ed. 1264 do Jornal O Ribatejo

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Jornal O Ribatejo

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  • Eu no chamei a polcia!

    Telefone 243 309 600 Fax 243 333 766 CNE - Quinta das Cegonhas - Apartado 355 - 2000-471 Santarm info@oribatejo.pt www.oribatejo.pt

    DIRECTOR Joaquim Duarte

    SEMANRIO 22 de Janeiro de 2010 | Ano X X V | N. 1264 | 0,80 (IVA 5% includo)

    Campo da feira volta estaca zero

    Rota das Freguesias

    Vale de Santarm avana a passo de caracol

    pginas 12 a 15

    | pgina 10

    DesportoAntnio Melo o novo presidente da Acadmica

    pgina 25

    Os dois mdicos cubanos colocados no Centro de Sade de Alpiara afir-mam estar felizes com as condies que encontra-ram em Portugal, mesmo por 500 euros de salrio.

    Falnciasa aumentarno distrito

    CulturasLus Represas acstico em Santarm

    pgina 26

    NegciosDescobrir o Ribatejo na Bolsa de Trismo

    pgina 18

    AlmeirimSaltou do carro para escapar a carjacking

    pgina 17

    Criao de novas empresas na regio est a diminuir | pginas 6 e 7

    AbrantesFeirantes e Cmara no se entendem

    pgina 19

    CartaxoConcurso pblico na mira da Judiciria

    pgina 16

    Com o ex-minis-tro Jorge Coelho constitudo argui-do, o presidente Moita Flores dis-se que no foi ele que chamou a PJ para investigar o processo de transferncia de verbas da Estra-das de Portugal para a Cmara. | pgina 10

  • praapblicasopa da pedra

    crnica de maldizer

    Eurico H. Conscincia

    Finalmente ...

    Laranja desbotada

    Um abrantino (no nasceu em Abrantes mas passou a morar de pequeno em Abrantes), um abrantino foi despachado minis-tro e no me dei conta de paran-gonas na imprensa local ou re-gional. O que prova que, nesse plano, atingimos a maturidade democrtica. Ou a saturao de-mocrtica. Com o que quero di-zer que, das duas, uma: ou enca-ramos como facto corrente, nor-mal, a nomeao de quem quer que seja para funes de governo, pelo que, porque coisa normal e corrente, no nos merece aten-o nem comentrios, ou, por j

    termos tido nos ltimos trinta e cinco anos centenas sobre cen-tenas de ministros e secretrios e no sermos capazes de nos re-cordarmos dos seus nomes, no nos gastamos com novas nomea-es para no termos que fixar de manh nomes de que noite nos esqueceremos.

    Por mim, quero lembrar aos leitores que bebo do fino: numa crnica que publiquei em Setem-bro sob o ttulo Os candidatos, es-crevi que Abrantes, que durante anos seguidos teve sempre dois ou trs deputados, corre o risco de no ter nenhum na prxima legis-

    latura, porque o nico candida-to com condies de ser eleito o eterno Dr. Laco que s ser de-putado se o PS perder as eleies, dado que, se o PS as ganhar, con-tinuar Secretrio de Estado ou ser promovido a ministro, no devendo excluir-se a possibilida-de de se tornar primeiro-ministro, considerando os talentos que o or-nam e de que j dava sobejas pro-vas antes do 25 de Abril.

    Viram? Pois escrevi o que aca-baram de ler alguns 30 dias antes daquele em que o Dr. Laco foi despachado ministro. E garanto-lhes que no troquei impresses

    com Scrates antes desse escrito. Nem com o Dr. Laco.

    E no quero que de cronis-ta persistente como sou se diga que no assinalei a passagem do abrantino Dr. Laco condio de ministro.

    Por isso, declaro, proclamo, afirmo, asseguro, digo e repito que me regozijo com a ascen-so do Dr. Laco a ministro. No por mim, mas por ele, Dr. Laco, porque a sua nomeao ministe-rial constitui um caso exemplar de realizao dum objectivo per-seguido toda a vida, durante de-zenas de anos. Calculo que, por

    isso, o Dr. Laco ter ficado mui-to contente por ser finalmente ministro.

    Por mim, pelo que dele conhe-ci, e conheci bem, penso que o pas teria ganho bastante se o Dr. Laco, em vez de persistente de-putado, Secretrio de Estado e ministro das parlamentarices, tivesse sido Advogado.

    Porque de Advogados compe-tentes est muito precisado este reino, e o Dr. Laco teria dado um bom a dvogado. E ministros, pra ministros tem-se visto que

    Na sua recandidatura a presidente do PSD distrital, Vasco Cunha promete encontrar uma soluo para a sede do partido, instalada num edifcio degradado do centro histrico de Santarm. Ao seu lado, como presidente da mesa da assembleia, Miguel Relvas no deixa escapar a oportunidade: Esta sede est como o PSD nacional.

    Apoiante de Pedro Passos Coelho liderana do PSD, Miguel Relvas aponta as mazelas: o edifcio histrico mete gua por todo o lado, cheira a mofo e a pintura cor de laran-ja das paredes est desbotada. Vasco Cunha, que apoiou Manuela Ferreira Leite, retorquiu: se no fosse a crise do imobilirio j teramos mudado de sede.

    Anti-criseComo se pode ver

    na imagem, a visita ofi-cial s instalaes da Derovo, em Leiria, foi um sucesso. At houve quem comentasse que Jos Scrates e o (nos-so) Rui Barreiro se ves-tiram de preservativo para apresentarem o kit de sobrevivncia con-tra a crise.

    H por a quem diga que cidado do mundo ou cidado da Europa, mas isso no existe. A ni-ca instituio pela qual podemos perder a vida a ptria ou a f, no vejo ningum capaz de dar a vida pela Unio Europeia, declarou D. Duarte, duque de Bragana, no Almoo dos Reis em Santarm.

    Aparentemente, o pretendente ao trono no an-dar muito atento s notcias do mundo, ou ento foi lapso de memria, e esqueceu os soldados, fun-cionrios da ONU e outros voluntrios das orga-nizaes filantrpicas que do as suas vidas pela humanidade, sem olhar a raas, religies, nacio-nalidades ou correntes polticas.

    D. Duarte Nuno, duque de Bragana, disse em Santarm que hoje, as monarquias so democr-ticas e mais avanadas do que as repblicas. D. Duarte falava a pensar nas monarquias europeias da Sucia, Dinamarca, Noruega, Reino Unido ou Espanha, mas foi injusto com as monarquias de outros continentes como os reinos do Buto, da Suazilndia, do Tonga, Marrocos e a Arbia Saudi-ta, s para citar os mais conhecidos pelas prticas menos democrticas sobre os seus sbditos.

    Monarquia I

    Monarquia II

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    O Ribatejo22 | Janeiro | 2010

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  • OPINIO | PRAA PBLICA

    elesdizemCartoondeAntnio Maia

    O que acha do oramento de Estado de 2010 para o ensino superior?a pergunta da semana

    Sinais para vencer a crise

    editorialF

    No que diz respeito ao Instituto Politcnico de Tomar, as verbas do oramento no so suficien-tes para tudo mas so melhores do em anos ante-riores. H 5 ou 6 anos, essas verbas nem chegavam para pagar as despesas permanentes e este ano o oramento que temos j cobre essa rea. Isso per-mite-nos comear a pensar em encontrar recursos para investimento noutras reas de crescimento. Mas este acordo agora assinado com o Governo tambm nos traz outras exigncias e responsabi-lidades.

    Antnio Pires da Silva

    Presidente do Politcnico de Tomar

    Os financiamentos pblicos ao ensino superior tero que ser sempre reforados mesmo que este ano se tenha aumentado o oramento. No con-tinuar a aumentar o financiamento mau. Mas medida que deve haver este reforo, deve haver tambm uma reestruturao do financiamento, recorrendo s verbas pblicas para potenciar, nos Institutos Politcnicos, a capacidade de captao de receitas prprias, canalizando mais investimento para reas como o desenvolvimento tecnolgico e a abertura de cursos ligados s regies.

    Alexandre CaldasPresidente do

    Conselho Geral do IPS

    Penso que deveria haver no Oramento de Estado para o Ensino Superior uma verba para comparticipao das despesas das instituies pri-vadas com o Sistema de Avaliao e Acreditao dos cursos. Essas despesas so receita de uma Fun-dao j generosamente dotada pelo Oramento de Estado. No vamos aumentar propinas ou im-putar qualquer outro custo aos nossos alunos de-vido a essa situao. No e no ser essa a nossa postura.

    Maria Gorette GaioAdministradora

    do ISLA

    Apesar do aumento do oramento global para o ensino superior pblico, no caso do Instituto Politcnico de Santarm, as verbas transferidos pelo Estado no so suficientes e quase que no cobrem os vencimentos que pagamos. Alm disso, este novo contrato assinado com o Governo pres-supe a incluso de pagamentos do Estado para reas que anteriormente nos eram pagas de outra forma. o caso das bolsas de doutoramento para os docentes e dos CET.

    Maria Jos PagareteVice-presidente

    do Politcnico de Santarm

    r O Partido Popu-lar Monrquico quer propor um referendo para saber se os por-tugueses preferem a monarquia. um bocadinho como ir a um congresso de vegetarianos pergun-tar se algum quer uma posta mirandesa

    Ricardo Arajo Pereira Viso

    r Neste jovem fir-me, livre, tolerante e afectuoso est a porta do futuro. No s do PSD mas do pas.

    Moita Flores, ao Correio da Manh, sobre a

    Pedro Passos Coelho

    r Se a unio homossexual for casamento, no se pode impedir adopo

    D. Duarte PioLusa

    Em tempos de crise, como o que estamos a viver, cresce assustadora-mente o desemprego j instalado nos dois dgitos percentuais , mas tambm o nmero de falncias e in-solvncias de empresas. Precisamen-te o tema que faz a manchete desta edio de O Ribatejo. Um retrato que s a parte mais visvel do icebergue que estrangula a economia, tambm nossa porta.

    Alm dos nmeros 38 falncias decretadas e 160 pedidos de insolvn-cia no distrito procuramos aqui des-cortinar razes e modos de superar os seus efeitos nefastos, vista de to-dos. Ouvimos dirigentes de associa-es empresariais, directores banc-rios, administradores de falncias, e at a direco distrital da Autorida-de para as Condies do Trabalho. A leitura cruzada das declaraes que

    publicamos mais adiante e das pre-ocupaes confessadas sobre o esta-do da economia regional , no mni-mo, preocupante. E na anteviso do 2010 que j estamos a pisar, ningum se atreve a prever uma inflexo no crescimento da taxa de falncias e insolvncias falncias que a nvel nacional significam j um por cento do total das nossas empresas; com a agravante da criao de novas empre-sas tambm estar a diminuir.

    Sero vrias as razes desta situ-ao nalguns casos mesmo ante-riores crise financeira que abalou a economia mundial como um frgil castelo de cartas , mas, como nos re-fere Jos Eduardo Carvalho, o proble-ma central est agora na dificuldade de acesso ao crdito. S em 2009, o financiamento bancrio s PME des-ceu trs mil milhes de euros face a

    2008. Nmeros impressionantes que, nas suas palavras, desmontam a argu-mentao dos banqueiros sobre o seu alegado esforo no relanamento da economia.

    Ainda por cima, tendo eles benefi-ciado de avales do Estado na limpeza dos produtos txicos que provocaram esta crise. A anlise de risco no crdi-to bancrio no pode continuar as ser to estreita e pesada que sufoque as empresas que mais necessitam dele.

    Em tempos de crise como o que es-tamos a atravessar, no podemos es-quecer que cabe ao Estado o papel essencial de reanimar o tecido produ-tivo do pas, o que de certo modo o go-verno tem estado a fazer com os pro-gramas de apoio s empresas, e em especial inovao porque, para alm das polticas de apoio conjuntural, h que responder, num horizonte mais

    alargado, reestruturao do nosso sistema produtivo. Basta recordar que mais de 80% das nossas empresas tem menos de quatro trabalhadores. este micro universo empresarial que fornece ao pas a maioria do emprego, mas com a baixa produtividade que lhe conhecemos.

    A formao por isso essencial para melhorar este quadro. Sobre-tudo, preciso formar estes peque-nos empresrios que so a substncia do nosso tecido econmico. Dar-lhes saberes, em gesto e liderana, ferra-menta essencial para organizarem e rentabilizarem melhor os seus neg-cios. Se necessrio, fazendo depen-der os apoios s empresas dessa for-mao. A, estaremos mesmo a fazer acontecer um melhor futuro.

    Joaquim Duarte

    O Ribatejo22 | Janeiro | 2010

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  • PRAA PBLICA | OPINIO

    foto denncia

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    Redaco - 243 309 601Joo Baptista (chefe) joao.baptista@oribatejo.pt - CP. n. 1157Joo Nuno Pepinojoao.pepino@oribatejo.pt - CP. n. 6911Bruno Oliveirabruno.oliveira@oribatejo.pt - CP. n 8754Jorge Guedes - CP. n 2798Jernimo Belo Jorge - CP. n 1907 (Abrantes)Maria Joo Ricardo - CP. n 6383 (Abrantes)Vnia Clemente (Estagiria)

    ColunistasArmando Fernandes, Beja Santos, Carlos Chaparro, Daniel Abrunheiro; Eurico Heitor Conscincia, Jos Niza, Lus Eugnio Ferreira, Antnio Maia (Cartoon)

    ColaboradoresAntnio Branquinho Pequeno, Antnio Brotas, Alexandre Manuel, Andr Lopes (desporto), Adolfo Lus (fotogra a futebol), Carlos Alberto Cruz, Hlder Duque (fotogra a futebol), Joaquim Dmaso (fotogra a), Joo Grego Esteves, Jos A. Costa (fotogra a futebol), Jlio Freches, Nuno Abreu (fotogra a futebol), Nuno Matos (fotogra a fute-bol), Renato Campos, Rogrio Rodrigues, Rosalina Melro, Vtor Gomes (fotogra a futebol)

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    O rio Alviela voltou a sofrer mais uma descarga poluente, no passado dia 9, como bem visvel nesta fotografia capta-da na vila de Pernes, concelho de Santarm. Os moradores queixaram-se do cheiro nau-seabundo das guas tintas de espuma. A presidente da Junta de Freguesia, Salom Vieira, disse que j na semana ante-rior tinha havido outra des-carga poluente. As duas situa-es foram comunicadas pela autarca Administrao Re-gional Hidrogrfica do Tejo.

    Jos Niza

    Penso logo insisto

    O mesmo homem que, enquanto Primeiro Ministro, concedeu pen-ses a dois ex-PIDES ao mesmo tem-po que recusava uma penso viva e aos filhos de Salgueiro Maia.

    O mesmo homem que, enquanto Chefe do Governo de Portugal, se re-cusou a particip...