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Dirio Oficial do Municpio

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  • BELO HORIZONTE

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    A experincia de Belo Horizonte com as Parcerias Pblico-Privadas na educao foi um dos destaques do seminrio

    Ano XX N. 4.547 R$ 0,90 Tiragem: 2.500 2/5/2014Dirio Oficial do Municpio - DOM

    BH sedia Seminrio Nacional de Educao InfantilEncontro reuniu, por dois dias, no Cine Brasil, mais de mil secretrios de educao e gestores da educao infantil de todo o pas e, ainda, educadores italianos e moambicanos, para discutir e trocar experincias sobre essa etapa do ensino

    A Prefeitura, por meio da Secretaria Munici-pal de Educao, realizou em Belo Horizonte o Se-minrio Nacional de Educao Infantil Cenrios, avanos e desafios, nos dias 29 e 30 de abril. O evento, que reuniu secretrios de educao e equi-pes gestoras da educao infantil de todo o pas, alm de gestores da Itlia e Moambique, no Ci-ne Theatro Brasil Vallourec, possibilitou a apresen-tao, discusso, troca de experincias e aprofun-damento de temas e polticas pblicas voltadas pa-ra essa etapa do ensino.

    Reconhecida como primeira etapa da educa-o bsica, por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional (LDBEN 9394/96), a educa-o infantil em Belo Horizonte tem sido referncia para todo o pas e um dos principais eixos de investi-mentos da Prefeitura, segundo o prefeito Marcio La-cerda. O maior legado que espero deixar da nossa administrao em Belo Horizonte a forte expanso, com qualidade, da educao infantil. um dos gran-des desafios da cidade no qual continuaremos a in-vestir, disse o prefeito.

    Cenrios, avanos e desafiosNos dois dias de seminrio, foram abordados

    temas como a Parceria Pblico-Privada, currculo, fi-nanciamento e perfil do profissional da educao in-fantil. O professor da Faculdade de Educao da Uni-versidade Federal do Rio Grande do Sul, Gabriel An-drade Junqueira Filho, iniciou os trabalhos com a Con-ferncia Magna. Um dos pontos destacados por ele foi o processo de escolha, que envolve a criana. im-portantssimo que o adulto saiba o que ele quer para uma criana. preciso no s determinar o que elas devem fazer, mas ensinar a escolher. A escola pode re-forar o que est posto na sociedade ou mud-la. As crianas, em casa, no so convidadas a escolher. So sempre cumpridoras de regras. Na faculdade, o mes-mo acontece. Esse tipo de educao questionadora, de perguntar, o que deve estimulado na educao infantil, afirmou.

    A experincia pioneira de Belo Horizonte na Parceria Pblico-Privada da Educao foi reconheci-da como um grande benefcio para a cidade, por sua celeridade, possibilitando atender o desafio de am-pliao das vagas. O financiamento do Fundeb e a valorizao do professor tambm permearam o de-bate e foram apontados pelo membro da Campanha Nacional pelo Direito Educao, Carlos Eduardo Sanches, como questes importantes a serem con-sideradas. Nos ltimos 20 anos, o nmero de pro-fessores no Brasil saltou de 493.287 para 1.069.470, ou seja, um aumento de 117%, enquanto os recur-sos aumentaram apenas 85%. E essa diferena tende a crescer, pois a pr-escola dever ser universal at

    2016 e 50% das crianas de zero a trs anos devero estar matriculadas at 2023, alertou.

    As especificidades dessa etapa de ensino leva-ram ainda discusso sobre o currculo da educao infantil e a necessidade de um trabalho que envolva a intersertorialidade, a incluso da criana com defi-cincia e a valorizao da diversidade no que tange s relaes tnico-raciais, sexualidade e gnero. En-cerraram as atividades dois temas de suma importn-cia: a alfabetizao das crianas e o perfil, histrico, formao e desafios da carreira do profissional que atua na Educao Infantil.

    Alm das mesas temticas, os participantes tive-ram a oportunidade de conhecer, in loco, a experin-cia de Belo Horizonte, por meio de visitas tcnicas a nove das 79 Umeis da cidade. As apresentaes cul-turais ficaram por conta dos estudantes do Programa Escola Integrada das escolas municipais Ana Alves Tei-xeira, Aurlio Pires, Cnego Sequeira e Cnsul Antnio Cadar, e da banda de msica da Guarda Municipal.

    O Seminrio Nacional de Educao Infantil Cenrios, avanos e desafios trouxe tona um tema que tem sido preocupao em todo o pas, conforme afirmou a secretria nacional de Educao Bsica, Ma-ria Beatriz Moreira Luce: Nosso desafio institucio-nalizar a educao infantil, focada na educao das crianas, com identidade, projetos poltico-pedaggi-cos prprios e profissionais com a titulao prevista. A iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte de realizar este seminrio enriquecedora para todos os que se preocupam com a educao em nosso pas.

    A psicloga Regina Lacerda tambm destacou a importncia de se investir na infncia. As crian-as so o motivo, o porqu e o por quem estamos aqui. Temos em nossas mos a tarefa de formar ci-dados de bem, de sermos inspiradores de valores, princpios, tica, carter e compostura. Se no tiver-mos perspectiva de futuro, o presente se torna insu-portvel, disse.

    Ciente dos desafios a enfrentar, tais como a criao de uma identidade prpria, levando-se em conta as especificidades das crianas de zero a cinco anos, e a garantia da oferta de vagas a todas as crian-as, a secretria municipal de Educao de Belo Ho-rizonte, Sueli Baliza, acredita que os esforos de to-dos os profissionais envolvidos nessa causa tm sur-tido efeito positivo. Belo Horizonte avanou muito do ponto de vista da qualidade e a educao infantil , de fato, referncia para outras cidades. Isso re-flexo de uma poltica sria, que soma qualidade de ensino, proposta pedaggica, diretrizes curriculares, profissionais comprometidos e infraestrutura fsica, sintetizou a secretria.

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  • BELO HORIZONTESexta-feira, 2 de maio de 2014Dirio Oficial do Municpio2

    Poder Executivo

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    Com a homenagem, a Prefeitura incentiva a prtica dos paradesportos na cidade

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    Centros Culturais apresentam concertos Violes pela CidadeDivulgar a qualidade dos

    msicos locais e apresentar para a cidade a pluralidade de estilos desses artistas ainda pouco conhe-cidos dos belo-horizontinos. Este o objetivo do projeto Violes pela Cidade, que realiza 30 concertos em seis centros culturais da Funda-o Municipal de Cultura, com se-te violonistas se apresentando no

    decorrer dos meses de maio e ju-nho. O projeto conta com apre-sentaes de Flvio Barbeitas, da dupla Aulus Rodrigues e Daniela Castelo, Marcos Maturro, Ander-son Reis, Stanley Fernandes Levi e Lucas Telles. O primeiro concerto do violonista Marcos Maturro ter como marca a msica latino-ame-ricana e acontece dia 4 de maio,

    no Centro Cultural Vila Marola. Todas as atividades so gratuitas. Confira a programao completa no portal www.bhfazcultura.pbh.gov.br.

    O projeto Violes pela Ci-dade busca apresentar uma viso musical de Belo Horizonte, a par-tir da interao de diferentes ma-nifestaes culturais provenientes

    desse instrumento. Os artistas do projeto so formados ou radica-dos na capital mineira e os con-certos buscam privilegiar obras criadas por compositores locais. Para o curador e coordenador ge-ral da atividade, Stanley Fernan-des, Belo Horizonte um cen-rio efervescente, dotado de uma riqussima produo cultural. Es-

    pecialmente na msica, a cidade uma referncia internacional, seja pela msica popular urba-na, pela msica tradicional ou at mesmo pela msica de vanguarda contempornea, enfatiza. Ainda de acordo com Stanley, todas es-sas tendncias estaro presentes nesta edio do Violes pela Ci-dade.

    Marcos MaturroNatural de Porto Alegre, em 2006, iniciou o cur-so de graduao em msi-ca na Universidade Fede-ral do Rio Grande do Sul, sob a orientao do Prof. Dr. Daniel Wolff,. Participou de master classes com: Leo Brouwer (Cuba); Fabio Za-non (Brasil); Frank Bungar-ten (Alemanha), entre ou-tros. Em 2011, foi premia-do com o segundo lugar no XXX Concurso Latino Ame-ricano Rosa Mstica, em Curitiba Paran. De 2011 a 2012, fez parte do Grupo Libertango que, com arran-jos prprios, fazia releituras da obra de Astor Piazzolla

    para dois violinos e violo. Em 2013, inicia em Mar del Plata - Argentina, o Cuar-teto de Guitarras del Mer-cosur, apresentando-se no Brasil e na Argentina, em cidades como Mar del Pla-ta (Conservatrio Luis Gian-neo), La Plata (Universidad de La Plata) e Buenos Aires (Teatro La Salita).

    Aulus Rodrigues & Danie-la CasteloAulus Rodrigues minei-ro de So Gonalo do Rio Abaixo, estudou com Edu-ardo Campolina, Fernan-do Arajo e Fabio Zanon. Venceu os mais importan-tes concursos de violo do pas e se apresentou em importantes teatros como a Sala So Paulo e o Pal-cio das Artes. Como solis-ta orquestral, tocou sob a regncia dos maestros Ro-berto Tibiri, Oiliam Lan-na e Joo Maurcio Galin-do. Daniela Castelo bacha-rel em violo pela Universi-dade Federal do Rio Gran-de do Norte, onde estudou sob a orientao do profes-sor Joo Raone. Teve master

    class com Pavel Steidl, Edu-ardo Isaac e Henrique Pin-to, entre outros. Conquistou o 2 lugar no I Concurso de Violo de Campina Grande e recebeu Meno Honro-sa no Concurso Nacional de Violo Souza Lima.

    Lucas Telles Natural de Juiz de Fora, o violonista e compositor graduado em msica, com habilitao em violo pe-la UFMG. Lucas Telles tam-bm formado pela Promu-sic Escola de Msica, onde lecionou de 2007 a 2010. Bacharelando em Composi-o pela UFMG, Lucas Tel-les se divide entre os estu-

    dos e o seu grupo, Toca de Tatu, que lanou o primei-ro lbum, Meu amigo Ra-dams, no primeiro semes-tre de 2013.

    Flavio BarbeitasNatural do Rio de Janei-ro, bacharel e mestre em Msica pela UFRJ e dou-tor em Letras pela UFMG. Desde 1996, professor de Violo e de disciplinas te-ricas na Escola de Msi-ca da UFMG. Paralelamen-te s atividades didticas e artsticas, desenvolve traba-lhos no campo da pesqui-sa musicolgi