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    DOENAS SEXUALMENTE TRANSMISSVEIS (DST)

    Isabelle Carvalho da Silva, Miguel Soares de Souza, Rosana de Ftima Izidoro,

    Tnia Maria Vaz, Thiago Fernandes da Silva, Miriam Borges Xavier.

    1- Discentes do curso de Biomedicina

    2- Docente da disciplina de Sade Coletiva e Polticas Pblicas do curso de

    Biomedicina

    Faculdade de So Loureno-MG.UNISEPE mantenedora/Rua Madame Schimdt,

    n 90, Bairro Nossa Senhora de Ftima, CEP 37.470-000, So Loureno, Minas

    Gerais, Telefone:(35)3332-3355.

    Resumo:

    As Doenas Sexualmente Transmissveis, conhecidas como doenas venreas, so

    transmitidas principalmente atravs de relaes sexuais com uma pessoa infectada,

    e sem o uso de mtodos de barreira, como preservativos masculinos e femininos. A

    transmisso tambm pode ocorrer da me para o filho durante a gravidez ou o parto,

    atravs da partilha de seringas ou devido a uma transfuso de sangue infectado.

    Seus principais agentes patognicos so os vrus, as bactrias e os fungos.

    De acordo com a Organizao Mundial da Sade (OMS), existem cerca de 340

    milhes de casos por ano no mundo, colocando as doenas sexualmente

    transmissveis entre os principais problemas de sade pblica.

    Palavra-chave: DST, fatores de riscos, sade pblica.

    Abstract:

    The Sexually Transmitted Diseases, known as venereal diseases, are transmitted

    mainly through sexual relations with an infected person, and without the use of

    barrier methods, such as male and female condoms. The transmission may also

    occur from mother to child during pregnancy or childbirth, by sharing syringes or due

    to a transfusion of infected blood. Their main pathogens are viruses, bacteria and

    fungi.

    According to the World Health Organization (WHO), there are about 340 million

    cases per year worldwide, placing the STDs among the main public health problems.

    Keywords: STD, risk factors, public health.

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    Introduo

    As Doenas Sexualmente Transmissveis (DST) esto entre os problemas de sade

    pblica mais comuns em todo o mundo. Entre suas consequncias esto a

    infertilidade feminina e masculina, a transmisso da me para o filho, determinando

    perdas gestacionais ou doenas congnitas e o aumento do risco para a infeco

    pelo HIV.

    Em 1999, a Organizao Mundial de Sade (OMS) estimou um total de 340 milhes

    de casos novos por ano de DTS curveis em todo o mundo, entre 15 a 49 anos, 10 a

    12 milhes destes casos no Brasil. Outros tantos milhes de DTS no curveis

    (virais), incluindo o herpes genital (HSV-2), infeces pelo papilomavirus humano

    (HPV), hepatite B (HBV) e infeco pelo HIV ocorrem anualmente.

    As DST voltaram a readquirir importncia como problema de sade pblica aps a

    epidemia de Aids. Estudos mostraram que pessoas com DST e infeces do trato

    reprodutivo no ulcerativas tm um risco aumentado em 3 a 10 vezes de se infectar

    pelo HIV, o que sobe para 18 vezes se a doena cursa com lceras genitais.

    Evidncias recentes sugerem que o herpes genital pode ser responsvel pela maior

    proporo de novas infeces por HIV.

    Por outro lado, se o portador de HIV tambm portador de alguma DST, mais

    facilmente transmitir o HIV aos seus parceiros sexuais. A concentrao mdia de

    HIV no lquido seminal oito vezes maior em homens com uretrite, sem diferena na

    concentrao sangunea; aps o tratamento, a concentrao seminal volta a ser

    comparvel. O HIV tambm est presente na secreo crvico vaginal numa

    frequncia duas vezes maior entre mulheres com gonorreia, trs vezes maior na

    presena de clamdia e quatro vezes maior se existe ulcerao no colo uterino ou na

    vagina.

    As DST de notificao compulsria so: AIDS, HIV na gestante/criana exposta,

    sfilis na gestao e sfilis congnita. Para as outras DST, no h um sistema de

    notificao compulsria e a ausncia de estudos de base populacional dificulta a

    visibilidade do problema e implantao de intervenes prioritrias, avaliao de sua

    efetividade e seu redirecionamento. necessrio um esforo coletivo para divulgar a

    situao das DST e capacitar os servios para atender clientes. O Sistema de sade

    precisa estar preparado para implementar estratgias de preveno e pronto-

    atendimento com interveno teraputica imediata, disponibilizao de insumos,

    mantendo confidencialidade e ausncia de discriminao.

    Metodologia:

    Efetuamos reviso de literatura das DSTs, pesquisamos informaes sobre o

    assunto, por meio de textos, livros, apostilas, sites e imagens.

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    Objetivo:

    Por este trabalho refletimos sobre a necessidade da preveno em relao s

    doenas sexualmente transmissveis durante as relaes sexuais.

    Essa preocupao com a preveno nada mais do que uma forma de expressar o

    amor ao seu parceiro e sua prpria vida antes de qualquer coisa. Isso evita que o

    sexo se torne, ao invs de algo prazeroso, fonte de preocupao e de srios ricos

    para a sade dos envolvidos.

    DOENAS SEXUALMENTE TRANSMISSVEIS

    Desde o incio da epidemia, em 1980, at junho de 2012, O Brasil tem 656.701

    casos registrados de Aids (condio em que a doena j se manifestou), de acordo

    com o ltimo Boletim Epidemiolgico. Em 2011, foram notificados 38.776 casos da

    doena e a taxa de incidncia de aids no Brasil foi de 20,2 casos por 100 mil

    habitantes.

    As diretrizes para diagnstico e tratamento precoces, incluindo a avaliao das

    parceiras sexuais, so pouco conhecidas ou implementadas pelo sistema de sade.

    No existe disponibilidade contnua de medicamentos padronizados para portadores

    de DST, bem como de preservativos. A atuao entre os trs nveis de governo

    estabelece que a aquisio dos medicamentos para as DST de responsabilidade

    dos estados e municpios, e a aquisio de preservativos compartilhada, sendo de

    80% de responsabilidade do nvel federal nas regies sul e sudeste e de 90% nas

    regies norte, nordeste e centro-oeste. Porm esta atuao vem sendo cumprida

    com dificuldades. Pouco se valoriza a preveno especificamente dirigida ao

    controle das DST (educao em sade, disseminao da informao para

    reconhecimento de sinais e sintomas, busca precoce por assistncia, convocao de

    parceiros, campanha em mdia, etc.). H nfase no diagnstico etiolgico, pouco se

    conhece o manejo sindrmico e os profissionais capacitados so insuficientes.

    Apesar dos avanos na ateno bsica nos ltimos anos, muitas unidades de sade

    tm restrita capacidade resolutiva e trabalham com agendamento de consultas,

    destinando pouco ou nenhum espao para atendimento demanda espontnea, no

    reconhecendo a DST sintomtica como uma emergncia. Isso restringe a

    acessibilidades servios, levando os homens portadores de DST a continuar

    procurando prontos socorros, frmacos, curandeiros ou automedicao. As

    mulheres, frequentemente assintomticas, no so rastreadas ou orientadas no seu

    atendimento ginecolgico. Finalmente, os servios que atendem DST tendem a ser

    clnicas especializadas, o que estigmatiza a populao que as procura.

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    As assistncias as DSTs deve ser realizada de forma integrada pelo Programa de

    Sade da Famlia, Unidade Bsicas de Sade (UBS) e servios de referncia

    regionalizados. O primeiro, pelas suas caractersticas, pode facilitar o acesso ao

    cuidado e a busca de parceiros sexuais, enquanto as UBS e os ltimos devem

    exercer um papel fundamental no tratamento adequado e seguimento clnico. Deve

    haver participao e controle de aes pelas organizaes da sociedade civil no

    acesso aos servios, no cumprimento da atuao para aquisio de medicamentos,

    na disponibilizao de insumos laboratoriais, na disponibilidade de preservativos e

    outros insumos.

    O atendimento imediato de uma DST no apenas uma ao curativa; tambm

    uma ao preventiva da transmisso e do surgimento de outras complicaes. Deve

    ser aproveitadas para realizao de aes de educao em sade individual e

    coletiva, atravs de vdeos educativos, dinmicas de grupo, abordagens de questes

    de cidadania, entre outras.

    Uma nica consulta deve prover diagnstico, tratamento e aconselhamento, alm do

    acesso aos insumos de preveno.

    Deve-se realizar tambm a triagem sorolgica para sfilis, HIV, alm de hepatite B e

    C, e durante o exame fsico devem ser feitas as coletas das secrees e material de

    leses, incluindo para o sexo feminino a colpocitologia oncolgica.

    Nesta etapa, tambm se recomenda a vacinao contra hepatite B para todos os

    portadores de DST com menos de 30 anos, exceto em zonas endmicas, onde s

    est indicada para os indivduos suscetveis identificados por sorologia.

    Outras doenas (como diabetes, dermatoses, imunodeficincia), o uso de

    medicamentos e questes socioeconmicas e culturais que podem interferir tanto no

    diagnstico como no tratamento das DST devem ser abordadas durante a consulta.

    H necessidade de conversar sobre aspectos da intimidade do indivduo, como suas

    prticas sexuais, fidelidade prpria e dos parceiros, violncia e coero sexual.

    Deve-se procurar entender as ideias do indivduo a respeito de riscos, doenas e

    sade. O cliente dever ser visto co

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