edicao 527 do jornal o notícias da trofa

Download Edicao 527 do Jornal O Notícias da Trofa

Post on 22-Jul-2016

222 views

Category:

Documents

3 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edio de 12 de junho de 2015

TRANSCRIPT

  • Semanrio | 12 de junho de 2015 | N 527 Ano 13 | Diretor Hermano Martins | 0,60

    PUB

    pub

    PUB

    //PG. 3

    Coronado vai atrairturistas

    com parque de autocaravanismo

    //PGs 10 e 11

    Ex-presidentes da cmara arguidos

    Julgamento de Joana Lima comeou dia 8 Bernardino Vasconcelos julgado em outubro

    Procisso une Santiago a S. Martinho

    //PGs. 4 e 5

    Eurico Ferreira recebe Comenda

    de Mrito Empresarial

    Padre Albertoesteve

    com Papa Francisco

    //PG. 15

    //PG. 13

    pub

  • 2 O NOTCIAS DA TROFA 12 JUNHO 2015 www.ONOTICIASDATROFA.pT www.ONOTICIASDATROFA.pTAtualidade

    Resolvi escrever este texto depois de chegado a um fim-de-sema-na ouvir dizer uma jovem por acaso tro-fense dizer: a Trofa sufoca-me!...

    Acontece que esmiuada a conver-sa, verifico que a revolta para com esta terra que tanto ansiou ser concelho para ser diferente, afinal est talvez at bem pior, ou pelo menos no evoluiu nada no sentido das pretenses tanto almejadas por muitos e bons trofenses.

    Para melhor se perceber que preten-do transmitir nesta exposio de pen-samento, desde j que fique claro que sou totalmente a favor da vinda do Metro at Trofa. Todos mas todos mesmo ganharamos muito com isso. Desde logo a prpria cidade e o con-celho, mas tambm os trabalhadores e os estudantes, para alm das pessoas que de um modo geral passariam a ter mais uma alternativa moderna e fcil de transporte para muitos outros locais.

    Pelo que tenho lido e visto, bem como tambm pelo que se tem divul-gado, no me parece que esta obra de referncia venha algum dia a ser construda, pelo que at vou rimar di-zendo que pelo andar da carruagem isto cada vez mais uma miragem

    Clarinha e compreendida a minha posio pessoal, passo agora para os meus assuntos e por isso digo que legtimo sonhar que um dia esta Tro-fa ser um local aprazvel e bom para viver... hoje esta Trofa no interessa a ningum. Os jovens fogem dela a toda a hora e momento e convenha-mos com toda a razo. Que existe nes-ta Trofa de normal como nas outras lo-calidades para eles? NADA, NADA, NADA. Mas, no fogem dos conce-lhos vizinhos e porqu, talvez porque algum ou algum se lembrou um dia que para fixar e ou chamar a ju-ventude teria de haver espaos e locais adaptados e convenientes aos mes-mos... Porto, Santo Tirso, Maia, Vila Nova de Famalico, Pvoa de Varzim e Vila do Conde s para falar nestas localidades circundantes cuja oferta realmente abundante e at interessante.

    Deixamos que nos tirassem o Me-tro e pouco fizemos dada a pacatez deste povo, mas nem por isso toma-mos qualquer posio ao masmarra-cho de p, terra e lixo que ficou na zona nobre e central da Trofa.

    Em poucas palavras tentarei dar um belo exemplo de como com a vonta-de poltica, a garra, a iniciativa, o em-preendedorismo, a engenharia finan-ceira, o bom senso e o interesse pelo futuro da nossa terra, poderamos mu-dar a face desta localidade que todos hipocritamente dizemos gostar muito, assim houvesse ou haja essa vontade...

    Vamos ter um Parque Nossa Senho-ra das Dores requalificado e renovado brevemente e finalmente.

    Vamos ter um Parque da Azenhas requalificado ou reconstruido breve-mente, obra que um dia todos iremos dar o devido valor pois esta acompa-nha o rio que poderia e deveria ser um elemento de valorizao da nossa terra.

    Temos como j referi, o maior espa-o certamente disponvel na Trofa, o espao da antiga linha de caminho de ferro que passava no Parque N. S. das Dores/ Dr. Lima Carneiro e cortando/atravessando S. Martinho de Bougado se dirigia at ao rio... afinal o mesmo nosso rio que tambm j referi. Ok eu sei que estou a meter a Refer neste assunto, mas esse parece o mal menor...

    Aqui entra a grande ideia. Porque no fazer uma ligao entre o Par-que N. S. das Dores e o Parque das Azenhas atravs deste espao? Mui-to evoluda certamente esta ideia? E mais j imaginaram e sonharam que esta possvel nova Avenida/Alameda que eu apelidaria de Avenida da Ju-ventude ou Alameda da Antiga Es-tao ou at Alameda do Futuro, poderia vir a ser o espao mais belo e mais til do concelho e at dos con-celhos limtrofes?

    J imaginaram um ajardinamen-to digno ao longo deste espao todo? Todos falamos e berramos com o am-biente... ora aqui estava um bom es-pao ambiental e verde. E porque no uma ciclovia ao longo deste percurso? Porque no espaos pedonais e pis-tas? Porque no espaos para despor-to ao ar livre, jardins e parques infan-tis? E porque no espaos dignos para os idosos poderem passear, descansar, divertir e saborear a natureza, viverem felizes e satisfeitos na sua terra?

    Porque no aproveitar e antiga es-tao para uma bela Casa de Ch, Caf ou Snack-Bar?

    Porque no aproveitar este espao volta da antiga estao para fomentar e permitir construo e ou requalifi-cao dos espaos para aberturas de pequenos bares/cafs para a Juventu-de, porque no zona envolvente da antiga estao e j com os bares/ca-fetarias/pastelarias (caso da Rgua), e porque da Juventude se trata por-que no aproveitar as antigas instala-es da fabrica RAFIA espao atu-almente bastante degradado e at pe-rigoso para os jovens, para requalifi-car e instalar a Casa da Juventude? Porque no aproveitar esta mesma f-brica para instalar tambm o Museu Nossa Senhora das Dores, agora ain-da mais porque se aproximam os 250 anos destas festividades algo impar no concelho. Queremos ou no que-remos que os nossos jovens fiquem no concelho? Queremos ou no que-remos fomentar o Turismo inexisten-te neste concelho?

    Mas este enquadramento poderia

    ser conjugado e complementado com uma outra situao. A famosa Rua Conde S. Bento, pretrito polo comer-cial da nossa terra, tambm se cruza com este espao (neste momento at est um entroncamento deveras no-jento...) que pretendamos ser de so-nho. No estaria chegado o momen-to de fechar esta mesma rua ao tran-sito? Todas as grandes cidades tm ruas sem movimento automvel, por-que no esta? Esta rua morre todos os dias um pouco e em nome de qu? Do comrcio local? Treta, treta. A C-mara dever ter mais cuidado ao au-torizar a abertura de certo tipo de es-tabelecimentos l, por exemplo desti-nar espaos a esplanadas, cafs, pas-telarias, tentar uma grande loja/mar-ca para charneira de movimento? J imaginaram o que a Trofa ganharia e aquela rua tambm com uma loja tipo FNAC? Tipo ZARA... tipo uma mar-ca qualquer de peso?

    J imaginaram esta rua sem movi-mento a desembocar na Avenida dos Sonhos, no ficariam todos os co-merciantes a ganhar muito mais? No se ganharia mais cidade? No se ga-nharia mais comrcio? Mais economia concelhia? Mais turismo? Mais condi-es de vida? Isto no seria a injeo que todos querem dar ao comrcio local, mas ao mesmo tempo todos fo-gem da realidade em nome de NADA...

    J agora e porque uma realidade j imaginaram o enquadramento da Igre-ja Matriz neste espao com um grande e monumental escadario lateral para a futura avenida? E do lado contrrio o Museu N. S. das Dores que a Trofa merece ter e que j muitas vezes falei?

    E porque vai sendo uma tradio na Trofa as passagens de modelos, j imaginaram aproveitar o passadi-o com cobertura da antiga linha ou via estreita para uma passerelle, ob-vio com a respectiva requalificao e restaurao, fomentando esta rea to queria dos trofenses e das suas empre-sas, indstrias e estilistas...

    E duma forma bombstica no po-deramos sonhar neste enquadramen-to total no lado direito da alameda e por trs da Casa de Ch na exten-so at Escola Napoleo Sousa Mar-ques, com os futuros Paos do Con-celho? Lindo, seria belo uma nova ci-dade e uma nova identidade, O FU-TURO esse sim passaria por aqui

    Este sonho meu, teu e ser nos-so assim o queiramos isto no um sonho, isto ser mais uma visualiza-o do futuro!... Com estas ideias to-das algumas malucas, outras que to-dos vo dizer que j tiveram, mas no divulgaram, talvez um dia eu ouvisse novamente a jovem dizer... agora sim a Trofa j no me sufoca...

    Mrio Moreira

    Correio do LeitorA Trofa sufoca-me... (Parte um)

    Dos dois aos 80 anos. No houve limite de idade para ajudar e, por isso, muitos foram os que participaram na caminha-da solidria a favor da Associa-o Portuguesa de Pais e Amigos do Cidado Deficiente Mental da Trofa, que decorreu na quarta-fei-ra, 10 de junho.

    Rosa Arajo, um dos elemen-tos da organizao, no se mos-trou surpreendida com a elevada adeso iniciativa, uma vez que

    o objetivo era ajudar a nica ins-tituio do concelho que apoia jo-vens com incapacidades, atravs da recolha de verbas que contri-buam para colmatar as dificulda-des financeiras que a afetam atu-almente.

    Mas se a adeso foi positiva, a forma como decorreu a cami-nhada mereceu o reparo de Rosa Arajo: Lamento profundamen-te que a Cmara no tenha auto-rizado a utilizao do Parque Nos-

    Caminhada solidriapara apoiar APPACDM

    sa Senhora das Dores e Lima Car-neiro para fazermos a concentra-o para a caminhada, quando j l se realizaram imensas iniciati-vas. Foram feitos todos os proce-dimentos legais, a instituio en-tregou todos os pedidos que a C-mara obriga, tnhamos o aval da GNR e foi pedida a utilizao do espao pblico.

    Rosa Arajo contou que para prevenir acidentes, alguns partici-pantes voluntariaram-se para ves-tir os coletes refletores. Conse-guimos realizar a caminhada com sucesso, sem problemas. Gosta-ria de agradecer a todos os par-ticipantes que protagonizaram uma manh muito solidria, su-blinhou.

    J Conceio Leito, diretora pedaggica da APPACDM, agra-deceu a todos os que se associa-ram, pela forma harmoniosa como a iniciativa decorreu.

    pub

  • 3 2 O NOTCIAS DA TROFA 12 JUNHO 2015 www.ONOTICIASDATROFA.pT www.ONOTICIASDATROFA.pT 12 JUNHO 2015 O NOTCIAS DA TROFAAtualidade

    Vale tanto como um T2 e a menina dos olhos de Joaquim Ferreira. O mamedense um aman-te das autocaravanas e, desde 6 de ju-nho, conta com uma estao de servi-o para a sua Fia