Ed. 40 - Mar/2011

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rgo de divulgao do Sindicato dos Servidores Pblicos Federais no Estado de Mato Grosso

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  • rgo de divulgao do Sindicato dos Servidores Pblicos Federais de Mato Grosso

    Ano V - N 40Cuiab - Maro/2011

    FILIADO

    e CONDSEF

    Servidores pblicos federais de MatoGrosso debatem mnimo em Braslia

    A luta por um salrio mnimo digno.Com essa inteno, 46 servidores pbli-cos federais de Mato Grosso embarcaramno ltimo dia 15 de fevereiro rumo Bra-slia, a fim de participarem da votao do

    Fot

    o A

    sses

    soria

    novo salrio mnimo, no Congresso Naci-onal. Eles se juntaram a milhares de traba-lhadores de todo o pas, que integraram omovimento liderado pela Central nica dosTrabalhadores (CUT), que defendia o au-

    mento para R$ 580. Esta a primeira vezna histria que servidores do Estado vo Capital Federal para participar da mobi-lizao.

    (Pgina 2)

    Corte de 50 bilhes ameaamdireitos de servidores federais

    (Pgina 3)

    Servidores federais detodo o pas cruzaro os

    braos no prximo dia 01

    (Pgina 3)

    Servidorespblicos

    federais deMato Grossocontaro comviatura nova

    MDA garante queINCRA no ser

    dividido(Pgina 3)

    (Pgina 3)

  • O COMPROMISSO Ano V - N 40 - Maro/2011 - 2

    E X P E D I E N T EBoletim Informativo do SINDSEP-MT

    Sindicato dos Servidores Pblicos Federais de Mato GrossoRua Dr. Carlos Borralho, n 82, bairro Poo. CEP: 78 015-630, Cuiab/MTTelefones: (65) 3023 6617 / 3023 9338 - e-mail: sindsepmt@gmail.com

    Jornalista Responsvel: Hugo Fernandes DRT/MT 1663Telefone (65) 8417-0670 e-mail: imprensa@sindsepmt.org.br

    Diagramao/Edio de Arte: Mario Pulcherio Filho - 9214-8099Fotos: Chico Venncio

    Demonstrao do Resultado 33.710.088/0001-94SIND. DOS SERV. PBLICOS FEDERAIS DE MT Perodo: 31/01/2011

    MARIA DE JESUS DA SILVACONTABILISTAC.R.C. : MT-009536-0-4 / C.P.F. : 766.765.601-00

    CARLOS ALBERTO DE ALMEIDAPRESIDENTER.G. : 474000 SJ/MT / C.P.F. : 349.054.641-53

    SIND. DOS SERV. PUBLICOS FEDERAIS DE MT (0xx65) 3023-9338

    67.728,05

    67.728,0567.728,05

    31.895,11

    Receitas Brutas de vendas e/ou serviosRECEITAS

    MIN PLANEJAMENTOEXERCITOMIN EDUCACO (MEC)MIN AGRICULTURAMIN FAZENDAMIN JUSTIAPOLICIA FEDERALMIN AERONUTICAMPAS/SASMIN SAUDEMINISTRIO DO TRABALHOUFMTFUNAIM M ED N P MFUNASAA N V SD N I TAGUIBAMAMIN COMUNICAESINCRAMIN TRANSPORTESINSSMIN MARINHACONABD P R FCONTRIBUIES SINDICAISINSTITUTO CHICO MENDESSICOOB APLICAOCONTROLADORIA GERAL DA UNIO

    ( = ) Receita Lquida( = ) Supervit Bruto( - ) Despesas Operacionais

    DESPESAS TRABALHISTASALRIOSFGTSINSSVALE TRANSPORTEASSISTNCIA MDICAAJUDA ALIMENTAOESTAGIRIA SETOR JURDICOAJUDA DE CUSTO PRESIDENTEAJUDA DE CUSTO DIRETORESGRATIFICAO COMISSIONADAANUNIO

    292,616.257,67

    24,423.364,353.113,76

    48,6033,0862,69

    215,5110.332,47

    2.124,28352,56

    7.617,89111,5248,94

    12.931,3258,20

    802,66262,32

    1.336,04628,05

    8.566,714.257,001.110,48

    232,001.580,06

    98,561.424,54

    47,28229,07163,41

    4.650,22734,40

    3.766,87575,00451,60

    1.250,001.430,00

    15.457,442.100,001.400,00

    79,58

    DESPESAS ADMINISTRATIVASTELEFONIA E TELECOMUNICAES

    ENERGIA ELTRICA

    GUA E ESGOTOLANCHES E REFEIES

    DESPESA C/ COMBUSTVEL

    DESPESA C/ ESTACIONAMENTOCORREIOS E POSTAGENS

    VIAGENS E ESTADIAS

    MANUTENO PROVEDOR INTERNETHONORRIOS ADVOCATCIOS

    CUSTAS PROCESSUAIS

    KENTEL PLUS ALARMECONSERTOS E REFORMAS

    MENSALIDADE COPIADORA

    MENSALIDADE SOFTWARE NETSPEEDJORNAL O COMPROMISSO

    ASSESSORIA DE COMUNICAO

    AJUDA DE CUSTOCUT NACIONAL

    BISA SIST AUTOMAO LTDA

    DESPESAS MANUTENOCONFRATERNIZAO NATAL RGOS

    CONFRATERNIZAO NATAL

    PROCESSO ELAINE ZANDAVALLISINDSEP AM

    DESPESAS FINANCEIRASTARIFA S DE MANUTENO DE CONTA

    TARIFAS BANCRIAS

    DESPESAS TRIBUTRIAS

    IRR - IMPOSTO DE RENDA FONTE

    ( = ) Supervit Operacional( = ) SUPERVIT LQUIDO DO EXERCCIO

    3.293,25

    613,1336,41

    223,95275,19

    8,00

    2.403,155.148,82

    344,69

    4.200,00650,00

    195,00

    100,00300,00

    84,36

    1.400,002.500,00

    1.510,00

    1.500,00850,00

    90,00

    800,00170,00

    1.500,00

    1.000,00

    21,0053,72

    43,23

    29.195,95

    74,72

    43,23

    6.519,046.519,04

    DIRETORIA EXECUTIVA: CARLOS ALBERTO DE ALMEIDA - PRESIDENTE - FUNASA; ROOSEVEL MOTTA - VICE-PRESIDENTE - INCRA; DAMSIO DESOUZA PEREIRA - 1 SEC GERAL - CGU; ADLIO DA SILVA JNIOR - 2 SEC GERAL - DSEI-XAVANTE; EDSON LUIS DOS SANTOS - 1 TESOUREIRO -GRA; GILDSIO FERREIRA GOMES - 2 TESOUREIRO - SRTE; JOS LUIS DA SILVA - 1 SEC. DE ADM. - MAPA; FRANCISCO LOPES FILHO - 2 SEC.DE ADM. - SVS/ROO; IDIVALDO BERNARDES DE OLIVEIRA - 1 SEC. DE ASSUNTOS JURD. - PRF; JOSENICE AUX.TAVARES SIQUEIRA - 2 SEC. DEASSUNTOS JURD. - MAPA; ARY CZAR NERIS - 1 SEC. FORM. SIND - TRANS/ROO; ADERBAL CASTRO QUEIROZ - 2 SEC. FORM. SIND. - 9 BEC; IRACIOLIVEIRA FERREIRA - 1 SEC. INTERIOR - FUNAI; BENEDITO ASSIS DA SILVA - 2 SEC. INTERIOR - SVS/CCERES; MARINZIO SOARES DE MAGALHA-ES - 1 SEC. IMP. E COMUN. - GRA; ARCLIO DE BARROS FILHO - 2 SEC. IMP. E COMUN. - INCRA/CB; IZAEL SANTANA DA SILVA - 1 SEC. APOS. EPENSION. - TRANS/CB; ENILDO GOMES - 2 SEC. APOS. E PENSION. - FUNAI; JOO DE DEUS DA SILVA FILHO - 1 SEC. SADE DO TRAB. - SVS/SINOP; IDIO NEMZIO DE BARROS - 2 SEC. SADE DO TRAB. - SVS/SINOP; SELMO JACINTO DE OLIVEIRA - 1 SEC. ANIST. E DEMITIDOS - CONAB;JOACIRA SANTANA RODRIGUES DE ALMEIDA - 2 SEC. ANIST. E DEMITIDOS - CONAB; ELIETE DOMINGOS DA COSTA - 1 SEC. DE CULTURA - SRTE;HERONILDES FRANCISCO VIEIRA - 2 SEC. DE CULTURA - 9 BEC. SUPLENTES DE DIREO: DONATO FERREIRA DA SILVA - DSEI/CB; SAMUELFERNANDES DE SOUZA - SUS/ROO; LUIZ EDUARDO DE FREITAS BUENO - SVS/ERS/CB; FRANCISCO ROBERTO DIAS NETO - INCRA; JOS MARIASILVA E ARRUDA - SVS/CB; SEBASTIO PINTO DA SILVA - MIN. TRANSP/CCERES. CONSELHO FISCAL TUTELAR: JOO GALDINO DE SOUZA - ERS/CB; JUAREZ JUSTINO DE BARROS - DSEI/CB; MARIZE FRANCISCO DE ARRUDA - DNIT/CB. SUPLENTES DE CONSELHO FISCAL: GEOVANO SANTOS MOREI-RA - SVS/NORTELANDIA; MOACIR MDULO - SVS/TANGARA; ANTONIO SANTANA DO ESPIRITO SANTO - 9 BEC

    Aluta por um salriomnimo digno. Comessa inteno, 46servidores pbli-

    cos federais de Mato Grossoembarcaram no ltimo dia 15de fevereiro rumo Braslia,a fim de participarem da vo-tao do novo salrio mni-mo, no Congresso Nacional.Eles se juntaram a milharesde trabalhadores de todo opas, que integraram o movi-mento liderado pela Centralnica dos Trabalhadores(CUT), que defendia o au-mento para R$ 580. Esta aprimeira vez na histria queservidores do Estado vo Capital Federal para partici-par da mobilizao.

    Horas a fio, deputados fe-derais e senadores discutiramo reajuste do salrio mnimo,onde ficou fixado o novo va-lor de R$ 545 - reajuste de R$35. So 50 centavos a mais

    Servidores pblicos federais de MatoGrosso debatem mnimo em Braslia

    por dia. um absurdo um sa-lrio desses. Por isso, conti-nuaremos a defender uma po-ltica de reajuste dos salriosde forma justa, sem perdaspara o trabalhador, observouo presidente do Sindicato dosServidores Pblicos Federaisde Mato Grosso (Sindsep-MT), Carlos Almeida.

    Pessedebistas advoga-ram pelo aumento para R$600, proposta defendida pelocandidato Jos Serra (PSDB)durante o perodo eleitoral.Entretanto, os 18 partidosque formaram o arco de ali-ana encabeado pela candi-datura da presidente DilmaRousseff (PT) votaram favo-rvel a proposta do GovernoFederal. Com a aprovao donovo valor, o impacto previs-to do reajuste proposto peloGoverno ser de apenas R$ 6bilhes nos cofres pblicos.

    Contudo, apesar da pres-

    so exercida pelo Sindsep-MT, juntamente com a Con-federao Nacional dos Ser-vidores Pblicos Federais(Condsef) e CUT, no ter re-sultado em um aumento mai-or do salrio mnimo, Almei-da avalia como positiva aparticipao da categoria noprocesso de discusso. bom ver que os servidorespblicos federais de MatoGrosso esto comprometidoscom o movimento sindical epela luta da classe trabalha-dora. Em 2012 marcaremospresena novamente nessedebate, sinalizou.

    Carlos se surpreendeucom o grande nmero de ser-vidores que procuraram o Sin-dicato, a fim de participaremda caravana. Gostaramosque os mais de 80 servidoresque se dispuseram viajar co-nosco pudessem ir. Mas, de-vido ao alto custo da viagem,

    isso no foi possvel, apesarda ajuda financeira concedi-da pela CUT de Mato Grosso

    na locao do transporte. Es-peramos que no prximo anopossamos levar todos, para

    engrossar o coro dos traba-lhadores de todo o pas, des-tacou Almeida.

    Fot

    o A

    sses

    soria

  • O COMPROMISSO Ano V - N 40 - Maro/2011 - 3

    Os servidorespblicos fede-rais j demons-traram como

    ser a resposta de toda aclasse trabalhadora dianteda ameaa da retirada dedireitos e da precarizaodas condies de trabalhopor parte do governo e dospatres. No dia 16 de feve-reiro, 25 entidades repre-sentativas dos servidores,com destaque para a Con-federao Nacional dos Ser-vidores Pblicos Federais(Condsef) que protagoni-zou a unidade entre essasentidades sindicais, reuni-ram 10 mil trabalhadores doservio pblico em passea-ta na Esplanada dos Minis-trios, no lanamento daCampanha Salarial 2011.

    Entre as entidades estoa CUT, CNTSS, CST-Con-lutas, Assibge, Fenasps,Fasubra, Andes e Fenajufe.O anncio do governo decorte de R$ 50 bilhes nosetor de custeio do ora-mento deste ano motivou ossindicatos de todo o pas,que rumaram para Braslia

    Os servidores pblicosfederais de todo o pas es-to em alerta e prontos paramais uma grande mobiliza-o com finalidade de im-pedir o avano do Projetode Lei Complementar (PL)549/09, que limita gastoscom pessoal no setor p-blico congelando salriosdo funcionalismo pelos pr-ximos 10 anos. Uma novaparalisao nacional de 24hest prevista para o dia 01de abril.

    O Sindicato dos Servi-dores Pblicos Federais de

    Corte de 50 bilhes ameaamdireitos de servidores federais

    em caravanas. Os eixosprincipais da CampanhaSalarial de 2011 so: derro-tar qualquer proposta dereforma que traga prejuzosaos servios pblicos, emespecial a nova reforma daPrevidncia, atravs do PL1992/2007, que institui aprevidncia complementarno servio pblico.

    Outra bandeira a lutapela regulamentao da ne-gociao coletiva no setorpblico, pelo direito irres-trito de manifestao e gre-ves, pelo cumprimento dosacordos no cumpridospelo governo Lula nas me-sas de negociao, pela pa-

    ridade entre ativos e apo-sentados, pela mudana dadata-base dos servidorespara 1 de maio, pela der-rubada dos projetos de leique esto no CongressoNacional que so contra osinteresses dos trabalhado-res, como o PLP 549, querestringe gastos com pes-soal at 2019, e pode seranalisado como congela-mento salarial, j que o go-verno acha que o salriodos servidores deve estar deacordo com o mercado,e por isso gordura quepode ser cortada.

    Outro Projeto de Leinocivo aos servidores o

    PL 248, que institui a de-misso por insuficincia dedesempenho. Hoje, os ser-vidores so avaliados anu-almente por comisses au-toritrias (no tm partici-pao paritria dos servi-dores) e, caso tenham duasavaliaes negativas segui-damente ou trs intercala-das, podero ser demitidossumariamente. Essas ava-liaes, porm, no tm porobjetivo melhorar o rendi-mento do servidor, maspuni-lo por um rendimen-to que no depende dele.O governo quer fazer pu-blicidade de uma eficinciaque o servio pblico dequalquer Estado capitalis-ta no tem, pois seu com-promisso fundamental garantir a propriedade pri-vada dos meios de produ-o e no a manuteno deum servio pblico gratui-to, de qualidade e para to-dos.

    Para formular essa po-ltica de pessoal, o gover-no est instituindo um f-rum durante o qual vriosprojetos de gesto sero

    criados. Esse frum traba-lhar com institutos priva-dos como o Instituto deDesenvolvimento Gerenci-al (INDG), idealizado e ge-renciado pelo empresrioJorge Gerdau. Como sefosse a raposa tomandoconta do galinheiro. Outraameaa aos servios pbli-cos o j conhecido PL 92,que trata da criao dasfundaes de direito priva-do, que trata da privatiza-o de instituies pbli-cas, principalmente na reada sade, e que j estacontecendo nos hospitaisuniversitrios e no Institu-to Nacional do Cncer.

    Ao final do ato pblico,as 25 entidades entregaramao Ministrio do Planeja-mento, Oramento e Ges-to (MPOG) documentocom as principais reivindi-caes da categoria e soli-citaram uma audinciacom a ministra Miriam Bel-chior, que naquele momen-to no se encontrava noMinistrio.

    A Condsef lembrouque, no ano passado, assi-

    nou junto com a CUT e oMPOG um memorial con-tendo todo o histrico dasnegociaes pendentes dosservidores de sua base, quesomam 80% dos servido-res do Executivo federal(mais ou menos 800 milservidores). As entidades,agora, esto programandouma nova rodada de mo-bilizaes para o dia 13 deabril, em Braslia.

    Nessas reunies ficouclara a importncia da uni-dade para a continuidadeda luta, no governo e noCongresso Nacional, pararesistir aos ataques do go-verno, que tenciona colo-car sobre os trabalhadoreso nus da crise do capita-lismo, e conquistar os pon-tos da pauta de reivindica-es que garantam melho-rias nas condies de tra-balho e, consequentemen-te, uma melhor prestaode servios populao. Aconstruo da greve geraldos servidores no estdescartada.

    Fonte: Da Assessoria

    Condsef

    O Sindicato dos Servi-dores Pblicos Federais deMato Grosso (Sindsep-MT) adquiriu uma nova vi-atura neste ms. O vecu-lo atender a demanda daentidade e dos profissionaisque, eventualmente, preci-sarem do apoio da institui-o para resolverem suaspendncias com os r-gos. O Plio Wekeendzero quilmetro est regis-trado com o nome da ins-tituio, que encontra-se com o nome limpo.

    Em seu primeiro mandato, Carlos Almeida assumiua presidncia do Sindicato atolado em dvidas. Tiveque usar o meu nome para resolver muitas coisas doSindsep. Depois de colocar as contas em ordem, sin-to-me honrado em poder comprar uma viatura nova e,ainda mais, registr-la no nome da instituio, pon-tuou o presidente.

    Servidores federais de todo o pascruzaro os braos no prximo dia 01

    Mato Grosso (Sindisep-MT) chama a ateno paraos efeitos catastrficos doprojeto que desmonta qual-quer cenrio favorvel aum ambiente de negociaoe a um servio pblico dequalidade, pois limita osacordos que esto em an-damento; determina que oaumento das despesas compessoal at 2019 ficar li-mitado ao reajuste combase na inflao do ano an-terior mais 2,5% do aumen-to real da folha de paga-mento, comprometendo in-vestimentos bsicos comocorreo do vale-alimenta-o, planos de sade e at

    mesmo servios de infra-estrutura, como reformasnos prdios pblicos e ma-teriais de escritrio, almde limitar a realizao denovos concursos. O fantas-

    ma do arrocho salarial con-duzido pelo PL 549/09, nocoloca em jogo apenas osalrio do servidor, mas ofuturo do servio pblicocomo um todo.

    Servidores pblicos federaisde Mato Grosso contaro

    com viatura nova

    Hugo Fernandes

    Com informaes da CUT

    MDA garante que INCRA no ser dividido

    Aps centenas de vecu-los de comunicao de todopas divulgarem informaesrepassadas pela Confedera-o Nacional das Associa-es dos Servidores do In-cra (Cnasi) sobre o projeto dedesestruturao do Instituto,alavancado por setores doGoverno Federal, a Secreta-ria-Executiva do Ministriodo Desenvolvimento Agrrio(MDA) descartou a possibi-lidade de diviso ou extino

    Fot

    o: A

    nder

    son

    Toza

    toHugo Fernandes

    do Instituto Nacional de Co-lonizao e Reforma Agrria(INCRA). A garantia foi dadadurante audincia convoca-

    da pela Confederao Nacio-nal dos Servidores PblicosFederais (Condsef).

    De acordo com a Secreta-ria-Executiva, o que o gover-no est fazendo no momento definir algumas polticasque busquem erradicar a po-breza extrema, como ReformaAgrria, ordenamento fundi-rio, regularizao fundiriae fomento de segurana ali-mentar, neste sentido, seropreciso instrumentos efica-zes que busquem inclusiveas 600 mil famlias dispersas

    por todo o pas que so invi-sveis as polticas pblicas.E que h um grande desafiodo MDA e do INCRA na im-plementao destas polticas.

    A Condsef cobrou nos a participao dos traba-lhadores na construo deprojetos que busquem o for-talecimento do INCRA, comotambm uma agenda que bus-que discutir a valorizaodos servidores e abertura deconcursos pblicos parapermitir o funcionamentoadequado da Instituio.

  • O COMPROMISSO Ano V - N 40 - Maro/2011 - 4

    Dia 25 Reunio Conselho DeliberativoDias 26 e 27 Seminrio de Planejamento e Estratgias dos Departamentos daCondsef

    Calendrio Atividades Nacionais

    Dia 13 Marcha para BrasliaDia 14 Plenrio Servidores Pblicos Federais da Condsef

    Dia 15 Reunio Ampliada da Coordenao

    A reunio que estava prevista para ocorrer nos ltimos dias 10 e 11 de maro, noMinistrio da Sade, foi cancelada. O presidente do Sindicato dos Servidores P-blicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT), Carlos Almeida, chegou a viajar Capital Federal, mas foi informado na ltima hora do cancelamento. Contudo, adiretoria da instituio, juntamente com o apoio da Confederao Nacional dosServidores Pblicos Federais (Condsef) tenta remarcar o encontro. A reunio servi-ria para tratar sobre o desempenho dos Servidores Pblicos Federais, alm dainsalubridade.

    Reunio no MS cancelada Calendrio de Reunies

    O Compromisso - Qual a posio da Condsef

    em relao ao corte de R$ 50 bilhes anunciado

    pelo governo?

    JC - A nossa posio contraria pois estes cortesiro atingir diretamente os servios publicos. Comosempre pagamos o pato. Os trabalhadores da admi-nistrao pblica e a classe operaria que perecisamdesses servios. Enquanto isto os banqueiros continu-am obtendo lucros exorbitantes.

    O Compromisso - Que fatores contribuiram

    para a mobilizao dos 10 mil que estiveram em

    Braslia na lanamento da Campanha Salarial

    em fevereiro?

    JC -As ameaas de cortes no oramento, o PL-549 que congela em 10 anos os investimentos no ser-vio pblico, o descaso do Governo no tocante a re-tomada das negociaes, foram os principais m otivosde colocarmos 10 mil trabalhadores (as) em pleno mesde frias. Isto demonstra a disposio da categoria.

    O Compromisso - O que os sindicatos da base

    Entrevista com o secretrio-geral da Condsef, Josemilton Costa

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    o

    da Condsef devem fazer para ajudar a ampliar a

    mobilizao para o dia 14 de abril?

    JC - Todos devem investir no dia 13/04. No ssomente os nosso sindicatos, mais tambm as outrasentidades que no chogaram o devido peso no mespassado. possivel colocarmos 20 mil em Braslia, setodos acreditarem na fora dos trabalhadores (as)

    O Compromisso - Como os servidores vo ga-

    nhar a simpatia e o apoio da populao na Cam-

    panha Salarial deste ano?

    JC - Temos que deflagrar uma campanha de escla-recimentos a populao sobre o que significa o PL-549, PL-092 e convencela que estamos do seu ladopara proporcionar melhores servios pblicos.

    O Compromisso -Como tem sido a interlocu-

    o e o trabalho das 25 entidades unificadas na

    Campanha?

    JC - Temos conseguido dialogar com maturidadecom as demais entidades do setor pblico. A prova estna campanha salarial/2011, unificada que lanamos nomes passado e a marcha que faremos no dia 13/04.

    O Compromisso - Voc tem idia de quantos

    servidores essas 25 entidades representam?

    Reforma sindical urgente, afirma ministro do TST em entrevista

    JC - As vinte cinco entidades representam a totali-dade do servidores federais, ou seja mais de um mi-lho e quinhentos (ativos,aposentados e pensionistas).

    Recm-empossado no cargo, o presidente do TribunalSuperior do Trabalho (TST), Joo Oreste Dalazen,classifica como urgente uma reforma sindical. Em

    entrevista exclusiva ao Correio, ele avisa que pretende serum "interlocutor privilegiado", junto ao Poder

    Legislativo, na conduo das mudanas no setor.Seu principal objetivo que o Brasil se adeque

    Conveno 87 da Organizao Internacional do Trabalho(OIT), que trata da liberdade sindical e da proteo do

    direito de sindicalizao. Para Dalazen, a proteo bsicado trabalhador deve partir do Estado.

    O novo mandatrio da Justia do Trabalho aindadefende a reforma das leis processuais que regem a

    Justia Trabalhista e critica a ineficincia das normas queacabam por protelar o direito dos cidados e por criar o

    que chama de fenmeno do "ganha, mas no leva",quando o empregado vence a causa e no recebe a

    quantia que o empregador lhe deve. Confira os principaistrechos da entrevista.

    O senhor tomou posse j sugerindo uma reforma sindi-cal e tambm nas leis trabalhistas. O que far para concre-tiz-las?

    Sou a favor da reforma sindical e entendo que ela a prin-cipal e a mais urgente para o aprimoramento das relaes tra-balhistas. Espero ser um interlocutor privilegiado na consecu-o desse propsito. A iniciativa nesta matria parlamentar,porque o tema exclusivo do Legislativo. E pressupe a ratifi-cao da conveno 87 da Organizao Internacional do Tra-balho, de modo a assegurar plena liberdade sindical em nossopas.

    As leis trabalhistas esto ultrapassadas?A legislao trabalhista cumpriu, efetivamente, um papel

    histrico que eu considero extraordinrio. Mas carece de umaatualizao e de uma suplementao para atender s atuaisdemandas da economia e da sociedade. A legislao materialtrabalhista, notadamente as normas que regem os contratosindividuais de trabalho, da dcada de 1940. detalhista,complexa, vasta, profusa e tambm rgida, inflexvel. O idealseria que construssemos sindicatos mais fortes, que osten-tassem poder de barganha, poder de negociao frente sempresas, para que os prprios empregados negociassem boaparte dos direitos que hoje esto assegurados na legislao.O Estado jamais poder se omitir de intervir de algum modonas relaes trabalhistas. O direito do trabalho se ocupa pri-

    mordialmente da proteo do trabalhador economicamente maisfraco na relao jurdica. A proteo bsica vem do Estado. Oque sucede que o Estado em nosso pas excessivamenteintervencionista nessa relao. Deixa pouco espao de nego-ciao para os interessados. Isso indesejvel.

    Nesse perodo de dois anos de gesto, o que o senhorpretende implantar para melhorar a Justia Trabalhista noBrasil?

    O foco principal na rea administrativa est centrado naimplantao do processo digital em mbito nacional. Hoje,temos um embrio do processo eletrnico. J demos os pri-meiros passos rumo informatizao plena da Justia do Tra-balho. Houve inegveis avanos, mas precisamos implant-los em definitivo e de forma efetiva em todas as 1.377 varas enos 24 tribunais, de modo que haja uma interoperabilidadeentre os diversos rgos. Esse o nosso sonho e ser a meni-na dos meus olhos do ponto de vista administrativo para agesto que se inicia.

    Quais as outras propostas de sua gesto?

    Defendo uma reforma processual na legislao trabalhis-ta, que est desatada e clama por mudanas urgentes, porqueh alguns pontos de estrangulamento, o que no aceitveldo prisma social e econmico. Esses pontos esto centradosna execuo trabalhista e no TST. Temos 2,85 milhes proces-sos trabalhistas paralisados na fase de execuo.

    O senhor citou nmeros em seu discurso de posse...Para se ter uma ideia da gravidade disso, os nmeros ofici-

    ais revelam que, de cada 100 reclamantes que obtm ganho decausa em definitivo, em decises transitadas em julgado, ape-nas 31 recebem o crdito. Os outros 69 no tm xito. Conside-rando que o crdito trabalhista de natureza alimentar e, por-tanto, vital, isso denota a gravidade desse fenmeno, quevulgarmente se conhece como "ganha, mas no leva". alta-mente inquietante para mim, como presidente do TST, defron-tar-me com essa taxa de congestionamento na execuo traba-lhista.

    Como tornar a Justia trabalhista mais clere e fazercom que o trabalhador tenha seus direitos assegurados?

    Precisamos dotar o credor trabalhista do arsenal jurdicode que j dispe o credor cvel no processo civil, com meca-nismos muito mais eficazes para cobrana do crdito na exe-cuo. A CLT (Consolidao das Leis do Trabalho), da dcadade 1940, foi elaborada sob as luzes do Cdigo de ProcessoCivil de 1939. Depois, veio o de 1973, que j foi vrias vezesreformado e est prestes a ser revogado. Ou seja, temos quasedois cdigos de processo civil implantados em nosso passem que a CLT tenha sofrido grandes reformulaes. Isso uma amostra do grau de defasagem da legislao processualtrabalhista.

    O senhor mencionou a criao da certido negativa dedbito trabalhista. Como funcionaria?

    A aprovao de um projeto de lei que institui a certidonegativa de dbito trabalhista, que ser expedida eletrnica egratuitamente. Hoje, para participar de uma licitao, o cida-do no precisa demonstrar que est quite com a Justia doTrabalho. Mas, no instante em que houver esse requisito paraparticipar de concorrncias ou preges eletrnicos, eviden-te que o devedor vir Justia quitar as pendncias.

    Como foi a carreira do senhor at chegar ao cargo depresidente do TST?

    Eu sou um homem que veio de baixo. Desenvolvi todos osofcios que voc possa imaginar. Fui engraxate, vendedorambulante de guloseimas, livros e revistas. Em certa fase, fuilavador de carros. Fui vendedor, cobrador, garom e officeboy. Depois, prestei inmeros concursos.

    Fonte: Correio Braziliense

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