Disciplina de Oramento Pblico do Curso de ? prope o Oramento de Desempenho, baseado

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  • Disciplina de Oramento Pblico do Curso de Tecnologia em Gesto Pblica do Instituto Federal de Braslia

    2 Semestre de 2017.

    Professor Paulo Eduardo Nunes de Moura Rocha

  • 1. Histria do Oramento Inglaterra, Frana e EUA.

    2. Tipos/Tcnicas de elaborao do Oramento Pblico.

    3. Princpios Oramentrios.

    4. Histria do Planejamento e Oramento no Brasil.

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    Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • atribuda Magna Carta, de 1215, imposta a Joo Sem Terra pela nobreza, pela qual o Rei no podia cobrar impostos sem o consentimento dos

    sditos.

    Desde ento, a evoluo do Oramento Pblico foi marcada historicamente por sculos de conflitos por maiores parcelas de poder em

    torno do controle das finanas pblicas, entre o poder central (Real) do Estado moderno em

    consolidao e a burguesia em ascenso, excluda dos crculos de deciso poltica.

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  • Com as mudanas das condies do poder econmico e poltico, a partir do sculo XVII, e a sistematizao final dos direitos individuais, amadureceu a crena de que "todo o imposto deve ser consentido pelo povo.

    A atuao financeira do poder pblico foi a primeira rea a ser afetada na passagem do Estado absoluto para o Estado de Direito.

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    Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • A histria do Oramento Pblico se confunde com a histria das instituies polticas da democracia moderna, mais particularmente com o Estado de Direito e a diviso dos 3 poderes do Estado: O Executivo, o Legislativo e o Judicirio.

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    Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • Ascenso da burguesia provoca mudanas das

    condies do poder econmico, poltico e religioso

    1688/1689 Revoluo Gloriosa (Inglaterra)

    Separao das finanas da coroa e do reino (Estado)

    1689 - Bill of Rights assinada por Guilherme III,

    estatuiu como competncia do Parlamento:

    o recrutamento de tropas;

    o lanamento de impostos;

    as eleies;

    a liberdade de palavra.

    6 Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • Fico jurdica, em que os homens abrem mo de seus poderes/faculdades naturais para formar uma sociedade poltica (Estado). Para Locke, so :

    Conhecer as leis naturais, mediante a razo dada por Deus (equivalem ao Poder Legislativo);

    Julgar os transgressores da lei de natureza (equivalem ao Poder Judicirio, no previsto por Locke);

    Impor castigo, executando a lei da natureza (equivalem ao Poder Executivo).

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  • Separao dos poderes do Estado como condio para a existncia da liberdade no contrato social.

    Considerava que nas repblicas, onde a liberdade seria elevada, era possvel cobrar mais impostos, pois os cidados seriam desejosos de pagar a si prprios.

    Mas o excesso de tributos tambm poderia levar servido: ... na Europa, os editos dos prncipes afligem mesmo que antes deles se tenham conhecimento, porque tratam sempre de suas necessidades e nunca das nossas.

    Considera que o Legislativo deve exercer o controle poltico sobre o Executivo pela renovao anual da permisso para a cobrana dos tributos e a realizao dos gastos, sendo inconcebvel a perpetuidade ou a permanncia da autorizao para a gesto financeira.

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  • Na Frana, a convocao dos Estados Gerais para a autorizao dos impostos pretendidos por Lus XVI, abriu caminho para o processo que desembocaria na Revoluo Francesa em 1789.

    O princpio da aprovao dos impostos pelo voto dos representantes da Nao firmou-se conceitualmente nos artigos 13, 14 e 15 da Declarao de Direitos do Homem.

    Nesses artigos afirmavam-se a contribuio de todos os cidados em funo de suas capacidades contributivas e a necessidade de autorizao expressa da Assembleia para a cobrana de impostos.

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  • A ento colnia inglesa reagiu criao unilateral de impostos pelo parlamento britnico, em 1765, que no possua representantes dos americanos.

    Os Ingleses recuaram parcialmente, mantendo apenas a cobrana sobre o ch para no abrir mo do princpio da taxao sobre as colnias.

    Mas como afirmou George Washington, ... no estava em discusso o pagamento de um imposto miservel sobre o ch, mas, sim, o direito de pag-lo como cidado e no como escravos

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  • Governo representativo apresentado como uma forma de governo democrtica

    Adoo do Federalismo associado a um Presidente eleito pelo povo e um parlamento bicameral:

    Senado: representando os estados

    Cmara: representando a populao

    Sistema de freios e contrapesos: equilbrio dos poderes do Estado, como forma de controle sobre os detentores do poder

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  • Em Portugal, a revoluo liberal de 1820, que reunira as Crtes de Lisboa, em 1821, deram novo tratamento s questes oramentrias e financeiras do Estado, substituindo o linguajar utilizado para identificar as contas do Rei por termos impessoais como errio pblico, bens pblicos, Fazenda Nacional, patrimnio da Nao, etc..

    Estabeleceram o princpio da autorizao do povo (mediante seus representantes) para a imposio de tributos e sua aplicao, extinguiram as despesas no autorizadas por lei, criaram o cargo de Ministro da fazenda, responsabilizaram os Ministros pela boa ou m aplicao dos recursos e criaram uma junta de nove membros (exigida pelo povo e tropa) para a fiscalizao dos atos dos Ministros (Roure, 1926: 15).

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  • Tal qual ocorrera no parlamento Ingls em relao Amrica do Norte, as regras liberais valiam para Portugal, mas no para o Brasil, tratado como colnia a ser controlada pela corte portuguesa.

    E aps uma srie de medidas visando impor o poderio portugus, seguiu-se a declarao de independncia do pas.

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  • Inglaterra a) difundiu a instituio oramentria para outros pases e b) delineou a natureza tcnica e jurdica desse instrumento.

    1787 Lei do Fundo Consolidado possibilitou a contabilizao das receitas pblicas (vinculadas e no vinculadas).

    1802 Publicao anual do relatrio detalhado das finanas.

    1822 - apresentada pela primeira vez ao Parlamento Ingls um exposio que fixava a receita e despesa de cada exerccio.

    Stuart Mill - O estudo da histria do oramento britnico uma indicao contnua do desenvolvimento da liberdade inglesa.

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  • Sistema oramentrio francs em sua fase inicial ajudou a consolidar regras e princpios hoje amplamente aceitos:

    a. A anualidade do oramento.

    b. A votao do oramento antes do incio do exerccio.

    c. O oramento deve conter todas as receitas e despesas (princpio da Universalidade).

    d. A no vinculao de receitas a despesas especficas (princpio da no-afetao das receitas).

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  • 1802 Comisso de Meios e Recursos da Cmara dos Representantes assume forte controle sobre as finanas do governo.

    1865 Outras Comisses assumem protagonismo, chegando a 8 na Cmara e 8 no Senado em 1885.

    1910/12 Comisso Taft prope o Oramento de Desempenho.

    1921 Budget and Accounting Act estabeleceu a prerrogativa do Executivo em elaborar proposta oramentria.

    1930/40 Departamento de Agricultura e Administrao do Vale do Tennesse (TVA) adota classificaes oramentrias por programas e projetos.

    1948 Departamento da Marinha adota o oramento organizado por programas.

    1949 Comisso Hoover (de Organizao do Setor Executivo de Governo) prope o Oramento de Desempenho, baseado em funes, atividades e projetos.

    1950 Lei de Processo do Oramento e da Contabilidade.

    1965 Lindon Johnson anuncia a adoo do PPBS Planning, Programming, and Budgeting System.

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  • Crise econmica de 1930 e fim da 2a. Grande Guerra (1945) ensejam adoo de polticas econmicas Keinesianas.

    Crena na capacidade de interveno do Estado levam ao surgimento de mecanismos de ao planejada do Estado (Anos 40 a 60).

    Crise Fiscal leva descrena no planejamento pblico (Anos 70 e 80).

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  • Nos dias de hoje, a participao efetiva no planejamento e controle da aplicao dos recursos pblicos um dos critrios utilizados para caracterizar uma democrtica (Dahl).

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  • Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • 1. Oramento Clssico / Tradicional

    2. Oramento de Desempenho

    3. O PPBS Planning, Programming and Budgeting System (Sistema de Planejamento, Programao e Oramento)

    4. Oramento-Programa

    5. Oramento Base-Zero

    6. Oramento Participativo

    7. O Novo Oramento de Desempenho

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  • James Giacomoni, Oramento Pblico. Ed. Atlas

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  • O aspecto econmico tinha posio secundria.

    As finanas pblicas caracterizavam-se pela neutralidade: os gastos no eram significativos em termos econmicos e o equilbrio financeiro era um princpio que tendia a ser observado.

    Nesse caso h apenas as especificaes de despesas e receitas sem a presena de um planejamento do governo.

    As classificaes utilizadas eram:

    1. Por unidades administrativas.

    2. Por objeto/item de despesa.

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  • Para Giacomoni o Oramento tradicional e oramento moderno so caracterizaes ideais das situaes extremas dessa evoluo [...onde...] a posio do oramento moderno inalcanvel.

    medida em que os oramentos reais vo se aproximando do ideal moderno, esse enriquecido por novos conceitos e novas tcnicas e se distancia, indo para uma nova posio que, percebe-se, nunca a final.

    Hoje, o chamado oramento moderno, que evidencia a consecuo de objetivos e metas por programas, rene a contribuio de diversas experincias, em oposio ao chamado oramento tradicional que alocava os recursos visando aquisio dos meios necessrios ao funcionamento do governo.

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  • A preocupao com um oramento que pudesse apresentar ... ao pas um programa administrativo de trabalho claramente expresso... j estava presente no relatrio da Comisso Taft, de 1912, assim como a indicao para se ... medir a qualidade e a quantidade dos resultados por unidades de custo e de eficincia....(Giacomoni, 2010: 43).

    At que a 1a. e a 2a. Comisso Hoover (1949 e 1955, respectivamente) recomendassem formalmente a adoo do chamado oramento de desempenho (performance budget).

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  • O performance budget utilizava o programa de trabalho como instrumento de gerenciamento da ao pblica, com nfase no desempenho e nos custos dos nveis organizacionais responsveis pela execuo dos programas (nveis micro-administrativos).

    Esse tipo de oramento um avano do oramento clssico e est mais relacionado ao destino dado ao oramento governamental. Apesar de se preocupar mais com o que o governo faz, esse tipo no possui um modelo/tcnica de planejamento especfico.

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  • Tem sua origem no program budgeting, implantada por Robert McNamara na Secretaria de Defesa e estendido por Lindon Johnson ao restante da administrao civil em 1965, j com a denominao de Planning, Programming and Budgeting System - PPBS.

    O PPBS se constitua numa tcnica orientada para o planejamento racional das atividades de governo e de sua relao com o oramento e a obteno de resultados.

    Planejamento, programao e oramentao constituem os processos por meio dos quais os objetivos e os recursos, e suas inter-relaes, so levados em conta visando obteno de um programa de ao, coerente e compreensivo para o governo como um todo.

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  • Razes apontadas para seu fracasso:

    1. Crise econmica e escassez de recursos para novos empreendimentos.

    2. Falta de tcnicos especializados.

    3. Desconfiana do Congresso norte-americano com um oramento proposto pelo Executivo, excessivamente amparado em argumentos tcnicos.

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  • A busca da integrao entre o planejamento governamental e o oramento pblico na Amrica Latina, e no Brasil, foi inspirada por manuais da Organizao das Naes Unidas, nos anos 50 e 60 do sculo passado, particularmente atravs da Comisso Econmica para a Amrica latina CEPAL.

    O Manual bsico da ONU foi o A manual for Program and Performance Budgeting, de 1965.

    A tcnica do oramento-programa se confunde historicamente com o performance budget e com o PPBS, a ponto de que Com o passar do tempo, essas distines perderam o significado, generalizando-se a aceitao do Oramento-programa como sntese das propostas reformistas (Giacomoni).

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  • Despesas so fixadas a partir da identificao das necessidades pblicas que se acham sob a responsabilidade de um certo nvel de governo e da organizao de tais necessidades por nveis de prioridades.

    Utilizao de estruturas de programao (programas e sub-programas), discriminando-as de modo a:

    1. Dar nfase aos fins, e no aos meios.

    2. Indicar as aes em que o setor pblico gastar seus recursos.

    3. Definir os responsveis pela execuo.

    4. Especificar os resultados esperados.

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  • James Giacomoni, Oramento Pblico. Ed. Atlas

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  • James Giacomoni, Oramento Pblico. Ed. Atlas 31

  • Desenvolvido por Peter Pyhrr para a Texas Instruments, empresa do setor de tecnologia dos EUA, como um mtodo de controle e avaliao dos custos indiretos (o prprio autor dizia que o mtodo se adequava melhor ao setor pblico).

    Adotado por Jimmy Carter no estado da Gergia EUA, e patrocinado por ele na presidncia da repblica..

    Anlise e reviso de todas as despesas. Ou seja, uma anlise criteriosa dos recursos solicitados pelos rgos do governo, verificando-se a verdadeira necessidade de cada rea governamental.

    um mtodo para a tomada de deciso mas no de organizar/apresentar o Oramento Pblico.

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  • No oramento participativo, a administrao convida a populao a participar diretamente na escolha de parte dos gastos pblicos, tais como parcela dos investimentos e das polticas sociais.

    Isto feito na fase de preparao da proposta oramentria que ser enviada ao Legislativo.

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  • James Giacomoni, Oramento Pblico. Ed. Atlas

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  • Atualmente, com as chamadas reformas oramentrias dirigidas a resultados, o termo new performance budget vem sendo utilizado na literatura para caracterizar o atual estgio de desenvolvimento do chamado oramento moderno.

    Sua implantao est ligada chamadas reformas gerenciais do Estado, que visaram a implantao de uma gesto por resultados com o correspondente Oramento por/de Resultados.

    Nos EUA foi implantado em 1993 com o Government Performance and Results Act GPRA (Lei de Desempenho e Resultados).

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  • Importncia da responsabilizao dos agentes responsveis pela gesto, mediante penalizao/premiao para a m/boa gesto.

    No Brasil este o Gerente do Programa do Plano Plurianual - PPA

    Dois componentes bsicos (J. Diamond):

    1. A concepo de programa e da estrutura programtica do oramento . A estrutura programtica deve favorecer o estabelecimento de prioridades, as decises polticas, a responsabilizao e a gesto oramentria centrada no desempenho.

    2. Os sistemas de determinao de custos. Visando a associao de custos a produtos e aos benefcios.

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  • Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • PRINCPIOS ORAMENTRIOS

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    Um conjunto de proposies orientadoras que balizam os processos e as prticas oramentrias, com vistas a dar-lhes estabilidade e consistncia, sobretudo no que se refere e sua transparncia e ao seu controle pelo Poder Legislativo e pelas demais instituies da sociedade (2004, p. 277).

    Desde seus primrdios a instituio oramentria foi cercada de uma srie de regras com a finalidade de aumentar-lhe a consistncia no cumprimento de sua principal finalidade: auxiliar o controle parlamentar sobre os Executivos. Essas regras (princpios) receberam grande nfase na fase em que os oramentos possuam forte conotao jurdica e, alguns deles chegaram at os dias de hoje incorporados legislao (2005, p. 70).

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  • PRINCPIOS ORAMENTRIOS

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    Devem ser entendidos como Clssicos aqueles que foram consolidados ao longo do desenvolvimento histrico do oramento, desde a Idade Mdia at meados do sculo XX e, como Complementares, aqueles delineados na era moderna, em que o Oramento Pblico passou a ser caracterizado - alm de instrumento poltico-legal tambm como instrumento de planejamento/programao e de gerncia/administrao (2004, p.277).

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  • PRINCPIOS ORAMENTRIOS CLSSICOS

    1. Anualidade (ou Periodicidade).

    2. Unidade (ou Totalidade).

    3. Universalidade.

    4. Oramento Bruto.

    5. Exclusividade.

    6. No vinculao (No afetao) da Receita de Impostos.

    7. Prvia Autorizao (ou Legalidade).

    8. Publicidade.

    9. Clareza (ou Objetividade).

    10. Discriminao (ou Especializao/Especificao).

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  • Princpio oramentrio clssico, de origem inglesa, tambm denominado Princpio da Periodicidade, segundo o qual o oramento pblico (estimativas da receita e fixao da despesa) deve ser elaborado por um perodo determinado de tempo (geralmente um ano), podendo este coincidir ou no com o ano civil.

    A origem mais remota desse princpio est na regra da anualidade do imposto, que vigorou na Inglaterra antes mesmo do surgimento do oramento (Giacomoni, 2005: pp. 79)

    Conforme este princpio, o exerccio financeiro o perodo de tempo ao qual se referem a previso das receitas e a fixao das despesas registradas na LOA.

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  • De acordo com este princpio, o oramento deve ser uno, ou seja, cada ente governamental deve elaborar um nico oramento.

    Princpio oramentrio clssico, segundo o qual o oramento de cada pessoa jurdica de direito pblico, de cada esfera de governo (Unio, Estados ou Municpios), deve ser elaborado com base numa mesma poltica oramentria, estruturado de modo uniforme e contido num s documento, condenveis todas as formas de oramentos paralelos (Sanches, 2004: pp.367).

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  • Assim, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exerccio financeiro, devem integrar um nico documento legal dentro de cada nvel federativo: a LOA.

    No raro, mesmo no passado, o princpio era descumprido, pois situaes de excepcionalidade, como guerras, calamidades, crises econmicas, etc., acabavam justificando o emprego de oramentos especiais, que operavam em paralelo ao oramento ordinrio (Giacomoni, 2005: pp.71).

    Este princpio mencionado no caput do art. 2 da Lei n 4.320, de 1964, e visa evitar mltiplos oramentos dentro da mesma pessoa poltica.

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  • Princpio oramentrio clssico, de origem francesa, segundo o qual todas as receitas e todas as despesas devem ser includas na lei oramentria (Sanches, 2004: pp.372), .

    Com o oramento da seguridade, desaparecem as dvidas quanto subsuno de tais despesas ao princpio da universalidade, coisa que ainda persiste em alguns pases (Torres, 1995: pp. 206), .

    Segundo este princpio, a LOA de cada ente federado dever conter todas as receitas e as despesas de todos os Poderes, rgos, entidades, fundos e fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico.

    Este princpio mencionado no caput do art. 2 da Lei no 4.320, de 1964, recepcionado e normatizado pelo 5 do art. 165 da CF.

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  • LEI N. 4.320, DE 17 DE MARO DE 1964

    Art. 1 Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, de acordo com o disposto no art. 5, inciso XV, letra b, da Constituio Federal.

    Art. 2 A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade.

    Art. 34. O exerccio financeiro coincidir com o ano civil.

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  • Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecero: (...)

    III os oramentos anuais. (...)

    5 A lei oramentria anual compreender:

    I o oramento fiscal referente aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico;

    II o oramento de investimento das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

    III o oramento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo poder pblico.

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    CONSTITUIO FEDERAL

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  • Preconiza o registro das receitas e despesas no oramento pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer dedues.

    O princpio da universalidade habitualmente complementado pela regra do oramento bruto.

    Estas duas regras (Oramento Bruto e Universalidade), so consideradas, a justo ttulo, como a condio essencial do controle financeiro pelas Assembleias. No momento em que o Parlamento chamado a votar o imposto e a fixar as despesas que so o seu fundamento e a sua medida, necessrio que o oramento lhe apresente a lista de todas as despesas e de todas as receitas (Gaston Jze apud SILVA, 1962: pp.13).

    Prof. Paulo Eduardo Rocha 47

  • Lei n 4.320, de 1964. Art. 6 Todas as receitas e despesas constaro da Lei de Oramento pelos seus totais, vedadas quaisquer dedues.

    1 As cotas de receitas que uma entidade pblica deva transferir a outra incluir-se-o como despesa, no oramento da entidade obrigada transferncia e, como receita, no oramento da que as deva receber.

    Prof. Paulo Eduardo Rocha 48

  • Princpio oramentrio clssico, segundo o qual a lei oramentria no conter matria estranha previso da receita e fixao da despesa.

    Surge com a Emenda Constitucional n 3, de 1926, visando acabar com as caudas oramentrias.

    Art 31. 1 As leis de oramento no podem conter disposies estranhas previso da receita e despesa fixada para os servios anteriormente creados. No se incluem nessa prohibio:

    a) A autorizao para a abertura de crditos suplementares e para operaes de crdito como antecipao da Receita;

    b) A determinao do destino a ser dado ao saldo do exerccio ou do modo de cobrir o dficit.

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  • CONSTITUIO FEDERAL

    CF. Art. 165. 8 A lei oramentria anual no conter dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa, no se incluindo na proibio a autorizao para abertura de crditos suplementares e contratao de operaes de crdito, ainda que por antecipao de receita, nos termos da lei.

    Prof. Paulo Eduardo Rocha

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  • Princpio oramentrio clssico, tambm conhecido como Princpio da No-Afetao de Receitas, segundo o qual todas as receitas oramentrias devem ser recolhidas ao Caixa nico do Tesouro, sem qualquer vinculao em termos de destinao (Sanches: 2004, pp.224).

    O princpio da no-afetao se justifica na medida em que reserva ao oramento e prpria administrao, em sua atividade discricionria na execuo da despesa pblica, espao para determinar os gastos com os investimentos e as polticas sociais (Torres: 1995, pp.208).

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  • CF. Art. 167, IV. Estabelece este princpio vedando a vinculao da receita de impostos a rgo, fundo ou despesa, salvo excees estabelecidas pela prpria CF:

    ressalvadas a repartio do produto da arrecadao dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159;

    a destinao de recursos para as aes e servios pblicos de sade;

    para manuteno e desenvolvimento do ensino;

    prestao de garantias s operaes de crdito por antecipao de receita;

    a vinculao de receitas prprias geradas pelos impostos para a prestao de garantia ou contragarantia Unio e para pagamento de dbitos para com esta.

    Prof. Paulo Eduardo Rocha

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  • Art. 167. (...)

    4. permitida a vinculao de receitas prprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestao de garantia ou contragarantia Unio e para pagamento de dbitos para com esta. (Includo pela Emenda Constitucional n 3, de 1993)

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    Prof. Paulo Eduardo Rocha

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc03.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc03.htm

  • Princpio oramentrio clssico, segundo o qual a arrecadao de receitas e a execuo de despesas pelo setor pblico deve ser precedida de expressa autorizao do Poder Legislativo (Sanches, 2004: pp. 274-275).

    O princpio da legalidade em matria oramentria tem o mesmo fundamento do princpio da legalidade geral, segundo o qual a administrao se subordina aos ditames da lei (Silva, 1973: pp.153).

    O princpio da legalidade da receita se revela quase todo no princpio da legalidade tributria, explcito no art. 150 da Constituio (Silva:,1973: pp.153).

    Prof. Paulo Eduardo Rocha

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  • Princpio oramentrio clssico, segundo o qual as leis de natureza oramentria (LOAs e Crditos Adicionais), como qualquer outra lei, s adquirem validade depois de publicadas em veculo com abrangncia suficiente para propiciar o conhecimento do seu contedo pelos funcionrios pblicos e pela populao em geral (Sanches, 2004: pp.288).

    Formalmente, o princpio cumprido, pois, como as demais leis, publicado nos dirios oficiais. A publicidade ideal, porm, envolve as mesmas questes ligadas clareza. Resumos comentados da proposta oramentria deveriam ser amplamente difundidos, de forma que possibilitassem ao maior nmero possvel de pessoas inteirar-se das realizaes pretendidas pelas administraes pblicas (Giacomoni, 2010: pp. 83).

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  • Princpio oramentrio clssico segundo o qual a Lei Oramentria deve ser estruturada por meio de categorias e elementos que facilitem sua compreenso at mesmo por pessoas de limitado conhecimento tcnico no campo das finanas pblicas (Sanches: 2004: pp. 62).

    Ao cumprir mltiplas funes algumas no tcnicas deve ser apresentado em linguagem clara e compreensvel a todas aquelas pessoas que, por fora de ofcio ou por interesse, precisam manipul-lo (Giacomoni, 2010: pp.83).

    Prof. Paulo Eduardo Rocha

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  • Clareza e inteligibilidade do oramento compem a exigncia de que o oramento seja de fcil compreenso pelo povo e fcil controle por seus representantes (Silva, 1973: pp.154).

    uma regra de difcil observao, pois, devido exatamente aos seus variados papeis, o oramento reveste-e de uma linguagem complexa, acessvel somente aos especialistas (Giacomoni, 2010: pp.83).

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  • Princpio oramentrio clssico, de carter formal ... , segundo o qual a receita e a despesa pblicas devem constar do Oramento com um satisfatrio nvel de especificao ou detalhamento, isto , elas devem ser autorizadas pelo Legislativo no em bloco, mas em detalhe (Sanches: 2004, pp.142-143).

    mais uma das regras clssicas dispostas com a finalidade de apoiar o trabalho fiscalizador dos parlamentos sobre as finanas executivas. De acordo com esse princpio, as receitas e as despesas devem aparecer no oramento de maneira discriminada, de tal forma que se possa saber, pormenorizadamente, a origem dos recursos e sua aplicao (Giacomoni: 2005, pp.82).

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  • LEI N. 4.320, DE 17 DE MARO DE 1964

    Art. 5 A Lei de Oramento no consignar dotaes globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, servios de terceiros, transferncias ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu pargrafo nico.

    Art. 15. Na Lei de Oramento a discriminao da despesa far-se-, no mnimo, por elementos.

    1 Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material, servios, obras e outros meios de que se serve a administrao pblica para consecuo dos seus fins.

    Para Silva (1973, pp. 156) o problema mais srio da especificao est em saber qual o limite da discriminao, pois no dever haver descrio minuciosa, nem globalizao.

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  • PRINCPIOS ORAMENTRIOS COMPLEMENTARES

    11. Equilbrio.

    12. Exatido.

    13. Flexibilidade.

    14. Programao

    15. Regionalizao.

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  • Para os economistas clssicos os gastos pblicos no eram uma boa aplicao econmica, por serem financiados por taxao sobre o setor produtivo.

    Fazem a defesa do oramento equilibrado e condenam o endividamento pblico.

    A escola keynesiana promove uma reao organizada escola clssica. Defendia o papel do Estado na regulao dos ciclos econmicos, criando condies para a retomada do desenvolvimento econmico.

    Advogava o endividamento pela captao de recursos ociosos da economia visando e retomada da dinmica econmica e do emprego.

    No a economia que deve equilibrar o oramento, mas o oramento que deve equilibrar a economia (Giacomoni, 2010: pp. 80)

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  • Princpio oramentrio, de natureza complementar, segundo o qual as estimativas oramentrias devem ser to exatas quanto possvel, a fim de dotar o Oramento da consistncia necessria para que esse possa ser empregado como instrumento de gerncia, de programao e de controle (Sanches, 2004: pp.149).

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  • PRTICAS DE GESTO CONTRRIAS

    A prtica de subdimensionar a receita oramentria, de maneira a gerar enganosos excessos de arrecadao, combinada com a autorizao do Legislativo, no texto da Lei Oramentria, para abertura de crditos suplementares, se limites conta do excesso de arrecadao.

    Possibilidade de abrir crditos suplementares em percentuais generosos (entre 20 e 40%) do total da despesa autorizada e at mesmo sem limite.

    Estados executarem um oramento superdimensionado, inflado por crditos suplementares abertos conta de excessos de arrecadao fictcios, que aumentavam a despesa autorizada sem que houvesse contrapartida real em termos de receita arrecadada,

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  • PRTICAS DE GESTO CONTRRIAS

    Altos dficits, com inscrio de volumes tais de Restos a Pagar que comprometiam praticamente a metade do oramento aprovado para o exerccio seguinte.

    Outra prtica usual na administrao pblica, tanto federal como estaduais e municipais, o superdimensionamento das previses oramentrias, calcada na teoria da inevitabilidade dos cortes.

    A artificializao da elaborao oramentria, com base nessas crenas, conflita abertamente com o princpio da exatido.

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  • Princpio oramentrio, de natureza complementar, segundo o qual, embora a execuo oramentria deva se ajustar, no essencial, programao aprovada pelo Poder Legislativo, necessrio atribuir um certo grau de flexibilidade ao Poder Executivo para que esse possa ajustar a execuo s contingncias operacionais e disponibilidade efetiva de recursos (Sanches, 2004, pp.156).

    Seria impraticvel se, durante sua execuo, o oramento no pudesse ser retificado, visando atender a situaes no previstas quando de sua elaborao ou, mesmo, viabilizar a execuo de novas despesas, que s se configuraram como necessrias durante a prpria execuo oramentria (Giacomoni,2005, p.272).

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  • [...] fundamenta-se no critrio de que a execuo do oramento h de ajustar-se, no essencial, s determinaes do programa do rgo, aprovado pelo Poder Legislativo. A atuao do princpio da flexibilidade est subordinada, em aspectos essenciais, ao da legalidade (Silva,1973: pp.155).

    Lei n 4.320/64. Art. 7: A lei de oramento poder conter autorizao ao Executivo para abertura de crditos suplementares at determinada importncia.

    CF. Art. 165, 8: A lei oramentria anual no conter dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa, no se incluindo na proibio a autorizao para abertura de crditos suplementares e contratao de operaes de crdito, ainda que por antecipao da receita, nos termos da lei.

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  • Princpio oramentrio, de natureza complementar, segundo o qual o oramento pblico deve ser estruturado sob a forma de programao, isto , deve expressar o programa de trabalho de cada entidade do setor pblico, detalhando por meio de categorias apropriadas, como, onde e com que amplitude o setor pblico ir atuar no exerccio a que se refere a Lei Oramentria (Sanches,2004: pp.283).

    Lei n 4.320. Art. 2 A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo...

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    67

  • Decreto-lei n 200/67. Art. 16. Em cada ano, ser elaborado um

    oramento-programa, que pormenorizar a etapa do programa

    plurianual a ser realizada no exerccio seguinte e que servir de

    roteiro execuo coordenada do programa anual.

    Art. 17. Para ajustar o ritmo de execuo do oramento-programa

    ao fluxo provvel de recursos, o Ministrio do Planejamento e

    Coordenao Geral e o Ministrio da Fazenda elaboraro, em

    conjunto, a programao financeira de desemblso, de modo a

    assegurar a liberao automtica e oportuna dos recursos

    necessrios execuo dos programas anuais de trabalho.

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    68

  • Art. 18. Tda atividade dever ajustar-se programao

    governamental e ao oramento-programa e os

    compromissos financeiros s podero ser assumidos em

    consonncia com a programao financeira de

    desemblso.

    Disposies dos arts. 165 a 167 da Constituio, que

    exigem compatibilidade do projeto de lei oramentria

    com as metas e prioridades fixadas pela LDO e pelo PPA.

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  • Art. 1 Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, de acordo com o disposto no art. 5, inciso XV, letra b, da Constituio Federal.

    Art. 2 A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade.

    Art. 34. O exerccio financeiro coincidir com o ano civil.

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  • Princpio oramentrio de natureza complementar, segundo o qual os oramentos do setor pblico devem ter a sua programao regionalizada, ou seja, detalhada sobre a base territorial com o maior nvel de especificao possvel para o respectivo nvel de Administrao (Sanches,2004: p.305).

    CF. Art. 165, 7. Os oramentos previstos no 5, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, tero entre suas funes a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critrio populacional.

    CF. ADCT. Art. 35. O disposto no art. 165, 7, ser cumprido de forma progressiva, no prazo de at dez anos, distribuindo-se os recursos entre as regies macroeconmicas em razo proporcional populao, a partir da situao verificada no binio 1986-87.

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  • PRINCPIOS ORAMENTRIOS

    Todos esses princpios encontram-se acolhidos, em maior ou menor grau, na ordem jurdica brasileira, alguns na prpria Constituio, outros na Lei n 4.320/64, no Decreto-Lei n 200/67, nas leis de diretrizes oramentrias da Unio dos ltimos anos e recentemente, na Lei Complementar n 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (Neto, 2006: 09).

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  • 16. Consentimento democrtico

    17. Equidade

    18. Transparncia

    19. Probidade

    20. Prudncia

    21. Accountability Prestao de contas sistemtica

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    Prof. Paulo Calmon. UnB.

  • Prof. Paulo Eduardo Rocha

  • No Brasil, antes de representar o controle do Estado pela sociedade o Oramento consagrou a excluso desta dos processos decisrios de alocao dos recursos pblicos.

    Historicamente, os preceitos legais e institucionais do processo oramentrio traduzem o traos excludentes e autoritrios do Estado brasileiro, mesmo nos perodos formalmente democrticos.

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  • 1. Colnia (1522-1822)

    2. Imprio (1822-1891)

    3. 1 Repblica (1891-1930)

    4. 1 Governo Vargas (1930-1945)

    5. Democracia Populista (1945-1964)

    6. Regime Militar (1964-1985)

    7. Constituio Federal de 1988

    8. Reforma Gerencial do Planejamento e Oramento (1998/99)

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  • Criao do Errio Real, que tinha a seu cargo o desempenho de atividades oramentrias e contbeis semelhantes s de um rgo central de oramento de nossos dias.

    Exercia funes que podem ser consideradas como ...o embryo dos princpios geraes do direito oramentrio relativos annualidade, fiscalizao, prestao de contas, especializao. (Roure, 1926, 14).

    Utilizando-se do mtodo das partilhas dobradas, era feito o acompanhamento detalhado das receitas e despesas da Real Casa, do governo central e das provncias, por cada item apresentado com a soma anual de arrecadao e pagamentos, bem como a consolidao das informaes em um balano semestral e o fechamento anual da conta geral do Estado a ser encaminhada ao Rei.

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  • A distribuio das competncias dos poderes imperiais em

    matria tributria e oramentria atribua ao Executivo a

    elaborao da proposta oramentria:

    Art. 172. O Ministro de Estado da Fazenda, havendo recebido

    dos outros ministros os oramentos relativos s despesas das

    suas reparties, apresentar na Cmara dos Deputados

    anualmente um balano geral da receita e despesa do Tesouro

    Nacional do ano antecedente, e igualmente o oramento geral

    de todas as despesas pblicas do ano futuro.

    Cabia Assemblia Geral (Cmara dos Deputados e Senado) a aprovao da lei oramentria

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  • Cabia Cmara dos Deputados a iniciativa das leis sobre impostos.

    Ao Imperador cabia a faculdade de convocar sees extraordinrias para a discusso e aprovao do oramento, e a prerrogativa de sancionar a lei oramentria.

    Sistemtica vigente do processo oramentrio primeiro discutia e autorizava as despesas, para posteriormente estimar a receita necessria para fazer frente a estes gastos. Esta prtica estava to enraizada que originou a votao em separado da receita e da despesa, consagrada no Decreto n 2.887 de 1879.

    79

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  • Art. 34. Compete privativamente ao Congresso Nacional: 1 Orar a receita e fixar a despesa anualmente e tomar as contas da receita e despesa de cada exerccio financeiro;

    Lei n 23 de 30 de outubro de 1891, promulgada oito meses aps a constituio, no art. 2, letra h, atribuiu ao Ministrio da Fazenda a obrigao de elaborar a proposta oramentria a ser enviada pelo Executivo.

    Lei n 30, de 08 de janeiro de 1892, que definia as responsabilidades do Presidente da Repblica, previa no art. 51, como crime contra as leis oramentrias a no apresentao da proposta.

    Controle externo pelo Congresso Nacional auxiliado pelo Tribunal de Contas.

    80

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  • Caudas oramentrias Segundo Epitcio Pessoa podia-se "encontrar de tudo um pouco": reformas de reparties, regulamentos de natureza executiva, nomeaes e promoes de funcionrios pblicos, injustias clamorosas, favores individuais de toda casta, medidas evidentemente prejudiciais Nao, disposies contraditrias ou extravagantes

    1922 - Veto despesa pelo presidente Epitcio Pessoa.

    Lei de Contabilidade Pblica (n 4.536, de 28/01/22).

    Regulamento Geral de Contabilidade Pblica (Decreto n 15.783, de 1923).

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  • Reforma de 1926 foi includo um pargrafo no art. 34 com a seguinte redao: As leis de oramento no podem conter disposies estranhas previso da receita e despesa fixada para os servios anteriormente criados.... Princpio da Exclusividade.

    Decretou o fim das caudas oramentrias, embora no tenha sido aprovada a emenda que pretendia evitar a criao de despesas pelo Congresso sem a indicao ou criao da respectiva receita.

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    82

  • Atribua ao Presidente a iniciativa de leis sobre o funcionalismo (art. 42, 2).

    Vinculava impostos para fins determinados (art. 186).

    O caput do art. 50 previa que O oramento ser uno (...) incorporando-se obrigatoriamente receita todos os tributos, rendas e suprimentos .

    Princpio do equilbrio fiscal: Nenhum encargo se criar ao Tesouro sem atribuio de recursos suficientes para lhe custear a despesa (art. 183).

    Competncia privativa do Poder Legislativo a votao anual do oramento da receita e despesa pblicas (art. 39, inciso 2) .

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    83

  • O 1 do art. 50 garantia a elaborao prvia do oramento, atravs do envio da proposta pelo Presidente da Repblica. Esta deveria ser elaborada pelo Ministro da Fazenda, com a colaborao dos demais ministros, e enviada ao Congresso dentro do primeiro ms da seo legislativa ordinria (art. 59).

    Dividia o oramento em parte fixa e parte varivel, onde a primeira no podia ser alterada sem lei anterior, ficando prevista a rigorosa especializao da segunda (art. 50, 2).

    A proposta deveria incluir discriminadamente na despesa todas as dotaes necessrias ao custeio dos servios pblicos,

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    84

  • Manteve as delegaes do Tribunal de Contas para acompanhamento da execuo oramentria e julgamento das contas (art. 99).

    Os contratos da Administrao, que resultassem obrigao de pagamento para o Tesouro Nacional, estavam sujeitos ao registro prvio junto ao TC, ficando suspensos at pronunciamento do Poder Legislativo.

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  • I e II Conferncias de Tcnicos em Contabilidade Pblica e Assuntos Fazendrios.

    Decretos-Lei n 1.804/39 e n 2.416/40 criaram as primeiras regras que visavam unificar os procedimentos adotados por estados e municpios em questes oramentrias, financeiras e de contabilidade, precursoras da criao de um sistema oramentrio nacional, ficando de fora as regras atinentes Unio.

    O Decreto n 2.416/40 instituiu uma classificao, de 10 servios, divididos em 10 subservios cada um e demonstrava uma preocupao com uma viso de ao governamental planejada, chegando a fazer meno ao Programa de Governo, atravs da natureza programtica da abertura e uma classificao rigorosa das despesas.

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  • A Constituio de 1937, por sua vez, no admitia a deliberao do Congresso de emendas que tratassem de matria tributria ou que implicasse em aumento das despesas (art. 64).

    Prerrogativa do Executivo na iniciativa das leis oramentrias , que deveria ser encaminhada at 15 de maio.

    Criao do Departamento Administrativo do Servio Pblico -DASP (art. 67), a quem se atribuiu a elaborao da proposta oramentria anual e a fiscalizao da execuo do oramento

    Em caso de no aprovao do oramento em tempo hbil, pelo Legislativo, o art. 72 autorizava o Executivo a publicar e seguir a proposta original.

    Prof. Paulo Eduardo Rocha 87

  • Na prtica, as normas legais no foram seguidas no perodo do Estado Novo (1938-1945), j que o Congresso Nacional no se reuniu nesses anos autoritrios .

    Entre 1938 e 1945 o Ministrio da Fazenda continuou a elaborar a proposta oramentria, mas sob a superviso de um delegado do DASP, que s teve sua diviso de oramento criada em 1945.

    O Presidente da Repblica promulgava o oramento na forma de decreto-lei.

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  • O Executivo elaborava o Projeto de Lei do Oramento e o encaminhava para discusso e votao no Legislativo.

    A Constituio de 1946 reproduz, na essncia, os dispositivos previstos pela Constituio de 1934, com exceo daqueles que vedavam a criao de despesas sem a atribuio dos recursos necessrios e que estabeleciam/regulavam a vinculao de determinados tributos a fins especficos .

    Em 1949, para o exerccio de 1950, foram elaboradas duas propostas oramentrias ao Congresso: uma do Ministrio da Fazenda e outra do DASP. O Presidente Dutra enviou a primeira, mas o Congresso utilizou o oramento elaborado pelo DASP na forma de substitutivo .

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  • Isto foi possvel porque a Constituio de 1946 no atribuiu ao DASP todas as funes originalmente previstas pela Constituio de 1937, o que permitiu ao Ministrio da Fazenda tentar retomar suas antigas atribuies no processo oramentrio.

    O problema foi resolvido atravs da criao de um sistema misto composto pelo DASP e o Ministrio da Fazenda, onde o ltimo reavaliava os nmeros globais da receita e despesa e fazia os ajustes necessrios ao equilbrio do oramento (Neto, 1978: 37), enquanto o primeiro elaborava a proposta.

    Proibio do Presidente Vargas a quaisquer relaes de agentes do Executivo, direta ou indiretamente, com os rgos do Parlamento no sentido de modificar a proposta do Governo.

    Elaborado e apresentado ao Congresso, em 1953, um projeto de regulamentao e organizao das finanas pblicas, que daria origem Lei n 4.320/64.

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  • 1939 - Plano Especial (DASP) - Plano Especial de Obras Pblicas e Aparelhamento da Defesa Nacional (5 anos).

    1943 - POE (DASP) - Plano de Obras e Equipamentos (1944-48)

    1948 - Plano SALTE - Sade Alimentao, Transporte e Energia (1950-54).

    Anos 40 e 50 - Misses Americanas Taub (1939); Cooke (1942); Abbink (1948) e Comisso Mista Brasil-EUA (1951)

    Expanso do Estado: - Diagnstico da economia brasileira e necessidades de investimentos

    - rgos formuladores de polticas pblicas

    - Macroestrutura

    TENTATIVAS FRUSTRADAS DE PLANEJAMENTO

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  • Setores e Recursos Energia 42,4% Transportes 28,9% Indst. de base 22,3% Alimentao 3,6% Educao 2,8%

    Meta

    Sntese

    Braslia

    Plano de Metas - Principais Metas e Resultados

    Aes e Metas para 1960 Metas Realiz. %

    1. Energia Eltrica-Cap. Inst. (1000 Kw) 5.000 4.770 95,4

    2. Carvo (1.000 ton) 3.000 2.199 73,3

    3. Petrleo - Produo (1.000 barris/dia) 100 75,5 75,5

    4. Petrleo - Refino (1.000 barris/dia) 308 218 70,7

    5. Ferrovias Construo (Km) 1.500 826,5 55,1

    6. Rodovias - Construo (Km) 13.000 14.970 115,1

    7. Rodovias - Pavimentao (Km) 5.800 6.202 107,0

    8. Ao (1.000 ton) 2.300 2.279 99,0

    9. Cimento (1.000 ton) 5.000 4.369 87,3

    10. Veculos Autom.-Produo (1.000 u.) 347,7 321,2 92,3

    - caminhes e nibus 170,8 154,7 90,6

    - jipes 66,8 61,3 90,9

    - utilitrios 52,6 53,2 101,1

    - automveis 58,0 52,0 89,3

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  • Art. 2 definia que A Lei de Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmico-financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade

    Princpio da Programao: previa a elaborao de um Quadro de Recursos e de Aplicao de Capital QRAC, de abrangncia no mnimo trienal, a ser reavaliado e acrescentado anualmente (Art. 23) com programas correlacionados a metas objetivas de realizao de obras e prestao de servios (Art. 25). A proposta oramentria seria a expresso anual do QRAC (Art. 26)

    estabelecida a organizao dos oramentos por Funes de governo, tendo sido originalmente estabelecidas 10 funes, cada uma subdividida em 10 subfunes (inciso I, pargrafo 1, do artigo 2 e no pargrafo 2 do artigo 8).

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  • Dada a timidez do texto legal diante dos debates tcnicos da poca, Machado Jr. considerou em trabalho datado de 1967 que a nova lei no deve ser entendida como a norma que estabeleceu as bases para o oramento-programa, embora no tenha criado empecilhos sua utilizao.

    Mais tarde, Machado Jr. (2008; 73) reconhece que a implantao do oramento-programa no exigiria nova legislao: basta uma interpretao mais consciente da Lei n 4.320, uma vez que as bases do oramento-programa esto nela implantadas, aqui e ali, sendo este [... o inciso IV do art. 22, que cria programas de trabalho associados a metas...] um dos dispositivos-chave.:

    Especificao dos programas especiais de trabalho, custeadas por dotaes globais, em termos de metas visadas, decompostas em estimativa do custo das obras a realizar.

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  • Plano Trienal (1963/65) - Celso Furtado

    PAEG - Programa de Ao Econmica de Governo 1964/67

    Plano Estratgico de Desenvolvimento (PED) - 67-70

    Acelerao inflacionria

    Desequilbrio externo

    Dificuldades de financiar a manuteno do

    desenvolvimento

    Esgotamento do mercado (indstria substitutiva de

    importaes).

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  • Reforma Bancria Criao do Banco Central e do

    Conselho Monetrio Nacional.

    Organizao do Sistema Financeiro Nacional SNCC;SFH; SNCR;

    Sistema Financeiro de Fomento (BNDES, BNB, BASA, BRDs).

    Reforma Tributria e Fiscal, com a criao de mltiplos

    oramentos (fiscal, previdncia, monetrio).

    Reforma Administrativa, com o Decreto Lei n 200/67

    (Reforma Gerencial).

    Reforma Cambial.

    Reforma Monetria Cruzeiro Novo em 1967, com corte

    de trs zeros.

    Reforma Agrria Estatuto da Terra - desapropriao por

    interesse social. 96

  • At a Constituio de 1967, nenhum tributo poderia ser cobrado sem prvia autorizao oramentria, ou seja, a receita, para ser arrecadada, teria que constar da Lei Oramentria, o que caracterizava um oramento de receita e despesa em toda sua plenitude, em que receita e despesa seriam autorizadas e controladas pela Lei Oramentria.

    A Emenda Constitucional n 1, de 1969, deu novo entendimento ao assunto, determinando apenas que a lei que houver institudo ou aumentado o tributo deve estar aprovada antes do incio do exerccio, entendimento mantido pela Constituio Federal de 1988.

    A Constituio de 1967 manteve a iniciativa oramentria com o Executivo, o qual deveria enviar a proposta at o final de agosto para o Congresso, que, por sua vez, dispunha de trs meses para vot-lo (Art. 66).

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  • O congresso, no entanto, no poderia promover alteraes na proposta do Executivo. Conforme o 1 do Art. 65: No ser objeto de deliberao a emenda que decorra aumento de despesa global ou de cada orgo, fundo, projeto ou programa, ou que vise a modificar-lhe o montante, a natureza ou o objetivo.

    Ficou criada uma Comisso Mista para examinar e emitir parecer sobre o projeto de lei oramentria (Art. 66, 1, da CF).

    Se o projeto no fosse devolvido sano no prazo previsto, seria promulgado como lei (Art. 66).

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  • Oramento de 1967 elaborado com a classificao funcional (4.320/64) substituda por programas, subprogramas e projetos/atividades.

    Decreto-Lei n 200/67 tentou-se mais um passo no sentido de organizar o sistema de planejamento do governo federal, ao prever a criao do plano geral de governo, dos planos gerais, setoriais e regionais, de durao plurianual, bem como do oramento-programa.

    O oramento-programa surge no ordenamento jurdico brasileiro vinculado ao detalhamento anual da programao plurianual dos planos de governo, devendo incluir, ainda, os recursos extra-oramentrios para a execuo do mesmo.

    Embora fosse prevista a elaborao de lei federal para dispor sobre o exerccio financeiro, a elaborao e a organizao dos oramentos pblicos (Art. 61 da Constituio Federal - CF), continuou a vigorar a Lei 4.320/64.

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  • Art. 7. A ao governamental obedecer a planejamento que vise a promover o desenvolvimento econmico-social do Pas e a segurana nacional, norteando-se segundo planos e programas elaborados, na forma do Ttulo III, e compreender a elaborao e atualizao dos seguintes instrumentos bsicos: a) plano geral de governo;b) programas gerais, setoriais e regionais, de durao plurianual; c) oramento-programa anual; d) programao financeira de desembolso (grifo nosso). [...]

    Art. 15. A ao administrativa do Poder Executivo obedecer a programas gerais, setoriais e regionais de durao plurianual, elaborados atravs dos rgos de planejamento, sob a orientao e a coordenao superiores do Presidente da Repblica....

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    100

  • Uma importante inovao foi a criao do Oramento Plurianual de Investimentos -OPI-, inspirado no Quadro de Recursos e de Aplicao de Capital previsto na Lei 4.320/64.

    No OPI deveriam constar todos os investimentos cuja execuo ultrapassasse um ano, sem o qual no podiam ser realizados.

    O OPI tambm deveria consignar recursos para a execuo dos planos de valorizao das regies menos desenvolvidas do pas (Art. 63, da CF/1967).

    Na Lei Complementar n 03, de 7 de dezembro de 1967, foi estabelecido, ainda, que o OPI seria ... a expresso financeira dos programas setoriais e regionais, consideradas, exclusivamente, as despesas de capital.

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    OPI - ORAMENTO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS

    101

  • A criao do Oramento Plurianual de Investimentos buscava ... a integrao plano-oramento, a partir da concepo de que os investimentos constituem a base para o desenvolvimento econmico e social, e compreendendo o plano de governo, o prprio OPI e o oramento anual.

    Ato Complementar N 43/69, que revogou a LC n 03/67, mudou significativamente do papel dos OPIs no sistema de planejamento federal.

    Retirados os dispositivos relacionados adoo do oramento-programa.

    Previso de dotaes globais para as entidades da administrao indireta.

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    102

    OPI - ORAMENTO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS

  • IFB

    103

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  • Planos Nacionais de Desenvolvimento PNDs tinham consonncia com o mandato presidencial, e eram submetidos ao Congresso Nacional at 15 de setembro do primeiro ano do mandato.

    Ficou estabelecido que o OPI deveria conter a programao de capital dos Planos Nacionais de Desenvolvimento PNDs, includas todos os recursos oramentrios, extra-oramentrios e oriundos de emprstimos.

    O PND poderia ser alterado anualmente, assim como o OPI a qualquer momento.

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    OPI - ORAMENTO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS

  • I PND (1970/74); II PND (1974/79); III PND (1979/84) no eram apreciados pelos parlamentares.

    os oramentos o eram apenas ritualmente (no se podia

    emend-los na substncia).

    o mesmo fato ocorria na prestao de contas do Executivo

    pelo Legislativo.

    Resultado: implantao da indstria de base.

    crescimento acelerado no perodo de 1968 a 1974 e

    moderado de 1975 a 1980.

    concluso/esgotamento do ciclo de substituio das

    importaes.

    Milagre Econmico (1967/74). Ilha de prosperidade em um mundo em crise (1974/80)

    105

  • Instituio da classificao funcional-programtica, com a publicao da Portaria n 09, de 08/01/74 do Ministrio do Planejamento.

    A portaria justificada pela ... necessidade de estabelecer um esquema de classificao que fornea informaes mais amplas sobre as programaes de Governo, inclusive para a implementao do processo integrado de planejamento e oramento....

    Para tanto, atualiza a discriminao da despesa por funes prevista na Lei 4.320/64 e estabelece normas para seu desdobramento em programas, subprogramas e projetos/atividades.

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    106

  • James Giacomoni, Oramento Pblico. Ed. Atlas 107

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    108

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    109

  • Art. 113. Para fiel e uniforme aplicao das presentes normas, o Conselho Tcnico de Economia e Finanas do Ministrio da Fazenda atender a consultas, coligir elementos, promover o intercmbio de dados informativos, expedir recomendaes tcnicas, quando solicitadas, e atualizar sempre que julgar conveniente, os anexos que integram a presente lei.

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    110

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4320.htm

  • James Giacomoni, Oramento Pblico. Ed. Atlas

    111

  • Atividade - Instrumento de programao utilizado para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes que se realizam de modo contnuo e permanente, das quais resulta um produto ou servio necessrio manuteno da ao de Governo.

    Exemplo: ao 4339 - Qualificao da Regulao e Fiscalizao da Sade Suplementar.

    As aes do tipo Atividade mantm o mesmo nvel da produo pblica.

    Projeto - Instrumento de programao utilizado para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expanso ou o aperfeioamento da ao de governo.

    Exemplo: ao 7M64 - Construo de Trecho Rodovirio - Entroncamento BR-472 - Fronteira Brasil/Argentina - na BR468.

    As aes do tipo Projeto expandem a produo pblica ou criam infraestrutura para novas atividades, ou, ainda, implementam aes inditas num prazo determinado.

    Operaes Especiais ...

    Prof. Paulo Eduardo Rocha

    112

  • Necessidade de controle centralizado dos gastos.

    Desorganizao das Finanas Pblicas.

    Mtodos Rudimentares de gesto.

    Defasagem nas informaes.

    Multiplicidade de contas bancrias.

    Ausncia de mecanismo de avaliao da situao fiscal do pas.

    113

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  • Criao da STN (1986).

    Decreto n 93.872 , de 23 de dezembro de 1986. Dispe sobre a unificao dos recursos de caixa do Tesouro Nacional, atualiza e consolida a legislao pertinente e d outras providncias.

    Implantao do SIAFI (1987).

    Extino da Conta Movimento junto ao Banco do Brasil.

    Criao da Conta nica do Tesouro Nacional (1988).

    Implantao no BACEN de mecanismo para acompanhamento da evoluo da Dvida Pblica (1986).

    114

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    ALTERAES IMPLEMENTADAS

  • FIM

    Prof. Paulo Eduardo Rocha

    Eixo de Gesto e Negcios

    Campus Braslia

    E-mail:

    paulo.eduardo@ifb.edu.br

    Lattes:

    http://lattes.cnpq.br/44144

    11053980077

    115

    mailto:paulo.eduardo@ifb.edu.brhttp://lattes.cnpq.br/4414411053980077http://lattes.cnpq.br/4414411053980077http://lattes.cnpq.br/4414411053980077

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