doenças e pragas de pastagens aula 6: manejo integrado de pragas

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Doenas e Pragas de Pastagens

Doenas e Pragas de PastagensAula 6: Manejo Integrado de Pragas

Outros exemplos de controle biolgico diversosMtodos de controle usados no MIP8. MTODO QUMICO

Consiste na utilizao de compostos qumicos, que aplicados direta ou indiretamente sobre os insetos, em concentraes adequadas, provocam a sua morte. um mtodo muito utilizado no controle de pragas devido a rapidez na preparao do combate, eficincia imediata, compatibilidade com as operaes agrcolas e baixo custo inicial, porm, apresentam a desvantagem de no serem especficos, alto custo a longo prazo, alm de serem txicos ao homem e a outros animais.

Os inseticidas do grupo dos fosforados e dos piretrides so muito empregados no controle de pragas. Dentre eles destacam-se os formicidas clorpirifs e deltametrina; os lagarticidas deltametrina e fenitrotion e o cupinicida fention.

Os inseticidas base de sulfluramida so os mais utilizados no Brasil para o controle de formigas cortadeiras. Os inseticidas biolgicos base de Bacillus thuringiensis tambm tm sido bastante usados em culturas como lagarticidas. Os inseticidas do grupo das fenil pirazonas so os mais recentes lanamentos no controle de pragas. O fipronil o principio ativo de isca formicida e de cupinicida.Mtodos de controle usados no MIPa) Formulao dos inseticidas

a arte de transformar um produto tcnico numa forma apropriada de uso chamada de produto comercial. Ele divide-se em:

- Produto tcnico: substncia que realmente mata o inseto. Contm umaporcentagem definida de ingrediente ativo (i.a.).

Inerte: talco, caulim etc.

- Adjuvante: estabilizante, agente molhante, dispersante, espalhante etc.Mtodos de controle usados no MIPb) Tipos de formulao de inseticidas

P Seco (P): inseticida adsorvido em argila + p inerte (1 a 10% de i.a.). Ex: Kothrine 2P.

- P Molhvel (PM): inseticida + inerte + agente molhante (20 a 80% de i.a.). Ex:Dipel PM. (Bacillus thuringiensis)

P Solvel (PS, TS): inseticida puro em p (50 a 90% de i.a.).

Granulados (G, GR): inseticida + solvente + inerte (1 a 10% de i.a.). Ex: Mirex -S.

Grnulos dispersveis em gua (WG). Ex: Dimilin Fisiolgico para lagartas.

- Concentrados Emulsionveis (CE): inseticida + solvente + emulsionante (5 a100% de i.a.). Ex: Lebaycid 500 CE.

- Solues Concentradas (ED, UBV): inseticida + solvente (ED = eletrodinmica,UBV = ultrabaixo volume). Ex: Sumithion UBV.

Mtodos de controle usados no MIPb) Tipos de formulao de inseticidas

Suspenso Concentrada (SC): inseticida lquido puro. Ex: Carbaril SC.

- Gasosos: inseticida lquido ou slido que gaseifica em contato com o ar. Ex:Bromex.

- Aerossis: inseticida + gs propulsor + base oleosa + solvente auxiliar + ativador +perfume.

Pasta (PF): inseticida pastoso. Ex: Gastoxin.

- Suspenso lquida (GrDA ou WG): inseticida disperso em partculas slidasmicronizadas em meio liquido. Ex: Tuit NA.Mtodos de controle usados no MIPc) Classificao dos inseticidas

quanto a finalidade: aficidas (pulges); formicidas (formigas); cupinicidas, etc;

quanto a forma de ao: contato (cutcula); ingesto (oral); fumigao (respirao);

- quanto a forma de translocao no hospedeiro: sistmicos (circula na seiva daplanta); profundidade (ao translaminar);

quanto a toxicidade: altamente txico (tarja vermelha); medianamente txico (tarja amarela); pouco txico (tarja azul) e praticamente atxico (tarja verde).

quanto a origem:

inorgnicos: enxofre, arsnio, mercrio etc;

de origem vegetal: nicotina, piretro, rotenona, leo de soja etc.

- sintticos: clorados, clorofosforados, fosforados, carbamatos, piretrides,reguladores de crescimento, microbianos e fumigantes inorgnicos.Mtodos de controle usados no MIPd) Caractersticas dos grupos dos inseticidas

- Clorados: compem -se de tomos de Cl, C, H e eventualmente O; altapersistncia no ambiente; pouco volteis; baixa solubilidade; lipossolveis;bioacumulativos (aumentam a concentrao nos tecidos com o aumento de peso);biomagnificativos (aumentam a concentrao ao longo da cadeia trfica); socarcinognicos (provocam cncer); alto espectro de ao (no so especficos); e outros. Ex. DDT, BHC, Aldrin, endossulfan, dodecacloro.

Fosforados: compem -se de derivados do cido fosfrico; alta toxicidade aguda a mamferos; no so bioacumulativos; alta volatilidade; so inibidores da acetilcolinesterase. Ex. clorpirifs, fention, fenitrotion, sumition.

Carbamatos: compem-se de derivados do cido carbmico; alta volatilidade; no so bioacumulativos; baixa persistncia no ambiente; inibidores da acetilcolinesterase. Ex. carbufuran, carbossulfan, carbaril. Mtodos de controle usados no MIPPiretrides: compem-se de derivados dos cidos crisantmico e pirtrico;fotoestveis; baixa toxicidade a mamferos; repelentes s pragas; induzem resistncia rapidamente; baixa estabilidade no solo; alta toxicidade a peixes; alta potncia; pouco volteis; interferem no fluxo de ons atravs das clulas nervosas. Ex. deltametrina, permetrina, cipermetrina.

- Inibidores de sntese de quitina: inibem a formao da cutcula do inseto; baixaestabilidade luz ultravioleta; seletivos. Ex. diflubenzuron, ciromazina, buprofezina.

- Juvenides e Precocenos: afetam o crescimento dos insetos; seletivos; baixatoxicidade a mamferos; baixa estabilidade luz e temperatura. Ex. metopreno, hidropreno, quinopreno.

Microbianos: compem-se de bactrias, vrus, fungos, ou seus produtos; altaespecificidade; no contaminam o ambiente; baixa estabilidade no ambiente; baixatoxicidade a mamferos. Ex. Bacillus thuringiensis, Baculovirus sp., Metarhizium sp, Beauveria sp, Nomurae sp.Mtodos de controle usados no MIPe) Mecanismo de ao dos inseticidas

A maioria dos inseticidas possui mecanismo de ao relacionado transmisso de impulsos nervosos. No axnio, o impulso transmitido por meio de cargas eltricas via variao do potencial eltrico resultante da movimentao de ons K+ e Na+ atravs da membrana dos axnios. Em repouso a membrana do axnio permevel aos ons K+ e impermevel aos ons Na+. Assim, existe uma maior concentrao de K+ no interior do axnio e de Na+ no exterior, gerando uma diferena de potencial eltrico (DDP) de -60 mV (potencial de repouso) entre o interior e o exterior do axnio. Devido a um estmulo (ex. um toque notegumento) a membrana do axnio torna-se permevel aos ons Na+ (abertura do canal de Na). Com a entrada dos ons Na+ , ocorre uma sada de ons K+ por repelncia de cargas, ficando o interior do axnio com maior concentrao de Na e o exterior com maior concentrao de K. Isso gera uma diferena de potencial eltrico de +40 mV (potencial de ao) entre o interior e o exterior do axnio. A abertura dos canais de Na dura cerca de 0,002 a 0,003 segundo e a membrana torna-se, novamente, impermevel aos ons Na (fechamento do canal de Na). Este processo passivo, ou seja, sem o gasto de energia (ATP).Mtodos de controle usados no MIPe) Mecanismo de ao dos inseticidas

Para restabelecer o repouso, a membrana do axnio torna-se permevel aos ons K (abertura do canal de K) e fora a entrada de K+ para o interior do axnio atravs do consumo de ATP que chamado de BOMBA Na-K. Este processo ativo, ou seja, ocorre gasto de energia (ATP). No interior do axnio a enzima ATP-ase quebra a ligao ATP-K+, liberando K+ e ATP. Quando o impulso eltrico chega na poro final do axnio, a membrana prxima sinapse torna-se permevel a ons Ca++ (abertura do canal de Ca), que ficam no exterior das fendas sinpticas. Estes ons ativam as vesculas secretoras de substncias neurotransmissoras (acetilcolina, principalmente), liberando esta substncia na fenda sinptica. A substncia neurotransmissora acopla-se ao receptor sinptico da membrana ps-sinptica do outro axnio, transmitindo o impulso eltrico. A membrana se torna impermevel ao Ca++ (fechamento do canal de Ca), que volta para o exterior do axnio.Aps a transmisso do impulso eltrico, ocorre a liberao da enzima neurotransmissora (acetilcolinesterase), que degrada a acetilcolina, ligada ao receptor ps-sinptico, em colina e cido actico, cessando a transmisso do impulso e tornando a membrana ps-sinptica livre para receber um novo estmulo.Mtodos de controle usados no MIPe) Mecanismo de ao dos inseticidas

Desta forma, o impulso segue at um msculo especfico que ir reagir (contrair, por exemplo) e isso chamado de ao excitatria. Para que este msculo volte posio normal (relaxar) o crebro deve enviar uma nova mensagem, chamada de ao inibitria.Esta nova mensagem transmitida pelos axnios e pelas sinapses inibitrias, num processo semelhante ao que ocorre nas sinapses excitatrias, porm, o neurotransmissor o cidoaminobutrico (GABA) e o on envolvido o Cl-.

O mecanismo de ao dos principais grupos de inseticidas :

- Organofosforados e Carbamatos: ligam-se a acetilcolinesterase inativando-a eimpedindo que ocorra a quebra da acetilcolina. Com isso os receptores ps-sinpticos ficam sobrecarregados e no recebero novos estmulos. Isso faz com que no chegue estmulos aos msculos, o que paralisar a respirao muscular, causando a morte do inseto.Mtodos de controle usados no MIPe) Mecanismo de ao dos inseticidas

- Clorados do Grupo do DDT e Piretrides: atrasam o fechamento dos canais deNa+, hiperexcitando o axnio e levando exausto muscular.

- Clorados do Grupo do BHC, Neonicotinides e Ciclodienos: acoplam-se aoreceptor do GABA, impedindo a abertura dos canais de Cl-, provocando hiperexcitao, convulses, paralisia e morte do inseto.

- Lactonas ou Avermectinas: simulam a ao do GABA, favorecendo a entrada deCl- com mais intensidade, provocando paralisia.

- Precocenos: transformam os insetos em adultides (insetos adultos pequenos eestreis)

- Juvenides: induzem a permanncia do inseto na fase jovem, no setransformando em adulto.Mtodos de controle usados no MIPe)