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  • jornalopcaodonoroeste@gmail.com

    R$ 2,00

    Atos Oficiais daCmara Municipal

    de Pdua

    Comprometidocom a Verdade!

    Facebook: Jornal Opo do Noroeste Email:jornalopcaodonoroeste@gmail.com

    Aconteceu!Virou Notcia!

    Edio: 212 - 01 a 25 de Novembro de 2016

    Ex-governador Srgio Cabral preso no Rio de Janeiro

    A Polcia Federal prendeu, no dia 17 deste ms, o ex-governador do Rio de Janeiro, Srgio Cabral, do PMDB. Ele suspeito de comandar umaorganizao criminosa que recebeu mais de R$ 220 milhes em propinas.Duzentos e trinta policiais federais cumpriram 38 mandados de busca e apreenso, 10 mandados de priso e 14 de conduo coercitiva, quando apessoa obrigada a acompanhar a polcia para prestar depoimento. Entre essas pessoas, est a mulher, ex-primeira-dama e advogada AdrianaAncelmo. O Ministrio Pblico Federal chegou a pedir a priso dela, mas a Justia Federal no concedeu. Pagina 03.

    Foto: Internet

    mailto:jornalopcaodonoroeste@gmail.commailto:Email:jornalopcaodonoroeste@gmail.com

  • Edio 212 Jornal Opo do NoroesteDe 01 a 25 de Novembro de 20162Atos Oficiais - Cmara Muncipal

    de Santo Antnio de PduaRESOLUO N.023, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2016.

    CONCEDE ABONO ESPECIAL E D OUTRAS PROVIDNCIAS.

    A CMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTNIO DE PDUA, aprovaa seguinte RESOLUO:

    Art. 1 - Fica concedido no ms de dezembro, ABONO ESPECIAL deat 100% (cem por cento) aos funcionrios comissionados ativos e aosservidores efetivos da Cmara Municipal de Santo Antnio de Pdua, sobreo valor de suas respectivas remuneraes e gratificaes.

    Art. 2 - As despesas decorrentes com a concesso do referido abono,correro por conta da rubrica 01.031.00332.003000 3.1.90.11.01.003.1.90.11.03.00, ficando a Presidncia autorizada a promover, se necessria,a suplementao, mediante a transferncia de uma rubrica para outra.

    Art. 3 - Esta Resoluo entra em vigor na data de sua aprovao,ficando revogadas as disposies em contrrio.

    CMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTNIO DE PDUA, 21 deNovembro de 2016.

    Nota do Sistema FIRJAN sobreas medidas do governo estadual

    A grave crise financeira que o governo estadual atravessa hoje no recente e nem exclusiva do Rio de Janeiro. O problema das contas pblicasestaduais e municipais, como j foi alertado pelo Sistema FIRJAN, estruturale semelhante ao enfrentado pelo governo federal. Est relacionado ao elevadocomprometimento dos oramentos com gastos obrigatrios, especialmentegastos de pessoal, o que em momentos de queda de receita se traduz emcrescimento explosivo da dvida.

    Osdadossoalarmantes.DeacordocomoTesouroNacional,oRiode Janeiro foi o estado que apresentou o maior aumento de gasto com pessoalentre 2009 e 2015: crescimento real de 70%, mais da metade com opagamento dos servidores inativos. A nica sada de fato um ajusteverdadeiro dos gastos pblicos. Nesse sentido, as medidas relacionadas sdespesas esto na direo certa, com destaque para a regra de crescimentodos gastos de pessoal, fundamental para evitar crises como esta no futuro.

    O Sistema FIRJAN, porm, rechaa os aumentos de impostosanunciados, e que atingem especialmente a indstria de bebidas.Recentemente, a indstria fluminense j tinha sido penalizada com uma leique determina o recolhimento de 10% dos incentivos fiscais. Na semanapassada, a Justia, concedendo liminar ao MP, proibiu o governo do Estadode conceder, ampliar ou renovar incentivos. E, no ltimo dia 1, foi tambmatingida por uma nova lei que condicionou a concesso ou renovao dessesincentivos, nos prximos dois anos, aprovao da Assembleia Legislativa.So trs fatores de insegurana jurdica, aos quais, no caso da indstria debebidas, se soma a perda de competitividade com o aumento de alquotas doICMS.

    Tambmmotivodepreocupao,paraosetorindustrial,amedidaanunciada hoje de suspenso de programas de refinanciamentos de dvidasestaduais (Refis) para os prximos dez anos. Tais programas representavamuma importante alternativa para a recuperao de empresas que, depois dedois anos da pior recesso da histria do Pas, se viram na impossibilidadede honrar suas obrigaes tributrias.

    Fonte: Assessoria de Imprensa Regional Norte e Noroeste Fluminense

  • 3Edio 212De 01 a 25 de Novembro de 2016Jornal Opo do Noroeste 3Ex-governador Srgio Cabral preso no Rio de Janeiro

    A Polcia Federalprendeu, no dia 17 destems, o ex-governador do Riode Janeiro, Srgio Cabral, doPMDB. Ele suspeito decomandar uma organizaocriminosa que recebeu maisde R$ 220 milhes empropinas.

    Duzentos e trintapoliciais federais cumpriram38 mandados de busca eapreenso, 10 mandados depriso e 14 de conduocoercitiva, quando a pessoa obrigada a acompanhar apolcia para prestardepoimento. Entre essaspessoas, est a mulher, ex-primeira-dama e advogadaAdriana Ancelmo. OMinistrio Pblico Federalchegou a pedir a priso dela,mas a Justia Federal noconcedeu.

    O comboio da PolciaFederal saiu ainda demadrugada em direo a,pelo menos, oito endereos,em cinco cidades. O maisimportante era um prdio noLeblon, na Zona Sul do Rio,casa de Srgio Cabral.

    O aparato policial foimuito grande. Homens bemarmados chegaram ao localpor volta das 6h. Foramvrias viaturas paradas emfrente casa do ex-governador. s 6h40, veio anotcia dos agentes queestavam dentro doapartamento: Srgio Cabralfoi preso. Na sada doprdio, houve tumulto entrepolcias que faziam aoperao e curiosos.

    Segundo osprocuradores, o esquema depagamento de propinascomeou no momento emque Srgio Cabral assumiu,em 2007, o cargo degovernador. Faziam partepraticamente todas as

    grandes obras pblicas deconstruo civil realizadaspelo ente pblico, algumasdelas custeadas com recursosfederais.

    A investigao temcomo base informaes daoperao Lava Jato edelaes premiadas deexecutivos da construtoraAndrade Gutierrez e daCarioca Engenharia.

    A partir de umaestimativa dos investigadores,levando-se em conta apenastrs obras (Maracan, ArcoMetropolitano, um anelvirio, e PAC em favelas), aorganizao criminosa pediupropina em torno de R$ 224milhes. Os procuradoresdefinem como um escrniocom a populao brasileira,financiadora dos recursosdesviados para o bolso doscorruptos.

    O Ministrio PblicoFederal revela como era aestrutura da organizaocriminosa. Srgio Cabral, quefoi deputado estadual por trsvezes, senador e governadordo Rio de Janeiro de 2007 aabril de 2014, apontadocomo o chefe da organizaoe o operador poltico.

    Dois secretrios dogoverno Cabral, HudsonBraga e Wilson Carlos, eram

    os operadoresadministrativos. Havia aindaos operadores financeiros:Jos Orlando Rabelo, WagnerJordo Garcia, CarlosMiranda e Carlos Bezerra. Apolcia prendeu todos eles namanh dessa quinta-feira.

    Wilson Carlos, que era obrao direito de Cabral, foipreso em casa, na Gvea,Zona Sul do Rio de Janeiro.Ao sair, ele no quis falar.

    Carlos Miranda foicasado com uma prima do ex-governador e apontado pelaJustia como o homem damala, responsvel pelorecolhimento da propina. Odinheiro era colocado emmochilas. Os procuradoresdescobriram que h anos ele o responsvel pelo envio, doseu prprio computador, dasdeclaraes de Imposto deRenda de Cabral e de vriosparentes do ex-governador.

    Carlos Miranda foi sciode Srgio Cabral em umaempresa de comunicao e,desde a dcada de 1980,ocupou vrios cargoscomissionados por indicaopoltica do ex-governador.

    Srgio Cabral e osoutros presos na operao soinvestigados por crimes comointegrar organizaocriminosa, corrupo passiva

    e ativa e lavagem de dinheiro.A lavagem de dinheiro

    feita at hoje se estendeu apso mandato do alvo SrgioCabral. um arcabouoprobatrio muito grande, umaproduo de provas bastanteexuberante de lavagem dedinheiro. Foi uma verba depropina bastante substancial,dinheiro em espcie entregueregularmente desde janeiro de2010 at a renncia doCabral, em abril de 2014.Foram quase R$ 40 milhesde dinheiro vivo, explicaJos Augusto Vagos,procurador da Repblica.

    Basicamente verificou-se prestao de servio deconsultoria supostamentefictcio para fazer lavagem dedinheiro, aquisio de bens deluxo, como helicpteros,lanchas, imveis, obras dearte, joias. Enfim, ainvestigao gira em tornodessa situao, afirma LauroCoelho Jnior, coordenadorda fora tarefa da Lava Jato.

    A Receita Federal,agora, faz os clculos parasaber quanto deixou de serpago em impostos e definir ovalor das multas que serocobradas. Esses contratosso contabilizados comocusto operacionais, quedeixam de compor a base declculo, no pagamento deimpostos. Ento, nsestimamos que deva serlevantado, apurado, emtermos de auto de infrao,algo em torno de R$ 450milhes, diz DeniseFernandez, auditora daReceita Federal.

    Os procuradores doMinistrio Pblico Federal eos delegados da PolciaFederal deram entrevistacoletiva no da manh paraexplicar esse esquema decorrupo. Eles disse que

    Srgio Cabral recebia mesadade R$ 200 mil a R$ 500 milpor ms da CariocaEngenharia e da AndradeGutierrez. Segundo eles,Cabral cobrava 5% depropina do valor das obras,alm da taxa de 1% do valortotal da obra, que eleschamavam de taxa deoxignio e era o dinheiro queia para os auxiliares do ex-governador.

    A maior parte dessedinheiro foi recebido emespcie e, segundo osprocuradores, foi lavadocomprando objetos de luxo,como joias, barcos e imveis.Essa investigao tem duasvertentes, uma no Rio deJaneiro e outra em Curitiba.Srgio Cabral e CarlosMiranda tiveram prisopreventiva decretada nas duascidades. Wilson Carlos, quefoi secretrio de governo nosdois mandatos de Cabral, tevea priso preventiva decretadano Rio de Janeiro etemporria em Curitiba.

    De acordo com asinvestigaes da Lava Jato,em Curitiba, Srgio Cabralganhava propina do contratoentre a construtora AndradeGutierrez e a Petrobras naconstruo do PoloPetroqumico da Comperj.Entre 2007 e 2011, o ex-governador recebeu R$ 2,7milhes s nesse contrato.

    O presidente nacional doPMDB, senador RomeroJuc, disse que o partido noser afetado com a priso doex-governador Srgio Cabral.