edição 127

Click here to load reader

Post on 10-Mar-2016

216 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edição 127 do Jornal Aqui Notícias

TRANSCRIPT

  • OPINIO | Pg 03

    tera-FeIra, 06/09/2011 | DIrIO | aNO 1 | N 127 | CaCHOeIrO De ItaPeMIrIM e reGIO SULr$ 1,00

    www.aquies.com.br @folhadocaparao facebook.com/grupofolhadocaparao aBeL DIZ QUe SeU COraO VerDe

    POLTICA | Pg 05

    emPregO | Pg 04

    LEAN

    DRO

    MOR

    EIRA

    GRUPO FOLHA DO CAPARA

    FILIPE RODRIGUES

    DIvULGAO/CMCIDIvULGAO/CMCI

    gerAL | Pg 06

    a favor

    para o professor adilson silva, o processo de independncia deve ser visto de forma crtica

    a ltima votao para aUmentar o nmero de vereadores pode acontecer HoJe na cmara de cacHoeiro

    emPregO: mAIS De 10 VAgAS PArA DeFICIeNTeS

    rOMaNtISMO DO 7 De SeteMBrO ULtraPaSSaDO

    reCOrte e GaNHe >> >>MeIa-eNtraDa Para OS CINeMaS De CaCHOeIrO WWW.aQUIeS.COM.Br>> PG 03 | aQUI/teM MaIS

    E CoNTra o aUMENTo

    DIvULGAO/PMCI

  • EXPEDIENTEDIRETOR GERAL: Elias CarvalhoEDITOR CHEFE: Leandro MoreiraEDITOR DE CRIAO E ARTE: Luan Ola

    REPRTEREs: Alissandra Mendes, Gustavo Ribeiro, Filipe Rodrigues,Leandro Moreira e Marcos Freire

    E-mails: comercialfolhadocaparao@gmail.comdiretoriafolhadocaparao@gmail.com; publicidadefolhadocaparao@gmail.comredacaofolhadocaparao@gmail.com

    Circulao: Es - Afonso Cludio, Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiac, Atlio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Conceio do Castelo, Divino de So Loureno, Dores do Rio Preto, Guau, Ibatiba, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itapemirim, Ina, Jernimo

    DIAGRAmADORA: Suheley Garcia SuhettDEPARTAmENTO COmERCIAL: Joana Campos (28) 3521 7726COLAbORADOREs: Srgio Oliveira, Wellington Santiago, Jos Montoni, Srgio Garschagen, Luiz Trevisan, Adilson Conti, Antnio Fernando de Souza, Maurlio Carvalho, Gilvan Rodolpho, Srgio Neves, Wagner Medeiros Junior, Daniel Diirr, Edison ZardiniDPTO. JuRDICO: JC ASSAD - ADVOCACIADR VICTOR CERQUEIRA ASSAD - OAB/ES 16.776

    Monteiro, Maratazes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Pima, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, So Jos do Calado, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante.

    Editora e Jornal Sul Capixaba Ltda - ME | CNPJ: 10.916.216.0001-55. Rua Resk Salim Carone, S/N - Ed. Ibisa - Loja 03 - Bairro Gilberto Machado. Cachoeiro de Itapemirim-ES (Prximo rodoviria) . Tel: (28) 3521 7726

    TERA-FEIRA, 06/09/2011 CACHOEIRO DE ITAPEMRIM E REGIO SUL

    www.AQUIES.com.br02 OPINIO

    As matrias assinadas publicadas neste jornal, necessariamente no traduzem a opinio do prprio jornal. A veracidade das informaes publicitrias veiculadas de responsabilidade de quem as patrocina (anunciante). A legislao no impe ao rgo que veicula o anncio (jornal) a obrigatoriedade de verificao e comprovao da fidedignidade e correo destes anncios. Fonte: STJ (Superior Tribunal de Justia).

    A diginidade da pessoa humana

    ADILSON SALOTOadils0nsal0t0@hotmail.com

    Voc est caminhando nas caladas de sua cidade, absorto em suas preocupaes, e de repente se d conta de que a loja em que voc pretendia comprar aquele obje-to que o motivou a sair de casa j ficara para trs. Fica puto com voc mesmo se achando um dbil mental. Voc pensa em dar meia volta e regressar loja, mas no faz isso porque imagina que as outras pes-soas vo te achar maluco. Com certeza, quem me ver parando, virando para trs e voltando vai me achar um desorienta-do. o que voc pensa nessa hora. Voc Ameaa parar pra pensar no que fazer, mas tambm no para. Continua andan-do e procurando algum comrcio em que voc poderia dar uma parada, fingir inte-resse por algum produto, ou at mesmo comprar uma besteirinha sem precisar, somente para poder voltar sem parecer doido. As lojas pelas quais voc passa so de mveis; material de construo; ven-das de rao; cama, mesa e banho; ticas, butiques... Voc ameaa parar em frente a butique pensando em entrar, mas v uma preo numa etiqueta de uma cala de marca e continua andando antes que o vendedor se levante e venha arrancar a cala e te mostrar.

    Malditos ambulantes, onde es-to quando a gente mais precisa?! S bastaria um hippiezinho ali vendendo umas pulseirinhas baratinhas que resol-veria seu problema. Gastaria uns dois reais com um cordo com pingente em formato de folha de maconha e depois daria como agrado para alguma criana. Porm, a nica oportunidade de pa-rar para gastar uma misria dar uma gorjeta para um mendigo que voc v alguns metros a sua frente. Voc pensa em dar-lhe um real. Voc olha nos olhos do mendigo e ele corresponde o olhar, crente de que levar de ti algum trocado. Mas caminhar at um mendigo, dar-lhe uma gorjeta e voltar no parece muito normal, ento voc desvia o olhar do pobre diabo e passa por ele sem dar-lhe, ao menos, boa tarde.

    Voc j est indo longe demais e pre-cisa voltar. V uma lojinha de pequenas peas de roupas. Voc comea a entrar j se dando conta de que a lojinha s vende roupas ntimas femininas, mas continua entrando porque parar com um p den-tro e outro fora naquela loja seria pior do que dar meia volta na calada. A linda e elegante atendente com um sorriso da-queles de amolecer at o mais duro dos coraes, lhe pergunta: poso ajudar? O

    seu pensamento responde: voc nem ima-gina como!, mas sua boca resume a respos-ta em um simples e vazio sim. Depois de um instante silncio, voc continua: quero ver um presentinho.

    Namorada? - pergunta ela insinuan-temente. Voc, no querendo revelar a ela que j est compromissado diz: amiga. Ela pergunta se voc pensa numa coisa mais sria ou mais sexy. Com quem? respon-de voc com outra interrogao. Falo da calcinha diz ela. Sexy melhor res-ponde voc responde com um sorriso saca-na; ela concorda, com outro.

    A atendente vai at um armrio, sobe numa escadinha e alcana uma minscula calcinha fio dental. Durante essa ao, voc admira o corpo sensual que ela tem. Usa sua viso de raio-x. Imagina tudo que se pode imaginar. Quando ela volta at voc com a calcinha nas mos e olha nos seus olhos voc se constrange um pouco, como se fosse pos-svel a ela visualizar seus pensamentos. Ela pergunta: ser que essa serve nela? Como o corpo dela? Voc responde atendente que o corpo de sua suposta amiga igualzi-nho ao dela, depois aproveita para fazer um belo elogio: minha amiga tem o corpo per-feito, linda, tudo de bom!. A atendente, experta, entende que pode receber uma boa parte dos crditos do elogio. Ela demonstra isso com um simptico sorriso.

    Para te convencer a ficar com a calci-nha, a atendente confere o tamanho em seu prprio corpo. Ela espicha os cordes da calcinha por cima de sua justssima cal-a jeans medindo em seus prprios quadris. Voc entra em encantamento olhando pra calcinha moldando o corpo dela e, por um momento, voc no enxerga mais o jeans. Ser que d?, Pergunta ela. Pra uma noi-te inteira, responde voc. O jeitinho com que ela te interroga usando a onomatopia han? te convence de que ela leu seus pen-samentos. A calcinha custa 49,00 e voc paga com 50,00. Ela comea a procurar um real para de devolver. Voc finge no fazer questo e diz que no precisa se preocupar com troco. O real a mais que pagou pela calcinha voc compensa com o que deixou de dar ao mendigo.

    Voc volta procura da loja qual sara de casa pra comprar um grampeador. Acha a loja. Acha o grampeador. Mas no com-pra porque o dinheiro que lhe restou no d. A calcinha te levou cinqentinha sem necessidade, mas, pelo menos, agora voc se sente uma pessoa objetiva e orientada que sabe o que est fazendo. Normal como todo mundo.

    Sendo a Constituio Federal a base e espinha dorsal do ordenamento jurdico e do estado bra-sileiro, tem-se que, a interpretao constitucional e de toda a ordem infraconstitucional deve obser-var os princpios, dogmas e regras constitucionais, para que haja efetividade na aplicao das normas jurdicas vigentes, ainda mais, para a prevalncia da prpria constituio, atendendo-se assim ao princpio da supremacia da constituio.

    Do mesmo modo que estando o princpio da dignidade da pessoa humana inserido no texto constitucional como um dos fundamentos da Republica Federativa do Brasil que constituda em um Estado democrtico de direito, urge per-quirir se esse princpio ganha prevalncia entre os demais, ainda mais por se saber que no h hierarquia entre os princpios e regras constitu-cionais.

    O princpio da dignidade da pessoa humana est inserto na Constituio Federal dentre os fundamentos do Estado Democrtico de Direi-to, no qual se constitui a Repblica Federativa do Brasil art. 1, III.

    Como princpio fundamental que , h que se espraiar em todos os direitos do homem e do cidado, estabelecidos como direitos e garantias fundamentais e direitos e deveres individuais e coletivos art. 5 e incisos.

    Como tal deve permear e assegurar os direitos estabelecidos no texto magno, devendo assegurar esses direitos, tais como: vida, sade, integridade fsica, honra, liberdade fsica e psicolgica, nome, imagem, intimidade, propriedade, e a razovel durao do processo e meios garantidores da ce-leridade processual, etc...

    Desmembrando-se tais direitos de per si, em vrios outros, em decorrncia da efetivao do princpio da dignidade da pessoa humana, como se v, em inmeros preceitos constitucionais.

    Como pessoa humana, tem-se a criatura, o homem ou mulher, enfim, o ser humano, e como tal, em seu carter de ser espiritual como valor em si mesmo, segundo o valor dado aos homens, pelo cristianismo, que os igualou, e, as-sim, reservando-lhe a dignidade de tratamento e considerao, to s por essa caracterstica.

    A consagrao dos direitos do homem, como pessoa humana, e assim, devendo sua dignidade ser respeitada, remonta h muito, a uma luta de sculos, como se viu no desenrolar da histria, a qual culminou na Declarao Universal dos Direitos do Homem, que teve aprovao na As-semblia Geral das Naes Unidas datada de 10 de dezembro de 1948.

    Na Declarao Universal dos Direitos do Ho-mem e do cidado, de 26 de agosto de 1789