direito tributÁrio oab xx estratÉgia aula 09

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  • Aula 09

    Direito Tributrio p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professor: Fbio Dutra

  • Direito Tributrio para XX Exame da OAB

    Curso de Teoria e Questes

    Prof. Fbio Dutra- Aula 09

    Prof. Fbio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Pgina 1 de 69

    AULA 09: Suspenso, Excluso e Extino do Crdito Tributrio

    SUMRIO PGINA Observaes sobre a aula 01 Suspenso da Exigibilidade do Crdito Tributrio 02 Extino do Crdito Tributrio 19 Excluso do Crdito Tributrio 59 Gabarito das Questes Comentadas em Aula 69

    Observaes sobre a Aula

    Ol amigo (a), tudo bem?

    com muita satisfao que chegamos at aqui! Nosso curso j est praticamente na reta final! Posso afirmar que se voc chegou at aqui, um grande vencedor! Muitas pessoas desistem e no chegam at o final do curso.

    Embora no parea to complicado para voc, e esse o nosso grande desafio como professor, o contedo estudado neste curso extremamente complexo e muito ricos em detalhes, os quais devem ser memorizados!

    Em relao aula de hoje, o tema bastante relevante para a prova! Trata-se da suspenso, extino e excluso do crdito tributrio. Como so assuntos intimamente relacionados, vamos estudar tudo de uma vez s! A assimilao certamente ser maior! claro que isso faz com que o volume de pginas seja um pouco superior, mas no nada assim to grande!

    Cabe destacar que este o tema com maior incidncia nas provas da FGV, aplicadas no Exame de Ordem!!! Portanto, meu amigo, minha amiga, ateno total a partir de agora, porque muito provvel que pelo menos uma questo caia sobre este tema!

    Vamos comear!

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    1 - SUSPENSO DA EXIGIBILIDADE DO CRDITO TRIBUTRIO

    Ns j aprendemos que a obrigao tributria se torna exigvel com a constituio do crdito tributrio, e que isso ocorre por meio do lanamento. Correto?

    Portanto, com a notificao ao sujeito passivo do lanamento efetuado, este pode pagar ou impugnar. Mas o que ocorre caso o sujeito passivo no pague ou mesmo se no lograr xito na impugnao (deciso desfavorvel) e deixar de pagar?

    Da mesma forma que um comerciante no pode obrigar o seu cliente a pagar o carn vencido, a Fisco tambm no pode forar a cobrana. Nesse caso, a Fazenda Pblica deve buscar o adimplemento da obrigao nas vias do Poder Judicirio, com base na ao de execuo fiscal.

    Observao: Para o ajuizamento de uma ao de execuo fiscal, necessrio que o crdito tributrio tenha sido inscrito em dvida ativa. Trata-se de tema que ainda ser estudado em outra aula.

    No entanto, em alguns casos a Fazenda fica impedida de levar a cabo os atos de cobrana. Isso se d, pois o CTN estabeleceu algumas hipteses, denominadas Suspenso do Crdito Tributrio pelo Cdigo. A maioria dos autores prefere denominar suspenso da exigibilidade do crdito tributrio. Tanto faz, pois na prova isso no muda nada.

    As hipteses de suspenso da exigibilidade do crdito tributrio so as seguintes:

    Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crdito tributrio:

    I - moratria;

    II - o depsito do seu montante integral;

    III - as reclamaes e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributrio administrativo;

    IV - a concesso de medida liminar em mandado de segurana.

    V a concesso de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espcies de ao judicial; (Includo pela Lcp n 104, de 10.1.2001)

    VI o parcelamento. (Includo pela Lcp n 104, de 10.1.2001)

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    Pargrafo nico. O disposto neste artigo no dispensa o cumprimento das obrigaes assessrios dependentes da obrigao principal cujo crdito seja suspenso, ou dela conseqentes.

    Antes de estudarmos cada uma das modalidades de suspenso do crdito tributrio, temos de associar ao assunto de hoje algo que vimos na aula sobre interpretao e integrao da legislao tributria.

    Estudamos em aula anterior que a legislao tributria que disponha sobre suspenso do crdito tributrio deve ser interpretada literalmente. Com essa aula, voc ser capaz de responder com maior segurana as questes sobre interpretao da legislao tributria.

    Nessa linha de entendimento, o art. 141 do CTN estabeleceu que o crdito tributrio regularmente constitudo s pode ter sua exigibilidade suspensa nos casos previstos no prprio CTN.

    Ademais, tambm deve ser destacado que o par. nico do art. 151 assevera que a suspenso do crdito no implica dispensa de cumprimento das obrigaes acessrias. Logo, ainda que no seja exigida do contribuinte a obrigao tributria principal, deve continuar cumprindo com as obrigaes acessrias estabelecidas na legislao tributria.

    Tanto as pessoas imunes ou isentas, como aquelas que venham a ter a exigibilidade do crdito tributrio suspensa, devem continuar cumprindo com as obrigaes acessrias. Guarde isso!

    Por fim, outro ponto relevante a discusso acerca da possibilidade de o contribuinte tomar alguma medida, buscando a suspenso da exigibilidade do crdito tributrio, antes mesmo da sua constituio.

    Nesse caso, deve ser lembrado que o que se suspende a exigibilidade do crdito tributrio, e no o dever de lanar. Portanto, a autoridade constitui o crdito, mas fica impedida de realizar a cobrana do tributo ou penalidade.

    Isso bem lgico, pois se o Fisco ficasse impedido de efetuar o lanamento, correria o risco de ser atingido pela decadncia, perdendo o direito de constituir o crdito tributrio.

    Guarde assim:

    Suspenso antes do lanamento possvel constituir o lanamento, mas no pode ser feita a exigibilidade.

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    Suspenso depois do lanamento A exigibilidade se suspende.

    Observao: Quando a causa suspensiva ocorre antes do lanamento, fica estranho suspender algo que nem chegou a ser exigido. Portanto, na sua prova, pode ser dito que quando a causa suspensiva ocorre antes do lanamento, a exigibilidade do crdito tributrio fica impedida de ocorrer.

    Vamos esquematizar as hipteses da seguinte forma para facilitar a memorizao:

    Espero que com esse mnemnico no fique difcil memorizar as hipteses. claro que decorar por completo cada hiptese s possvel se voc souber o que significa. E exatamente isso que iremos fazer de agora em diante.

    Vamos l!

    1.1 - Moratria

    A moratria consiste em nada mais do que a dilatao do prazo para cumprimento da obrigao. Ou seja, altera-se o prazo para pagamento do tributo ou penalidade.

    Com efeito, se houve a dilatao do prazo para pagamento das obrigaes, h suspenso temporria da exigibilidade do crdito tributrio. Deve, ento, a Fazenda Pblica aguardar o prazo previsto na lei que concedeu a moratria para promover a exigncia.

    MOR

    MORDER e LIMPAR

    MORatria

    DEpsito do montante integral DE

    Reclamaes e Recursos administrativos R

    LIM LIMinares em M.S. ou Liminar ou tutela antecipada em outras aes

    PAR PARcelamento

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    Uma leitura do art. 152 do CTN permite inferir que h dois tipos de moratria: individual e geral. Em qualquer caso, necessria a edio de lei.

    A moratria concedida em carter individual ocorre quando o benefcio restrito a determinadas pessoas, que preencham os requisitos estabelecidos pela lei. Dessa forma, para que as pessoas gozem da moratria, necessrio que comprovem autoridade administrativa que esto entre aquelas s quais a lei restringiu. Fica, ento, a moratria concedida pelo despacho da autoridade.

    A moratria concedida em carter geral, por outro lado, ocorre quando a lei generaliza os sujeitos passivos que sero beneficiados. No h, portanto, necessidade de comprovao, nem despacho individual por parte da autoridade administrativa.

    Em relao moratria geral, podemos dividi-la em dois tipos: moratria autnoma (ou autonmica) e moratria heternoma.

    A moratria autnoma aquela concedida pelo ente que detm a competncia tributria para instituir o tributo objeto do benefcio. Por exemplo: o Municpio de So Paulo concede moratria sobre o IPTU referente aos imveis situados em seu territrio.

    A moratria heternoma, por seu turno, aquela concedida pela Unio, quanto aos tributos de competncia dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municpios. Por exemplo: a Unio concede moratria sobre o IPTU referente aos imveis situados no territrio do Municpio de So Paulo.

    H forte controvrsia doutrinria sobre a moratria heternoma, sob a alegao, em alguns casos, de que tal medida afetaria a autonomia dos entes federativos. Frise-se que no h registros de que a moratria heternoma tenha sido concedida at hoje.

    Um dos motivos que podem ter levado Unio no conceder a moratria heternoma a forte restrio contida no art. 152, I, b, o qual estabelece que se tal benefcio for criado, deve ser concedido simultaneamente:

    Aos tributos de competncia da Unio (todos os que ela j insti