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  • Ricardo Borges PereiraEm. Agr., DSc.

    Embrapa HortaliasBraslia, DF

    ricardobp@cnph.embrapa.br

    Jadir Borges PinheiroEng. Agr., DSc.

    Embrapa HortaliasBraslia, DF

    jadir@cnph.embrapa.br

    Jorge Anderson GuimaresBiol., DSc.

    Embrapa HortaliasBraslia, DF

    jorge.anderson@cnph.embrapa.br

    Ailton ReisEng. Ag. DSc

    Embrapa HortaliasBraslia, DF

    ailton@cnph.embrapa.br

    ISSN 1415-3033

    Doenas e pragas do jiloeiro

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    Braslia, DFOutubro, 2012

    Autores Introduo

    O jil (Solanum gilo Raddi) uma solancea tpica das regies tropicais. Sua origem ainda motivo de controvrsia. Alguns autores afirmam ser originrio da sia, outros da frica e que foram introduzidos no Brasil no sculo XVII com os escravos que vieram cultivar cana-de-acar no Estado de Pernambuco durante a colonizao.

    O jiloeiro cultivado principalmente na Regio Sudeste do Brasil, e tem os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais como os principais produtores. Os Estados de So Paulo e Esprito Santo tambm apresentam expressiva produo no contexto nacional. As produtividades mdias nestas regies variam de 20 a 60 t.ha-1.O mercado dos Estados de Minas Gerais, Esprito Santo e Rio de Janeiro prefere cultivares de frutos alongados e colorao verde-clara, enquanto consumidores de So Paulo preferem frutos redondos e de colorao verde-escura.

    O jiloeiro pertence famlia Solanaceae e apresenta frutos de casca fina, formato oblongo, redondo ou alongado e sabor amargo bastante caracterstico. cultivado basicamente na primavera-vero, no entanto, o cultivo nesta poca favorece a incidncia de insetos e doenas, que podem, muitas vezes, comprometer a produo.

    O monocultivo praticado na produo de hortalias, principalmente em pequenas propriedades, aliado capacidade de alguns patgenos e insetos em atacar diferentes hospedeiras, tem contribudo para a intensificao dos problemas

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    fitossanitrios. Doenas e pragas tm causado redues significativas na produo do jiloeiro quando no identificadas e controladas de forma adequada. Atualmente, poucas informaes sobre doenas, pragas e mtodos de controle esto disponveis em literatura especializada no Brasil. Dessa forma, esta circular tem como objetivo disponibilizar informaes gerais sobre a sintomatologia, epidemiologia e controle das principais doenas e pragas associadas ao jiloeiro.

    Principais doenas

    Antracnose dos frutos - Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum

    A antracnose relatada como a doena mais importante na cultura em condies de clima ameno a quente e alta umidade relativa. Em pocas chuvosas e em locais de alta concentrao de inculo a doena pode afetar 100% dos frutos. Duas espcies fngicas j foram descritas como agentes causais da antracnose em jiloeiro no Brasil, Colletotrichum gloeosporioides e C. acutatum. Os patgenos atacam as plantas em qualquer fase de desenvolvimento. Nos frutos, os danos so mais importantes, tanto em campo como na fase ps-colheita.

    Os sintomas tpicos da doena nos frutos consistem em leses deprimidas de formato e dimetro variveis, onde sob condies de alta umidade, ocorre a produo de uma massa rosada de condios produzidos em acrvulos no centro das leses (Figura 1). Esses sintomas, por vezes,

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    aparecem aps a colheita e durante o transporte dos frutos, acarretando prejuzos ainda maiores com a depreciao quase total do produto para a comercializao. Nas folhas e ramos os sintomas manifestam-se em forma de pequenas leses necrticas de contornos circulares a alongados (Figura 2).

    A doena favorecida por temperaturas altas e presena de chuvas ou irrigao por asperso, devido fcil disperso dos condios do patgeno dentro da lavoura por meio de aerossis. O patgeno sobrevive em restos culturais e em frutos mumificados. Sementes contaminadas tambm podem constituir-se numa importante fonte de inculo e de disseminao do patgeno a longas distncias.

    As medidas de controle recomendadas para a antracnose consistem no uso de sementes sadias; plantio de cultivares tolerantes a doena (ex. cultivar Tingu); plantio em reas distantes a outras solanceas hospedeiras, de preferncia reas mais altas e de menor umidade; realizao do raleio da cultura a fim de permitir melhor arejamento das plantas; eliminao de frutos doentes ou partes infectadas da planta; destruio de restos da cultura; rotao de culturas e tratamento qumico com fungicidas base de cobre.Figura 1. Sintomas de antracnose nos frutos do jiloeiro.

    Figura 2. Sintomas da antracnose em fruto novo e em folha de

    jiloeiro.

  • Doenas e pragas do jiloeiro 3

    Podrides-de-frutos (Phytophthora spp.; Sclerotium rolfsii; Pectobacterium spp.)

    Alguns fungos, oomicetos e bactrias atacam os frutos do jiloeiro e causam diversos tipos de podrides. Entre os fungos, alm de Colletotrichum spp., Sclerotium rolfsii pode atacar os frutos em contato com o solo e causar uma podrido com presena de mofo branco e esclerdios aderidos a estes (Figura 3). Duas espcies de Phytophthora tm sido relatadas como agentes causais de podrides em frutos de jiloeiro, P. nicotianae e P. capsici. Estas podrides so frequentes na estao chuvosa e se iniciam como leso amarronzada, progredindo para podrido total do fruto, quando estes ficam cobertos por um mofo branco cotonoso, nas horas de alta umidade do ar (Figura 4). Espcies de bactrias do gnero Pectobacterium, antes conhecidas como Erwinia,

    podem atacar frutos de jiloeiro, causando podrido mole (Figura 5). Estas bactrias penetram nos frutos, geralmente, aps ferimento por insetos.

    Murcha-de-Verticlio Verticillium dahliae

    A murcha-de-Verticlio uma doena importante em jil no Brasil. Sua ocorrncia tem aumentando nas regies onde se cultiva o jil e outras solanceas como o tomate e a berinjela. Verticillium dahliae ataca diversas culturas, como amendoim, quiabo, berinjela, tomate, morango, melo, batata, algodo, feijo e outras; e plantas daninhas, como beldroega, guanxuma, jo, maria-pretinha e datura. A doena favorecida por temperaturas entre 22 e 26C. A umidade no um fator limitante, uma vez que as condies de umidade do solo favorveis s plantas tambm so favorveis ao patgeno.

    Seus sintomas so inicialmente observados nas folhas mais velhas, onde se constata murcha e amarelecimento do tecido do limbo, a partir de seu bordo, em forma de V com o vrtice voltado para a nervura principal, seguido de necrose do tecido (Figura 6). O sintoma de murcha nas folhas deve-se infeco do patgeno pelas razes e posterior colonizao ascendente dos vasos do xilema, podendo atingir os frutos e sementes. Este sintoma mais evidente nos perodos mais quentes do dia. Desta forma, ao examinar a regio vascular, seja haste ou pecolo, constata-se alterao na colorao, de branca para marrom ou preta. comum a ocorrncia do patgeno em reboleiras. Em variedades altamente suscetveis, a doena pode levar a murcha total e morte da planta. Entretanto, na maioria das vezes, as plantas no morrem, mas apresentam menor desenvolvimento e reduo no nmero e/ou tamanho dos frutos.

    Figura 3. Podrido em frutos de jil, causada por Sclerotium

    rolfsii.

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    Figura 4. Podrido em fruto de jil, causada por Phytophthora

    nicotianae.

    Figura 5. Podrido mole, causada por uma bactria pectionoltica,

    em fruto de jil.

  • Doenas e pragas do jiloeiro4

    A murcha-de-verticlio uma doena monocclica, ou seja, onde o inculo inicial tem grande importncia no desenvolvimento da doena. O fungo pode permanecer no solo na forma de estruturas de resistncia (microesclerdios) por muitos anos, mesmo na ausncia do hospedeiro, ou em restos de cultura ou infectando plantas voluntrias e invasoras.

    A disseminao do patgeno no campo se d por meio de mquinas e equipamentos contaminados ou gua de chuva ou irrigao, e a longas distncias por meio de sementes e mudas contaminadas.

    O controle da doena consiste no emprego de medidas preventivas, como o uso de sementes sadias; plantio em reas livres do patgeno (dar preferncia a locais onde no foi plantado tomateiro e outros hospedeiros); destruio dos restos de cultura; controle rigoroso de plantas voluntrias e invasoras dentro e/ou prximo rea de cultivo; alm da rotao de cultura, principalmente com gramneas. No h cultivares resistentes. A adubao equilibrada das plantas tambm auxilia no controle da doena, pois possibilita uma maior tolerncia das plantas aos efeitos adversos da infeco.

    Tombamento de mudas (damping-off) e podrides do colo e razes - Rhizoctonia solani, Pythium spp., Phytophthora spp. e Sclerotium rolfsii.

    A podrido do colo e razes e o tombamento de mudas so doenas importantes nas fases de sementeira e viveiro, ou durante os estdios iniciais de desenvolvimento do jiloeiro. Estas doenas podem causar a reduo da populao de plantas, com reflexos negativos na produtividade. Vrios patgenos podem causar tombamento de mudas e muitos deles so fungos de sistema radicular bastantes adaptados ao solo. O tombamento e a podrides do colo e razes so causados por fungos, em especial os pertencentes aos gneros Rhizoctonia, Pythium, Fusarium e Phytophthora, que so comumente encontrados no solo e possuem alta capacidade de atacar plantas jovens. O tombamento ocorre normalmente associado ao excesso de umidade do solo.

    Os sintomas do tombamento iniciam-se com o encharcamento dos tecidos da regio do coleto, seguido da murcha da planta e necrose da regio encharcada, levando a planta morte. Normalmente observa-se o afinamento da regio na rea infectada, que cauda o tombamento das plantas (Figura 7). Os patgenos tambm podem afetar

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    Figura 7. Sintomas de podrido e estrangulamento de colo de

    mudas de jil, causados por Pythium sp.

    Figura 6. Sintomas de murcha-de-verticlio em jiloeiro.

  • Doenas e pragas do jiloeiro 5

    a regio do coleto causando o anelamento das plantas e a podrido de razes, reduzindo de forma significativa o crescimento das plantas.

    Os patgenos associados a essas doenas sobrevivem em restos de cultura no solo e so disseminados principalmente por enxurrada, solo aderido a implementos agrcolas e irrigaes por sulco. A alta umidade do solo (encharcamento) favorece o tombamento causado por Pythium e Phytophthora. Solos muito midos ou muito secos so desfavorveis a R. solani.

    A faixa de temperatura favorvel a estas doenas bastante ampla. Para R. solani, a doena tende a ser mais severa em temperaturas entre 15 e 18C. Alm da temperatura e umidade do solo, o crescimento de ambos os patgenos influenciado por outros fatores, como pH, teor de matria orgnica e textura do solo. Plantios adensados e solos mal drenados podem favorecer a infeco por estes patgenos.

    As principais medidas de controle so preventivas. Nas sementeiras, recomenda-se o uso de bandejas novas ou devidamente desinfestadas e substratos de boa drenagem e estreis. Quando optar por solo, escolher locais bem ventilado, solos novos de boa drenagem e realizar a solarizao. Deve-se evitar encharcamento da sementeira e a adubao nitrogenada em excesso e realizar o raleamento da sementeira para favorecer o arejamento das mudas. Em campo, evitar plantio em solos mal drenados e contaminados, utilizar menores densidades de plantio para favorecer o arejamento da lavoura e no irrigar excessivamente o campo logo aps o transplantio. No caso de tombamento causado por Pythium spp. e Phytophthora spp. pode-se realizar a aplicao direcionada de fungicidas base de cobre (oxicloreto de cobre) na regio do coleto da planta. No caso da podrido-das-razes causada por Sclerotium rolfsii ou de tombamento causado por Rhizoctonia pode-se realizar a aplicao de fungicidas.

    Mancha-de-estenflio Stemphylium solani

    Esta doena pode causar prejuzos aos produtores de jil em anos muito chuvosos. Stemphylium solani j foi relatado atacando diversas plantas solanceas no Brasil, como berinjela, tomate, pimento e

    pimentas, alm de plantas invasoras como lobeira, jo-bravo e falso-jo-de-capote e ainda plantas pertencentes a outras famlias botnicas como o algodoeiro e o manjerico.

    Provoca danos tanto na formao de muda (Figura 8) quanto nas plantas adultas, causando leses nas folhas e reduo da rea fotossinttica. Os sintomas da doena ocorrem tanto em folhas velhas como folhas novas onde so formadas leses necrticas, irregulares, pardas, de centro mais claro, podendo ou no romper a parte central do tecido necrosado (Figura 9).

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    Figura 8. Sintomas de mancha-de-estenflio em mudas de jiloeiro.

    Figura 9. Sintoma de mancha-de-estenflio em folha de jiloeiro

    adulto.

  • Doenas e pragas do jiloeiro6

    O patgeno pode sobreviver de um ano para o outro em restos de cultura, em plantas voluntrias ou associado a outras hospedeiras, inclusive plantas daninhas. A disseminao do patgeno pode ocorrer principalmente por meio de mudas contaminadas e por ventos. Os esporos germinam facilmente na presena de gua e em temperatura elevada, produzindo um intenso crescimento em uma nica noite. Temperaturas na faixa de 24 a 27C e alta umidade relativa favorecem a ocorrncia de epidemias da doena.

    Para o controle da doena, recomenda-se a rotao de cultura com espcies no hospedeiras; evitar o plantio em reas prximas a lavouras de outras solanceas; destruio de restos de cultura; eliminao de plantas daninhas prximas a rea de cultivo e evitar irrigaes frequentes, principalmente por asperso.

    Murcha bacteriana Ralstonia solanacearum

    Em geral, Ralstonia solanacearum no causa no jiloeiro tantos danos como causa em tomate e batata. Contudo, h relatos de destruio de culturas em algumas Regies, principalmente Norte e Nordeste.

    A doena geralmente aparece formando reboleiras. Plantas afetadas podem no murchar e apresentar apenas uma reduo em crescimento. Quando murcham, o principal sintoma da doena a murcha da parte area, principalmente nas horas mais quentes do dia, recuperando a turgidez nos horrios de temperaturas mais amenas (Figura 10). Plantas atacadas pela bactria apresentam, principalmente na regio do coleto, o escurecimento dos feixes vasculares que podem ser facilmente visualizados realizando-se um corte longitudinal nesta regio.

    Uma vez instalada a doena, sua erradicao torna-se praticamente impossvel, pois a bactria pode sobreviver no solo por longos perodos. Sua disseminao ocorre atravs da movimentao do solo, enxurradas provenientes de campo de produo contaminados e implementos agrcolas. As condies ideais para o desenvolvimento da doena so temperaturas entre 28 e 30C e alta umidade do solo. Ferimentos causados por nematoides e outras pragas de solo servem de porta de entrada para a bactria.

    A principal medida para o controle da murcha bacteriana a preveno. Assim, recomenda-se plantio de mudas sadias, evitar o cultivo em reas anteriormente cultivadas com plantas hospedeiras do patgeno e tomar cuidados com a origem da gua de irrigao. Em reas infestadas, fazer a solarizao do solo, utilizar rotao de culturas principalmente com gramneas por perodos superiores a dois anos e eliminar plantas daninhas.

    Nematoide-das-galhas - Meloidogyne spp.

    O nematoide-das-galhas, geralmente as espcies Meloidogyne incognita e M. javanica, so as que causam danos mais significativos cultura do jiloeiro. Estas apresentam distribuio no Brasil, embora outras espcies como, M. hapla e M. arenaria, sejam observadas em reas isoladas do pas.

    Aps a penetrao dos nematoides nas razes induz a formao de galhas nas razes (Figura 11). Aps vrias invases nas razes, por inmeros juvenis, as galhas formadas apresentam forma alongada e com aspecto de inchaos ao longo do sistema radicular. As galhas tambm podem se apresentar grandes e irregulares e apodrecer rapidamente devido invaso de patgenos secundrios, tais como fungos e bactrias de solo com intensificao dos danos. O transporte de nutrientes e sais minerais das razes para a parte area das plantas afetado, resultando em murchas e deficincias nutricionais (Figura 12). Os sintomas no campo podem apresentar-se na forma de reboleiras de formato irregular com plantas raquticas, murchas e amarelecidas.

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    Figura 10. Sintomas de murcha bacteriana em jiloeiro, causada

    por Ralstonia solanacearum.

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    Ocorre geralmente em perodos mais quentes do ano, com temperaturas acima de 27C, e em solos arenosos, pois favorecem a multiplicao e disseminao do patgeno.

    A idade da planta no momento da penetrao e infeco, densidade populacional do inculo, solos arenosos e outros fatores tm grande interferncia sobre os danos causados pela infeco de Meloidogyne na cultura do jiloeiro.

    Existem diversas formas de disseminao de nematoides, entretanto, destacam-se a irrigao com gua contaminada, mudas contaminadas, movimentao de animais, mquinas e implementos agrcolas e do homem em reas de cultivo.

    O controle dos nematoides na cultura do jiloeiro complexo, pois estes organismos so habitantes de solo onde, sob condies favorveis de temperatura e umidade, multiplicam-se com rapidez. Por isso, o controle efetivo envolve a integrao de vrias medidas, principalmente a escolha da rea de plantio e o preparo das mudas. Outras medidas para o controle desses patgenos incluem: rotao de culturas com espcies no hospedeiras como amendoim, braquirias e mamona; alqueive com araes e com o revolvimento peridico do solo em perodos de 15 a 20 dias antes do plantio para exposio dos nematoides a radiao solar; uso de plantas antagonistas como Crotalaria spectabilis, C. breviflora, cravo-de-defunto e mucunas.

    O uso de matria orgnica contribui para a reduo dos nveis populacionais dos nematoides e funciona como condicionador do solo, favorecendo suas propriedades fsicas, alm de contribuir com fornecimento de nutrientes, principalmente o nitrognio. As plantas so favorecidas em relao ao ataque dos nematoides pelo seu crescimento mais vigoroso. Alm disso, a matria orgnica estimula o aumento da populao de microrganismos de solo, em especial de inimigos naturais dos nematoides, alm de liberar substncias txicas que contribuem para a mortalidade destes. A eliminao de plantas daninhas hospedeiras como arrebenta- cavalo (Solanum aculeatissimum Jacq.), caruru-da-espinho (Amaranthus spinosus L.), maria-pretinha (Solanum americanum Mill.), melo-de-so-caetano (Momordica charantia L.) e outras e a remoo de restos de culturais ou sua exposio aos raios solares tambm reduzem consideravelmente a populao de nematoides para os prximos plantios.

    Principais insetos e caros

    Mosca-branca - Bemisia tabaci bitipo B

    A mosca-branca um Hemptero da famlia Aleyrodidae, que possui 1 mm de comprimento e quatro asas membranosas recobertas por uma

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    Figura 11. Galhas em razes de jiloeiro causadas por Meloidogyne

    spp.

    Figura 12. Amarelecimento e murcha e jiloeiro causadas pelo

    ataque do nematoide-das-galhas (Meloidogyne spp.).

  • Doenas e pragas do jiloeiro8

    pulverulncia branca (Figura 13). Vivem geralmente em colnias numerosas na face inferior da folha, onde a fmea realiza a postura dos ovos de preferncia nas folhas novas em desenvolvimento no tero apical e mediano da planta. Cada fmea produz em mdia de 150 a 160 ovos durante o ciclo de vida, que dura em mdia 15 dias.

    Tanto ninfas como adultos sugam a seiva da planta, favorecendo o aparecimento da fumagina (Capnodium sp.), que prejudica a fotossntese da planta. Contudo, os maiores prejuzos observados na cultura deve-se a injeo de toxinas no sistema vascular, que afeta a fisiologia da planta.

    O manejo da mosca-branca pode ser realizado por meio de medidas preventivas de controle, como a instalao de telado em viveiros e sementeiras, utilizao de barreiras com milho, sorgo ou crotalria ao redor da rea de plantio e cobertura morta. O controle qumico pode ser realizado com a pulverizao direcionada de imidaclopride nas folhas infestadas.

    Pulges - Myzus persicae e Macrosiphum euphorbiae

    Os pulges pertencem famlia Aphididae. So insetos de 1 a 2 mm de comprimento, com corpo periforme e mole, antenas bem desenvolvidas e aparelho bucal tipo sugador. No final do abdome

    possuem dois apndices tubulares laterais, chamados sifnculos e um central, denominado codcula (Figura 14), por onde so expelidas grandes quantidades de lquido adocicado.

    Vivem agrupados em colnias, compostas por ninfas e adultos, alojadas na face inferior das folhas da planta. No Brasil s ocorrem pulges fmeas, que se reproduzem por partenognese. Ao se alimentarem, injetam toxinas nas plantas, induzindo o aparecimento de necroses, principalmente ao longo das nervuras. Alm dos danos diretos, podem ser vetores de viroses.

    Para o controle desses insetos utilizam-se as mesmas prticas recomendadas para o controle da mosca-branca.

    Tripes Frankliniella schultzei e Thrips palmi

    Pertence ordem Thysanoptera, famlia Thripidae. Thrips palmi. uma praga polfaga, que ataca jil, berinjela, pepino e pimento. J Frankliniella schultzei est disseminada no continente americano, principalmente nas zonas tropicais, subtropicais e temperadas, onde ataca diversos hospedeiros.

    Os tripes so insetos pequenos de 1,5 a 3 mm de comprimento e colorao bem escura (F. schultzei) ou marrom-clara (T. palmi) e asas franjadas (Figura 15), que se alimentam da seiva de folhas e ramos novos da planta, onde causam estrias ou reas prateadas, enrugamento, atrofia e morte, que podem levar perda do vigor da planta e reduo na produo.

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    Figura 13. Colnia de moscas brancas Bemisia tabaci bitipo B.

    Figura 14. Pulgo Myzus persicae.

  • Doenas e pragas do jiloeiro 9

    De modo geral, recomendam-se as mesmas prticas mencionadas para o controle da mosca-branca.

    Percevejo-rendado - Corythaica cyathicollis

    O percevejo um hemptero da famlia Tingidae. Apresenta o corpo todo reticulado (rendado) na parte superior e colorao palha na parte dorsal, com manchas escuras. Apresenta de 3,0 a 3,5 mm de comprimento. As ninfas so pteras e de colorao esbranquiada, dotadas de espinhos espalhados pelo corpo. Vivem na face inferior das folhas, onde promovem a suco da seiva e injeo de toxinas. O local do ataque apresenta colorao esbranquiada para depois secar. Surgem tambm outras manchas de colorao preta, que correspondem s dejees do inseto. As plantas ficam enfraquecidas e predispostas ao ataque de patgenos. A fmea pode viver at 30 dias e depositar at 300 ovos.

    Para o manejo adequado do percevejo deve-se evitar o cultivo prximo a outras solanceas e realizar as tticas de controle cultural, com rotao de cultura, destruio de restos culturais, etc. Atualmente no existem inseticidas registrados para o controle desta praga na cultura do jil.

    Percevejo-dos-frutos Phthia picta

    um hemptero da famlia Coreidae que possui corpo com 16 mm de comprimento, colorao escura, cabea parda e pronoto com uma faixa amarela ou avermelhada no bordo superior (Figura 16).

    Os prejuzos ocasionados na cultura se devem a suco da seiva e s picadas de prova nos frutos

    por ninfas e adultos. Em consequncia, os frutos murcham e apodrecem. Geralmente o percevejo dos frutos ocorre nos meses mais quentes do ano.

    Para o manejo adequado desta praga devem-se adotar tticas de controle cultural e evitar o cultivo de jiloeiro prximo a outras solanceas. Alm disso, recomenda-se a eliminao de frutos de jil atacados pela praga. Atualmente, no existem inseticidas registrados para o controle desta praga na cultura do jil.

    Vaquinhas - Diabrotica speciosa, Maecolaspis assimilis, Epicauta atomaria e Epitrix fasciata

    Estes trs besouros pertencem famlia Chrysomelidae e so extremamente polfagos. Diabrotica speciosa mede de 5 a 6 mm de comprimento e possui colorao verde com trs manchas amareladas (Figura 17). Maecolaspis

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    Figura 17. Adulto de Diabrotica speciosa.

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    Figura 15. Adulto de Thrips palmi.

    Figura 16. Phthia picta em fruto de jiloeiro.

  • Doenas e pragas do jiloeiro10

    assimilis apresenta colorao verde, com aproximadamente 10 mm de comprimento. Epicauta atomaria possui de 8 a 17 mm de comprimento, colorao cinza e pontos pretos distribudos nos litros. Epitrix fasciata apresenta colorao marrom, comprimento de 2 mm e o ltimo par de pernas do tipo saltatria.

    De uma maneira geral, estes besouros se alimentam das folhas do jiloeiro, causando pequenos orifcios arredondados no limbo foliar. As fmeas geralmente fazem a postura no solo, de onde eclodem as larvas que podem se alimentar das razes da planta.

    Para o manejo adequado deve-se evitar o cultivo prximo a leguminosas. Atualmente no existem inseticidas registrados para o controle destas pragas na cultura do jil.

    caros - Tetranychus urticae, Tetranychus evansi e Aculops lycopersici

    O caro Aculops lycopersici pertence famlia Eriophyidae e apresenta corpo vermiforme, com 0,2 mm de comprimento e colorao branco leitosa, invisvel a olho nu. Desenvolve-se nas folhas e hastes da planta, causando bronzeamento e queda de folhas.

    Outras duas espcies de caros da famlia Tetranychidae, T. urticae e T. evansi tambm esto associadas ao jiloeiro. T. urticae apresenta colorao marrom esverdeada com duas manchas dorsais escuras (Figura 18), enquanto T. evansi apresenta colorao avermelhada. Ambas as espcies se desenvolvem na face inferior das folhas localizadas na parte mediana da planta.

    O aumento populacional dos caros favorecido por temperaturas altas, baixas precipitaes e o uso de fertilizantes nitrogenados. Nestas condies, o ataque dos caros causa o secamento das folhas e, quando ocorrem plantios escalonados sua disseminao realizada de uma lavoura para outra.

    O controle realizado com base nas tticas de controle cultural, evitando-se o escalonamento dos cultivos, plantio na direo oposta aos ventos predominantes, excesso de adubao nitrogenada, entre outras.

    Lagartas-rosca - Agrotis ipsilon e Agrotis subterranea

    Pertencem famlia Noctuidae e so extremamente polfagas, atacando uma ampla gama de hospedeiro. Os adultos possuem corpo marrom escuro, com as asas posteriores de colorao mais clara (Figura 19A). As lagartas so de colorao marrom-escura e vivem durante o dia prximas s plantas, abaixo da superfcie do solo. As lagartas, quando tocadas, enrolam-se rapidamente, permanecendo nesta posio por algum tempo, como se estivessem mortas (Figura 19B). Apresentam hbitos noturnos, cortando as plantas ao nvel do solo, causando sua morte e, consequentemente, reduo do estande de plantas.

    No h inseticidas registrados para o manejo destas pragas no jiloeiro. Sendo assim, o manejo pode ser realizado com prticas culturais, como a arao do solo com objetivo de reduzir a infestao, uma vez que as lagartas e pupas ficam expostas ao de raios solares e inimigos naturais.

    Os principais inimigos naturais so parasitides das famlias Ichneumonidae (Hymenoptera) e Tachinidae (Diptera) e os predadores, como as vespas da famlia Vespidae e os besouros da famlia Carabidae.

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    Figura 18. Colnia de Tetranychus urticae.

    Figura 19. Fmea adulta (A) e lagarta (B) de Agrotis ipsilon.

  • Doenas e pragas do jiloeiro 11

    Brocas do fruto - Neoleucinodes elegantalis e Helicoverpa zea

    Neoleucinodes elegantalis pertence famlia Crambidae e conhecida vulgarmente como a broca pequena do fruto. O adulto uma mariposa de cor branca com 25 mm de comprimento. As lagartas maduras medem cerca de 10 mm de comprimento e possuem colorao rosada, com o primeiro segmento torcico amarelado (Figura 20A). O perodo larval dura cerca de 20 dias, com as lagartas se alimentando dos frutos da planta.

    O adulto de Helicoverpa zea possui colorao marrom clara ou amarelada. A asa anterior possui uma mancha arredondada de cor escura no centro. J a asa posterior acinzentada, com uma faixa escura na margem posterior (Figura 20B). A lagarta quando totalmente madura pode alcanar at 35 mm de comprimento e corpo com colorao variando de verde-claro, marrom ou quase preta.

    No existe nenhum inseticida registrado para o manejo destas pragas no jiloeiro. Sendo assim, o manejo deve se basear no uso de prticas de controle cultural e biolgico.

    Coleobrocas Agathomerus spp, Adetus pulchellus, Alcidion bicristalum e Faustinus sp.

    A espcie Agathomerus sp. pertence famlia Megalopodidae e possui larvas com cerca de 1,5 mm de comprimento, que causam o broqueamento dos ramos laterais da planta.

    As espcies Adetus pulchellus, comumente citado na literatura como Adetus socius e Alcidion bicristalum pertencem famlia Cerambycidae. Os adultos possuem de 8-11 mm de comprimento e

    antenas compridas voltadas para trs. As larvas possuem a parte anterior do corpo mais dilatada e causam o broqueamento da parte basal dos ramos do jiloeiro.

    Faustinus sp. pertence famlia Curculionidae. O adulto possui cerca de 5 mm de comprimento, cabea com rostro voltado para baixo. As fmeas depositam os ovos nas hastes da planta e aps alguns dias as larvas emergem e fazem galerias profundas nas hastes, podendo causar sua morte.

    Como medida de controle recomenda-se a retirada das partes atacadas, destruio ou incorporao dos restos culturais e a destruio mecnica dos ninhos.

    Na Tabela 1 so apresentados os fungicidas e inseticidas registrados no Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento para a cultura do jiloeiro.

    Agradecimentos

    Aos pesquisadores Miguel Michereff Filho, Juscimar da Silva e Alexandre Pinho de Moura da Embrapa Hortalias por nos ceder gentilmente algumas das fotos desta publicao.

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    Figura 20. Fmea adulta de Neoleucinodes elegantalis (A) e de

    Helicoverpa zea (B).

    Tabela 1. Fungicidas e inseticidas registrados no Ministrio da

    Agricultura, Pecuria e Abastecimento para a cultura do jiloeiro.

    Fonte: Agrofit (2011).

  • Doenas e pragas do jiloeiro12

    Consideraes finais

    O manejo de doenas e pragas deve ser econmico e atender s expectativas do produtor com segurana, rapidez, ao e eficincia no controle.

    Para que estas condies existam necessria uma correta identificao do agente causal. necessrio saber com exatido se o agente envolvido um fungo, bactria, vrus, nematoide, inseto ou caro.

    Tambm, deve se atentar para o fato que outros fatores como fitotoxicidade ou desequilbrios nutricionais podem dificultar o correto diagnstico do problema.

    importante salientar que a eficincia das medidas de manejo vai depender de vrios fatores como condies de solo, clima, cultivar, nvel de dano, estdio de desenvolvimento da cultura e principalmente o correto mtodo de controle empregado.

    comum observar em reas produtoras de hortalias a no adoo de medidas de manejo como a rotao de culturas. Desta maneira, o plantio constante de hortalias e/ou famlias botnicas na mesma rea, bem como a produo de mudas de forma inadequada e o plantio em locais onde h alta incidncia de doenas e pragas tm acarretado em inmeros problemas fitossanitrios no jiloeiro.

    Assim, o conhecimento do agente causador da doena ou praga em uma estao de cultivo do jiloeiro bem como o manejo adequado deve ser entendido como uma atividade complexa dentro da cadeia produtiva da cultura, que merece ateno especial e deve sempre que necessrio procurar a assistncia de um engenheiro agrnomo.

    Referncias

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    Ministrio da Agricultura, Pecuria

    e Abastecimento

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    Circular Tcnica 106

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