direito tributrio oab xx estrat‰gia aula 08

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  • Aula 08

    Direito Tributrio p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professor: Fbio Dutra

  • Direito Tributrio para XX Exame da OAB

    Curso de Teoria e Questes

    Prof. Fbio Dutra- Aula 08

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    AULA 08: Crdito Tributrio e Lanamento; Modalidades de Lanamento e Hipteses de

    Alterao

    SUMRIO PGINA Observaes sobre a aula 01 Crdito Tributrio 02 Lanamento 03 Alterao do Lanamento 11 Modalidades de Lanamento 16 Gabarito das Questes Comentadas em Aula 24

    Observaes sobre a Aula

    Ol, amigo(a). Tudo bem?

    Nessa aula, vamos estudar os temas Crdito Tributrio e Lanamento, bem como os assuntos a eles relativos.

    Avaliamos todas as questes da FGV e constatamos que, embora seja o assunto que mais cai nas provas da OAB, os temas que iremos abordar nesta aula ainda no foram cobrados. Mesmo assim, o estudo desta aula essencial para a compreenso do crdito tributrio!

    Nosso objetivo fazer uma preparao forte, para chegar na prova com tranquilidade!

    Vamos comear?

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    1 CRDITO TRIBUTRIO

    Voc j ouviu falar repetidas vezes sobre o crdito tributrio durante o nosso curso. At o presente momento, voc foi capaz de definir o que vem a ser crdito tributrio?

    Veremos isso a partir de agora!

    O termo crdito tributrio deve ser lembrado como crdito do Fisco e dvida do contribuinte. Logo, o Estado tem o direito ao recebimento do valor, e o contribuinte tem o dever de pagar o valor exigido pelo Fisco.

    Ademais, deve-se destacar que o crdito tributrio no se refere unicamente a tributo, mas tambm s dvidas decorrentes de multas tributrias. Isso se d porque o crdito tributrio decorre da obrigao tributria principal, e, como voc j aprendeu em outra aula, esta tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniria (CTN, art. 113, 1).

    Nesse sentido, o art. 139 do CTN estabelece o seguinte:

    Art. 139. O crdito tributrio decorre da obrigao principal e tem a mesma natureza desta.

    vlido ressaltar que, embora o crdito tributrio decorra da obrigao tributria, as circunstncias que modificam o crdito tributrio, sua extenso ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilgios a ele atribudos, ou que excluem sua exigibilidade no afetam a obrigao tributria que lhe deu origem (CTN, art. 140).

    Observao: Por mais que voc no entenda tudo o que foi dito, no momento, importante que voc guarde que as modificaes no crdito tributrio no afetam a obrigao tributria.

    Assim, relembrando a linha do tempo que j estudamos, quando o fato gerador ocorre, surge a obrigao principal, consistente no dever de pagar tributo ou penalidade pecuniria (multa). Contudo, para que a dvida se torne exigvel (guarde essa palavra), necessrio que a autoridade administrativa realize o lanamento.

    O lanamento confere liquidez (quanto ao valor) e certeza (quanto existncia) obrigao tributria principal, alm de torn-la exigvel.

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    2 LANAMENTO

    Para explicarmos melhor o que vem a ser o lanamento, nada melhor do que transcrevermos o art. 142 do CTN:

    Art. 142. Compete privativamente autoridade administrativa constituir o crdito tributrio pelo lanamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrncia do fato gerador da obrigao correspondente, determinar a matria tributvel, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicao da penalidade cabvel.

    Com o surgimento da obrigao tributria, necessrio que algum (a autoridade administrativa) com conhecimento da legislao aplicvel defina o valor exato a ser pago de tributo ou multa, apurando a base de clculo e aplicando sobre ela a alquota vigente. Alm disso, deve-se verificar quem o sujeito passivo (contribuinte ou responsvel) que possui o dever legal de pagar o montante devido. A esse procedimento, denominamos lanamento.

    Para memorizar todo o procedimento de lanamento, guarde o seguinte mnemnico:

    A funo do lanamento no fazer nascer a dvida, mas sim torn-la exigvel.

    Embora o prprio art. 142 do CTN mencione que o lanamento considerado um procedimento administrativo, o entendimento da doutrina o de que se trata de um ato administrativo.

    V

    D

    C

    I

    P Propor aplicao da penalidade cabvel (se for o caso)

    Determinar a matria tributvel

    Calcular o montante do tributo devido

    Identificar o sujeito passivo

    Verificar a ocorrncia do fato gerador da obrigao tributria

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    Ao estudar Direito Administrativo, voc ver que os atos administrativos possuem certos requisitos para que se tornem vlidos. Alm disso, h tambm determinadas caractersticas ou atributos tpicos dos atos administrativos. Com base nos conceitos oriundos do Direito Administrativo, possvel concluir que de fato o lanamento um ato administrativo.

    Para resolver as questes, o que voc deve ter em mente o seguinte:

    O lanamento um procedimento administrativo (se a questo no fizer ressalvas);

    O lanamento um ato administrativo, embora resulte de um procedimento, por possuir determinados requisitos de validade e caractersticas inerentes aos atos administrativos (se a questo se aprofundar na discusso, o que normalmente no ocorre).

    Outro ponto de discusso seria a natureza do lanamento. Novamente, em vez de nos prolongarmos nos comentrios, vou ensinar como o tema deve ser levado para a prova: o lanamento declara a obrigao tributria (verifica a ocorrncia do fato gerador) j existente e constitui o crdito tributrio (previsto no incio do caput do art. 142). Portanto, pode-se dizer que o lanamento possui natureza jurdica mista.

    Lanamento = Natureza jurdica mista

    Declara obrigao tributria; e Constitui crdito tributrio.

    2.1 Competncia para lanar

    O caput do art. 142, do CTN, apenas estabelece que compete privativamente autoridade administrativa constituir o crdito tributrio pelo lanamento. Quem seria essa autoridade administrativa? Cabe ao legislador de cada ente federativo determinar.

    A rigor, a competncia exclusiva da autoridade determinada pelo legislador.

    Por conseguinte, no h possibilidade de delegao ou avocao.

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    Observao: Delegao: Ocorre quando uma pessoa delega a outra o exerccio de uma atribuio. Avocao: Ocorre quando o superior hierrquico exerce temporariamente a competncia de um subordinado.

    A ttulo de exemplo, em relao aos tributos de competncia da Unio, cabe privativamente ao Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil o lanamento. Nos Estados ou Municpios, cabe ao Auditor-Fiscal Estadual ou Municipal, ou denominao equivalente.

    Como decorrncia disso, nem mesmo o juiz tem competncia para realizar o procedimento previsto no art. 142 do CTN, culminando no lanamento.

    Por fim, cabe ressaltar que, de acordo com o par. nico do art. 142, do CTN, a atividade administrativa do lanamento vinculada e obrigatria, sob pena de responsabilidade funcional. Isso significa que no h discricionariedade por parte da autoridade competente quanto ao lanamento, em decorrncia do princpio da indisponibilidade do interesse pblico, visto em nossa aula inicial.

    Alis, ns vimos, quando do estudo do conceito de tributo (CTN, art. 3), que a atividade de cobrana plenamente vinculada. Como o lanamento o procedimento para tornar a obrigao exigvel, a atividade de lanamento tambm vinculada.

    2.2 Legislao aplicvel ao lanamento

    Ao realizar o lanamento, a autoridade fiscal deve considerar a legislao material e a legislao formal. O que seria isso?

    A legislao material (ou legislao substantiva) diz respeito, obviamente, aos aspectos materiais do lanamento, ou seja, refere-se estrutura da obrigao tributria. Como exemplo, podemos citar a lei que define os fatos geradores, as bases de clculo e alquotas, o sujeito passivo da obrigao (contribuintes e responsveis) etc.

    A legislao formal (ou legislao adjetiva), por seu turno, trata dos procedimentos, dos aspectos formais, a serem levados a cabo pela autoridade administrativa no momento do lanamento. A ttulo de exemplo, temos os poderes que possuem as autoridades lanadoras, os prazos para incio e concluso das atividades relativas ao lanamento, o modo de notificao ao contribuinte etc.

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    Aspectos materiais = Compem a estrutura da obrigao tributria

    Aspectos formais = Relacionados aos procedimentos do lanamento

    Essa distino d