Moreira temvivido numa verdadeira loucura como crescimento desordenado do, ago-ra, bairro, que alm das obras do go-verno para realocao habitacional,sofre tambm com invasores que seaproveitam da situao para se apo-derarem de um pedao de terra. Con-fira na pgina 23.Enquanto um problema encontrou umpai para tomar a frente e buscar so-luo, o outro ainda aguarda adoo.Quem sabe se a celebrao do Dia dosPais possa trazer mais amor e compai-xo pela regio. Alis, o exerccio dafuno paterna o tema abordado pelapsicloga Ghabriela Almas, na pgina4, que destaca que toda criana neces-sita de algum que exera o modelo pa-terno, ainda que no seja, necessaria-mente, o pai biolgico. Nos resta torcerpara que, neste ms, Jacarepagu en-contre verdadeiros pais.

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    Psicloga

    O exerccio da funo paterna

    Em outros tempos na nossa sociedade o homem era o provedor absolutoe, tendo direito sobre a mulher e os filhos, impunha suas regras e autori-dade dentro de casa. Esta cultura patriarcal lhe garantia o lugar de ptriopoder na hierarquia familiar, na qual os papis do homem e da mulher eramclaramente definidos e exercidos, mas permitia pouco espao para o di-logo e, tampouco, para manifestaes emotivas.Com a proximidade do Dia dos Pais e o impacto comercial que a data nossuscita, cabem algumas linhas para refletirmos sobre o atual papel do ho-mem na constituio familiar e, como pai, no desenvolvimento infantil. Almde uma compreenso do que , de fato, a funo paterna.Para isso preciso observar que ocorreram grandes mudanas no contex-to social, cultural e poltico, principalmente a partir do sculo XX. A famliapassou por grandes modificaes e novas configuraes familiares se for-maram. A famlia nuclear, com a figura do pai, me e filhos bem definidos,no mais absoluta. E em muitas delas o pai biolgico no est mais se-quer presente. Os papis, outrora to bem definidos, passaram a confun-dir-se, o que nos trouxe perdas, mas muito mais ganhos. Atualmente o homemest mais prximo da famlia e dos filhos.O pai contemporneo precisa ter conscincia da sua influncia na vida dofilho no que tange sua estruturao psquica nas relaes sociais e cons-trues emocionais, mesmo considerando que a me ainda exerce o papelmais importante nos primeiros anos de vida da criana. A educao e acriao dos filhos, por ser uma tarefa complexa e por vezes difcil, necessi-ta e deve ser dividida e compartilhada.Faz-se necessrio compreender que o senso comum costuma limitar a fi-gura de pai ao homem que contribuiu geneticamente para a gestao, oumesmo aquele que adotou o beb. No entanto, vendo apenas sob este pontode vista, as novas constelaes familiares estariam sempre incompletas efadadas ao fracasso. Pelo ponto de vista psquico no assim que o pai visto. Para a psicanlise, a criana necessita de algum que exera a fun-o materna e de algum que exera a funo paterna, no sendo neces-sariamente uma me ou um pai biolgico. Ou seja, exercer a funo pater-na vai alm da presena de um homem no cotidiano da criana. Parte deuma funo simblica que necessita de sentimento e atitude para assumiraquela criana como seu filho, que estruturante no desenvolvimento psi-colgico e afetivo da criana e na sua formao enquanto adulto.Assim sendo, a funo paterna daquele que, como um terceiro elemento,intervir simbolicamente, colocando um limite na relao fusional entre ame e o beb - podendo ser um tio, av, amigo ou uma outra mulher, porexemplo - mostrando que ambos no podero permanecer em uma dadeeterna. Somente aps esta separao outros elementos entraro nesterelacionamento e a me poder tomar para si outros papis na sua vida,como a de mulher, esposa, filha e profissional. E da mesma forma, o bebperceber que algum nico e separado da me, dando lugar para queoutras pessoas possam auxiliar no desempenho da sua criao, indispen-svel para ampliar sua viso de mundo e construir sua identidade.Se voc ocupa a funo paterna, com a conscincia da importncia do papelque representa no futuro de suas crianas, e do quanto necessrio dialogar edividir as responsabilidades da criao, tenha um excelente Dia dos Pais!

    GHABRIELA ALMASPSICLOGA E PSICOPEDAGOGAGHABI.ALMAS@HOTMAIL.COM

    CEL.: (21) 99774-7876 / CRP 05/30956

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    REPRTERES DE JACAREPAGU

    BURACO NA PISTA

    ESPAO DEDICADO AO LEITOR QUE FLAGRA OS FATOS DE JACAREPAGU.ENVIAR FOTO, TEXTO E NOME PARA REDACAO@NOSSOBAIRRO.NET.

    ASSUNTO: REPRTERES DE JACAREPAGU

    Um buraco no meio da pista da Rua Ipinambs, altura da Praa NossaSenhora do Rosrio de Ftima, na Taquara, atrapalhou a passagem deveculos e pedestres (por estar bem prximo a faixa de travessia) porum longo perodo. Moradores e comerciantes ocuparam o local comobstculos no intuito de evitar acidentes.

    Adilson Santiago

    Uma fonte de gua limpa brotou na calada de esquina da Estrada doTindiba com a Rua Atituba, na Taquara. O desperdcio de gua acon-teceu durante o ms de julho e demorou muito tempo para que algu-ma providncia eficaz fosse tomada a fim de sanar o problema. Espe-raremos uma crise hdrica como a de So Paulo para nos preocuparmoscom a economia de gua?

    Zulmira Neves

    CRISE HDRICA?

    A Fsica e o cotidiano

    JORGE BRUMFSICO

    BRUMJJ@GMAIL.COM

    As leis de Newton e o cotidianoA revoluo industrial foi a grande responsvel pelo barateamento e ganhoem velocidade nos transportes. Graas aos avanos cientficos e ao pro-cesso industrial, chegamos em 2015 com modernos meios de transporte.Porm, junto a essa maravilha, esto os enormes desafios em torn-loscada vez mais seguros. As trs leis de Isaac Newton podem ilustrar, atra-vs da dinmica de um automvel, o que pode acontecer quando combi-namos velocidade e imprudncia no trnsito.A primeira lei de Newton fala sobre a inrcia dos corpos ou sobre a neces-sidade de aplicarmos uma fora para que o corpo mude seu estado, sejade repouso ou de velocidade constante tal qual um carro parado que passaa se movimentar ou, um carro em movimento, que precisa parar num sinal.A segunda lei trata das aceleraes, ou como um corpo sente uma deter-minada fora a partir de uma acelerao (ou desacelerao), tal qual sen-timos quando numa c