direito tributrio oab xx estrat‰gia aula 07

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  • Aula 06

    Direito Tributrio p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professor: Fbio Dutra

  • Direito Tributrio para XX Exame da OAB

    Curso de Teoria e Questes

    Prof. Fbio Dutra- Aula 06

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    AULA 06: Obrigao Tributria; Fato Gerador; Sujeitos da Obrigao Tributria; Solidariedade;

    Domiclio Tributrio

    SUMRIO PGINA Observaes sobre a aula 01 Obrigao Tributria 02 Fato Gerador da Obrigao Tributria 05 Sujeitos da Obrigao Tributria 14 Solidariedade em Direito Tributrio 20 Domiclio Tributrio 25 Gabarito das Questes Comentadas em Aula 28

    Observaes sobre a Aula

    Ol amigo(a)! Tudo tranquilo?

    Na aula de hoje vamos tratar de diversos assuntos. Em primeiro lugar, estudaremos o conceito de obrigao tributria e seus fatos geradores. Tambm faremos um breve estudo sobre os sujeitos da obrigao tributria. Vale ressaltar que o tema mais cobrado no Exame de Ordem sobre a aula de hoje a obrigao tributria (e fatos geradores) e solidariedade.

    Como est o andamento da leitura do CTN e da CF/88? Novamente eu ressalto a importncia de se fazer a leitura para alcanar bom desempenho nas provas!

    Bom, vamos comear nossa aula?

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    1 OBRIGAO TRIBUTRIA

    Muitos conceitos se entrelaaro a partir desse momento. Embora tenhamos visto apenas superficialmente alguns aspectos relativos obrigao tributria, voc ser capaz de perceber que a coisa est comeando a fazer sentido.

    De incio, importante saber que a obrigao caracteriza-se por uma relao jurdica estabelecida entre dois indivduos, credor e devedor, cujo objeto consiste em uma prestao de dar, fazer ou deixar de fazer algo.

    Assim, faz-se necessrio conhecer os elementos subjetivos (sujeitos) e objetivos (prestaes) da obrigao.

    No que concerne aos sujeitos envolvidos na relao obrigacional, cabe destacar que o devedor denominado sujeito passivo, e o credor, sujeito ativo.

    Em direito tributrio, o sujeito ativo o ente instituidor do tributo (Unio, Estados, DF ou Municpios) ou a pessoa jurdica de direito pblico titular da capacidade tributria ativa, que, como j vimos, responsvel pela arrecadao e fiscalizao do tributo.

    Em relao ao outro sujeito da obrigao tributria, isto , o sujeito passivo, pode-se afirmar que este o particular (pessoa fsica ou jurdica), que fica sujeito ao cumprimento das obrigaes tributrias.

    No tocante aos elementos objetivos da obrigao, cabe observar que as prestaes de dar e de fazer exigem uma ao do devedor, sendo, portanto, consideradas prestaes positivas. J a obrigao de deixar de fazer, caracteriza-se por uma absteno do devedor, sendo considerada prestao negativa.

    Assim, retornando nossos olhares para o Direito Tributrio, podemos ter a obrigao de dar representada pelo dever de entregar dinheiro ao Fisco, pagando tributos ou multas. denominada de obrigao principal.

    No que se refere s obrigaes de fazer ou deixar de fazer algo, pode-se definir como prestaes acessrias, com o objetivo de auxiliar a arrecadao e fiscalizao tributria. Assim, por exemplo, o particular pode ser obrigado a escriturar livros fiscais (obrigao de fazer algo) como tambm no impedir o acesso da fiscalizao sua empresa (obrigao de deixar de fazer algo). So as denominadas obrigaes acessrias.

    Nesse contexto, estabelece o caput do art. 113 CTN que a obrigao tributria principal ou acessria.

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    Estudaremos cada um delas a seguir. No entanto, antes disso, bom que voc guardar que, independentemente de a obrigao ser principal ou acessria, ela surge com a ocorrncia do fato gerador. Ou seja, h uma hiptese de incidncia prevista abstratamente que, ocorrida no mundo concreto, faz gerar o liame entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, isto , a relao jurdico-tribtria.

    Observao: Vamos comear a adotar o conceito de sujeito ativo e sujeito passivo nesse momento. No que se refere ao sujeito passivo, veremos, nesta aula, que nem todo devedor contribuinte.

    Nessa linha de raciocnio, s existe obrigao tributria se houver um fato gerador, j que com a ocorrncia deste que surge a obrigao tributria. Esse assunto ser estudado ainda nesta aula.

    Portanto, na aula de hoje, ns tambm vamos estudar a hiptese de incidncia e o fato gerador, as diferenas conceituais entre eles, mas antes necessrio entender melhor o que uma obrigao tributria principal e acessria.

    Vamos l!

    1.1 Obrigao Tributria Principal

    Vamos comear j dizendo o bsico: para uma obrigao ser caracterizada como principal ela deve ter contedo pecunirio, isto , deve haver dinheiro envolvido na obrigao. O sujeito passivo fica compelido a entregar dinheiro ao Fisco.

    Ns j vimos no nosso curso, que os tributos, pelo prprio conceito, distinguem-se das multas, pois aqueles no podem constituir sano por ato ilcito, correto?

    Embora no se confundam, ambos tm algo em comum: possuem contedo pecunirio. Sendo assim, os tributos, os juros e as multas constituem obrigao tributria principal.

    A multa no se confunde com tributo, mas a obrigao de pag-la de natureza tributria, ou seja, uma obrigao tributria pode ter como contedo o pagamento de uma multa tributria.

    Repare que no 1 do art. 113, do CTN, o legislador define que a obrigao tributria tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniria (multas). Ou seja, exatamente o que acabamos de estudar!

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    1.2 Obrigao Tributria Acessria

    Como decorrncia do prprio nome, as obrigaes acessrias possuem como finalidade auxiliar a arrecadao e fiscalizao dos tributos. Isso significa que o objetivo facilitar o cumprimento da obrigao tributria principal. So obrigaes meramente instrumentais.

    No 2 do art. 113, do CTN, foi previsto que o objeto das obrigaes acessrias so as prestaes positivas ou negativas. As primeiras dizem respeito ao fazer algo, as segundas, ao deixar de fazer algo. No, h, portanto, qualquer movimentao no bolso do sujeito passivo. Guarde isso!

    Um detalhe que pode gerar dvidas em muitas se as obrigaes acessrias dependem ou no da existncia da obrigao principal.

    No Direito Civil, aprende-se a regra de que o acessrio segue o principal. Portanto, se, por exemplo, um fazendeiro se compromete a entregar uma gua prenha ao vizinho, o futuro potro est inserido na obrigao.

    No Direito Tributrio, por outro lado, as obrigaes tributrias acessrias independem da existncia de uma obrigao principal. Vamos ver um exemplo j estudado?

    As entidades de assistncia social so imunes aos impostos incidentes sobre o seu patrimnio, por exemplo, conforme previso no art. 150, VI, c, da CF/88. No entanto, ns vimos que tais entidades ficam sujeitas a algumas obrigaes previstas no art. 14 do CTN (requisitos para fruio da imunidade). Elas devem, por exemplo, manter a escriturao de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatido.

    O gozo de imunidade ou de benefcio fiscal no dispensa o seu titular de cumprir as obrigaes tributrias acessrias a que esto obrigados quaisquer contribuintes.

    Com a ilustrao acima, fica fcil perceber a autonomia da obrigao acessria. Veja que a entidade imune aos impostos (no h obrigao principal), mas ainda assim fica obrigada a cumprir os deveres burocrticos, para auxiliar o controle da atividade de fiscalizao.

    Embora no haja uma relao de dependncia entre a obrigao principal e a acessria, a inobservncia desta pode ensejar a surgimento daquela, ou seja, o descumprimento da obrigao acessria gera uma obrigao principal, que so as multas. Observe a redao do 2 do art. 113, do CTN:

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    Art. 113:

    (...)

    3 A obrigao acessria, pelo simples fato da sua inobservncia, converte-se em obrigao principal relativamente penalidade pecuniria.

    Embora o CTN tenha mencionado que a obrigao acessria, se no cumprida, converte-se em obrigao principal, deve-se entender que a obrigao acessria no deixa de existir. Nesse caso, o sujeito passivo fica obrigado a cumprir a obrigao acessria e ainda assim pagar a multa (obrigao principal). claro que, se na prova da OAB cair uma questo literal do dispositivo, voc pode marcar correta!

    Em sntese, no Direito Tributrio o entendimento que voc deve gravar o de que a obrigao acessria no segue o principal ( independente e autnomo), mas a sua inobservncia pode fazer surgir uma obrigao principal.

    Nunca se esquea que a dispensa do cumprimento das obrigaes acessrias deve ser interpretada literalmente!

    2 FATO GERADOR DA OBRIGAO TRIBUTRIA

    Para entendermos melhor o que ser explicado a seguir, necessrio relembrar a linha do tempo at que o tributo seja exigvel do sujeito passivo:

    Instituio do Tributo por lei

    O