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Trabalho de políticas cambiais.

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  • Universidade Federal de Uberlndia

    Curso: Engenharia Mecnica, Mecatrnica e Aeronutica

    Disciplina: Introduo Economia

    Professora Doutora Thas Guimares Alves (alvesthais@ie.ufu.br)

    CAPTULO 9 - SETOR EXTERNO

    (POLTICA CAMBIAL)

    Augusto Lemos Arajo Bernardes 100116

    Calil Amaral 92445

    Carlos Eduardo Pettersen Pinto Coelho 96848

    rico Dias de Lima 98685

    Gabriel Barbosa Borges 98775

    Joo Paulo de Paula Almeida 92606

    Leandro Gomes Borges 92644

    Rodolfo Alves Arantes 92834

    Uberlndia

    Agosto 2014

  • Questo 1 - O que provoca a oferta e a demanda de divisas?

    No ano 1776 Adam Smith publicou o livro A Riqueza das Naes. Nele se sintetizam as

    idias principais do pensamento liberal. Adam Smith sentou os fundamentos das regras

    do mercado de capitais regulado pela oferta e a demanda de divisas.

    As operaes em moeda estrangeira (Entendem-se por aquelas transaes que devem

    realizar-se com uma moeda que no seja local, includas as operaes que se produzem quando

    uma entidade compra ou vende bens e servios cujo preo est expressado em moeda

    estrangeira. Quando uma entidade presta ou toma emprestado fundos, e ditas valias a pagar ou

    cobrar esto expressas numa moeda estrangeira, tambm se as consideram operaes em moeda

    estrangeira. Todas as operaes em moeda estrangeira devem atualizar-se ao cmbio oficial de

    cada pas, esse ser o monto a pagar ou cobrar na dvida contrada, segundo seja o tipo de

    cmbio de cada nao. As variaes da moeda podem afetar o efetivo o os equivalentes ao

    efetivo para quem se endivida em operaes realizadas em cada moeda) um exemplo do

    mercado citado por Adam Smith, j que neste lugar as cotaes das moedas se do em base

    oferta e demanda de divisas. A origem da oferta e demanda de divisas no mercado de capitais se

    gera atravs de vrios fatores. A oferta de divisas se origina das transaes ativas da balana de

    pagos, tais como exportao de bens e servios, visto que nossos exportadores recebem dlares

    no exterior e querem troc-los por reais,e tambm entrada sobre investimentos do pas no

    estrangeiro. A origem da demanda se origina nas transaes passivas ou dbitos da balana

    como importao de bens e servios, pagos por rendimentos da inverso estrangeira no pas, e

    exportao de capital no monetrio; o componente mais estvel da demanda o referido

    importao de bens e servios.

    Isso altera o valor (relao) da taxa de cmbio nominal? E da taxa de cmbio real?

    A taxa de cmbio nominal, ou simplesmente taxa de cmbio, nada mais do que a

    quantidade de determinada moeda X que algum precisa entregar para obter uma unidade de

    outra moeda Y. Assim, a taxa de cmbio real/dlar que para simplificar chamaremos de taxa de cambio do dlar a quantidade de reais que algum precisa entregar, no mercado de divisas, para receber uma unidade de dlar. Se essa taxa de 1,80, isso significa que voc

    precisa entregar R$ 1,80 para obter US$ 1,00.

    A taxa de cmbio um preo como qualquer outro da economia; logo, depende

    da oferta e da demanda. Em um momento em que muita gente demanda dlar, o preo do dlar

    sobe de R$ 1,80 para, por exemplo, R$2,00 , ou, para usar os termos tcnicos, o real sofre uma depreciao diante do dlar. Isso significa que precisamos de mais reais para comprar um

    dlar. O inverso, evidentemente, verdadeiro: se muita gente oferta dlar o preo do dlar cai de R$ 1,80 para, por exemplo, R$ 1,60 , ou seja, o real sofre uma apreciao: precisa-se de menos reais para comprar um dlar.

    A taxa de cmbio real aquela que nos indica o preo relativo dos bens e servios de

    um pas em relao aos bens e servios de outros pases. ela que nos permite saber o que cada

    moeda pode comprar. Sua frmula dada por:

  • Onde:

    E= Taxa de cmbio real

    e= Taxa de cmbio nominal

    P*= ndice de preo mdio praticado no exterior

    P= ndice de preo mdio nacional

    necessrio o clculo da mesma porque os preos so reajustados em ritmos

    diferentes nos pases ao redor do mundo. Em outras palavras, a taxa de inflao no a

    mesma para todos os pases. E tais movimentos de preos dependem de vrios fatores,

    incluindo a eficincia na produo e a oferta monetria interna.

    Como a taxa de cmbio real e o ndice de preo no mercado nacional so

    inversamente proporcionais, fcil perceber que a inflao interna tende a encarecer os

    produtos de exportao e tornar mais baratos os produtos importados:

    Inflao nacional (P) Taxa de cmbio real (E) Real Valoriza:

    Preo dos produtos exportados e Preo dos produtos importados

    J a inflao externa, tem efeito contrrio, encarecendo os produtos de importao e

    estimulando as nossas exportaes:

    Inflao nacional (P) Taxa de cmbio real (E) Real Desvaloriza

    Preo dos produtos exportados e Preo dos produtos importados

    Com base nessa informaes, fica fcil analisar que somente a taxa cambial

    nominal no reflete a realidade acerca do comportamento real da taxa de cmbio, j que

    tambm devemos considerar a inflao interna e externa.

    Porm, importante ressaltar que o conceito de taxa de cmbio real apresenta

    determinadas limitaes, pois o produto que est sendo comercializado pode ter sofrido

    inflao totalmente diferente em relao a inflao utilizada na frmula, que na verdade

    um clculo mdio que inclui uma srie de bens e servios.

  • Questo 2 - Analise (detalhadamente) o comportamento da taxa de cmbio

    nominal e real no Brasil a partir dos anos 80 Este trabalho apresenta uma anlise do comportamento da taxa de cmbio

    nominal e real no Brasil a partir da dcada de 80. Em um primeiro momento

    necessrio fazer um apanhado do comportamento das taxas de inflao relacionando-as

    com as polticas cambiais adotadas pelos governos brasileiros no perodo, ou seja, as

    taxas de cmbio nominais. As taxas de cmbio reais so avaliadas com base nos ndices

    de inflao internos e externos diante da teoria da PPC (Paridade do Poder de Compra).

    Quase todo o trabalho foi baseado no segundo captulo da dissertao de

    mestrado da Profa. Dra. Thas Guimares Alves.

    Holland (1998) destaca seis fases da evoluo da inflao e da poltica cambial

    brasileira no perodo compreendido entre 1980 e 1998 assim enumeradas: 1) Fase I de janeiro de 1979 a dezembro de 1984; 2) Fase II de janeiro de 1985 a setembro de 1987; 3) Fase III de outubro de 1987 a fevereiro de 1990; 4) Fase IV de maro de 1990 a setembro de 1991; 5) Fase V de outubro de 1991 a junho de 1994; 6) Fase VI de julho de 1994 a dezembro de 1998. A fase VII, no que compreende de janeiro de

    1999 a 2004, adicionada pela autora da dissertao e o perodo subsequente teve como

    base um relatrio de Toneto Jr., R. et AL (2013) que pode ser acessado na internet e est

    nas referncias bibliogrficas.

    Fase I 01/1979 a 12/1984

    O crescimento das dvidas interna e externa era enorme e nada parecia conseguir

    frear esse crescimento. A inflao mensal tambm crescia a nveis preocupantes. Alm

    do crescimento da dvida devido a novos emprstimos tomados, as taxas de juros

    internacionais tambm cresceram muito fazendo com que o pagamento de juros sobre a

    dvida externa pulasse de US$ 2,7 bilhes em 78 para US$ 11,4 bilhes em 82 e o pas

    ficou insolvente externamente. Vale ressaltar que grande parte dos emprstimos

    tomados externamente tinha como objetivo cobrir o crescente dficit em transaes

    correntes que havia sido agravado pela segunda crise mundial do petrleo, visto que era

    imprescindvel a importao desse insumo. A inflao atingiu o patamar de 100% em

    1980 devido a questo da alta do petrleo, da poltica monetria expansionista, da

    mudana da poltica salarial que passava a ter reajuste semestral ao invs de anual e

    uma desvalorizao nominal de 30% da moeda nacional frente ao dlar ocorrida no

    final de 1979. Como medida de combate a inflao o governo prefixou a correo

    monetria e desvalorizou o cmbio.

    Em 1981 e 1982 o governo tentou reduzir o endividamento externo atravs de

    supervits comerciais e a poltica recessiva interna agravada pela crise internacional que

    incluiu a moratria mexicana em 1982 no foi capaz de reduzir os nveis de inflao que

    se manteve na mdia de 100% ao ano.

    Em 1983 se tornou muito difcil aumentar o supervit comercial e o governo

    decretou outra maxidesvalorizao cambial de 30% que juntamente com outras medidas

    como elevao das taxas de juros internas que reduziram a demanda por importao

    fizeram com que o saldo da balana comercial daquele ano ficasse 10% maior que o

    planejado. No entanto a crise internacional devido ao processo recessivo da economia

    mundial com queda na produo e comrcio e queda nos preos dos produtos agrcolas

    aumentou o desemprego e o protecionismo. O sistema financeiro teve uma crise de

    liquidez. As enormes dvidas estatais, externa e interna, e a crescente taxa de juros

    internacionais fizeram que todo o esforo fiscal por um supervit primrio no

  • evitassem um crescente dficit operacional e a especulao nos mercados de risco

    juntamente com a indexao financeira e cambial brasileira fizeram com que as taxas de

    inflao fossem cada vez maiores mesmo em um cenrio recessivo.

    Fase II 01/1985 a 09/1987

    Para reter o crescimento inflacionrio foi implementado o Plano Cruzado com a

    medida de congelamento dos preos. A