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  • Coordenao Nacional de DST e Aids

    Secretaria de Polticas de Sade

    Ministrio da Sade - Brasil

    DOENAS SEXUALMENTETRANSMISSVEIS

    MANUAL DE BOLSO

    Braslia - DF

    2000

  • 2000 Ministrio da Sade

    Diagramao Eletrnica e Capa: Assessoria de Programao Visual

    Responsvel: Lcia Helena Saldanha

    Editorao: Assessoria de Comunicao

    Responsvel: Mauro Henrique Siqueira

    Elaborao: Unidade de Epidemiologia

    Responsvel: Fbio Moherdaui

    Conselho Editorial: Ermenegyldo Munhoz (Editor); Dario Almeida Noleto(Subeditor); Ana Paula Magalhes Penha (Revisora); Josete Cachenski(Supervisora de Produo); Fbio Moherdaui (Mdico); Emir Bocchino(Diagramador).

    1 Edio: 2000

    Tiragem: 150.000 exemplares

    Ministrio da Sade

    Secretaria de Polticas de Sade

    Coordenao Nacional de DST e Aids

    Esplanada dos Ministrios bloco G sobreloja

    CEP 70058-900 Braslia DF Brasil

    Telefone: 61 315-2544

    Fax: 61 315-2519

    Disque Sade / Pergunte Aids: 08000 61 1997

    www.aids.gov.br

    Publicao Financiada com recursos do Projeto 914/BRA59 MS/SPS/CN-DST/AIDS e UNESCO

  • 3

    Apresentao................................................................................................................................5

    Introduo....................................................................................................................................7

    As DST como prioridade......................................................................9

    Princpios para o Controle..................................................................11

    Estratgias para o Controle...............................................................12

    Preveno.......................................................................................12

    Deteco de Casos.........................................................................12

    Tratamento imediato.......................................................................13

    O Manejo adequado de casos de DST.............................................14

    Abordagem do Portador de DST........................................................16

    Exame Fsico..................................................................................18

    Exame Genital Masculino...............................................................19

    Exame Genital Feminino................................................................20

    Pesquisa de outras DST.................................................................22

    O diagnstico de DST........................................................................23

    Abordagem Sindrmica de DST........................................................25

    Identificao das Sndromes..........................................................25

    Tratamento para os Agentes Etiolgicos mais freqentes............27

    Uso dos Fluxogramas....................................................................30

    O que um Fluxograma?..............................................................30

    Passos para o uso de fluxogramas...............................................31

    SUMRIOSUMRIO

  • Corrimento Uretral.............................................................................32

    lceras Genitais.................................................................................37

    Corrimentos Vaginais.........................................................................44

    Dor Plvica.........................................................................................58

    Infeco pelo Papilomavirus Humano (hpv).....................................64

    Rastreio de Cncer Crvico-uterino..................................................79

    Bibliografia..........................................................................................86

  • 5

    As Doenas Sexualmente Transmissveis (DST) estoentre os problemas de sade pblica mais comuns em todo omundo. Nos pases industrializados ocorre um novo caso deDST em cada 100 pessoas por ano, e nos pases emdesenvolvimento, as DST esto entre as 5 principais causasde procura por servios de sade (OMS-1990).

    Nos ltimos anos, provavelmente devido a altatranscendncia da aids, o trabalho com as outras DST, doenasque facilitam a transmisso do HIV, passou a ter redobradaimportncia, principalmente no que se refere vigilnciaepidemiolgica, ao treinamento de profissionais para oatendimento adequado e disponibilidade e controle demedicamentos.

    Levando-se em conta a alta magnitude estimada dasDST em nosso meio, sua transcendncia, no somente pelasgraves conseqncias para a populao, mas tambm pelasua interao com o HIV, a existncia de tecnologia apropriadapara seu controle e a possibilidade de xito com odesenvolvimento de atividades especficas, a CN-DST/AIDSse prope, com o apoio e participao de estados, municpios,organizaes no-governamentais e demais instituiesenvolvidas, a retomar o controle das DST como seu objetivoprioritrio.

    Para isto, indispensvel a edio deste Manual deBolso, baseado na 3 edio do Manual de Controle das DST,que contou, em sua elaborao, com a participao do pessoaltcnico da CN-DST/AIDS e de um grupo de especialistas comoconsultores-revisores, listados a seguir e coordenados peloprimeiro:

    Fabio Moherdaui Ana Lcia R. de Vasconcelos Eduardo Campos

    APRESENTAOAPRESENTAO

  • 6

    Consultores-revisores:

    Adele Schwartz Benzaken (Ginecologista Fundao Alfredo da Matta)

    Albertina Duarte Takiuti (Universidade de So Paulo - SP)

    Fabio Bastos Russomano (Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ - RJ)

    Iara Moreno Linhares (Universidade de So Paulo - SP)

    Ivo Castelo Branco Coelho (Universidade Federal do Cear - CE)

    Joo Luiz Schiavini (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ)

    Jos Antonio Simes (Universidade de Campinas - SP)

    Jos Carlos Gomes Sardinha (Fundao Alfredo da Matta - AM)

    Maria Albina Catellani (Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ - RJ)

    Mauro Cunha Ramos (Secretaria Estadual de Sade - RS)

    Mauro Romero Leal Passos (Universidade Federal Fluminense - RJ)

    Paulo Naud (Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS)

    Telma Regia B. S. Queiroz (Secretaria Estadual de Sade - CE)

    Tomaz Isolan (Universidade Federal de Pelotas - RS)

    Paulo R. TeixeiraCoordenador Nacional de DST e Aids

  • 7

    Nos ltimos anos, principalmente aps o incio daepidemia de aids, as DST readquiriram importncia comoproblemas de sade pblica. Entretanto, alguns fatos negativostm sido percebidos no contexto da ateno s DST em nossoPas:

    so escassos os dados epidemiolgicos relativoss DST; apenas a aids e a sfilis congnita so denotificao compulsria. Entretanto, raros so osservios onde a notificao realizada de formasistemtica;

    os portadores de DST continuam sendo dis-criminados nos vrios nveis do sistema de sade.O atendimento muitas vezes inadequado,resultando em segregao e exposio a situaesde constrangimento. Tal fato se d, por exemplo,quando os pacientes tm que expor seus problemasem locais sem privacidade ou a funcionriosdespreparados que, muitas vezes, demonstram seusprprios preconceitos ao emitirem juzos de valor.Essas situaes ferem a confidencialidade,discriminam as pessoas com DST e contribuem paraafast-las dos servios de sade;

    a irregularidade na disponibilizao de me-dicamentos especficos mais uma das causas deafastamento dos indivduos com DST dos serviosde sade. Isso ocorre por proviso insuficiente oupelo uso para tratamento de outras enfermidades;

    para muitas das DST, as tcnicas laboratoriaisexistentes no apresentam a sensibilidade e/ou aespecificidade satisfatrias.Pouqussimas unidades so capazes de oferecerresultados de testes conclusivos no momento da

    INTRODUOINTRODUO

  • 8

    consulta. Soma-se a isso o fato de que o sistemapblico de sade, no Brasil, apresenta reduzidascondies para a realizao dos testes efreqentemente os tcnicos responsveis estodesmotivados e/ou despreparados.

    A conseqncia mais evidente dessa situao de baixaresolutividade dos servios a busca de atendimento em locaisnos quais no seja necessrio se expor, nem esperar em longasfilas, ou seja: as farmcias comerciais.

  • 9

    Por que as DST devem ser priorizadas? So quatro oscritrios para a priorizao de agravos em sade pblica:magnitude, transcendncia, vulnerabilidade e factibilidade.

    Magnitude : embora os poucos dados epi-demiolgicos existentes no se prestem a fazerinferncias para o Pas como um todo, ao menospermitem, quando conjugados s informaesgeradas em outros pases, a realizao deestimativas que concluem pela elevada freqnciadas DST em nosso Pas. Isto, associado ao altondice de automedicao, torna o problema aindamaior, j que muitos dos casos no recebem aorientao e tratamento adequados, ficandosubclnicos, permanecendo transmissores e man-tendo-se como os elos fundamentais na cadeia detransmisso das doenas.

    Transcendncia: as DST so o principal fator facilitador da

    transmisso sexual do HIV; algumas delas, quando no diagnosticadas e

    tratadas a tempo, podem evoluir paracomplicaes graves e at o bito;

    algumas DST, durante a gestao, podem sertransmitidas ao feto, causando-lhe importantesleses ou mesmo provocando a interrupoespontnea da gravidez;

    as DST podem causar grande impactopsicolgico em seus portadores;

    as DST causam tambm grande impactosocial, que se traduz em custos indiretos paraa economia do Pas e que, somados aosenormes custos diretos decorrentes dasinternaes e procedimentos necessrios parao tratamento de suas complicaes, elevamdramaticamente esses custos totais.

    AS DST COMO PRIORIDADEAS DST COMO PRIORIDADE

  • 1

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