disposições gerais 9 disposições preliminares .normas legais, gerais e especiais, que disponham

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Dirio da Repblica, 1. srie N. 251 31 de dezembro de 2018 6039

da designada lei da paridade (Lei Orgnica n. 3/2006, de 21 de agosto).

O ano de 2018 marcou tambm o incio de um novo ciclo de polticas pblicas nesta rea, com a aprovaoda Estratgia para a Igualdade e a No Discriminao 2018-2030 Portugal + Igual (Estratgia Portugal + Igual),que integra trs planos de ao com medidas at 2021:

i) Plano de ao para a igualdade entre mulheres ehomens;

ii) Plano de ao para a preveno e o combate vio-lncia contra as mulheres e violncia domstica;

iii) Plano de ao para o combate discriminao em razo da orientao sexual, identidade e expresso degnero, e caractersticas sexuais.

Estratgia Portugal + Igual

Entre as vrias aes a desenvolver pelo Governo no mbito da Estratgia Portugal + Igual, destacam-se:

Aposta na aplicao de sistemas de avaliao das componentes das funes nas organizaes, como formade combater a discriminao salarial no cumprimento danova lei de promoo da igualdade remuneratria por trabalho igual ou de igual valor, apoiando organizaes e parceiros sociais nesse processo;

Promoo de medidas de conciliao da vida pro-fissional, familiar e pessoal, de natureza intersetorial e integrada, em que se inclui a prossecuo do debate com os parceiros sociais, de modo a alcanar um compromisso para introduzir, nos instrumentos de contratao coletiva, disposies relativas conciliao;

Desenvolvimento, em articulao com os munic-pios, de mecanismos de territorializao da Estratgia Portugal + Igual;

Construo e melhoria do Sistema de Estatsticas da Igualdade no INE;

Continuao da implementao da Estratgia Na-cional de Educao para a Cidadania no ano letivo de2018-2019, garantindo a necessria formao de docentes;

Continuao da implementao dos oramentos com impacto de gnero, incluindo a apresentao da propostade lei que institui um relatrio anual, nos termos do ar-tigo 17., n. 3, da Lei n. 114/2017, de 29 de dezembro;

Implementao dos protocolos celebrados para for-mao de profissionais na rea da violncia domstica,designadamente oficiais de justia, foras de segurana eadvogados/as, e desenvolvimento de medidas que refor-am o funcionamento da rede nacional de apoio s vtimas de violncia domstica.

No que se refere integrao das pessoas ciganas, ao acolhimento e integrao de migrantes e refugiados, e ao combate discriminao em razo da origem racial etnica, entre as vrias aes a desenvolver pelo Governo, destacam-se:

Continuao do grupo de trabalho para criao de variveis tnico-raciais nos Censos 2021;

Reviso da Estratgia Nacional para a Integrao das Comunidades Ciganas e o lanamento da nova gerao(7.) do Programa Escolhas;

Continuidade de uma poltica migratria moderna e transversal, de atrao e fixao de migrantes, que pro-porcione uma resposta integrada e mais adequada s di-

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nmicas migratrias contemporneas e s necessidades atuais de integrao das pessoas migrantes;

Melhoria do sistema de acolhimento e integrao de refugiados em Portugal ao nvel da reinstalao, recolo-cao e de pedidos espontneos de proteo internacional, incluindo os menores estrangeiros no acompanhados, tendo em vista a sua plena integrao na sociedade por-tuguesa.

(1) Problem based learning.(2) Cincias, Tecnologia, Engenharia e Matemtica.(3) As penses de montante superior a 5146,80 apenas so objeto

de atualizao nas situaes previstas no artigo 102. do Decreto-Lein. 187/2007, de 10 de maio, e no n. 2 do artigo 7. da Lei n. 52/2007, de 31 de agosto.

(4) Este complemento abrange os beneficirios de penses mnimas de invalidez, velhice e sobrevivncia do regime geral de segurana so-cial, de penses do regime especial de segurana social das atividades agrcolas, de penses do regime no contributivo e regimes equiparados da segurana social e de penses mnimas de aposentao, reforma e sobrevivncia do regime de proteo social convergente atribudas pela CGA, I. P.

(5) A Estratgia Consigo pode ser consultada em: http://consigo.seg-social.pt/.

(6) Associao Portuguesa de Editores e Livreiros.

Lei n. 71/2018de 31 de dezembro

Oramento do Estado para 2019

A Assembleia da Repblica decreta, nos termos da alnea g) do artigo 161. da Constituio, o seguinte:

TTULO IDisposies gerais

CAPTULO I

Disposies preliminares

Artigo 1.Objeto

1 aprovado pela presente lei o Oramento do Es-tado para o ano de 2019, constante dos mapas seguintes:

a) Mapas I a IX, com o oramento da administrao central, incluindo os oramentos dos servios e fundos autnomos;

b) Mapas X a XII, com o oramento da segurana social;c) Mapas XIII e XIV, com as receitas e as despesas dos

subsistemas de ao social, solidariedade e de proteo familiar do Sistema de Proteo Social de Cidadania e do Sistema Previdencial;

d) Mapa XV, com as despesas correspondentes a pro-gramas;

e) Mapa XVII, com as responsabilidades contratuais plurianuais dos servios integrados e dos servios e fundos autnomos, agrupados por ministrios;

f) Mapa XVIII, com as transferncias para as regies autnomas;

g) Mapa XIX, com as transferncias para os municpios;h) Mapa XX, com as transferncias para as freguesias;i) Mapa XXI, com as receitas tributrias cessantes dos

servios integrados, dos servios e fundos autnomos e da segurana social.

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2 O Governo autorizado a cobrar as contribuies e os impostos constantes dos cdigos e demais legislao tributria em vigor, de acordo com as alteraes previstas na presente lei.

Artigo 2.Valor reforado

1 Todas as entidades previstas no mbito do artigo 2. da Lei de Enquadramento Oramental, aprovada em anexo Lei n. 151/2015, de 11 de setembro, na sua redao atual, independentemente da sua natureza e estatuto jurdico, ficam sujeitas ao cumprimento das disposies previstas na presente lei e no decreto -lei de execuo oramental.

2 Sem prejuzo das competncias atribudas pela Constituio e pela lei a rgos de soberania de carter eletivo, o disposto no nmero anterior prevalece sobre normas legais, gerais e especiais, que disponham em sen-tido contrrio.

Artigo 3.Oramento Participativo Portugal e Oramento

Participativo Jovem Portugal

1 Para garantir a continuidade da execuo, em 2019, do Oramento Participativo Portugal (OPP) 2018 e do Oramento Participativo Jovem Portugal (OPJP) 2018, inscrita, em dotao especfica centralizada no Ministrio das Finanas, a verba de 5 000 000 prevista no artigo 3. da Lei n. 114/2017, de 29 de dezembro, que aprova o Or-amento do Estado para 2018, sendo a respetiva afetao efetuada nos termos definidos no decreto -lei de execuo oramental.

2 Ao OPJP, que constitui um processo de participao democrtica destinado aos jovens, com idades entre os 14 e os 30 anos, inclusive, permitindo -lhes o envolvimento e po-der de deciso direta em projetos de investimento pblico, atribuda, para o ano de 2019, a verba de 500 000 .

3 A operacionalizao do OPJP regulamentada atravs de resoluo do Conselho de Ministros.

4 Relativamente s verbas do OPP 2017 e do OPJP 2017, bem como s verbas do OPP 2018 e do OPJP 2018 que tenham sido transferidas para as entida-des gestoras ou coordenadoras dos projetos aprovados, aplicvel, respetivamente, o regime decorrente do n. 4 do artigo 13. do Decreto -Lei n. 25/2017, de 3 de maro, que estabelece as normas de execuo do Oramento do Estado para 2017, e do n. 4 do artigo 14. do Decreto -Lei n. 33/2018, de 15 de maio, que estabelece as normas de execuo do Oramento do Estado para 2018.

CAPTULO II

Disposies fundamentais da execuo oramental

Artigo 4.Utilizao condicionada das dotaes oramentais

1 Sem prejuzo do disposto nos n.os 3 e 7, apenas podem ser utilizadas a ttulo excecional, mediante autori-zao do membro do Governo responsvel pela rea das finanas, as verbas a seguir identificadas:

a) Inscritas na rubrica Outras despesas correntes Di-versas Outras Reserva;

b) 12,5 % das despesas afetas a projetos no cofinan-ciados;

c) 15 % das dotaes iniciais do agrupamento 02 Aqui-sio de bens e servios, inscritas nos oramentos de atividades dos servios integrados e dos servios e fundos autnomos nas despesas relativas a financiamento nacio-nal, exceo das previstas na alnea seguinte;

d) 25 % das dotaes iniciais das rubricas 020108A000 Papel, 020213 Deslocaes e estadas, 020214 Estu-dos, pareceres, projetos e consultadoria e 020220 Outros trabalhos especializados, inscritas nos oramentos de atividades dos servios integrados e fundos autnomos nas despesas relativas a financiamento nacional.

2 Ficam sujeitos a cativao nos oramentos das entidades da administrao central os valores que, aps a aplicao do disposto nas alneas b) a d) do nmero anterior, excedam em 2 % a execuo do agrupamento 02 Aquisio de bens e servios de 2017, nas despesas relativas a financiamento nacional.

3 Em casos excecionais, devidamente fundamen-tados, podem as dotaes sujeitas a cativao que decor-rem do previsto no nmero anterior ser objeto de exceo mediante prvia autorizao dos membros do Governo responsveis pela rea das finanas e pela respetiva rea setorial.

4 Excetuam -se das cativaes previstas nos n.os 1 e 2:

a) As despesas inscritas na medida 084 SIMPLEX +, nos oramentos de atividades ou de projetos, dos servios e dos organismos da administrao direta e indireta do Estado afetos a atividades e projetos relativos imple-mentao de simplificao administrativa, no mbito do programa SIMPLEX +;

b) As dotaes afetas a projetos e atividades cofinancia-dos por fundos europeus e internacionais e pelo Mecanismo Financeiro do Espao Econmico Europeu (MFEEE), incluindo a respetiva contrapartida nacional;

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