Diretrizes curriculares tesologia semitec

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Diretrizes curriculares tesologia semitec

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<ul><li> 1. Diretrizes curricularespara os cursosde Teologiamaro de 2010 Minuta v. 1.4</li></ul><p> 2. Diretrizes Curriculares Teologia, Bacharelado Minuta v. 1.4Minuta das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso deGraduao em Teologia, Bacharelado. Exposio inicial O presente documento foi elaborado a partir de estudos considerando os seguintesdocumentos e procedimentos:1.1 Do ponto de vista da legislao educacional foram considerados os seguintesinstrumentos legais:a. Parecer CES/CNE 776/97 de 3/12/1997: com orientao para as diretrizes curriculares dos cursos de graduao;b. Parecer CNE/CES 492/2001 com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Filosofia, Histria, Geografia, Servio Social, Comunicao Social, Cincias Sociais, Letras, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia;c. Parecer CES/CNE 583/2001 de 4/4/2001: tambm com orientao para as diretrizes curriculares dos cursos de graduao;d. Parecer CES/CNE 0146/2002: que traz as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduao em Direito, Cincias Econmicas, Administrao, Cincias Contbeis, Turismo, Hotelaria, Secretariado Executivo, Msica, Dana, Teatro e Design;e. Parecer CNE/CES 67/2003: que traz o referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais DCN dos cursos de graduao, fazendo a consistncia sobre a legislao at ento publicada, inclusive os Pareceres CES/CNE 776/97 de 3/12/1997 e CES/CNE 583/2001 de 4/4/2001.f. Diretrizes curriculares de outros cursos tambm foram consultadas, tais como, Administrao, Cincias Econmicas, Cincias Sociais, Comunicao Social, Direito, Filosofia, Histria, Psicologia, Servio Social.1.2 Do ponto de vista institucionala. Das 108 instituies credenciadas, que ofertam cursos de Teologia1, Bacharelado, foram considerados dados de 88 instituies.b. Destas 88 instituies, foram consideradas 73 matrizes curriculares assim distribudas:Catlicas 32Adventistas2Protestantes2 19Esprita 1Evanglicas3 8Umbandista 1Pentecostais 6Messinica 1Interconfessionais43Total 731 base de dados disponvel do MEC nesta data foram acrescentadas trs instituies recentementeautorizadas a oferecer cursos de Teologia, Bacharelado, que ainda no constavam nos registros. VejaPortarias SESu 1.617 (12/11/2009, DOU 13/11/2009), 1.619 (13/11/2009, DOU16/11/2009) e 1.136/2009(DOU 03/12/2009). Nessa base de dados tambm constam cursos que supostamente no so maisoferecidos.2No grupo Protestante esto includas as seguintes confessionalidades: luterana, presbiteriana, metodista ebatista.3 Foram consideradas evanglicas as instituies de natureza crist que no foram includas nos demaisgrupos cristos.4No grupo interconfessionais foram consideradas as instituies de natureza crist que no declaram umafiliao nica a uma denominao crist, mas promovem dilogo interconfessional. 2 3. c. As matrizes foram consideradas em seu agrupamento confessional prprio, quando assim era a sua natureza. Esse procedimento foi adotado para que fosse possvel observar e respeitar as especificidades prprias de cada confessionalidade e tradio religiosa. Assim, tambm com os demais dados, tais como perfil do egresso, competncias e habilidades, etc.As Diretrizes Curriculares sua importncia e atualidadeNo demais repetir retrospectivamente como foi concebido no campo dasDiretrizes Curriculares Nacionais na ambincia da legislao educacional vigente, com opropsito de trazer a lume importantes esclarecimentos para o campo da Teologia,considerando as preocupaes de diversas confisses sobre profundas alteraes emseu contedo de conhecimento decorrente da oficializao do ensino teolgico no Brasil,demonstrando os ideais e necessidades do estabelecimento das Diretrizes Curricularespara os cursos de Teologia de modo a indicar para esses cursos caractersticasacadmicas de elevado nvel, mas tambm amparando a diversidade confessionalpresente nas varias tradies religiosas, dando, assim, cumprimento ao preceito dalaicidade do Estado, mas, amparando a liberdade religiosa em cumprimento da MagnaCarta do Pas. Neste caso o estabelecimento das Diretrizes Curriculares para os cursos degraduao em Teologia dever ter o ensejo de elevar a qualidade do estudo da Teologia eoferecer maior clareza s instituies que buscam o reconhecimento oficial, devendotambm levar em conta cursos que buscam reconhecimento oficial sem observar osmnimos requisitos formais e de qualidade. Alm disso, o amparo das diversificadasmanifestaes e conhecimentos confessionais pertencentes natureza prpria daTeologia compatvel com o ideal da diversidade presente no contexto de nossa Nao.Sendo assim, o estabelecimento cuidadoso das Diretrizes para os cursos de Teologiapode vir a complementar o que preceitua o Parecer CNE/CES 241/99, que oficializou oensino teolgico no Pas. Nesse esprito, prossigamos descrevendo os sentidos que seconstituem componentes das Diretrizes Curriculares Nacionais. A figura das Diretrizes Curriculares Nacionais vem substituir com muito maisvantagem conceitos ultrapassados no campo da educao, tais como currculo mnimo,grade curricular, etc. Conceitos esses que foram objeto de explicao e comparao noParecer CNE/CES 067/2003, que faz uma retrospectiva histrica e conceitual sobre alegislao at ento aprovada de modo a sistematizar a normatizao do tema at aquelemomento. O referido Parecer indica que seu propsito, em razo da metodologiaadotada, constituir-se Referencial Para as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursosde Graduao. Na vigncia da conceituao das Diretrizes em substituio dos currculosmnimos e grades curriculares, os Pareceres indicativos de Diretrizes de diversoscursos de Graduao que foram emitidos anteriormente ao Parecer CNE/CES 067/2003fazem referncia de fonte normativa principal aos Pareceres CES/CNE 776/97 de3/12/1997 e CES/CNE 583/2001 de 4/4/2001, abrangidos pelo prprio Parecer CNE/CES067/2003, de modo que, aps a sua publicao, se tornou referencial normativo ematricial para os demais Pareceres indicativos de Diretrizes que foram aps eleaprovados. preciso lembrar que, durante o processo coletivo de construo das DiretrizesCurriculares Nacionais, os Conselheiros da Cmara de Ensino Superior (CES) foramsomando um rastreamento em diversas fontes de modo a trazer fundamentao para anormatividade das Diretrizes que culminaram no Parecer CNE/CES 067/2003. Assim, 3 4. possvel destacar entre estas fontes coletivas as seguintes referncias: a ConstituioFederal de 1988; a Lei Orgnica do Sistema nico de Sade (n 8.080, de 19/9/1990); aLei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional (n 9.394, de 20/12/1996); a Lei queaprova o Plano Nacional de Educao (n 10.172, de 9/1/2001); o Parecer da CES/CNE(n 776/97, de 3/12/1997); o Edital da SESu/MEC n 4/97, de 10/12/1997; o Parecer daCES/CNE n 583/2001, de 4/4/2001; a Declarao Mundial sobre Educao Superior noSculo XXI, da Conferncia Mundial sobre o Ensino Superior ocorrida em Paris, no anode 1998, e promovida pela UNESCO (DELORS, 2003). No desenvolvimento descritivo das Diretrizes Curriculares Nacionais, o ParecerCNE/CES 067/2003 aponta para as seguintes concepes:1. Relembra que o Parecer CES/CNE 776/97 de 3/12/1997 estabeleceu os seguintes princpios para as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduao: 1.assegurar s instituies de ensino superior ampla liberdade nacomposio da carga horria a ser cumprida para a integralizao doscurrculos, assim como na especificao das unidades de estudos aserem ministradas; 2.indicar os tpicos ou campos de estudos e demais experincias deensino-aprendizagem que comporo os currculos, evitando ao mximo afixao de contedos especficos com cargas horrias pr-determinadas,os quais no podero exceder 50% da carga horria total dos cursos; 3.evitar o prolongamento desnecessrio da durao dos cursos degraduao; 4.incentivar uma slida formao geral, necessria para que o futurograduado possa vir a superar os desafios de renovadas condies deexerccio profissional e de produo do conhecimento, permitindovariados tipos de formao e habilitaes diferenciadas em um mesmoprograma; 5.estimular prticas de estudos independentes, visando umaprogressiva autonomia profissional e intelectual do aluno; 6.encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades ecompetncias adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que serefiram experincia profissional julgada relevante para a rea de formaoconsiderada; 7.fortalecer a articulao da teoria com a prtica, valorizando a pesquisaindividual e coletiva, assim como os estgios e a participao ematividades de extenso, as quais podero ser includas como parte da cargahorria; 8.incluir orientaes para a conduo de avaliaes peridicas que utilizeminstrumentos variados e sirvam para informar a docentes e discentes acerca do desenvolvimento das atividades didticas .2. O Parecer em tela ainda indicou que no desenvolvimento conceitual, inclusive com consulta pblica efetuada na poca pela SESu (Edital 4, de 4/12/97), procurou-se gerar um Modelo de Enquadramento das Propostas de Diretrizes Curriculares Nacionais, constituindo-se de um roteiro, de natureza metodolgica, por isto mesmo flexvel, de acordo com as discusses e encaminhamentos das Propostas das Diretrizes Curriculares Nacionais de cada curso, sistematizando-as segundo as grandes reas de conhecimento, nas quais os cursos se situam, resguardando, consequentemente, toda uma congruncia daquelas Diretrizes por curso e dos paradigmas estabelecidos4 5. para a sua elaborao. 3. Neste ponto ser preciso tambm considerar que o Parecer indica quequanto aos paradigmas das Diretrizes Curriculares Nacionais, cumpre, delogo, destacar que eles objetivam servir de referncia para as instituies naorganizao de seus programas de formao, permitindo flexibilidade epriorizao de reas de conhecimento na construo dos currculos plenos.Ademais, devem tambm induzir criao de diferentes formaes ehabilitaes para cada rea do conhecimento, possibilitando ainda definirmltiplos perfis profissionais, garantindo uma maior diversidade de carreiras,promovendo a integrao do ensino de graduao com a ps-graduao,privilegiando, no perfil de seus formandos, as competncias intelectuais quereflitam a heterogeneidade das demandas sociais. Como resultado disso, oParecer d a diretiva de que as Diretrizes Curriculares Nacionaiscontemplariam as recomendaes seguintes nos cursos de graduao(citando indicao no Parecer CNE/CES 146/02 (DOU 13/05/2002): 1.conferir maior autonomia s instituies de ensino superior na definiodos currculos de seus cursos, a partir da explicitao das competncias edas habilidades que se deseja desenvolver, atravs da organizao de ummodelo pedaggico capaz de adaptar-se dinmica das demandas dasociedade, em que a graduao passa a constitu ir-se numa etapa deformao inicial no processo contnuo da educao permanente; 2.propor uma carga horria mnima em horas que permita a flexibilizaodo tempo de durao do curso de acordo com a disponibilidade e esforodo aluno; 3.otimizar a estruturao modular dos cursos, com vistas a permitir ummelhor aproveitamento dos contedos ministrados, bem como aampliao da diversidade da organizao dos cursos, integrando aoferta de cursos seqenciais, previstos no inciso I do art. 44 da LDB; 4.contemplar orientaes para as atividades de estgio e demaisatividades que integrem o saber acadmico prtica profissional,incentivando o reconhecimento de habilidades e competnciasadquiridas fora do ambiente escolar; e 5. contribuir para a inovao e a qualidade do projeto pedaggico do ensino de graduao, norteando os instrumentos de avaliao. 4. Com isso, o referido Parecer ensejou indicar que ao aprovar as DiretrizesCurriculares Nacionais para os Cursos de Graduao, a inteno mesmogarantir a flexibilidade, a criatividade e a responsabilidade das instituies deensino superior ao elaborarem suas propostas curriculares, por curso,conforme entendimento contido na Lei 10.172, de 9/1/2001, que estabeleceu oPlano Nacional de Educao PNE, ao definir, dentre os objetivos e metas,(...) Estabelecer, em nvel nacional, diretrizes curriculares que assegurem anecessria flexibilidade, a criatividade e a responsabilidade das instituiesdiversidade nos programas oferecidos pelas diferentes instituies de ensinosuperior, de forma a melhor atender s necessidades diferenciais de suasclientelas e s peculiaridades das regies nas quais se inserem....5 5. O Parecer ainda indicou que nesse quadro, era mesmo necessria umaespcie de desregulamentao, de flexibilizao e de uma contextualizaodos projetos pedaggicos dos cursos de graduao, para que as instituies deensino superior atendessem, mais rapidamente, e sem as amarras anteriores,5Grifos nossos.5 6. sua dimenso poltica, isto , pudessem essas instituies assumir aresponsabilidade de se constiturem respostas s efetivas necessidadessociais - demanda social ou necessidade social -, expresses estas que soamcom a mesma significao da sua correspondente exigncia do meio contidano art. 53, inciso IV, da atual LDB 9.394/96.6 6. O Parecer indicou tambm que no percurso da construo das Diretrizes, aCmara de Educao Superior do Conselho Nacional de Educao, aprovou oParecer 583/2001, levando em conta o disposto no Parecer 776/97, da referidaCmara, no Edital 4/97, da SESu/MEC, e no Plano Nacional de Educao, - Lei10.172, de janeiro de 2001, resumindo seu entendimento na forma do seguintevoto: 1. A definio da durao, carga horria e tempo de integralizao dos cursos ser objeto de um Parecer e/ou uma Resoluo especfica da Cmara de Educao Superior. 2. As Diretrizes devem contemplar:a. Perfil do formando/egresso/profissional - conforme o curso, o projeto pedaggico dever orientar o currculo para um perfil profissional desejado;b. Competncia/habilidades/atitudes;c. Habilitaes e nfase;d. Contedos curriculares;e. Organizao do curso;f. Estgios e atividades complementares;g. Acompanhamento e Avaliao. 7. O Parecer conclui indicando que o estabelecimento das Diretrizes Curricularesensejaria oportunidade para que se pudesse estabelecer um perfil doformando no qual a formao de nvel superior se constitusse em processocontnuo, autnomo e permanente, com uma slida formao bsica e umaformao profissional fundamentada na competncia terico-prtica, observadaa flexibilizao curricular, autonomia e a liberdade das instituies de inovarseus projetos pedaggicos de graduao, para o atendimento das contnuas eemergentes mudanas para cujo desafio o futuro formando dever estar apto. 8. com isso em mente, e com as necessrias consideraes do prximo item,que propomos as Diretrizes Curriculares para os cursos de Teologia descritas aseguir.As Diretrizes Curriculares e a natureza prpria do campo da Teologia 1. Retomando o tema inicialmente abordado nesse documento, torna-seimportante o tratamento de alguns importantes pontos na implementao dasDiretrizes Curriculares ao campo da Teologia, tais como: a. O contedo curricular tendo em vista a diversidade prpria daTeologia. Esse fato se manifesta no apenas em termos de contedo(item que necessariamente no alcanado pelas Diretrizes), mas nasdisciplinas oferecidas por meio de cada tendncia teolgica,considerando-se a sua tradio de origem, e at mesmo nas suas...</p>