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  • Disciplina:Cincias do Ambiente

    Prof. Fernando Porto

    Poluio Sonora1 Parte

  • Introduo

    O silncio uma qualidade do ambiente aparentemente pouco importante, mas que, quando perdida, causa distrbios principalmente na sade.

    O conceito de silncio no cotidiano deve ser entendido como a ausncia de sons indesejveis, que limitam a concentrao para as atividades dirias e a qualidade de vida.

    Pode ento ser conceituada como qualquer alterao nas caractersticas do som ambiente provocada por rudos.

  • O rudo ento aquele som indesejvel que perturba o sossego, a segurana e a sade da populao.

    A noo de rudo muito relativa: uma msica agradvel para alguns, pode ser insuportvel para outros.

    A intensidade conta, mas tambm a frequncia e o seu carter inesperado.

    O incmodo tambm depende do perodo do dia (dia ou noite), da sensibilidade da pessoa, do rudo de fundo.

  • Finalmente, de um modo geral, somos mais tolerantes aos nossos rudos do que aos que outras pessoas fazem.

    Neste contexto, mais que qualquer outra forma de poluio, ela bastante relativa.

    Assim sendo, deparamo-nos com questes bsicas:

    Como identificar e diagnosticar a poluio sonora?

    Quais as consequncias da mesma?

    Como medir e regulamentar o rudo?

  • Fontes de Rudo

    Distinguem-se dois grupos de fontes de rudo: os automveis e os de vizinhana.

    No primeiro grupo esto os transportes rodovirios, ferrovirios e areos.

    Neste, destacam-se os transportes rodovirios de pessoas e carga, como uma das maiores fontes de poluio sonora nos centros urbanos.

  • O rudo dos veculos provem basicamente: da entrada de ar e escape, do motor, do sistema de ventilao, do contato entre os pneus e o pavimento e da operao (velocidade/acelerao, fluxo de trfego, buzinas, equipamentos de som).

  • No segundo grupo - rudos da vizinhana - esto os rudos das indstria, dos bares, das discotecas, dos restaurantes, de templos, dos canteiros de obras e os rudos domsticos (ces, eletrodomsticos, elevadores, etc.).

  • Caractersticas do Som

    O som provocado pela percepo do sistema auditivo da variao da presso atmosfrica ambiente.

    A menor variao que o aparelho auditivo humano pode detectar da ordem de 2 x 10-5 Pa, a qual denomina-se limiar de audibilidade.

    O limiar da dor, por outro lado, corresponde variao da presso em 60 Pa.

    No entanto, esta variao deve ocorrer em forma de ciclos para que seja percebida.

  • O aparelho auditivo humano capaz de determinar variaes de presso que duram entre 50 microssegundos e 50 milissegundos. Desta forma, se o perodo das oscilaes estiver neste intervalo e a variao de presso estiver acima do limiar de audibilidade, perceber-se- o som.

    Assim sendo, para descrever o som, necessrio utilizar duas de suas caractersticas fsicas: intensidade e frequncia.

  • Nvel de Presso do Som ou Nvel de Rudo

    A unidade padro para se medir o som o decibel (dB), definido de modo a ser fiel ao funcionamento do ouvido humano.

    Assim, a unidade mais sensvel presses menores (sons suaves) e menos sensvel a presses mais altas (sons fortes), fato representado matematicamente por uma funo logartmica.

  • A equao para traduzir os nveis de presso do som (NPS) em decibis :

    P = presso sonora medida por instrumento;

    P0 = presso de referncia (menor presso audvel);

    NPS = nvel de presso sonora, em dB.

    = 10

    = 20

  • Com base na expresso acima, o limite inferior de audibilidade zero dB e o limite da dor aproximadamente 134 dB (P = 100 Pa).

    Para P = 60 Pa e P0 = 2 x 10-5 Pa o NPS = 129,5 dB.

    Sons inferiores a 25 dB (P = 3,6 x 10-4 Pa) so praticamente impossveis de se obter, a no ser em condies acsticas especiais.

    No meio urbano, os sons registrados variam geralmente entre 30 e 100 dB.

    = 10

    = 20

  • Os rudos so originados por sons de vrias frequncias. Como as altas frequncias so mais incmodas ao ouvido humano, torna-se necessrio ajustar o decibel a esta sensibilidade do aparelho auditivo.

    Para ajustar o decibel altura, definiu-se a unidade dB-A, que ajusta a variao do nvel de presso do som de acordo com a frequncia. A maioria das leis sobre rudo expressa seus padres em dB-A.

    Alm da ponderao A, existem tambm B e C - hoje pouco usadas - e a ponderao D - mais utilizada para rudos de aeronaves.

  • Evento dB-A Sensao

    Relgio / Sussurros / Chuvisco 30 Muito baixo

    Rudo de uma sala de estar 40 Baixo

    Trabalho domstico / Rua residencial calma 40 Baixo

    Conversa 50 Normal

    Grupo de amigos conversando em tom normal 55 Normal

    Rudo de escritrio 60 Normal

    Conversa ruidosa / Gritos / Aspirador de p 70 Alto

    Um caminho pesado em circulao 74 Alto

    Trfego de uma avenida de grande movimento 85 Muito alto

    Moto a 10 m 90 Muito alto

    Buzina de veculo a 7 m 100 Muito alto a insuportvel

    Trios elctricos num carnaval fora de poca 110 Muito alto a insuportvel

    Caldeiraria / Indstria txtil 110 Muito alto a insuportvel

    Trfego de uma avenida com grande movimento em obras com britadeiras 120 Muito alto a insuportvel

    Trovoada 120 Muito alto a insuportvel

    Discoteca 130 Muito alto a insuportvel

    Bombas recreativas 140 Insuportvel

    Estdio cheio de vuvuzelas 140 Insuportvel

    Avio na aterrissagem 150 Insuportvel

    Motor de foguete 180 Insuportvel

    No quadro abaixo so apresentados nveis de rudo para algumas atividades e as sensaes correspondentes provocadas.

  • Na aritmtica dos dB, necessrio muito barulho para aumentar alguns decibis. Isto porque os nveis de presso do som (NPS) no podem ser somados, pois so representados por funo logartmica.

    Entretanto, a escala de intensidade fsica linear e, portanto, pode ser somada.

    Assim, a combinao de dois nveis de rudo idnticos do origem a um acrscimo de 3 dB.

    = 102

    = 102 + 10

    = 3,0103 + 10

  • E quando diferentes? Seja uma presso sonora P, e uma outra presso sonora P2 um pouco maior, de modo que P2 = P a. A soma ficaria ento:

    Assim, independente do valor das presses sonoras consideradas, a combinao de dois nveis de rudo diferentes do origem a um acrscimo que unicamente relacionado diferena entres eles!

    = 20 + .

    = 20

    . (1 + )

    = 20 1 + + 20

  • Deste modo, se as duas fontes no forem idnticas, a combinao dos nveis de som ser feita atravs de um acrscimo ao nvel mais elevado.

    Este acrscimo diminui medida que a diferena entre os NPS aumenta, sendo que, para diferenas acima de 16 dB, o acrscimo nulo, pois o som mais intenso mascara o menos intenso.

    Para determinar os referidos acrscimos, utiliza-se a tabela a seguir.

    E finalmente, para combinar-se mais de dois nveis, considera-se dois a dois, iniciando-se pelos mais elevados

  • Diferena entre os sons [dB] Valor a ser somado

    0 3,00

    1 2,60

    2 2,10

    3 1,80

    4 1,50

    5 1,20

    6 1,00

    7 0,80

    8 0,60

    9 0,50

    10 0,40

    11 0,35

    12 0,30

    13 0,25

    14 0,20

    15 0,15

    16 0,10

    17 e acima 0,00

  • Exemplo: Determinar o NPS ou nvel de rudo resultante da combinao das quatro fontes seguintes: NPS1= 92dB, NPS2= 81dB, NPS3= 95dB e NPS4= 90dB.

    Inicia-se com NPS1 e NPS3 NPS3 - NPS1 = 95 - 92 = 3 dB 1,8 dB deve ser somado ao maior valor NPS = 95 + 1,8 = 96,8 dB.Para NPS e NPS4 NPS - NPS4 = 96,8 - 90 = 6,8 dB 0,9 dB deve ser somado ao maiorvalor NPS = 96,8 + 0,9 = 97,7 dB.Para NPS e NPS2 NPS- NPS2 = 97,7 - 81 = 16,7 dB Diferena maior que 16 dB, o rudoda fonte 2 totalmente mascarado pela combinao das outras fontes.

  • Para se fazer avaliao do rudo, deve-se levar em conta alguns fatores importantes.

    1. O rudo varia continuamente.

    2. O incmodo provocado pelo rudo depende da distncia que separa o ouvinte da fonte.

    3. O incmodo tambm funo do nvel de rudo de fundo ou rudo ambiente.

    ndices de Rudos

  • Assim, uma nica medida no pode descrever um rudo varivel.

    Logo devem ser usadas medidas que descrevam melhor os nveis de pico, os rudos baixos e os rudos mdios.

    Neste sentido, vrios ndices foram desenvolvidos para medio do rudo em dB-A, dentre os quais pode-se distinguir os ndices L10, L50, L90 e LAeq.

  • O nvel de presso sonora equivalente contnuo na escala A representa o nvel de um som estacionrio que, em um intervalo de tempo especfico, tema mesma energia sonora do som em estudo, cujo nvel varia com o tempo (ISO 1996/1, 1982).

    ndice LAeq

    = 10. 1

    . 10

    Onde: T : Tempo total em horas;Li: NPS (Nvel de Presso Sonora) em dB;ti: Tempo parcial em horas

  • Alm de ser utilizado como padro de anlise para o rudo ambiental, o LAeq tambm utilizado na avaliao da exposio ao rudo ocupacional.

    Ele representa o potencial de leso auditiva do nvel varivel (oscilante) que depende no somente do seunvel como tambm da sua durao.

    O LAeq representa, assim, o nvel do rudo contnuo (fixo) ao qual as pessoas esto sujeitas, em vrias situaes, devido aos diversos tipos de rudo, sendo equivalente ao rudo original que varivel.

  • Em alguns estudos do rudo ambiental, pode ser desejvel descrever uma situao sonora tanto pelo uso do LAeq como pela distribuio estatstica dos nveis de presso sonora ponderados em A.

    O nvel estatstico representa o valor do nvel de presso sonora ponderado em A que foi excedido em uma porcentagem (N%) do intervalo de tempo considerado.

    ndices Estatsticos LN%

  • Por exemplo, o LA95,1h o nvel que foi excedido e

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