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<ul><li> 1. GRUPO DE EDUCAO ESPECIALOrientaes para: Comunidade Docente Encarregados de Educao Elaborado pela Equipa de Educao Especial e Apoio EducativoAno Lectivo 2009/2010 </li></ul><p> 2. NDICE Nota Introdutria ------------------------------------------------------- 03 Docentes de Educao Especial Funes ------------------------- 041. Definio --------------------------------------------------------------- 042. Funes Gerais -------------------------------------------------------- 04 Grupo de educao especial e Apoio Educativo ------------------ 051. Abrangncia ----------------------------------------------------------- 062. Procedimento ---------------------------------------------------------- 06 a) Pedido de avaliao de alunos b) Avaliao de alunos Alunos abrangidos pela Educao Especial ----------------------- 07 Alunos para Apoio Educativo ---------------------------------------- 07 Medidas do Regime educativo especial ----------------------------- 081. Medidas previstas no art. 16 --------------------------------------- 082. Explicitao das alneas b) e e) ------------------------------------- 103. Programa Educativo Individual ------------------------------------ 124. Plano individual de transio --------------------------------------- 12 Perguntas Frequentes -------------------------------------------------- 13 2 3. Nota introdutria Os docentes de educao especial so um recurso valioso dos agrupamentos de escolas. A eficincia da sua interveno est estreitamente relacionada com o desenvolvimento organizacional dos estabelecimentos de ensino e a politica de Incluso nos princpios que norteiam os Projectos de Escola. Os apoios educativos abrangem todo o sistema de educao e ensino no superior e desenvolvem se com base na articulao dos recursos e das actividades de apoio especializado existentes nas escolas, com vista promoo de uma escola inclusiva. A finalidade deste Guia contribuir para um maior esclarecimento dos docentes, com vista ao aperfeioamento da funcionalidade dos apoios educativos e da adequao das respostas a proporcionar aos alunos com necessidades educativas especiais.3 4. DOCENTES DE EDUCAO ESPECIAL FUNES 1. Definio A educao especial visa responder a necessidades educativas especiais, decorrentes de limitaes ou incapacidades, que se manifestam de modo sistemtico e com carcter prolongado, inerentes ao processo individual de aprendizagem e de participao na vivncia escolar, familiar e comunitria. Essas limitaes ou incapacidades so decorrentes de factores limitadores endgenos, que podem ser agravados por factores ambientais, resultantes de perda ou anomalia, congnita ou adquirida, ao nvel das funes ou das estruturas do corpo, nos domnios auditivo, visual, cognitivo, comunicacional, incluindo ao nvel da linguagem e da fala, motor e da sade fsica. 2. Funes Gerais a) O docente que tem como funo prestar apoio educativo escola no seu conjunto, ao professor, ao aluno e famlia e colaborar na organizao e gesto dos recursos e medidas diferenciadas a introduzir no processo de ensino e aprendizagem b) Colaborar com a Direco do agrupamento na deteco de necessidades educativas especficas e na organizao e incremento dos apoios educativos adequados; c) Contribuir activamente para a diversificao de estratgias e mtodos educativos de forma a promover o desenvolvimento e a aprendizagem das crianas e jovens da escola; d) Colaborar com a Direco do agrupamento e com os professores na gesto flexvel dos currculos e na sua adequao s capacidades e aos interesses dos alunos, bem como s realidades locais; 4 5. e) Colaborar no desenvolvimento das medidas previstas no Decreto- Lei n 3/2008 de 7 de Janeiro, relativas a alunos com necessidades educativas especiais; f) Apoiar os alunos e respectivos professores, no mbito da sua rea de especialidade, nos termos que forem definidos no projecto educativo do agrupamento; g) Participar na melhoria das condies e do ambiente educativo do agrupamento, numa perspectiva de fomento da qualidade e da inovao educativa; h) Elaborar os relatrios individuais de cada aluno bem como das actividades realizadas e envi-lo ao conselho de turma ou docentes, Direco: i) Proceder avaliao de novos casos de acordo com o previsto no Regimento Interno dos Servios Especializados de Educao Especial e de acordo com o Decreto-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro j) Elaborar o Plano Anual das Actividades.Grupo de Educao Especial e Apoio Educativo De acordo com o Decreto-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro, o GEEAE, e outros tcnicos devem assegurar a existncia de condies de Incluso para alunos comNEEs que frequentamos estabelecimentos de ensino regular. A forma de organizao deste Grupo deve constar no Regulamento interno do Agrupamento. Devem ainda elaborar um Regimento que explicite o seu funcionamento.5 6. 1. Abrangncia No agrupamento, devero recorrer a este Grupo para todo e qualquer assunto relacionado com as Necessidades Educativas Especiais dos seus alunos, ainda que no estejam abrangidos pela rede da Educao Especial. 2. Procedimento a) Pedido de avaliao de alunos Feita a deteco do problema pelo docente da turma, encarregado de Educao ou outros dever ser enviado pedido, por escrito e em formulrio prprio, ao GEEAE do Agrupamento. b) Avaliao de alunos Este Grupo faz a avaliao e anlise da situao nos diferentes contextos sala de aula e outros espaos da escola, meio familiar e social trocando informaes com os vrios intervenientes no processo. (Servio de psicologia, docentes, mdicos, terapeutas, tcnicos de servio social, Pais/Encarregados de Educao) Aps avaliao poder ser formalizado pedido de avaliao e/ou encaminhamento para outros servios: Centros de Desenvolvimento, Centros de sade, Psicologia, Comisso de Proteco de Crianas e Jovens em Perigo e outros Servios locais ou regionais. Concluda esta anlise so definidas e implementadas estratgias e medidas adequadas s NEEs do aluno que devem constar do seu Processo Individual. 6 7. ALUNOS ABRANGIDOS PELA EDUCAO ESPECIAL Osdocentesde Educao Especial colocadosem estabelecimento de ensino destinam-se a apoiar exclusivamente alunos com NEEs de carcter permanente/prolongado (Dec.-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro) Na interveno precoce e na educao pr-escolar, o apoio s crianas com atraso de desenvolvimento, em risco grave/deficincia prestado nos domiclios, creches/jardins de Infncia da rede pblica ou privada e outros locais, podendo ocorrer simultaneamente em mais de um local (apoio misto).ALUNOS PARA APOIO EDUCATIVO Os docentes de Apoio Educativo colocados em estabelecimento de ensino destinam-se a apoiar os alunos com dificuldades na aprendizagem, caracterizadas como constrangimentos ao processo de ensino e aprendizagem, de carcter temporrio, que podem ser sanadas nos termos daquele processo, atravs de medidas de apoio, no reclamando, por isso, uma interveno especializada de educao especial. O apoio educativo engloba um conjunto de medidas variadas, teleologicamente orientadas para a promoo do sucesso educativo e escolar, para a preveno de comportamentos de risco e para a dissuaso do abandono escolar. 7 8. MEDIDAS DO REGIME EDUCATIVO ESPECIALDec-Lei 3/2008 de 7 de JaneiroEstas medidas aplicam-se aos alunos com NEEs decorrentes dedfices sensoriais, cognitivos, fsicos e emocionais que necessitemadaptaesdas condies em que seprocessa oensino/aprendizagem.1. Medidas educativas previstas no art. 16a) Apoio pedaggico personalizado Reforo das estratgias utilizadas no grupo ou turma aos nveis da organizao, do espao e das actividades; Estmulo e reforo das competncias e aptides envolvidas na aprendizagem; Antecipao e reforo da aprendizagem de contedos leccionados no seio do grupo ou da turma; Reforo e desenvolvimento de competncias especficas. Nota Esta medida apenas requer a interveno directa do Docente de Educao Especial quando o PEI do aluno, se preveja a necessidade de realizar actividades que se destinem ao reforo e desenvolvimento de competncias, no passveis de serem efectuadas pelo docente responsvel.b) Adequaes curriculares individuais Adaptaes nas disciplinas/reas com possvel reduo parcial do currculo tendo por base o currculo comum, no caso da educao pr-escolar querespeitemas orientaes curriculares, no ensino bsico as que no pem em causa a aquisio das competncias terminais de ciclo e, no ensino secundrio, as que no pem em causa as competncias essenciais das disciplinas. 8 9. Introduo de reas curriculares especificas que no faam parte da estrutura curricular comum, nomeadamente leitura e escrita em Braille, orientao e mobilidade; treino da viso e a actividade motora adaptada, entre outras. Adequao do currculo dos alunos surdos Dispensa da actividade que revelem de difcil execuo em funo da incapacidade do aluno, s sendo aplicveis quando se verifica que o recurso a tecnologias de apoio no suficiente para colmatar as necessidades educativas resultantes da incapacidade c) Adequaes no processo de matrcula Matrcula na escola adequada s necessidades dos alunos Matrcula com dispensa dos limites etrios Matrcula por disciplinas (nos 2 e 3 ciclos e ensino secundrio) d) Adequaes no processo de avaliao Tipo de prova ou instrumento de avaliao Forma ou meio de expresso do aluno Periodicidade/ calendrio Durao Local de execuo e) Currculo especfico individual Este currculo substitui o currculo comum e destina-se a proporcionar a aprendizagem de contedos especficos para alunos que apresentem incapacidade permanente na rea cognitiva, motora ou da multideficincia;9 10. Inclui contedos conducentes autonomia pessoal e social do aluno e d prioridade ao desenvolvimento de actividades de carizfuncional centradas noscontextos de vida, comunicao e organizao do processo de transio para a vida ps-escolar; Compete direco e ao respectivo grupo de educao especial orientar e assegurar o desenvolvimento dos referidos currculos *Os alunos com currculo especfico individual no esto sujeitos ao processo de avaliao e de transio de ano escolar caracterstico do regime educativo comum. Ficam sujeitos aos critrios especficos de avaliao definidos no seu PEIf) Tecnologias de apoio Dispositivos e equipamentos que tm por objectivo compensarem uma limitao funcional e facilitar um modo de vida independente facilitadores do desempenho de actividades e da participao dos alunos com NEE nos domnios da aprendizagem e da vida social e profissional Podem ser utilizadas em diferentes reas: Cuidados pessoais e de higiene Mobilidade Adaptaes para mobilirio e espao fsico Comunicao, informao e sinalizao Recreao2. Explicitao da alnea b) e e) Adequaes curricularesSo um conjunto de modificaes que se realizam nos objectivos,contedos, critrios e procedimentos de avaliao, actividades emetodologias para atender s diferenas individuais dos alunos comNEEs.10 11. Sempre que a deficincia do aluno seja impeditiva de participar em determinada actividade poder o mesmo ser dispensado dela. Currculo especfico individual Aos alunos que no possuem competncias para aceder ao currculo regular mesmo com adaptaes muito especficas, ter de ser facultado umcurrculo especfico individual adequado s necessidades especiais de educao. O estabelecimento de objectivos de aprendizagem diferentes e o ensino de matrias especficas no invalida que o aluno com currculo especfico individual participe em algumas disciplinas do currculo regular, integrado em turma, se lhe forem reconhecidas capacidades para tal. Ao ser elaborado um currculo especifico individual ter de se tomar em considerao no s as competncias do aluno mas tambm as expectativas dos pais e do prprio aluno, para que lhe seja facultado um nvel de desenvolvimento que lhe permita a mxima autonomia e lhe facilite uma futura integrao scio-profissional de acordo com as suas aspiraes. A um aluno nesta situao, no final da escolaridade obrigatria, ser- lhe- passado um certificado de frequncia de um currculo especifico individual especificando as competncias alcanadas ao longo da escolaridade. 11 12. 3.Programa Educativo Individual (art 8 do Dec-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro) O PEI um instrumento de planeamento educativo e de avaliao para os alunos com NEEs que apresentem dfices do foro fsico, sensorial, cognitivo ou emocional e deve ser elaborado quando: O aluno precise de apoio educativo/teraputico prolongado: Haja necessidade de uma alterao significativa em relao aocurrculo comum; Nota: a elaborao do PEI da responsabilidade de todos os intervenientes no processo educativo do aluno e deve ser elaborado no prazo mximo de 60 dias aps a referenciao dos alunos com necessidades educativas especiais de carcter permanente. 4.Plano Individual de transio (art 14 Dec-Lei 3/2008) O PIT um documento regulador da aplicao da medida educao especial alnea e) de acordo com as indicaes do PEI. Serve para promover a transio para a vida ps-escolar e, sempre que possvel, para o exerccio de uma actividade profissional com adequada insero social, familiar ou numa instituio de carcter ocupacional A implementao do PIT inicia-se 3 anos antes da idade limite de escolaridade obrigatria. Nota: a sua elaborao e aplicao sempre da responsabilidade de todos os profissionais que participam na sua elaborao.12 13. PERGUNTAS FREQUENTES A CIF tem como objectivo uma abordagem sistmica, ecolgica e interdisciplinar que permita descrever o nvel de funcionalidade e incapacidade dos alunos, bem como identificar os factores ambientais que constituem barreiras ou facilitadores.A utilizao deste quadro de referncia permite uma avaliao compreensiva e dinmica da funcionalidade e, consequentemente, a introduo das necessrias adequaes no processo de ensino e de aprendizagem direccionadas quer para o desenvolvimento das capacidades do aluno, quer para a introduo de alteraes nos seus contextos de vida incluindo o contexto escolar. A checklist apenas um instrumento de trabalho, organizador dos dados de avaliao, que permite cruzar os contributos dos vrios especialistas, no sendo de forma alguma um somatrio de informaes espartilhadas. Por conseguinte, a sua utilizao s far sentido se for construda e utilizada no mbito de um trabalho interdisciplinar, sendo uma prtica desaconselhada a sua utilizao como forma de recolha de dados isolados. Para a tomada de decises referentes s respostas educativas de educao especial a aplicar ser sempre importante o contributo dos servios da sade, o qual pode ser consubstanciado em relatrios ou pareceres tcnicos que veiculem a informao considerada til.Questo 1 Com a publicao do Decreto-Lei n. 3/2008 ser necessrio reavaliar as respostas educativas definidas para todos os alunos abrangidos pelo anterior diploma (Decreto-Lei n.319/91)?Resposta 1 Sim. Todos os programas educativos carecem de uma reavaliao, a realizar gradualmente at ao final do ano lectivo. Relativamente aos alunos que so referenciados pela primeira vez sero avaliados, desde j, de acordo com o processo definido no Decreto-Lei n.3/2008.Questo 2 Quais as respostas educativas para os alunos que estavam abrangidos pelo Decreto-Lei n.319 e que no se enquadram no grupo-alvo definido no...</p>