doenças e pragas de pastagens

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Doenças e Pragas de Pastagens. Aula 4 e 5: Manejo Integrado de Pragas. Manejo Integrado de Pragas (MIP). O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma filosofia de controle de pragas que procura preservar e incrementar os fatores de mortalidade natural, através do uso - PowerPoint PPT Presentation

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Doenas e Pragas de PastagensAula 4 e 5: Manejo Integrado de Pragas

Manejo Integrado de Pragas (MIP)O Manejo Integrado de Pragas (MIP) uma filosofia de controle de pragas queprocura preservar e incrementar os fatores de mortalidade natural, atravs do usointegrado de todas as tcnicas de combate possveis, selecionadas com base nosparmetros econmicos, ecolgicos e sociolgicos. Visa manter o nvel populacional dos insetos numa condio abaixo do nvel de dano econmico, atravs da utilizao simultnea de diferentes tcnicas ou tticas de controle, de forma econmica e harmoniosa com o ambiente.Para cada ttica de controle tem-se pelo menos uma estratgia de manejo, comoa seguir:

a) uso de variedades resistentes tem como estratgia cultivar plantas quedesfavoream o crescimento, reproduo e sobrevivncia dos insetos, devido s suas caractersticas morfolgicas, fsicas e qumicas;

b) rotao de cultura plantar alternadamente variedades que no sejamhospedeiras das mesmas pragas, para quebrar ou interromper o ciclo dedesenvolvimento das mesmas;Manejo Integrado de Pragasc) destruio de restos culturais arrancar os restos de cultura para impedir queo inseto-praga complete o seu ciclo de desenvolvimento, ou mesmo evitar que esses resduos vegetais sirvam de hospedeiros para outras pragas;

d) arao do solo expor larvas, pupas e mesmo adultos de insetos-praga desolo aos raios solares ou eliminar os insetos atravs da ao mecnica dos implementos agrcolas,

e) adubao provocar uma pseudoresistncia, ou seja, o fornecimento de certosnutrientes planta pode provocar mudanas fisiolgicas na mesma, tornando-adesfavorvel ao desenvolvimento do inseto. Alm disso, uma cultura que contm amaioria dos nutrientes necessrios ao seu desenvolvimento, mostra-se mais resistente ao ataque de pragas;

f) alterao da poca de plantio e/ou colheita fazer com que o perodo demaior suscetibilidade da planta no coincida com picos populacionais da praga,reduzindo os danos causados pela mesma;Manejo Integrado de Pragasg) poda ou desbaste cortar e destruir, principalmente, os ramos de plantasperenes atacados por brocas, para evitar que as mesmas alcancem o tronco e cause a morte da planta;

h) irrigao ou drenagem existem insetos que preferem ambientes secos, eassim, uma boa irrigao pode desfavorec-los e, outros se adaptam melhor em locais midos, podendo ser controlados atravs de uma drenagem. No caso de insetos bastante diminutos e de tegumento mole (pulges, tripes, etc.), a irrigao atravs do sistema de asperso pode causar reduo de suas populaes;

i) cultura armadilha plantar variedades susceptveis ao redor ou mesmo nointerior da rea de cultivo, para atrair os insetos-praga para as mesmas e, sobre elas realizar o controle;

j) destruio de hospedeiros alternativos eliminar plantas que estejam ao redorou no interior da rea de cultivo, que possam ser utilizadas pelas pragas como fontes alternativas de alimento e/ou abrigo;Manejo Integrado de Pragask) destruio manual catar ou esmagar ovos e lagartas encontrados nas plantascultivadas, evitando o seu desenvolvimento;

l) uso de barreiras formar barreiras com vegetais e/ou mesmo sulcos no solopara impedir que a praga alcance uma determinada cultura para se alimentar ou utilizla como abrigo;

m) uso de armadilhas realizar o monitoramento do crescimento populacionalda praga, auxiliando na tomada de deciso do seu controle;

n) manipulao do ambiente - reduzir ou aumentar a temperatura do ambiente,tornando-o desfavorvel ao desenvolvimento do inseto;

o) liberao, proteo e fomento dos inimigos naturais utilizar parasitides,predadores e entomopatgenos no controle de pragas e procurar mant-los noagroecossistema;Manejo Integrado de Pragasp) feromnios coletar o mximo possvel de indivduos do sexo masculino oufeminino, evitando o seu acasalamento; impedir que o macho ou a fmea encontre o seu parceiro para cpula, devido ao saturamento do ambiente com feromnios sintticos; monitorar o crescimento populacional da praga para determinar o momento mais adequado de seu controle;

q) esterilizao de insetos liberar populaes de insetos estreis para diminuiros acasalamentos frteis, reduzindo a sua populao a cada gerao;

r) quarentena prevenir a entrada de pragas exticas e impedir a suadisseminao;

s) medidas obrigatrias de controle destruir os restos de cultura para prevenocontra o ataque de insetos-praga;

t) fiscalizao do comrcio de produtos fitossanitrios auxiliar na escolha e nautilizao mais racional de produtos qumicos; evitar fraudes em formulaes eestabelecer o limite de tolerncia de resduos txicos nos alimentos, bem como perodos de carncia;Manejo Integrado de Pragasu) produtos qumicos a estratgia mais racional utilizar produtos qumicos nocombate de pragas, somente em casos emergncias, quando todas as outras alternativas de controle foram utilizadas.

Pode-se observar que existe um grande nmero de tticas de controle que podemser utilizadas para reduo do crescimento populacional de insetos-praga em diferentes culturas.

No entanto, somente algumas delas devero ser utilizadas em casosespecficos, dependendo da praga, cultura e outros fatores ambientais, que seroabordados dentro do manejo das culturas.

Mtodos de controle usados no MIPMTODO LEGISLATIVO

um mtodo de controle que se baseia em leis, decretos e portarias, quer federais ou estaduais, que obrigam o cumprimento de medidas de controle como:

a) Servio quarentenrio: previne a entrada de pragas exticas e impede a disseminao das nativas. Este servio executado pelo Servio de Defesa Sanitria Vegetal, rgo doMinistrio da Agricultura, cujos tcnicos inspecionam portos, aeroportos e fronteiras, procurando tratar, destruir ou impedir a entrada de vegetais e animais atacados, atravs da quarentena.

Este servio atua, tambm, em casos de exportao de produtos agrcolas eflorestais contendo pragas.

Mtodos de controle usados no MIPMTODO LEGISLATIVO

b) Lei dos agrotxicos: a lei no 7802/89, regulamentada pelo decreto n 4074/02, tem por finalidade controlar a fabricao, formulao, comrcio e uso adequado, em termos de toxicidade, segurana, eficincia e idoneidade dos inseticidas, recolhimento de embalagens, entre outros, alm de obrigar o uso do Receiturio Agronmico (RA) para qualquer atividade envolvendo o uso destes produtos.

O RA um parecer tcnico sobre a situao fitossanitria da cultura e que tem a finalidade de instituir o uso adequado dos agrotxicos.

Tem por objetivo maximizar a eficincia no controle com o uso mais racional deinseticidas.

O RA obrigatrio para a aquisio e aplicao de produtos fitossanitrios e de competncia exclusiva de Engenheiros Florestais e Agrnomos.Mtodos de controle usados no MIP2. MTODO MECNICO

Consiste na utilizao de medidas de controle que causem a destruio direta dos insetos ou que impeam seus danos, tais como:

a) Catao manual: baseia-se na coleta e na destruio direta dos insetos que esto causando prejuzos. Pode ser utilizada em pequenas reas e quando a mo-de-obra barata.

Ex: coleta de besouros, lagartas, pupas em viveiros e hortas. Escavao de formigueiros iniciais, para matar a rainha. O rendimento desta operao gira em torno de 1 h/homem/dia;

b) barreiras: consistem no uso de qualquer prtica que impea ou dificulte o acesso dos insetos planta. Usada para proteger rvores isoladas, reas experimentais, viveiros etc.

Ex: uso de casa-de-vegetao para a produo de mudas, uso de sombrite em viveiros, uso de cones invertidos nos troncos das rvores, uso de tintas ou vernizes, uso de embalagens etc.Mtodos de controle usados no MIP3. MTODO FSICO

Este mtodo consiste na aplicao de mtodos de origem fsica para o controle de insetos, tais como:

a) Fogo: utilizado na limpeza de reas exploradas ou em implantao para facilitar a localizao e tratamento de sauveiros e quenquenzeiros. Em casos extremos utilizado no controle de cigarrinhas das pastagens, cochonilhas e gafanhotos. O uso do fogo no controle de pragas est cada vez menos freqente;

b) Temperatura: consiste na manipulao da temperatura do ambiente, tornando-a letal aos insetos (>50 ou