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    CMARA DOS TCNICOS OFICIAIS DE CONTAS

    Dissoluo, Liquidao, Fuso e Ciso de Sociedades

    Comerciais

    Amndio Silva Joo Antunes Paula Franco

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    LISTA DE ABREVIATURAS UTILIZADAS

    CC Cdigo Civil

    CIMT Cdigo do Imposto Municipal sobre as Transmisses Onerosas

    de Imveis

    CIRE Cdigo da Insolvncia e Recuperao de Empresas

    CIRS Cdigo do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas

    Singulares

    CIRC Cdigo do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas

    CIVA Cdigo do Imposto sobre o Valor Acrescentado

    CIS Cdigo do Imposto do Selo

    CPA Cdigo de Procedimento Administrativo

    CPC Cdigo do Processo Civil

    CRC Cdigo do Registo Comercial

    CRP Constituio da Repblica Portuguesa

    CTOC Cmara dos Tcnicos Oficiais de Contas

    LGT Lei Geral Tributria

    IMI Imposto Municipal sobre Imveis

    IRC Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas

    IRS Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares

    IS Imposto do Selo

    IVA Imposto sobre o Valor Acrescentado

    PEC Pagamento Especial por Conta

    RGIT Regime Geral das Infraces Tributrias

    ROC Revisor Oficial de Contas

    STA Supremo Tribunal Administrativo

    TOC Tcnico Oficial de Contas

    UC Unidade de Conta

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    ndice

    1. Dissoluo de Sociedade Comerciais 1.1. Definio 9 1.2. Causas de Dissoluo Imediata 10 1.3. Causas de Dissoluo Administrativa 11 1.4. Causas de Dissoluo Oficiosa 12 2. Liquidao de Sociedades Comerciais 13 2.1. Conceito 13 2.2. Processo de Liquidao 14 2.2.1 1 Passo Nomeao de Liquidatrios 14 2.2.1 2 Passo Liquidao do Passivo Social 15 2.2.1 3 Passo Apresentao de Contas Finais e Deliberao de Scios 15 2.2.1 4 Passo Partilha do Activo Restante 16 2.2.1 5 Passo Registo Comercial da Liquidao 16 2.2.6. Aces Pendentes, Activos e Passivos Supervenientes 17 3. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS DE DISSOLUO E LIQUIDADAO DE ENTIDADES COMERCIAIS 18 3.1. Procedimento administrativo 18 3.1.1 mbito de aplicao 18 3.1.2. Incio Voluntrio do Procedimento 20 3.1.3. Indeferimento Liminar 21 3.2. Inicio Oficioso de Procedimento 22 3.3. Participao da Entidade Comercial e dos Interessados 24 3.3.1. Procedimento Voluntrio 24 3.3.2. Procedimento Oficioso 25 3.3.3. Deciso e Registo Definitivo 26 3.4. Procedimento Administrativo de Liquidao 28 3.4.1. Procedimento Voluntrio 28 3.4.2. Procedimento Oficioso 30 3.5. Participao da Entidade Comercial e dos Interessados 32 3.6. Operaes de Liquidao 32 3.7. Regime Especial de Liquidao Imediata 35 3.8. Encerramento da Liquidao 36 4. Procedimento Especial de Extino Imediata de Entidades Comerciais (cessao na hora) 37 4.1 Extino de dividas da Sociedade 39 5. Tratamento Contabilstico e Fiscal 40 5.1 As Operaes de Liquidao 40 5.2 Os movimentos Contabilsticos 42

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    5.3 O Caso Particular dos Suprimentos 46 5.3.1 - 1 Cenrio Reembolso dos Suprimentos 47 5.3.2 - 2 Cenrio No Reembolso dos Suprimentos 47 5.4 Partilha: Valor a Considerar e Tributao 48 5.4.1Tratamento Fiscal em Sede de IRC 48 5.4.2 Tratamento Fiscal em Sede de IRS 50 5.4.3 Tratamento Fiscal em Sede de IVA 53 5.5 Obrigaes Declarativas 56 5.6 Pagamento Especial por Conta 58 5.6.1 Reembolso 58 5.6.2 Obrigatoriedade de Pagamento 58 5.7 O Caso Particular da Reduo do Capital Social 59 5.8 O Decreto Lei 64/2009 de 20 de Maro 61 5.9 Casos Prticos 63 1 Caso Partilha em Dinheiro 63 2 Caso Partilha em Dinheiro com um Imvel 65 3 Caso O Caso Especial dos Suprimentos 68 4 Caso Liquidao de Empresa com Pagamentos Especiais por Conta a Deduzir 70 5 Caso Balano de Liquidao sem Partilha pelos Scios 72 6 Caso Liquidao de Empresa com Passivo a distribuir pelos Scios 73 7 Caso Liquidao com Cedncia de Dvidas dos Clientes para os Scios 76 8 Caso Liquidao em que houve entradas em dinheiro e incorporao de Reservas 77 9 Caso Reduo do Capital Social numa Situao de Prejuzos Avultados 80 6. Fuso e Ciso 82 6.1 Introduo 82 6.2 Fuses 83 6.2.1. Conceitos 84 6.2.2 Projecto de Fuso 87 6.2.3 Oposio dos Credores 90 6.2.4 Reunio da Assembleia Geral 91 6.2.5 Direito de Exonerao do Scio 93 6.2.6. Registo da Fuso 94 6.2.7 Tratamento Fiscal em Sede de IRC 95 6.2.7.1 Data de Produo de Efeitos Fiscais 100 6.2.7.2Obrigaes Declarativas 102 6.2.8. Tratamento Fiscal em Sede de IVA 102

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    Casos Prticos n. 1 105 6.2.9 Tratamento Fiscal em Sede de IMT 107 6.2.10 Tratamento Fiscal em Sede de Imposto de Selo 108 6.2.11 Contabilizao 109 Caso Prtico n. 2 114 Caso Prtico n. 120 Casos Prticos Disponveis no SITOC 127 7. Ciso 144 7.1 Conceito e Modalidades 144 7.2 Processo de Ciso 145 7.2.1 Ciso Simples 147 7.2.2 Cisso Dissoluo 149 7.2.3 Cisso Fuso 150 7.3 Enquadramento fiscal 151 7.3.1Tratamento Fiscal em sede de IVA 155 7.4 Responsabilidade pelas Dividas 156 Caso Prtico 157

  • 6

    INTRODUO Num mundo em mutao e confrontado com uma crise econmica sem

    precedentes, as empresas enfrentam novos e complexos desafios que exigem

    uma forte capacidade de adaptao s novas realidades.

    Em situaes de crise ou mudana de paradigmas econmicos, as estatsticas

    demonstram um aumento de casos de dissoluo e liquidao mas tambm

    movimentos de associao entre empresas ou reestruturao atravs de

    fuses ou cises.

    Nestes processos, os TOC, enquanto parceiros privilegiados dos actores

    econmicos, tm um papel fundamental quer enquanto garantes da

    regularidade dos procedimentos contabilsticos e fiscais quer enquanto

    consultores nas reas da sua formao.

    As matrias que estudaremos no presente Manual relativas dissoluo,

    liquidao, fuso e ciso, pela sua complexidade, exigem de todos um esforo

    de conhecimento e actualizao permanente. Com efeito, poucas sero as

    matrias com to profundas implicaes societrias, contabilsticas e fiscais.

    Nos ltimos anos, estas matrias foram tambm objecto de alteraes

    legislativas relevantes com o objectivo de simplificao, alterando as regras

    existentes ou, nalguns casos, criando novos procedimentos, especialmente nas

    matrias da dissoluo e liquidao de sociedades, factos que, naturalmente,

    suscitam dvidas e criam novas exigncias.

    Com vem sendo apangio dos Manuais da CTOC, alm do estudo da matria

    nas suas variadas vertentes, o presente Manual apresenta vrios exemplos

    prticos que, cremos, contribuiro para uma melhor compreenso das

  • 7

    matrias. Neste mbito, no podemos deixar de destacar, o acervo de doutrina

    e situaes prticas que o SITOC nos disponibiliza para consulta.

    Pela extenso das matrias estudadas, o Manual est dividido em duas partes:

    na primeira, so estudadas, de forma integrada, a dissoluo e liquidao das

    sociedades comerciais; na segunda, feita uma descrio do processo de

    fuso e liquidao de sociedades nas suas variadas vertentes.

  • 8

    1. DISSOLUO DE SOCIEDADES COMERCIAIS

    1. 1 Definio

    Contrariamente ideia, mais ou menos enraizada, de que a dissoluo

    corresponde morte de uma entidade comercial, a dissoluo no tem como

    fim a sua extino mas apenas a sua modificao tendo em vista a liquidao.

    Conforme refere o artigo 146. do Cdigo das Sociedades Comerciais (CSC),

    com a dissoluo, a sociedade entra imediatamente em liquidao. Dito de

    outro modo, a dissoluo um passo num processo que visa, no final, a

    extino da sociedade. No entanto, a lei prev expressamente a possibilidade

    de a sociedade retomar a actividade.

    Ainda que estejamos perante um mero acto modificativo da sociedade, a

    importncia da sua natureza e funo obriga a uma cuidadosa regulamentao

    e tipificao legal das suas causas e procedimentos para proteco da prpria

    sociedade, dos seus scios e, principalmente, de terceiros.

    O processo de dissoluo das sociedades comerciais est previsto no captulo

    XII (141. a 145.) do Cdigo das Sociedades Comerciais.

    Na actual redaco do Cdigo das Sociedades Comercias, temos trs tipos de

    causas de dissoluo: (i) dissoluo imediata, (ii) dissoluo administrativa ou

    por deliberao dos scios e (iii) dissoluo oficiosa1.

    1 Redaco introduzida pelo Decreto-Lei n. 76-A, de 29 de Maro.

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    1.2 Causas de dissoluo imediata

    As causas de dissoluo imediata esto expressamente previstas no contrato

    de sociedade ou na lei.

    Nos termos do n. 1 do artigo 141., as causas legais de dissoluo imediata

    so:

    a) O decurso do prazo fixado no contrato;

    b) A deliberao dos scios;

    c) A realizao completa do objecto contratual;

    d) A ilicitude superveniente do objecto contratual;

    e) A declarao de insolvncia da sociedade.

    As causas previstas nas alneas b) e e) produzem efeitos automticos. Nos

    casos das alneas a), c) e d), os scios podem deliberar, por maioria simples

    dos votos presentes na assembleia, o reconhecimento da dissoluo e, bem

    assim, pode qualquer scio, sucessor de scio, credor da sociedade ou credor

    de scio de responsabilidade ilimitada promover a justificao notarial ou o

    procedimento simplificado de justificao (n. 2 do artigo 141. do CSC). Esta

    deliberao no se confunde com a deliberao dos scios prevista na al. b).

    Neste caso, trata-se, to s, de reconhecer a causa de dissoluo.

    A dissoluo da sociedade comercial por deliberao dos scios (al. b) do n. 1

    do artigo 141. do CSC) est sujeita s maiorias exigidas para as modificaes

    dos estatutos: nas sociedades em nome colectivo, a deliberao deve ser

    tomada por unanimidade; nas sociedades por quotas, por maioria de trs

    quartos (n.s 1 e 3 do artigo 265. do CSC); para as sociedades