Doenças e pragas do jiloeiro 106 - ?· 2 Doenças e pragas do jiloeiro fitossanitários. Doenças e…

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<ul><li><p>Ricardo Borges PereiraEm. Agr., DSc.</p><p>Embrapa HortaliasBraslia, DF</p><p>ricardobp@cnph.embrapa.br</p><p>Jadir Borges PinheiroEng. Agr., DSc.</p><p>Embrapa HortaliasBraslia, DF</p><p>jadir@cnph.embrapa.br</p><p>Jorge Anderson GuimaresBiol., DSc.</p><p>Embrapa HortaliasBraslia, DF</p><p>jorge.anderson@cnph.embrapa.br</p><p>Ailton ReisEng. Ag. DSc</p><p>Embrapa HortaliasBraslia, DF</p><p>ailton@cnph.embrapa.br</p><p>ISSN 1415-3033</p><p>Doenas e pragas do jiloeiro</p><p>Circ</p><p>ular</p><p>Tc</p><p>nica</p><p>Braslia, DFOutubro, 2012</p><p>Autores Introduo</p><p>O jil (Solanum gilo Raddi) uma solancea tpica das regies tropicais. Sua origem ainda motivo de controvrsia. Alguns autores afirmam ser originrio da sia, outros da frica e que foram introduzidos no Brasil no sculo XVII com os escravos que vieram cultivar cana-de-acar no Estado de Pernambuco durante a colonizao.</p><p>O jiloeiro cultivado principalmente na Regio Sudeste do Brasil, e tem os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais como os principais produtores. Os Estados de So Paulo e Esprito Santo tambm apresentam expressiva produo no contexto nacional. As produtividades mdias nestas regies variam de 20 a 60 t.ha-1.O mercado dos Estados de Minas Gerais, Esprito Santo e Rio de Janeiro prefere cultivares de frutos alongados e colorao verde-clara, enquanto consumidores de So Paulo preferem frutos redondos e de colorao verde-escura.</p><p>O jiloeiro pertence famlia Solanaceae e apresenta frutos de casca fina, formato oblongo, redondo ou alongado e sabor amargo bastante caracterstico. cultivado basicamente na primavera-vero, no entanto, o cultivo nesta poca favorece a incidncia de insetos e doenas, que podem, muitas vezes, comprometer a produo.</p><p>O monocultivo praticado na produo de hortalias, principalmente em pequenas propriedades, aliado capacidade de alguns patgenos e insetos em atacar diferentes hospedeiras, tem contribudo para a intensificao dos problemas </p><p>106Fo</p><p>tos:</p><p> Ailt</p><p>on R</p><p>eis </p><p>e Jo</p><p>rge </p><p>A. G</p><p>uim</p><p>are</p><p>s</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro2</p><p>fitossanitrios. Doenas e pragas tm causado redues significativas na produo do jiloeiro quando no identificadas e controladas de forma adequada. Atualmente, poucas informaes sobre doenas, pragas e mtodos de controle esto disponveis em literatura especializada no Brasil. Dessa forma, esta circular tem como objetivo disponibilizar informaes gerais sobre a sintomatologia, epidemiologia e controle das principais doenas e pragas associadas ao jiloeiro.</p><p>Principais doenas</p><p>Antracnose dos frutos - Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum</p><p>A antracnose relatada como a doena mais importante na cultura em condies de clima ameno a quente e alta umidade relativa. Em pocas chuvosas e em locais de alta concentrao de inculo a doena pode afetar 100% dos frutos. Duas espcies fngicas j foram descritas como agentes causais da antracnose em jiloeiro no Brasil, Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum. Os patgenos atacam as plantas em qualquer fase de desenvolvimento. Nos frutos, os danos so mais importantes, tanto em campo como na fase ps-colheita.</p><p>Os sintomas tpicos da doena nos frutos consistem em leses deprimidas de formato e dimetro variveis, onde sob condies de alta umidade, ocorre a produo de uma massa rosada de condios produzidos em acrvulos no centro das leses (Figura 1). Esses sintomas, por vezes, </p><p>Foto</p><p>s: A</p><p>ilton</p><p> Rei</p><p>s</p><p>aparecem aps a colheita e durante o transporte dos frutos, acarretando prejuzos ainda maiores com a depreciao quase total do produto para a comercializao. Nas folhas e ramos os sintomas manifestam-se em forma de pequenas leses necrticas de contornos circulares a alongados (Figura 2).</p><p>A doena favorecida por temperaturas altas e presena de chuvas ou irrigao por asperso, devido fcil disperso dos condios do patgeno dentro da lavoura por meio de aerossis. O patgeno sobrevive em restos culturais e em frutos mumificados. Sementes contaminadas tambm podem constituir-se numa importante fonte de inculo e de disseminao do patgeno a longas distncias.</p><p>As medidas de controle recomendadas para a antracnose consistem no uso de sementes sadias; plantio de cultivares tolerantes a doena (ex. cultivar Tingu); plantio em reas distantes a outras solanceas hospedeiras, de preferncia reas mais altas e de menor umidade; realizao do raleio da cultura a fim de permitir melhor arejamento das plantas; eliminao de frutos doentes ou partes infectadas da planta; destruio de restos da cultura; rotao de culturas e tratamento qumico com fungicidas base de cobre.Figura 1. Sintomas de antracnose nos frutos do jiloeiro.</p><p>Figura 2. Sintomas da antracnose em fruto novo e em folha de </p><p>jiloeiro.</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro 3</p><p>Podrides-de-frutos (Phytophthora spp.; Sclerotium rolfsii; Pectobacterium spp.)</p><p>Alguns fungos, oomicetos e bactrias atacam os frutos do jiloeiro e causam diversos tipos de podrides. Entre os fungos, alm de Colletotrichum spp., Sclerotium rolfsii pode atacar os frutos em contato com o solo e causar uma podrido com presena de mofo branco e esclerdios aderidos a estes (Figura 3). Duas espcies de Phytophthora tm sido relatadas como agentes causais de podrides em frutos de jiloeiro, P. nicotianae e P. capsici. Estas podrides so frequentes na estao chuvosa e se iniciam como leso amarronzada, progredindo para podrido total do fruto, quando estes ficam cobertos por um mofo branco cotonoso, nas horas de alta umidade do ar (Figura 4). Espcies de bactrias do gnero Pectobacterium, antes conhecidas como Erwinia, </p><p>podem atacar frutos de jiloeiro, causando podrido mole (Figura 5). Estas bactrias penetram nos frutos, geralmente, aps ferimento por insetos.</p><p>Murcha-de-Verticlio Verticillium dahliae</p><p>A murcha-de-Verticlio uma doena importante em jil no Brasil. Sua ocorrncia tem aumentando nas regies onde se cultiva o jil e outras solanceas como o tomate e a berinjela. Verticillium dahliae ataca diversas culturas, como amendoim, quiabo, berinjela, tomate, morango, melo, batata, algodo, feijo e outras; e plantas daninhas, como beldroega, guanxuma, jo, maria-pretinha e datura. A doena favorecida por temperaturas entre 22 e 26C. A umidade no um fator limitante, uma vez que as condies de umidade do solo favorveis s plantas tambm so favorveis ao patgeno.</p><p>Seus sintomas so inicialmente observados nas folhas mais velhas, onde se constata murcha e amarelecimento do tecido do limbo, a partir de seu bordo, em forma de V com o vrtice voltado para a nervura principal, seguido de necrose do tecido (Figura 6). O sintoma de murcha nas folhas deve-se infeco do patgeno pelas razes e posterior colonizao ascendente dos vasos do xilema, podendo atingir os frutos e sementes. Este sintoma mais evidente nos perodos mais quentes do dia. Desta forma, ao examinar a regio vascular, seja haste ou pecolo, constata-se alterao na colorao, de branca para marrom ou preta. comum a ocorrncia do patgeno em reboleiras. Em variedades altamente suscetveis, a doena pode levar a murcha total e morte da planta. Entretanto, na maioria das vezes, as plantas no morrem, mas apresentam menor desenvolvimento e reduo no nmero e/ou tamanho dos frutos.</p><p>Figura 3. Podrido em frutos de jil, causada por Sclerotium </p><p>rolfsii.</p><p>Foto</p><p>s: A</p><p>ilton</p><p> Rei</p><p>s</p><p>Figura 4. Podrido em fruto de jil, causada por Phytophthora </p><p>nicotianae.</p><p>Figura 5. Podrido mole, causada por uma bactria pectionoltica, </p><p>em fruto de jil.</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro4</p><p>A murcha-de-verticlio uma doena monocclica, ou seja, onde o inculo inicial tem grande importncia no desenvolvimento da doena. O fungo pode permanecer no solo na forma de estruturas de resistncia (microesclerdios) por muitos anos, mesmo na ausncia do hospedeiro, ou em restos de cultura ou infectando plantas voluntrias e invasoras.</p><p>A disseminao do patgeno no campo se d por meio de mquinas e equipamentos contaminados ou gua de chuva ou irrigao, e a longas distncias por meio de sementes e mudas contaminadas.</p><p>O controle da doena consiste no emprego de medidas preventivas, como o uso de sementes sadias; plantio em reas livres do patgeno (dar preferncia a locais onde no foi plantado tomateiro e outros hospedeiros); destruio dos restos de cultura; controle rigoroso de plantas voluntrias e invasoras dentro e/ou prximo rea de cultivo; alm da rotao de cultura, principalmente com gramneas. No h cultivares resistentes. A adubao equilibrada das plantas tambm auxilia no controle da doena, pois possibilita uma maior tolerncia das plantas aos efeitos adversos da infeco.</p><p>Tombamento de mudas (damping-off) e podrides do colo e razes - Rhizoctonia solani, Pythium spp., Phytophthora spp. e Sclerotium rolfsii.</p><p>A podrido do colo e razes e o tombamento de mudas so doenas importantes nas fases de sementeira e viveiro, ou durante os estdios iniciais de desenvolvimento do jiloeiro. Estas doenas podem causar a reduo da populao de plantas, com reflexos negativos na produtividade. Vrios patgenos podem causar tombamento de mudas e muitos deles so fungos de sistema radicular bastantes adaptados ao solo. O tombamento e a podrides do colo e razes so causados por fungos, em especial os pertencentes aos gneros Rhizoctonia, Pythium, Fusarium e Phytophthora, que so comumente encontrados no solo e possuem alta capacidade de atacar plantas jovens. O tombamento ocorre normalmente associado ao excesso de umidade do solo.</p><p>Os sintomas do tombamento iniciam-se com o encharcamento dos tecidos da regio do coleto, seguido da murcha da planta e necrose da regio encharcada, levando a planta morte. Normalmente observa-se o afinamento da regio na rea infectada, que cauda o tombamento das plantas (Figura 7). Os patgenos tambm podem afetar </p><p>Foto</p><p>s: A</p><p>ilton</p><p> Rei</p><p>s</p><p>Figura 7. Sintomas de podrido e estrangulamento de colo de </p><p>mudas de jil, causados por Pythium sp. </p><p>Figura 6. Sintomas de murcha-de-verticlio em jiloeiro.</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro 5</p><p>a regio do coleto causando o anelamento das plantas e a podrido de razes, reduzindo de forma significativa o crescimento das plantas. </p><p>Os patgenos associados a essas doenas sobrevivem em restos de cultura no solo e so disseminados principalmente por enxurrada, solo aderido a implementos agrcolas e irrigaes por sulco. A alta umidade do solo (encharcamento) favorece o tombamento causado por Pythium e Phytophthora. Solos muito midos ou muito secos so desfavorveis a R. solani.</p><p>A faixa de temperatura favorvel a estas doenas bastante ampla. Para R. solani, a doena tende a ser mais severa em temperaturas entre 15 e 18C. Alm da temperatura e umidade do solo, o crescimento de ambos os patgenos influenciado por outros fatores, como pH, teor de matria orgnica e textura do solo. Plantios adensados e solos mal drenados podem favorecer a infeco por estes patgenos.</p><p>As principais medidas de controle so preventivas. Nas sementeiras, recomenda-se o uso de bandejas novas ou devidamente desinfestadas e substratos de boa drenagem e estreis. Quando optar por solo, escolher locais bem ventilado, solos novos de boa drenagem e realizar a solarizao. Deve-se evitar encharcamento da sementeira e a adubao nitrogenada em excesso e realizar o raleamento da sementeira para favorecer o arejamento das mudas. Em campo, evitar plantio em solos mal drenados e contaminados, utilizar menores densidades de plantio para favorecer o arejamento da lavoura e no irrigar excessivamente o campo logo aps o transplantio. No caso de tombamento causado por Pythium spp. e Phytophthora spp. pode-se realizar a aplicao direcionada de fungicidas base de cobre (oxicloreto de cobre) na regio do coleto da planta. No caso da podrido-das-razes causada por Sclerotium rolfsii ou de tombamento causado por Rhizoctonia pode-se realizar a aplicao de fungicidas.</p><p>Mancha-de-estenflio Stemphylium solani</p><p>Esta doena pode causar prejuzos aos produtores de jil em anos muito chuvosos. Stemphylium solani j foi relatado atacando diversas plantas solanceas no Brasil, como berinjela, tomate, pimento e </p><p>pimentas, alm de plantas invasoras como lobeira, jo-bravo e falso-jo-de-capote e ainda plantas pertencentes a outras famlias botnicas como o algodoeiro e o manjerico.</p><p>Provoca danos tanto na formao de muda (Figura 8) quanto nas plantas adultas, causando leses nas folhas e reduo da rea fotossinttica. Os sintomas da doena ocorrem tanto em folhas velhas como folhas novas onde so formadas leses necrticas, irregulares, pardas, de centro mais claro, podendo ou no romper a parte central do tecido necrosado (Figura 9).</p><p>Foto</p><p>s: A</p><p>ilton</p><p> Rei</p><p>s</p><p>Figura 8. Sintomas de mancha-de-estenflio em mudas de jiloeiro.</p><p>Figura 9. Sintoma de mancha-de-estenflio em folha de jiloeiro </p><p>adulto.</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro6</p><p>O patgeno pode sobreviver de um ano para o outro em restos de cultura, em plantas voluntrias ou associado a outras hospedeiras, inclusive plantas daninhas. A disseminao do patgeno pode ocorrer principalmente por meio de mudas contaminadas e por ventos. Os esporos germinam facilmente na presena de gua e em temperatura elevada, produzindo um intenso crescimento em uma nica noite. Temperaturas na faixa de 24 a 27C e alta umidade relativa favorecem a ocorrncia de epidemias da doena.</p><p>Para o controle da doena, recomenda-se a rotao de cultura com espcies no hospedeiras; evitar o plantio em reas prximas a lavouras de outras solanceas; destruio de restos de cultura; eliminao de plantas daninhas prximas a rea de cultivo e evitar irrigaes frequentes, principalmente por asperso.</p><p>Murcha bacteriana Ralstonia solanacearum</p><p>Em geral, Ralstonia solanacearum no causa no jiloeiro tantos danos como causa em tomate e batata. Contudo, h relatos de destruio de culturas em algumas Regies, principalmente Norte e Nordeste.</p><p>A doena geralmente aparece formando reboleiras. Plantas afetadas podem no murchar e apresentar apenas uma reduo em crescimento. Quando murcham, o principal sintoma da doena a murcha da parte area, principalmente nas horas mais quentes do dia, recuperando a turgidez nos horrios de temperaturas mais amenas (Figura 10). Plantas atacadas pela bactria apresentam, principalmente na regio do coleto, o escurecimento dos feixes vasculares que podem ser facilmente visualizados realizando-se um corte longitudinal nesta regio. </p><p>Uma vez instalada a doena, sua erradicao torna-se praticamente impossvel, pois a bactria pode sobreviver no solo por longos perodos. Sua disseminao ocorre atravs da movimentao do solo, enxurradas provenientes de campo de produo contaminados e implementos agrcolas. As condies ideais para o desenvolvimento da doena so temperaturas entre 28 e 30C e alta umidade do solo. Ferimentos causados por nematoides e outras pragas de solo servem de porta de entrada para a bactria.</p><p>A principal medida para o controle da murcha bacteriana a preveno. Assim, recomenda-se plantio de mudas sadias, evitar o cultivo em reas anteriormente cultivadas com plantas hospedeiras do patgeno e tomar cuidados com a origem da gua de irrigao. Em reas infestadas, fazer a solarizao do solo, utilizar rotao de culturas principalmente com gramneas por perodos superiores a dois anos e eliminar plantas daninhas.</p><p>Nematoide-das-galhas - Meloidogyne spp.</p><p>O nematoide-das-galhas, geralmente as espcies Meloidogyne incognita e M. javanica, so as que causam danos mais significativos cultura do jiloeiro. Estas apresentam distribuio no Brasil, embora outras espcies como, M. hapla e M. arenaria, sejam observadas em reas isoladas do pas.</p><p>Aps a penetrao dos nematoides nas razes induz a formao de galhas nas razes (Figura 11). Aps vrias invases nas razes, por inmeros juvenis, as galhas formadas apresentam forma alongada e com aspecto de inchaos ao longo do sistema radicular. As galhas tambm podem se apresentar grandes e irregulares e apodrecer rapidamente devido invaso de patgenos secundrios, tais como fungos e bactrias de solo com intensificao dos danos. O transporte de nutrientes e sais minerais das razes para a parte area das plantas afetado, resultando em murchas e deficincias nutricionais (Figura 12). Os sintomas no campo podem apresentar-se na forma de reboleiras de formato irregular com plantas raquticas, murchas e amarelecidas.</p><p>Foto</p><p>: A</p><p>ilton</p><p> Rei</p><p>s</p><p>Figura 10. Sintomas de murcha bacteriana em jiloeiro, causada </p><p>por Ralstonia solanacearum.</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro 7</p><p>Ocorre geralmente em perodos mais quentes do ano, com temperaturas acima de 27C, e em solos arenosos, pois favorecem a multiplicao e disseminao do patgeno.</p><p>A idade da planta no momento da penetrao e infeco, densidade populacional do inculo, solos arenosos e outros fatores tm grande interferncia sobre os danos causados pela infeco de Meloidogyne na cultura do jiloeiro.</p><p>Existem diversas formas de disseminao de nematoides, entretanto, destacam-se a irrigao com gua contaminada, mudas contaminadas, movimentao de animais, mquinas e implementos agrcolas e do homem em reas de cultivo.</p><p>O controle dos nematoides na cultura do jiloeiro complexo, pois estes organismos so habitantes de solo onde, sob condies favorveis de temperatura e umidade, multiplicam-se com rapidez. Por isso, o controle efetivo envolve a integrao de vrias medidas, principalmente a escolha da rea de plantio e o preparo das mudas. Outras medidas para o controle desses patgenos incluem: rotao de culturas com espcies no hospedeiras como amendoim, braquirias e mamona; alqueive com araes e com o revolvimento peridico do solo em perodos de 15 a 20 dias antes do plantio para exposio dos nematoides a radiao solar; uso de plantas antagonistas como Crotalaria spectabilis, C. breviflora, cravo-de-defunto e mucunas.</p><p>O uso de matria orgnica contribui para a reduo dos nveis populacionais dos nematoides e funciona como condicionador do solo, favorecendo suas propriedades fsicas, alm de contribuir com fornecimento de nutrientes, principalmente o nitrognio. As plantas so favorecidas em relao ao ataque dos nematoides pelo seu crescimento mais vigoroso. Alm disso, a matria orgnica estimula o aumento da populao de microrganismos de solo, em especial de inimigos naturais dos nematoides, alm de liberar substncias txicas que contribuem para a mortalidade destes. A eliminao de plantas daninhas hospedeiras como arrebenta- cavalo (Solanum aculeatissimum Jacq.), caruru-da-espinho (Amaranthus spinosus L.), maria-pretinha (Solanum americanum Mill.), melo-de-so-caetano (Momordica charantia L.) e outras e a remoo de restos de culturais ou sua exposio aos raios solares tambm reduzem consideravelmente a populao de nematoides para os prximos plantios.</p><p>Principais insetos e caros</p><p>Mosca-branca - Bemisia tabaci bitipo B</p><p>A mosca-branca um Hemptero da famlia Aleyrodidae, que possui 1 mm de comprimento e quatro asas membranosas recobertas por uma </p><p>Foto</p><p>: Ja</p><p>dir </p><p>Bor</p><p>ges </p><p>Pinh</p><p>eiro</p><p>Foto</p><p>: A</p><p>ilton</p><p> Rei</p><p>s</p><p>Figura 11. Galhas em razes de jiloeiro causadas por Meloidogyne </p><p>spp.</p><p>Figura 12. Amarelecimento e murcha e jiloeiro causadas pelo </p><p>ataque do nematoide-das-galhas (Meloidogyne spp.).</p></li><li><p>Doenas e pragas do jiloeiro8</p><p>pulverulncia branca (Figura 13). Vivem geralmente em colnias numerosas na face inferior da folha, onde a fmea realiza a postura dos ovos de preferncia nas folhas novas em desenvolvimento no tero apical e mediano da planta. Cada fmea produz em mdia de 150 a 160 ovos durante o ciclo de vida, que dura em mdia 15 dias.</p><p>T