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  • DocumentosISSN 0103 - 0205

    Agosto, 2015 255

    Guia de Identificao de Pragas do Algodoeiro

  • ISSN 0103-0205Agosto, 2015

    Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuriaCentro Nacional de Pesquisa de AlgodoMinistrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento

    Documentos 255

    Guia de Identificao de Pragas do Algodoeiro

    Jos Ednilson MirandaSandra Maria Morais Rodrigues Fbio Aquino de Albuquerque Carlos Alberto Domingues da SilvaRaul Porfrio de AlmeidaFrancisco de Sousa Ramalho

    Campina Grande, PB2015

  • Exemplares desta publicao podem ser adquiridos na:

    Embrapa AlgodoRua Osvaldo Cruz, 1143, CentenrioCEP 58428-095Fone: (83) 3182 4300Fax: (83) 3182 4367Home page: http://www.cnpa.embrapa.brE-mail: cnpa.sac@embrapa.br

    Comit de Publicaes da UnidadePresidente: Valdinei Sofiatti Secretrio-Executivo: Geraldo Fernandes de Sousa FilhoMembros: Dartanh Jos Soares, Everaldo Paulo de Medeiros,

    Francisco Jos Correia Farias, Joo Henrique Zonta, Jos Ednilson Miranda, Mira Milani, Nair Helena Castro Arriel e Thaise Dantas de Almeida Xavier

    Superviso editorial: Geraldo Fernandes de Sousa FilhoReviso de texto: Everaldo Correia da Silva Filho Normalizao bibliogrfica: Maria Gorette dos Santos SilveiraEditorao eletrnica: Geraldo Fernandes de Sousa FilhoFotos da capa (da esquerda para direita):Foto 1, 2, 4 e 5: Jos Ednilson MirandaFoto 3: Fbio Aquino de AlbuquerqueFoto 6: Fabiano Jos Perina Foto da 4 capa: Nelson Dias Suassuna

    1 edioVerso on-line (2015)

    Todos os direitos reservados.A reproduo no-autorizada desta publicao, no todo ou em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei no 9.610).

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)Embrapa Algodo

    Embrapa 2015

    Guia de identificao de pragas do algodoeiro / Jos Ednilson Miranda... [et al.], editores tcnicos. - Campina Grande, PB: Embrapa Algodo, 2015.

    69 p. : il. color.; 10 cm x 18 cm. - (Documentos / Embrapa Algodo,ISSN 0103-0205; 255)

    1. Algodoeiro. 2. Pragas. 3. Identificao. I. MIRANDA, Jos Ednilson. II. RODRIGUES, Sandra Maria Morais. III. ALBUQUERQUE, Fbio Aquino de. IV. SILVA, Carlos Alberto Domingues da. V. ALMEIDA, Raul Porfrio de. VI. RAMALHO, Francisco de Sousa. VII. Embrapa Algodo. CDD 633.51

  • Autores

    Jos Ednilson MirandaEngenheiro-agrnomo, D.Sc. em Entomologia Agrcola, Pesquisador da Embrapa Algodo, Santo Antnio de Gois.jose-ednilson.miranda@embrapa.br

    Sandra Maria Morais Rodrigues Engenheira-agrnoma, D.Sc. em Entomologia Agrcola, Pesquisador da Embrapa Algodo, Sinop, MT.sandra.rodrigues@embrapa.br

    Fbio Aquino de Albuquerque Engenheiro-agrnomo, Dr. em Entomologia Agrcola, Pesquisador da Embrapa Algodo, Campina Grande, PB.fabio.albuquerque@embrapa.br

    Carlos Alberto Domingues da Silva Engenheiro-agrnomo, D.Sc. em Entomologia, Pesquisador da Embrapa Algodo, Campina Grande, PB.carlos.domingues-silva@embrapa.br

    Raul Porfrio de Almeida Engenheiro-agrnomo, Ph.D. em Ecologia de produo e Conservao dos Recursos, Pesquisador da Embrapa Algodo, Campina Grande, PB.raul.almeida@embrapa.br

    Francisco de Sousa Ramalho Engenheiro-agrnomo, Ph.D. em Entomologia, Pesquisador da Embrapa Algodo, Campina Grande, PB.francisco.ramalho@embrapa.br

  • Apresentao

    Ao se considerar que a correta amostragem fundamento primordial para a adoo de um adequado programa de manejo e controle de pragas, o conhecimento das principais espcies que causam danos s culturas o primeiro passo a ser dado. A amostragem correta e eficiente depende do reconhecimento das espcies que ocorrem na cultura. Dessa necessidade surgiu o Guia de Identificao de Pragas do Algodoeiro, o qual tem por finalidade auxiliar produtores, profissionais e estudantes no reconhecimento das principais pragas da cultura do algodoeiro, bem como dos aspectos de biologia e sintomatologia, contribuindo, assim, com o Manejo Integrado de Pragas da cultura do algodoeiro. Foram reunidas informaes bsicas e objetivas, complementadas com fotos e ilustraes. A Embrapa Algodo espera, ao disponibilizar tais informaes, facilitar o dia a dia dos profissionais do campo, auxiliando na correta tomada de decises.

    Valdinei SofiattiChefe-Adjunto de Transferncia de Tecnologia

  • Sumrio

    Pragas das razes...........................................9Broca-da-raiz (Eutinobothrus brasiliensis).........10Percevejo-castanho (Scaptocoris castanea e S. brachiariae).............................................12

    Pragas das folhas e hastes...........................15Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon).......................16Pulgo (Aphis gossypii)................................18Mosca-branca (Bemisia tabaci e Bemisia tabaci bitipo B)...................................................20Percevejo-de-renda (Gargaphia torresi).............22Tripes (Frankliniella schultzei e Caliothrips brasiliensis)............................................24Besouro-amarelo (Costalimaita ferruginea).......26caro-rajado (Tetranychus urticae).................28caro-vermelho (Tetranychus ludeni).............30caro-branco (Polyphagotarsonemus latus)....32Cochonilha (Phenacoccus solenopsis)............34Broca-da-haste (Conotrachelus denieri)..........36Curuquer-do-algodoeiro (Alabama argillacea)..38Lagarta cosmioides (Spodoptera cosmioides)...40Lagarta eridania (Spodoptera eridania).............42Lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens)..44

    Pragas das estruturas frutferas..................47Bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis)....48Lagarta-das-mas (Heliothis virescens)..........50

  • Lagarta spodoptera (Spodoptera frugiperda)....52Lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella).......54Lagarta helicoverpa (Helicoverpa armigera)......56Percevejo-marrom (Euschistus heros).............58Percevejo-verde (Nezara viridula)...................60Percevejo-pequeno (Piezodorus guildinii).........62Percevejo-rajado (Horcias nobilellus)...............64Percevejo-manchador (Dysdercus sp.)............66

    Pragas das razes

  • Pragas das razes

  • 10 11

    Broca-da-raiz (Eutinobothrus brasiliensis)

    Descrio e bioecologia: ela ocorre em reas onde o algodoeiro cultivado por vrios ciclos consecutivos, desde as primeiras folhas (10 a 40 dias aps a emergncia) at o incio do florescimento. Cada fmea coloca cerca de 160 ovos na altura do coleto da planta, entre a casca e o lenho. Os ovos tm colorao creme esbranquiada ou amarela. As larvas eclodem cerca de 10 dias aps a oviposio, medem 5 mm a 7 mm de comprimento e so podas (sem ps). Elas apresentam colorao branca a creme e penetram no caule abrindo galerias. A pupa branca e se aloja na prpria planta em uma cavidade oval preparada pela larva. O adulto um pequeno besouro de 3 mm a 5 mm de comprimento, de cor pardo-escura e pouco brilhante e aparelho bucal do tipo mastigador. O ciclo biolgico da broca de 84 dias (ovo: 11 dias; larva 58 dias; e pupa:15 dias). A longevidade varia de 100 a 200 dias, respectivamente, para fmeas e machos. O perodo de pr-oviposio varia entre 5,5 e 6,5 dias.

    Dano: as larvas iniciam a alimentao abrindo galerias na regio dos vasos lenhosos da planta. Essas galerias aumentam de dimetro medida que as larvas crescem. Em decorrncia do corte dos vasos, a circulao da seiva bruta impedida, ocorrendo a paralisao do crescimento da planta. As plantas atacadas morrem em virtude da interrupo no fluxo de seiva, ou persistem no campo, porm totalmente comprometidas, com reflexo direto na qualidade da fibra. Os danos so maiores em solos arenosos e de baixio ou quando as plantas mortas so jovens e tm de 20 cm a 25 cm de altura. Os sintomas iniciais so caracterizados por folhas avermelhadas, e estas tornam-se murchas nas horas mais quentes do dia, com posterior secamento e morte da planta. Tambm, possvel verificar na regio do colo da planta um engrossamento em razo do ataque da praga, bem como a presena das larvas nas galerias. J as razes apresentam ns e partes mortas.

  • 11

    Larva e injrias causadas pela broca-da-raiz.

    Foto

    s: J

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    lson

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    nda

  • 12 13

    Percevejo-castanho (Scaptocoris castanea e S. brachiariae)

    Descrio e bioecologia: essas espcies so polfagas, podendo atacar vrias culturas, como soja, milho, sorgo e pastagens, e so facilmente identificadas no momento da abertura dos sulcos de plantio pelo cheiro desagradvel que exalam. O adulto mede de 5 mm a 8 mm e de colorao marrom-clara. O acasalamento ocorre no interior do solo e a disperso dos adultos se d na poca chuvosa, ocasio em que os mesmos retornam superfcie. Os adultos e as ninfas ficam protegidos em uma cmara ovalada no interior do solo. No perodo de seca, os adultos se aprofundam no solo em busca de umidade. As maiores densidades de adultos e ninfas esto entre 20 cm e 40 cm de profundidade. Ambas as formas tm hbito subterrneo e sugam a seiva das razes da planta. As ninfas so de colorao branca, passam por cinco nstares, e a durao do perodo ninfal de 150 dias. Os prejuzos so maiores no perodo de estabelecimento da cultura e incio do crescimento das plantas, quando coincide com chuvas intensas e constantes, e consequentemente ocorre a reduo no estande.

    Dano: a suco contnua da seiva por ninfas e adultos leva s plantas ao definhamento, seca e morte. Quando o ataque intenso, h a necessidade de replantio. As plantas que sobrevivem ao ataque ficam com o desenvolvimento comprometido, notando-se diferena no porte e na capacidade de produo de estruturas reprodutivas entre plantas atacadas e no atacadas. reas infestadas apresentam plantas amareladas, raquticas, murchas e mortas. Estes sintomas podem ser confundidos com deficincia nutricional, mas so facilmente diferenciados quando as plantas so arrancadas do solo, pois exalam um od