edição 407

Click here to load reader

Post on 08-Mar-2016

222 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

jornal Aqui Notícias

TRANSCRIPT

  • 0,50R$APENAS

    MELHOR AT NO PREO

    DOMINGO, 19/08/2012 | DIRIO | ANO 2 | N 407 | CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM E REGIO SUL

    www.aquies.com.br @folhadocaparao facebook.com/grupofolhadocaparao

    divuLgAO

    ARQu

    ivO

    FEIRO DE VECULOS TER MARCAS PEUGEOT, CITROEN E WOLKSVAGEN

    dE ACORdO COM PESQuiSA, O PREFEiTO TEM 49,9% dE iNTENO dE vOTO NA ESTiMuLAdA

    Z LUIZ PERTO DA REELEIO EM ATLIO VIVCQUA

    PESQUISA: GOVERNO DE VAGNER RODRIGUES APROVADO

    gERAL | Pg 15

    CURSO DE GESTO RH E LIDERANA EM CACHOEIRO

    CuLTuRA | Pg 14

    FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO COMEA HOJE EM GUAU

    gERAL | Pg 15

    PRESIDENTE DA FINDES VISITA DIRETORIAS REGIONAIS

    SEguNdO CLudiO PAivA, A ATividAdE vAi TRABALHAR TOdOS OS SETORES dE uMA EMPRESA

    ENTREVISTA EXCLUSIVA COM A MINISTRA DO MEIO AMBIENTE

    IZABELLA TEIXEIRA

    O gRuPO iTACAR diZ QuE O CACHOEiRENSE POdER COMPRAR CARROS NOvOS E SEMiNOvOS COM vRiAS vANTAgENS ECONOMiA | Pg 12

    POLTiCA | Pg 06

    EXPOSIO TROTES, MARCHAS E GALOPES NO SHOPPING SUL

    POLTiCA | Pgs 04 e 05

    ENTREviSTA | Pg 13di

    vuLg

    AO

  • DOMINGO, 19/08/2012 CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM E REGIO SUL

    www.AQUIES.com.br02 OPINIO

    EXPEDIENTEDIRETOR GERAL: Elias CarvalhoEDITOR CHEFE: Ilauro OliveiraEDITOR DE CRIAO E ARTE: Luan Ola GERENTE COMERCIAL: Marcela Paganotti REPRTEREs: Alissandra Mendes, Filipe Rodrigues,Leandro Moreira e Marcos Freire e Olvia MariaDIAGRAMADOREs: Carlos Guilherme Gomes e Marcelo Lopes Moth

    E-mails: comercialfolhadocaparao@gmail.comdiretoriafolhadocaparao@gmail.com; publicidadefolhadocaparao@gmail.com; redacaofolhadocaparao@gmail.com; assinaturafolhadocaparao@gmail.com

    Circulao: Es - Afonso Cludio, Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiac, Atlio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Conceio do Castelo, Divino de So Loureno, Dores do Rio Preto, Guau, Ibatiba, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itapemirim, Ina, Jernimo Monteiro, Maratazes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Pima,

    DEPARTAMENTO COMERCIAL: Diego Gomes (28) 3521 7726comercialfolhadocaparao@gmail.comAssINATURAs: Jane Cruz (28) 3036 2960 / 3521 7726assinaturafolhadocaparao@gmail.com

    COLAbORADOREs: Srgio Oliveira, Srgio Garschagen, Srgio Neves, Wagner Medeiros Junior, Ruy Guedes, Luciana Fernandes, Ricardo Lemos, Lucas Oliveira, Jussan Silva e Silva, Ramon Barros, Marcelo Soncino, Ewerton M. Trggia, Alexandre Garcia

    As matrias assinadas publicadas neste jornal, necessariamente no traduzem a opinio do prprio jornal. A veracidade das informaes publicitrias veiculadas de responsabilidade de quem as patrocina (anunciante). A legislao no impe ao rgo que veicula o anncio (jornal) a obrigatoriedade de verificao e comprovao da fidedignidade e correo destes anncios. Fonte: STJ (Superior Tribunal de Justia).

    Editora e Jornal Sul Capixaba Ltda - ME | CNPJ: 10.916.216.0001-55. AV. GOVERNADOR CRISTIANO DIAS LOPES FILHO, 75, bairro GILBERTO MACHADO, CEP 29.303-320, Cachoeiro de Itapemirim-ES.Anexo a GrafBand. Tel: (28) 3521 7726

    Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, So Jos do Calado, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante.

    FALE COM A REDAO: (28) 3521 7726 ANUNCIE / AssINE: (28) 3521 7726 / 3036 2960redacaofolhadocaparao@gmail.com comercialfolhadocaparao@gmail.com

    O Sobrenatural do Almeida compareceu aos Jogos Olmpicos de Londres e espar-giu um pouco do velho complexo de vira-latas nos atletas do vlei e do futebol.

    Velho personagem de Nelson Rodri-gues, capaz de estrepolias mil em cada Fla-Flu no Maracan, o Almeida deve ter se irritado com a falta de atletas dos dois velhos times rivais do Rio de Ja-neiro na seleo do Mano Menezes. a nica explicao plausvel.

    O apago futebolstico da turminha do Mano mereceu criticas de dois ex-craques do passado: Romrio, que co-locou em cheque a capacidade do tcni-co brasileiro e Grson, o canhotinha de ouro, do Botafogo. Questionado sobre as afirmaes de que a turma da seleo de 70 no conseguiria jogar no rpido futebol atual, ele deu uma resposta de craque: verdade. No jogaramos mesmo, mas de vergonha.

    Provavelmente Grson se refere aos jogadores brasi-leiros que, no geral, chutam mal, per-dem passes fceis, seguram demais a bola e no fugir da marcao cerrada apresentada pelos mexicanos.

    O complexo de vira-latas, que ex-plicou a derrota do Brasil na Copa de 1950 no Mara-can para o Uru-guai, ainda ronda o esporte brasilei-ro. A impresso que, em determi-nado momento da partida, quando os atletas sentem a taa garantida, esse sentimento se espaha pela quadra e contagia a todos, ao mesmo tempo. Nesse momento o time baixa a bola, como se envergonhados por derrotar pases mais ricos - afinal, no vivemos a emular culturas alheias? e, claro, os adversrios crescem. Eles se sentem vencedores, mas mal sabem que o Bra-sil que se apequenou.

    Esse complexo de inferioridade mui-to bem exemplificado por Monteiro Lobato. Ele contava a histria do mo-rador do interior que, escolhido para o

    importante cargo de delegado de sua cidade, resolveu mudar-se, proferindo irritadas diatribes contra o empobre-cimento do municpio, concluindo sempre com o mesmo argumento de-finitivo: cidade que me escolhe para delegado s pode estar em decadncia. Vou membora!.

    Algum pode me questionar sobre a medalha de ouro das meninas do vlei, como se isso desmentisse a teoria acima. Digo e repito aqui: o tal pensamento de que a conquista da taa era real e em questo de minutos felizmente no passou por elas. Simplesmente jogaram e se divertiram. Elas tampouco eram fa-voritas ao ouro.

    A seleo de fute-bol de 1958, cam-pe da Copa da Sucia, teria, teori-camente, afastado definitivamente o velho complexo de vira-latas do fute-bol brasileiro, que chegou a ganhar cinco Copas, pos-teriormente.

    De uns anos para c, entretanto, no mais evolumos em campo e temos perdidos jogos para ex-fregueses, o que explica a queda da seleo no ranking da FIFA, para uma

    humilhante 13 posio. Receio que o velho complexo, como os vrus atuais, esteja fortalecido e tenha retornado imunizado em relao s drogas con-temporneas que pululam em nossos estdios.

    Alis, vocs repararam que todos os favoritos brasileiros ao ouro falharam deslavadamente no momento crucial e que as medalhas que o pas trouxe foram conquistadas por atletas desco-nhecidos do grande pblico?

    Provavelmente esses desconhecidos competiam sem o peso da obrigao de vencer, Ou ento o Sobrenatural do Almeida no os conheciam.

    ALMEIDA EXPLICA

    CONEXO BRASLIASERGIO GARSCHAGEN - sergio.betim@gmail.com

    ALEXANDRE GARCIA

    A populao indgena cresceu 205% desde 1991, quando foi feito o ltimo levantamento no mesmo mo-delo. A diversidade exuberante: 305 etnias e 274 lnguas. So quase 900 mil brasileiros - desses, trs em cada quatro com mais de 14 anos sabem ler e escrever. 36% deles esto em ci-dades. E 77% dos ndios com mais de 5 anos falam portugus. O censo no conta os milhes j miscigenados, como de sangue misto a maioria da populao.

    O impressio-nante que o IBGE revela que existem 505 re-as indgenas na superfcie total de 106 milhes e 700 mil hectares. Isso equivale a mais do que o do-bro da rea nacio-nal em que se vai colher neste ano o recorde de 166 milhes de tone-ladas de gros: 51 milhes de hec-tares - so dados do Ministrio da Agricultura. A rea que produz gros equivale a 6% da superfcie na-cional; as terras indgenas so 12,5% do territrio brasileiro - onde moram, segundo o censo do IBGE, 517 mil e 400 ndios. Ao contrrio do que deni-grem as ONGS, h etnias, no censo, julgadas extintas, como os Tamoios no Rio de Janeiro e os Charruas no Rio Grande do Sul. Os Ianommis, motivo de tanta celeuma por uma reserva na fronteira norte, so apenas a stima tnia em nmero de indi-vduos: 22 mil. Os mais numerosos so os Ticunas: 46 mil. Eles esto no Amazonas, fronteira com Colmbia e Peru e tambm falam espanhol.

    O IBGE lana luz sobre os n-meros indgenas e permite que se perceba, tambm, a diferena entre

    o trabalho que se faz de proteo aos indgenas e o trabalho que se faz usando os indgenas. H interesses de minerap, de extrao vegetal, de re-serva vegetal biogentica e por a vai. Recentemente - informa a Veja desta semana - descobriu-se que um procu-rador do Ministrio Pblico vinha in-centivando os ndios a invadir os can-teiros de obras da hidreltrica de Belo Monte. Segundo a revista, os ndios, influenciados pelo promotor, por pa-

    dres e por ONGS entregaram uma lista exigindo, para sair, 250 ca-sas com eletrici-dade e wi-fi, 30 camionetas Hilux automticas, 300 cabeas de gado nelore e gir e pista de pouso nas 30 aldeias da regio. Agora cada tribo vai receber 30 mil reais por ms para manter o canteiro de obras desocu-pado.

    Perante a lei, os ndios no so iguais aos demais brasileiros. So

    tutelados pela FUNAI. H um ms, um caminho com madeira aciden-tou-se numa BR do Paran. ndios chegaram por l e levaram a madeira. Descobriu-se que o caminho trans-portava droga, escondida dentro da madeira. Pois a polcia rodoviria foi aos ndios propor que entregassem a droga e poderiam ficar com a madei-ra. Em pas civilizado, policial no tem esse arbtrio; s um juiz pode confiscar a carga usada para crime e do-la. Sem o imprio da lei, sel-vageria. Mas, afinal, ndios so silv-colas, mas no selvagens. Selvagens somos ns, que no obedecemos as leis e que nos assassinamos razo de 150 mortos por dia - sem contar mais do que isso no trnsito.

    sILVCOLAs E sELVAGENsO IBGE acaba de anunciar os resultados do censo sobre os indgenas brasi-

    leiros. Um resultado que surpreende as ONGS que propagam no estrangeiro que estamos a exterminar os indios e at surpreende a FUNAI.

    Perante a lei, os ndios no so iguais aos demais brasilei-ros. So tutelados pela FUNAI. H um ms, um cami-nho com madeira acidentou-se numa BR do Paran. ndios c