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  • 32 Revista O Papel - julho/july 2011

    Reportagem de Capa

    Por Thais Santi

    Reportagem de Capa

    Do papel embalagem

    Os resultados positivos da economia nacional abriram espao para a inovao

    no setor de embalagens de papel. Assim, de acordo com especialistas, este o

    momento para explorar as vantagens competitivas e consolidar a grandiosidade

    deste segmento, que movimenta mais de R$ 40 bilhes por ano no mercado

    Do papel embalagem

  • 33 julho/july 2011- Revista O Papel

    A perspectiva de crescimento de 1,5% ao ano da produo do setor papeleiro, se-gundo a Associao Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), tem motivado os fabricantes a investir em novas tecnologias e busca de inovao, entre outras reas.

    Vale destacar o segmento de papel para embala-gem, que no ano passado foi responsvel por 50% da produo total de papel do Pas. Em volume, o percentual representou 4,8 milhes de toneladas de papel. Neste ano, em especial, o panorama po-sitivo para o papelo ondulado, antecipa Ricardo Trombini, presidente da Associao Brasileira do Pa-pelo Ondulado (ABPO).

    O executivo diz que, mesmo com as novas manobras do governo para conter a inflao, observadas no pri-meiro semestre deste ano, a previso do segmento crescer 3,5% at final de 2011. Esse ndice poder ser ainda maior, segundo a RiSi, consultoria que projetou para este ano um aumento de 4% no consumo dos pa-pis para embalagem.

    Trata-se de um desempenho que est atrelado, entre outros fatores, preferncia do produto como matria-prima de fabricao de embalagens, uma vez que, de acordo com o instituto Brasileiro de Geografia e Estats-tica (iBGE), o papel responde hoje por 33,2% do volume de matrias-primas consumidas pelo setor de embala-gens um ndice de soberania popular perante seus concorrentes: o vidro, o metal, o plstico e a madeira.

    Grande parte dessa conquista se deve a aes pro-movidas por entidades do setor de papel e papelo ondulado para valorizar as vantagens do produto so-bre as outras matrias-primas. incluem-se nesta lista a ABPO e a Bracelpa, que fizeram o trabalho de base da consolidao do setor de papelo ondulado e do segmento de papel para embalagem junto aos fabri-cantes de bens de consumo.

    Agora o setor vive um momento nico de oportu-nidades de elevar sua competitividade no mercado a partir da entrada em vigor da Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS) e da elaborao de estudos sobre o ciclo de vida do papel e a possibilidade de alongar o tempo de circulao no mercado por meio da logstica reversa.

    O assunto, polmico, j vem se arrastando h algum tempo, devido s mudanas que a PNRS dever pro-vocar na cadeia de produo do setor papeleiro. Por exemplo, atualmente todas as embalagens e demais materiais de papel destinados reciclagem tm preos regulados pelo setor de aparistas. Com a aprovao da

    PNRS, a coleta da embalagem passar a ser de respon-sabilidade exclusiva das empresas fabricantes. (Veja box em destaque sobre a PNRS)

    Outra oportunidade em pauta a Lei n. 15.374, de 18 de maio de 2011, que propiciou um novo nicho de mercado para o setor de embalagens. A nova regra extingue a distribuio gratuita de sacolinhas plsticas por estabelecimentos comerciais do municpio de So Paulo (SP) at o incio de 2012.

    A medida, que j acontece em outras cidades e Es-tados, visa reduzir os impactos causados pelo produ-to ao meio ambiente, decorrentes do longo perodo de decomposio. Alm disso, as sacolinhas plsticas acabam agravando ainda mais as consequncias das enchentes nas reas urbanas, quando arrastadas pelas chuvas em direo aos bueiros. (Veja o quadro O fim das sacolinhas plsticas)

    Sem perder tempo, algumas empresas do setor, como o Grupo Orsa e a Celulose irani, saram na frente e j inovaram com a apresentao de solues sustent-veis em papelo ondulado para os supermercadistas e demais envolvidos pelas mudanas previstas por essa nova lei, que entrar em vigor no prximo ano.

    Se de um lado h muitas oportunidades, de outro h desafios proporcionais aos fabricantes, que tero de estruturar suas operaes industriais para atender s novas demanda do mercado com qualidade adequada. Os novos desafios, portanto, exigiro fortalecimento!

    Caixa Check-out do Grupo Orsa: suporta o peso de at seis sacolas plsticas e at 15 quilos de produto

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  • Sem ttulo-1 1 18/7/2011 15:11:41

  • Sem ttulo-1 1 18/7/2011 15:11:41

  • 36 Revista O Papel - julho/july 2011

    Reportagem de Capa

    Trombini: um dos grandes desafios est em conscientizar os associados da entidade a oferecer novas solues para o mercado

    sRg

    io B

    Rito Foi isso o que busca-

    ram as empresas ibema e Papirus, a partir do momento em que par-tiram para a fuso de atividades. Com a inte-grao, a nova empresa passar a ter um share de aproximadamente 25%, ficando entre as maiores empresas do setor no Brasil. Unir as operaes industriais gera a oportunidade de elevarmos os investi-mentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D),

    o que essencial para inovar, frisa Nei Senter Martins, presidente da ibema.

    Enquanto alguns buscam juntar foras para ganhar competitividade, outros partem para o crescimento da produo em carreira solo. Subsidiria da MeadWestvaco Corporation no Brasil, a Rigesa iniciou recentemente a operao de sua nova fbrica no Brasil, situada em Araatuba (SP).

    Como consequncia, uma de suas primeiras es-timativas a gerao de empregos para o setor em decorrncia da expanso. A nova unidade tem 27 mil m de construo e conta com 60 colabora-dores, com perspectiva de chegar a 250 at 2014. O gerente geral da unidade, Davis Assis, acredita que essa quinta fbrica ajudar a impulsionar os negcios de papel para embalagem na regio e a alcanar a meta estabelecida pela Rigesa em ter-mos de crescimento.

    A Caixa Retornvel da Irani facilmente montada e desmontada e pode ser reutilizada inmeras vezes, reduzindo o impacto ambiental

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    A partir do segundo semestre de 2012, o Pas ter uma nova forma de lidar com cinco grupos de resduos: eletroeletrnicos; remdios; embalagens; resduos e embalagens de leos lubrificantes; e lm-padas fluorescentes de vapor de sdio e mercrio e de luz mista. Os brasileiros podero ter regras fixas, determinadas pelo governo federal, para descartar esses produtos.

    o incio do processo para a instalao da lo-gstica reversa, o principal instrumento da Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS). Sua imple-mentao vai garantir o aumento do percentual de reciclagem no Brasil. Atualmente, o Pas recicla muito pouco. Um percentual de resduos secos que poderia atingir a casa dos 30% no passa hoje de cerca de 13%. A lei definiu que, na logstica rever-sa, todos os fabricantes, importadores, distribuido-res, comerciantes e cidados tm responsabilidade compartilhada na correta destinao do produto adquirido. A ideia central est no fato de que a vida til do produto no termina aps seu consumo o item volta a seu ciclo de vida para reaprovei-tamento ou para uma destinao ambientalmente adequada. Em maio formaram-se grupos de traba-lho para desenvolver esse tipo de logstica para as cinco categorias de resduos.

    Esses grupos de trabalho vo debater e definir os tipos de produtos de cada cadeia e quais resduos sero submetidos logstica reversa. O Grupo de Trabalho Temtico (GTT) que envolve o setor de celu-lose e papel o GTT de Embalagens. Devido ampla gama de embalagens, hoje a identificao pelo con-sumidor de como encaminh-las para a reciclagem acaba sendo dificultada. Por isso que a logstica reversa de embalagens tem por objetivo o desen-volvimento de embalagens com menor consumo de recursos naturais em sua fabricao, maior separa-o dos materiais e ndice mais alto de reciclagem, reduzindo o volume de resduos descartados e a presso ao meio ambiente. Fazem parte do grupo rgos da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos municpios, bem como entidades representati-vas de setores da sociedade civil envolvidos pela lo-gstica reversa de embalagens, dos quais participam a Bracelpa e a ABRE.

    O setor de papel e a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS)

    Fonte: Ministrio do Meio Ambiente (texto adaptado)

  • 37 julho/july 2011- Revista O Papel

    Divulgao gRupo oRsa

    Embalagem-display para acondicionar ovos de pscoa, com impresso flexogrfica e aplicao de verniz de brilho, criada pelo Grupo Orsa para a Nestl

    Design + impresso No momento em que os fabricantes de papel para embalagem e

    papelo ondulado se estruturam para agarrar as oportunidades futuras de mercado para o setor, os designers ficam espera das inovaes, para superarem expectativas na criao de embalagens.

    Em suas diversas formas, tamanhos e cores, seja em papelcarto ou em papelo ondulado, a embalagem de papel tem a possibilidade de se transformar em um sonho, em uma brincadeira, em um utenslio ou no que desejar a imaginao!

    Para tanto, a matria-prima papel para embalagem precisa ofere-cer vantagens em custo, qualidade e flexibilidade sobre suas concor-rentes. Trata-se de uma disputa permanente, pois no s para o pa-pel, mas para todos os materiais, pretende-se conseguir a primazia no envase das diversas categorias de produtos, ressalta Fbio Mestriner, coordenador do curso de Embalagens da Escola Superior de Propagan-da & Marketing (ESPM).

    Acompanhar as tendncias de mercado, ento, fundamental! Nos ltimos anos foi possvel verificar o espao conquistado pelo papel a partir do crescimento da conscincia ambiental. Os produtos ambien-talmente corretos, de fontes renovveis, biodegradveis, retornveis, reciclveis e de alguma forma capazes de reduzir o impacto da emba-lagem no meio ambiente entraram em pauta, lembra Mestriner.

    Alm do apelo ambiental, as embalagens de pa