Ditadura militar brasileira 1964 1985

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DITADURA MILITAR BRASILEIRA 1964 - 1985

DITADURA MILITAR BRASILEIRA 1964 - 1985

*Poltica dos generais*Anos de chumbo*Repblica dos Generais

Rafael Ascari

GOLPE DE 1964

Na madrugada de 31 de maro para 1 de abril de 1964, lderes civis e militares conservadores derrubaram o presidente Joo Goulart dando incio a um governo militar ditadura que se estendeu at 1985;

LISTA HISTORIOGRFICA DOS MOTIVOS DA DITADURA1935 - medo comunista Intentona de Comunista (1935) governo Vargas;

1948 - Teoria perigosa Criao ESC - elabora uma doutrina de segurana nacional, princpios tericos que serviro para justificar a interveno dos militares em assuntos do governo em nome de supostos "interesses da ptria;

1954 - Ensaios golpistas interferncias internacionalista no governo de Vargas, o que leva a seu suicdio

1959 - Revoluo numa ilha (Cuba)... O "perigo comunista" volta a ganhar destaque em 1959, quando uma revoluo conduz Fidel Castro ao comando de Cuba.

A ascenso de Fidel no Caribe traz o comunismo antes s difundido em governos na Europa e na e na sia prximo do Brasil, aumentando o medo dos conservadores em relao a polticos nacionalistas e de esquerda;

1961 - Renncia inesperada...

Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jnio Quadros renuncia. Conservadores pressionam para que o vice, Joo Goulart (Jango), no assuma, pois ele visto como um poltico de esquerda. Militares legalistas defendem a posse do vice. A sada adotar o parlamentarismo, que diminui o poder de Jango

1963 - Jango ganha flego...

Um plebiscito realizado no dia 6 de janeiro de 1963 para que a populao decida se o parlamentarismo mesmo aceito como o novo sistema de governo ou se o pas retorna ao presidencialismo.

Por ampla margem, o eleitorado decide pelo retorno do regime presidencialista e Jango recupera plenos poderes

1964 (13 de maro) - Guinada esquerda...

Mesmo fortalecido, Jango no tem apoio parlamentar para aprovar as "Reformas de Base", seu principal projeto de governo, que inclua, entre outros pontos, a nacionalizao de empresas estrangeiras e a reforma agrria.

Sem fora, ele se alia esquerda nacionalista.

Em 13 de maro, num grande comcio na estao Central do Brasil, no Rio, Jango pede ao povo apoio s reformas

1964 (19 de maro) - Reao da direita...

Menos de uma semana aps o comcio de Jango no Rio, que reuniu cerca de 300 mil pessoas, os conservadores organizam uma passeata popular em resposta s alianas de Jango e seus projetos supostamente "comunistas".

No dia 19 de maro, aproximadamente 500 mil pessoas participam em So Paulo da "Marcha da Famlia com Deus pela Liberdade", exigindo o fim do governo Joo Goulart

1964 (30 de maro) - A gota dgua

Diante da resistncia ao seu governo na cpula das Foras Armadas, Jango se aproxima de militares de baixa patente, ficando ao lado deles em rebelies no meio militar.

Em 30 de maro, Jango se encontra com sargentos da PM do Rio e se solidariza a eles. Oficiais graduados entendem o gesto como uma clara ameaa hierarquia militar. Era o que faltava para incentivar o golpe...

1964 (31 de maro) - O desfecho militar

Na madrugada de 31 de maro para 1 de abril, uma rebelio contra o governo comea em Minas Gerais.

Entre os lderes do movimento, destacam-se o governador mineiro Magalhes Pinto e o marechal Castello Branco, chefe do Estado-Maior do Exrcito.

A rebelio apoiada em outras regies, por polticos conservadores e pela maioria das Foras Armadas. Jango deposto e tem incio uma ditadura militar.

Curiosidades:Paulo Egydio Martins Secretrio do TesouroAlberto Byington Sogro de Martins - banqueiroAdolfo Behy Junior Secretrio EUALadislav Bittmam espio URSSLincon Gordan Embaixador EUA no Brasilhttp://politica.estadao.com.br/blogs/roldao-arruda/conspirador-de-1964-defende-golpe-contra-jango-e-afirma-que-civis-foram-traidos-por-militares/http://orkut.google.com/c35675534-ta77476df8d46d64d.html

EM RELAO AO GOLPE, HAVIA UMA DIVISO DE IDEIAS

SORBONI Moderados (Pombos) = Desejavam tomar o pas, organizar o pas e devolver aos civis em 6 meses mximo um ano.

LINHA DURA Radicais (falcoes), desejavam, tomar o pas, organizar o pas e se manter no poder.

Antes de qualquer militar assumir Ranieri Mazzilli (01 a 11 de abril) presidente da cmara arbitra o poder.

CASTELO BRANCO eleito, assume dia 11 de abril, usa uma poltica de interveno Forte influncia dos EUA.

Lei de Segurana Nacional - define os crimes contra asegurana nacional, a ordem poltica e social, alm de estabelecer seu processo e julgamento

AIs Atos Institucionais.

Economia precisava crescer: CAPITAL TECNOLOGIA

Os militares ao assumir incentivaram: TAXA DE REENVESTIMENTO reserva financeira de reaplicao

Para isso: OU AUMENTA O LUCRO OU DIMINUI GASTOS = (arrocho salarial)

Durante a vigncia dos 5 governos militares houve apenas 3 ministros da economia, sendo que se destaca Antnio Delfim Netto.

Sua pssima gesto trouxe ao pas a estginflao estagnao com inflao. Incentivos Fiscais

Antonio Delfim Netto, economista formado pela USP em 1951, foi ministro da Fazenda dos governos militares de Costa e Silva (1967-1969) e Mdici (1969-1973), e ministro da Agricultura do governo Figueiredo (1979-1984)

LINKS:Delfim Netto, o sabicho, agora diz que no sabia dos crimes da ditaduraDelfim tinha esquema para tomar o governo, dizem documentos da ditadura militarDelfim Netto diz que no sabia de torturas na ditadura e defende o AI-5, em depoimento na Comisso Municipal da Verdade de So PauloDelfim Netto diz que no sabia de financiamento de empresrios a torturasFiesp e Banco Ita so esculachados por apoio ditadura civil militarDiretoria da Fiesp foi ponto de partida de negcios entre indstria e ditadura em 64, diz ex-membro da ALNDelfim Netto sobre atuao no regime militar: No tenho nada do que me arrependerQuem quebrou o Brasil foi Geisel, afirma Delfim

FRASES de Delfim neto:No me arrependo. Se as condies fossem as mesmas e o futuro no fosse opaco, eu repetiria.Nunca ouvi dentro do governo nada sobre tortura. Voc ouvia dizer por a. Quando perguntei ao presidente [Mdici], ele negou, disse que s ocorriam mortes em combates.Nunca houve discusso de financiamento para a Oban (Operao Bandeirante) em lugar nenhum do governo. O objetivo dessa reunio foi falar sobre taxa de juros, que j era uma obsesso.

A Operao Bandeirante (OBAN)foium centro de informaes e investigaes montado pelo Exrcito do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava as aes dos rgos de combate s organizaes armadas de esquerda durante a ditadura militar.

Presidentes da Ditadura Militar 1964 - 1985GENERAL HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO 1964 -1967 Sorbone

Vai ao poder no dia 11 de abril de 1964;

Decreta os primeiros 4 AIs ( atos institucionais)

Os AIs eram validados sem consulta popular ou legislativa, servindo como mecanismos para ampliao dacensurae fortalecimento da autoridade dos militares. Desta forma, o equilbrio dos poderesJudicirio eLegislativose estreitava com a centralizao doPODER EXECUTIVO, que ficava nas mos da presidncia.

Controlar a Inflao

PAEG Equilbrio das Contas Pblicas

Desenvolvimento do Mercado de Crdito

Jovem Guarda, Roberto Carlos, Vanderlia, Cultura Erasmo Carlos.... Rock and roll, grandes festivais

Os 4 primeiros AIs consistiam em:

1 AI - Superpoderes ao presidente foi outorgado em 9 de abril de 1964 por uma juntamilitarcomposta pelos militares:

General do Exrcito Artur da Costa e SilvaTenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo Vice-almirante Augusto Hamann Rademaker Grnewald

Segundo o AI-1 - O regime militar pde cassar os direitos polticos de cento e dois cidados contrrios a ditadura que estava se iniciando.

O AI-1 dava poderes para o Presidente escolher os congressistas que ficariam na casa e estes o elegeriam, pois fariam parte do colgio eleitoral.

AI-1 criavam uma falsa imagem de democracia para a opinio pblica internacional, onde o presidente seria eleito por um colgio eleitoral, composto de representantes escolhidos pelo povo. Sendo que o colgio eleitoral havia sido mutilado pelo prprio AI-1.

AI-2 - Aps as eleies de 3 de outubro de 1965. No pleito, os oposicionistas Francisco Negro de Lima (PSD-PTB) e Israel Pinheiro (PSD) foram eleitos governadores da Guanabara e de Minas Gerais, respectivamente;

Assim o AI-2 documento de 33 artigos dissolvia todos os partidos polticos existentes. Entre as medidas, tambm estavam a possibilidade do presidente decretar estado de stio por 180 dias (sem consulta prvia ao Congresso Nacional), de demitir funcionrios civis e militares e de intervir nos Estados. Os presidentes da Repblica no poderiam mais se reeleger, o presidente poderia fechar o Congresso e o nmero de ministros do STF aumentaria de 11 para 16.

AI-2, formou-se o bipartidarismo no Brasil, composto pela Aliana Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrtico Brasileiro (MDB). Sua vigncia viria a expirar em 15 de maro de 1967.

AI-3 Previa o fim de eleies diretas para governadores e prefeitos, sendo assim a interferncia militar se expandiria para os interior do pas com domnio completo

AI-4 - Editado em 7 de dezembro de 1966 pelo ainda presidente Castello Branco. Pelo documento, o Congresso foi convocado para sesso extraordinria de 12 de dezembro daquele ano a 24 de janeiro de 1967 e discutiria uma nova constituio, a qual entraria em vigor com a posse de Costa e Silva, em 15 de maro. Enquanto a nova Constituio no estivesse pronta, o Executivo poderia legislar por decretos, como j havia sido definido no AI-2.

OBS: Constituio de 1967 Promulgada (ar democrtico) no outorgada

PRESIDENTE DO PERODO DA DITADURA1964 - 19852 ARTHUR DA COSTA E SILVA 1967 1969 Linha Dura

Perodo de grande o posio a ditadura: Frente Ampla EX: UNE CNBBCosta e silva decreta o AI 5 O mais terrvel dos atos institucionais

O AI-5 autorizava o presidente da Repblica a fechar o Congresso Nacional novamente (a medida havia sido extinta com o fim da vigncia do AI-2 em 1967), alm dos demais rgos legislativos;

O Executivo tambm poderia intervir nos Estados e municpios brasileiros independentemente dos limites constitucionais, confiscar os bens daqueles acusados de terem "enriquecido ilicitamente" e continuar a cassar mandatos e suspender direitos polticos de qualquer cidado por dez anos.

A garantia aohabeas corpustambm foi suspensa "nos casos de crimes polticos, contra a segurana nacional, a ordem econmica e social e a economia popular".

Manifestaes e reunies ideolgicas nas ruas foram proibidas.

Antes de terminar seu governo Costa e Silva sofre um AVC e morre, pela lgica constitucional quem deveria assumir era seu vice, um civil PEDRO ALEIXO;

Como Costa e Silva seus aliados linha dura no poderiam deixar o poder nas mos de um civil, ai teremos um fato de grande importncia na histria:

GOLPE DENTRO DO GOLPE consistiu em instaurar uma junta militar 1969, decretando outros 12 AIs, a qual tambm indicando o sucessor de Costa e Silva, Mdici.

PRESIDENTE DO PERODO DA DITADURA1964 - 19853 Emlio Garrastazu Mdice 1969 1974 Linha DuraO governo mais violento da ditaduraEnfrentou as guerrilhas (ligas camponesas)Ampliou os rgos de represso:DOI Departamento do Operaes InternasCODI Centro de Operaes e Defesa InternaOBAN Operao BandeiranteSOP Setor de OperaesSNI Servio Nacional de Informao

Momento de grande crescimento econmico do pas;Investimentos externos;

MILAGRE ECONMICO OU MILAGRE BRASILEIROPIB 11% ao anoDivida externa 1964 1985

3 bilhes de dlares em 21 anos 102 bilhes de dlares aumento de 99 bilhesAngra 10 bilhesTransamaznica 12 bilhesPonte Rio Niteri 7 bilhesCopa de 1970Itaipu

Slogan usados pelo governo: Ufanismo exacerbado

NINGUM SEGURA ESTE PASAME-O OU DEIXE-OCOPA DO MUNDO DE 1974

Governo marcado pela violncia e pela emergente economia

PRESIDENTE DO PERODO DA DITADURA1964 - 19854 Ernesto Geisel 1974 1979 O IMPERADOR SorboneReabertura polticaEm sua viso deveria ser de forma:Lenta e gradual apelidado de sstole e distoleCrise mundial do petrleo de 1973, consequncia da quarta guerra rabe;Aumento da bancada MDBLei Falco evitava o aparecimento de opositores na mdiaPacote de Abril Previa a eleio dos senadores binicos

Os militares de linha dura, no contentes com os caminhos do governo Geisel, comeam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda.

Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog assassinado nas dependncias do DOI Codi (Destacamento de Operaes de Informaes do Centro de Operaes de Defesa Interna) em So Paulo.

Em janeiro de 1976, o operrio Manuel Fiel Filho aparece morto em situao semelhante.

Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.

Para suced-lo colocou Figueiredo.

PRESIDENTE DO PERODO DA DITADURA1964 - 19855 Joo Baptista de Oliveira Figueiredo 1979 1985 - Sorbone

Retorno do pluripartidarismoLei de anistia Parcial na aplicao para militar total- para civis parcialEmenta Dante de Oliveira Previa as eleies diretas derrotadoAtuao do Sarney PDS (Partido Democrtico Social), posteriormente cria a Frente Liberal

Eleies:

Oposio Tancredo neves PMDB (Partido do Movimento Democrtico Nacional). XGoverno militar Paulo Maluf

Tancredo Neves vence as eleies porm morre antes de assumir por complicaes mdicas em uma cirurgia, deixando o poder ao se vice, Jose Sarney. Assim se finda o perodo conhecido como REGIME MILITAR BRASILEIRO.

INFORMAES SOBRE ABREVIATURAS E SGLAS USADAS DURANTE A DITADURAAbreviaturas Utilizadas:

AA Arquivo do autorAEG/CPDOC Arquivo de Ernesto GeiselAPEG Arquivo Privado de Ernesto GeiselAPGCS/HF Arquivo Privado de Golbery do Couto e Silva/Heitor FerreiraBLBJ Biblioteca Lyndon B. JohnsonDEEUA Departamento de Estado dos Estados Unidos da Amrica

Siglas Gerais:

AAB Aliana Anticomunista BrasileiraABI Associao Brasileira de ImprensaAP Ao PopularArena Aliana Renovadora NacionalCebrap Centro Brasileiro de Anlise e PlanejamentoCNBB Conferncia Nacional dos Bispos do BrasilCPDOC Controle de Pesquisa e Documentao de Histria Contempornea do Brasil, da Fundao Getlio Vargas DCE Diretrio Central dos EstudantesDIEESE Departamento Intersindical de Estatstica e Estudos Scios-Econmicos.

DINA Direccon de Inteligencia Nacional (Chile)FGV Fundao Getlio VargasFIESP Fundao das Industrias do Estado de So PauloFNLA Fundao Nacional de Libertao da AngolaFrelimo Frente de Libertao de MoambiqueIPS Instituto de Pesquisas e Estudos SociaisMBD Movimento Democrtico BrasileiroMPLA Movimento Popular de Libertao da AngolaMR-8 Movimento Revolucionrio 08 de OutubroOAB Ordem dos Advogados do BrasilOEA Organizao dos Estados AmericanosONU- Organizao das Naes Unidas

PC do B Partido Comunista do BrasilPCB Partido Comunista BrasileiroPIB Produto Interno BrutoPUC Pontfice Universidade CatlicaRFA Repblica Federativa da AlemanhaUNE Unio Nacional dos EstudantesURSS Unio das Repblicas Socialistas SoviticasVAR Vanguarda Armada RevolucionriaVPR Vanguarda Popular Revolucionria

Siglas Governamentais:

AI Ato InstitucionalBNDE Banco Nacional do Desenvolvimento EconmicoCIA Central Intelligence Agency (EUA)DASP Departamento Administrativo do Servio PblicoDOPS Delegacia de Ordem Poltica SocialDSI Diviso de Segurana e InformaoFBI Federau Bureau of Investigation (EUA)IPEA Instituto de Pesquisa Econmica AplicadaISEB Instituto Superior dos Estados Brasileiros

MEC Ministrio da Educao e CulturaPIDE Polcia Internacional e de Defesa do Estado (Portugal)PND Plano Nacional de DesenvolvimentoSerpro Servio Federal de Processamento de DadosSNI Servio Nacional de InformaoSunaman Superintendncia Nacional da Marinha MercanteUnB Universidade de BrasliaUSP Universidade de So Paulo

Siglas Militares:

Cenimar Centro de Informao da MarinhaCIE Centro de Informao do ExrcitoCISA Centro de Informao da AeronuticaCODI Centro de Operao de Defesa InternaCPOR Destacamentos de Operaes e InformaesEME Estado-Maior do ExrcitoEMFA Estado-Maior das Foras ArmadasESG Escola Superior de GuerraESNI Escola Nacional de Informao

FAB Fora Area BrasileiraFEB Fora Expedicionria BrasileiraIPM Inqurito Policial MilitarPE Poltica do ExrcitoPM Poltica MilitarRI Regimento de InfantariaRM Regio MilitarSuperior Tribunal Militar

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