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INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

MARIA CANDIDA BANDEIRA LACERDA DE PAULA

A FORMAO DOS PROFESSORES NA EDUCAO INCLUSIVA

RIO DE JANEIRO

2009

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INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

MARIA CANDIDA BANDEIRA LACERDA DE PAULA

A FORMAO DOS PROFESSORES NA EDUCAO INCLUSIVA

Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Instituto A Vez do Mestre, como requisito parcial a obteno do ttulo de Pedagoga. Sob a orientao do Professor Fernando Gouva.

RIO DE JANEIRO 2009

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DEDICATRIA

todos aqueles que acreditam na Educao Inclusiva.

minha me Marlene e a minha tia Jacyra por todo o apoio e incentivo.

s minhas filhas Amanda e Rafaela, razes do meu viver e da minha luta.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente, a Deus por me ter permitido sair vitoriosa de mais uma luta.

Ao meu orientador, Fernando Gouva, pela sua ateno e credibilidade.

A todos os amigos pelos incentivos nas horas mais difceis.

minha amiga Elizabeth Maura e a todos que participam do Projeto Diferena.

Sinnimo de Igualdade, por me mostrarem um mundo realmente muito especial.

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RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a formao de professores para a educao inclusiva. As reflexes apresentadas produziram-se a partir da anlise da compreenso que os professores tm sobre a sua formao e as prticas pedaggicas vivenciadas em seu dia-a -dia em sala de aula. Historicamente, no Brasil, sculo XIX, iniciou-se uma organizao de servios para atendimento a cegos, surdos, deficientes mentais e deficientes fsicos, inspirados em pases da Europa e Estados Unidos. Caracterizaram-se como iniciativas oficiais e particulares isoladas, refletindo o interesse de alguns educadores pelo atendimento educacional dos portadores de deficincias, hoje denominados alunos com necessidades especiais. A incluso na poltica educacional brasileira vem a ocorrer somente no final dos anos 1950 e incio da dcada de 1960 . Foram criadas inmeras instituies que exerciam carter assistencialista e cumpriam, na maioria das vezes, apenas a funo de auxlio. A real inflexo dos rumos se d nos meados dos anos 1990 com o advento da tentativa de consubstanciao das diretrizes emanadas da Declarao de Salamanca (1994) que culmina em 2001 com a elaborao das Diretrizes Curriculares para a Educao Especial pelo Conselho Nacional de Educao. PALAVRAS-CHAVE: Educao Especial. Educao Inclusiva. Formao de professores.

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Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, no aprendo nem ensino.

(Paulo Freire)

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SUMRIO

INTRODUO ............................................................................................. p.8

CAPTULO I: A HISTRIA DA EDUCAO ESPECIAL NO

BRASIL...........................................................................................................p.10

CAPITULO II: A INCLUSO: DEFINIO, LEGISLAO E

POSSIBILIDADES NO CENRIO EDUCACIONAL DO RIO DE

JANEIRO ...................................................................................................... p.17

CAPITULO III: A VOZ DO MESTRE: A INCLUSO NO COTIDIANO

DA SALA DE AULA ................................................................................... p.23

CONSIDERAES FINAIS ....................................................................... p.31 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.. .....................................................p.32

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INTRODUO

Durante os quinze anos que venho trabalhando com crianas com necessidades

educacionais especiais no consultrio de Fonoaudiologia, sempre senti uma necessidade

muito forte em aumentar os meus conhecimentos dentro da rea de Pedagogia. Comecei

ento, uma nova graduao: a licenciatura em Pedagogia. Nesses ltimos trs anos,

minha vida realmente teve uma mudana radical. Comecei a trabalhar mais diretamente

com alunos com necessidades especiais atravs de um Projeto chamado Diferena

Sinnimo de Igualdade, passei no concurso da Prefeitura do Rio de Janeiro e fui

trabalhar numa escola onde a gesto acredita e levanta a bandeira da incluso. Nada foi

por acaso...

A partir da vivncia maior dentro de sala de aula, pude perceber as inquietaes

dos professores frente as mudanas dentro da realidade escolar. A grande maioria sofre

com as presses, com os sentimentos de impotncia e desamparo e no se julgam

preparados para aceitar em suas salas de aulas alunos especiais

Este trabalho tem como objetivo, ento, refletir sobre a formao do professor

para atuar em classes onde alunos com necessidades especiais esto includos.

No captulo I abordaremos o histrico da educao especial no Brasil. As

mudanas ocorridas desde o incio da poltica de incluso no final da dcada de 1950 at

os dias atuais; as novas concepes de necessidades educacionais, as legislaes que

surgiram a partir das mudanas de comportamento social e das diretrizes que favorecem

a igualdade de direitos .

No captulo II falaremos sobre a Incluso como modalidade de educao escolar,

os movimentos sociais de pais de alunos especiais que foram de grande importncia

para a incluso, a Declarao de Salamanca( marco da projeo internacional da escola

inclusiva), sobre as mudanas ocorridas na legislao brasileira, o conceito de escola

inclusiva e sobre o cenrio educacional no Rio de Janeiro.

No captulo III comentaremos as inquietaes dos professores no cotidiano

da sala de aula,a necessidade de ressignificar as prticas em sala de aula frente a nova

realidade social.Faremos uma reflexo sobre a formao dos professores e as prticas

pedaggicas antes e depois da proposta da Educao Inclusiva. Ressaltaremos a

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necessidade de se investir na formao do professor para desmistificar conceitos e

preconceitos, tornando-o mais comprometido com a Educao Inclusiva.

Por fim, relataremos alguns comentrios feitos por professores da rede pblica e

privada sobre Educao Inclusiva.

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CAPTULO I

1. A HISTRIA DA EDUCAO ESPECIAL NO BRASIL

No Brasil, no sculo XIX, iniciou-se uma organizao de servios para

atendimento a cegos, surdos, deficientes mentais e deficientes fsicos, inspirados em

pases da Europa e Estados Unidos. Caracterizaram-se como iniciativas oficiais e

particulares isoladas, refletindo o interesse de alguns educadores pelo atendimento

educacional dos portadores de deficincias. A incluso na poltica educacional brasileira

vem a ocorrer somente no final dos anos cinqenta e incio da dcada de sessenta do

sculo XX. Foram criadas inmeras instituies que exerciam um trabalho de carter

assistencialista e cumpriam, na maioria das vezes, apenas a funo de auxlio.

A histria da Educao Especial no Brasil pode ser dividida em dois perodos.

1.1 Primeiro Perodo 1854 a 1956: iniciativas oficiais e particulares isoladas

O atendimento escolar especial aos portadores de deficincia teve seu incio no Brasil, na dcada de 50 do sculo XIX. Quando D. Pedro II fundou na cidade do Rio de Janeiro o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. A fundao do Imperial Instituto deveu-se, em grande parte, a um cego brasileiro chamado Jos lvares de Azevedo, que estudara no Instituto dos Jovens Cegos de Paris, fundado por Valentim Haiiy no sc. XVIII. Pelo trabalho realizado na educao de Adlia Sigaud, filha do Dr. Jos F. Xavier Sigaud, mdico da famlia Imperial, Jos lvares de Azevedo despertou a ateno e o interesse do Ministro do Imprio, Conselheiro Couto Ferraz. Sob a influncia do mesmo foi que D. Pedro II criou o Instituto dos Meninos Cegos. (MAZZOTA,2005,p.28)

No Governo Republicano, o chefe do Governo Provisrio Marechal Deodoro da

Fonseca e o Ministro da Instruo Pblica, Correios e Telgrafos, Benjamim Constant

Botelho de Magalhes, assinaram o Decreto n. 408, mudando o nome do Instituto dos

Meninos Cegos para Instituto Nacional dos Cegos e aprovando seu regulamento.

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Mais tarde, a escola passou a denominar-se Instituto Benjamim Constant (IBC),

em homenagem ao seu ilustre e atuante ex-professor de matemtica e ex-diretor:

Benjamim Constant Botelho de Magalhes.

Foi ainda D. Pedro II, que fundou tambm no Rio de Janeiro o Imperial Instituto

dos Surdos-Mudos,pela Lei n 839 de 26 de setembro de 1857. A criao desta escola

ocorreu graas aos esforos de Ernesto Het e seu irmo. Em 1957, cem anos aps sua

fundao, passaria a denominar-se Instituto Nacional de Educao dos Surdos

(INES).Desde o incio, o INES caracterizou-se como um estabelecimento educacional

voltado para a educao literria e o ensino profissionalizante. A instalao do IBC e

do INES abriu possibilidade de discusso da educao dos portadores de deficincia.

Durante o 1 Congresso de Instruo Pblica, em 1883, convocado pelo

Imperador em dezembro de 1882, figurava a sugesto de Currculo e Formao de

professores para cegos e surdos (MAZZOTA, 2005,p.29-30).

H registros de outras aes voltadas para o atendimento pedaggico ou mdico-

pedaggico aos deficientes. Em 1874, o Hospital Estadual de Salvador, na Bahia, hoje

denominado Hospital Juliano Moreira, iniciou a assistncia a

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