Doriam Borges UERJ / LAV Abril 2011 P ESQUISAS Q UANTITATIVAS CESeC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

Download Doriam Borges UERJ / LAV Abril 2011 P ESQUISAS Q UANTITATIVAS CESeC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

Post on 17-Apr-2015

104 views

Category:

Documents

2 download

TRANSCRIPT

Slide 1 Slide 2 Doriam Borges UERJ / LAV Abril 2011 P ESQUISAS Q UANTITATIVAS CESeC Centro de Estudos de Segurana e Cidadania Slide 3 A informao como instrumento de polticas pblicas Para que servem os dados na segurana pblica? para orientar a Administrao; para informar a populao; para atender demandas da populao e setores da sociedade civil. Slide 4 Ciclo de Gesto Fonte: PPA (Plano Plurianual) Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto Slide 5 Avaliao dos impactos da ao pblica; Os prprios cidados (clientes) so os principais responsveis pela avaliao; O corpo gerencial no pode se distanciar da produo, pois a certeza de um bom resultado depende do acompanhamento do processo; Quando exercida durante o processo produtivo, a busca da qualidade generaliza o comprometimento com os resultados; A gesto orientada por resultados promove uma reflexo sobre o propsito da existncia da organizao; e Efetivao de um processo de prestao de contas para a sociedade dos gastos dos recursos pblicos e resultados alcanados. Principais Fundamentos da Gesto Orientada por Resultados: Slide 6 Metodologia Quantitativa Slide 7 Triangulao AB C Slide 8 Utilizao de tcnicas ou metodologias diferentes para mensurar e analisar um mesmo objeto de estudo. Essas diferentes tcnicas podem ser todas quantitativas, todas qualitativas, ou uma mistura das duas (Flick, 2005). Triangulao Metodolgica Slide 9 O uso da triangulao pode resultar em trs tipos de cenrios: (1) resultados coincidentes ou pelo menos convergentes obtidos a partir das diversas tcnicas, o que refora notavelmente as concluses; (2) complementaridade entre os resultados de diversas tcnicas; e (3) a divergncia ou contradio entre resultados. Triangulao Metodolgica Slide 10 Desenhos de pesquisa para integrao de mtodos qualitativos e quantitativos: (1.) QUANT + QUAL ou QUAL + QUANT (2.) QUANT _ QUAL ou QUAL _ QUANT (2.1) QUAL _ QUANT _ QUAL (explorao) (questionrio) (aprofundamento e controle dos dados) (2.2) QUANT _ QUAL _ QUANT (questionrio) (estudo de campo) (experimentao) Fonte: Adaptado de Creswell, 1995 (in Tashakkori e Teddlie, 1998: 18) e de Miles e Huberman, 1994 (in Flick, 2005a: 270). Triangulao Metodolgica Slide 11 Coleta de Dados Slide 12 A coleta de dados o processo de obteno, registro sistemtico das informaes com a finalidade de prepar-las para a anlise. Em relao coleta, podemos dividir as fontes de dados em dois tipos: Fonte Primria: so dados coletados pelo prprio pesquisador para a realizao do seu estudo, atravs de diversas tcnicas de pesquisa quantitativas ou qualitativas: questionrio, observao participante, entrevista, etc. Fonte Secundria: so dados que existiam previamente, pois foram coletados por outra pessoa ou instituio, e que sero aproveitados para a pesquisa. Muitas pesquisas so realizadas com base no Censo ou em outras pesquisas realizadas pelo IBGE. Coleta de Dados Slide 13 Unidade de anlise so as unidades individuais sobre as quais so realizadas as mensuraes e, posteriormente, as anlises. Unidade de Anlise Slide 14 Populao (ou universo) o conjunto de todos os casos de interesse para a pesquisa Censo uma pesquisa realizada sobre todas as unidades da populao Pesquisa amostral um estudo que mede apenas um subconjunto da populao Amostra o conjunto de unidades selecionadas para mensurao, de forma que sejam representativas do universo Noes de Amostragem Slide 15 Principais Fontes de Informao para Anlise Criminal Pesquisas de Vitimizao Dados Administrativos produzidos pelas prprias organizaes policiais - Taxas de Crimes Registrados - Taxas de esclarecimento/elucidao de crimes - Taxas de condenao - Taxas de mortes, ferimentos e danos nas vias pblicas (acidentes de trnsito) - Aumento/Diminuio de denncias contra policiais - Aumento/Diminuio da letalidade policial - Uso apropriado dos recursos pblicos nas operaes e atividades da polcia - Taxas de vitimizao - Registros de mudana nos nveis de medo do crime - Registros de mudana nas estratgias de auto- defesa - Aumento/Diminuio da utilizao de parques e espaos pblicos - Satisfao com o servio da polcia E - Servem ainda para medir a taxa de sub- notificao de violncia e corrupo policial Slide 16 Valorizao/Desvalorizao de imveis Acelerao/Desacelarao da economia local Dados Econmicos Dados Hospitalares Exemplo: Ministrio da Sade Surveys Focais Pesquisas de percepo ou entrevistas com pequenos grupos. Ex: Funcionrios dos servios hospitalares, Representantes de ONGs, Associaes Comerciais, Representantes Comunitrios etc. Tm a significativa vantagem de no serem to caros quanto pesquisas amplas de vitimizao Outras Fontes de Informao Slide 17 Indicadores Sociais Slide 18 Trata-se da descrio de tendncias sociais e de sua explicao, da identificao de relaes relevantes entre diversos desenvolvimentos e da pesquisa das conseqncias de tais mudanas (Schrader, 2002). Slide 19 Horn (1993) descreve a elaborao de indicadores sociais atravs da seguinte seqncia estrutural: observaes, organizadas sistematicamente, produzem dados que contm informaes bsicas e podem ser ordenadas em estatsticas ou quantificadas em escalas cardinais, de intervalos fixos ou no, quantificadas em hierarquias ordinais, processadas para formar indicadores construdos para exprimir estrutura ou mudana em fenmenos relacionados a questes sociais e cientficas. Fonte: Schrader, 2002 Slide 20 Indicadores Sociais Validade: A validade de um indicador corresponde ao grau de proximidade entre o conceito e a medida. Confiabilidade: grau de preciso ou estabilidade, de forma que mensuraes repetidas do mesmo objeto, ou de objetos equivalente, devem produzir resultados idnticos. Relevncia: Enquanto propriedade desejvel de um indicador social, a relevncia diz respeito pertinncia desse indicador para a tomada de deciso acerca dos problemas sociais. Slide 21 Tangveis: facilmente observveis e aferveis quantitativa ou qualitativamente. Intangveis: s podem ser captados parcial e indiretamente. Tipos de Indicadores: Slide 22 a disponibilidade e facilidade na obteno de informaes, a clareza de significado (auto explicativo), a pertinncia e consistncia, a universalizao e constncia do uso. A escolha de indicadores considera: Slide 23 coerente com a viso e com a concepo que as organizaes tem sobre os objetivos; Considera as particularidades do contexto e foi desenvolvido a partir de um bom conhecimento da realidade na qual se vai intervir; Indicadores bem definidos, precisos e representativos dos aspectos centrais da estratgia do projeto, sem ter pretenso de dar conta da totalidade; simples, capaz de ser compreendido por todos, e no apenas por especialistas, sem ser simplista; vivel do ponto de vista operacional e financeiro; Fornece informaes relevantes e em quantidade que permite a anlise e a tomada de deciso; Aproveita as fontes confiveis de informao existentes. Caractersticas de um bom indicador: Slide 24 Quando se est interessado em estimar a probabilidade de um determinado evento, e comparar com populaes contendo nmeros diferentes de indivduos. o nmero de indivduos tendo alguma caracterstica, durante um certo perodo, dividido pelo nmero total de indivduos (com e sem a caracterstica). Taxas: Slide 25 So a razo entre duas quantidades dependentes entre si, onde o numerador da razo est contido no denominador. A taxa dada em termos de um mltiplo da razo entre duas quantidades. Esta razo pode ser multiplicada por 10, por 100, por 1.000, por 10.000, por 100.000, etc, de acordo com a ordem de grandeza das populaes envolvidas. Taxas: Slide 26 Rio de Janeiro Vitria Taxas: Nmero de Homicdios 2.098 187 Populao 5.893.258 295.886 Taxa por 100 mil habitantes 36 63 Slide 27 Definir a populao de risco (ou a ser estudada) Frmula geral para uma taxa ou proporo: a/(a+b) Como construir taxas: Slide 28 ndice uma sntese de vrios indicadores adotada para mensurar um conceito amplo. Como cada indicador costuma ter a sua prpria unidade de medida, normalmente o ndice mensurado em unidades mais abstratas, distantes das mensuraes originais dos indicadores. Slide 29 ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) Combinao de trs componentes bsicos: longevidade, medida pela esperana de vida ao nascer, que reflete as condies de sade da populao; educao: medida pela taxa de alfabetizao de adultos e a taxa combinada de matrcula nos nveis de ensino fundamental e mdio; renda: medida pela renda per capita, mas submetida a uma transformao no linear, que faz com que a diferena entre rendas altas e baixas no fique to elevada. Slide 30 ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) A transformao que faz com que os indicadores originais (medidos em anos de vida, percentagens e em dlares per capita) se tornem indicadores com valores mnimo e mximo de 0 e 1 muito simples. Valor Transformado do Indicador para um pas = (Valor original do pas Valor mnimo entre todos os pases) (Valor mximo entre todos os pases Valor mnimo entre todos os pases) Slide 31 Fontes de Dados Registros da Polcia Civil do Estado do Rio de Janeiro Slide 32 Um relato elaborado pela Polcia Civil referente no s ocorrncia de um fato interpretado como criminoso, mas tambm a um ato administrativo efetuado pela delegacia. O principal documento que alimenta a base de dados criminais da Polcia Investigativa e judiciria (PCERJ). Uma porta de entrada policial para o sistema criminal, ou melhor, a primeira etapa formal no itinerrio da justia criminal. Uma forma de comunicao legal de um fato criminoso que atende a propsitos distintos porm complementares: Subsidiar o trabalho da Polcia Investigativa, atravs da coleta de informaes iniciais que contribuam tanto para a elucidao futura do delito notificado, quanto para a constituio de uma memria investigativa. O que o Registro de Ocorrncia (RO)? Slide 33 Fato Sistema de Controle Operacional Formulrio eletrnico Registrar Organizando os registros RO Corregedoria Interna da Polcia Civil (COINPOL) Amostra de ROs Crtica dos Dados: REVISO DOS ROs (Resoluo n 7602005 da Secretaria de Segurana Pblica do Estado do Rio de Janeiro) Fluxo do Sistema de Informao das Ocorrncias Criminais Registradas pela Polcia Civil do Rio de Janeiro Slide 34 Fontes de Dados Sistema de Informao sobre Mortalidade Slide 35 O SIM foi criado pelo Ministrio da Sade em 1975, para a obteno regular de dados sobre mortalidade, de forma abrangente e confivel, para embasar os diversos nveis de gerenciamento em suas aes de sade. O sistema proporciona a produo de estatsticas de mortalidade e a construo dos principais indicadores de sade, permitindo estudos no apenas do ponto de vista estatstico epidemiolgico, mas tambm do scio- demogrfico. Sistema de Informao sobre Mortalidade Slide 36 O documento-padro para captao de dados sobre mortalidade, em todo o pas, a Declarao de bito (DO), que o resultado da padronizao, efetuada em 1975, dos mais de quarenta modelos diferentes de Atestado de bito, ento em uso. O layout atual decorre de alteraes sofridas desde ento, com incluso ou alteraes de variveis, de modo a adequ-la atualidade epidemiolgica. Sistema de Informao sobre Mortalidade Slide 37 Declarao de bito - DO u Identificao u Dados ocupacionais u Local da ocorrncia u Assistncia mdica u Causa de bito Em torno de 40 variveis Dados individualizados (no identificados) Longa srie histrica Abrangncia nacional Detalhamento municipal e at por bairros Sistema de Informao sobre Mortalidade Slide 38 Classificao Internacional de Doenas - CID Padro internacional estabelecido pela OMS Revises peridicas - 9 e 10 Captulos (17+2 na 9, 21 na 10 ): Doenas infecciosas e parasitrias Neoplasias Aparelho circulatrio Aparelho respiratrio ... Causas externas Slide 39 Causas Externas CID 10 Acidentes V01-V99; W00-W99;X00-X59 Suicdios X60-X84 Agresses X85-Y09 Eventos cuja intencionalidade indeterminada Y10-Y34 Intervenes legais ou Operaes de guerra Y35-Y36 Slide 40 www.datasus.gov.br Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Comparao dos homicdios: SIM e Polcia Civil do Rio de Janeiro Slide 50 Homicdios Dolosos por 100 mil habitantes no Estado do Rio de Janeiro 1977/2006 Dados da Polcia Fonte: NECVU / IFCS / UFRJ e Instituto de Segurana Pblica - ISP Slide 51 Mortes Violentas Intencionais por 100 mil habitantes no Estado do Rio de Janeiro 1980/2005 Dados da Sade (SIM) Fonte: Datasus / SIM (Sistema de Informaes sobre Mortalidade) Slide 52 Comparao entre a taxa por 100 mil habitantes dos Homicdios Dolosos (Polcia) e das Mortes Violentas Intencionais (Sade) no Estado do Rio de Janeiro - 1979/2005 Obs.: As mortes violentas Intencionais (Sade) so uma estimativa baseada em Cano (2001). Fonte: NECVU / IFCS / UFRJ; Instituto de Segurana Pblica ISP e Datasus / SIM (Sistema de Informaes sobre Mortalidade) Slide 53 Categorias do Sistema de Informao sobre Mortalidade utilizadas na estimativa de Homicdios Tipo de MorteCdigo do CID-10Proporo AgressesX85 a Y09; Y871100% Interveno legalY350 a Y357100% Operao de guerraY360 a Y369; Y891100% Acidente - Instrumento cortanteW26 a W27Razo(Hom./Suic+Hom)% Acidente - Arma de fogoW32 a W34Razo(Hom./Suic+Hom)% Intencionalidade desconhecida Instrumento cortanteY28Razo(Hom./Suic+Hom)% Intencionalidade desconhecida Arma de fogoY22 a Y24Razo(Hom./Suic+Hom)% Intencionalidade desconhecida - Outros meiosY10 a Y21; Y25 a Y27; Y29 a Y34; Y872 10% Onde, Homicdios registrados X85 a Y09; Y871 Razo(Hom./Suic+Hom) = = Homicdios reg. + Suicdios reg. (X85 a Y09; Y871) + (X60 a X84; Y870) Estimativa de Homicdios Cano e Santos (2001) Slide 54 Comparao entre a taxa por 100 mil habitantes dos Homicdios Dolosos (Polcia) e da Estimativa das Mortes Violentas Intencionais (Sade) no Estado do Rio de Janeiro - 1979/2005 Obs.: As mortes violentas Intencionais (Sade) so uma estimativa baseada em Cano (2001). Fonte: NECVU / IFCS / UFRJ; Instituto de Segurana Pblica ISP e Datasus / SIM (Sistema de Informaes sobre Mortalidade) Slide 55 Comparao entre a taxa por 100 mil habitantes dos Homicdios Dolosos (Polcia), da Estimativa das Mortes Violentas Intencionais (Sade) e das Mortes Violentas Intencionais (Polcia) no Estado do Rio de Janeiro - 1991/2005 Obs.: As mortes violentas Intencionais (Sade) so uma estimativa baseada em Cano (2001). Fonte: Instituto de Segurana Pblica ISP e Datasus / SIM (Sistema de Informaes sobre Mortalidade) Slide 56 Fontes de Dados Pesquisa de Vitimizao Slide 57 Gera informaes que eventualmente sirvam no desenvolvimento de polticas para o controle da criminalidade, e quantifica a ocorrncia de violaes especficas para aproximar realidade os dados divulgados pelos rgos oficiais. Slide 58 Obter informaes sobre a experincia das pessoas com respeito ao crime, risco de vitimizao, propenso a registrar queixa policial, atitudes com relao polcia e a punio dos criminosos, estratgias de preveno ao crime e avaliao dos servios prestados pelas foras policiais. Objetivos: Pesquisa de Vitimizao Slide 59 Percepo social da eficincia e/ou confiabilidade do sistema policial; O crime implicar em situao constrangedora; Grau de relacionamento da vtima e do agressor; O bem estar ou no segurado contra roubo; Experincias anteriores com a polcia; Formas alternativas de resolver o incidente. Que fatores incentivam o indivduo a no registrar o crime as autoridades policiais? Slide 60 Perfil do entrevistado Vitimizao Temas relativos a Segurana Pblica O que se pergunta? Pesquisa de Vitimizao Slide 61 rea de residncia Idade Condio marital Sexo Cor Rendimento Escolaridade Posio na ocupao Tipo de habitao... Perfil do entrevistado: Pesquisa de Vitimizao Slide 62 Delitos que mais tem medo Se foi vtima de algum delito nos ltimos x meses ou anos Delito reportado ao rgo policial O bem roubado foi devolvido O criminoso foi punido... Vitimizao: Pesquisa de Vitimizao Slide 63 Percepo da populao sobre questes de criminalidade e Segurana Pblica Se as pessoas sentem-se seguras em andar sozinhas noite, em certas reas da cidade, etc Andam acompanhadas por motivo de segurana Quais medidas preventivas utilizam contra o crime Atitudes com relao a punio do agressor Como foi tratado pela polcia... Temas relativos a Segurana Pblica: Pesquisa de Vitimizao Slide 64 Pesquisas de Vitimizao no Brasil Fonte: Cato (2000), Atualizado Slide 65 Exemplo de Indicadores Slide 66 Indicadores de Desempenho: Algumas Experincias Austrlia Brasil Estados Unidos Frana Inglaterra Nova Zelndia Bahia Minas Gerais Rio Grande do Sul SUSP Slide 67 Polcia Nacional Aperfeioar a capacidade operacional das foras empregadas Aperfeioar as taxas de identificao de autores de infrao em vias pblicas Melhorar e aperfeioar a elucidao de crimes e de delitos, a interpelao de seus autores e a luta contra a criminalidade organizada Aperfeioar os recursos a fim de melhor assegurar as aes operacionais da polcia nacional Polcia Rodoviria Diminuir o nmero anual de acidentes corporais: feridos, mortos Satisfao dos Usurios sobre as aes de gesto do trfego e de informao nas estradas ndice de disponibilidade das foras empregadas; taxa de presena policial em vias pblicas; correlao entre taxa de presena em via pblica e a delinqncia constatada por perodos Taxa de elucidao dos delitos em via pblica; taxa de criminalidade em via pblica; evoluo anual de fatos elucidados em via pblica Taxa de elucidao global e detalhada Total de dias em que os funcionrios estiveram em formao contnua prioritria; taxa de indisponibilidade dos veculos Nmero anual de acidentes; nmero anual de mortos; evoluo da opinio e dos comportamentos Sistema de Avaliao de Desempenho FRANA (LOLF 2001) Eixos EstratgicosIndicadores adotados Slide 68 Eixos EstratgicosIndicadores adotados Segurana Pblica Nmero de delitos declarados Taxas de declarao polcia Taxas de vitimizao O sentimento de insegurana e a preocupao em face da segurana Atividades de Investigao Resultado das investigaes: crimes contra a pessoa e crimes contra o patrimnio (taxas de investigao finalizadas nos 30 dias aps o registro) Taxas de recuperao de veculos roubados Segurana nas Estradas Taxa auto-declarada de utilizao de cinto de segurana Taxa auto-declarada de direo sob efeito do lcool Taxa auto-declarada de excesso de velocidade Mortes nas estradas Hospitalizaes causadas por acidentes Preocupao no que tange segurana na estrada Procedimento Penal Mortes em deteno Provisria Proporo de julgamento com sentenas condenatrias Proporo de medidas de mediao oferecidas aos delinqentes menores Em cada indicador h uma medida de eficincia: Custo do servio por habitante. Alm disso, mede-se o custo do prejuzo causados pela ao da polcia Sistema de Avaliao de Desempenho AUSTRLIA Slide 69 Guia de Construo de Indicadores Vera Institute of Justice 2003 Aumentar segurana nas ruas Aumentar segurana em casa Aumentar a segurana em locais pblicos Aumentar a segurana nas instituies de justia criminal Eixos EstratgicosIndicadores possveis Fontes de dados possveis Mudana nos ndices de crimes nas ruas Mudana na percepo pessoal de segurana na ruas Estatsticas policiais e surveys de vitimizao Surveys de percepo e entrevistas com pequenos grupos Mudanas nos ndices de crimes domsticos Mudana na percepo pessoal de segurana em casa Mudanas nos ndices de crimes domsticos Mudana na percepo pessoal de segurana em casa Estatsticas policiais, ambulatoriais, surveys de fornecedores de servios, surveys de vitimizao Surveys de percepo ou pequenos grupos de entrevista Estatsticas policiais, ambulatoriais, surveys de fornecedores de servios, surveys de vitimizao Surveys de percepo ou pequenos grupos de entrevista Mudana no ndice de crimes em locais pblicos (parques, escolas etc.) Mudana na percepo pessoal de segurana em locais pblicos Estatsticas policiais e surveys de vitimizao Surveys de percepo ou entrevista de pequenos grupos, presenas em eventos pblicos etc. Mudar as taxas de mortes e feridos em contato com o sistema de justia Mudar o ndice de segurana institucional (Percepo de pessoas em custdia) Monitoramento Mdico: Departamento de estatsticas dos servios de sade, registros policiais e prisionais, surveys com representantes de ONGs Surveys de percepo e entrevistas com grupos pequenos PERSPECTIVA GERAL Slide 70 Melhorar a confiana pblica na polcia entre os pobres Aumentar a responsividade s vtimas pobres de crimes que procuram a ajuda da polcia Mudana na proporo de cidados pobres que expressam confiana na polcia Mudana na proporo de lderes de comunidades pobres que expressam confiana na polcia Mudana na proporo de vtimas pobres que registram ocorrncias na polcia Pesquisas de opinio pblica, nacionais e locais, divididas por renda Pesquisas com lderes comunitrios; vises expressas durante os encontros comunitrios Pesquisas nacionais e locais de vtimas divididas por renda; entrevistas com vtimas que procuram tratamento hospitalar dividias por renda; entrevistas com agncias locais de servio Mudana na proporo de vtimas pobres que esto satisfeitas com o servio da polcia Mudana na proporo de defensores das vtimas que expressam confiana no servio da polcia Mudana na proporo de reclamaes por pessoas pobres que so investigadas Pesquisas nacionais e locais de vtimas divididas por renda; grupos focais com vtimas que residem em comunidades pobres Pesquisas de opinio com defensores (advogados e outros agentes que tm contato com as vtimas) Reviso dos arquivos policias em reclamaes de crimes; Proporo de aes penais por registros de ocorrncia Eixos EstratgicosIndicadores possveis Fontes de dados possveis Guia de Construo de Indicadores Vera Institute of Justice 2003 PESSOAS NA PROBREZA Slide 71 Aumentar a confiana nos processos de denncia entre as pessoas na pobreza Aumentar a responsabilizao pelas condutas abusivas e arbitrrias Mudar na proporo de menos reclamaes/denncias srias de pessoas na pobreza Mudana na proporo de denunciantes pobres Mudana na percepo das denncias e expresso da confiana nelas pelas pessoas na pobreza Dados administrativos de denncias Mudana na proporo de casos encaminhados para persecuo aps investigao Mudana na proporo de casos encaminhados resultando imposio de punio Mudana na proporo de casos resolvidos informalmente ou atravs de mediao para satisfao das denncias de pessoas pobres Dados administrativos de investigao Dados administrativos de agncias disciplinares combinados com dados demogrficos compilados por mecanismos de responsabilizao Dados administrativos combinados com pesquisas de satisfao de reclamaes que completam processo informal ou mediao Guia de Construo de Indicadores Vera Institute of Justice 2003 RESPONSABILIZAO SOCIAL Eixos EstratgicosIndicadores possveis Fontes de dados possveis Slide 72 Na Inglaterra foi criado o Policing Performance Assessment Framework destinado a desenvolver as estratgias de desempenho policial. Desenvolvido pelo Home Office, este instrumento objetiva proporcionar um mecanismo para fazer uma rigorosa e sria avaliao de desempenho dentro da polcia. O foco de todas as dimenses adotadas na Inglaterra o cidado (Citizen Focus). As prioridades foram estabelecidas no Plano Nacional de Policiamento 2004/2007 (National Policing Plan) Foco no Cidado Citizen Focus Prioridades dirigidas nacional e localmente Reduzir o CrimeInvestigar o crime Promover segurana Pblica Fornecer assistncia Uso de Recursos: significa que os resultados acima so afetados pelo nvel dos recursos disponveis e de como eles so utilizados Sistema de Avaliao de Desempenho INGLATERRA Slide 73 Foco no cidado Satisfao das vtimas de crimes no que diz respeito ao contato com a polcia; Satisfao das vtimas de crimes no que diz respeito ao trabalho conduzido pela polcia; Satisfao das vtimas de crimes no que diz respeito s informaes sobre o progresso do trabalho policial; Satisfao das vtimas de crimes no que diz respeito ao tratamento fornecido pelos funcionrios da polcia; Satisfao das vtimas de crimes no que diz respeito ao conjunto do servio prestado pela polcia; Percentual das pessoas que pensam que suas polcias fazem um bom trabalho; Satisfao das vtimas de incidentes racistas com respeito ao total do servio prestado; Comparao da satisfao dos usurios brancos e dos usurios provenientes de grupos tnicos com respeito ao total do servio prestado; Paridade das prises entre grupos tnicos; Comparao das taxas de deteno de violncia contra agressores pela etnicidade da vtima; Uso dos recursos Proporo de recrutas policiais oriundos de grupos tnicos entre a populao economicamente ativa; Percentual de mulheres policiais; Percentual de ganhos monetrios ou no adquiridos; Percentual de horas de trabalho perdidas devido a doenas; Percentual de horas de trabalho perdidas devido a doenas para o conjunto dos funcionrios da polcia Reduzir o crime Risco comparativo de crimes contra a pessoa pela pesquisa nacional de vitimizao; Risco comparativo de crimes domsticos; Taxas de crimes violentos por 1000 habitantes; Taxas de ameaas de morte e crimes com armas de fogo por 1000 habitantes; Taxas de crimes contra o patrimnio por 1000 habitantes; Guia de Indicadores de Desempenho Policial Inglaterra (2006/2007) Plano Nacional de Policiamento 2006 a 2009 Slide 74 Investigao Percentual de ofensas levadas Justia; Percentual de medidas resultando alguma sano; Percentual de incidentes de violncia domstica em que houve priso; Valores de Dinheiro e ordens de confisco por 1000 habitantes; Promover segurana Nmero de pessoas mortas ou seriamente feridas nas colises em estradas ou em vias pblicas por 100 milhes de quilmetros trafegados; Pesquisas de sondagem a respeito do medo do crime; Pesquisas de sondagem a respeito das percepes dos comportamentos anti-sociais: barulho na vizinhana, vandalismo, drogas, lcool, carros abandonados etc. Pesquisas de sondagem a respeito das percepes sobre o uso de drogas no local e trfico de drogas; Prover Assistncia Percentual de policiais pelo tempo levado em tarefas de rua (servios) Guia de Indicadores de Desempenho Policial Inglaterra (2006/2007) Plano Nacional de Policiamento 2006 a 2009 Slide 75 Contraposio idia de que reduzir o crime o proveito obtido pelas organizaes policiais A melhoria do trabalho da polcia, bem como o aumento da confiana na polcia vo se refletir no aumento dos registros e, como tal, um indicador de desempenho. Logo, o aumento dos registros j em si um indicador de confiana na polcia. Papel da polcia como arquitetos da liberdade, ao invs de combatentes do crime. O que os cidados devem valorizar em seu departamento de polcia Chamar os criminosos responsabilidade Reduzir a brutalidade e o uso excessivo da fora Alocar justamente os recursos policiais Reduzir a corrupo Distribuir o nus da proteo entre o pblico e o privado de forma justa APLICAO HONESTA E IMPARCIAL DA LEI Reduzir o crime e a vitimizao Reduzir medo Reduzir a desordem pblica Aumentar a eficincia e a efetividade dos custos Aumentar a segurana no trfego Prover servios de emergncia, mdicos e sociais AUMENTO DA SEGURANA Entre grupos particularmente situados Entre aqueles obrigados pela polcia ENGENDRAR UM SENSO DE TRATAMENTO JUSTO Qualidade do servio ao cidado: avaliao individual Qualidade do servio ao cidado: avaliao de grupo PROVER UM SERVIO DE ALTA QUALIDADE A misso da polcia pode incluir vrias dimenses de desempenho: Reduzir o crime; Prover um servio de qualidade; Tratar suspeitos com justia; Assegurar um investigao de qualidade etc. Sistema de Avaliao de Desempenho Algumas Policias EUA Proposta Desenvolvida por MARK MOORE Slide 76 Medidas estatsticas associadas com dimenses valiosas de desempenho policial Dimenses de DesempenhoIndicadores Estatsticos Reduzir a vitimizao criminal Taxas de crimes registrados Taxas de vitimizao Chamar os criminosos responsabilidade Taxas de esclarecimentos e condenaes Reduzir o medo e aumentar a segurana pessoal Registrar mudana nos nveis de medo Registrar mudanas nas medidas de auto-defesa Garantir segurana nos espaos pblicos Mortes, ferimento e danos no trfego; Aumento da utilizao de parques e outros espaos pblicos Aumento dos valores das propriedades Uso dos recursos com honestidade, eficincia e efetividade Custo por cidado; Alocao de pessoal com eficincia e justia; Eficincia na organizao das tarefas; tica oramentria; Despesas com horas-extras Uso da fora e autoridade com razoabilidade, eficincia e efetividade Denncias de cidados; Acordos em processos de responsabilidade; Tiroteios policiais Satisfazer as demandas dos usurios/aumentar a legitimidade com aqueles que so policiados Satisfao com o servio da polcia; Tempo de resposta; Citizen perceptions of fairness Sistema de Avaliao de Desempenho Algumas Policias EUA Proposta Desenvolvida por MARK MOORE Slide 77 DIMENSOINDICADORES Pessoal 01.Absentesmo Inteligncia/Informaes02.Policiamento Velado Planejamento das Operaes 03. Emprego do Policiamento a P em reas Comerciais 04. Atendimento Comunitrio 05. Relacionamento Comunitrio 06. PROERD 07. Eficincia das Patrulhas de Preveno Ativa Apoio Logstico 08.Emprego de Viaturas 09. Indisponibilidade de Viaturas Comunicao Organizacional10. Opinio Pblica (Jornalismo Comparado) Estatatstica e Geoprocessamento 11. Desempenho Oper. da Cia com Responsab. Territorial 12. Desempenho Operacional de Cia Ttico Mvel Estratgias e Pesquisas 13. Capacidade Tcnica 14. Capacidade Ttica 15. Qualidade do Atendimento 16. Eficincia do Sistema de Gerenciamento BRASIL - Controle Cientfico da Polcia (PMMG: Comando Capital) Slide 78 Projeto: Sistema de Indicadores de Desempenho de Segurana Pblica SENASP A criao do Sistema Nacional de Indicadores de Desempenho dos rgos de Segurana Pblica deve ser entendida como uma das etapas do processo de implantao do SUSP, pois constituir uma ferramenta pela qual avaliaremos a efetiva adoo das premissas decisrias do SUSP pelos rgos de segurana pblica em mbito federal, estadual e municipal. Slide 79 Projeto: Sistema de Indicadores de Desempenho de Segurana Pblica Criao de uma proposta de indicadores de desempenho; Discusso dessa proposta com pesquisadores especialistas em segurana pblica; Apresentao da proposta com as contribuies colhidas na reunio com os pesquisadores aos gestores pblicos municipais e estaduais; Criao de um material didtico para os gestores pblicos poderem utilizar o sistema de indicadores de desempenho de segurana pblica. Etapas do Projeto Slide 80 Projeto: Sistema de Indicadores de Desempenho de Segurana Pblica Principais Fontes de Dados Polcia Militar (Informaes Administrativas e Dados das ocorrncias registradas); Polcia Civil (Informaes Administrativas e Dados das ocorrncias registradas); Guarda Municipal (Informaes Administrativas e Dados das ocorrncias registradas); Corpo de Bombeiro (Informaes Administrativas e Dados das ocorrncias registradas); Ministrio Pblico; Sistema de Informaes sobre Mortalidade (SIM) DATASUS/MJ; Sistema de Autorizao de Internaes Hospitalares (SAIH); Seguradoras; Pesquisas de Vitimizao; Pesquisas de Opinio; SENASP. Slide 81 Projeto: Sistema de Indicadores de Desempenho de Segurana Pblica DIMENSES Situao da Segurana Atividades Executadas e Qualidade do Atendimento Gesto Recursos Humanos Gesto Recursos Materiais Gesto Recursos Financeiros Problemas Decorrentes da Atuao Profissional

Recommended

View more >